História Acorrentados ao Destino - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Acorrentados, Destino, Drama, Kuudere, Maldição, Psicopata, Romance, Terror
Visualizações 61
Palavras 2.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Finalmente! Depois de um tempo sem postar, finalmente postei o terceiro capítulo! Mas é por causa do meu trabalho que eu estava sem tempo u-u
Espero que gostem :3

Capítulo 3 - Memórias não vividas


Fanfic / Fanfiction Acorrentados ao Destino - Capítulo 3 - Memórias não vividas

No capítulo anterior..

Logo quando abriu a primeira gaveta, surpreendeu-se. Deu de cara com algumas fotos de outro garoto. Imediatamente o estudante sentiu uma pontada de ciúmes. Olhou a data da foto e constava que ela tinha sido tirada há três anos. Será que esse era o grande segredo que Diana parecia guardar? Um antigo amor? Será que a traiu ou algo assim? Talvez seja por isso que ela era tão seria. Parecia que quanto mais coisas ele descobria, mais dúvidas apareciam.

Diogo

Por que eu estou sentindo isso? Por que estou com ciúmes dessa garota? Tenho certeza que ela não sente absolutamente nada por mim. Estou nervoso. Não quero mais olhar para esta foto.

Narradora

O garoto guardou a foto de volta na gaveta, saiu do quarto e fechou a porta. Voltou para a cozinha e Diana ainda não estava lá. Olhou no relógio e ainda marcava 05h08min da manhã.

- Ah, quer saber? Vou procurá-la de novo! – disse Diogo – Talvez ela decida me contar o que estava fazendo ontem à noite.

Perguntou a vários moradores sobre a localização de Diana e nada. Até que finalmente consegue encontrar uma senhora que talvez soubesse onde a garota estava.

- Diana? Ah, sim.. Ela é tão calma e tão carinhosa comigo.. – disse a senhora que estava sentada numa cadeira de balanço.

- Calma e carinhosa? Duvido muito – respondeu Diogo emburrado. A senhora riu, pois percebeu que por trás daquela face havia um garoto preocupado.

- E então, Diogo.. O que quer saber sobre ela?

- Eu queria.. Como? Você sabe meu nome? – perguntou espantado.

- Diana me falou de você – disse a senhora sorrindo – ela disse também que você é um rapaz engraçado.

- Eu? Engraçado? Não sabia que ela pensava isso de mim. Eu nunca a vi sorrir.

- Isso é normal. Ela demora a criar confiança nas pessoas.

Diogo fitou o horizonte e em seguida voltou a conversar.

- Bem.. Mudando de assunto, eu queria saber onde ela está. Já é a segunda vez que ela some sem avisar – disse Diogo deixando aquela expressão emburrada de lado. Veio à tona a sua face preocupada.

- Todos os dias bem cedo Diana decide ir ao campo para ver as crianças andarem de bicicleta. Ela me diz que aquela cena é algo nostálgico.

- Nostálgico? Como assim?

- Desde pequena ela gostava muito de brincar naquele campinho com o amigo pelo que me disse. É uma pena que eu não estava lá para ver. Diana ainda não era da nossa vila naquele tempo.

- Como era aquele amigo? – perguntou Diogo. Ele sentou-se na cadeira ao lado da senhora.

- Diana contou-me que ele agia como um irmão mais velho. Sempre cuidando dela, acompanhando-a para onde fosse.

- Qual era o nome dele?

- Eu não sei. Nem ela mesma consegue se lembrar. Por isso que todas as manhãs ela visita aquele campo com esperanças de lembrar seu nome.

- Entendi... E onde é esse campo?

- Ah, sim.. É só seguir aquela trilha – disse a senhora enquanto apontava para uma trilha que começava a 10 metros deles.

- Obrigado. Ah, e qual seu nome?

- Joelma. Mas pode me chamar de dona Jô. É o apelido que Diana criou para mim.

- Certo! Até mais, Dona Jô!

Enquanto o garoto partia em direção à trilha, a mulher acaba deixando um pequeno sorriso escapar.

- Ah, a juventude.. – foi a última frase que disse antes de adormecer.

Diogo andava e andava, e nenhum sinal de Diana. Finalmente, depois de caminhar mais um pouco, avistou Diana de longe.

Diogo

Ela estava de costas observando o nascer do sol. Seus cabelos castanhos balançavam acompanhando o ritmo da brisa e então, ela virou-se para mim com uma expressão de serenidade.

Logo em seguida, virou-se novamente para o horizonte. Que garota estranha. Ainda não consigo me acostumar com o fato de que ela já teve amigos. Será que ela sempre foi assim, fria?

Resolvi ir até ela. Talvez ela acabe soltando algo a respeito daquela foto que encontrei em sua gaveta.

- E-Er.. Observar o nascer do sol te lembra alguém? – Droga! Acabei sendo direto demais!

