História The Bad Girl - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Debrah
Tags Amor Doce, Bad Girls, Castiel, Castiete, Medison, Rock
Exibições 192
Palavras 5.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiiieee

+ Um cap poh cês.

Divirtam-se enquanto eu jogo o ep 32 e Amor Doce *Risada*. Bejus!


;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;D;

Capítulo 21 - A Day With the Blonde


Fanfic / Fanfiction The Bad Girl - Capítulo 21 - A Day With the Blonde

        Estamos sentadas em uma mesa, Ambre e eu, esperando nossos pedidos em um restaurante. Como eu disse primeiro a gente ia almoçar e depois iriamos para o shopping. Enfim, está um silencio constrangedor. Mas também o que eu ia esperar, a gente se odeia.

--Então... O que te levou a tomar essa decisão? –Falou Ambre, me tirando de uma brisa quase eterna.

--Sei lá. Só cansei de ficar competindo, sabe?

--Hum...

--Então, você vai querer colocar piercing? Ou fazer uma tatuagem? Ou os dois?

--Admito que realmente queria ter um piercing e uma tatuagem, mas meus pais nunca aceitariam. Talvez eu só coloque um piercing e faça uma tatuagem depois que eu fizer 18 anos.

--Ué? Você não tem 18? –Falei surpresa. Nossa eu sempre pensei que ela tinha 18.

--Não. Tenho 16, vou fazer 17 anos que vem.

--Que?  Caramba. Essa me pegou de surpresa, hein vei...

--Você tem 18 né?

--Sim.

--Fez esse ano ou ano passado?

--Ano passado.

--Deve ser bem legal ser maior de idade, né?

--Na verdade, tem seus benefícios e seus malefícios.

--Hum... É muda alguma coisa? Tipo não só em você mais também na sua relação com as pessoas.

--Fica a mesma merda. Tipo, quando você é menor de idade, tem coisas que você pode ou não fazer, como beber bebida alcoólica antes dos 18 anos é proibido, mas eu já bebo bebida alcoólica desde os meus 12 anos então não faz tanta diferença, já quando você é maior de idade, você bebê à hora que você quiser e aonde você quiser, que ninguém vai falar nada. Ou seja, você pode fazer o que quiser, digamos assim. Se você beber uma garrafa de Vodca na frente dos seus pais, depois dos 18, eles são tipo “Pau bem no meio do cu”, já quando você faz isso e tem... Sei lá, 16 anos, é tipo “Você é menor de idade criatura, você não pode beber não, cacete!”. Isso na minha visão.

--Nossa... Desde os meus 11 anos eu sonho em ter 18 anos, por que eu ODEIO os meus pais!  --Disse ela. Eu escutei bem? Ela disse “Odeio os meus pais”? OH MY GOD!

--Pera... Repete o que você acabou de dizer...

--Claro. Eu odeio os meus pais! Eles têm uma coisa na cabeça que, eu e o meu irmão temos que ser perfeitos. Na primeira vez que eu escutei isso eu fiquei brava. Não existe ser humano perfeito. Nossa isso me dá nos nervos.

--E seu irmão? Ele sabe que você odeia os seus pais?

--O Nath, não sabe. Ele acha que eu penso que nem meus pais, mas isso não é verdade. Sempre quando meu pai faz uma coisa –Ela falou um pouco baixa essa última parte. Acho que já sei o que ela quis dizer com “uma coisa” –eu sinto vontade de impedi-lo, mas nunca tive coragem. –Os olhos dela começaram a lacrimejar. Ela abaixou a cabeça e então eu comecei a sentir pena dela. Sim, PENA. Mas também não é de menos. Olhei diretamente para ela que ainda estava com a cabeça abaixada, e por um momento vi uma lágrima caindo na mesa.

--Aqui está. –Falou o garçom que chegou com os nossos pedidos. Ele colocou a comida em cima da mesa. Ambre passou as mãos nos olhos e então comemos. Fiquei pensando seriamente no que fazer. Enfim, depois que comemos fomos para o shopping. Ambre disse que não precisava comprar mais as roupas pra ela, mas eu estou decidida a dar um closet novo pra ela. Falei pra ela que esse closet dela, o que ela tem neste momento, vamos dar embora ele inteiro. Ela apenas assentiu.

