História Família Perfeita - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amigo Perfeito, Amigo Perfeito 2, Bangtan Boys, Bangtan Sonyeodan, Bts, Familia Perfeita, Jimin, Min Yoongi, Park Jimin, Pipoces, Yoongi, Yoonmin
Exibições 173
Palavras 1.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ TROXAS
Tudo bem?
Bem vindas a segunda temporada de Amigo Perfeito
Pra você que não leu, é melhor ler, já que vão ter várias referências da primeira temporada.
Esse capítulo tá meio pequeno, já que é mais introdução e tudo mais.
Sem mais delongas, vamo simbora

Capítulo 1 - TDAH


P.O.V JiMin

—JiMin, pode abrir os olhos.

Me deparei com um orfanato. Um grande orfanato, com um gramado verde e crianças felizes brincando. Era lindo. Espera. Era um orfanato. Significa que…

—Ai meu Deus, YoonGi!

—Quer entrar lá?

—Eu quero sim! Meu Deus, eu sempre quis isso!

—Eu também, Jiminnie.—Então ele me deu um pequeno selinho.—Vamos?

—Vamos sim!

Descemos do carro e ficamos em frente ao portão, então YoonGi tocou a campainha e algumas crianças nos olharam. Todas pareciam felizes, mas seus olhares eram solitários. Era como se todas estivessem pedindo para ser adotadas, procurando um futuro fora daquele lugar.

Uma senhora que parecia um pouco mais velha nos atendeu. Ela era uma senhora tranquila, eu gostei dela.

—Vieram adotar uma criança?

—Viemos sim.—Respondi, sorrindo.

—Entrem, por favor…

Então ela abriu o portão e as crianças nos rodearam, com curiosidade.

—Crianças, se comportem! Deixem os moços passarem!

—Desculpa, tia MoYeon…

—Voltem a brincar, por favor...—A senhora afastou as crianças.—Me desculpem, é que as crianças não costumam receber visitas, então quando alguém quer adotar algumas delas, elas ficam animadas… Não é todo mundo que quer levar uma criança já crescida. Geralmente procuram bebês.

—Entendemos totalmente a situação, não há problema nenhum.—YoonGi falou.

—Vamos entrar?

—Claro.-Respondemos num uníssono.

Entramos. A maioria das crianças estavam lá fora, brincando, enquanto a maioria aqui dentro fica lendo livros, comendo ou jogando videogame.

—Tia MoYeon! Tia MoYeon!—Chamou uma menininha.

—O que foi, HaEun?

—A SeoHyeon se prendeu no banheiro e não tá conseguindo sair! Me ajuda tia!

—Eu já estou indo!—MoYeon se virou para nós.—Se importam de esperar alguns minutos?

—Sem problemas.—Falei.

Então ela seguiu a menininha até o banheiro. Eu ri.

Percebi que YoonGi não estava prestando atenção na situação da tal da SeoHyeon, mas sim num menininho tímido que dedilhava o chão enquanto lia um livro. Ele olhou para mim, como pedisse permissão para ir.

—Vá.

Então ele caminhou em direção ao menino, se sentando ao seu lado.

Algo me diz que levaremos esse garoto.

P.O.V YoonGi

Aquele menininho me chamou atenção. Eu não sei o que ele tinha de tão especial, mas ele tinha algo. Lógico, me sentei ao seu lado.

—Olá.—Falei, então ele me olhou curioso.

—Oi...—Ele respondeu tímido.

—Sobre o que você está lendo?

—Sobre os Três Porquinhos.—Ele corou.

—Você gosta dessa história?

—Gosto…

—Qual o seu nome?

—Jaeyong…

—O meu é YoonGi, prazer.—Sorri, então ele sorriu de volta.—Quantos anos você tem, Jaeyong?

—Eu tenho sete anos e meio.

Ele parecia nervoso. Queria falar algo, mas a timidez o prendia.

—Posso ler com você?

—Pode!—Respondeu, com um tom um tanto morto.

Então ele sentou no meu colo com o livro, e percebendo o que fez, ele se envergonhou e quis sair, mas eu o abracei antes, fazendo-o encostar a cabeça no meu peito. Ele sorriu.

—Então, em que parte você parou?

—Eu parei na parte que o lobo assopra a casinha de palha.

—Vamos continuar daí.

Continuamos a ler a história. Ele era inteligente, lia com perfeição, mesmo tendo apenas sete anos e meio.

—E os Três Porquinhos viveram felizes para sempre… Fim!—Ele sorriu ao concluir.

Percebi que JiMin estava escorado no canto da parede, olhando para nós, sorrindo.

—Quem é aquele moço que está nos olhando?

—É meu esposo. Quer falar com ele?

—Quero sim...—Falou baixinho.

