História The comedy of a love almost impossible - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, One Direction
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Zayn Malik
Exibições 18
Palavras 4.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Summer e brócolis


Fanfic / Fanfiction The comedy of a love almost impossible - Capítulo 7 - Summer e brócolis

Queria dizer a ele que eu estava calma e em ótimo estado e que eu não queria ir para sua casa, mas eu estava a ponto de desmaiar, como iria dizer algo?

            Não senti nada, mas sabia que ele estava me carregando. Mantive meus olhos abertos por um bom tempo, vendo seu semblante meio preocupado e meio nervoso.

            - Carolyn, estamos quase chegando! Você precisa ficar acordada! – ele diz perto do meu rosto para que eu assimilasse melhor.

            Várias vezes ele tentou me ajeitar em seu colo, mas não conseguiu, acho que meu corpo estava tão gelatinoso que eu estava escorregando.

            De repente, um apagão e tudo ficou em silencio e escuro.

            - Claire, você pode chamar meus pais? – algumas gotas caíram em meu rosto.

            - Eles não estão Sr. Edward. O que aconteceu com essa jovem? – a tal Claire deveria ser uma de suas empregadas – Está chovendo muito, vou trazer algo quente para vocês e alguns curativos para a senhorita!

            Meu corpo doía e minha cabeça parecia ter sido esfolada. Harry me colocou em algo felpudo e macio. Levei a mão até minha testa e me arrependi:

            - AI! – gritei.

            - Ei! Não faça isso, vai machucar mais! – Harry puxou minha mão com delicadeza e ficou me encarando – Está doendo muito?

            - Como se você se importasse. – ri e levantei o corpo – Se eu não me engano ano passado você queria me socar, e teria socado se eu não o tivesse impedido, então, por favor, Styles, não me venha com esse fingimento.

            - Eu te carreguei até aqui, você acha que eu não me importo?

            - Acho.

            Ele riu e se sentou na mesinha de centro e ficou de frente para mim.

            - Eu não estou nem ai para o que você acha Carolyn. Claire vai fazer curativos em você e se quiser, pode ir embora depois. – ele se levantou parecendo ofendido – Ah, e obrigado por não me deixar morrer.

            Ele saiu da sala e eu fiquei encarando o nada até Claire chegar com uma caixinha de primeiros socorros:

            - Olá. – ela sorriu e sentou-se diante de mim.

            - Oi. – digo.

            - O que aconteceu? – ela perguntou quando começou a limpar alguns ferimentos.

            - Resumidamente, Harry quase foi atropelado. – brinquei com as minhas expressões.

            - Como? – ela largou o curativo aberto e colocou a mão nos cabelos cinzentos – Ele estava bêbado? – foi à primeira pergunta que fez.

            - Não.

            Ela suspirou pesadamente e balançou a cabeça, voltando a fazer meu curativo.

            - Harry está começando a me dar alguns problemas por causa do álcool.  – ela negou com a cabeça parecendo se lembrar de algo – Mas agora estou vendo que ele está em boas mãos. – ela me encarou e a única coisa que pude pensar foi “O que é que essa mulher está dizendo?”.

            - Sinto muito, mas Harry não é meu namorado, muito menos meu amigo. Ele me odeia e eu o odeio na mesma intensidade. – suspirei e abri um pequeno sorriso.

            - Harry é um garoto bom. Por mais egoísta que às vezes ele pareça ser, tem um grande coração, e a garota que tê-lo em mãos algum dia, será uma garota de sorte.

            - Não quero ser grosseira, mas você tem certeza que estamos falando do mesmo Harry? – ela riu.

            - Harry não suporta demonstrar seus sentimentos e quando demonstra, - ela chegou mais perto de mim e sussurrou – ele sorri involuntariamente, suas covinhas ficam mais fundas e seus olhos parecem querer lagrimejar a qualquer momento. Estou dizendo isso, caso algum dia desses você queira saber se ele realmente gosta de você. – ela voltou a suspirar e terminou os curativos – Dê uma chance a ele. Passe a noite aqui.

            - Eu não sei se é uma boa ideia. – me levantei, mas me arrependi.

            - Você está cansada, e está chovendo muito. - ela apontou para a janela e eu assenti.

