História Family Conflict ✡ [Arkyos Angel] - Capítulo 56


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Categorias Originais
Tags Aaron, Alexa, Anny, Arkyos Angel, Barion, Drama, Família, Hanna, Julian, Kailei, Katrina, Leo, Luan, Luka, Stive, Tragedias, Yori, Yukine
Visualizações 40
Palavras 2.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 56 - Ele não está nada bem...


☘_Yukine on_☘

— Yukine, pare já de beber. - A voz irritante do Joker me faz soltar a garrafa de whisky na mesa do bar e olhar ele.

— Me dê um motivo. - Falo confrontando ele que revira os olhos e se afasta da mesa encostando as mãos na outra. 

— Vai acabar morrendo de tanto beber. Está tomando whisky e vodka como se estivesse tomando água. - Ele aponta para a garrafa parecendo estar muito irritado. Já faz horas que ele está aqui.

— Nada mais tem gosto, nada mais tem sentido. - Me levanto cambaleando. — Me deixe em paz, quero beber até perder a noção do tempo e acordar na cama rodeado de mulheres.

— Desse jeito vai acabar deitado em uma calçada com uns cinco cachorros te lambendo. - A Dalilah chega e tira a garrafa da mesa. — Hoje você não bebe mais Yukine, pelo menos não nesse bar.

— Obrigado Dalilah. - O Joker sorri aliviado. — Yukine, vamos para casa.

— Não quero. - Vou quase caindo até a saída do bar. — Não venham atrás de mim. - Como estou muito bebado não consegui falar claramente, caminho até a porta de saída do bar e vou para fora.

Me sento tonto em um banco iluminado por um poste. Acho que cheguei no bar depois do almoço, não notei o tempo que fiquei, já está anoitecendo. Pra ser sincero, nunca bebi tanto na minha vida. Estou me sentindo enjoado, tonto até demais e quase não consigo enxergar ou ouvir os sons a minha volta.

— Você não está bem. - Sinto uma mão tocar minhas costas. — Yukine, está me ouvindo ? - Reconheço a voz da Anny, mas não quero ela aqui. — Yukine… - Ela parece querer chorar, tudo que eu menos quero nesse momento é ver ela chorar.

— Sai daqui. - Abaixo minha cabeça e encaro o chão que parece girar.

— Não, olha só como você está. - Ela desliza a mão pelas minhas costas carinhosamente enquanto fala tristemente com voz de choro.

— Devia estar feliz não é ? Olha pra mim, caindo de babado, sofrendo, não era assim que queria me ver depois de ter me contado aquilo ? - Firmo minha voz para não parecer tão bêbado.

— Não Yukine.

— Sua vadia. - Isso saiu dos meus lábios quase como se não tivesse sido falado por mim. 

— O quê ? - Ela treme a voz.

— SUA. VADIA. - Grito alto ainda encarando o chão e ela se levanta. Por que diabos estou falando isso ?

— Não sabe o que está falando.

— Traidora... - Para de falar isso Yukine ! 

— Pare com isso Yukine, vamos pra sua casa agora. - Ela me puxa pelo braço. — Não ache que falando isso vai me magoar. - Ela me puxa pelo braço.

— Eu quero que você saia daqui.

— Não vou te deixar. - Ela segura forte meu braço e eu levanto minha mão para dar um tapa nela mas sou impedido por alguém que segurou meu braço. 

— Ia bater nela ? - O Joker me puxa fazendo ela me soltar então sou jogado novamente no banco. — VOCÊ É UM IDIOTA !

☘_Yukine Off_Anny On_☘

Me espanto ao ouvir o grito do Sr. Keller e limpo mas uma vez a lágrima antes de descer. Saí correndo do castelo e encontro o Yukine nesse estado, a culpa está forte agora. Eu não queria que ele acabesse assim e se fosse pra ouvir o que ele acaba de me falar eu não teria vindo.

— Senhor Keller, ele precisa ir pra casa. - Me aproximo do Yukine. — Me ajude.

— Princesa, não devia estar aqui. Corre perigo, devia estar no castelo sendo protegida. - Ele me olha.

— Eu sei, mas o Yukine…

— Ele vai ficar bem, pode voltar. Vou levar esse cretino pra casa. - Ele olha de forma desprezável para o Yukine.

— Eu quero ir junto, tenho que falar com ele. - Falo quase suplicando e ele me olha com olhar penoso e pensa.