         Comecei a pensar em fazer o mesmo com o meu, só que sem dar as roupas da Megan e as camisolas que a minha me deu. E então decidi que é exatamente isso que eu vou fazer. Vou doar as minhas roupas, todas menos as roupas da Megan que ficaram comigo e as camisolas que a minha tia me deu.

         Chegamos ao shopping e então estacionei o carro no estacionamento. Peguei apenas o meu cartão de credito e o meu celular. Ambre pegou sua bolsa e então fomos para dentro do shopping. Peguei o meu celular e liguei para Karem. Falei para ela ir à minha casa e começar a empacotar as minhas roupas sem ser as da Megan e as camisolas. E assim ela disse que ia fazer.

         A primeira loja que fomos foi uma loja de roupas, a JCPenney. Entramos na loja.

--Eu adoro essa loja! –Disse Ambre. Ela olhou em volta. –Meu Deus. Olha aquele vestido ali. –Ela apontou.

--Qual vestido?

--Aquele rosa.

--Filha, você só gosta de rosa, é?

--Bom, rosa é a minha cor preferida.

--A é, esqueci que você é uma patricinha.

--Patricinha é o escambau!

--Hã?

--Eu não sou patricinha! Não me compare com a Li e a Charlotte!

--Explica isso direito.

--Eu não chego nem perto de ser uma Patty. Eu to mais para aquelas garotas bobas populares que corre atrás de um cara que não está nem ai pra ela. –OPA!!! Perai... O produção foi isso mesmo que ela disse? {Produção: Sim, agora volta a falar.}.

--#Chocada #Cacetade4numabanheira! –Falei. Vei levei um susto. #Aindanãocaiuaficha.

--É estranho né? Eu falar assim de mim. Mas na verdade, isso é o que eu sou de verdade, uma boba, besta, idiota, trouxa e etc. Mas isso não vem ao caso agora. Saiba que eu nunca fui e nunca vou ser uma Patty. Beleza?

--Beleza... –Dei um sorriso. –Ai, que tal mudarmos o seu estilo um pouquinho?

--“Um pouquinho”? –Disse ela colando a mão direita na cintura.

--Ta bom... Que tal mudarmos o seu estilo, totalmente?

--É, vai ser legal.

--Ótimo, então... Primeira regra, nada de rosa!

--Ué? Por quê?

--Porque, se você não percebeu, você vai SEMPRE com alguma peça de roupa rosa para o colégio. Já deu de rosa, na sua vida.

--Ok... Ok...

--Segunda regra, nada de se pintar todo dia. Se quiser passar um rímel, beleza pode passar, mas todo dia com cara pintada parecendo um... palhaço...  –Falei devagar o “palhaço” porque eu morro de medo de palhaço Eu tenho Coulrofobia, que é medo de... Palhaço. Eu me arrepio, às vezes, só de falar a palavra “palhaço” - Entendeu?

--Sim. Agora, podemos começar as compras?

--Sim, vamos! –A puxei para dentro da loja.

Ela estava cheia. Peguei quatro sacolas que a loja empresta para carregar as roupas e então fui para a área das calças. Mandei-a sentar no sofá que tinha lá e joguei as sacolas para ela segurar.

--Olha, vou te dar umas dicas do que usar, beleza?

--Sim.

--Bom, vamos começar com as calças. Para as calças jeans, invista nos modelos de lavagem mais escura, com altura na cintura, esses tipos de calças são os mais indicados para as baixinhas. As calças skinny e com cortes mais retos combinam melhor.  –Peguei uma calça de lavagem escura e mostrei pra ela e em seguida peguei outra calça só que uma calça skinny e fiz o mesmo. –Agora vamos para a parte de calças com cintura alta. Você pode usa-las, também. Você pode usa-las ou com cropped, ou com uma blusa normal, mas eu recomento que seja aquelas blusas soltinhas, em minha opinião fica melhor. E é a mesma coisa com shorts de cintura alta.

--Hum...