            - Tudo bem, eu vou ficar, mas não quero que ele tente nada. – digo.

            - Ele não vai. – ela se levantou e saiu das minhas vistas, logo em seguida Styles entrou.

            - Quando vai embora? – cruzou os braços, irritado.

            - Não vou. – suspirei.

            Ele abriu um sorriso de canto e piscou pra mim.

            - Vocês sempre ficam... – ele riu alto e subiu as escadas.

- Vocês? – sussurrei para mim mesma – Por que sempre comigo? – bufei e andei até a escada, seguindo-o.

[...]

- Styles, preciso tomar um banho. Estou praticamente grudando no chão. – mexi nos meus cabelos grudentos do ponche batizado.

Ele riu um pouco e se jogou em sua própria cama, enquanto eu estava na porta apenas o observando.

- Harry, não estou de gracinha. Você pediu para que eu ficasse e eu estou aqui, agora lide com isso e me diga onde posso tomar um banho e ter roupas limpas. – revirei os olhos

- Por que leva as coisas tão a serio garota. Abra um sorriso, é de graça. – ele fez um sinal positivo.

Arqueei as sobrancelhas e o encarei irritada.

- Tá, tudo bem. O banheiro é aqui! – ele apontou para a porta do quarto.

- Tem outro banheiro? – perguntei já sabendo a resposta.

- Sim, mas meus pais estão viajando, assim como minha irmã e o registro deles está fechado e não irei liga-lo agora apenas pra você. – ele piscou e fez um gesto com a mão.

- Pra quem diz gostar de mim isso foi revelador. – fiz uma cara de ofendida – Não esqueça que fui eu quem salvou sua vida, viu querido. – sorri sarcástica.

- Você deveria sorrir mais. Gosto do seu sorriso, e falo sério. – o olhei com cara de tédio.

- Você vive desviando os assuntos. – neguei com a cabeça e entrei no banheiro.

- Você nunca faz questão de continuar os assuntos...

- Não faço questão de conversar com você, é diferente. – ri.

- Está conversando comigo agora, o que me diz sobre essa contradição?

- Estou na sua casa e tenho que ter educação. – voltei ao quarto – Onde estão as toalhas?

- Vou pedir para Claire, fique tranqüila e vá tomar seu banho logo, pois estou cansado. – deitou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos. Mostrei o dedo para ele. – Estou vendo isso! – bufei e segui para o banheiro.

Talvez não fosse tão ruim assim passar uma noite ali. Não estou dizendo que Claire tenha razão, porque esquecer que Harry machucou meu irmão e me deu um tapa no rosto, eu não vou esquecer, mas ainda estou vendo se vou perdoá-lo ou não. Por enquanto minha resposta é não. Além disso, eu não posso fazer algo muito grande em relação a isso, Luke, Calum, Liam e Niall me lixariam se descobrissem então se quero agir, tenho que agir com extrema discrição.

Quando terminei o banho Claire bateu na porta para me entregar a toalha e eu me perguntei se ela estivera ali por muito tempo, escutando meu choro baixinho. Não. Eu não estava chorando por causa de Harry e sim pela minha humilhação merecida. Eu realmente nunca deveria ter chamado Liz de vadia.

Aceitei a toalha, mas antes que ela fosse embora pedi:

- Claire, há alguma roupa limpa que eu possa usar? – sussurrei vendo Harry em sua cama olhando o celular.

- Oh, claro que sim senhorita. Gemma está viajando e deixou algumas roupas aqui. – Gemma?

- Se quiser, deixo você usar minhas roupas, que nem nos filmes. As garotas costumam ficar mais sexys. – Harry disse sem desviar o olhar do telefone.

- Harry, cale a boca! – digo fazendo uma cara nada agradável.

- Também gosto de você.

Suspirei alto e Claire riu:

- Vou buscar as roupas. – ela diz e sai do quarto, me deixando sozinho com ele.

- Se quiser sair de toalha, pode sair viu? Não me incomodo. – ele diz indiferente e eu reviro os olhos.

- Quando vai parar de fazer isso? – perguntei com a toalha em volta do corpo, atrás da porta.

- Parar com o que? – tirou os olhos do celular e me encarou sorridente.

