História Pintando O Sete - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Iruka Umino, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Família, Naruto Yaoi, Romance, Vida Escolar
Visualizações 173
Palavras 5.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Naruto acabou, minna-san!
Falarei mais disso nas notas finais. :)
Vamos ao capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 12 - Naruto e Sasuke - Parte 3


Pintando O Sete

Revisado por Blanxe

Capítulo 12 – Naruto e Sasuke – Parte 3

 

Hikari alisava seu rosto, analisando-o diante do espelho. Ainda não dava para notar, mas sentia aquele pinicar irritante de quando a barba começava a crescer. Nascia muito rápido e estava começando a se irritar em ter que fazer aquilo todos os dias.

Abriu a portinha do armário da pia e olhou a lâmina; não tinha muita coragem e nem destreza para manuseá-la, por isso optava sempre pelo barbeador. Mas ouvira os colegas de time comentando que se tirasse a barba com a lâmina os pelos demorariam um pouco mais a crescerem. Apanhou o objeto com cuidado e o abriu, observando o fio reluzir. Sentiu arrepios.

— Hikari? — O chamado acompanhado de batidas na porta o fez sobressaltar e fechar a lâmina rapidamente. — Já terminou o banho? Posso entrar? — a voz do pai perguntou.

Deixou a lâmina na pia e atendeu a porta.

— Só um momento. Estou abrindo — respondeu. Detestava aquela mania do pai moreno de ficar incomodando-o no banheiro. Destrancou a porta e o atendeu. — Oi, pai?

— Só quero saber se tem roupa suja no cesto — Sasuke espichou os olhos por cima do filho para tentar visualizar o cesto. — Vou colocar a máquina para funcionar.

— Não tem — Hikari terminou de abrir a porta, permitindo que o pai entrasse de vez e averiguasse. — Eu levei o cesto para lavanderia antes de subir para o banho, está do lado do tanque. Até deixei as roupas que estava usando e subi só de toalha.

— Ah, sim. — Sasuke estava saindo do banheiro quando viu o filho apanhar o barbeador sendo que a lâmina estava na pia. — Quando está rala assim, é melhor usar a lâmina — aconselhou, fazendo um gesto de cabeça na direção do objeto. — Ela agride menos sua pele.

— É, mas...

— Você ainda tem medo — Sasuke constatou, sorrindo.

— Pai, dá um tempo.

— Eu também tive problema com isso — comentou, achando graça da reação mal-humorada do filho. — Vem, senta. Vou te ajudar — avisou, apontando a tampa do vaso e pegando a lâmina em cima da pia.

Hikari sentou-se na tampa do vaso que estava coberta por uma capa de tecido. Havia acabado de tomar banho, por isso estava apenas com a toalha enrolada na cintura. Não acreditava que seu pai iria ajudá-lo com algo tão básico como fazer a barba, mas o notou determinado, pois a primeira coisa que fez foi procurar nas gavetas por prendedores de cabelo para prender sua franja no alto da cabeça. Elas estavam passando a margem da sua boca.

— Está na hora de cortar, não acha? — fez a observação ao completar seu intento de prender seu cabelo.

— Estou pensando nisso.

Sasuke alisou o rosto do filho com a ponta dos dedos, tentando identificar os fios da barba que ele queria fazer, ergueu o queixo e sorriu ao admirá-lo.  

— Ei, otou-san, não está me confundindo com o meu pai Naruto, né? Tá dando arrepios esse seu olhar.  

O mais velho apenas meneou a cabeça negativamente.

— Fique despreocupado. Não tem como. E eu fico realmente feliz por Naruto não ter nem a metade da sua beleza. Eu teria muito mais problemas em controlar meus ciúmes se fosse — Sasuke justificou, apanhando a espuma de barbear e esparramando-a no rosto do filho.

Hikari notou o raro bom-humor do pai. E, por mais que não gostasse de considerar, sabia que tinham muitas semelhanças. O fato de serem considerados bonitos acima da média, arrogantes e populares era algumas delas. Mas havia outro fator que estavam começando a se assemelhar ainda mais com o pai, um que Sasuke nem desconfiava.

Engoliu em seco, sentindo a lâmina fria deslizar por sua pele, então veio aquela coragem de puxar conversa com ele.

— Pai?

— Hm?

— Como foi mudar de ideia? 

— Sobre o quê?

— Deixar de gostar de garotas e passar a gostar de garotos.

Sasuke ponderou por um segundo, a lâmina detida no rosto do filho.

— Eu não deixei de gostar de um para gostar de outro — contrapôs por fim. — Eu apenas me apaixonei pelo seu pai.

— E como foi?

— Que eu me apaixonei pelo seu pai?

— É — confirmou e ergueu os ombros. — Se não tiver problema em contar.  

Na verdade, Sasuke ficou contente ao ouvir aquela curiosidade vinda de Hikari. Era como se estivessem vencendo uma barreira entre eles. O filho sempre se mostrou indiferente aos sentimentos que Naruto e ele compartilhavam, diferente da irmã Bara que era uma completa entusiasta do relacionamento deles.