--Também tem as calças flare também é uma boa escolha, por dar a impressão de corpo mais afinado. Ah... E quase me esqueci... Fique longe das calças tipo corsário e capri!

--Ok. E as saias?

--Nas saias... Invista em saias com cintura alta e com altura acima do joelho, sempre, tipo as minissaias.

--Entendo...

--Bom, agora vamos começar a escolher as calças para você provar. –Ela assentiu e então levantou. Comecei a revirar varias araras de calças. Peguei umas 15 calças de cada uma. Claro que algumas eram pra mim, né.

         Karem me mandou uma mensagem dizendo que tinha começado a separar as roupas da Megan e as camisolas pra então colocar o resto dentre de caixas. Também disse que Castiel estava ajudando-a. E é claro que o Castiel não ficou de boca fechada e falou pra Karem sobre o meu tratado de paz, e qual foi à reação dela? Claro, ela ficou puta, mas depois disse que está me admirando por não querer “guerra” e sim paz.

         Coloquei as calças dentro de uma das sacolas e em seguida Ambre chegou e me mostrou as calças que ela tinha pegado. Quase bati a cabeça na parede de tanta raiva. Parece que ela não me escutou quando eu disse que “Fique longe das calças tipo corsário e capri!”. Porque a maioria das calças que ela tinha pegado era tipo corsário e capril. Ela falou que tinha achado bonito, por isso pegou. Bom eu não a mandei devolver as calças só falei pra ela que em baixinhas esse tipo de calça não fica legal e então ela refletiu por uns minutos e devolveu as calças.

         Em seguida fomos para as blusas e depois para o resto. Depois de pegarmos mais trezentas peças de roupa, fomos até o provador. Começamos a montar looks com as roupas que tínhamos pegado e então provamos tudo. Fomos até o caixa e como, prometido, eu paguei. Deu mais de 6 mil dólares. E essa foi a primeira loja. E a gente comprou milhões de peças, ou seja, estávamos cheias de sacolas.

         A próxima loja seria a de sapatos.

(...)

         Já são 16h43min da tarde. Já fomos a um milhão de lojas. Decidimos levar todas as sacolas para o meu carro e então voltamos para dentro do shopping. Já que estávamos com fome, fomos até uma lanchonete do shopping e então sentamos e começamos a falar de diversas coisas até a garçonete chegar. Fizemos nossos pedidos e então voltamos a conversar.

         A Ambre até que é bem legal. To vendo que o que a minha vó me disse uma vez quando era pequena, era verdade, “Você pode até odiar agora, pois você não conhece, mas depois que conhecer você começa a não odiar mais, tal pessoa.”. Sim, eu não estou mais odiando a Ambre. E ela o mesmo.

         Comemos e então pagamos a lanchonete. Levantamos para voltar às compras quando...

--Medy? –Disse uma voz masculina, nós nos viramos. Era o garoto que eu perguntei onde era a sala dos professores no dia meu primeiro dia de trabalho.

--É... Henri? –Falei.

--Isso ai. Pensei que não ia se lembrar. –Disse ele.

--Como não me lembraria? Você é foi a primeira pessoa, com quem eu falei quando cheguei lá.

--É. E você é... ?—Disse ele olhando a Ambre.

--Essa é a Ambre, uma colega minha. Ambre, esse é o Henrique, mas pode chama-lo de Henri.

--Eai. –Disse ele.

--O-O-Olá... –Falou Ambre. Ela tava quase se derretendo de verdade. Opa... A Ambre se apaixonou de novo?

--Então, o que estão fazendo aqui? –Falou ele.

--Viemos fazer compras, e você? –Falei.

--Vim passear com uns amigos meus, em falar neles... Oh eles ali. –Disse Henri e apontou para trás da gente. Olhamos na direção em que ele apontou.

--Afe, porra! Puta que pariu de quatro numa banheira de cacete! –Falei assim que vi Gustavo e Pedro.

--Bom te ver também, Medy. –Disse Pedro.

--Cala a boca, seu tarado idiota! –Falei.

--Aquilo era um desafio, porra! –Disse ele.

--Foda-se, mesmo assim você é um tarado do caralho!

--Olá, pra você também. –Falou Gustavo.

--Vocês se conhecem? –Disse Henri.

