História Family Matters - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Corridas, Criminal, Los Angeles
Exibições 34
Palavras 3.923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hellooo
Mais um capitulo para vocês.
Divirtam-se e até lá embaixo...

Capítulo 11 - Dexter


Fanfic / Fanfiction Family Matters - Capítulo 11 - Dexter

POV JUSTIN

Eu sabia que daria certo. Por mais que não parecesse às vezes, Leslie se importa muito com a família. Por mais que eu não quisesse fazer isso, era o único jeito. Eu precisava de alguém para correr para mim e ela era a pessoa perfeita. Ouvi alguém bater na porta e mandei entrar.

– Estamos prontos. – disse Kenny.

– Mudança de planos. Temos uma missão de resgate. – Kenny me olhou confuso. Eu não havia contado a ele sobre sequestrar o garoto. Se eu tivesse feito, ele faria de tudo para impedir.

– Missão de resgate? – ele perguntou.

– O irmão da Leslie foi sequestrado. – ele parecia mais confuso ainda – Leslie, por que você não vai até a cozinha e procura alguma coisa para comer? Não se preocupe com o Dexter, vou trazer seu irmão de volta, eu prometo.

Precisava ficar sozinho com o Kenny para explicar tudo. Assim que ela saiu, Kenny começou a falar.

– Que porra é essa Justin? Como assim o irmão da garota sumiu? Meus homens estavam na montanha garantindo a segurança deles como você pediu.

– Eu menti. Não pedi a eles que protegessem Leslie e a família, pedi que sequestrassem o Dexter.

– O quê? Por que você fez isso?

– Era a única maneira de convencê-la a correr para mim.

– Eu não acredito nisso. – Kenny disse – Eu juro que não te entendo Justin. Em Londres, quando você descobriu onde a Leslie estava, eu perguntei se viria atrás dela e você disse que ela estava melhor sem toda essa merda na vida dela e agora você sequestra o irmão dela?

– Eu sei que não faz sentindo...

– Não faz mesmo. – Kenny estava ficando irritado – E ainda por cima mentiu para mim?

– Se eu contasse você me impediria.

– É claro que eu te impediria seu moleque estúpido. Você tem merda na cabeça? Sequestrar o irmão da garota? E se os pais dela envolverem a polícia e eles pegarem nossos homens? Estamos com pouca gente aqui e você sabe. – ri com o que Kenny disse.

– Você está sempre tentando me colocar na linha.

– É porque você insiste em fazer coisas estúpidas. – rimos.

Kenny era como um tio para mim, ele sempre ficava de olho para que eu me metesse no mínimo de confusão possível. Acabamos ficando muito próximos já que meu pai sempre tinha trabalho a fazer e passava a maior parte do tempo viajando.

– Por que você fez isso? Porque mudou de ideia? – perguntou.

– Precisamos ficar aqui em Los Angeles. Temos trabalho a fazer e para isso precisamos de grana e para conseguir grana precisamos de um piloto e você sabe que eu não posso me expor por aqui.

– Eu sei... Mas não acho que sequestrar um garoto de 16 anos seja o certo a fazer.

– Eu também não acho certo Kenny, mas no momento eu tenho que fazer o que deve ser feito e não o que é certo.

Kenny respirou fundo.

– Quem mais sabe?

– Chris, Chaz e os seguranças que eu mandei para as montanhas. – falei – Ah e o Mason.

– Espera. Deixa-me ver se eu entendi. Você contou para todo mundo, incluindo o cara que te odeia, mas não contou para mim? – respirei fundo.

– Eu já disse, eu tive que fazer isso. Não importa mais. Agora temos que fazer a Leslie acreditar que vamos a uma missão de resgate.

– Como?

– Apenas finja que não fui eu quem mandou sequestrar o Dexter. – ele ficou quieto por um tempo, fitando o chão.

– Você é igualzinho ao seu pai sabia? – ele disse.

– Isso é um elogio ou uma ofensa? – rimos.

***

Kenny foi até a cozinha ver como a Leslie estava enquanto eu fui procurar o Ryan. Olhei na sala de controle, no quarto dele, no banheiro e até no quarto do pânico, mas ele não estava lá. Fui até a cozinha e vi Leslie sentada com os cotovelos apoiados na mesa.