— Foi o Naruto quem deu o primeiro passo — contou. — Foi ele quem se declarou primeiro também. A princípio foi estranho ouvir de um cara que ele estava apaixonado por mim. Ainda mais de alguém que eu considerava meu rival. — Sasuke soltou um suspiro. — Mas seu pai foi me conquistando aos poucos. É difícil resistir quando você vê alguém se empenhando tanto por você. Se empenhando para te ver sorrir, te proteger, te fazer sentir seguro. Quando demonstra que a vida dele depende de você estar bem. O amor do Naruto foi me oferecido em estado puro, bruto, único. Ele não queria nada em troca, só poder me amar. Então aconteceu de forma natural. Chegou um dado momento que eu percebi que estava envolvido por esse sentimento que me fazia sentir curiosidade. Foi então que percebi que Naruto também era o meu motivo de respirar. Bastava ficarmos separados para eu me sentir estranho, triste, chateado, era como se me faltasse algo, um pedaço importante. Então não resisti mais e decidi me entregar.

— Foi assustador?

Sasuke avaliou a questão por um instante e logo encontrou a resposta.

— Em partes não — optou por essa resposta. — É claro que passa pela cabeça que não é algo natural. Pesa imaginar o que as pessoas irão pensar ou sobre o preconceito. Mas acho que mais assustador que qualquer uma dessas opções é pensar na possibilidade de não ter deixado esse amor acontecer e hoje estar vivendo frustrado, dentro de uma mentira — Sasuke terminou de fazer a barba do filho, lavou a lâmina na pia e limpou os resquícios de espuma no rosto dele com a toalha.  — Prontinho.

— Obrigado, pai — Hikari alisou o rosto, sentindo a textura agradável. — Muito melhor.

— Se troque. Vou colocar a roupa para bater e depois vou para cozinha. Vou te ajudar com o jantar.

— Obrigado.

Mas Sasuke se deteve antes de sair do banheiro, curioso com algo.

— Sabe, Hikari, por que quis saber disso agora?

— Ah... sim... é... — Hikari pigarreou. — Foi o beijo. O beijo que eu vi entre vocês hoje de manhã, sem querer. Eu... fiquei meio curioso, também... Desculpe-me. 

— Não, tudo bem, entendi. Vamos descer?

— Vou me trocar e já desço.

— Certo.  

...

Sasuke desceu as escadas, indo em direção da lavanderia. A conversa com o filho aumentando, gradativamente, seu bom humor.

Colocou as roupas sujas na máquina e estava despejando o sabão líquido quando o seu celular tocou. Tirou do bolso detrás da calça, já sorrindo. Sabia, pelo toque, que era Naruto.

— Meu amor — o atendeu daquele jeito raro, e prendeu o celular entre o ouvido e o ombro para continuar usando as mãos para colocar o amaciante.

— Sasuke, eu vou passar a noite aqui com o Yoru.

Todo o bom humor, que Sasuke acumulara durante o dia, se esvaiu em um piscar de olhos.

— Por quê? — respondeu, secamente, com a única pergunta que veio em sua mente.

— Ele não está bem.

— Como assim? Ele está doente? Vamos levá-lo ao hospital então.

— Não é algo que um médico irá resolver agora. Precisamos levá-lo ao médico sim, mas a um especialista.

— Do que está falando?

— Não dá para falar por telefone, a gente conversa melhor amanhã.

— Naruto, espera.

— O quê?

— Não.  

— Não o quê, Sasuke? Não vai me permitir dormir na casa do seu filho como não quer permitir que as crianças durmam fora de casa? Se for isso, sinceramente, eu acho que o Yoru não é o único que tem um problema.

Sasuke sentiu a boca ressecar e espancou a tampa da máquina. Precisava se esforçar para se controlar.

Naruto ouviu o barulho do outro lado da linha.

— O que você está quebrando, hein?

— Nada.

— Ótimo. Mantenha o controle. Eu vou desligar.

— Espera. Naruto, se o Yoru não está bem, eu sou o pai dele, eu passo a noite aí com ele.

— Eu não ouvi isso — Naruto riu. — Se eu já estou aqui, por que você precisa vir? Olha, Sasuke, eu vou desligar ou essa conversa vai virar uma discussão. Eu estou sentindo. Amanhã a gente conversa e eu te explico melhor, tá legal?

Não era fácil concordar com algo que não concordava. Apertou com força o aparelho em suas mãos até sentir que estava prestes a quebrá-lo.

— Eu não te ouvi, Sasuke.  

— Tá.

— O quê?

— Tá, tá, tá. Está bem. Eu entendi.

— Que bom. Boa noite. Cuida dos gêmeos. Eu te amo.

— Eu também... — A chamada foi desligada. — te amo.

Sasuke acionou o botão de programação da máquina e ficou com a testa encostada na tampa ouvindo o barulho da água caindo por cima das roupas por um tempo. Era um absurdo para ele, um pai, pensar que o filho poderia estar inventando uma doença só para encontrar um meio de seduzir o padrasto, mas era o que sua mente ignorante estava imaginando naquele momento.

Escutou o som de mensagem no celular e, na mesma posição em que estava, abriu o chat vendo a mensagem da filha com uma carinha mostrando língua.