- Fingir que gosta de mim. – trinquei o maxilar quando comecei a pensar que tudo o que aconteceu, foi por causa dele.

- E quem disse que estou fingindo? 

- Harry, você sabe que o que aconteceu hoje à noite comigo foi por sua causa, não sabe?

- Minha causa? – arregalou os olhos – Eu nunca chamei Liz de vadia.

- Só a chamei assim porque ela está dormindo com seu amigo, que por sinal, tem namorada.

- Amigo? Que amigo? – ele perguntou fazendo cara de inocente.

- Não faça essa cara, porque não combina com você. Você sabe muito bem que Zayn está dormindo com Lizzie. Admita isso! – encostei-me à parede gelada do banheiro.

- Tá! Eu admito que saiba disso loirinha, mas fiquei sabendo hoje. Além disso, Zayn nem namora mais com Mercedes.

- O que? – perguntei meio alterada - O que vocês todos estão aprontando? E pare de me chamar assim.

- A gente? – ele falou alterado – Não estamos fazendo nada, você que está com paranóia. E eu te chamo do jeito que eu quiser, loirinha.

- Paranóia?

- Acho que bateu a cabeça muito forte no asfalto! – ele diz.

 Claire entra no mesmo momento em que ele termina a frase ainda gritando e nos olha com plena calma e paciência e depois sorri.

- Obrigada. – sorri.

- Acho que irão servir. – sorriu de volta e seguiu para a porta – Por favor, meninos, não se matem.

- Não vamos, pois não quero sujar minhas mãos. – digo irritada e encaro Harry que está fazendo imitações minhas.

Fecho a porta do banheiro para poder colocar a roupa e quando volto Harry ainda continua com o celular em suas mãos.

            - Onde vou dormir Styles? – perguntei cruzando os braços com as roupas apertadas de Gemma.

            - Lindas pernas. – ele apontou.

            Joguei a cabeça para trás sem paciência.

            - Harry! – estralei os dedos para que ele tivesse foco.

            - Sim?

            - Onde vou dormir? – perguntei autoritária.

            - Aqui! – ele gesticulou para o lado vazio ao seu lado na cama.

            - E onde você vai dormir? – ainda com os braços cruzados mordi as bochechas por dentro da boca.

            - Do seu lado. – ele falou parecendo meio obvio, enquanto eu ria – Por que está rindo? – ele se levantou da cama.

            - Desculpa, achei que tivesse sido uma piada! – digo com a parte de cima da mão encostada nos lábios tentando parar de rir.

            - Piada?

            - É! Você acha mesmo que vou dormir na mesma cama que você? – soltei uma risada.

            - Achei que não tivesse medo de mim. – ele provocou.

            - E não tenho, mas como deve saber, prefiro confiar em um tigre com fome do que confiar em você.

            - Nossa assim você me ofende baby! – ele botou uma das mãos no peito e veio em minha direção.

            Revirei os olhos.

            - Bom, já que não vou ganhar essa briga... – ele suspirou e pegou um travesseiro em cima de um pequeno sofá de tecido liso que eu não havia reparado, e depois me deu um beijo na bochecha.

            Abri a boca com indignação, enquanto via seu sorriso safado:

            - Você não fez isso! – reclamei.

            - Boa noite Carolyn! – ele riu e foi em direção à porta do quarto e saiu.

Limpei aquele beijo e me joguei em sua cama, a bagunçando de propósito. Era bem confortável e dava uma visão ampla para o quarto dele. As paredes eram escuras, um roxo acinzentado, as mobílias em perfeito estado. Um guarda-roupa enorme ao lado direito da cama com madeiras que seguravam outra parte em cima do colchão onde eu estava como a cama de uma princesa. Em frente à cama, uma TV e uma escrivaninha branca logo em baixo, totalmente arrumada, bem diferente da minha. Do lado esquerdo, uma janela com uma cortina de cor creme, e como havia dito antes, um sofá de tecido liso logo ao lado com uma mesinha de centro e a porta que dava ao banheiro. Era confortável para apenas uma noite.

Por mais que eu quisesse não ter lembrado, esqueci totalmente que além de não ter avisado ninguém que eu estava ali, no dia seguinte eu teria aula e obviamente não iria faltar, então tratei de apagar a luz do quarto e deitar para o lado mais confortável e dormir, ou pelo menos tentar.

