História Falta de Controle - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Treesome, Viktor, Yuri, Yuuri
Exibições 288
Palavras 1.017
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Quente. Aquele minúsculo quarto estava insuportavelmente quente, e tudo o que Yuri queria era livrar-se das roupas que vestia. Contudo, não podia... já estava se arriscando demais com o que fazia. Olhou para a porta, rezando para que ninguém a abrisse e amaldiçoando a falta que uma tranca fazia. Mas não importava, não naquele momento. Tinha outras prioridades, outras necessidades...

— Ah... Droga...

Cobriu rapidamente a boca e jogou a cabeça para trás enquanto fechava os olhos. O chão frio não ajudava a amenizar o calor de seu corpo, e a calça se tornou um incômodo tão grande que não pensou duas vezes antes de descê-la pelas pernas junto da cueca até metade das coxas. A camiseta se encontrava úmida e o suor fazia com que os cabelos loiros grudassem na face corada e ofegante.

Apertou as pernas uma contra a outra enquanto a mente viajava e fantasiava contra sua vontade.

— Viktor...

O coração acelerou e bateu forte o suficiente para que o sentisse contra o peito. Mordeu o lábio e olhou, indignado, para a ereção que estimulava em sua mão. Já era a terceira vez só naquele fim de semana, não aguentava mais aquilo, era insuportável se excitar toda vez que sentia os olhos de Viktor em si ou assistia a uma apresentação de Yuuri.

— Yuuri...

É, ainda tinha essa... Como se não bastasse os sentimentos que nutria por Viktor, ainda tinha a imagem do rival invadindo-lhe os sonhos, provocando-lhe com aquela coreografia sensual que Viktor lhe ensinara.

— Ah! Merda...

Abriu as pernas, inclinando o corpo para frente ao se arrepiar. As lágrimas vinham aos olhos, e o prazer se intensificava quando se lembrava do gosto dos lábios de Viktor ou do calor do corpo de Yuuri, que mal sentira direito, mas já estava sedento por ele.

Ouviu passos do lado de fora do quarto... Havia saído correndo do ringue de patinação ao se perceber duro, com certeza havia preocupado os outros dois patinadores que agora cochichavam se deviam ou não incomodá-lo.

— Ah, droga, droga... — praguejou sem conseguir para de se tocar.

Ali, encolhido no chão enquanto se masturbava, com lágrimas pela face e o prazer tão estampado em seu rosto, Yuri sabia que seria o fim se a porta fosse aberta, porém não parou o que fazia. As vozes o estimulavam, a conversa preocupada o fazia sorrir, sincero, e os gemidos não conseguiam mais ser contidos pela mão trêmula diante dos lábios.

Sorriu, perverso como lhe era característico, e deitou-se com as costas no chão.

O clímax estava perto, a irracionalidade também, e talvez tenha sido esse o motivo que o fez se esquecer da gravidade de seus atos.

Imaginou-se sendo possuído, Viktor atrás de si enquanto o fodia com força e lhe sorria de forma depravada como muito fazia quando estavam a sós. Imaginou as estocadas, fundas e firmes, seu corpo se arrepiando e seus gemidos excitando o outro e o fazendo perder a compostura.

— Viktor, ah, Viktor — gemeu, mais alto que antes, conseguindo silenciar as vozes do lado de fora do quarto.

Riu baixinho, lambeu os lábios secos ao girar no chão e ficar de quatro. Acelerou os toques, deslizou os dedos pela glande e espalhou o pré-gozo. Olhando-se, conseguia imaginar Yuuri ali. Ele o lamberia, colocaria seu membro na boca e o chuparia a despeito de sua inexperiência. A boca seria quente, Yuuri seria guloso e o engoliria com fome e afobação. Ah, seria delicioso..

— Ah, Yuuri! — deixou escapar, tão alto quanto o gemido anterior, e os passos que se distanciavam do quarto pararam. — Yuuri, ah, mais, mais...

Penteou os cabelos para trás com os dedos e caiu no chão quando as pernas fraquejaram. Em posição fetal, fechou os olhos, entregando-se às fantasias enquanto podia até mesmo sentir Viktor entrando e saindo de si e Yuuri lambendo e chupando toda parte de seu corpo que tivesse acesso.

Quente, quente demais. Retirou a camiseta e sufocou um gemido desesperado. Queria tanto gozar, tanto se livrar do fogo que incendiava suas veias! Se eles ao menos estivessem ali, se ao menos o tocassem como desejava que fizessem, se o amassem, se o quisessem como os queria, com a mesma intensidade e paixão!

O coração pareceu gostar daquilo, e o corpo gostou muito mais. Um arrepio intenso o abateu de súbito, os olhos arregalaram-se antes de se fecharam com força enquanto o gemido alto e lascivo saía de seu íntimo. Gozou, tão forte que se sentiu fraco e sonolento, tão intenso que o sorriso se fez rapidamente presente e ele até mesmo ignorou os passos que se aproximavam da porta.

Não sabia que tinha dormido, não havia notado quando o sono realmente o fez adormecer no chão frio e sujo com seu prazer, mas acordou bem pela manhã e... devidamente em sua cama.

Sonhara? Preferia acreditar que sim, não suportaria olhar nem para Viktor nem para Yuuri se não tivesse sido um sonho.

Banhou-se, vestiu-se e foi para o ringue de patinação. Suspirou pesadamente ao entrar no vestiário e ver Viktor beijar carinhosamente Yuuri. Fingiu que não viu, não os cumprimentou ou provocou, como sempre fazia, e foi ao armário onde tinha deixado seus patins. Estava de mal humor, decepcionado para ser sincero por não conseguir mais controlar o próprio corpo ou a própria mente.

A respiração quente em sua nuca o fez se virar rapidamente e corar quando se deparou com Yuuri o fitando intensamente, tal como ele fazia com Viktor quando começa a patinar Eros. Recuou pronto para o confrontar, mas suas costas encontraram-se com o peito de Viktor.

O ar faltou quando foi abraço por trás. As mãos apertaram firmemente sua cintura antes de puxá-lo para perto e um beijo molhado e lento foi depositado em seu pescoço. Yuuri deu um passo em direção e, depois de trocar um breve olhar com Viktor, também o abraçou, respirando tão próximo de seu rosto que tudo o que pode fazer em resposta foi engolir em seco.

— Acho que precisamos conversar, Yurio, nós três...

Não havia sido sonho, era real e, melhor do que isso, parecia que se tornaria ainda mais real a partir daquele momento...


Notas Finais


Eis meu OTP. Para mim, tem que ser os três juntos, sério, não dá para separar esses três. Amei demais esses três juntinhos assim.

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