História Fanfic Carol e Therese - Nossas Vidas em Madison Avenue - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá.
Finalmente a Rindy passará o dia com sua mãe, mas irá descobrir que uma jovem encantadora divide o apartamento com sua mãe.

Boa leitura <3

Capítulo 13 - Rindy


Fanfic / Fanfiction Fanfic Carol e Therese - Nossas Vidas em Madison Avenue - Capítulo 13 - Rindy

Outubro 1953 – Domingo 14:10

A jovem morena ficou inquieta depois que Carol deixou o apartamento, Therese tentou iniciar uma nova leitura, ao terminar uma página sempre tinha que voltar ao início devido sua leitura desatenta, sua mente vagava pensando no que estaria acontecendo com Carol na casa de Harge, quando imaginou as mãos do senhor Aird tocando Carol, Therese jogou o livro longe.

- Inferno!

Therese massageou as temporas, se levantou arrependida de ter atirado o livro longe ao ver que tinha amassado e dobrado as páginas, ela o pega acariciando-o e o acomoda com os outros livros na estante. Ela suspira olhando os títulos, mas não adianta, ela não consegue pensar em nada além de Carol. Ao observar o relógio da sala, ela olha para a cozinha e resolve desfazer a bela mesa que Carol fez para receber Rindy de manhã, ela guarda o bolo, os cookies e a torta de amora que ela mesma estava ansiosa para experimentar e empolgada para cortar o primeiro pedaço com Rindy.

Depois de tudo guardado e arrumado, ela decide ir trabalhar em algumas fotos que ela registrou no caminho de ida e volta do Times. A fotografia era algo que a tranquilizava, fechou a porta de seu estúdio com a esperança de abri-la apenas quando Carol e Rindy chegassem.

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Outubro 1953 – Domingo 15:45

Carol abre a porta segurando Rindy no colo, ela a coloca no chão e a menina corre para a grande sala. A criança vê uma caixa de brinquedos e vai direto nela.

- Wow, olha quanta coisa. São para mim? – Ela vira para sua mãe com um grande sorriso.

- Sim, floco de neve. Como seus brinquedos estão na casa do seu pai, resolvi comprar alguns para você. – Carol se ajoelha ao lado da filha e ajuda tirar os brinquedos. Uma pequena boneca, um carrinho de bebê, um jogo de chá infantil, roupinhas de boneca, um jogo de madeira para montar e um urso azul de flanela de estampa xadrez com uma gravatinha.

- Que fooofinhoooo!! – Rindy agarra o urso em um abraço apertado sentindo sua maciez.

- Eu sabia que você iria ama-lo.

- Obrigada mamãe. – Abraçando Carol entre ela e o ursinho azul.

- Na verdade, você tem que agradecer outra pessoa pelo ursinho, foi uma pessoa muito especial para a mamãe que trouxe ele para casa.

Rindy balança o ursinho pelos bracinhos enquanto olha para sua mãe.

- Querida, você lembra da Therese? Aquela moça bonita que nos ajudou a montar a arvore do último Natal?

Ela para de balançar e agarra o ursinho.

- Lembro, a gente comeu biscoito com leite. – diz sorrindo.

- Ela mora aqui com a mamãe agora. – Rindy começa olhar em volta, como se Therese pudesse estar por perto.

- Cadê?

- Venha aqui. – Carol pega a mãozinha da filha e a leva pelos corredores dos quartos, ao ver a luz vermelha acessa do estúdio de Therese, ela bate na porta.

Therese estava observando as fotografias já reveladas no varal, já tinha terminado o trabalho, apenas estava refletindo sobre as imagens que tinha capturado durante a semana. Ao ouvir a batida na porta, seu coração acelera e sente um alivio. Ela esqueceu de apagar a luz de aviso para não entrar, ao abrir a porta se depara com Carol e por um instante de felicidade a jovem quase a beija, mas Carol olha para baixo sorrindo e Therese segue seu olhar para a pequena Rindy, segurando a mão de sua mãe e o ursinho.

