História Universo Paralelo - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Exo-k, Kyungsoo, Universo Paralelo
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Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Empatia


Empatia:

Colocar-se no lugar da outra pessoa

Compreender seus sentimentos.

 

 

"Você pode. Você pode passar por isso, eu estou aqui."

Baekhyun estava deitado na cama ainda pensando naquela frase durante três dias. Depois do pequeno diálogo que teve com a  máquina, ou com o que lá fosse aquilo, ele se sentia estranho, não conseguia dormir direito, tinha sonhos estranhos, mas apesar de tudo, ele se sentia feliz com aquela pequena chama de esperança que crescia em seu peito. Uma chama que ele não queria ter, queria simplesmente entregar todas as cartas pra vida e dizer que bastava, mas aquela fogo teimava em arder em si, gritando nas profundezas da sua mente que ele precisava viver.

No dia do velório de sua vó, após receber a resposta da máquina, Baekhyun também respondeu:

"Por que alguém me ajudaria?"

Mas o que mais o intrigava foi a resposta que recebera:

"Por que não?"

Depois daquilo, por três dias inteiros ele passou a pensar naquilo. A cada invenção que sua mente criava e aquela parte pessimista gritava que não iria dar certo, ele sempre respondia a si mesmo "por que não"?

Tornou-se um vício.

Mas após os três dias de luto, Baekhyun teve de voltar com sua rotina normal. Já havia perdido muitas aulas naquele curto período de tempo e as provas constantes de sua escola não davam trégua para nenhum aluno.

No colégio as coisas continuavam como sempre foram. Fora alguns "meus pêsames" que recebeu de alguns colegas que nunca sequer haviam falado consigo, Baekhyun continuou sendo o garoto invisível e sem amigos que sempre fora.

Sempre não.

Por mais que parecesse estranho, o garoto tinha memórias de um lugar, uma escola, onde ele era brincalhão e vivia rodeado de pessoas para conversar consigo. Era estranho ter aquelas memórias, já que as pessoas sempre lhe diziam que ele era um garoto tímido desde que nascera. Mas ele não era. Ele gostava de se comunicar, de viver em liberdade, mas sentia que aquela era uma parte sua de outra realidade, uma realidade distante.

Viver naquela escola, naquele lugar era como viver em uma prisão, onde ele tinha que conter sua própria personalidade para sobreviver aos ataques da turma de delinquentes.

No primeiro dia que voltou à escola, o garoto nem viu a sombra dos outros três, mas no segundo ele já começava a receber os olhares ameaçadores no meio da aula, um recado explícito de "nós pegamos você na saída".

Baekhyun não tinha mais cabeça para aquilo. Conviver todo dia sem sua vó era algo difícil e dolorido, e os delinquentes teimavam em lhe violentar apenas para a diversão deles mesmos.  

Baekhyun era uma bomba prestes a explodir.

 

========

Chanyeol não ficou surpreso quando recebeu um belo zero redondo na prova. Minseok quase chutou o seu traseiro por estar tão fora de si ao ponto de não acertar nenhuma questão da avaliação.

– Eu não te matei, mas sua mãe vai – avisou.

– Cara, eu não consigo me concentrar, parece que minha energia está sendo sugada, sei lá.

– Você não vai começar com essa história de novo vai? – Xiumin revirou os olhos – Chanyeol, independente se é um mistério ou não você não pode simplesmente parar de viver sua vida de estudante só por isso. Não tem ninguém sugando sua energia, você que está perdendo ela pensando só naquilo.

E era verdade. Chanyeol passava noites e noites em claro tentando teorizar sobre aquele mistério em que ele vivia. Miseok dizia para si mesmo que a máquina estava programa só para não ter que lidar com a realidade, mesmo já sendo óbvio que aquele não era o caso. O mais baixo havia criado uma barreira de auto defesa em si mesmo para não enlouquecer, mas Chanyeol não. Chanyeol havia de certa forma prometido ajudar, e ele ia fazer isso. Fosse lá quem fosse, ele iria ajudar, mesmo se isso custasse sua própria sanidade.

Minseok falava alguma coisa sobre responsabilidades da vida, passar na faculdade e arrumar alguém, mas Chanyeol não prestava atenção, seus pensamentos foram tomados ao ver uma pessoa de baixa estatura, olhos grandes e lábios volumosos parado do outro lado da rua e encarando os dois.

Chanyeol também parou e começou a encará-lo. Era uma pessoa normal, ninguém prestava atenção nele, mas Chanyeol podia sentir aquela aura, a mesma aura da máquina ou maior. A máquina também era imperceptível até que você reparasse nela e entrasse em um transe com a aura que ela emanava. Tanto tempo convivendo com aquela sensação dentro do próprio quarto fez Chanyeol reparar na presença daquele garoto de terno e chapéu preto no outro lado da rua.

Não era a mesma sensação.

Era mais forte.

Os dois se encararam parados por alguns segundos que pareciam durar horas. Xiumin vendo o amigo olhando para um ponto fixo, também reparou no outro garoto do outro lado da rua. Uma pessoa normal e ao mesmo tempo completamente estranha.

Os três ficaram naquele transe por volta de 30 segundos, mas qualquer um deles podia jurar que durou mais de três minutos. O mundo parecia estar em câmera lenta. Os dois amigos só voltaram ao tempo normal quando um caminhão de mudanças passou na rua entre eles e o garoto simplesmente desapareceu como se nunca estivera lá.

Chanyeol lentamente virou a cabeça para o amigo ao lado.

– Se você me disser que isso não foi estranho e tentar inventar alguma desculpa, eu juro que te dou um murro na cara.

