História Rebelião Greyjoy - Capítulo 9


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Aeron Greyjoy, Alannys Greyjoy, Balon Greyjoy, Eddard Stark, Euron Greyjoy, Maron Greyjoy, Personagens Originais, Quellon Greyjoy, Robert Baratheon, Rodrik Greyjoy, Theon Greyjoy, Urrigon Greyjoy, Victarion Greyjoy, Yara Greyjoy
Exibições 40
Palavras 2.655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Coroa de Madeira Trazida pelo Mar


Fanfic / Fanfiction Rebelião Greyjoy - Capítulo 9 - Coroa de Madeira Trazida pelo Mar

Acordei com a luz da lua batendo em meu rosto. Fria e aconchegante.

Meu primeiro pensamento foi que a noite estava linda, que nada poderia estragar meu dia. Que tinha sido um sonho bom. Eu estava enganada.

-Já acordou? – virei-me com um sobressalto, assustada, em pânico e ali estava ele. Minha tempestade.

-Puta que pariu. – murmurei, pulando e me colocando de pé.

Euron me olhava sem entender, com o rosto escorado no cotovelo. Seu corpo totalmente nu me dizia que não, não foi um sonho. A dor em meu corpo todo dizia a mesma coisa.

-O que foi linda? – sua voz saiu rouca e sonolenta.

Agarrei ainda mais as cobertas na frente do corpo, tapando minha nudez. Eu deveria estar hilariante com minha expressão assustada. Retirei o cabelo do rosto e andei até a janela. Isso era insanidade, era loucura total. Eu tinha feito tudo errado. Se Balon descobrisse iria me matar, e eu adoraria que o fizesse, pois eu nem sei se não era o certo a fazer. Eu...eu tinha transado com meu irmão. MEU IRMÃO.

-Não fique assim Aena, a culpa vai acabar te matando aos poucos e você não vai conseguir viver sua vida do modo que deve ser vivida. – ele falava, mas a cada instante eu sentia o ar me faltando. Eu estava entrando em pânico.

-Você não deveria ter vindo aqui, não agora, não com isso de Victarion, não... Euron, por que eu fiz isso?

Ele me tomou meus braços, fazendo com que o olhasse. Seus olhos escuros com a luz da noite. Eu estava quase chorando, ou desmaiando de pânico.

-Fez porque você queria. Achar errado Aena, é normal, mas Victarion te pediu em casamento, Balon apoiou. Você continua achando isso tão errado? Os dois queriam que fizesse isso, queriam que se cassassem com um irmão, queriam que parisse seus filhos, e ficasse em casa cuidando das crianças. Eu só te ofereço isso, sexo, um amigo para conversar, liberdade para ser o que quiser, o mar. Isso parece errado para você?

Olhei para o chão, onde as cobertas tinham caído em volta dos meus pés. Eu não sabia muito bem o que pensar.

-Eu não quero casar com Victarion. Ele é meu irmão, muito mais do que você Euron, ele passou muito tempo comigo e eu não consigo...

-Eu sei que não. – ele me puxou, me abraçando. Primeiramente me assustei, mas depois me deixei levar. – Não vou deixar que isso aconteça, está me entendendo?

-Sim. – murmurei.

-Então pare de pensar o que é errado Aena, e olhe para a vida a sua frente. Você gosta do mar?

-Sim.

-Gosta de lutar?

-Sim.

-Gosta de foder comigo? – soltei um risinho, deixando a tensão ir saindo.

-Sim. – beijou-me o topo da cabeça. – Você pensa assim com tudo na vida?

Senti seu membro viril duro, encostando em minha barriga. Estremeci, quente como brasa. Sim, eu gostava disse também.

-Levo minha vida do modo que posso, do modo que dá. E sim, deixo o vento do mar me levar, só faço o que gosto, o que me é preciso, ou o que é...

-Pare de falar. – murmurei, descendo uma mão até seu membro, o acariciando, cima a baixo, lentamente. Euron suspirou e escorou a testa na minha enquanto olhávamos o que eu estava fazendo. –Parece que você gosta disso?

Ele ia ficando cada vez mais duro, pulsante, grande em minha mão. Meu ventre foi se apertando a cada vez que ia e voltava imitando os movimentos que fez algumas horas atrás.