– Não vai comer nada? – perguntei atravessando a cozinha – Tem muita coisa aqui. – f abrido a geladeira – Comemos pizza quase todos os dias porque o Chris adora paquerar a atendente, então sobra muita coisa. – Peguei um iogurte e voltei a olhar para Leslie. – Você gosta de iogurte? Temos muito. Chaz não vive sem isso.

Leslie continuava parada ignorando tudo que eu dizia. Guardei o iogurte fechando a geladeira e fui me sentar ao seu lado. 

– É tudo culpa minha. – ela disse baixo.

– Não. Não diga isso.

– Você me avisou e eu ignorei. Eu devia... Eu... – Leslie parou de falar e começou a chorar. Merda. Eu tinha esquecido como as garotas podem ser tão sentimentais. Abracei-a e ela começou a chorar mais derramando suas lagrimas no meu terno. Apoiei meu queixo em sua cabeça e afaguei seus cabelos com uma das mãos.

– O que houve? – ouvi a voz do Ryan e Leslie se afastou de mim tentando enxugar as lágrimas.

– Dexter foi sequestrado, mas vamos trazê-lo de volta. Onde você estava?

–  Na garagem. – ele disse apontando para a porta atrás dele – Sequestrado? – eu também não havia contado ao Ryan sobre o sequestro do garoto, afinal, ele disse que não queria se envolver no meu plano.

– É. Vamos montar um plano de resgate. Está dentro? – perguntei e ele desviou o olhar para Leslie, que estava com o rosto vermelho.

– Vou. – ele olhou para mim – Posso falar com você a sós?

Ryan saiu da cozinha e subiu as escadas indo em direção ao quarto do pânico. Eu o segui.

– Sei que você está irritado, mas não é hora para me castigar Ry. – falei irônico.

– Por mais que eu quisesse te torturar Justin não foi por isso que eu te trouxe aqui. A sala é isolada acusticamente, então podemos conversar sem nos preocupar que a Leslie vá ouvir.

– Já sei o que você vai dizer e eu vou poupar tempo: Eu sei que sequestrar o irmão dela é errado, mas foi preciso. Você tentou do seu jeito e falhou, agora vamos fazer do meu. – ele rio sarcástico.

– Você me sabotou. Se não tivesse aparecido...

– O quê? Vocês iriam ter uma daquelas conversas bonitinhas de comédia romântica? Ah por favor, né Ryan. Não temos tempo a perder. Temos que agir o mais rápido possível antes que o alvo fuja ou pior, perceba que está sento monitorado. Daqui a um mês ele vai para Atlanta, precisamos agir antes disso. Temos duas semanas para treinar a Leslie e fazer ela correr e ganhar. Sem a grana da corrida não vamos poder comprar os equipamentos necessários.

– Por que não vamos para Atlanta? Você poderia correr e ganhar a grana, não teria que ficar se escondendo e nem que sequestrar um garoto. – respirei fundo. Aquela conversa já estava me irritando.

–Temos trabalho aqui. Meu pai...

– Desde quando você faz tudo que o seu pai manda? – respirei fundo novamente – Não é por causa dela, é?

– Leslie?

– Não. Justin, diga que você não veio até aqui só por causa da...

– Não. – interrompi – Eu vim... Nós viemos porque temos trabalho a fazer. Não vamos embora até terminar. Liga para o Chris e o Chaz e diz para eles voltarem.

Ryan não estava gostando daquilo. Estava explícito no rosto dele. Pensei que ele fosse se opor, mas ele assentiu e sair do cômodo. Peguei meu celular e liguei para o Mason.

– E então? Conseguiu que queria?– o ouvi rir.

– Eu sempre consigo. Você já enviou a mensagem para a Leslie?

– Ainda não. Achei melhor esperar um pouco.

– Ótimo. Tive uma ideia melhor. Em vez de mandar a mensagem, quero que você ligue para ela daqui à uma hora.

***

POV LESLIE

Depois de mais ou menos uma hora todos nós estávamos reunidos na sala esperando os sequestradores enviarem o endereço onde nos encontraríamos. Chaz Chris e Ryan estavam sentados em um sofá, Kenny, Justin e eu estávamos em outro. Um milhão de pensamentos passavam pela minha cabeça e nenhum deles era bom. De repente meu celular tocou quebrando o silêncio. Tirei o celular do bolso e vi o nome “Dexter”.