“Estou na casa da Gi-chan, a mãe dela me convidou para jantar, então não me esperem para jantar aí, vou demorar a chegar :P”.

Assim aquela ideia iluminou a mente de Sasuke, que ligou para filha.

— Bara?

— Paizinho-lindo-do-meu-coração — Bara cantarolou a resposta ao atendê-lo prontamente.

— Faz um favor pro seu pai?

— Até mais de um, paizinho.  

...

Ao ouvir a campainha tocando, Naruto fechou a torneira da pia e saiu da cozinha secando as mãos no avental, os passos se tornando pesados ao imaginar que se fosse o obcecado do marido, os vizinhos de Yoru iriam formalizar uma nova reclamação àquela noite.

“Se for você, Sasuke...”, imaginou uma determinação: “Eu vou passar não somente essa noite com o Yoru, mas a semana inteira!”.  

Porém, para a surpresa do loiro, não era o marido. Obviamente, ele era inteligente suficiente para mandar sua cúmplice.

— Bara?

— Boa noite, paizinho — a menina desejou, ergueu-se nas pontas dos pés e depositou um beijo na face de Naruto. Depois, passou por ele na porta com um semblante preocupado, deixou os sapatos na soleira, onde largou a mochila também, e entrou na sala. — Fiquei sabendo que o Yoru-nii-san está doente, estava vindo da casa da Gi-chan, então resolvi passar por aqui.

— A casa da Gi-chan não fica na mesma região que a nossa, Bara-chan? — perguntou Naruto batendo a porta ao fechá-la e encarando a filha com o ar desafiador.

Era uma das raras vezes que Bara sentia a aura intimidadora do pai loiro.

— É... Todavia, não tão perto. Já que pego condução, né? — ela tentou justificar. — Estava esperando o metrô para casa quando...

— Seu pai Sasuke te ligou e te deu a excelente ideia de vir me vigiar — Naruto interrompeu a filha, complementando o que era óbvio, aumentando o ar de irritação ao cruzar os braços sobre o peito. — Muito me admira você, Bara-chan, tão racional, dando razão para os ciúmes doentios do Sasuke.

— Está sendo injusto comigo. — Bara fez uma feição chorosa. — Eu não posso estar preocupada, de verdade, com o meu irmão?

Naruto suspirou e bateu os braços ao longo do corpo.

— Vou esquentar o jantar para você. Mas está tarde, pode avisar ao Sasuke que você vai dormir aqui também. Não vou deixá-la ir sozinha para casa a essa hora.

— Eu já comi na casa da Gi-chan.

— Fiz mouse de chocolate de sobremesa.

— Aí eu sou obrigada a aceitar. Vou lavar as mãos e mandar mensagem para o Hii-chan levar meu uniforme. O Yoru-nii-san está no quarto?

— Sim.

A menina sorriu vitoriosa e, longe das vistas do pai loiro, ela comemorou ao passar para o corredor com um pulo no ar. Então enviou uma mensagem para o celular do pai moreno.

...

Do outro lado, Sasuke derrubou as panelas com os cotovelos ao virar-se rápido para a mesa quando ouviu o barulho de mensagem chegando no celular.

Hikari, que estava apanhando legumes na geladeira, sobressaltou com o barulho das panelas vazias caindo e rodopiando no chão de cerâmica da cozinha. Levantou, ouvindo o pai praguejar, e confirmou aquilo que imaginara anteriormente: o pai loiro era mesmo o termômetro do humor do moreno e que o humor dele podia oscilar de zero a cem em questão de segundos, tudo dependendo do outro pai.

Sasuke leu a mensagem da filha.

“Mission completed! Mas, paizinho, meu blond daddy ficou puto. D: Vou ter de dormir aqui hoje. Pede para o Hii-chan levar meu uniforme da escola, amanhã. O Yoru-nii-san parece que está melhor, ele está dormindo desde a hora que cheguei. Aishiteru. <3:”

— Como assim ele ficou puto?

— Pai?

— O que é?! — gritou.

— Calma — Hikari pediu, pegando as panelas no chão e devolvendo ao fogão. — A Bara vai vir para jantar? 

— Ela já comeu na casa da Giovana.

— Ótimo. Então por que não fazemos o seguinte: eu preparo dois sanduíches e a gente bebe suco de caixinha. Não precisamos nos estressar fazendo o jantar para duas pessoas. E eu me encarrego disso. O senhor pode aguardar na sala, fazendo algo que o distraia.

— Como o quê?

— Sei lá. Ouvir música, ler, assistir um seriado.

— Ler.

— Não. Melhor não. O senhor não vai conseguir se concentrar com o meu pai Naruto na cabeça. Já sei! — Hikari deu um soquinho na própria mão e puxou o pai pelo punho até a sala, onde o empurrou para o sofá, fazendo-o sentar-se, e ligou a televisão. — Está tendo maratona de GOT neste fim de semana, na HBO. É o seriado do momento, tenho certeza que o senhor vai curtir.

— GOT?

— É a sigla Game Of Thrones. Vai por mim, é maneiro. Já volto com nosso lanche.