- Você é bem direto, hein?  - disse Diana arqueando uma das sobrancelhas.

- É que.. – rápido! Preciso inventar alguma desculpa – eu gostaria de ser seu amigo, e para isso preciso saber um pouco sobre você, né?

- Ah, eu? Eu sou uma pessoa desinteressante.

- Eu não acho. Poderia ao menos responder minha pergunta?

- Já que insiste..  Não, não me lembra ninguém. Ou talvez possa até lembrar, quem sabe?

Ela fitou o horizonte por uns instantes, e em seguida sentou-se numa rocha plana ao nosso lado. Fez sinal para que eu sentasse ao seu lado, e eu o fiz. Ela ainda não respondeu a minha pergunta, e isso me deixa apreensivo.

- Gostaria de perguntar mais alguma coisa? – perguntou Diana em tom sarcástico.

- Para falar a verdade sim. Você tem algum amigo por acaso? Não te vi conversar com ninguém desde que eu e Doddy chegamos aqui!

Ela me fitou seriamente. Deu para perceber que ela não queria falar sobre isso.

- Tenho sim, vários amigos, mas não posso vê-los agora. E é só. Vamos logo para casa, sim? Seu amigo Doddy deve estar te esperando.

- Ah, é verdade. Vamos.

Narradora

Os dois levantaram da pedra e saíram andando. Eles não faziam a mínima ideia de quem estava os observando. Por trás de um tronco. Dois olhos negros. Um olhar maligno e vingativo. Tal ser prestava atenção em cada movimento dos jovens. Principalmente Diana.

- Quanto tempo, não? Estou aqui novamente, para te fazer sofrer mais e mais. – sussurrou a indivíduo para si mesmo.

Depois de passar num mercadinho e comprar ingredientes para uma torta de frango, Diana levou Diogo para sua casa.  Assim que terminou de preparar a torta e deu um pedaço aos garotos, disse:

- Já está na hora de vocês irem embora. Tenho coisas a fazer.

- Puts! É mesmo! Esquecemos que meu tio disse para nos encontrarmos no acampamento antes das dez horas e nós passamos a noite inteira fora!

- Ei, Diogo. Não tem nem como ligar?

- Não, meu celular descarregou. Ele deve estar doido atrás da gente!

- Verdade, vamos!

Doddy deu um tapinha fraco no ombro de Diana despedindo-se enquanto Diogo bagunçava a franja da mesma. Assim que os dois garotos saíram pela porta dos fundos, a jovem ficou um pouco cabisbaixa.

Diana

O que está acontecendo comigo? Por que fiquei desse jeito? Faz anos que ninguém me visita, e finalmente isto aconteceu. Não quero que eles saiam daqui. Principalmente ele. 

Eu quero. Que você fique, Diogo..

 

Narradora

Logo em seguida a garota balançou a cabeça bruscamente para os lados tentando parar de pensar naquilo e foi para o quarto. Começou a arrumar sua cama.

- Ei.. Psiu! – disse uma voz feminina e aguda enquanto ria.

Os olhos de Diana arregalaram-se em menos de um segundo. Ela olhou para a janela e lá estava a mulher, sentada em sua janela.

- Creio que não se lembra de mim, não é mesmo? – perguntou a mesma enquanto aproximava-se com um sorriso doce e um olhar maligno. Esta era magra e usava um vestido marrom curto. Possuía cabelos negros, lisos e divididos ao meio.

- O q-quê.. – Diana permaneceu com os olhos arregalados.

- Não se preocupe, não pretendo te matar ainda.. – sussurrou a mulher enquanto ria baixinho - não é mesmo.. Maya?

------- Minutos depois -------

- Merda, acho que não devíamos ter saído sozinhos! Não conseguimos achar o caminho!

- Puts, verdade. Mas fica calmo. A gente vai conseguir e.. - Diogo não conseguiu terminar sua frase. Ele ficou paralisado olhando para algo.

- O que foi, cara? Parece até que viu um cadáver hahaha!

- E eu vi. - disse com um tom de voz sem vida.

Doddy imediatamente direcionou o olhar para a mesma criatura que Diogo observava. Estava lá. Caído. Banhado em sangue. Frio. Estático... Morto. Não era Roberto, felizmente. Era o mesmo tigre que tinha os atacado anteriormente. Diogo respirou fundo e aproximou-se lentamente. Doddy fez sinal para que não o fizesse, mas o amigo não obedeceu.

O estudante agachou ao lado do tigre, enquanto seu coração batia fortemente de nervosismo. 

"S-Só um toque" - pensou. Ele precisava ter certeza de que o tigre estava morto. O vento balançou seu casaco marrom e ele respirou fundo. Colocou a mochila no chão e aproximou sua mão lentamente do pescoço do animal. Doddy observava tudo enquanto suava de nervosismo.

E se o animal estivesse vivo e atacasse Diogo?  Para prevenir, ele aproximou-se também.