– O que foi? – Justin perguntou.

– É ele. O sequestrador está ligando.

– Liga o bluetooth. – Chaz disse.

– Por quê?

– Só liga.

Liguei o bluetooth do celular enquanto Chaz pegava o dele. Atendi e deixei no viva-voz.

– Leslie Banks... – o sequestrador disse – Estou ligando só para conferir se você não abriu a boca.

– Eu não contei para ninguém. Juro.

­– Eu acredito em você. – olhei para o Chaz e ele fez sinal para que eu continuasse falando.

– Por favor, não machuque meu irmão. – Ele riu.

– Isso só depende de você Banks.

– O que você quer comigo afinal? – minha voz saiu tremula. Eu estava com muito medo que ele percebesse que eu estava tentando prolongar a conversa ao máximo.

– Nada de mais. Só acertar as contas.

– Eu não fiz nada para você.

– Mas o seu pai fez. Ele fez muita coisa.

– Eu não sou o meu pai.

– Leslie, sabe o que acontece quando alguém tem uma dívida e morre sem paga-la? A dívida passa a ser da família. Seu pai tinha uma dívida comigo e já que ele está a sete palmos, a dívida passa a ser responsabilidade da família, ou seja, sua e da sua mãe. Agora, eu não quero envolver o garoto e o pai dele. Como é mesmo o nome? Ah é, Sebastian. Eles não têm nada a ver com isso, então contanto que você coopere, eles sairão ilesos.

– Quanto você quer? – ele rio mais uma vez, o som ecoou pela sala fazendo meu corpo se arrepiar.

– Você vai descobrir o que eu quero se me encontrar a meia noite no início da trilha da montanha onde sua família estava acampando. E não se esqueça: Vá sozinha. Se estiver com alguém as coisas vão acabar mal para o seu irmãozinho.

– Posso falar com ele? – ele respirou fundo.

– Ok. – ouvi alguns barulhos e depois ele continuou dessa vez com a voz um pouco distante – Nada de gracinha.

– Leslie! – Dexter falou.

– Dex! Você está bem?

– Estou... – ele gemeu de dor – Me tira daqui, por favor.

– Dex, fica calmo. Vai dar tudo certo.

– Assim espero.  Até à meia noite. – falou o sequestrador e em seguida desligou.

Mais do que nunca eu queria que aquilo fosse um pesadelo. Não podia ser real. Isso era o tipo de coisa que você esperava ver em um filme de suspense e não que acontecesse com você. Não pude deixar de me lembrar da minha mãe e do Sebastian. Eles haviam me ligado um pouco antes avisando que estavam em casa e que os policiais estavam procurando pelo Dexter. Não pude deixar de imaginar como Sebastian estaria agora, sem saber se o filho estava vivo ou não.

– Deu tempo? – ouvi Kenny perguntar.

– Deu. – Chaz disse. Olhei para ele e o vi mexendo em um aplicativo.

– O que é isso? – perguntei.

– Essa é uma das invenções do Chaz. – Chris disse.

– Uma das minhas melhores na verdade. Esse aplicativo pode rastrear ligações de smartphones que estejam emparelhados.

– Emparelhados? – perguntei.

– Conectados por bluetooth.

– E então? – Ryan disse olhando para o Justin.

– Vamos até onde eles estão, observamos por um tempo e quando escurecer nós entramos.

– Não é melhor fazer como ele pediu? – perguntei.

– Les – Justin disse – Se você for ao encontro, ele vai te matar ou talvez te sequestrar também e usar isso para convencer sua mãe a encontra-lo também. Seja como for, essa história não tem final feliz.

Aquilo era o que eu mais temia.

– Qual é o local? – Chris perguntou.

– É em um terreno abandonado do outro lado da cidade. Ele está cheio de containers abandoados. Já passei por lá.

– Tem algum lugar que possamos ficar escondidos e observar? – foi à vez de Kenny perguntar.

– Têm vários. O lugar tá abandonado há muito tempo e a vegetação ao redor pode nos esconder.

***

– Vai dar tudo certo. – Ryan falou.