Harry Styles

Eu estava a me revirar na cama dura da minha irmã, enquanto meu pescoço e minha coluna doíam. Por um longo tempo tentei fechar os olhos e dormir, mas era algo impossível. Meu colchão e minha cama foram especialmente feitos para mim, com um colchão especial com molas duplas que me deixam confortáveis o suficiente para que eu durma igual a uma pedra e no dia seguinte não fique com dor nas costas.

Grunhi com raiva. Por quanto tempo mais iria ter que agüentar essa garota aqui? Eu nem ao menos gosto dela. Obvio que tenho que agradecer por ela ter me salvado, mas sinceramente, estou pensando em deixar essa aposta. Carolyn é uma pessoa irritante e fria e não deixa ninguém fazer contato com ela.

Suspirei mais uma vez e olhei o relógio vendo que já era 1 hora da manha.

Levantei-me na espreita e não agüentando mais corri de volta para o meu quarto. A loirinha teria que me agüentar ali.

Deitei-me na cama sentindo um grande alivio quando o colchão afundou e virei-me para o lado esquerdo, onde vi Carolyn me olhando.

- Eu tinha certeza que você faria isso. – ela suspirou e se afastou um pouco – Eu não consigo dormir, agora muito menos com você aqui. – ela riu.

- Minha cama é desconfortável? – perguntei.

- Não, é que eu estou na sua casa, no seu quarto e na sua cama e você está aqui. Isso me incomoda.

- Carolyn, eu realmente não sou uma pessoa ruim, mas você precisa deixar que eu prove isso pra você. – tentei convencê-la mostrando meu melhor sorriso de canto, mas foi em vão.

- Odeio quando faz isso. – ela ficou de barriga para cima – Você sabe que vai ser muito difícil eu gostar de você, não sabe? Depois de tudo. - ela suspirou e eu comecei a pensar em como eu mataria Louis por ter proposto essa aposta.

 - Posso dizer algo que percebi em você? – perguntei.

Eu queria mesmo conversar com ela, queria que ela acreditasse em algo do que eu dissesse, queria que ela baixasse a guarda pelo menos uma vez.

- Sinceramente não, mas eu não tenho escolha, tenho? – ela bufou.

- Não, não tem. – ri para descontrair e ela me olhou de relance, mas voltou a encarar o teto – Você leva a vida com rédeas curtas.

- E o que isso quer dizer?

- Que tem medo daquilo que não consegue controlar. – toquei seu ombro nu.

Eu tinha que agir de alguma maneira, precisava jogar com o prazer e fazê-la gostar de mim e confiar em mim. Atitudes pequenas, grandes passos.

- Eu consigo controlar meus sentimentos, você está enganado.

- Consegue controlar os arrepios que sente quando faço isso? – perguntei fazendo desenhos circulares em seu ombro repetidas vezes. Vi seus pelos se eriçarem. – Acho que você é que está enganada.

Ela não se moveu e nem reclamou de nada, então continuei a passar a mão em seu ombro e desci até seu antebraço e desci mais um pouco até chegar a sua mão, segurei-a.

Carolyn me encarou estranhamente e retirou sua mão da minha, virou o corpo para o outro lado e não disse mais nada, foi então que caímos no sono.

[...]

No dia seguinte, quando acordei, não senti sua presença ao meu lado na cama, então me virei para ter certeza absoluta que ela realmente havia me deixado lá.

- Puta merda! – grunhi quando olhei o horário.

Levantei-me às pressas e cambaleei pelo quarto, procurando por alguma roupa.

- Eu não acredito que ela não me acordou! – digo irritado e visto minha calça seguida de uma blusa preta – Eu dei abrigo para aquela mendiga, ajudei-a a dormir e ela me faz isso! Faz-me perder o horário do colégio! – puxei minha mochila que estava no sofá do quarto e a coloquei nas costas ainda mais apressado.

Abri a porta com tanta rapidez que quase derrubei Claire que estava prestes a bater na minha porta:

- Sr. Harry, eu preciso falar com o senhor. – ela indagou.

Ainda mal humorado e com o semblante caído a encarei:

- Claire, eu estou atrasado! Depois você fala! – passo por ela com passos rápidos e irritados, pesados.

