História Fanfics 10/10 - Capítulo 10


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Categorias Originais
Tags Engraçado, Fanfic, Histórias, Instagram, Top
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - A menina da lanchonete



>prólogo

>2º do ensino médio

>estudo em colégio particular

>todos no colégio tinham condições financeiras muito boas

>era o terceiro colégio mais caro da cidade

>lá fiz 3 grandes amigos

>não importa a quantidade de amigos que você tem, mas se eles lhe ajudam e lhe fazem bem

>(se você acha que todo mundo é seu amigo repense seus conceitos meu caro, existem amigos e colegas)

>estudávamos juntos desde o infantil

>sempre caímos na mesma sala

>fazíamos tudo juntos dentro e fora do colégio

>grupos de estudos a festa toda semana

>era 1 homem (Lucas) e 2 duas meninas (Rosa e Manuela)

>Rosa e Manuela sempre arrumavam umas meninas pra gente e em vez em quando eu e Lucas apresentávamos alguns conhecidos a elas

>somente para curti

>eu sempre sentia falta de alguém pra chamar de amor, mandar mensagem no whats desejando um bom dia, perguntar como foi o dia, essas coisas de casais

>do grupo eu era mais chegado a Manuela sempre contava às coisas que eu sentia e o vazio que sentia

parte 1

>dia 10 de setembro de 2015

>segundo semestre do ano, o diretor entra na sala e fala que teríamos mudanças na grade e as aulas seriam mais longa e jogaria as duas ultimas aulas pra tarde

>eu tinha 5 aulas, seriam 3 pela manhã e 2 a tarde

>todo mundo da escola reclama, porém o que pode faz?

>a gente marca de sempre almoçar em uma lanchonete que vendia uns salgados baratos perto da escola

>por ser barato e praticamente do lado do colégio, metade do colégio ia pra lá

>tinha vezes que não tinha nem mesa pra gente sentar, então fomos atrás de outra lanchonete

>andávamos um pouco, tipo SEMPRE até chegar, porém valia a pena

>tinham poucas pessoas, mas as mesas ocupadas eram somente o pessoal da escola

>mas foi lá que algo me chamou atenção

>as mesas que estavam ocupadas tinham pelo menos duas ou mais pessoas sentadas

>mais tinha uma mesa em especial que só tinha uma menina sentada

>era uma mesa no canto da lanchonete

>bem isolado mesmo

>no primeiro dia deu o foda

>ficava vendo Globo Esporte

>no segundo dia também

>mas no terceiro comecei a reparar que tinha algo de estranho nela

>ela ficava sentada na mesa olhando pra baixo

>fiquei com aquilo na mente o dia todo

>no quarto dia perguntei a Manuela quem era aquela menina

>”ela é da nossa sala pow, ela fica quieta no canto nem sei o tom de voz dela mas o nome dela é Maria. Ela só senta no fundo da sala”

>”vai acabar o ano e você veio notar ela agora? Quer saber mais sobre ela pergunte ao Lucas ele mora frente a casa dela”

>não falei nada, porém fiquei com aquilo na minha mente

>e iria saber mais sobre aquela menina depois daquele dia

parte 2

>duas semanas se passaram

>todo dia a gente ia lá, já tinha meu sanduiche preferido à parada é enorme

>vinha muito queijo e presunto

>e todos os dias Maria estava lá sentada com aquela mesma expressão

>pqp o que essa menina tem?

>o pessoal diz que vai matar aula pra ir à praia me chamam, pôs naquela sexta iria ter um showzinho lá

>digo que não, estava mau em biologia não podia perder aquela aula

>vou pra lanchonete sozinho, peço o meu sanduiche padrão e fico sentado olhando pra Maria

>levanto com o sanduiche na mão e vou até a mesa dela

>”oi tem algum problema de eu sentar aqui pra comer é que as outras mesas estão ocupadas” – falei já sentando na mesa dela

>mentira tinha umas 8 meses vazias

>”pode sentar fica a vontade” ela me disse abaixando a cabeça

>em uma das TV estava passando Globo Esporte

>tento puxar conversa com ela e pergunto se ela gosta de algum esporte

>ela só balança a cabeça dando um sinal de negativo

>”hora já que não gosta de esportes deve gostar de alguma coisa pra passar o tempo” – falei isso colocando o sanduiche na boca