-Parece que nós dois gostamos. – alcançou meus lábios com os dele, em um beijo lento, demorado, molhado. Sua língua me acariciou aos poucos enquanto mordia meu lábio e gemia. Suas mãos tomaram as minhas aumentando os movimentos.

Estava muito tentada a colocá-lo na minha boca, mas não o fiz, apenas afastei as mãos, o deixando com um ar desolada que me fez rir.

-Eu sou tão nova nisso. – sentei-me na janela molhada da chuva. – Por hoje, você deveria me ensinar Euron.

Seu sorriso se alargou e ele pareceu notar o meu desejo. Se ajoelhou e beijou minha coxa. Estremeci com seu leve toque, e ele o subiu um pouquinho. Foi subindo aos pouco e finalmente parou de me torturar e me beijou naquele ponto delicioso do meu corpo. Sua língua quente fazia magica, girando, massageando-me, beijando minha excitação.

-Oh, com certeza isso não é errado. – murmurei ao me agarrar em seus cabelos e mexer o quadril em sua boca, o escutando rosnar e ir com mais força, como se fosse a última vez que pudesse faze-lo.

Senti-me subindo, subindo cada vez mais alto, e foi no momento em que pensei que conseguiria tocar o céu que ele parou e beijou minha coxa. Me tomou nos braços e antes que pudesse pensar muito bem já estava em cima da cama, seu peso sobre o meu corpo.

-Temos tempo para tudo querida, não vou ensinar tudo hoje, sim. Qual a graça do depois? – beijou meu pescoço com calma. –O que acha de começar com o básico?

-Eu não sei o que é o básico. – murmurei, perdidas em suas mãos, em seus lábios, em seu corpo se movendo sobre o meu.

Virou-se, me virando para cima dele. Tive que esperar alguns minutos para que conseguisse entender o que ele estava fazendo. Mordi o lábio e remexi em seu colo, esfregando-me nele, suspirando de prazer.

-Gosta disso? – pediu rindo, inclinando o quadril.

Me inclinei para cima e desci, encaixada em seu corpo. Me senti plena novamente, com a pequena sensação de que iria me rasgar ao meio, mas sabia que não iria.  Subi e desci em cima dele, remexendo o quadril enquanto Euron olhava para nossos corpos se fundindo aos poucos.

-Amanhã, Balon vai receber sua coroa. – joguei a cabeça para traz e o cavalguei com força, sentindo meu corpo todo responder. Seus dedos apertaram meus seios, me fazendo gritar.

-Foda-se. – grunhi, meu amago berrando por libertação. Seus gemidos e a força com que apertou meu quadril diziam que ele estava na mesma situação. – Ou melhor, foda-me. Com força.

Foi o suficiente. Euron agarrou meu quadril e me forçou a ir com força, tanta força que senti uma pontada de dor. Gritei, um lamurio com um grunhido enquanto tocava no céu e desci no inferno. Eu estava cansada mas continuei com vigor, agarrada ao seu peito. Ele rolou na cama e continuou a me penetrar com muita força, tocando-me enquanto o fazia. Eu queria gritar, mas tudo o que consegui foi chegar novamente ao clímax, algo demorado e insano, silencioso e devastador. Senti sua semente escorrendo pela minha coxa e o grunhido alto, acompanhado por uma mordida em meu ombro.

Rolou para o lado e quando dei por mim, estava se levantando, colocando as calças.

-O que está fazendo? – pedi, sem folego algum.

Euron sorriu para mim, amarrando sua calça.

-Quer que Aeron acorde e saia andando por ai, abra a porta do seu quarto e nos veja assim? Ou melhor, como vamos explicar isso aos criados que gostam de fofocar por ai. E afinal, - se inclinou sobre mim, beijando minha testa. – se eu ficar, vou acabar te fodendo de novo, e eu acabei de roupar sua virtude, deve descansar, ou não vai andar amanhã.

-Eu acho que não vou. – me levantei e beijei seus lábio. – Boa noite.

-Boa noite. – murmurou e saiu do quarto, fechando a porta com um fraco rangido.

Me estiquei pela cama e deixei que o relaxamento do meu corpo tomasse conta de mim, e dormi, dormi embalada pelas ondas do mar e por um pensamento bom. Amanhã, nos seriamos livres.

-=-

Na manhã seguinte navegamos até Velha Wyk. Cada lorde, cada capitão, cada homem das Ilhas de Ferro se amontoaram ali. Cada um com uma bandeira erguida, com uma esperança renovada. Seria ali que encontraríamos nosso lugar. Seria ali que ergueríamos nossas bandeiras contra o mundo.