– É o que eu espero.

Ele colocou uma bandeja na mesa de centro. Nela havia um prato com dois sanduiches e um copo de leite. Ryan resolveu ficar comigo em vez de ir com o resto da equipe.

– Você deveria comer um pouco.

– Não sei se consigo. Minha ansiedade está a mil.

– Você não comeu nada o dia todo. – Bufei. Ryan estava certo, eu não comi nada, mas a única coisa que eu conseguia fazer era pensar no pior – Eles já devem ter começado. – ele disse olhando para a janela, fiz o mesmo e vi que já havia escurecido. Eu passei a tarde toda sentada no sofá encarando a tv desligada e nem vi o tempo passar.

– Ele vai conseguir, não é? – perguntei.

– Vai. Não se preocupe. – ele pegou o controle da tevê e continuou – Posso?

– A casa é sua Ryan, não precisa me pedir permissão. – falei.

– Eu sei, mas se te incomodar...

– Não vai. Acho que é até melhor.

Ryan apoiou as costas no sofá e ligou a tevê. Achei melhor comer um pouco e peguei um sanduiche. Passei à tarde tão preocupada com o Dexter que acabei esquecendo-se de mim, só depois de engolir um pedaço do sanduiche que eu percebi o quanto eu estava com fome. Depois de comer eu tentei prestar atenção no que o Ryan estava assistindo, mas era difícil, eu ainda estava muito preocupada. Levantei e fui até a janela.

– Relaxa. – Ryan falou.

– É mais fácil falar do que fazer.

– Justin sempre consegue o que quer. Ele até te convenceu a correr.

– É diferente. – falei – Eu não tive escolha. Se eu não aceitasse ele não iria ajudar o Dex. – ele respirou fundo.

– Eu sei. Desculpa.

– Vocês brigaram? – perguntei.

– Não é nada demais. O Justin é muito cabeça dura, só isso. Às vezes ele me tira do sério.

Voltei a sentar no sofá ao lado do Ryan.

– Dexter também me tira do sério. Na maior parte do tempo. – ri – Já faz quatro anos que moramos juntos e ainda não aprendemos a lidar direito um com o outro.

– Por que eles decidiram morar juntos antes de se casar?

– Foi ideia da minha mãe. – apoiei as costas no sofá – Eles estavam sem grana para fazer uma festa de casamento do jeito que queriam, mas eles queriam morar juntos, então adiaram... Por quatro anos. – ri de novo – O tempo foi passando e eles acabaram esquecendo-se do casamento, minha mãe dizia que não era tão importante assim, que ela não precisava de uma cerimônia para saber que éramos uma família, mas ela sempre gostou de festas, então quando eles tivessem dinheiro teriam uma.

– Você aceitou de boa?

– Claro que sim. Ela estava feliz. E eu estava cansada dela saindo com tantos caras idiotas. O Sebastian era legal, sempre foi, mas a minha mãe achava que eu não aceitaria muito bem então ela me deu o carro dela.

– O Impala.

