História Rebelião Greyjoy - Capítulo 13


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Aeron Greyjoy, Alannys Greyjoy, Balon Greyjoy, Eddard Stark, Euron Greyjoy, Maron Greyjoy, Personagens Originais, Quellon Greyjoy, Robert Baratheon, Rodrik Greyjoy, Theon Greyjoy, Urrigon Greyjoy, Victarion Greyjoy, Yara Greyjoy
Exibições 25
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Derrota Certa


As notícias chegaram com as ondas do mar, destruindo tudo o que se via pela frente. Um sonho de liberdade que estava prestes a desmoronar, prestes a cair em uma linha dura e funda de esquecimento. Novamente, estávamos sendo rechaçados pelo mar. Não éramos fortes o suficiente.

Novamente.

Stannis Baratheon atacou Velha Wyk, destruindo mais uma de nossas forças. Victarion perder em Ilha Bela foi um desastre sem explicação, que acabou com tudo o que ainda nos restava de chances. Balon parecia louco com a morte dos filhos e toda vez que tentávamos colocar algo em sua cabeça dura, ele simplesmente mandava que saíssemos.

Quando a notícia de que Barristan Selmy liderou um ataque à Velha Wyk, eu mesma entrei no quarto de Balon e encontrei-o chorando. No momento, não tive ideia do que fazer, não o abracei nem disse palavras doces, mas lhe entreguei seu machado e disse que deveríamos continuar. Acho que foi o meu maior erro, se não o maior.

Minha ideia era ajoelhar, fazer com que ele parasse com aquela loucura. A situação estava insustentável demais e todos nos iriamos morrer. Robert se aproximava pelas Terras Verdes, e com Velha Wyk e Grande Wyk tomadas, Pyke nunca teria chances. Talvez no mar, mas não, isso era impossível.

Balon colocou uma coroa, seria difícil fazer com que retirasse, mas eu não me importava mais com isso, já tinha perdido gente demais.

-O que está pensando? – Euron perguntou, afagando meus cabelos.

Era noite, e novamente eu não conseguia dormir, pensando em mil coisas ao mesmo tempo, coisas que me embaralhavam a cabeça e me deixavam confusa demais para conseguir pregar o olho.

Me virei, enroscando os cabelos nos seus dedos. Euron continuava ali, me ajudando a cada momento da minha vida, a cada instante. Eu o amava por isso, de todo o coração.

-Você sabe no que estou pensando. – resmunguei, brincando com uma cicatriz em seu peito. – Euron, eu estou com medo, Balon...

-Eu sei. – respondeu. – Eu sei. Mas você não pode morrer por isso.

-Não estou morrendo por isso. – brinquei, arranhando seu peito. Ele suspirou, me puxando mais para perto. – Não somos fortes o suficiente, Balon tem que ver isso.

-Realmente, não somos fortes o suficiente, nem de longe. Para conquistar Westeros, precisamos de muito mais do que navios bons e homens de coragem. – sorri.

-Precisamos de dragões. – Euron riu baixinho, beijando minha testa. – Não vejo outro modo.

Seu corpo tomou conta do meu, senti seu peso afundar um pouco do colchão e seus braços se apoiarem nas laterais da minha cabeça. A noite quase sem estrela não trazia grande quantidade de luz para dentro do quarto, mas conseguia ver seu sorriso azulado.

-Eu também não. – murmurou antes de se inclinar e tocar meus lábios com os seus. –Mas posso fazer com que se esqueça de tudo por um momento.

Seus dedos desceram-me pela barriga, acariciando a pele nua com o polegar. Estremeci ao seu toque e ao beijo lento e quente, que forçava-me a acompanha-lo ao poucos. Senti-me ir relaxando aos poucos, deixando com que suas caricias me levassem ao poço sem fundo que era o êxtase do seu amor.

Gemi ao sentir seus dedos me tocando entre as coxas, massageando o centro do meu prazer com cuidado, me deixando úmida para recebe-lo.