--Infelizmente sim! –Disse. –O Gustavo é o meu Ex-namorado. –Ambre e Henri arregalaram os olhos.

--Mas não podemos esquecer que você continua apaixonada por mim! –Falou Gustavo.

--Olha aqui, o único convencido que eu estou apaixonada, é o convencido que me deu essa aliança! –Esfreguei o meu dedo com a aliança que o Castiel me deu na cara dele, que arregalou os olhos. –Ah, e não pensem que eu não sei da aposta que vocês fizeram com a Rosa e os outros, beleza?

--Era segredo absoluto! –Falou Pedro.

--Não adianta esconder nada de mim, que eu acabo achando ou descobrindo. –Falei. –Enfim, foi bom te reencontrar Henri, mas temos que ir. Até algum dia, Henri. Tchau pro cês! –Puxei a Ambre pelo braço.  E fui andando.

         Depois de um tempo.

--Caramba, você só conhece e namora deuses gregos, hein. –Disse Ambre.

--Digamos que sim. Mas me diz, você ficou caidinha pelo Henri, né?

--Sim. Ele é um deus grego.

--Concordo, mas não é tão deus grego como o meu tomate com pernas.

--Hahaha.

         Continuamos com as compras e depois de mais 10587 de lojas, terminamos tudo. Saímos do shopping as, 19h58min da noite. Depois disso fomos até uma loja de piercings e compramos um de umbigo, pois a Ambre queira colocar um. Depois fomos ate um Body Piercier e então ela furou e colocou o piercing.

 Depois fomos até o meu apartamento para eu ver os meus BDQP e para deixar as coisas que eu comprei. Ambre subiu comigo até o meu apartamento. Entramos, e lá estava Castiel brincando com os meus cachorros e com o DZ, enquanto Karem estava deitada no sofá da sala, fazendo carinho nos meus gatos e assistindo Tv. Já em sua volta, tinha varias caixas que aparentemente eram a minhas roupas.

--Eai cambada. –Falei e eles logo me olharam. Ambre estava atrás de mim.

--Eai amor. –Disse Castiel.

--Olá mana. –Disse Karem. –Terminei de guardar empacotar as suas roupas, tá?

--Valeu, Kary.

--Eai Ambre, como vai? –Falou Karem.

--Ah é, eai Ambrega... Digo Ambre. –Falou Castiel.

--Olá... Estou bem. –Falou Ambre.

--Bom, Castiel leve essas sacolas para o meu quarto e Karem, se quiser dormir aqui pra não precisar ir pra casa, pode dormir. Ai você aproveita para cuidar dos meus bebês. Caso não quiser, Castiel você cuida.

--Ah valeu, eu tava com preguiça de ir pra casa mesmo. Valeu. –Disse Karem.

--Ótimo. –Falei. –Ambre, senta-la. Fique a vontade. Eu só vou ajudar o Cast a levar as sacolas e pegar umas coisas, tá?

--Tá. –Disse Ambre e então se sentou no sofá.

         Peguei algumas sacolas e então fui até o meu quarto. Depois de varias idas e voltas terminei. Por ultimo peguei a minha mochila e levei para o quarto. Castiel trouxe a última sacola.

--Você vai dormir... Na casa dela? –Perguntou Castiel.

--Sim, por quê?

--E que...

--Está com ciúmes, porque eu vou dormir em uma casa na qual tenha um nerd até que bonito, morando lá?

--É que você vai ficar bem perto daquele idiota, sei lá, nesses últimos dias, ele ficou olhando pra você de um jeito diferente, que eu não gostei nem um pouco. E se esse babaca estiver apaixonado por você? Ele pode tentar algo, então... –Eu o interrompi.

--Olha aqui, você transa com um bando de puta no colégio sem mesmo saber, é só aquelas putas apaixonadas por você, te olharem que parecem que elas estão gemendo feito uma vaca parindo e eu não jogo isso na tua cara, então Shiiiiiuuu.

--Ok. Mas me promete uma coisa?

--O que?

--Se ele tentar algo, da um soco nele, ok? –Eu ri.

--Tá seu ciumento!