No caminho de volta para cozinha, Hikari recebeu uma ligação da irmã.

— Fala. 

— Irmãozinho não esquece meu uniforme amanhã, ta?

— Ah, sim, irmãzinha, não vou me esquecer do mesmo jeito que você não se esqueceu de levar minha marmita, tá? Boa noite! — Desligou, dando uma risada perversa ao desligar o celular. — Quem disse que a vingança não vale a pena?

Minutos depois, Hikari entrou na sala com os lanches em uma bandeja. Mas percebeu o pai, estranhamente, em silêncio; parecia tenso, como se uma aura negra pairasse sobre sua cabeça, então arregalou os olhos para tela ao ver a cena que estava transcorrendo no seriado. Justo a que a rainha se pegava com o irmão gêmeo. E o pior: ambos eram belos e loiros. Jamais conseguiria explicar que aquilo era uma mera coincidência, pura ficção, e que algo como aquilo não ocorria na vida real e jamais assistiria o seriado pensando em incesto com sua irmã.

Deu um passo temeroso para trás, intencionando voltar para cozinha e sair fugido do planeta, mas o pai percebeu sua presença e voltou-se para ele com o ar em fúria.

— Hikari, explique isso — Sasuke exigiu entredentes.

O garoto soltou os ombros e praguejou mentalmente.

“Merda! Por que as coisas não são mais fáceis para mim como são para Bara? Tsc, queria ter nascido menina!”

...

— Droga. Eu sabia que ele não iria se esquecer do detalhe da marmita tão cedo. — Bara comentou com ela própria. — Segundo plano! — ela ditou e discou o número da amiga que atendeu depois de um bocejo.

— Bara-chan?

— Te acordei, Gi-chan?

— Nada, estava terminando a lição de matemática. Chegou bem?

— Sim, sim. Estou na casa do meu irmão, e vou dormir hoje aqui. Leva seu uniforme reserva para escola amanhã para mim, por favor? Aquele antigo, que você disse que parou de usar porque ficou curto em você.

— Com certeza, meu bem.

— Te amo, Gi-chan!

— Também te amo.

...

No outro dia de manhã, Sasuke deixou Hikari na escola e foi se encontrar com Naruto, que já havia conseguido uma consulta médica com um psicólogo no período da manhã.

Ele estava na sala de espera, acompanhado de outros que aguardavam, quando Sasuke chegou, arrancando olhares curiosos, tanto da atendente na recepção quanto de algumas senhoras que também esperavam atendimento. Mas ele não precisou ir até a moça que havia se posicionado para atendê-lo, bastou uma breve espiadela na saleta para encontrar o homem loiro sentado com as mãos entrelaçadas uma na outra. Fez um gesto com a cabeça para cumprimentar a recepcionista e desviou o caminho, indo até o marido.

Naruto, ao ver Sasuke, afastou-se na poltrona para dar lugar para ele sentar ao seu lado direito, ficando mais próximo da senhorinha que ocupava o acento do seu lado esquerdo, com quem conversava há pouco.

— Vim o mais depressa que consegui — explicou, depois de se acomodar. — E o Yoru?

— No consultório, está sendo atendido.

— Faz tempo?

— Acabou de entrar. Você avisou a Sakura?

— Não, Naruto. Melhor ouvirmos o médico primeiro, você sabe mais do que ninguém o quanto Sakura gosta de dramatizar as coisas desnecessariamente. Virá correndo para cá e armar uma confusão. Quando tivermos certeza da situação do Yoru, eu prefiro ir até ela e conversar pessoalmente.

— Está bem. E quanto ao seu trabalho? Não vai ter problema chegar atrasado?

— Liguei para o Kabuto e o avisei, a coordenação pode aguentar algumas horas sem mim. E o restaurante?

— Pedi para a Mizuki fazer as compras. O problema é que a Kaoru ainda está resfriada e o Tandaru precisa de alguém para empurrá-lo se não ele não se mexe. Acho que o dia vai ficar apertado, mas isso não importa, a saúde do Yoru vem em primeiro lugar.

— Se quiser eu fico e você vai cuidar do restaurante.

— Já disse que a saúde do Yoru vem em primeiro lugar.

A senhorinha ao lado deles sorriu ao ouvir a interação e acabou fazendo um comentário.

— Vocês são dois jovens bem responsáveis, não? Parabéns.  

— Ah... — Naruto sorriu, sem graça, e coçou a cabeça. — Esse é o... Sasuke que eu estava comentando com a senhora agora a pouco, obaa-san. Ele é o pai do rapaz que eu trouxe para ser consultado.

— Hajimashite, Sasuke-kun. Sasada Noriko desu.

— O prazer é meu, Sasada-san — respondeu ao cumprimento formal, acrescentando um aceno de cabeça.

Mas não tiveram tempo de engrenar em uma nova conversar, pois o médico que atendia Yoru saiu de uma das salas e adentrou a recepção com uma prancheta na mão, chamando pelo acompanhante de Yoru. Tanto Sasuke quanto Naruto se puseram de pé, fazendo o médico olhá-los com certa estranheza.

— Os dois são parentes?