-Sabe que não pode me fazer esquecer Euron, não mais do que alguns minutos. – murmurei, arqueando a coluna que dava fisgadas fortes de prazer. – Sabe que é impossível esquecer.

-Sei. – ronronou como um gato, escorregando seu membro para dentro de mim, me deixando senti-lo e engasgar. – Mas tente aproveitar o agora meu bem, depois é depois.

-Vou fazer o possível. – resmunguei, sorrindo ao receber seu beijo.

Minhas coxas o apertaram enquanto se movia lentamente, me deixando senti-lo devagar. Era bom fazer daquele modo, fazer amor como Euron falava. Eu me sentia segura.

Ele mordeu minha garganta, deslizando por meu corpo que gritava por uma libertação mais rápida, mas eu sabia que quanto mais devagar melhor seria o resultado final, melhor seria gritar de prazer ao ser dominada pela melhor sensação do mundo.

-Queria poder ficar aqui para sempre. – Euron rosnou enquanto eu ia subindo as pernas, cerrando as coxas praticamente na altura do seu peito e me agarrava aos seus braços fortes, mordendo seu ombro.

-Então fique. – murmurei em um lamento, tentando não gemer. – Fique para sempre comigo.

Seus movimentos aumentaram um pouco, me fazendo contorcer e choramingar. Seus dedos longos e esguios dançaram pelas minhas costas, me retirando da cama. Euron se sentou, ainda se movendo dentro de mim, remexendo o quadril e acariciando um ponto magico no meu corpo.

-Você ficaria comigo para sempre? – perguntou, olhando-me dentro dos olhos enquanto nos movíamos. Meus seios raspando em seu peito suado, de fazendo grunhir.

-Ficaria. – respondi, sentindo meu corpo entrar em combustão, abraçando-lhe com força. – Ficaria para sempre.

Beijou-me com força enquanto se movia mais algumas vezes, se esforçando para não gemer em sua libertação.

-Então vamos comigo. – o fitei, sem entender. – Para qualquer lugar longe daqui, eu vou sair de Pyke.

Me afastei dele, sem entender.

-Como assim? Vai nos abandonar? – Euron segurou minhas mãos, ainda ligado ao meu corpo. – O que quer dizer com isso?

-Sabe o que vai acontecer daqui para frente, você não é burra Aena. Não quero estar aqui quando acontecer. – segurou meus dedos com força. – Por favor, vamos sair daqui.

-Fugir? – perguntei indignada, arrancando as mãos das dele e saindo do seu colo, rolando pela cama. – Eu não vou fugir.

-Prefere ter que se ajoelhar? Ser estuprada quando Pyke cair? Morrer depois disso?

Engoli em seco, vendo a verdade naquilo.

-Eu não vou fugir Euron. Eu comecei nisso, e vou terminar. – me estique, segurando seus cabelos. – Não me deixe sozinha.

Euron se levantou da cama, colocando as calças e pegando as botas do chão. Ainda era metade da noite, ele nunca ia embora tão cedo.

-Victarion está em casa, fique com ele e veja se ele te salva de um estupro coletivo. – abriu a porta, mas segurei seu braço.

-Você me salvaria? – perguntei, acusatória.

Seus olhos distintos me fitaram, sem expressão alguma.

-Estou tentando. – rosnou. – Eu vou ir amanhã, se quiser, estarei esperando.

-=-

O Silêncio zarpou antes do sol cair, com as velas negras forçadas pelo vento forte. Coloquei a mão no peito, com uma angustia crescente me corroendo. Será que eu deveria ter ido?

-Ele foi para onde? – virei-me, surpresa ao ver Victarion com os braços cruzados, me olhando.

-Não sei. – respondi sinceramente, sentindo a boca seca, sem saber o que fazer. Depois de tantos dias sem falar com meu irmão, eu achava que ele iria me dar alguma patada.

-Está fugindo como uma cão. – disse, com desdém. – Como sempre faz quando as coisas apertam.

-Ele é orgulhoso, prefere morrer ao ajoelhar e você sabe que é o que vai acontecer Victarion, vamos ter que ajoelhar.