– Exato. Não pude reclamar. – ri – Lembro-me bem de quando eles chegaram com as coisas. O caminhão da mudança chegou pela manhã. Eu ajudei minha mãe e o Sebastian a colocar as coisas no lugar, o verão estava acabando e o Dexter estava na casa dos avós por isso só chegaria ao finzinho da tarde. Antes da mudança... Na verdade muito antes de namorar o Sebastian, ela transformou o nosso quarto de hospedes em uma mini academia. – Ryan rio – É sério. – falei – Ela entrou na “onda fitness”.  Eu odiava porque ela ficava falando igual às meninas da minha escola. Quando Eles se mudaram, ela tirou as coisas de lá e disse que eu podia ficar com o quarto, ele era bem maior que o meu antigo, acho que fazia parte do suborno.  – ri novamente – Por mais que eu gostasse do quarto novo eu estava meio apegada ao antigo. Eu adorava atravessar a janela e ficar deitada no telhado olhando as estrelas, fazia isso desde... sempre, eu acho. Naquele dia eu resolvi ficar no telhado do meu antigo corredor um pouco, antes de ir para o meu novo quarto do outro lado do corredor. Quando o Dexter chegou não percebeu que eu estava lá. Eu ouvi um barulho no quarto e quando olhei pela janela ele estava lá. Eu falei ‘Bem-vindo pirralho’ e ele se assustou. Depois do susto ele perguntou ‘o que você está fazendo aí? ’ eu não respondi, só voltei a olhar para o céu, que já estava escuro. Ele se aproximou da janela e perguntou de novo o que eu estava fazendo, ‘olhando as estrelas’ falei, ‘não é perigoso ficar aí? ’ ele perguntou e eu ri. Ele sempre foi o tipo de garoto certinho que não se arrisca em nada e que prefere ver tevê a ir lá fora brincar. Eu era o oposto. Chamei-o pra deitar no telhado, mas ele disse que não. ‘Por que você está aí? ’ ele perguntou, ‘Gosto de vir aqui quando estou com a cabeça cheia. ’ falei. Ele não perguntou mais nada e voltou a arrumar as coisas. Ele não me expulsou de lá, o que me surpreendeu. Se fosse o contrario eu teria obrigado ele a sair, mas ele era esse tipo de garoto. O tipo de garoto que te dá o espaço que você precisa, mesmo que isso faça o dele diminuir. Uns dias depois ele foi a uma festa de aniversário de um amigo e eu aproveitei para ficar no telhado da janela do quarto dele. Quando ele voltou, para minha surpresa, ele se deitou ao meu lado. ‘Cabeça cheia? ’ eu perguntei, ele respondeu que sim, mas eu não perguntei o porquê. Depois disso meio que virou algo nosso sabe? Deitar no telhado juntos e olhar as estrelas. Sem conversar . Acho que é só nesses momentos que não discutimos. Quando estamos calados.

Ryan riu e eu o acompanhei. Apoiei os cotovelos na perna e a cabeça das mãos.

– Eu não consigo deixar de pensar que isso tudo é culpa minha.

– Ei, não diga isso. – Ryan falou – Não é culpa sua.

– O Justin me avisou. – falei olhando para Ryan.

– Como você poderia saber que ele estava falando a verdade?

Ryan estava certo, mas mesmo assim eu não conseguia parar de pensar que era culpa minha.

 

***

POV JUSTIN

Eu havia combinado com o Mason e os seguranças. Simularíamos um resgate e teríamos que ser convincentes, Dexter precisava acreditar que aquilo era verdade. Quando anoiteceu, Chaz, Chris, Kenny e eu entramos no galpão e começamos a atirar nos seguranças, como estavam cientes do plano e com coletes a prova de balas eles apenas fingiram que estavam mortos. Dexter estava amarrado em uma cadeira no cento do galpão com uma mordaça na boca. Ao lado dele estava Mason, assim como os seguranças que estavam se passando por sequestradores. Mason usava uma mascara dourada no estilo da mascara do personagem “V” do filme “V de Vingança”. Escondi-me atrás de uma pilha de caixas enquanto Chaz, Kenny e Chris apontavam as armas e ia em direção ao Mason.

– Ora, ora. – ele disse com a voz abafada por causa da máscara – Que bela surpresa.

– Abaixe a arma. – Kenny falou.

– Acho melhor parar aí mesmo. – Mason disse – Se não eu estouro os miolos do garoto. – e apontou a arma para a cabeça do Dexter. O garoto estava em pânico.

– Você não vai fazer isso. – Kenny disse – Não com três armas apontadas para a sua cabeça.

Mason estava de costas para mim, então comecei a me aproximar devagar.

– Se eu morrer, eu vou levar o moleque junto.

– Que tal se nós conversamos? – Chaz disse.

– Conversar? – Mason riu.

Pulei em cima dele derrubando-o e sua arma caiu longe, assim como a minha. Chaz foi em direção ao garoto e o desamarrou. Mason conseguiu se virar e deu um soco na minha cara. Ele se levantou, mas eu o derrubei novamente, dei um soco nele, mas por causa da máscara eu que me machuquei. Enquanto isso Chaz, Kenny e Chris corriam com Dexter em direção à saída. Mason desferiu mais alguns socos e eu o chutei no tórax. Levantei-me e fui até a saída, mas ele me atacou e eu caí. Mason foi em direção à arma, mas eu fui mais rápido e o chutei, fazendo-o cair em algumas caixas. Peguei a arma e fui até onde ele estava.

