História Family Picture - Supernatural - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Crowley, Dean Winchester, Sam Winchester
Tags Busca, Castiel, Dean, Revelaçoes, Sam, Segredos, Supernatural, Winchester
Visualizações 37
Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olaaaaaar
Boa leitura!

Capítulo 12 - Tickets


Uma outra semana se arrastou como se o tempo não pudesse se esticar mais. Havíamos ficado todo o tempo apenas no Bunker, enquanto eu só estudava Lash e os seus passos. Sam e eu conseguimos contatar um hacker que era amigo da minha mãe e com isso tivemos acesso a alguns lugares que a minha mãe foi atrás de Lash. A partir disso, fizemos um mapa com os lugares mais frequentados pelo demônio em um algoritmo no computador estilo Batman do Sam.

A verdade é que não conseguimos nada muito esclarecedor com isso. Mesmo assim, eu entrei em contato com todos os caçadores e pessoas de confiança da minha mãe que estavam espalhados pelo país, eles eram a fonte da minha mãe, caso algum demônio no estado deles pudesse ser o Lash.

A minha mãe também tinha umas anotações com fotos do último corpo que Lash possuiu. Ele usa essa casca há quase três anos, o que significava que haviam boas chances de encontrá-lo com aquele corpo. Por isso eu pedi a Anthony Braxton, o hacker de confiança da minha mãe, para desenvolver um reconhecedor facial via satélite. Ele disse que precisaria de uns dias para isso, então tudo o que eu podia fazer era esperar. Eu sabia que aquilo podia facilmente ser um tiro no escuro, mas eu tinha que tentar qualquer coisa já que eu não tinha nada concreto.

A verdade era que eu estava andando em círculos, sem nenhuma pista nova. Então tudo o que eu podia fazer era sentar com os meus irmãos no sofá e assistir qualquer coisa.

– Ele vai sair dessa. – Sam comentou com uma fatia de pizza na mão.

– Cara, o Glenn vai morrer. Vai por mim. – Dean falou.

– É claro que o Glenn não vai morrer, ele é um dos principais. – Sam resmungou, pegando outra fatia de pizza. – É só uma virose. – Sam argumentou.

– É uma virose, dentro de uma prisão com muita gente, no apocalipse zumbi. – Eu revirei os olhos.

Passamos a tarde toda nisso, e depois de alguns episódios, quando já era quase madrugada, decretamos toque de recolher. Castiel não dava as caras desde de manhã, e Dean falou que tem uns períodos onde Cas só quer ficar sozinho e que isso deve ser respeitado. Por isso, fui direto para o meu quarto e não procurei pelo anjo.

Saí após tomar banho e fui tomar um leite na cozinha, estranhando o fato de todos terem ido dormir cedo hoje. Quero dizer, já era quase madrugada mas ainda muito cedo para os padrões Winchester.

Ouvi um barulho oco e pousei o copo na mesa, puxando uma arma de baixo do móvel. Era uma pistola. Por alguma razão, os Winchester mantinham algumas armas escondidas em alguns móveis. Segui para a sala, que foi de onde veio o som. Com a arma empunhada, me surpreendi quando vi um Dean saindo de fininho pela escada.

Estranhei e não foi pouco. Coloquei a arma travada no cós da minha calça de dormir e encontrei a chave do carro da minha mãe.

Segui Dean e esperei ele sair com o Impala para poder segui-lo no carro da minha mãe. Eu estava de pijamas, meias e pantufas seguindo o meu irmão por uma razão que eu nem sabia explicar.

O segui com os faróis apagados para não chamar atenção, em uma distância bem longa. Por sorte, a estrada tinha uns dois carros e eu conseguia não chamar atenção. Passou quase uma hora até chegarmos a uma cidade vizinha. Dean estacionou perto de um píer e eu estacionei no quarteirão anterior.

Estava muito frio, mas eu tratei de ignorar por que eu realmente queria entender a razão pela qual Dean havia fugido escondido. Qual é, é do Dean que estamos falando! Ele podia simplesmente sair, e se alguém perguntasse ele apenas mandaria o indivíduo se danar. Por que ele é o Dean Winchester.