— Fui eu quem o trouxe, sensei. Sou Naruto Uzumaki, o padrasto. E esse é o pai verdadeiro dele...

— Uchiha Sasuke — Sasuke interrompeu, decidindo apresentar-se com o sobrenome de solteiro e assim ficar claro que ele era mesmo o pai biológico.

— Ah, sim — o médico fez uma expressão de entendimento e pediu que os dois o acompanhasse.

Na sala do consultório, na presença de Yoru, que não pareceu nada contente em ver Sasuke, o médico explicou a situação dele. O doutor os informou que após uma sequência de perguntas ele pode diagnosticar que o quadro de Yoru era mesmo depressão. Fez um apanhado geral do que se tratava a doença, informando-os de que a causa provém também de fatores genéticos, provocados por uma disfunção bioquímica no cérebro e que nem todas as pessoas com predisposição genética reagem da mesma forma. Existem fatores que funcionam como gatilho como algumas doenças sistêmicas; consumo de drogas lícitas e ilícitas, certos tipos de medicamentos. Explicou sobre os sintomas, detalhou o processo de tratamento. Explicou sobre o antidepressivo e como ele deveria ser ministrado e receitou também uma sequência de terapia com um psicanalista, além de exames laboratoriais para saber como a saúde de Yoru se encontrava em um geral[1].

Naruto e Sasuke saíram arrasados do consultório, minutos depois. Sasuke ainda mais perturbado, por jamais imaginar que a personalidade dramática do filho fosse sintomas de uma doença.

— O que faremos? — ele perguntou ao loiro, assim que saíram para o estacionamento.

— Acho que primeiro de tudo é encontrar um lugar para o Yoru ficar, ele precisa de supervisão. Você ouviu o médico falando que essa doença exige um acompanhamento sistemático, então acho melhor que ele fique com a gente por um tempo.

— Nem pensar — Yoru se manifestou, pela primeira vez, encarando os dois homens que discutiam como se ele não estivesse ali. — Eu não vou ficar na casa de ninguém, eu vou voltar pro meu apartamento. Com certeza não vão me deixar receber o cara com quem eu estou transando no “lar de família” de vocês e está fora de cogitação ficar sem sexo.

Sasuke indignou-se e crispou os punhos ao ouvir aquela alegação.

— Você não tem vergonha na cara de falar que vai continuar tendo um caso com aquele...

— Sasuke! — Naruto interrompeu o marido ao ver o nível de estresse dele aumentando. — Estamos no estacionamento de um consultório médico, seu filho está doente e agora não é o momento para isso. Yoru... — Naruto encarou os olhos verdes do rapaz e lembrou-se de um detalhe: fosse no apartamento, fosse na casa deles, Yoru continuaria ficando sozinho parte do dia. — Você precisa ter alguém te supervisionando, então, talvez, o melhor lugar fosse a casa da sua mãe...

— Não! — Sasuke e Yoru responderam sincronizados.  

Naruto arregalou os olhos, surpreso, ao perceber que havia algo naquele mundo que pai e filho concordavam.

— Olha, Sasuke, Naruto, é só pra tomar a droga desses remédios, não é? Eu posso me virar sozinho com isso. Caramba, eu não sou um bebê que precisa de acompanhamento.  

— Você não entende, Yoru...

— Eu tive uma ideia — Sasuke falou. — Eu vou conseguir um emprego para você trabalhar na coordenação comigo, assim eu poderei supervisioná-lo durante o dia e...  

— Nem morto eu trabalho com você, Sasuke! — Yoru respondeu energético.

— E você está pensando em se sustentar como? Você vai ficar como sanguessuga na veia do marido da sua mãe até quando? Porque eu sei que é Sakura quem te dá dinheiro, Yoru. E você sabe que a Sakura não tem renda própria, ou seja, o dinheiro que ela te dá vem do seu padrasto e não dela.  

— Eles quiseram assim.

— Foi um acordo até você terminar a faculdade a qual você abandonou. Agora me diga, você diz que não é um bebê, mas sequer se sustenta sozinho.

— Sasuke, como você quer que o Yoru trabalhe agora que ele está doente?  

— Não, Naruto. Falta do que fazer também é um agravamento para essa doença.  Precisamos definir isso sim. O meu secretário de curso precisa de um auxiliar, eu vou indicá-lo para o cargo.

— Eu não to nem um pouco a fim de trabalhar...

— Claro que não! Você precisa de tempo livre pra ficar vadiando com esses vagabundos que você arruma!

— Sasuke! — Naruto chamou atenção do marido com aquele grito e então o apanhou pelo punho e puxou-o para longe do filho. — Você está louco? Não ouviu o que o médico acabou de dizer?  

— Desculpe-me, Naruto, mas eu não tenho sangue de barata.

— E eu tenho? O problema aqui não é ter sangue de barata, a indisposição do Yoru com o trabalho é um dos sintomas da doença. A pessoa depressiva não se sente motivada para fazer nada, não toma decisões por ela própria, você não ouviu nada do que o médico acabou de dizer?  

— Ele pareceu bem decidido quanto a continuar fornicando com aquele vagabundo.