Rindy e Therese ficam olhando uma para outra. A morena olha para Carol e elas trocam sorrisos, Therese se volta para Rindy.

- Oi Rindy.

Rindy fica com vergonha e encosta na perna mãe e diz um - Olá – timidamente, Carol se abaixa para olhar para Rindy.

- Agradeça o presente.

- Obrigada pelo ursinho... Therese. – colocando os braços para trás.

- Ela está tímida, mas ela adorou.

As covinhas de Therese ficam saliente, ela nota a curiosidade de Rindy em relação a sala de iluminação vermelha, os grandes olhos azuis tentam espiar dentro da sala atrás das pernas da morena, Carol e Therese trocam olhares e a jovem entra de volta na sala retirando algumas fotos secas do varal.

Rindy dá alguns passos tímidos para dentro, Therese ao perceber a curiosidade da criança, tentou fazer com que essa curiosidade a aproximasse. Rindy olha para sua mãe como se estivesse pedindo permissão e ela diz baixinho.

- Pode ir.

Rindy entra na sala e Therese fingi que está mexendo nas fotografias. Rindy fica ao lado de Therese, ela estica o pescoço e os pés para ver o que Therese estava fazendo.

- Por que aqui é vermelho?

- Porque aqui é uma sala de mágica.

- Sala mágica?

Carol se levanta achando graça, Therese capturou a atenção de Rindy.

- Sim, é aqui que eu faço as lembranças durarem para sempre.

- Como assim?

- Quer que eu te mostre?

- Quero!! – sorrindo.

Carol fecha a porta, Therese pega a cadeira e coloca Rindy sobre na cadeira de frente para os recipientes com o revelador, o inibidor de revelação, fixador e água. Carol fica apenas próxima as duas observando Therese e Rindy.

- Uma coisa Importante, você não pode tocar em nenhum desse líquidos, é perigoso. Tá bom?

Rindy balança a cabeça em afirmativa, com os olhos azuis cinzas de curiosidade para ver o que iria acontecer.

- Está vendo esse papel em branco? – Therese mostra o papel dos dois lados, a menina olha curiosa o papel – Nesse papel têm um cachorro e um senhor de nariz engraçado comendo um cachorro quente.

- Não tem nada aí.

- Tem sim, vou te mostrar.

Therese coloca o papel no primeiro recipiente e começa a mexer delicadamente, os olhos de Rindy estão fixo no papel, uma imagem muito clara começa aparece e formar a imagem.

- Wow... Olha mãe!! Olha. – Apontando para a foto aparecendo. – Olha o cachorro. – ela rí.

- Eu disse que tinha um cachorro. – Therese diz sorrindo – Agora a gente passa para esse aqui - ela passa para o outro recipiente. 

- É um foto... Achei que as fotos saiam das câmeras. Ela diz coçando a cabeça.

- As câmeras guardam as fotos bem pequenininhas lá dentro, eu tiro elas lá dentro e faço elas ficarem grandes. – ela passa para o outro recipiente.

- Therese faz fotos mãe! – sorrindo.

- Sim, ela faz querida.

- É muito legal!

- Agora colocamos para secar e pronto... Uma lembrança que irá durar para sempre.

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Depois de outras demonstrações de como revelar as fotos, Rindy ficou mais a vontade com Therese e ambas resolveram mostram o quarto para Rindy.

- Isso, fique com os olhinhos fechado. – Carol segura Rindy no colo que está com as mãozinhas nos olhos, mas ela espreita entre os dedinhos abertos para observar o que se passa.

– Estou vendo seus olhos abertos, sua boba. Feche os olhos.

Tá bom! ... Posso abrir?

- Calma. – Carol fica no meio do quarto de Rindy – Pronto pode abrir.

Rindy abre os olhos, e observa com encantamento, fazendo um wow com a boca, mas não sai o som.

- É azul!!! O Meu quarto é azul, como o mar mamãe!! – Carol a coloca no chão e Rindy corre para a cama e fica em pé para olhar a foto que está na parede na cabeceira da cama.

- É a praia da nossa casa?

