História Acorrentados ao Destino - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Acorrentados, Destino, Drama, Kuudere, Maldição, Psicopata, Romance, Terror
Visualizações 43
Palavras 2.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bem, demorei bastante desta vez ¬¬
Espero que gostem,

Capítulo 6 - Minha verdadeira realidade.


No capítulo anterior...

 

Diana

Olho para os lados. Essa esfera não tem fim, é como se eu estivesse em uma espécie de dimensão paralela. Meu corpo treme de frio e meus lábios estão secos. O clima é fúnebre, e eu me sinto estranha. Uma sensação ruim, mas não é medo, ódio, ou angústia. Não sei o que é isso. Só sei que devo sair logo daqui.

Do nada surgiram correntes. Eram quatro. Balançavam e reluziam, mesmo não existindo quaisquer fonte de luz. Não sei exatamente de que lugar vieram, mas é como se  cada uma estivesse presa em cada canto desse local. Mesmo não existindo canto algum. Eu suspeitei. Olhei para trás e Nadine não estava mais lá.

Antes que pudesse me virar novamente para frente, as correntes vieram em minha direção. Duas prenderam-se nos meus pulsos, imobilizando-os. As outras duas, enroscaram-se no meu pescoço, apertando-o cada vez mais. Eram ásperas, e eu via sangue escorrendo pelos meus ombros. Eu relutava, e retrucava violentamente, mas tudo que acontecia era o aumento da dor. Eu conseguia escutar a risada de Nadine ecoando em minha mente, e isso me deixava desesperada. O que aconteceria comigo? Eu morreria?

Eu encarei os lados com o olhar furioso em busca daquela criatura nojenta, mas tudo que vi, foi uma imensa escuridão. Não aguentei de dor, e gritei. Gritei com todas as minhas forças. As correntes apertaram-se mais.

Não consigo respirar...

***

Vinicius

- Será possível que essa maldita nunca vai nos deixar em paz? - perguntei a mim mesmo enquanto corria.

Do nada, ouvi passos que vinham atrás de mim, e vozes masculinas. Escondi-me atrás de uma árvore para ver o que seria. Eram dois garotos. Um, era mais alto, cabelos ruivos, olhos dourados e fones de ouvido. O outro, um pouco menor, tinha os cabelos dourados e olhos mel escuro. Eles estavam indo em direção à montanha assim como eu. Que diabos queriam fazer lá? Será que também estavam atrás de Diana? Acho que não. Parece mais com dois turistas curiosos e inofensivos, melhor eu continuar correndo. Eles me avistaram, e pareciam em dúvida também.

Ao chegar ao topo da montanha, pude sentir uma aura negra que emanava daquela esfera. O ar envolto da mesma era glacial. Peguei a espada de Diana que tinha trazido comigo, e acertei fortes golpes naquela esfera, formando pequenas brechas que em questão de segundos, fechavam-se novamente. Através delas, pude ver que minha garota estava acorrentada, sofrendo muito. Não aguento ver isso, tenho que salvá-la!

- Ei, o que está fazendo? - gritou uma voz masculina. Olhei na direção desta, e lá estava aquele turista - Você acha que vai destruir a esfera assim?

- Não se meta! Não é a vida da sua garota que está em jogo! - gritei em resposta.

O garoto se aproximou de mim surpreso.

- Você... Conhece a Diana? – perguntou, com os olhos arregalados.

- Desde os cinco anos! Por quê?

- N-Nada...

- E você a conhece de onde?

- Eu a conheci aqui mesmo, uns dias atrás.

- Então, se do meu jeito eu não irei destruir a esfera, qual a sua ideia? - perguntei arqueando a sobrancelha.

- Também não sei.. - respondeu o garoto com insegurança.

- Parabéns, você é muito inteligente - eu disse ironicamente - Que foi? Vai ficar aí parado?

O turista nada respondeu. Sentou no chão com seu amigo e parecia estar pensando em algo.

Ah, minha Diana... Devo confessar que também não sei o que fazer numa hora dessas, já que meus ataques parecem não fazer o menor efeito nessa maldita esfera.

 

Diogo

 

Minha cabeça dói... A que ponto eu cheguei?

Perdi-me nessa ilha há alguns dias e nem sinal do meu tio, ou o resto de sua equipe. Já era para eles terem me procurado, não? Será que aconteceu alguma coisa? Bom, isso não importa agora, só sei que devo tirar Diana dali.

Começo a fitar a esfera negra a minha frente enquanto coloco minha mão sobre a mesma. Ainda não sei o que fazer. Realmente, eu não passo de um inútil. De repente, sou puxado para a escuridão enquanto Doddy e o outro garoto me olham abismados.

 

Narradora

 

Diogo acorda com a visão embaçada. Olha em volta e reconhece o lugar. Era seu quarto. Olhou para o relógio encima de sua cômoda, e eram 06h30min da manhã. Espreguiçou-se, levantou da cama, e colocou seu par de chinelos azuis. Seus olhos arregalaram-se numa expressão de desespero. Lembrou-se de tudo o que passou naquela ilha. Teria sido um sonho? Não era possível.