Eu nem comecei a aposta e já estou desistindo. Há uma primeira vez para tudo. Nunca na minha vida alguém conseguiu me irritar tanto. Sinceramente, achava que depois ontem as coisas mudariam, mas não, com Carolyn as coisas nunca mudam, apenas decepcionam.

Depois de descer as compridas escadas, invadi a sala principal vazia e sai porta a fora, esperando encontrar aquela garota no meio do caminho para lhe dizer algumas verdades. Também encontrar Louis, Zayn, Ashton e Michael, para que soubessem sobre minha desistência e que arrumar quinhentos euros para cada um seria algo fácil. Nada para se preocupar.

Corri o caminho inteiro da minha casa para o colégio. A minha sorte é que não ficava tão longe, contudo, ainda sim chegaria atrasado.

Já no portão do colégio, escutei meu nome ser chamado de longe:

- Styles seu idiota! – mãos vendaram meu rosto de maneira carinhosa.

Sentir aquele cheiro foi a melhor coisa do mundo.

- Summer. Acertei? – toquei suas mãos macias.

Sinceramente? Confesso que Summer Benneti é a melhor amiga que já tive na minha vida. Não digo apenas por ser bonita, porque ela realmente é, mas aquele seu jeito extrovertido e destrambelhado me conquistava cada dia que a via por ai. Ela não fumava, nem bebia. Ia para alguma balada comigo de vez em quando, apenas para dançar e me acompanhar e, por incrível que pareça me fazer ficar sóbrio, para que no dia seguinte eu lembrasse as nossas aventuras.

- Na verdade não. Agora me chamo Alasca. – ela tira suas mãos do meu rosto e me vira de frente para ela.

- Novamente lendo os livros de John Green? – sorri e a abracei apertado, pois não sabia quando a veria de novo – Você não se cansa de não fazer nada que preste?

- Amor, ao contrario de você, eu não fico vagabundeando, ou entrando atrasada no colégio. E ler é algo que preste. Faz você ficar mais inteligente. Deveria tentar um dia desses, quem sabe assim, - ela colocou o dedo indicador no meu cabelo – essa sua cabecinha deixe de ser tão estranha e complicada.

- Duvido muito. – sorri – O que está fazendo aqui? Achei que estivesse na França.

Encarei o portão do colégio e depois o relógio do meu pulso.

- Eu estava, mas voltei anteontem. Vou passar alguns dias na cidade, então resolvi passar aqui para te fazer um convite. – ela deu um pulo de animação e junto as mãos como quem iria fazer uma suplica.

- Que convite? – pergunte cruzando os braços e serio.

- Não faça essa cara de fome Harry. Você sabe muito bem que os meus convites são os melhores. – ela faz uma cara de entediada, mas depois sorriu e continuou – Quer saber? Por que não me convida para tomar um café com você depois da sua aula? – ela perguntou, enquanto mexia nos cabelos loiros um pouco encaracolados.

- Tudo bem. – suspirei e revirei os olhos – Summer...

- Sim Harry? – ela fez uma cara indiferente, como quem não sabia de nada.

- Depois do colégio, você gostaria de ir...

- Sim, sim e não. – ela diz antes mesmo de eu terminar e me deixar com uma cara confusa.

- Mas... Do que você está falando? – perguntei rindo.

- Sim, vamos sair depois do colégio. Sim, vamos tomar um café. Não, eu não vou pagar. – ela riu e sorriu me avisando que a conta ficaria para mim – Te vejo depois Brócolis. – ela piscou e depois saiu correndo, logo pedindo um taxi.

Balancei a cabeça sorrindo enquanto via seu corpo adentrar o carro.

[...]

Depois de duas aulas perdidas no começo da manha, como de rotinha assisti as quatro ultimas aulas sem me concentrar muito, apenas pensando em Summer e em Carolyn, que eu ainda não havia visto no período, então comecei a me perguntar se ela não estava no colégio.

Zayn me cutucou o ombro e eu o encarei discretamente no meio da aula:

- Como está a aposta? Você já pegou a esquentadinha e deu um... – perguntou fazendo alguns gestos obscenos com a mão.