--Eu não sou ciumento, só não gosto de outros se aproximando da minha dona. –Sorri e então entrelacei meus braços em seu pescoço e ele agarrou a minha cintura.

--E eu ODEIO quando alguma puta transa com você pelos olhos!

--Depois eu que sou o ciumento.

--Bom, sim eu sou ciumenta, e muito, mas não tem problema, sabe por quê?

--Hum...

--Porque se eu sinto ciúmes, é porque eu te amo, porra! –Ele riu.

--Também te amo. –Disse ele e então me beijou.

         Depois nos separamos e eu peguei uma bolsa e coloquei dentro um pijama e uma roupa. Também peguei meu carregador e o meu fone e é claro, o meu celular.

         Voltamos até a sala e então Ambre e eu saímos. Ela foi falando como chegar a casa dela. Chegamos e estacionei o meu carro na frente da casa. Era uma mansão muito bonita, era toda bege e tinha alguns detalhes em branco. Logo na frente, havia quatro pilares bem altos e logo uma pequena escada que dava na porta. Entramos e então, Ambre chamou alguns mordomos para nos ajudar com as sacolas.

(...)

         Depois de ajudarmos a levar as sacolas, ajudei Ambre a arrumar as coisas. Ela me mostrou a casa. O quarto do Nathaniel é o da frente do da Ambre. Depois ela me apresentou à mãe dela e ao pai. Lorena e Augusto Martinez Negrete. O pai dela ficou me encarando. Realmente não gostei dele.

         Depois fui tomar banho, coloquei o meu pijama (Notas Finais.) e depois escutei um grito vinda da mãe da Ambre falando “Nathaniel venha por a mesa” e logo em seguida uma empregada veio nos chamar para jantarmos.

         Nathaniel me viu descendo as escadas com a Ambre e então fomos até a sala de jantar. Nathaniel ficou me olhando com o olhar de “O que você veio fazer aqui?” e eu fiquei com o olhar de “Nada de mais.”.

         Fiquei observando Nathaniel pondo a mesa até o pai dele grita:

--NATHANIEL!!!

--S-Sim... –Falou Nathaniel assustado.

--Quantas vezes vou ter que repetir que a colher de SOPA fica do lado direito do prato e a colher de SOBREMESA fica na parte superior do prato?!!!

--E-Eu...

--Já é a terceira vez que isso acontece essa semana! –Uau, só por causa de duas colherinhas de merda. –Desculpa senhorita. Normalmente o meu filha sabe pôr a mesa.

--Não tem nada, mas só são duas colheres. Em vez de brigar, o senhor poderia o ensinar a decorar. Por exemplo: S – Colher de sobremesa fica em cima. CS – Colher de sopa fica a direita. Foi assim que meu pai me ensinou. –Falei.

--A senhorita está querendo me dar aulas de como educar o meu filho? –Disse Augusto.

--Não, eu só lhe dei uma sugestão, mas se o senhor não quiser usa-la, tudo bem. –Falei.

--Entendo... –Falou ele.

         Nathaniel consertou o probleminha das colheres e então o mordomo nos serviu. E começamos a comer. Então Lorena disse:

--E então Medison, pelo que a minha filha falou, você entrou esse ano no colégio, o que achou dele até agora?

--Odiei. –Augusto e Lorena arregalaram os olhos. –Odiei, porque tem alunos nesse colégio que não se importam com os estudos, e apesar do meu estilo e da minha aparência, eu me dedico muito. –Sorri. Meu pai eu sou atriz. Os pais da Ambre sorriram e então Nathaniel chutou a minha perna, e eu olhei diretamente para ele e sorri.

--Exato, mãe e pai, ela é muito inteligente. Sabiam que ela tem até uma suspeita, de como os sequestradores agiram no meu sequestro? E essa suspeita realmente faz sentido. –Disse Ambre e então Lorena e Augusto, arregalarem muito os olhos.

--Conte! –Disse Augusto.

--Assim, existem alguns filmes, que tem sequestros e às vezes a tática que os sequestradores fazem é, fazer copias das digitais da pessoa sequestrada e colocar em logo lugar do local onde vão deixa-la em cativeiro. Nesse caso, os sequestradores conheceriam a pessoa e não só conhecer, como já tocou, vamos dizer assim. –Falei e eles pararam para pensar.