-Não defenda ele perto de mim. – rosnou, com voz sombria.

Dei de ombros, olhando para o horizonte, onde meu irmão mais velho ia sumindo, levando consigo uma esperança perdida.

-Eu estou com medo. – murmurei para Victarion, que andou até ficar do meu lado. – Medo do que pode acontecer. Medo de perder mais alguém. Medo do que essa dor pode fazer conosco.

-Não tem nada de ruim na dor. O pior que pode acontecer, é ficar com o coração duro como pedra. – olhei para ele, com um nó na garganta. – A dor é a melhor surra para calejar um homem, do modo certo.

-Quando ele se deixa sentir dor, sim. – rosnei, cansada de ser julgada.

Virei de costas e o deixei sozinho, sem nem querer ver o modo como estava me olhando.

Andei pelo castelo, passando os dedos pela pedra fria, subindo as escadas. Sorri. Aquelas escadas, eu sentiria falta dos momentos em que encontrava Euron nas escadas.

Asha e Theon já não mais brincavam por ali, recolhidos no quarto, grandes o suficiente para saber o que estava acontecendo. Bati no quarto de Alannys, que continuava deitada na cama.

-Posso entrar? – ela apenas assentiu, sem tirar o rosto enterrado nos travesseiros. Andei até a cama, passando a mão em seus cabelos sujos. – Você tem que se levantar.

-Balon colocou homens por toda Pyke. – disse, sem ligar para as minhas palavras. – Mas nada vai ajudar.

Suspirei.

-Eu sei. Mas uma coisa vai te ajudar Alannys, você tem que continuar, tem mais três filhos que esperam por você.

Alannys me fitou, com olhos vermelhos e encovados. As olheiras davam-lhe um ar de caveira.

-Você não tem filhos, não sabe como é perder um. – sua voz saiu dura e cheia de ressentimento, o que me fez ir encolhendo.

-Eu perdi um irmão, e um sobrinho também Alannys. Eu sei que pode doer, não tanto quanto você, mas eu sei. Não adianta ficar deitada chorando, isso não vai trazer Rod de volta. – puxei sus cobertas, a puxando para fora da cama. – Mas Theon e Asha devem estar assustados com isso e Balon, precisa de alguém que coloque algo em sua cabeça.

-O que quer que eu faço quanto a isso? – a fitei, abrindo um sorriso.

-Nada, só... Fique forte.

-=-

Entrei no grande salão, vendo Balon e Victarion sozinhos. Era o momento perfeito.

-Temos que acabar com isso. – cheguei falando, sem rodeios nem nada. – É melhor terminar com isso antes que todos nos acabemos mortos.

Balon me fitou, com olhos cansados e duros como uma pedra enegrecida.

-Quer fugir como seu irmão? – perguntou Victarion, com os braços cruzados, andando para perto de mim. – Vamos, fuja, vá correndo atrás dele e mostre a todos a sua covardia.

Rosnei e lhe dei um chute no estômago, que o fez desabar no chão.

-Covarde? – soltei uma risada desagradável. – O que não está morto não pode morrer, mas pode se erguer, mais duro e mais forte. Não há vergonha alguma em retroceder e voltar a atacar mais tarde. Por favor Balon, faça alguma coisa.

-Não. Nos vamos até o fim. – rosnei, indignada.

-Você tem três filhos ainda, pense neles. – Balon se levantou e antes que eu pudesse me afastar, ele me deu um tapa do rosto, me fazendo cambalear.

Virei o rosto para ele, furiosa.

-Se quer fugir, vá. Você não é uma nascida do ferro. – limpei o sangue que me escorria pelo canto da boca.

-Você vai ver o que eu sou Balon Greyjoy, e vai se arrepender desse dia. – disse, com minha voz mais calma.

Me virei e sai porta a fora, vendo o mundo mais lento e resumido a uma raiva insana. Ele veria do que eu era capaz. Sim, eles todos veriam quem é a verdadeira Nascida do Ferro.


Notas Finais


Obrigada por ler. ^-^


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