>”olha eu não gosto de muita dessas coisa não, gosto mais de ficar...” – falou isso levantando a cabeça

>vejo que ela para e fica olhando pro sanduiche

>eu percebi, mas finjo que não notei

>”de ficar... continue” digo pra ela completar a frase

>”de ficar lendo livros e ouvindo musicas” – completou abaixando a cabeça

>tentei puxar outro assunto com ela perguntando quais as bandas que ela gostava, mas ela não me respondeu nem levantou a cabeça

>acabo de comer digo tchau e volto pra escola e esperar a aula

>quem disse que eu prestei atenção na bendita aula, só queria saber que mistério tinha por trás daquela menina

>na segunda chego à escola antes do meu bonde e o primeiro do bonde a chegar é o Lucas

>já o abordo na entrada “vem cá o que você sabe da Maria da nossa sala?”

>”rapaz é uma coisa meio complicada ela mora frente a minha casa, o pais delas estão desempregados, e ela tem um irmão de apenas 6 meses. Nem preciso lhe dizer que eles não tem dinheiro pra nada”

>”o pessoal lá da rua fala que eles estão até sem comer direito e que Maria esta estudando aqui pq a dona do colégio ficou comovida com os pais e disse que quando pai dela conseguisse um emprego acertava o valor da mensalidade atrasada”

>então já sei que Maria esta triste por causa da condição financeira dos seus pais e sei o porquê dela esta olhando para aquele pedaço de sanduiche

>é fome

parte 3

>acaba a aula pela manhã e como de rotina vamos para lanchonete chegamos lá Maria estava na mesma situação que vocês já sabem

>pedimos nossos lanches, mas eu pedi dois

>”porra tá com fome mesmo” a galera fala

>falo com o pessoal que iria sentar em outra mesa

>Manuela e Rosa faz aquela cara de wtf, mas Lucas entendeu o que eu iria fazer e só me deu um positivo

>chego na mesa onde Maria estava

>”oi tem algum problema de eu sentar aqui pra comer é que as outras mesas estão ocupadas” – falei já sentando na mesa dela

>mesma pergunta que eu fiz da primeira vez que eu sentei

>só que ela não me respondeu da mesma maneira

>ela me olhou e disse sim, mas não foi um sim seco

>foi um sim com um brilho no olhar

>sentei e comecei a comer

>”você não me respondeu as bandas que você gosta na sexta passada”

>”aah eu gosto de poucas, gosto mas de bandas sertanejas”

>”pow legal”

>não parece uma puta conversa pra você mais foi uma das poucas palavras que ela disse sem abaixar aquela cabeça

>”é comprei dois sanduiches pensando que eu estava com muita fome acho que esse daqui vai me encher, você não quer comer esse não?”

>não iria chegar e simplesmente dizer que eu sei de uma parte do momento que ela vive

>ela de primeiro ficou assustada, mas aceitou

>a galera me fez sinal que tínhamos que ir

>me despedir dela e fui

>”ta querendo comer a isolada” – Rosa falou com o tom de deboche

>deu vontade de dar um murro naquele nariz

>mas me segurei não se deve bater em uma mulher

parte 4

>praticamente fazia isso todos os dias

>saia da aula e íamos pra lanchonete

>eu pegava dois sanduiches e dava uma a Maria e ia embora

>mas um dia quando me disperdi ela perguntou se eu não poderia ir embora com ela

>fiz um sinal pro pessoal ir embora e esperei ela acabar de comer

>a gente foi andando e como eu relatei era longe pra caramba eram uns 25 minutos andando

>”quero te fazer uma pergunta, o pq todo dia você senta na minha mesa e não com o seu pessoal? E pq sempre compra dois lanches e me da uma e sempre diz que pensava que iria comer duas?”

>nesse momento não sabia o que responder

>só pequei o celular e finge que estava falando com meu pai

>”ei não tenta fingir que esta falando no celular, por favor me explica” – ela falou entrando na minha frente

>naquele momento eu pude repara com ela era

>era baixinha, cabelos longos e pretos, pele clara, e olhos pretos

>nunca tinha reparado nela

>”hora eu acho que todo mundo merece lanchar com alguém e nunca sozinho e sobre os lanches, eu sempre comia muito em casa nessa hora que esta passando Globo Esporte”

>Globo Esporte é um puta programa

>”bela desculpa mas não convincente” – ela falou saindo da minha frente voltando a andar

>”já que você me fez uma pergunta deixa eu lhe fazer uma, pq você sempre anda sozinha, você fica naquela mesa sozinha?”