--Faz mesmo sentido... –Falou Augusto.

--Então, você suspeita que os sequestradores conheçam, a minha filha? –Disse Lorena.

--É.

--Hum...

         Comemos e depois o mordomo trouxe as sobremesas. A sobremesa foi Petigato de chocolate. Que estava uma delicia. Terminamos e então Ambre se levantou.

--Vem comigo Medy? –Falou ela.

--Mas a gente não tem que tirar os pratos? –Falei.

--Nathaniel faz isso. –Falou Lorena. Vei agora o Nathaniel tá fazendo papel de Cinderela.

--Sim, principalmente porque eu e ele precisamos conversar à sós. Vão fazer o que vocês precisam fazer, meninas. –Disse Augusto. Mano, me dá pena ter que deixar o Nathaniel aqui. O que esse velho babaca, pode fazer com ele? Vei eu vou denunciar esse cara, e essa história não passa de amanhã.

  E então saímos da sala de jantar e subimos. Fui até o banheiro e escovei os dentes, e então voltei para o quarto. Ambre disse que eu dormiria com ela na cama dela já a mesma é bem grande. Ficamos conversando.

--Ambre, depois de amanhã, terá uma festa na casa da Karem, quer ir? Eu passo aqui pra te pegar.

--Serio?

--Sim, então vai ou não?

--Vou sim, mas eu teria que voltar antes das 23h00min.

--Que? A festa vai começar as 23h00min.

--Então não vai dar para eu ir.

--Ou a gente inventa que você vai dormir na minha casa.

--Serio?

--Sim. Então, topa?

--Topo.

--Combinado. Passo aqui na sua casa as 18h00min ai a gente se arruma e vai. Rosa, Alex e a Leth, vão se arrumar na minha casa, ok?

--Ok.

--Ai cacete... Em falar em festa, o Kauê se esqueceu de falar pro povo que vai ter a festa... To vendo que eu vou ter que avisar. Vem, --Peguei o meu celular. –Vamos gravar um vídeo para o grupo do Ista, um áudio para o grupo do Whats, e vamos mandar uma mensagem pro grupo do Face.

--Tá. –Comecei a gravar o áudio para o grupo do Whats. Depois gravamos um vídeo para o grupo de Ista e em seguida mandei uma mensagem para o grupo do Face.

         Depois lá pelas 23h00min Ambre apagou as luzes para dormirmos e então ela dormiu. Eu fiquei olhando para o teto, ate que alguns minutos depois escutei um barulho. Então levantei e sentei na cama lentamente para não acordar a Ambre. Ouvi outro barulho e então levantei. Fiquei descalça mesmo.

Pensando: O que será esse barulho?

         Peguei meu celular e coloquei no mudo para não fazer barulho. Andei lentamente até a porta e então a abri. Escutei vozes vindas do quarto do Nathaniel. Aproximei-me da porta do quarto e então pude escutar. Também coloquei o celular para gravar o áudio.

--COMO OUSA FALAR ASSIM COMIGO?! –Essa é a voz do velho babaca –Pai do Nathaniel, Augusto.

--Papai, não foi o que eu quis dizer... Não é o fim do mundo... –Essa é a voz do Nathaniel. Meu Santo Deus, o que será que tá acontecendo?

--EU NUNCA IREI TOLERAR MEDIOCRIDAD NA MINHA CASA! NUNCA! –Falou Augusto. Eu fiquei me segurando para não entrar naquele quarto.          Escutei um barulho tipo “BAM” que parecia muito com uma palmada só que BEM forte. Depois ouve um silencio aterrorizante e logo ouvi passos que se aproximavam da porta então corri e desci as escadas que ficavam do lado esquerdo do quarto do Nathaniel. Fiquei debaixo da escada. Ouvi passos que desapareciam, parecendo que estavam subindo, já que tem duas escadas uma que sobe para o primeiro andar e outra que vai para o segundo que de acordo com Ambre, e lá onde fica o quarto dos pais dela.