Diogo tocou o animal. O tempo parou. Foi como se ele estivesse tomando um choque. Um choque sem dor. Sua visão embaçou. Tudo se tornou negro. Ele sentiu que estava absorvendo algo.

Abriu seus olhos. Diogo estava vivendo novamente a madrugada do dia anterior. Mas tinha algo diferente. Ele estava lembrando-se de algo que não viveu. Ele estava em meio a uns arbustos de folha verde e lustrosa.

Era óbvio. Ele percebeu que não era algo que presenciou, e sim de algo que o tigre presenciou. Seus últimos momentos.

------- Começo do Flashback -------

Uma garota encapuzada estava sentada em uma rocha plana. A lua iluminava seus pensamentos. A jovem tinha uma expressão triste. Uma lágrima deslizava em sua bochecha. Diogo não podia ser visto por ela. Nem por ninguém.

Aproximou-se e teve uma surpresa. A garota que tanto chorava era Diana. O estudante surpreendeu-se ao ver aquela cena. Não era possível isso estar acontecendo. Aquela garota fria e séria estava demonstrando seus sentimentos? Será que tem a ver com aquela antiga foto? Ele só sabia de uma coisa: não iria descobrir nada se continuasse ali parado.

O vento soprou nos cabelos castanhos de Diana. Balançou as folhas das árvores. Moveu a grama. Moveu também.. Os pelos do tigre que a observava. Seu olhar era demoníaco. Diogo o avistou e ficou apreensivo. Ele iria presenciar uma morte a qualquer momento. O tigre aproximou-se lentamente

Diana acabou ouvindo o barulho da aproximação e seus olhos arregalaram-se. Rapidamente ela secou suas lágrimas e pôs a mão por dentro da capa. 

O animal percebeu que a garota já havia o notado. Avançou com toda a velocidade para cima dela e pulou com as garras para fora. Diana desviou. A besta amorteceu a queda caindo com as patas firmes no chão, fazendo a poeira voar. A garota o encarava friamente, e ele fazia o mesmo enquanto andava lentamente em volta dela fazendo com que fique encurralada. Ele avança rapidamente e ela tira a mão de dentro da capa fazendo com que uma lâmina apareça. O tigre não conseguiu parar a tempo.

Muito sangue jorrou para os lados. Os olhos da besta arregalaram-se, os de Diana também. Ela havia perfurado a garganta do tigre com uma adaga. Imediatamente o corpo caiu no chão. Imóvel. Mas seus olhos ainda estavam abertos. Faltavam poucos minutos para que ele morresse. Do rosto de Diana brotou um sorriso sádico. Ela passou a mão nos pelos macios da fera. Diogo observava aquela cena, horrorizado. 

- Achou que podia me matar, pequeno felino? - disse Diana no ouvido do tigre com uma voz aveludada.

De repente a garota ouve um barulho de passos desorientados. Olha em volta e avista uma mecha loira. Diogo reconhece que aquela pessoa era ele no dia anterior. As pupilas da garota diminuíram rapidamente. Ela voltou a si. Olhou o sangue no chão e ficou horrorizada. 

- O-o quê eu fiz? Não, de novo não! O que acontece comigo? – indagou a si mesma, fitando as próprias mãos, trêmulas.

Diana sacudiu a cabeça para os lados rapidamente, colocou o capuz e foi em direção a Diogo. Em questão de milésimos de segundos, Diogo piscou e estava no corpo do tigre. Ele sentiu o que a fera sentia. Uma dor incalculável. 

Seus olhos fecharam-se lentamente e tudo ficou escuro.

------- Fim do Flashback -------

Quando os abriu novamente, estava na frente do tigre, com a mão no mesmo local da facada.

Ele perdeu o equilíbrio e caiu para trás assustado. Doddy arregalou os olhos.

- Q-quê que foi? De repente você fica estático e quando volta a si, cai para trás! O que aconteceu, hein? Já vou avisando, se for uma brincadeira eu te mato!

- N-não.. Deixa pra lá. - disse Diogo tentando passar uma impressão de calma.

- Ih, o que deu em você?

- Já disse, não é nada. Vamos continuar a caminhada, certo? Roberto deve estar preocupado.

Depois de ter dito isso, Diogo pegou sua mochila, levantou, ajudou Doddy a levantar, e continuou a caminhada.

Diogo

O quê está acontecendo comigo? Por que eu tive que ver aquela cena horrível? 
Será que eu estou ficando louco? Eu não quero prosseguir com esta caminhada agora. Quero voltar. Quero saber mais sobre o que está acontecendo.

Eu quero.. Eu quero rever você, Diana.


Notas Finais


A inulovekagome me deu umas ideias para criar a mulher misteriosa u-u
Mas teve algumas coisas que eu acabei esquecendo dela xD
Espero que tenham gostado do capítulo. Gostaria que se possível, comentassem a opinião de vocês. Quero saber como me sai.


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