>”acho que no momento o melhor é a solidão não quero passar minha tristeza pra outra pessoal”

>quando ela falou isso àquela expressão de quando eu a vi na mesa daquela lanchonete tinha voltado

>senti um aperto no coração

>”sabe as vezes uma companhia nos fortalece, já que eu não tenho nada a perder me deixa eu ser essa companhia sua”

>ela me deu abraço forte, aquele que só sua mãe lhe dar e aceitou

>eu queria ajudar ela e eu queria que ela ficasse bem e sim estava despertando algo por ela

parte 5

>eu e ela viramos amigos

>apresentei ela pro pessoal, mas antes passei a língua neles pra tratar ela bem

>sentava com ela sempre

>e as desculpas? Sim as mesmas

>voltava com ela conversamos muito

>mas teve um dia que ela me pediu pra leva-la em casa disse que tudo bem

>fomos ao ponto de ônibus e sempre estávamos conversamos

>confesso que eu queria que esse ônibus nunca chegasse

>dava pra ver que ela teve uma mudança

>ela não ficava só olhando pra baixo e triste

>e quando eu a via de cabeça baixa

>eu levantava a cabeça dela e contava uma piada pra ela sorriso

>sim ela sempre sorria das minhas piadas, poderia ser horrível a mais horrível, ela sorria

>o ônibus chegou

>motorista FDP

>a gente foi conversando, até que ela se encostou e mim e eu abracei ela

>um silêncio ficou entre a gente ficamos assim até chegar na hora de levantar

>chegando na casa dela, ela abriu a porta e mandou eu entrar

>era uma casa grande, tinha dois andares, quando abria a porta de mais a porta rangia, as paredes eram pintadas de azul bem fraco e estavam um pouco mofadas, tinham dois sofás e uma mesinha no canto da sala

>”mãe cheguei, trouxe um amigo.” berrou ela

>”Fica ai que eu já volto”

>fiquei na sala em pé esperando ela

>a mãe dela vem e fala comigo com o irmão dela de 6 meses no colo

>me complementa e me manda sentar

>”aaah você que é o amigo da Maria que ela tanto fala aqui dentro dessa casa, já estava louca pra conhecer”

>”sentisse por favor”

>”sabe ela andava muito triste esses dias mas quando ela começou a falar de você ela melhorou, esta mais feliz não fica mais chorando pelos cantos”

>”mas ela anda meio triste, é que próximo ano ela vai ter que ir pra escola publica não temos condições de pagar aquele colégio pra ela”

>ouvi tudo calado e prestando muita atenção

>”desemprego tá complicado né? Mas um dia melhora”

>esbocei um sorriso meio forçado

>Maria desceu e sentou do meu lado praticamente me apertando contra o braço do sofá

>”então qualquer coisa estou na cozinha, vou deixar vocês sozinhos” – falou a mãe dela se levantando e ajeitando o bebe que estava no colo dela

>”então minha mãe lhe contou tudo né?”

>”sim”

>nessa hora eu pude ver que eu estava gostando mesmo daquela menina

>quando a mãe dela disse que ela mudaria de escola e toda sua família sofrendo

>me bateu uma tristeza profunda

>nesse meu pensamento eu olhei pra ela e estava chorando

>”me promete que não vai me deixar quando eu sair de lá?”

>nessa hora simplesmente a beijei ali mesmo na sala da casa dela e disse que nunca iria deixar ela sozinha

parte 6

>nesse período ia todos os dias na casa dela pra levar a escola e levar em casa

>sim nesse tempo já estávamos ficando

>minha galera passou de ano direto e a Maria também

>virou o ano

>viajo com minha família, mas deixei um celular na mão dela pra ligar todos os dias

>na virada do ano passamos o dia só se falando

>falei com ela e os pais delas até com o irmãozinho dela que já tinha 9 meses

>ela me contou que o pai dela recebeu uma proposta de emprego e que estava muito feliz

>comemoramos por telefones e choramos também

>voltei de viajem antes do combinado fui ver ela

>pedi ela em namoro logo quando eu a vi

>ela aceitou estávamos feliz

>juntamos nossas famílias para comemorar o novo emprego do pai dela

>faltando poucos dias paras férias terminar fomos informados que não teríamos mais aulas a tarde

>e agora teria aos sábados

>combinei de que quando saísse da escola iria buscar ela e iria levar ela em casa

>mesmo o pai dela estando trabalhando os pais delas decidiram colocar ela em colégio publico pq fizeram muitas dividas

>foi assim por 7 meses

>quando eu via ela saindo com aquele sorriso me sentia o melhor cara do mundo

>ela sempre saia pulava em cima de mim, me dava um abraço e me beijava

>vai dizer que você não queria esta no meu lugar?