— Sasuke... Viu porque eu não queria você aqui? Você piora a situação.  

— Tá — massageou o semblante. — Então o que sugere?

— Eu gostei da ideia de você arrumar um emprego para ele perto de você. Mas, antes disso, é importante que o Yoru comece o tratamento, com o quadro depressivo amenizado, ele se sentirá motivado novamente e vai aceitar a proposta de emprego. Quando ele estiver bem, você poderá exigir mais dele, agora não.

— Mas essa ideia dele ficar com a Sakura...

— O que podemos fazer? A Sakura é a mãe, Sasuke. Lógico que se souber que o filho está doente, ela não virará as costas para ele, eu posso conversar com ela, se for o caso.

— Sakura sabe ser mãe somente com a Yui, Naruto. Eu a conheço melhor do que você. Ela nunca soube lidar com o Yoru. Você acha mesmo que ela e o marido irão aceitar o Yoru e seus modos homoeróticos, dentro da casa deles, tendo uma criança pequena com eles? Além disso, nunca conseguiremos convencer o Yoru disso.

Naruto percebeu, a contragosto, que Sasuke talvez tivesse razão, foi então que uma opção milagrosa atravessou sua mente. 

— Acho que já sei um lugar que Yoru se sentirá mais a vontade em ficar.

...

Kakashi se encontrava de licença das atividades da escola em que lecionava. Havia passado por uma cirurgia para corrigir o problema ocular no olho esquerdo e, apesar de ele estar se sentindo bem, tinha de cumprir o período de licença.

 Além disso, Iruka lecionava somente no período matutino, por isso, à tarde ambos ficavam em casa.  Era o lugar perfeito para alguém que precisava ser supervisionado. E os dois avôs concordaram prontamente com o pedido feito pelos filhos.

— Deveriam ter nos procurado imediatamente — ralhou Iruka, servindo uma xícara de café para o filho e para o marido dele.

— Obrigado, otou-chan.

— Obrigado, Iruka.  

Kakashi adentrou a cozinha, havia convencido Yoru a tomar a primeira dosagem do remédio e, quando ele começou a sentir sono, levou-o para o quarto de hóspede.

— Ele dormiu — anunciou, sorrindo ante os três olhares preocupados que o encararam ao entrar na cozinha; o tampão do lado esquerdo dando-lhe um ar de pirata simpático.

Naruto e Sasuke respiraram aliviados e decidiram passar o resto da manhã na companhia dos pais, até aceitaram o convite para almoçarem com eles.

No calor do bate-papo familiar, Sasuke acabou dando a boa notícia sobre o prêmio internacional que havia ganhado e o convite para jantar na casa do reitor da universidade, mas que devido ao estado de saúde de Yoru, explicou que conversaria com Orochimaru e mudariam a data do jantar.

Quando se despediram dos pais, Yoru ainda não havia acordado.

No caminho para o carro, Sasuke avisou Naruto que iria visitar Sakura para explicar sobre o estado de Yoru, depois que saísse do trabalho. Naruto queria estar com ele nessa conversa, por isso os dois combinaram de irem juntos após o expediente vespertino de trabalho.

...

Estavam na sala ampla e sofisticada de Sakura, decorada com os quadros abstratos pintados por Sai. O próprio Sai se encontrava de pé, com a filha nos braços, ao lado da mulher que estava sentada em uma poltrona diante das visitas. Sakura havia ouvido tudo o que casal dissera, mas não estava satisfeita e não perdeu a chance de reclamar.

— Mas o Yoru poderia ter ficado comigo sim, pessoas doentes não tem querer. Ou com os meus pais.

— Sakura... — Sasuke tentou ser paciente. — O único lugar que o Yoru concordou ficar foi lá. Tentamos até convencê-lo de passar um tempo com a gente, mas ele não quis.

Sakura voltou-se para o marido, como se esperasse dele um posicionamento, mas o homem apenas fez um meneio de cabeça negativo, como se dissesse que naquele assunto ele não iria intervir. Então ela soltou um suspiro resignado.

— Tudo bem. Irei visitá-lo amanhã, e farei o possível para convencê-lo a ficar aqui comigo. Caso ele não aceite, irei me encarregar do que for preciso, levá-lo para seções de psicanálise, ir com ele para fazer os exames.

Naruto e Sasuke concordaram, estavam exaustos demais para continuarem debatendo, então se levantaram e despediram-se do casal com cumprimentos de mãos ao saírem na porta.

— Obrigado por nos receber.

— Não seja por isso — Sai comentou ao ser cumprimentado também.

— O que o nii-chan tem, mamãe? — eles ouviram a pequena Yui perguntar chorosa enquanto se afastavam.

— Nada, meu amor. Ele vai ficar bem. Vamos entrar.

...

Chegaram em casa quase as dez horas da noite. Não precisaram nem procurar pelos gêmeos; encontraram os dois com roupas de dormir esperando por eles no corredor, certamente depois de ouvirem o carro entrando no estacionamento. Perderam mais alguns minutos explicando a situação de Yoru para os gêmeos.

Ao final, Bara se propôs a esquentar o jantar para eles, mas os dois recusaram ao mesmo tempo, ao dizerem que estavam tão cansados que a única coisa que queriam era banho e cama.