         Subi as escadas e então coloquei o meu celular entre os meus seios já que eu estava de camisola. Parei na frente da escada e respirei bem fundo. Fui até a porta do quarto do Nathaniel. Bati de leve na porta.

--Quem é? –Falou ele de dentro do quarto. Então entrei.

--Fale baixo! –Falei e então fechei a porta devagar.

--Medison? O que está fazendo aqui?

--Eu... Eu preciso falar com você, e não vai adiantar fu... Gir... –Quando olhei pra ele, vi que ele estava usando apenas... BOXER!

--Você não encontrou um momento melhor do que agora e... De noite?

--Eu precisava. –Nota, nada de contar que você viu o Nathaniel só de boxer, para o Castiel.

--... Sim?

--Olha, eu escutei a sua conversa com o seu pai, e também escutei o barulho da paulada que teu pai te deu. Sabe, eu estava com serias duvidas, se você estava falando a verdade ou não, então cheguei a conclusão que você estava falando a verdade e então eu tinha que te ajudar.

--Ajudar?

--Te ajudar a prender o seu pai.

--Eu já te disse para não se meter nessa história! Não é da sua conta! Ouviu bem?

--Não grita caralho! Não quero que seus pais nos ouçam, então fale baixo porra!

--Saia agora do meu quarto!

--Não, eu não vou sair dessa bosta! Não vou sair pela caralha dessa porta e fingir que nada tá acontecendo. Vei, você é como se fosse a Cinderela, mano!

--É... É mais complicado do que parece...

--Fale, desde o começo! Tudo o que quiser falar, pode falar pra mim.

--Eu não quero criar problemas para o meu pai... Entenda, ele está passando por um momento difícil. É por isso que ninguém, além da minha mãe e da Ambre , sabe o que ele me faz.

--Na boa, ‘”Cinderelo”, mas entre nós dois, você é que vive um momento difícil!

--Você não sabe do que está falando. Meu pai sempre teve uma qualidade de vida excepcional desde que ganhou de seu amigo o presente de ser dono da Lloyds Bank Commercial Banking. Ele sempre deu tudo para minha mãe, para a minha irmã e para mim o mesmo antes...

--Desembucha garoto!

--Desde que o... Seu pai se mudou para cá.  –MEU PAI? Como assim?

--Antes do dono da Bank of America, seu pai, vir para Nova York, a Lloyds Bank Commercial Banking, era o banco mais utilizado do estado, mas quando o seu pai veio pra cá, o rendimento do Banco do meu pai começou a cair, pois as pessoas preferiam o Bank of America e então esse banco virou o mais utilizado desse estado.

--Mas isso não é motivo para ele ficar puto e fazer isso com você!  Seu pai ainda é dono desse banco, então?

--Não. Meu pai foi convocado em uma reunião e nela decidiram que ele não seria mais o dono, e colocaram no lugar dela um homem que acabou de sair da faculdade, enfim, meu pai não foi demitido, foi rebaixado pouco a pouco até um cargo simples. Ou seja, meu pai está sem perspectiva. Ele queria tanto chegar ao mais alto nível, que ficará preso na mesma função até o fim da carreira.

--E qual é a parte dessa porra toda que tem a ver com você?

--Eu... Eu não sei, você quer psicologia barata? Eu acho que ele vê em mim um pouco do jovem que está no lugar dele de dono do banco e também um pouco de seu pai. Ao mesmo tempo ele quer que eu seja perfeito que nem ele, às vezes até mais que perfeito para não cair na mesma situação que ele.

--Saiba que você não tem nada do meu pai, a não serem esses seus cabelos loiros... Bom, mas isso é um absurdo! Que seu pai pensa que é? Ninguém é perfeito. Só se existir gente perfeita no cu dele, ai é diferente!

--Ou ele quer me proteger das decepções que ele viveu. Isso seria bom, não?

--Se ele não te espancasse seria bom, mas já que ele espanca, não é! Como que um besta como você não o denuncia logo? Já parou pra pensar no que você está vivendo?

--Se eu denunciar o meu pai, isso só iria destruir ainda mais a minha família. Meu pai, perderia o emprego. Já estamos endividados, acabaríamos perdendo a casa! O que a minha mãe iria fazer?