Ele se levantou e eu fui junto, segurando sua mão.

—Oi! Eu sou o JiMin! Como você se chama?—JiMin se abaixou e ficou a sua altura.

—Jaeyong…

—Vi que você estava lendo. Você gosta de livros, Jaeyong?

—Gosto sim. Eu acho muito legal!

—Sabia que se você vir morar com a gente, você vai ter quantos livros que você quiser?

—Vocês querem me levar?!—Eu vi que um brilho nasceu em seus olhos, mas ele parecia um tanto desanimado. Algo parecia errado com ele.

Foi definitivo. Depois que JiMin disse aquilo, estava mais que óbvio que iríamos leva-lo. Mas eu ainda não entendi a desanimação. Não éramos o que ele esperava?

—Vamos levar você sim, com certeza. Mas me diga, você parece desanimado. Por que?

Ele corou imediatamente e olhou para baixo.

—É o remedinho da concentração. Eu tenho que tomar todo dia ou se não eu fico hiperativo. Eu não sei o que significa isso, mas pelo o que a tia MoYeon fala não é legal… Desculpa...—Ele parecia chorar a qualquer instante.

Eu queria entender exatamente o que seria essa coisa de “remedinho da concentração”.

—Ei meu amor, tá tudo bem.—JiMin pegou ele no colo.—A gente fala com a tia MoYeon, tá bom?

—Tudo bem.—Ele sorriu fraco e abraçou o pescoço de JiMin.

Eu estava morrendo de pena. Eu sabia que ele tinha algo diferente, e ver que ele foi obrigado a ser “normal” partia-me coração.

—A gente vai conseguir resolver o seu problema, tá?—Falei.

Ele sorriu, e por dentro, eu senti uma pequena pontada no coração. Ele não estava bem.

—Vejo que conheceram o Jaeyong!—MoYeon apareceu.—Se interessaram nele?

—Sim… Mas ele me falou sobre um tal de “remedinho da concentração”. O que é isso e por que isso deixa ele tão pra baixo?

Ela suspirou.

—Podemos conversar em particular? Sem o Jaeyong.

—Claro.

—Venham comigo.

Deixamos Jaeyong lá e seguimos MoYeon. Eu estava bastante preocupado.

Entramos na sala.

—Sentem-se, por favor.

Sentamos em duas cadeiras de couro em frente a uma mesa de madeira, que do outro lado havia outra cadeira de couro.

—Jaeyong é um menino muito inteligente. Desde que entrou nesse orfanato, ele impressiona muita gente. Mas tem um problema. Ele é extremamente hiperativo. Muitos funcionários daqui não sabiam lidar com ele. Muitos chegaram a pedir demissão por causa dele. Além disso, na escola ele não conseguia acompanhar a turma, pois era muito distraído. Eu fiquei extremamente preocupada, por isso o levei para um psicólogo. Ele foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. TDAH. O psicólogo então passou um remédio que facilita a concentração dele. Ritalina. O problema é que a Ritalina é um remédio com consequências muito graves, como perda de apetite, ansiedade, tremores e apertos no peito, como se sentisse falta de ar. O próprio Jaeyong sente isso praticamente o tempo todo. Isso deixa ele desconfortável o suficiente para deixa-lo quieto, tímido. Lógico, existe uma alternativa sem medicação, mas é um processo complicado, requer muita atenção dos responsáveis e eu não tenho tempo, já que existem várias crianças aqui no orfanato. Além disso, não temos tantos funcionários, muito menos especializados nessa área. Compreendem?

Segurei na mão de JiMin. Ele parecia querer chorar.

—Compreendemos totalmente. Não se preocupe, semana que vem nós passamos com toda documentação necessária. Nós vamos adotar Jaeyong.

—Tudo bem.

A conversa estava terminada e tudo estava decidido. Semana que vem, vamos levar Jaeyong para nossa casa e lá ele seria feliz.


Notas Finais


Pra quem não sabe, eu tenho TDAH, e eu sou meio que normal, o problema é q eu briso pra carai, e por isso eu fui pra uma psicóloga e ela pediu pra que eu tomasse a Ritalina.

Tomar Ritalina é uma MERDA. Sério, eu odeio isso, já cheguei a jogar uma cartela inteira pela janela só pra não tomar. Eu passava praticamente uma semana INTEIRA sem almoçar, me sentia mal o tempo todo e dormia mal. Meus pais ficaram com pena e me deixaram parar de tomar, e hoje eu sou mais feliz.

Deu mó pena do Jaeyong, principalmente por que eu comecei o tratamento aos 7 anos e só parei com ele aos 12. Ainda bem que ele tá tendo a oportunidade de parar com isso mais cedo.

Só isso msm

O que acharam do capítulo?

Bjs


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