Mesmo assim, após o banho, ouviram batidas na porta do quarto.

— Fiz um lanche — anunciou Bara, segurando a bandeja aonde tinha dois copos de leite e uma vasilha com mini-sanduíches feitos com pão de forma e patê.

— Obrigado, Bara-chan.

— Obrigado, princesa.

— Durmam bem, e não fiquem tão preocupados. O Yoru-nii-san é muito forte. Ele vai ficar bem.

Naruto bagunçou os cabelos, tão rebeldes quanto os seus, da filha e a confortou.

— Nós temos certeza disso, Bara-chan. Agora vai dormir que amanhã é dia de aula.

— Hai! Boa noite, paizinhos.

— Boa noite — desejaram os dois juntos.

Naruto sentou na cama com a bandeja e chamou Sasuke, que estava na frente do notebook, para acompanhá-lo.

— Se não vir, eu vou comer tudo.

— Pode comer, estou sem fome.

— Isso não é hora de ficar trabalhando, Sasuke. Daqui a pouco é você quem estará doente também. Quer vir logo pra cama? — ordenou, sem se preocupar com o tom.

Sasuke virou na cadeira não acreditando no tom mandão do marido e, ao notá-lo mastigando com expressão muito séria, resolveu acatar. Tirou os óculos e fechou o notebook. Sentou-se ao lado dele na cama e o beijou no canto da boca, aonde ele havia sujado com um pouco de patê.

— Sabe que me excita quando fala como se pudesse mandar em mim? — comentou Sasuke.

— E vai dizer que não mando? — Naruto perguntou, ainda sério, terminando de engolir o lanche.

Sasuke não respondeu, apenas manteve o olhar sério em Naruto. O loiro, por sua vez, quis se certificar se o que o marido alegava era sério e apertou o sexo dele por cima do moletom, impressionando-se ao constatar que estava mesmo duro. Seus olhos se arregalaram e acabou ficando excitado também, engoliu o lanche entalado na garganta de uma única vez, bebeu o restante do leite no copo e desceu da cama para colocar a bandeja no chão, aproveitando para baixar o moletom e retirar a camisa regata que vestia.

Sasuke, ao ver Naruto se despindo, fez o mesmo. Entraram debaixo do forro de cama e os corpos nus se encontraram. A única coisa que Naruto fez a seguir foi esticar o braço para fora do cobertor e acionar o interruptor, encerrando-os no escuro. Nunca estava cansado demais para o amor.

Os problemas que ficassem para o dia seguinte.

Continua...  

[1] Fonte: Artigos Doenças e Sintomas: Depressão – Site: Dr. Drauzio. Disponível no site do mesmo.


Notas Finais


(Tem alguns spoilers sobre o fim de Naruto):

Naruto acabou!

E eu nem imaginava que na minha próxima postagem de POS eu abriria as notas com essa notícia. Mas é verdade. E hoje estou postando o capítulo sabendo que Naruto tem dois filhos, um menino e uma menina, como aqui em POS.

Obviamente, a versão das duas crianças é diferente da minha aqui. Até porque, Bara e Hikari são filhos da Ino aqui em POS e não da Hinata como no original. A Blan chegou achar que os oficiais eram gêmeos e até falou que eu fui assertiva ao criar os gêmeos, mas depois de muito observar, eu acho que os dois não são gêmeos não, a menina parece mais nova. Mas o Boruto lembra muito o Hii-kun, bem chatinho como o próprio. Mas a Himawari (Girassol), que também tem nome de flor como a Bara (Rosa), parece ser o contrário da Bara-chan, ela parece que herdou os trejeitos delicados da mãe.

Bem. Futuramente, irei fazer um post-resenha de Naruto completo no meu blog e de como iniciou e foi a minha jornada como fã da série, a qual não começou no começo, isso mesmo, eu não acompanho Naruto há quinze anos, no máximo, deve ser a metade disso.

Agora, a pergunta que não quer calar:

Andréia Kennen, a história ter terminado SasuSaku e NaruHina afeta alguma coisa seus trabalhos, seus shipps e a sua forma de enxergar os casais?

Vou responder essa pergunta com outra pergunta:

Você muda de time quando seu time perde? Você queima a bandeira, faz de pano de chão a camisa que vestia com tanto orgulho, rasga seus pôsteres e de flamenguista passa a ser corintiano??

Não, certo?

Então, essa é a minha resposta.

Imagina eu que estive torcendo para um time que estava fadado a perder desde o começo? Afinal, eu sou fã yaoi, e comecei a acompanhar Naruto (um mangá e anime shounen) e desde início estive torcendo para um casal yaoi. É isso mesmo, um dos chamativos que me trouxeram até Naruto eram os rumores, pejorativos, que diziam que Naruto e Sasuke eram gays.

Então, obviamente, eu sabia desde o começo que NaruSasu não seria oficializado explicitamente. Mas, estou satisfeita que tenha acontecido de forma implícita.

