História Fame Ladder - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bieber, Drama, Fama, Justin, Justin Bieber, Romance
Exibições 24
Palavras 2.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


já faz 84 anos... JAHDKJAHSKHDKA presente de dia das crianças, enjoy!

Capítulo 4 - Convite


No sábado eu não fui de novo para a Music Academy. Eu teria uma palestra no turno da manhã e da tarde, e, sabendo que poderia repor a aula na segunda, implorei para Richard me liberar. E ele assim o fez.

Justin vai estar lá, pensei com um sorrisinho sapeca no rosto, então decidi me vestir direito. Eu não me apresentaria novamente com aquele traje ridículo, certo? Certo.

Pus minha calça jeans nova – que é rasgada nos joelhos, uma regata branca que deixava meus seios um pouquinho maiores, uma sapatilha preta com um coração rosa enorme em cima, e pra completar uma bandana branca na cabeça, que era amarrada para frente.

Me olhei no espelho e surtei novamente porque aquela calça ficava perfeita em mim.

–Pronta, Emily? – mamãe abriu a porta do quarto, me encarando.

–Prontíssima. –dei um sorriso confiante e peguei minha bolsa.

 

Da minha casa à Music Academy demorava uns 20 minutos, portanto pus o fone de ouvido e comecei a escutar Aftertaste, do Shawn Mendes, balançando a cabeça e sibilando como uma louca.

Minha mãe intercalava o olhar entre mim e o trânsito, rindo.

Enfim chegamos, e enquanto eu ia para a sala de ensaio, minha mãe ia para a secretaria pagar.

Na porta de vidro, Richard encarava uma folha pregada, quando me viu em sua frente.

–E aí? – o cumprimentei, esperando o moreno me dar passagem para entrar.

Ele ficou me olhando e sorrindo, até que saiu do êxtase e abriu a porta, recuando alguns passos.

Entrei e Rich apressou os passos, subindo no mini palco que tinha ali. Deixei minha mochila numa das cadeiras que havia embaixo, quando me virei e vi Justin deixar de prestar atenção nas cordas de sua guitarra para olhar para mim e sorrir. Um sorriso tão sereno e surpreso, como se não estivesse esperando me ver ali.

E ele não estava esperando, claro.

Involuntariamente fiz o mesmo e senti minhas bochechas arderem. Céus, eu deveria estar como um tomate.

Ao subir no mini palco, o mesmo menino irritante da aula passada se inclinou para mim e sussurrou:

–Ele tá afim de ti.

Franzi o cenho para ele e comecei a rir, incrédula.

–Erik, dê essa guitarra para a Emily e pegue essa aqui. – Rich falou e o menino se levantou, me entregando a guitarra.

–É sério, dá pra ver na cara dele! – o tal Erik falou de novo para mim, com um tom de sarcasmo, enquanto se dirigia ao outro lado do mini palco, perto do professor.

Balancei a cabeça negativamente, ignorando o que o menino havia dito e me sentando na cadeira, que estava um tanto quanto próxima de Justin.

–Boa tarde. – Justin resgatou minha atenção.

–Boa tarde! – respondi sorrindo.

–Que surpresa te encontrar aqui outra vez!

–Pois é, eu tive que faltar no sábado mais uma vez. – dei de ombros, meio desconsertada.

–Tudo bem, galera, vamos ensaiar We Cry Out! – Richard falou estalando os dedos.

[...]

–Já posso ir? – Erik indagou ao professor. –Preciso sair com meu pai agora.

–Tá, tá bom. Pode ir, a gente dá mais umas passadas na música e depois ensaiamos Scar Tissue.

O menino assentiu e pegou a mochila, correndo dali de forma atrapalhada.

Justin estava bastante concentrado na sua guitarra, falando pouquíssimo. Eu e professor zoávamos sempre que alguém errava alguma coisa.

Após passarmos mais umas vezes We Cry Out, o professor deixou as baquetas em cima da caixa da bateria e apoiou as mãos nas coxas.

–E agora? Vamos pra Scar Tissue?

–Quem vai solar? – Justin perguntou para o Richard.

–Você, a Emily e o Nathan. O Nathan só tá ensaiando dia de sábado, ele é da turma da Emily.

–Hm... – Justin assentiu, demonstrando ter entendido. Então o loiro virou-se a mim. –Qual solo você vai tocar, Emily?

