História Marcas de um passado - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero
Tags Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Exibições 163
Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Jujubas


                E lá estavam eles. Bruno sentado ao lado Giovanna, já na frente deles Pietro e Alexandre. Aquela situação era obviamente constrangedora para todos ali, ou melhor, menos para Pietro que estava amando ter o pai ali ao seu lado. 

                Ele já havia confessado a Alexandre que, adoraria ter os pais juntos novamente e Nero deu a entender que queria o mesmo que o filho, mas que ambos teriam que manter segredo, já que o próprio Alexandre era comprometido.

                   "Nossa, Gio... Essa sua macarronada ao forno tá maravilhosa.." Elogiou Bruno. "Já pode casar, né?" Soltou a indireta para a mesma, fazendo com que Alexandre começasse a tossir ouvindo aquilo. 
 
                     "Pai, pai.. Calma, você tá bem?" Pietro começou a depositar tapas nas costas de Alexandre e o mesmo já estava vermelho por ter se engasgado. Giovanna prendia o riso, pois sabia o porquê daquilo. 

                     "Foi só.." Tossiu mais um pouco. "Foi só a comida, mas já tá tudo bem." Tranquiliza o garoto e não deixa de fuzilar Giovanna com o olhar. 

                 Estar ali na frente de Giovanna era uma coisa que Alexandre jamais poderia imaginar depois de dez anos, e ainda mais com um filho já feito ao seu lado. 

                  O jantar fluiu bem e Giovanna fazia de tudo para provocar Alexandre. Passava constantemente a mão pelo o rosto  de Bruno e as vezes o beijava na bochecha. 

                "Esse cara não sai do pescoço de sua mãe?" Sussurrou Alexandre para Pietro para que só eles ouvissem, enquanto Giovanna e Bruno estavam na cozinha. 

                     "Tá com ciúmes?" Pietro tira sarro. 
                   

  "Ôu! Não complica pôw!" Diz sério.. 

                       "Vou te ajudar, pera aí.." O menino levanta e vai em direção à cozinha deixando Alexandre sem entender. Lá Pietro chama Bruno para olhar alguma coisa em seu computador, deixando assim, Giovanna sozinha.
 

                    "Eu te ajudo" Diz Alexandre pegando um pano de prato para ajudá-la com a louça. 
    
                   "Nossa, que honra. O milionário Alexandre Nero enxugando a louça pra mim?" Não deixa de abusar da ironia.

                   "Sério? Era pra rir, Giovanna?" Devolve na mesma moeda, citando o seu nome demoradamente. "Quanto tempo você está com... " Muda de assunto rapidamente e deixa a sua pergunta no ar, mas é claro que Giovanna percebeu. Era impossível deixar abatido as olhadas que Alexandre fazia em relação a ela. 


                    "Porquê o interesse?" Se faz de indiferente e continua lavando a louça.

                    "Tenho que saber o tipo de homem que frequenta o meu filho.." Sorrir para ela ironicamente.
      
                     "Entendi, bom. Então eu só tenho a dizer que ele não é nenhum pilantra e que ele realmente se chama Bruno" Dessa vez ela pegou pesado. 

                       "Desculpa... Giovanna, eu estou tentando.. Por favor.. Estávamos, ou melhor, estamos tão bem. O Pietro tá tão feliz com isso e sei que você acha o mesmo. E porra, não vou negar. É estranho ver um homem estar com você em minha frente. Querendo ou não, você já foi minha" 

            
        P.O.V Giovanna 

       Porquê ele estava fazendo aquilo comigo? Porque ele estava me devorando com aqueles olhos negros e profundos? Eu queria ter ódio dele naquele momento, mas a única coisa que eu pensei na hora 'eu não fui sua, eu sou sua'. 
         Eu não falo isso pensando que nós podemos ter mais alguma coisa, não é por aí. Mas eu falo isso, porque querendo ou não, ele foi o homem da minha vida. Mas também foi o homem que arruinou com ela. Essa parte é a que me consome mais, a parte que sobrou: o ódio. 

          Narrador

             "Opa, Gio. Eu tenho que ir" Bruno e Pietro voltam para a cozinha, e digamos que eles salvaram Giovanna de responder Alexandre.


                "Mas já, por quê? Afina a sua voz, a deixando manhosa. Larga o último prato que estava lavando e se aproxima mais de Bruno. A relação de amigos deles era daquele jeito, carinhosos, mas naquele dia Giovanna estava abusando.

                 "Aquele paciente que te falei, tenho que voltar correndo pra lá. Ahh, já ia esquecendo.. Trouxe isso aqui para você" 
           Retira do bolso um pacote de jujubas de vários sabores que eram as preferias de Giovanna. Alexandre logo pensou para si mesmo ao ver aquela cena.  "nossa!' broxei"...

                  "O que você falou aí, pai?" Perguntou Pietro. "Nada não, filho.. "

                    "Ahh, obrigada Bruno. " agradece meio sem graça e se assunta ao ver Alexandre puxar o pacote da mão dela. 

                 "Você ainda chupa essas jujubas?" Pergunta com a boca entre-aberta. Antes mesmo de casarem, ela vivia pra cima e pra baixo com aquele pacote. 

                 "Sim! Agora me devolve!" Puxa novamente o pacote da mão de Alexandre. 

                    "Mas, pera aí. Por que você me fazia tirar as bolinhas azuis? Eu me lembro que eu passava um tempão fazendo isso para você, e se eu deixasse uma se quer você já reclamava" Diz se afastando um pouco, voltando para o lado de Pietro.

             "Tempo passa, meu querido. Aprendemos a experimentar novas coisas." Duplo sentido foi a única coisa que existiu no que ela falou. 

                " Mas quem experimentou outras jujubas jamais irão se acostumar com essas daqui" 
   

    Olhou discretamente para Bruno, dando a entender que se dirigia a ele. E logo o mesmo tossiu forçadamente.

                "Como eu estava falando, eu já vou indo." E assim ele fez. Bruno se despediu de todos ali, deixando os três a sós. Pietro pediu para o pai ficar mais um pouco, pois queria que ele o colocasse para dormir. 
       

 Giovanna se fez de indiferente, mas estava feliz em ver o filho feliz. Mesmo sabendo que aquilo não duraria muito tempo, já que ela tinha muitos planos em sua mente.
                  
                 "Ele dormiu" Diz Alexandre adentrando a sala.

                   "Finalmente! Eu te acompanho até a porta." Ele apenas agradece com a cabeça.

                      "Boa noite" Alexandre já estava saindo, mas de repente se vira. "Não era verdade o que você disse antes. Só eu sei, Giovanna. Só eu sei o quanto você se lambuzava e pedia mais. E não é de jujuba que estou falando, é de algo bem salgado" Foi rápido e direto.

                    "Sai daqui, Alexandre!" Fingiu-se de brava.
 
                    "O que? Você amava uma coxinha de frango com catupiry ." Rir ao perceber que ela havia o entendido antes o duplo sentido da frase.

                     "TCHAU, ALEXANDRE!" Dessa vez é mais firme e o empurra para fora do apartamento. Fechou a porta, mas continuo ali encostada na mesma e o mesmo ocorria com Alexandre do outro lado. Ambos estavam sorrindo, ambos estavam se acariciando, mas tudo isso com uma porta que dividia os dois, ou melhor, com um PASSADO que dividia os dois.

                  
 
        


                  
                    



       
 


Notas Finais


Será que volto, será que não.... ? Tem viagem por aí, não é mesmo? Será que a Giovanna vai?


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