- Foi tudo tão real... - sussurrou a si mesmo enquanto se arrumava para a escola. Era o primeiro dia de aula.

Ele não acreditava que fora tudo um sonho. Ele não queria acreditar. Recusava-se a acreditar que Diana na verdade nunca existiu. Isso significaria que seu quase amor nunca teria sido real!

Depois de pronto, desceu as escadas e chamou sua mãe.

- Mãe, eu tive um sonho muito estranho!

- Hm... É mesmo? Conte-me - disse ela distraída lendo um romance.

- Sonhei que eu tinha ido passar as férias em uma ilha com o tio Roberto, e conheci uma garota.

- Ah, filho, você sabe que todo ano nós passamos o natal no sítio da sua tia. Ir para uma ilha com seu tio é algo impossível de acontecer.

- Mas mãe, eu... - Diogo foi interrompido.

- Vá tomar café logo, já está quase na hora de você sair!

- Tá... - respondeu o garoto frustrado - Pelo visto, conversar sobre isso com minha mãe não vai adiantar em nada - pensou.

Tomou café, arrumou seu material e saiu. Por sorte, morava perto da escola, e não precisava gastar dinheiro com ônibus. Ao chegar ao local, esbarrou com uma menina de pele negra, cabelos negros na altura do ombro, e corpo delicado. Ambos caíram no chão.

- Dalila? - perguntou a ela, confuso.

- C-Como sabe meu nome? - Perguntou vermelha.

- Nós nos conhecemos naquela ilha! Não se lembra?

- Desculpe, é a primeira vez que te vejo - respondeu com um sorriso tímido enquanto o ajudava a se levantar - Agora, tenho que ir.

- Espere! Pra onde vai com tanta pressa?

- Não soube da aluna nova?

- Não... - respondeu Diogo ainda mais confuso.

- Então venha!

Os dois correram em direção à multidão, e com um pouco de esforço, conseguiram se infiltrar em meio às pessoas. Lá estava: uma garota com a pele morena, olhos verdes como esmeraldas, cabelo castanho, franja de lado, e curvas definidas. Ao seu lado, um garoto loiro, de olhos dourados, forte, usando uma faixa verde-musgo na cabeça. 

- Você é muito linda, me passa seu telefone? - perguntou um garoto.

- Não, eu que quero! - gritou outro.

- Saiam daqui! Ela é minha namorada! - gritou o garoto de olhos dourados, enquanto abraçava a morena por trás em sinal de proteção.

- Não seja tão egoísta... - respondeu o primeiro garoto com uma voz manhosa.

- Me deixem em paz! Não ligue pra isso, Vini - disse a morena, acariciando o rosto do rapaz atrás de si.

- Ei! O Diogo chegou! - gritou uma garota baixinha - Ajuda a menina nova!

- Você de novo, Pietro? Deixa a menina em paz e...- os olhos de Diogo arregalaram ao ver a garota. Era Diana.

- Di.. Diana? - perguntou incrédulo.

- Como sabe meu nome?

Um silêncio permaneceu no local.

- Esse é... Seu namorado?

- Sou sim! E você não tem nada a ver com isso, baixinho! - respondeu Vinicius com uma expressão furiosa.

- Eu? Baixinho? Posso ser, e daí? Só estava ajudando!

- Uma coisa é ajudar, outra coisa é se meter na vida dos outros!

- Então como espera que eu ajude?

- Não se meta! Nós podemos nos virar sozinhos!

Diana encarava Diogo, com certa culpa no olhar. Ela sabia que ele só queria ajudar, mas preferiu ficar calada no momento. Não sabia o que dizer.

Todos em volta perceberam a expressão de incredulidade de Diogo, e foram se retirando aos poucos, inclusive Pietro, que não tinha nem coragem de olhar na cara do colega. Ele passou essa vergonha por sua causa. No fim, sobraram somente Diana, Diogo e Vinicius.

- Você ainda não respondeu minha pergunta. Como sabe meu nome? É algum tipo de stalker? – disse Diana arqueando uma as sobrancelhas.

- Não é necessário responder, até mais – respondeu Diogo sem emoção.

Saiu do local desnorteado, precisava urgentemente encontrar Doddy, pois era o único amigo com o qual podia realmente confiar. Depois de tanto rodear a escola, encontrou o colega na sala de artes, lendo um gibi e ouvindo música.

- Até que enfim te encontrei! Você não sabe o que aconte...

- Eu sei sim, o Pietro me contou. Ele tá se sentindo muito culpado.

- Até você já sabe... – afirmou desanimado, enquanto puxava uma cadeira para se sentar.

- Pois é, cara. Mas, você sempre foi bom nas conversas, por que ficou sem saber o que dizer dessa vez?

- Eu... Eu gosto muito da Diana.

- Sério? – perguntou Doddy de olhos arregalados – De onde vocês se conhecem?

- Eu sonhei com ela noite passada. Foi um sonho bem longo, e eu a conheci quando fui de viagem a uma ilha com você e meu tio.