–Pois é... – me enrolei para falar em seguida encarei Richard, deixando minha fala pingar sarcasmo. –O Richard ficou de me ensinar, sabe, mas nada até agora!

Justin riu nasalado e Richard se levantou do banquinho da bateria, suspirando.

–Ensina aí pra ela, Justin! – o moreno desceu do palco e saiu da sala, indo provavelmente beber água.

Ai meu Deus.

Eu estava nervosa... Por que eu estava nervosa?

Encarei Justin.

–Eu vou fazer devagar e você me acompanha, tudo bem? – assenti. –Começa na casa 13 com slide pra casa 10. – ele fazia com o dedo indicador e me fitava.

E ele era tão atencioso, como se a qualquer momento que eu errasse ele fosse pegar os meus dedos e posicioná-los na casa correta.

O primeiro solo era pequeno, então eu peguei com bastante facilidade e finalmente mostrei para ele.

–Assim? – inquiri após executar o solo e ergui meu olhar para Justin, que me encarava com os olhos brilhando.

–Perfeito.

Eu ri envergonhada, me incomodando com as curtas respostas que ele me dava e o olhar dele.

–Você parece tão tímido pessoalmente, Justin...

Ele deu um sorrisinho e desviou o olhar, fitando a guitarra enquanto fazia solos rapidamente.

–Desculpa. Fico assim quando fico perto de garotas bonitas.

Um sorriso enxerido se posicionou em meus lábios e eu magicamente corei.

Droga, Justin Bieber.

–Obrigada pelo elogio, mas você não precisa ficar assim perto de mim. Eu não mordo, eu juro.

Justin gargalhou.

–Entendi... Vamos aprender o segundo solo?

–Mas eu só vou tocar um, não precisa! – protestei.

–Mas agora somos só nós dois, alguém vai ter que tocar mais um. – ele deu de ombros, jogando uma indireta.

–Você sabe todos, por que não toca?

–Porque quero te ver tocando e eu também sou professor aqui, ok? – fingiu ser autoritário e eu revirei os olhos, rindo.

–Tá bom, tá bom.

 

Na metade do terceiro solo, eu estava meio cansada. Como era grande! Eu tentava me situar nas casas quando ouvi aquela voz rouca se dirigir a mim.

–Se eu te convidasse pra ir ao cinema comigo você iria?

Elevei minha cabeça para olhar nos olhos cor de mel, admirada.

–Sim! – falei como se fosse óbvio. –Claro, por que não?

Ele sorriu aliviado.

–Que dia você está disponível?

–Olha, esses dias eu to estudando bastante, mas como eu que faço o meu horário a partir da tarde, nós podemos sair qualquer noite, menos quarta, sábado e domingo.

–Tudo bem, eu também estou ocupado nesses dias. – ele sorria alegre como uma criança. –Então vamos na sexta. Que tipo de filme você gosta?

–Ah, eu curto de tudo um pouco, menos terror.

–Sério? Eu também! – rimos surpresos com aquilo. –Tem uma comédia que eu queria assistir, mas não sei se ainda está passando.

–É meio difícil mesmo. Um dia desses eu tava no shopping, toda feliz porque o filme que eu queria assistir com a minha amiga tava em cartaz. Três dias depois eu voltei e não estava mais! – uni as sobrancelhas, indignada.

–Poderíamos pegar um filme mais recente então. Podemos ir ao shopping depois do ensaio, o que você acha? É aqui do lado mesmo... Depois eu te deixo de volta.

–Pode ser. – sorri serena.

 Richard voltou e nos fitou com um olhar malicioso.

Eu queria enterrar minha cara.

Richard riu enquanto subia no palco e cruzava os braços.

–Perdi alguma coisa? – ergueu as sobrancelhas.

–Perdeu a vontade de tocar, só se for. – tentei sair daquela situação constrangedora. –Vamos terminar o ensaio!

O professor se sentou no banquinho da bateria.

–Mas eu não quero solar, ainda não me sinto preparada. –me encolhi e franzi o cenho, intercalando meu olhar entre Justin e Richard. –To nervosa e com vergonha, por favor, vamos deixar pra próxima...

Richard suspirou e revirou os olhos.