- Sim querida, foi Therese que tirou essa foto. – Ela sorri para Therese que está na entrada do quarto.

- Eu adoro azul!! Como o meu ursinho. Gostei mais desse quarto do que o da casa do papai.

- Mas o seu outro quarto é bem maior que esse querida.

- Mas não é azul. – ela sorri.

- Esta vendo aquele baú com estrela? Quando você terminar de brincar, vai guardar todos os seus brinquedos ali dentro.

- Tá bom. – Ela desce da cama, abre o baú para olhar dentro e depois deita no tapete, segurando o ursinho.

- Você deve estar com fome, vou prepara um lanche para você querida.

- Quero ovos mamãe.

- Ok, pode curtir seu quarto enquanto isso.

- Simmm!! – Diz achando graça e rolando no tapete felputo e macio.

Therese e Carol vão para a cozinha, Therese arruma a mesa enquanto Carol pega os ovos e pães.

- Ela parece bem feliz. – Therese diz colocando a toalha de mesa.

- Ela queria a muito tempo vir me visitar. Fico feliz em saber que minha filha sente saudades de mim. – Carol diz colocado duas fatias de pão com manteiga para tostar.

Desde que Carol chegou, Therese estava angustiada para saber o que aconteceu na casa de Harge, enquanto arruma a mesa, ela fica tentando iniciar a conversa sem saber como começar.

- Como foi com Harge? – Se servindo da jarra de suco e se acomoda na mesa.

Carol mexe nos pães virando-os cuidadosamente, pensando no que tinha ocorrido, Therese bebe o suco em silêncio como se tivesse tirando um nó preso na garganta e espera uma resposta.

- Foi péssimo, foi dramático e estupido. – Diz sem se virar para Therese, mas com um tom de rancor. Therese bebe mais gole de suco para juntar coragem e pergunta.

- Ele... Ele tentou alguma coisa?

- Sim... – Carol quebra os ovos na frigideira, mantendo seus os olhos e sua atenção aos ovos.

- Que desgraçado. – Therese diz em voz baixa.

- Carol... Você...

- Não!! – Ela se vira para a morena. – Não Therese! Eu disse que nunca mais iria acontecer!

Ao ouvirem um barulho Carol e Therese observam Rindy falando sozinha na sala, enquanto pega algum brinquedo e o leva para o quarto, Carol senta de frente para Therese pegando em sua mão.

- Anjo, preciso te pedir uma coisa. Por favor não se aproxime do Harge sozinha, nunca mais faça isso. – Therese nota a preocupação no rosto de Carol.

- Por que? Aconteceu alguma coisa?

- Apenas me prometa. – Apertando a mão de Therese.

- Ok... Desculpe se eu compliquei as coisas para você, mas eu precisava ir falar com ele.

- Não se desculpe. Na verdade, achei uma grande demonstração de amor você ir até lá só para me defender.  – Carol diz sorrindo e esfregando polegar na mão de Therese.

- Ele não tinha direito de se aproveitar de você, eu precisava mostrar para ele que você não estava sozinha, sei que eu não assusto Harge, mas precisava que ele soubesse que além dele não ter o direito de exigir nada de você, você tinha alguém de apoiando... Alguém que está ao seu lado, compartilhando sua vida.

- Obrigada. Eu te amo. – Carol beija a mão de Therese.

- Eu também. – As covinhas aparecem encantando Carol – Você pode fazer um desses lanches para mim como demonstração de amor?

Carol rí e levanta indo até o fogão.

- Me diz uma coisa, onde você dormiu aquela noite? – Retirando os ovos e colocando sobre os pães.

- Você não vai acreditar. – Therese sorri bebendo seu suco.

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Depois de comerem o lanche, Therese finalmente pôde comer a tão esperada torta de amora junto com Rindy, a jovem fotografa fez um registro com sua máquina do primeiro pedaço cortado por Rindy como se fosse um aniversário, certamente era um dia de comemoração, um dia que marcava um novo momento na vida do casal e merecia ser registrado. Carol achou engraçada a felicidade de suas duas meninas com seus respectivos pedaços de torta doce, diferente de Therese, Carol não era tão fã de doces e se satisfez roubando algumas garfadas do prato da morena.