- Isso não faz sentido... Tem certeza de que você nunca a viu antes?

- Não que eu me lembre. Talvez tenha passado por ela aqui na escola, mas não devo ter percebido.

- Impossível isso, ela só chegou hoje.

- Então eu não sei! – disse Diogo angustiado enquanto pressionava seu crânio.

- Calma, calma! Você pretende falar com ela de novo?

- Sim, mas só quando aquele tal Vinícius estiver longe. Percebi que ele não foi com a minha cara.

- Certo... Se precisar conversar mais, estarei aqui. – respondeu Doddy observando Diogo sair da sala.

As aulas estavam prestes a começar, e o garoto dirigia-se à sua sala. Nem adiantaria chamar o amigo, já que mesmo sempre matava as primeiras aulas. Para sua “sorte”, Diana estava na mesma sala que ele, e Vinicius era do terceiro ano. Passou a aula inteira sentindo um nervosismo incalculável. Doddy como sempre apareceu somente nas outras duas aulas, e em seguida foi o intervalo.

- É agora – pensou consigo mesmo.

Todos os alunos já tinham saído da sala, restando somente Diogo fingindo procurar algo na mochila, Doddy que estava o esperando, e Diana que procurava seu dinheiro na bolsa. Diogo fez um sinal para o amigo, que saiu da sala rapidamente. Em seguida, o rapaz foi em direção à garota, segurando-a pelo braço.

- O que você quer? – perguntou emburrada.

- Não sei o que acontece, mas eu sei que já te conheço. Você não lembra mesmo de mim?

- Do que está falando?

O garoto sabia que ela não entenderia nada, já que tudo aquilo foi um sonho, mas ele se recusava a acreditar.

- Na ilha dos pesquisadores! É um local maravilhoso! Eu fui de viagem até lá, e eu te conheci! Você mora lá!

- Ilha? Quem dera morar nessa daí. Deve melhor do que morar aqui e aturar meus pais. Mas eu não posso mudar meu destino.

- Claro que pode! – disse Diogo segurando nos dois braços da garota, fazendo-a o encarar – Nós podemos mudar nosso destino! Há tantas coisas que eu quero saber, tantos mistérios que eu quero desvendar, mas eu quero principalmente, mudar meu destino. O nosso destino!

- Mudar... Mudar o destino? – perguntou a garota com a voz fraca.

- Sim, podemos! Eu quero quebrar estas correntes! – respondeu Diogo com firmeza.

Ele estava determinado a quebrar as correntes do destino. O destino que o obrigaria a sair daquela ilha e nunca mais rever Diana. O destino que faria com que Nadine conseguisse matá-los. Era um sentimento indescritível. De repente, tudo escureceu. As cadeiras e as mesas sumiram, as mochilas, a lousa e inclusive Diana, restando somente Diogo. O garoto pôde ver adiante quatro correntes espessas e reluzentes, que se contorciam em volta de um corpo humano. Correu em direção ao mesmo, e a cada passo, foi percebendo que na verdade, aquela pessoa era Diana. Mas não a que “conhecera” na sua escola, e sim a verdadeira, que conhecera na ilha. Seu estômago gelou. Uma adrenalina percorreu suas veias e ele soube que aquele era o momento. Ele sabia que conseguiria, sim, mudar seu destino, e libertar sua amada das garras de Nadine. Não sabia como, e porque estava sentindo isso, mas a emoção era enorme. Eles se conheciam sim, há muito, muito tempo. E era hora de unir novamente os laços do passado. Por mais que Diana não sentisse o mesmo, ele sabia que tinha uma ligação forte com ela, que durantes anos e anos foi construída.

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Doddy

O que será que aconteceu com Diogo? Já não basta ele ter sido absorvido por essa esfera, e agora, esse outro garoto fica me encarando. Eu não gosto disso.

Ele se aproximou de mim. Não parece que ele quer ser amigável comigo.

Narradora

Diogo correu mais rápido ainda, e com um salto surgiram duas espadas em suas mãos, permitindo-o partir todas as correntes de uma só vez. Diana levantou a cabeça abruptamente, surpresa com o movimento. Diogo estava com um olhar diferente. Aquele olhar era diferente de todos os que já haviam sido estampados em sua face antes. Possuía uma expressão nobre, de bravura. Ao cair no chão em pé, agachou-se e segurou Diana no colo, que desmaiou, assim que foi libertada das correntes. Suas roupas estavam manchadas do próprio sangue.

Do lado de fora estavam Vinicius e Doddy, ainda espantados com a atitude do garoto, que saiu da esfera após parti-la ao meio, com um olhar vitorioso, carregando sua amada. Os dois rapazes entreolharam-se estupefatos.

Vinicius aproximou-se de Diogo, lentamente, com um olhar hostil, ficando cara a cara com seu rival. Com firmeza perguntou:

- Quem é você? Ou melhor, o que é você?


Notas Finais


Heeeeeeh, aqui está mais um capítulo!
Espero que tenham gostado, e se possível, comentem a opinião de vocês *^*
Preciso de incentivo pra não demorar mais e-e


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