– Rápido Justin. – Chris gritou.

Segurei firme a arma e dei uma coronhada nele. Olhei para a porta e vi que eles já tinham saído com o garoto.

– Acho que fomos convincentes – falei. Mason tirou a mascara e seu rosto estava sangrando – Sinto muito por isso. – falei apontando para seu rosto. Entreguei a arma de volta para ele e fui pegar a minha.

– Não. Não sente. – Mason falou rindo – Aposto que você adorou me bater.

Peguei minha arma e voltei para onde Mason estava em pé.

– Você também se divertiu. – falei apontando para o meu rosto. Eu conseguia sentir o gosto do sangue na minha boca, que provavelmente estava cortada.

– Vai ficar melhor amanhã. – ele disse – Eu por outro lado, fui protegido pela mascara. – ele passou a mão no ferimento ao lado da cabeça onde a borda da mascara o cortou – Em parte, pelo menos.

– Eu preciso ir. Mas antes... – falei destravando a arma – Vou ter que te matar.

– Finalmente vai realizar o seu sonho. – Mason disse. Ri e atirei para o teto.

– Serviço feito. – falei – Vou te passar o endereço para você me encontrar amanhã, afinal eu sou um homem de palavra.

– Só quando lhe convém.

***

POV LESLIE

Justin havia ligado para o Ryan avisando que estava voltando com o Dexter. Senti o alívio percorrer pelo meu corpo, ele estava bem. Estava andando de um lado para o outro na sala, ansiosa para que eles chegassem. Ryan estava no sofá bebendo uma cerveja.

– Vai fazer um buraco no chão. – ele disse.

– Estou muito agita.

– Percebi. Você sabe que ele está bem, que tal relaxar um pouco? – eu ri.

Ouvi o barulho de um carro estacionando e meu coração acelerou. Eram eles. Corri até a porta e abri as pressas. Vi Dexter saindo do carro e corre em sua direção. Ele fez o mesmo. Abraçamo-nos e eu pude relaxar. Ele estava bem, estava ali comigo. Nos separamos e eu olhei para o seu rosto que ficava bem acima do meu por ele ser mais alto.

– Quanto tempo pirralho. – falei e ele rio.

– Valeu cara. – Dexter disse quando Justin se aproximou. Ele estava com rosto todo machucado.

– Sem problemas. – Justin disse – Chris vai dar uma carona até a casa de vocês. – ele apontou para o carro.

– Você não vai? – Dex perguntou.

– Não. Não quero os policiais me enchendo de perguntas.

– Pensei que você fosse um. Você tem uma arma. Todos vocês têm.

– Não. Sou um cidadão comum.

– Então o que tem a temer? Porque não quer que os policiais não te encham de perguntas?

– Por que... – Justin disse – Eu odeio perguntas.

– O que eu digo quando perguntarem como eu o encontrei? – perguntei.

– Dexter você veio o caminho todo olhando pela janela. Conseguiu memorizar o caminho?

– Claro. Eu tenho memória fotográfica.

– Ótimo. Diga a eles que você conseguiu escapar. Você é inteligente, aposto que pode inventar algo. Diga que vocês se encontraram na rua da casa de vocês.

– Acha que eles vão acreditar? – perguntei.

– Se forem convincentes vão. E se vocês chorarem um pouco vai ser melhor. Conte todos os detalhes, mas omita a parte que chegamos e confrontamos os sequestradores.

Dexter assentiu e foi em direção ao carro. Antes que eu pudesse acompanha-lo, Justin me segurou pelo braço.

– Eu cumpri minha parte. Agora você vai ter que cumprir a sua.

– Eu sei. – falei – Obrigada por salva-lo.

– De nada. Um dos caras vai te buscar depois do trabalho amanhã. Provavelmente o Ryan.

– Amanhã? – perguntei.

– Eu não tenho tempo a perder Leslie.

– Meu irmão acabou de voltar...

– Eu sei. – ele interrompeu – Odeio ter que te apressar, mas eu estou ficando sem tempo... E sem grana. Até amanhã.


Notas Finais


Então, o que acharam? Comentem aí pra eu saber. Até o próximo.
xoxo


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