Então eu realmente achei intrigante o fato de ele sair pelos cantos como um criminoso. Por isso eu o segui. É totalmente normal, afinal eu estava preocupada. Bem... Talvez mais curiosa do que preocupada, já que Dean Winchester se defende melhor que três Capitão América.

Me escondi atrás de um muro sem tirar os olhos da silhueta de Dean, o que não era difícil já que às duas da manhã no canto afastado de uma cidadezinha estava deserta como uma cidade fantasma.

Andei atrás do meu irmão mais velho a uma distância segura, por poucos minutos ele andou até chegar a uma cabana que parecia abandonada. Dean bateu na porta e entrou. Aguardei alguns segundos e andei até a cabana. Fui a uma janela que estava com uma pequena fresta aberta e olhei através dela mas não vi ninguém. Fui para a janela seguinte e me encolhi ao ver pela brecha, Dean sentado em uma poltrona. Tinha um homem que eu não via direito já que ele não estava no meu campo de visão.

Eles conversaram durante pouco mais de meia hora, enquanto eu tentava não fazer nenhum som por causa do frio. Achei uma posição onde o maldito vento litorâneo não me atingia em cheio, o que ajudava um pouco com o frio. Dean e o homem conversavam sobre uma vingança que o homem estava planejando contra uma horda de vampiros que lhe fez algum mal no passado. O homem ainda perguntou sobre como Dean estava lidando com a vida pós purgatório. Apurei os ouvidos pois aquele era um assunto estritamente proibido no Bunker, Sam havia comentado que o irmão mais velho nunca falara detalhes sobre o que viveu no purgatório e nem Cas falava.

– Você sabe... Eu lido cada dia com os pesadelos. – Dean respondeu como se não estivesse muito à vontade sobre o assunto. E eu sabia que era por que Dean não gostava de demonstrações de fraqueza, já que ele considerava desabafar como sinônimo de fragilidade. Mas mesmo assim eu não pude deixar de sentir raiva. Eu sabia que Sam se preocupava com o irmão, e muito, mas Dean simplesmente tinha esse bloqueio sobre falar de si mesmo. Ele tinha essa mania de querer demonstrar sempre ser forte e decidido. Eu até tentei uma vez entrar nesse assunto delicado mas Dean se esquivou e ergueu os muros em volta de si.

Ninguém podia viver bem reprimindo tudo o que sente. Eu sei bem disso pois sou igual a ele. De algum modo, eu havia neutralizado a dor do luto, e o fato de eu não conseguir chorar era a prova disso. Na verdade, a morte da minha mãe ainda era uma ferida aberta e exposta. Mas de alguma forma, eu continuava entorpecida, como se a ficha não tivesse caído. Sam já tinha tentado extrair algo de mim, mas eu simplesmente travava. Não conseguia falar sobre o que eu sentia, pois sinceramente, eu não sentia nada. Só um vazio enorme.

Mal percebi, e quando vi Dean estava saindo pela porta da frente. Merda. Eu deveria ter saído antes dele, para voltar ao carro e ficar esperando que ele saísse. Agora eu teria que correr para alcançá-lo. Me encolhi, agachada no chão para não chamar atenção. Imagine o meu choque quando vi Dean abraçar o homem que usava um chapéu preto. Deveria ser importante pois era alguém com quem Dean conversava sobre seus sentimentos e abraçava. Aquilo era demais para mim, eles estavam em um nível de amizade muito mais avançado do que eu e Dean.

Observei Dean sumir pelo caminho do qual viemos e aguardei alguns segundos até garantir que o homem havia entrado na cabana. Suspirei aliviada e levantei. Não dei um passo e gelei ao sentir uma mão agarrar o meu antebraço.

Encarei o homem alto que me olhava com cara de poucos amigos e meus olhos se prenderam em seus dentes avantajados. Puta merda, ele é um vampiro. Era a primeira vez que eu via um vampiro ao vivo e aquilo era totalmente assustador. Ele não chegou a apertar o meu braço, apenas me segurou, analisando meu rosto minuciosamente.