Mas Minseok não conseguia raciocinar direito para conseguir pensar em algo que fazia sentido.

Agora ele estava tão perdido quanto o amigo mais alto.

 

 

========

Baekhyun recebeu três socos no rosto. Ele sentiu a dor latejante e chorou. Chorou de dor. Mas chorou mais de ódio.

– A gente não precisa mais se preocupar em não deixar hematomas, não é Baekhyun? – Sehun esbravejou – Não existe mais ninguém pra querer alguma satisfação 

Os outros riram, até que Chanyeol parou e fez uma expressão de inocência:

– Ou tem?

E Baekhyun não tinha.

Os três mais altos se entreolharam já confirmando a resposta do maior e começaram a agredi-lo de novo. 

Baekhyun olhou de relance para baixo da escadaria e viu aquele rapaz de olhos grandes de novo. Os outros não o perceberam na hora, mas o menor o viu. O garoto estranho lhe encarava enquanto o Byun recebia os socos no estômago. Baekhyun o olhou com os olhos fervendo e praticamente perguntou com o olhar: "por que não faz alguma coisa?". Ele não havia dito aquilo em voz alta, não era para o outro tê-lo entendido, mas ele jurou que recebeu um olhar com uma voz na sua cabeça lhe perguntando "por que você não se defende?".

Tanto tempo encarando o outro fez com que os três delinquentes percebessem que havia outra pessoa ali. Pela surpresa que tiveram ao perceber o outro garoto, acabaram por sair correndo a fim de evitar alguma discussão ou advertência na escola.

Baekhyun ofegava no chão, tentando limpar o resquício de sangue da boca e desamarrotar as roupas. O estranho aproximou-se casualmente do rapaz e lhe ofereceu a mão. Baek não estava em uma situação que podia recusar, então só aceitou a ajuda e se sentou na escadaria junto com o outro.

– Por que ao menos não tentou se defender?

– Não é tão fácil assim pra mim como pode parecer pra quem vê de fora.

Baekhyun achou que o garoto ia dizer que ele era o fraco e idiota por permitir que outras pessoas fizessem aquilo consigo, mas ele apenas balançou a cabeça confirmando.

– Não conheço sua dor nem sua luta, não posso julgá-lo.

O Byun arqueou a sobrancelha esquerda, já que nunca tinha visto alguém falar assim consigo.

– E por que você não fez nada? – interrogou

– Da mesma forma que eu não posso julgá-lo por não se defender, você não pode me julgar por... – o olhar dele esvaziou-se – não poder interferir.

Aquele garoto de expressão única era a pessoa mais estranha que Baekhyun já havia conhecido em toda sua vida. Ele sabia que o outro não estava se referindo a apenas aquele evento que viu, mas a algo muito mais profundo. Porém, Baek achou que fosse lá o que fosse, não queria saber o que era.

– Você pode ser sincero comigo sobre uma coisa? – o Byun se atreveu a perguntar

– Eu não minto, mas não posso falar todas as coisas que sei.

– Certo. – Baekhyun não queria saber o que ele queria dizer com aquilo, apenas questionou – Quem você é exatamente?

O garoto baixinho apenas olhou para cima e suspirou, pensando.

– Eu não tenho uma resposta pra isso.

Baekhyun se achou idiota naquela hora. Nem ele saberia responder isso se lhe perguntassem a mesma coisa. "Quem é você?", no sentindo verdadeiro da frase, era quase como "qual o sentido da sua existência?" para a filosofia. Ele decidiu ser mais específico.

– Então qual o seu nome?

– Meu nome pode ser meio confuso pra você.

– Mais confuso do que eu ter certeza de que você não é uma pessoa comum e que por algum motivo parece querer que eu descubra alguma coisa? Eu não sei de onde você veio ou pra que, mas eu sei que você não é uma coincidência na minha vida, não nasci ontem.

O rapaz olhou Baekhyun surpreso. Realmente o Byun tinha a capacidade de saber quando algo era diferente do normal, mas também não era de se admirar, apenas a existência dele naquele mundo já era anormal, ele aprendeu a reconhecer isso.

– D94738O – respondeu por fim – esse é meu nome.

– D94738O? Sério? Você é algum tipo de rôbo ou algo parecido?

O rapaz não respondeu.

– Certo – Baekhyun  olhou para frente pensativo – Vou encurtar seu nome e te chamar de D.O. então

– D.O. ? – o garoto olhou assustado – tipo um nome real?

Baekhyun riu com a expressão surpresa do outro. Apesar de misterioso, o estranho tinha um ar muito inocente e Baek achava que aquilo era um charme no baixinho.

– Não como um nome, mas mais como um apelido. Mas se quiser que seja seu nome, tudo bem.

D.O. olhou para longe. Não longe fisicamente, mas longe em suas memórias, perdido na própria mente.

– Um nome... – falou pra si mesmo em um tom de alegria, tristeza e luto ao mesmo tempo. Algo de seu passado, que ainda o assombrava para onde fosse.

Naquele dia Baekhyun concluiu para si mesmo que não havia sido a primeira pessoa a nomear aquele garoto peculiar.

 

 

 


Notas Finais


Como faço faculdade, eu vou tentar manter a rotina de postar um capítulo por semana.
Minha escrita não flui tão facilmente, então não consigo escrever muitas palavras em um só, mas espero que peguem o ritmo e gostem da história.
Esse capítulo em questão apesar de ser meio vago, é bem importante para o desenvolvimento, pois é nele que todos os personagens começam a se comunicar de fato, por isso eu não sei se estou sendo muito direta nas relações. Digam nos comentários o que estão achando :)
Beijos, até o próximo


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