--Ela tem mão? Pernas? Cabeça? Cérebro? Se ela não tivesse eu entenderia, mas já que eu sei que ela tem, então porque não procura um emprego? Com isso elas ganhariam dinheiro, né besta? Você e a Ambre, já têm 16 anos, também poderiam trabalhar em meio período. Qual é? Vocês todos querem viver de sombra e água fresca? Isso não existe, tá? Saiba que mesmo que eu seja filha de uma mãe bilionária e um pai bilionário, eu trabalho. Toda quarta feira, 8 horas por dia, além de eventos que ainda vão ter criar paços, acha que isso é viver de sombra e água fresca? Façam-me um favor, e parem de ser mimados! Sua mãe não iria trabalha, por quê? Ela tem medo de quebrar uma unha? De se sujar? De suar? E você? Porque não arranja um trabalho meio período? Tem medo do que?  E a Ambre? Ela tem medo do que? De não poder ir mais ao shopping? Ta ai uma boa questão. Será que a sua família não teria mais dinheiro se você não gastasse tanto? Seu pai acha que dinheiro pode ter tudo né? Deixa-me adivinhar, ele acha que dinheiro trás felicidade? Se for isso seu pai é um besta!

--...

--Eu já fiz essa pergunta uma vez, mas vou fazer de novo. Sua mãe e sua irmã sabem disso?

--Sabem. A Ambre é igual a minha mãe, finge que não vê.

--Vei... Ela não pode ser a sua mãe, ela tá mais para um demônio. Se ela diz que te ama, pode apostar que é mentira porque se ela te amasse de verdade, não fingiria que não está vendo.

 --Não faça tanto drama. Todos os filhos já tiveram que ser repreendidos pelos pais pelos menos uma ou duas vezes na vida.

--Então eu sou uma exceção, eu e a minha irmã, porque a gente NUNCA levou bronca de nossos pais e NUNCA levamos uma palmada e coisas do gênero! A única coisa que meus pais faziam era falar “Parem se não, não iram ganhar biscoito”. Era isso que os meus pais falavam pra mim e para a minha irmã. E mesmo assim, essa repreensão NUNCA seria para deixar roxo.

--Não aconteceu tanto assim...

--Já inadmissível pensar que já sofreu uma vez. Quando uma mãe ou um pai dá um tapa no filho, é para faze-lo entender que ele foi longe demais e não para machuca-la e mesmo assim, não é pra ser forte! É para ser fraco, como se fosse uma pena. Porque se você não sabe, isso é crime, besta quadrada!

--Eu tenho certeza que não é o objetivo do meu pai.

--Talvez, mas aconteceu cacete! Que porra Nathaniel Martinez Negrete! Mano eu vou bater a minha cabeça na parede se você não entender que você foi vitima de maus-tratos, caralho, porra, puta que pariu desgraça!

--Seja o que for não se preocupe, ok? Deixe-me cuidar dessa situação.

--Mas, ele te machucou hoje à noite, não foi?

--Não foi nada...

--Não foi nada, a corta essa Nathaniel. Eu sei que está doendo, eu não sou idiota, tá?

--Eu vou dormir, se você permitir. Já é quase 00h00min noite e tenho que acordar cedo amanhã. –Ele se virou em direção a sua cama, mas eu o puxei e lhe dei um abraço. Separamos-nos e ele estava surpreso.

--Espero que você resolva essa porra, porque se não eu mesma resolvo e foda-se o resto!

--O-Ok.

--E mais uma coisa... Se você contar para alguém que eu te abracei eu corto o teu pau fora e faço você engolir ele, tá bom? –Ele estava assustado.

--Tá... Bom.

--Ótimo. Boa noite.

         Sai do quarto de ele e então voltei para o da Ambre. Entre e deitei na cama lentamente. Tirei o meu celular do meio dos meus peitos e percebi que ele ainda estava gravando. Caramba, eu tenho a prova completa em minhas mãos! Mas eu vou dar uma chance para o Nathaniel e se ele não resolver, eu mesmo resolvo.

         Coloquei o meu celular de lado e então dormi.

 

 

Continua...


Notas Finais




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