–Tá bom, fujona. Hoje você fica na base... Mas é só hoje!

Yay!

Sorri vitoriosa e o moreno marcou o tempo com as baquetas.

 

Terminando o ensaio, peguei minha mochila na cadeira e murmurei baixinho, colocando-a nas costas. Dali eu iria para a casa da minha vó estudar, então tive de levar minha pilha de livros.

Justin vendo isso se prontificou perto de mim.

–Parece muito pesada pra você levar, eu posso carregar pra você. Afinal, eu que te chamei pra ir lá comigo. – ele riu fraco, envergonhado.

Internamente eu estava gritando. Meu Deus, ele era tão lindo!

–Obrigada. – tentei soar agradecida, mas provavelmente acabei soando como uma garotinha apaixonada.

Tirei das minhas costas e dei pra ele carregar. Andamos até a porta de vidro e ele abriu pra mim, me dando passagem.

Até onde vai esse cavalheirismo?

Saímos da Music Academy e feixes fracos de luz se chocaram contra nossa pele no momento em que iniciamos nosso percurso de duas quadras.

–Do que você gosta? –Justin indagou me olhando rapidamente pra que pudesse prestar atenção na quantidade de carros que vinham na rua.

–Como assim? –depois de checarmos, atravessamos.

–Só fale. –me encarou com um sorrisinho no rosto.

Justin parecia um boneco de porcelana: branquelo, levemente rosado, beiços carnudos, traços finos e os olhos caramelados. Sua sobrancelha era grosseira, mas fazia parte do charme do loiro.

Talvez eu não conseguisse me acostumar com a beleza daquele menino.

–Eu gosto muito de ler, gosto muito de ouvir música, gosto muito de estudar os assuntos que eu considero interessantes, tipo Teologia, Biologia, Astrofísica...

–Você parece inteligente. Eu só leio o que preciso ler, tenho preguiça. –ergueu as sobrancelhas.

–Do que você gosta então? –indaguei curiosa.

–Eu gosto de tocar... Cantar... E cantar... E cantar.

O encarei, surpresa, enquanto entrávamos no shopping e eu ia em direção do elevador, uma vez que o cinema era no último andar.

–Sério? Caramba, não sabia que você cantava! –continuei o encarando e Justin ficou meio sério, apertando o botão do elevador.

A porta se fechou e ele estava claramente nervoso ali dentro.

Franzi o cenho.

–O que aconteceu?

Ele engoliu seco.

–Nada, nada... –tentou fazer com que sua expressão passasse despercebida. –Pois é, eu canto.

–Bem, se você cantar tão bem quanto toca, eu vou virar sua fã número um! –falei e consegui arrancar uma risada dele.

–Eu sou um nada na guitarra comparado ao que eu canto. –ele me encarou com as sobrancelhas erguidas, passando confiança.

–Uau! Que egocêntrico! –rimos. –Fiquei curiosa agora, quero te ouvir cantando!

As portas do elevador se abriram e caminhamos até a parede onde uma tv indicava os filmes e as sessões.

–Quem sabe um dia.

–Como assim “quem sabe um dia”? –inquiri visivelmente indignada, cruzando os braços.

Justin me jogou um olhar compreensivo.

–Em uma ocasião especial eu canto. Não que agora não seja especial, mas... –ele se enrolava. –Enfim, fica mais bonito acompanhado do violão. Ou um piano, talvez.

Fiquei boquiaberta novamente.

–Você também toca piano?

–E bateria. –o loiro completou.

Não acredito que Justin Bieber inventou o talento.

–Não me diga que você também sabe voar, por favor!

Ele gargalhou e negou com a cabeça.

–Eu não sei voar.

Dei de ombros.

–Talvez você seja um anjo que esqueceu como voar. –o cantei sutilmente e ele sorriu pra mim.

–Talvez você seja. –me imitou, dando de ombros e virando-se para encarar a tv. –Vamos escolher logo, sua mãe deve estar pra chegar e eu não quero ser acusado de sequestro.

Revirei os olhos e ri, acompanhando-o.

–Não tem mais a minha comédia. –Justin fez um bico que eu considerei muito fofo, então se virou a mim novamente. –O que sugere?

–O Lar para Crianças Peculiares? Eu queria muito assistir esse, afinal, é o Tim Burton que dirige, eu AMO os filmes dele!