>dali, saímos algumas vezes íamos a praia ficar andando pela areia

>ela gostava de ficar vendo o mar

>não via nada demais, mas ela ficava hipnotizada

>às vezes a gente ia lá pra casa passar o dia vendo filmes juntos no sofá

>eu queria levar ela para sair, ir no shopping, ir ao cinema, levar em um show sertanejo já que ela curtia

>mas ela sempre negava dizia que gostava de coisas simples

>preferia assistir um filme em casa agarradinho e ficar dançando comigo

>eu amava o jeito simples dela

>na verdade eu amava ela

>até que um dia fui buscar ela no colégio

>e ela não saiu com aquele sorriso, nem pulou

>só me deu um beijo no rosto

>vi aquela mesma expressão de quando eu vi na lanchonete

>peguei ela pelos braços e perguntei o que estava acontecendo

>”nada mor to bem e você como tá?” – falou olhando pra baixo

>”Maria fala logo que esta acontecendo se não, não vou sair daqui”

>”sabe o emprego que meu pai estava? Então não deu certo e ele esta pensando em se matar”

>porra não fode vida, estava tudo indo bem

>digo a ela que as coisas vão melhorar e que tudo vai se ajeitar

>no outro dia vou buscar ela e ela com a mesma cara de tristeza

>tentava anima-la ao máximo

>levava ela pra ver o mar

>ficar assistindo netflix juntos

>sempre deitava no colo dela e ela fazia um cafune maravilhoso

>sempre dormia no colo dela

>era perfeito aquilo

>sentia prazer em dizer a ela a todo momento que e a amava e que iria proteger ela de tudo o que for ruim

>ela sorria e me abraçava

>eu via um brilho no olhar dela

>até que um dia eu fui buscar ela na escola

>esperei e nada dela sair

>senti uma pontada no peito, decido ir na casa dela

>um monte policia em frente da casa

>porra é essa?

>vejo Lucas na frente da casa dela (se você não prestou atenção ele mora em frente a casa dela)

>”Lucas que porra aconteceu” – perguntei desesperado

>ele me fala no seco

>”o pai dela surtou, ele matou a mãe, o bebe e tentou matar a filha”

>” Ele estava com depressão desde do dia que perdeu o emprego”

parte 7

>começo a chorar desesperado ele me coloca dentro da casa dele e tenta me acalmar

>”Maria foi levada para o hospital, parece que ela jogo do primeiro andar”

>corri perguntei a um dos policiais que estavam ali onde ela foi levada

>corri pra lá

>chegando lá passei direto pela recepção, encontrei um medico pelo corredor

>”olha ela esta em estado grave, na queda ela bateu com a cabeça forte no chão, vai ser difícil ela sai dessa e se sair as sequelas serão enormes, avise aos familiares dela” saiu entrando na ala da UTI

>sentei no banco e chorei compulsivamente

>se passaram 8 dias do ocorrido

>ela não tinha dado nenhum sinal de melhora

>o único que ia visitar ela era eu e meus pais

>nesse período foram feitas 3 cirurgias

>e nesse exato momento ela estava passando pela ultima e essa seria crucial

>perguntava a Deus todos os dias o motivo dele ter deixado isso ocorrer

>eu não podia vê lá então ficava a vendo pelo vidro

>”é rapaz parece que Deus ouviu suas preces, conseguimos reverter a situação, mas as sequelas podem ser muitas, ela não poder se mover nem os braços nem as pernas” – ele falou de forma seca

>”não fique assim as vezes Deus escreve certo por linhas tortas” completou

>”sim eu posso ver ela?”