- Eu queria falar sobre isso com você e com os caras. – virei para frente durante um momento para confirmar que a professora não estava olhando e depois voltei a encarar Malik – Eu não vou continuar com a aposta.

- Que? – ele perguntou baixo um pouco decepcionado – Por quê?

- Zayn, aquela garota é louca, eu já te disse isso e você também sabe. Além disso, não tenho paciência o suficiente para aguentar a infantilidade dela. Ela me odeia e é isso que importa agora. Quero ficar longe dela, assim como ela quer ficar longe de mim.

- Estou interrompendo Sr.Styles? –Crysten, a professora de matemática que odiava a mim e Zayn, nos fez olhar para frente.

- Não, claro que não professora. – digo dando meu melhor sorriso – Eu estava apenas dizendo ao meu colega Zayn que você é uma ótima professora, pois além de ser bonita e charmosa, - pisquei para ela – sabe ensinar bem e tem muita paciência, assim como eu.

- Eu concordo plenamente. – Zayn argumentou.

- Obrigada garotos!  - ela falou doce e com uma das mãos no peito, como gesto sentimental. Sorri, mas durou pouco – Fora de sala. Agora! – seu rosto feliz se transformou em puro cinismo e irritação.

- Claro senhorita! – curvei-me diante dela – Sua linda!

Zayn repetiu o gesto mais rapidamente e mandou um beijo com as mãos no final.

- A gente ama você professora não se esqueça disso! – gritei antes de Malik fechar a porta.

- Já disse que a odeio? –perguntei debochado.

- Já.

- Então estou dizendo de novo.

[...]

- Tudo bem. O que é um ponto verde na... – Summer começou a falar mas a interrompi.

- Uma meleca de nariz. – completei.

- O que? Que nojo! – ela riu – E não, não é uma meleca. – ela sorriu.

- Aqui estão. Um café expresso para a garota e um milk-shake para o garoto! – o garçom nos entregou o pedido depois de quinze minutos de espera.

- Mas e então? – perguntei dando um longo gole no milk-shake – Que convite queria me fazer?

Ela bebericou também seu café quente e depois me olhou sorrindo.

- Sexta a noite vai ter uma festa em uma boate nova. Vai ser de graça! – ela diz sorridente – E vai ter comida! – diz mais sorridente ainda me fazendo rir. – E então, o que me diz?

- Vou pensar no seu caso loirinha! – digo involuntariamente a ultima palavra.

- Loirinha? – Summer encosta-se à poltrona da cafeteria na mesa onde estávamos sentados – Nunca me chamou assim... – ela diz indiferente, mas continua a sorrir.

- Desculpe, mal habito. – digo com meras lembranças de Carolyn na minha cabeça.

- Mal habito? Hm... – ela se debruça na mesa e me encara maliciosa – Mal habito com quem?

- Summer não começa. – corto-a sem graça.

- Começar com o que? – ela pergunta inocente – Estou apenas querendo saber à garota da vez.

- Não tem garota da vez. Ela é apenas uma... – desisti de falar e suspirei negativo – Ela me odeia isso que importa. – digo colocando total atenção em minha bebida.

- E você?

- Eu?

- A odeia também? – Summer perguntou e bebeu mais um pequeno gole de seu café.

- Ora, claro que sim! – me endireitei no sofá – Imagine só, - ri – como não odiá-la? Ela me bateu. – Summer riu, e riu mais ainda quando viu minha cara de deboche – Obviamente ela fez isso porque eu e meus amigos quase espancamos o irmão dela até a morte, mas...

- O que? – Summer perguntou um pouco alterada e chamando atenção para nossa mesa.

- Acalme-se. – digo arregalando os olhos – Ele está bem agora.

- Harry Edward, depois de longas conversas com você, ainda continua sendo assim? – Summer riu irônica, cruzou os braços e jogou o corpo para trás, encostando-se  no sofá e me encarando feio – Em quem bateu dessa vez?

- Luke Hemmings. – digo já esperando reclamações.

- Você bateu no Hemmings, de novo? – ela perguntou indignada – Eu não estou acreditando nisso, sinceramente.

- Ele quem começou a briga! – me defendi.

- E por quê? – Summer perguntou com deboche.

- Eu estava enchendo o saco da irmã dele. Só jogando charme, você sabe... – digo.