— Vamos logo antes que fique mais escuro. - Ele puxa o Yukine e passa o braço dele por cima dos seus ombros e sua mão coloca na cintura do Yukine. Fico ao lado do Sr. Keller e caminhamos até a casa do Yukine. Abri a porta e entramos. Ele colocou a Yukine no sofá mas ele se negou a deitar.

— Ele tem que beber muita agora, eu vou buscar. - Sr. Keller se vira mas logo me olha. — Cuidado com ele.

— Certo. - Me sento em outro sofá e olho o Yukine.

— Não me encare. - Ele reclama.

— Por que se deixou chegar nesse estado Yukine ? - Aperto o tecido do meu vestido na região da coxa e mordo meus lábios com desprezo de mim mesmo ao ver ele assim.

— Você nem se importa. - Ele responde com tom ignorante e foca seu olhar para o nada.

— Me importo, e me importo bastante. Acha que não te amo mais ? Acha que não quero mais você ? Se sim, está errado. - Vou para o mesmo sofá que ele. — Eu ainda te amo e quero muito voltar a ser sua namorada.

— Nosso namoro acabou e não tem como voltar.

— Mentira, eu não aceito isso Yukine. Eu ainda me amo e se está assim é porque ainda sente o mesmo. Eu entendo o porquê de estar com raiva de mim mas não diga que tudo acabou. - Falo tentando não chorar e ele fica calado. — Por favor Yukine, não me faça sentir mais culpa do que já estou sentindo. Você disse que todo mundo erra, quem nunca pulou o muro uma vez na vida em ? - Espero uma resposta. — Por que não me responde ?

— Tente falar com ele quando ele estiver sóbrio. - O sr. Keller trás uma garrafa de água gelada e dá para o Yukine que pega. — Beba até onde conseguir.

— Não suporto isso… - Abaixo minha cabeça e cubro meus olhos com as mãos.

— Acho melhor você vir amanhã.

— Tem razão. - Me levanto e dou uma olhada para o Yukine que vira a cabeça. — Tchau Sr. Keller.

— Até senhorita.

Vou até a porta e saio da casa. 

Caminho até o castelo é quando chego até um dos corredores principais para ir aos quartos e me assusto quando alguém coloca as mãos nos meus ombros. Senti meu coração gelar e me virei bruscamente.

— Calma Anny, sou eu. - O Stive ri. — Foi mau se te assustei.

— Tudo bem. - Me afasto um pouco.

— Eu queria conversar com você. Ainda não nos falamos desde aquela noite.

— Eu falei com minha mãe pra confirmar se era mesmo verdade o que você havia dito naquele dia. Sério, estou surpresa.

— É incrível, você é muito parecida comigo. - Ele olha atentamente meu rosto.

— Realmente somos muito parecidos, mas, como foi que você sumiu ?

— Nosso pai me mandou pra longe no dia em que nascemos. Não vou falar como se ele fosse um monstro até porque ainda não ouvi a versão dele. Mas foi isso. - Ele coloca a mão na nuca e da um meio sorriso. 

— Então, você vai morar aqui ?

— Claro, se vou ser o futuro rei então devo morar aqui.

— Futuro rei ? - Olho ele confusa.

— Sim, agora que estou aqui devo assumir o que é meu por direito.

— Que direito ?

— O direito do filho homem mais velho.

— Olha Stive, não sei em que reino ou mundo você viveu, mas por aqui não é assim que funciona. Não levamos em conta o gênero dos filhos na hora de escolher o sucessor. E aliás, não sabemos quem é mais velho. - Falo pacientemente e ele suspira.

— Quer dizer que a rainha vai ser você ? - Ele meio que debocha.

— Fui treinada e escolhida pelos moradores. Não esqueça que você acabou de chegar. - Me viro. — Tenho que ir, e acho que você deve conversar logo com nosso pai. - Caminho até o corredor dos quartos e encontro minha irmã saindo do dela.

— Nossa Anny, está com raiva ?

— Sim estou, como uma pessoa acaba de chegar e já acha que vai assumir um reino ?

— Está se referindo ao Stive ? - Ela ri. 

— Sim. 

— Eu não sabia que ele ia ser rei. Quem te falou ?

— Ele. Mas eu não acredito que ele posso. Até porque quem foi treinada fui eu. - Cruzo os braços. — Eu juro que se ele conseguir esse trono eu não piso mais nesse reino.

— Por que está agindo assim ? Não gostou dele ?

— Não sei. Algo nele me incomodou.

— Relaxa vai descansar. Amanhã teremos uma reunião em família para discutir algumas coisas.