>”claro que pode mais ele ainda esta dormindo devido a anestesia”

>quando entrei voltei a chorar foi um choro misturado com felicidade dela está viva e de medo devido às sequelas que ela poderia ter

>”mor, olha eu prometo que a partir desse dia eu vou cuidar melhor de você, eu prometo, eu juro nada vai lhe fazer mau, nada nem ninguém”

>”eu sei que eu lhe prometi mas eu falhei, me desculpa. Mas eu prometo que vou cuidar de você sempre”- falei isso colocando minha cabeça na maca onde ela estava

>”eu sei mor você sempre cuidou de mim, mas pq você esta falando isso?” – ela falou fazendo um cafune com na minha cabeça

> “você tá sentindo seus braços? Me diga o que você esta sentindo?”

>”eu to sentindo meus braços, mas não sinto minhas pernas e minha cabeça doi muito”

>”o que foi que aconteceu, mor?”- ela perguntou olhando pro lados querendo saber onde estava

>”nada, nada, nada só descanse por favor”

>os médicos a olharam e confirmaram que ela tinha perdido o movimento das pernas

>pra minha surpresa ela recebeu a noticia muito bem

>não demorou muito e ela recebeu alta

parte 8

>ela falou que não tinha parentes, meus pais decidiram levar ela para morar com a gente

>e como prometido iria cuidar dela

>a casa foi toda adaptada para ela se sentir confortável

>no começo ela ficou um pouco sem graça

>depois se acostumou

>ela sempre dizia que estava feliz por esta morando comigo e com meus pais

>no final de semana fui com meu pai a antiga casa dela para pegar as roupas delas já que ela iria morar lá em casa

>as marcas de sangue ainda estavam pela casa

>”tá tudo bem meu filho, o pior já passou. Vamos quantos mais rápidos formos mais rápidos saímos daqui’

>fomos até o quarto dela e pegamos tudo que tinha por lá

>até que eu encontrei um bilhete vermelho no canto do quarto dela

>estava destinado a mim

>coloquei no bolso e fomos pra casa

>”mor vamos ver o mar? Já faz tempo que eu não vejo” – Maria falou toda empolgada

>”como eu vou dizer não a você? Vamos”

>fui empurrando a cadeira de roda e conversando

>sentei no banco e olhei pra ela

>aquele mesmo olhar hipnotizada olhando pro mar

>”Maria vem cá esse bilhete aqui foi você que fez?” – falei pegando o bilhete do meu bolso

>”foi, mas depois você ler, vamos aproveitar esse momento” – ela falou segurando a minha mão

>naquele momento eu entendi o motivo dela ficar hipnotizada vendo o mar

>a resposta era simplesmente nada

>sim nada

>simplesmente paramos de pensar, esquecemos nossos problemas, fugimos de tudo

>voltamos pra casa ficamos vendo TV e fomos dormir

>acordei no meio da madrugada, Maria estava dormindo do meu lado

>peguei aquele bilhete para ver o que escrito

”>”amor, desculpas ter voltado ao meu estado de tristeza e eu sei que você esta preocupado comigo, é que meu pai perdeu o emprego e ele esta pior do que da outra vez e eu estou sentindo que ele vai fazer uma besteira, mas to pedindo a papai do céu todos os dias que ele melhor. Mor obrigado por me proteger e cuidar de mim todo esse tempo. Eu sabia desde o começo o motivo de você sempre sentar na minha mesa e vim com dois sanduiches, mas você foi diferente das outras pessoas vou chegou com carinho e demonstrando amor. Você colocou seu amor acima de qualquer dinheiro desse mundo e eu vou te fazer o homem mais feliz desse mundo, vamos casar e vamos ter dois filhos. Amor te amo muito e sei que você sempre vai cuidar de mim.”

>depois que li aquela carta eu abracei ela

>”que foi? Já tá na hora de ir pra escola?” – ela falou coçando os olhos

>”não, ainda não, só queria dizer que eu te amo”

>”também te amo”

>já se passaram 7 anos e Maria está comigo

>hoje já somos casados e temos dois filhos

>ela esta brincando de com Sofia no quintal

>antes de nos casarmos ela começou a sentir um pouco da sensibilidade nas pernas

>e começou a fazer o tratamento, aos poucos ela está conseguindo dar pequenos passos

>meu outro filho Gustavo esta aqui do meu lado

>to ajudando ele a cobrir as letras

>pelo menos uma vez no mês eu e Maria voltamos pra mesma lanchonete

>sentamos na mesma mesa

>e sempre peço o mesmo pedido

>dois sanduiches de queijo e presunto e um sempre e para sempre será dela



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