Liberdade.

-O que está morto não pode morrer. – Balon gritou no momento em que terminou de subir a colida das costelas de Nagga.

Os ossos da costela do dragão brilhavam a luz forte do sol de verão. Os capitães se amontoavam silenciosamente pela colina, do modo como fazíamos um dia, durante a Assembleia dos Homens Livres. Mas agora não precisávamos mais escolher um rei, já tínhamos um.

-Mas pode retornar, mais duro e mais forte! – rugimos ao vento.

O som do mar cantou junto a nossa voz, nosso clamor. Um sacerdote do Deus Afogado subiu junto ao meu irmão mais velho, lentamente, sem presa de nada. Ou melhor, ele tinha presa sim, tinha presa de se expandir, de gritar ao mundo o seu poder glorioso. Nós viemos do mar, e voltaremos ao mar. Somos Nascidos do Ferro.

O sacerdote parou a frente de todos, passou seus olhos duros como ferro por todos os homens e mulheres ali presentes, como se estivesse lendo nossas almas e nossos pecados.

Meus pecados são duros, e se ele puder os enxergar, eu estou perdida”, pensei, sentindo uma aflição me contagiar.

-Quando vão começar? – Aeron parou ao meu lado, vestido como um verdadeiro Greyjoy. Placa de ferro com a lula gigante desenhada no peito, um manto escuro com forro dourado e a espada presa a bainha. Ele iria tomar jeito.

-Escute as ondas do mar irmão, elas dirão o momento. – murmurei, focando nosso irmão, Balon acima de todos.

-Falamos na presença do Deus Afogado. – começou o sacerdote por fim. – Em seu nome, nos reunimos hoje para escolher um novo líder, para nos guiar pelas ondas do mar, para a gloria do nosso povo.

Seus olhos se voltaram para Balon, que deu dois passos a frente e ergueu uma mão.

-Irmãos, não tenho muito o que dizer, apenas que não nasci para ser rei. Mas paguei o preço do ferro para conseguir meu lugar no mundo e juro pelo vento marinho e pelas ondas do mar que juntos, nos vamos pagar o preço do ferro. Seremos grandes novamente. Seremos livres!

-LIVRES! LIVRES! LIVRES! – o coro dos homens fez minha pele arrepiar e dei por mim gritando junto com eles.

Um toque quente em minha mão fez meu corpo tremer e quando me virei, encontrei um olho azul brilhante como o sol do início de tarde. Euron se erguia sobre os homens, de um modo altivo e régio. Victarion estava ao seu lado, gritando por nosso irmão mais velho. Nosso rei.

-Já pensou se fosse você do lado de cima? – pediu, se curvando para falar em meu ouvido.

-Você já pensou? – seu sorriso se alargou.

-Já. Todos os dias desde que me lembro de começar a pensar como homem e não um garoto tolo.

-Nunca foi um garoto tolo Euron, sempre foi mais maduro que os outros. Mais homem. O pai sempre admirou isso em você, consigo me lembrar do modo como olhava para os três mais velhos, com um ar pomposo de orgulho. – disse sem pensar muito bem no que falava, mas era verdade. – Ás vezes penso se ele teria orgulho no que me tornei.

-Teria sim. Eu tenho. – apertou minha mão com força que fez uma corrente arrepiante passar pelo meu corpo todo. – Balon tem. E Victarion.

Bufei.

-Claro que tem.

Balon voltou a levantar uma mão, silenciando-nos.

- Eu saqueei com vocês. Guerreei com a maioria de vocês. Naveguei e pilhei. Sou um Homem de ferro!

-Sim! – respondemos aos gritos.

-Não vão encontrar um governante melhor nessas ilhas e o homem que se achar melhor, que desembainhe seu machado e venha me enfrentar. – nenhum homem sequer se mexeu, por mais que por um instante tenha achado Euron bem tentado a fazê-lo, o que fez meu coração pular com força no peito. Euron, Olho de Corvo era imprevisível, mas ainda tinha um fiapo de juízo na cabeça. – Eu sou Balon Greyjoy, Nono de Seu Nome Desde o Rei Cinzento. Rei das Ilhas de Ferro. Rei do Sal e da Rocha. Filho do Vento Marinho. Senhor Ceifeiro de Pyke. E declaro a independência das Ilhas de Ferro sobre o Trono de Ferro!