O Casal brincou com Rindy, pintaram alguns desenhos, Carol e Rindy tentaram montar um quebra cabeça enquanto Therese dedicou um tempo com suas fotografias, além de deixarem a criança a curtir o espaço do quarto novo. Ambas tomaram cuidado para não demonstrar a afinidade de casal para a criança, mas os olhares, sorrisos e pequenos toques de carinho eram inevitáveis que ocorriam naturalmente.

Therese fez questão de preparar o jantar enquanto Carol acompanhou sua filha no banho. A menina brincava distraidamente com um elefante de borracha na banheira, Carol ensaboava os cabelos loiros da filha.

- Seu cabelo está crescendo, precisamos cortar.

- Por que Therese tem aqueles buraquinhos?

- Buraquinhos? – A mãe estranha a pergunta.

-  Aqueles buraquinhos, aqui. – Rindy aperta os dedinhos nas bochechas, fazendo Carol rir.

- Eu não sei querida, mas acho que é para ficar encantadora.

- Eu vou ter buraquinhos? – Apertando as bochechas.

- Bom, você não precisa deles porque já é encantadora sem eles. Mergulhe. – Rindy mergulha e Carol tira o sabão dos cabelos da filha, Rindy volta limpando o rosto.

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Outubro 1953 – Domingo 22:33

Depois do jantar Rindy ficou no tapete da sala com um de seus brinquedos até adormecer, enquanto Therese e Carol leram um livro próximas uma à outra, Carol pegou a filha delicadamente e a aconchegou na cama, ficou um tempo olhando para sua filha, fazia meses que Carol não via sua Rindy adormecer, uma grande felicidade toma conta do seu coração, depois de alguns minutos ela fecha a porta em silêncio.

Therese sai do banho vestida com seu pijama e observa Carol de camisola arrumando a cama.

- Acha que devo dormir na sala? – Carol olha para Therese e joga o travesseiro na cama.

- Confesso que não pensei sobre isso.

- Eu não me importo, de verdade.

Carol senta na cama pensativa, Therese senta ao seu lado segurando sua mão.

- Carol, está tudo bem. Vai ser apenas algumas noites até ela se acostumar.

Carol beija a mão da jovem, a deita sobre a cama e debruça sobre sua mulher delicadamente.

- Eu não quero que você durma na sala. – Tirando uma mecha de cabelo do rosto da morena.

- Têm certeza? E se ela aparecer aqui no meio da noite?

- Rindy está aqui para somar e não para nos dividir. Ela é uma menina esperta e de ótimo coração, saberemos lidar com a situação, além disso em algum momento ela irá entender qual é o seu real significado em minha vida.

Os grandes olhos de verdes brilham e descem para os lábios cheios de Carol

- Meu anjo... Você é minha vida agora. - Suavemente Therese coloca uma mecha loira solta atrás da orelha de Carol – Você é a minha esposa.

Ao ouvir as palavras de afeto de Carol a morena trás o rosto da loira para si e gentilmente seus lábios se tocam, em um beijo casto e doce de amor, seus dedos se entrelaçam nas mexas loiras delicadamente. As caricias sutis dos lábios e da língua dividindo os lábios pedindo passagem para troca de carícias e sabores, ambas se beijam agradecidas uma pela outra, terminam em um grande abraço sentindo o calor e os corações uma da outra.

Nenhuma palavra foi dita, não era preciso porque seus corpos sentiam todo o carinho e agradecimento, elas não iriam se dividir independente do que acontecesse, era a casa delas, era a vida delas e Rindy seria a filha delas, mesmo que a criança não entendesse em primeiro momento, mas era assim que ela seria tratada, enquanto estivesse na vida de Carol e Therese.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Demorou, mas Carol conseguiu :)

Até a próxima.

deixem elogios, criticas e sugestões são sempre bem vindas

Abraços


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