— Certo. - Passo por ela e entro no meu quarto. Vou até minha cama e noto uma carta encima da mesma. Um pequeno envelope amarelo com um adesivo de coração prendendo. Pego e abro tirando a pequena cartinha e leio o que há escrito nela.

“Venha até o jardim do castelo, estarei te esperando."

Viro o verso do envelope e vejo a assinatura do Barion. Estranho ele querer me ver.

— Será que vou ? - Penso por um estante e pego meu casaco que estava pendurado na porta do meu guarda-roupa. Pego também minha arma angelical para me defender se caso for uma armadilha.

Saio do quarto e me teletransporto até o jardim.

Hoje é noite de lua clara e também há a luz dos postes para iluminar o local. Um pouco a frente surge uma silhueta, logo vejo o rosto do Barion com um leve sorriso vindo até mim.

— Achei que não ia vir.

— Acabei de ler a carta. Por que me chamou ? - Dou alguns passos a frente.

— Eu precisava te ver. Acredita que fui o último a saber do seu desaparecimento ? Quando soube fiquei um tempo aqui no castelo ajudando nas buscas, mas tive um imprevisto no banco e não pude ajudar tanto, mas quando soube que já estava de volta vim correndo.

— Estou feliz em te ver. As coisas não andam muito boas por aqui.

— Entendo. Estou sabendo do tudo que anda acontecendo. Mas saiba que estou aqui pra ajudar.

— Obrigada Barion, apenar de tudo você ainda continua sendo um grande amigo. - Rapidamente abraço ele que pelo visto ficou sem reação mas logo retribuiu o abraço de forma mais acolhedora possível.

— Eu sempre estarei ao seu lado Anny. - Ele fala com a voz relaxada e isso me faz sentir uma tristeza repentina. Me afasto dele e o olho em silêncio sentindo meu coração reconfortar. — Eu gostaria que isso terminasse logo.

— Não sei se vai acabar. - Mordo meu lábio inferior.

— Que isso Anny ? Cadê a garota animada e otimista que eu gosto ?

— Está bem na sua frente, porém indecisa se tudo vai ficar bem. Se fosse do o reino, mas também tem outros problemas.

— O Yukine é um deles ?

— Como adivinhou ?

— Vi ele bebendo em um bar. Vocês por acaso terminaram ?

— Bem… - Olho para o chão pensando no Yukine. — Não creio que ele me ame como antes. Mas não vou desistir do nosso relacionamento.

— Vai correr atrás dele ? Por que Anny ? Será que não entende que tem uma pessoa que te ama e quer te valorizar bem na sua frente ?

— Barion desculpe, mas eu amo o Yukine. - Pego uma das mãos dele. — Também te amo como amigo, meu melhor amigo.

— Como sempre seu melhor amigo. - Ele puxa a mão e coloca-a atrás de suas costas. — Desculpa por ter me apaixonado por você, e pelo que fiz você fazer naquele dia.

— Barion… - Ia falar mais algo para ele mas fui rapidamente puxada para frente e sento meus lábios tocar os dele. Fechei meus olhos pensando "o que estou fazendo ?". Mesmo assim não resisti em corresponder o beijo movimentando de leve meus lábios contra os dele. Quando afastou nossas bocas encostou nossas testas e o silêncio que veio depois falou tudo.

— Eu precisava fazer isso. - Fala ele em tom suave tentando conter a respiração ofegante após o beijo e eu sorri.

— Tudo bem, me senti melhor depois disso. - Ele me olhou como se não entendesse. — Que foi ? Melhores amigos não podem se beijar ?

— Estou feliz que não me deu um tapa. - Ele ri e leva seu dedo indicador até a ponta do meu nariz.

— Não vou negar que você merece, mas não estou afim de fazer isso até porque também mereço um.

— Com certeza, você precisa levar umas boas palmadas dos seus pais para parar de correr atrás daquele jumento mental.

— Não fale assim dele.

— Desculpa, eu sei que ama ele. Mas tome cuidado pois às vezes o Yukine pode se tornar violento e se eu souber que ele te machucou de alguma forma ele morre. E eu estou falar sério.

— Ele nunca me machucaria. Mas obrigada por estar preocupado comigo. - Abraço ele novamente. - Tenho que entrar, amanhã vou acordar cedo.

— Boa noite Anny. - Ele passa a mão no meu cabelo e nos afastamos.

— Boa noite Barion. - Sorriu para ele, vou para meu quarto e entro com meu coração ainda acelerado.

Eu não devia ter aceitado aquele beijo, mas de nenhuma forma me arrependo. Espero não ter que decepcionar o Barion um dia.

Continua...



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