–Tudo bem, então. Nos encontramos aqui na frente do cinema às 19h?

Assenti e voltamos a caminhar, mas dessa vez eu que seguia Justin. E ele ia em direção às escadas rolantes.

Fui num degrau acima do loiro.

–Justin, você é claustrofóbico?

Ele suspirou e olhou pra uma loja qualquer, na tentativa de eu não olhá-lo.

–Sou.

–Por que não me disse? –indaguei calmamente. –Desculpa, Justin, eu não sabia...

–Tá tudo bem, Emily, já passou. –ele virou um pouco o seu pescoço e olhou pra cima, cruzando nossos olhares. –Eu só não queria que você soubesse, não queria parecer um trouxa na sua frente.

–Para com isso, você não é um trouxa. –empurrei o ombro dele de leve e chegamos ao terceiro piso, indo em direção à outra escada rolante. –Talvez você seja por não querer cantar pra mim.

Justin riu e balançou a cabeça, indo na escada na minha frente outra vez.

–Você gosta de que tipo de música? –indagou me olhando. –Eu preciso saber disso, vai que você é uma metaleira que só curte voz rasgada. Eu não sei fazer drive, tá bom?

Eu gargalhei tão alto que todo mundo ficou olhando.

–Ei, o shopping ainda é público, mocinha! –Justin sussurrou, segurando o riso.

–Desculpa! –eu tentava me recompor. –Caramba! Eu pareço alguém que curte voz rasgada?

–Realmente não. Você parece curtir Shawn Mendes, por exemplo.

–Meu Deus, você acertou só olhando pra minha cara fofinha? Isso é preconceito! –rimos e fomos para a outra escada. –Eu curto de tudo um pouco, na verdade. Os meus gêneros musicais favoritos são pop e metal. Eu sei, eu sou bem estranha por gostar de coisas opostas... Eu também amo balé e hip hop.

–Não, isso é bacana. Um músico tem que saber manjar de tudo. Minhas influências do rock vieram pelo meu pai, eu ouvia muito Metallica e Guns n Roses quando ia pra casa dele.

–Eu amo Metallica! –falei animada. –Algo que eu também venho escutando muito esses tempos é música clássica. Fui pra esse lado de tanto ouvir metal sinfônico, acho lindo!

Descemos mais uma escada e finalmente chegamos ao térreo, logo saindo do shopping.

–Eu não curto nada muito pesado, é engraçado você gostar. –Justin riu. –Eu gosto de rock, mas os meus gêneros favoritos são pop e r&b. Curte Justin Timberlake?

–AMO! –eu não contive um gritinho. –Meu Deus, você precisa cantar Justin Timberlake pra mim um dia!

–Um dia! –Justin sorriu sapeca, assentindo pra que atravessássemos a rua.

Chegando no outro quarteirão, meu  celular tocou. Enfiei a mão no bolso e resgatei o iPhone dali, levando ao ouvido ao ver que era minha mãe.

–Oi, mãe.

–Onde você tá? O carro tá estacionado no lado direito saindo da Music Academy.

–To indo, beijo.

Bloqueei a tela e pus de volta no meu bolso.

–Sua mãe?

–É.

Atravessamos a rua seguinte e, chegando perto da Music Academy, Justin optou por se despedir ali mesmo.

–Estou muito feliz que aceitou meu convite.

Sorri tímida.

–Na sexta nós nos vemos. –Justin disse me entregando a mochila que segurava em uma das mãos. –Qualquer coisa você me manda mensagem.

Peguei e pus nas costas.

–Até mais, Justin. –o abracei.

–Até mais, Emily.

Soltamo-nos e ambos fomos para lados opostos.

Apertei meus passos e logo cheguei no carro, abrindo a porta, entrando, e fechando com tudo.

Olhei pra minha mãe e sorri largamente.

–Não marque nada para sexta à noite, você precisa me levar ao shopping! 


Notas Finais


Perdão se ficou uma bosta, mas é isso aí! Justin tá começando a se soltar e mostrar suas verdadeiras características <3 to com muitas ideias pra fic, então vocês podem colaborar com essa leitora linda divulgando, favoritando, e comentando porque eu AMO ler comentários! podem sugerir, opinar sobre a fic, eu adoraria interagir com vocês! beijão <3


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