- Eu sei? – ela arqueou a sobrancelha.

- Tudo bem, já entendi que você está brava. – mexi a cabeça e levantei os braços.

- Que bom.

- Vai mesmo ficar assim por causa de uma bobeira dessas? Já disse que eu a odeio e ela me odeia. Simples assim. Não vamos nos matar.

- Não estou preocupada com a garota. Estou preocupada com você.

- Não quero que se preocupe. – suspirei e segurei sua mão direita.

- Harry, sempre que você diz isso, eu me preocupo mais. Você sempre faz burrada e a maior parte das vezes, eu acabo concertando. Está na hora de tomar rumo na vida, não acha? – seu semblante parecia mais relaxado do que antes, o que me deixou feliz.

- Já disse que te adoro? – perguntei sorrindo.

- Não me venha com bajulações Edward. – ela negou com a cabeça sorrindo – Agora me conte dessa garota.

- Não quero falar sobre essa... – pensei um pouco – coisa.

- Coisa? – Summer sorriu debochada e me lançou um olhar desconfiado – Você confundiu o apelido dela com o meu e “loirinha”, para mim, é um apelido carinhoso.

- Por esse motivo não foi uma confusão. Usei com a pessoa errada, mas agora usei com a pessoa certa.

- Então quer dizer que você gosta dela?

- O que? Não. – digo batendo de leve a mão na testa.

- Harry, sinto lhe informar, mas, você está se complicando. – ela riu.

- Bom, é melhor eu dizer logo a verdade, porque sei que você vai descobrir. – dei de ombros e ela se ajeitou na poltrona.

- Conte-me mais... – ela apoiou o rosto nas duas mãos.

- Não me bata depois disso. Sua mão é pesada! – avisei-a e ela, novamente, me lançou um olhar indiferente e desconfiado.

- O que você está aprontando Edward?

- Bom, como disse, houve aquele problema na festa na minha casa e blablabla – pulei algumas partes – desde de então, Louis e os outros caras querem se vingar dela, assim como eu, então, como ninguém pode negar que aquela garota é bonita, apostamos. Tenho praticamente três semanas para conquista-la e mais uma semana para leva-la pra minha cama. – resumi – Mas não fique brava, sei que é feminista e estou dizendo que eu já desisti da aposta.

O semblante de Summer fechou-se e ela ficou em silencio, nem sequer me encarou.

- Summer. – tentei chama-la, mas ela virou o rosto para a janela a sua direita.

- ¹Mas não pode agir assim. Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais.

- Não comece com citações. Já disse que já sai da aposta. – debrucei-me na mesa.

- Não é questão disso Brócolis. Como se sentiria se alguém fizesse isso com você? – ela ainda continuava a encarar a janela.

- Não sei. Não sei como me sentiria Summer. Outro motivo por eu ter saído da aposta. – menti.

- Não minta para mim Harry. Sei muito bem como você é. As únicas pessoas com quem você realmente já se importou foram Gemma, Anne e eu, então não me faça acreditar em seus novos “valores de culpa”. – ela gesticulou entre aspas com os dedos – O fato é que você não conseguiu o que queria ai desistiu.

Fiquei em silencio, apenas encarando meu milk-shake que estava começando a se tornar liquido realmente.

- Agora, olhe para mim e diga a verdade Harry. – Summer fez com que eu olhasse para ela – Você queria conquista-la de verdade?

Suspirei pesadamente e comecei a pensar.

Não tinha motivos sólidos para dizer que sim, muito menos dizer não. Aquela garota era é difícil e por mais que eu tente dizer que ela é irritante, pois é mesmo, ela sempre vai ficar rodeando meus pensamentos como um desafio que eu não cumpri, como uma comida que eu nunca experimentei, e um amor que eu não tive, mesmo em um curto espaço de tempo. Sei que isso é errado pensar assim, mas estou sendo sincero.

- De certa forma. – respondi.

- Isso vai contra os meus valores, mas diga aos garotos que vai continuar com a aposta. Vou ajudar a conquista-la e depois você faz o que quiser. – Summer diz parecendo meio arrependida.

- Você está falando serio? – ri – Você é demais!

- É por esse motivo que você sempre paga a conta. – ela piscou.



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