Então, para mim, a oficialização de SasuSaku e NaruHina não muda nada meu trabalho como ficwriter Yaoi. Muito menos irá afetar os meus sentimentos em relação a Naruto e Sasuke. Ainda mais, depois das cenas finais entre os dois nos capítulos 698 e 699. Para mim, ficou implícito os sentimentos verdadeiros nesses dois capítulos (apesar de eu achar que foi até explícito demais). Na luta, em seus gestos, quando perderam seus braços, no cabeça com cabeça ali deitados do lado um do outro no chão erodido, enquanto olhares eram trocados, sentimentos eram finalmente expostos, alguns foram através de pensamentos, palavras singelas mais com tanto peso e poder. Quando Naruto disse “eu sentia a mesma dor que você”, Sasuke sentiu a dor, eu senti a dor daquela justificativa tão intensa. Ficou ainda mais claro na despedida dos dois na Vila, naquela troca de olhares e sorrisos onde continha uma promessa velada, que parecia que Sasuke estava dizendo: “vamos nos reencontrar, meu amado”, e Naruto reafirmando: “eu vou esperar seu retorno o quanto for preciso, meu amado”.

Além disso, Sasuke reconheceu seu amor por Naruto, ele finalmente deu voz ao que ele sempre sentiu em relação à ele (mesmo que em pensamento). ELE próprio afirmou palavra por palavra o quanto Naruto significou desde o princípio até aquele momento do fim para ele. E para mim, isso sempre foi claro, desde lá atrás, no momento e que eles saíram para primeira missão no País das Ondas, e veio só se fortalecendo em vários outros momentos seguintes. Principalmente quando a Sakura tentou matar o Sasuke, um momento em que ele estava atormentado, cego pelo ódio por ter descoberto sobre o sacrífico do irmão. Naquele instante Sasuke não ouvia o clamor da Sakura, não ouviu o lamento do Kakashi, mas bastou Naruto chegar e olhar firme nos olhos dele e começar a falar para ele parar, encarar o Naruto, e ouvir atentamente cada palavra que saía da boca dele.

E sempre foi assim. Por mais idiota que Sasuke dizia que Naruto era, ele sempre o respeitou, sempre o viu como um igual, e por isso sempre parou para olhá-lo nos olhos e ouvi-lo.

Então, Naruto e Sasuke, para mim, foi canon no final sim. Ficou claro para mim que eles se amam. Naruto e Sasuke existiu durante 699 capítulos. SasuSaku e NaruHina foi oficializado no 700 e o filme que ainda será lançado, quase em forma de filler.

Então, quem ganhou no final? Para mim, a quantidade de pontos acumulados ao longo da serialização a favor de Naruto e Sasuke contam mais que esse resultado final. Por isso, eu vou continuar amando Naruto e Sasuke. Meu casal het favorito continuará sendo NaruSaku e quero continuar alimentando o SasuHina no meu coração. Nada vai mudar, afinal eu sou fã, e ser fã para mim é isso. Conheço fãs de Drarry, Gina e Neville e Harry e Luna que continuam shippando-os fortemente mesmo após o fim de HP e a oficialização dos casais contrários e a vinda dos filhos dele. Nada muda para quem é fã de um casal de verdade.

Além disso, eu até já esperava esse final. Quem leu ou for ler minha fic “O Quarto 22”, escrita há quatro anos atrás, irá perceber que há muito eu venho me preparando para esse final. E, o que eu descrevi naquela fic, é o que ainda continuo pensando. Naruto e Sasuke não pode ser oficializado explicitamente por razão de forças maiores (o que não vou entrar em detalhes aqui e agora porque é um assunto polêmico, mas farei quando postar no meu blog). Mas, para mim, eles se amam, ficou claro, e isso nunca vai mudar.

;D

E não, amiga Akimi, eu não sou vidente. xD Eu acho que é só uma questão de analisarmos de uma forma mais fria, deixando de lado um pouco nossos sentimentos pelo shipp, que a gente consegue enxergar.

Mas, Bora pra frente?

POS continua firme e forte! E o próximo capítulo entraremos no ciclo Bara e Hikari novamente! E, desta vez, como entrará no ciclo da viagem que ambos farão, eu vou mudar o esquema de três capítulos seguidos para cada um deles. Desta vez vou alternar os capítulos entre um e o outro. Será mais ou menos assim:

Capítulo 13 – Bara – Parte 4
Capítulo 14 – Hikari – Parte 4
Capítulo 15 – Bara – Parte 5
Capítulo 16 – Hikari – Parte 5
Capítulo 17 – Bara – Parte 6
Capítulo 18 – Hikari – Parte 6
E depois irei fazer a mesma alternância entre papais e Yoru.
Capítulo 19 – Yoru – Parte 4
Capítulo 20 – Naruto e Sasuke – Parte 4
Capítulo 21 – Yoru – Parte 5
Capítulo 22 – Naruto e Sasuke – Parte 5
Capítulo 23 – Yoru – Parte 6
Capítulo 24 – Naruto e Sasuke – Parte 6

Depois disso, irei definir como será a última rodada do ciclo deles para finalizar a história. :D

Hoje não vou comentar sobre o capítulo, digam vocês o que acharam.

Bom fim de semana!


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