-BALON! BALON! BALON! – um turbilhão de gritos fez meus ouvidos rugirem. – BALON! BALON! BALON REI!

Capitães, lordes, mulheres e crianças carregaram Balon nos braços, descendo colina a baixo. Seus gritos e assovios encheram o mundo enquanto descíamos para a praia, onde novamente as ondas do mar nos esperavam. Alannys vinha próxima a mim, com um sorriso no rosto. Theon e Asha corria mais a frente, com um sorriso no rosto e a euforia de um menino e uma menina de quase 10 anos. Eu me sentia feliz, andando naquela procissão alegre como só se via nas nossas Ilhas. Nossas.

O chão de pedra escorregava, seco pelo calor do sol. A umidade estava fazendo minha capa grudar na pele, por mais que voasse com o vento, minha roupa parecia grudenta e meus passos vacilantes. Minhas coxas doíam e sentia-me dolorida por dentro. Como se realmente meus pecados me abraçassem a cada momento da minha existência. E isso era tão bom.

Nosso povo encheu as colinas e a praia. Como era da família, fiquei mais a frente, vendo quando o sacerdote do Deus retirou a capa de Balon e o fez ajoelhar já dentro do mar. Abaixou sua cabeça, o afundando completamente no mar.

-Que Balon, seu servo, nasça de novo do mar, como o Senhor. Abençoe-o com sal. Abençoe-o com pedra. Abençoa-o com ferro. Ouça as ondas. Ouça o Deus. Ele fala conosco e diz: “Não há outro rei se não Balon Greyjoy.” Que o mar leve suas loucuras e vaidades. Que o velho Balon se afogue. Que seus pulmões se encham de água do mar. Que os peixes comam as escamas dos seus olhos. O que está morto não pode morrer mas volta a erguer-se mais duro e mais forte!

- O que está morto não pode morrer mas volta a erguer-se mais duro e mais forte. – entoamos enquanto seus acólitos Afogados retiravam Balon da água, inconsciente.

Fora largado na praia. Houve um momento se silêncio mortal enquanto esperávamos. Ele não se moveu, parecendo morto. E talvez estivesse mesmo. Aquele momento se alongou como a imensidão do mar até que Balon reagiu, virando-se e tossindo uma boa quantidade de água do mar que entrara em seus pulmões. Não demorou muito a voltar ao normal e permanecer ajoelhado.

O sacerdote pegou uma coroa feita rusticamente de madeira cinzenta, trazida pelas ondas do mar e colocou em sua cabeça.

-O que está morto não pode morrer. – disse e Balon se levantou, tão feroz quanto um animal. Nunca o tinha visto assim.

-...Mas volta a se erguer, mais duro e mais forte. – deu por mim falando, a única no meio de todos. – Balon rei!

Levantei um punho fechado e todos me acompanharam. Um coro que vinha do fundo da alma de cada um. Homem, mulher ou criança. Éramos todos irmãos naquele momento. Servos, escravos e esposas do sal.

Victarion se aproximou de mim e me abraçou. Me perdi em seus braços, rindo enquanto ele me apertava contra seu peito.

-Nos somos livres irmão! – gritei para ele. – Do modo que sempre sonhamos.

Se afastou de mim e minha mente se encheu novamente com a lembrança do casamento. Cortando o meu momento de alegria. As coisas nunca seriam as mesmas. Não com Victarion.

-Sim, somos livres. – murmurou para mim, fechando o rosto, mas seus olhos brilhavam.

-Isso mesmo. – gritei alto ao me sentir sendo içada nos braços de alguém. Gargalhei ao ver que era Aeron, mais feliz do que nunca. E sóbrio! – Agora vamos festejar esse prevê momento de felicidade, antes de nos jogarmos ao mar.

-Você não entende irmão? – pedi rindo enquanto ele me carregava, acima de todos os homens. – O mar é nossa felicidade. É liberdade acima de tudo. Nos somos Nascidos do Ferro, e outrora fomos conquistadores. Nosso decreto corria por onde quer que fosse ouvido o som das ondas do mar. E agora, vamos voltar a ser grandes. – coloquei as duas mãos na boca, para aumentar o som. – Livres!


Notas Finais


Obrigada por ler! ^-^


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