– Quem é você? – Ele indagou, o tom de voz muito ameaçador. Agora não estava tremendo apenas de frio, mas de medo também.

– Sou Katherine. Winchester. – Sussurrei.

...

O calor da parte interna da cabana foi muito bem vindo quando eu me acomodei no mesmo local que Dean estava sentado antes. O vampiro ainda andava de um lado para o outro, descrente. Até agora ele ainda não tinha tentado sugar uma gota do meu sangue, e suas presas estavam muito bem recolhidas, obrigado. Eu havia explicado resumidamente o porquê de estar espionando e o laço com Dean. Mas ainda era complexo para mim, entender como o Dean, logo ele, poderia ter um laço de confiança com um monstro.

– Então você quer que eu acredite que você e Dean são irmãos? – Ele indagou, finalmente parando para me encarar, como se buscasse algum traço de semelhança.

– Sim. Filhos do mesmo pai. – Eu afirmei. Nenhum de nós sabia o real resultado do exame, mas isso era irrelevante, dado o laço afetivo forte que estava se desenvolvendo entre Dean, Sam e eu.

– Isso não pode ser verdade. Dean nunca falou sobre você. – Vamp rebateu. Revirei os olhos.

– Descobrimos há pouco tempo.

– Katherine, eu não sei se acredito em você. – Ele murmurou.

– Veja bem... – Eu fiz uma pausa, esperando que ele dissesse o seu nome.

– Benny.

– Veja bem, Benny, nós somos irmãos. Descobrimos há poucas semanas e ainda estamos absorvendo esse fato. Não sei por que Dean não contou sobre mim e vou tentar não ficar ofendida com isso. Mas eu tenho problemas maiores para resolver e... – Eu disparei, mas interrompi meu próprio fluxo de pensamento e encarei Benny com outros olhos. – Espera... Como você e o Dean se conheceram?

– Nós mantivemos um ao outro vivo. No purgatório.

Um silêncio longo e misterioso nos envolveu enquanto eu absorvia aquilo. Então nunca foi apenas Dean e Cas. E era por isso que Dean tinha facilidade de falar sobre o purgatório com Benny.

– Como vocês saíram de lá? – As palavras escaparam descontroladamente da minha boca.

– Dean e eu fizemos um acordo. Eu lhe mostrava a saída de humanos e ele me traria consigo de volta à vida. Foi isso. – Benny explicou.

Eu levantei, preparada para ir embora. Mas encarei os olhos verdes de Benny profundamente.

– Eu... Hm... Obrigado por ter tirado o Dean de lá. – Eu murmurei, gaguejando.

Eu podia entender o laço deles agora. Um havia salvado o outro. E eu não podia ser mais grata por isso. Talvez, se Dean não tivesse sobrevivido, ou conseguido sair, eu nunca teria conhecido os irmãos Winchester, e olhando em perspectiva, eu não sei o que seria de mim sem eles. Eles salvaram a minha vida, e ainda são o motivo de que eu não cometa nenhuma loucura maior.

– Eu preciso ir, mas foi bom te conhecer. Se o Dean confia em você, por que eu não faria o mesmo? – Eu estendi a mão e o cumprimentei.

– Você e Dean estão precisando de ajuda? – Ele ofereceu quando eu virei de costas. Não o encarei quando respondi.

– A não ser que você tenha uma passagem de ida e volta para o inferno, não. – Eu falei ironicamente e atravessei a porta.

Não cheguei a dar dois passos no terreno em frente à cabana, e Benny me segurou pelo pulso outra vez.

– E se eu disser que tenho? – Ele sussurrou. Eu não entendi de primeira.

– Tem o que?

– A sua passagem ida e volta para o inferno. Com escala no purgatório. Você aceitaria?


Notas Finais


Tan tan tantaaaaaaaan *suspense*
E agora? Comenteeeeem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...