História You and I - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Lori Grimes, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Drama, Lemon, Rick, Romance, Shane, The Walking Dead, Universo Alternativo, Yaoi
Exibições 47
Palavras 2.949
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada a todos os que favoritaram e que ainda estão aí, curtindo a história. Beijão em vocês.

Capítulo 25 - Como explicar ao meu filho meu amor pelo Shane?


Fanfic / Fanfiction You and I - Capítulo 25 - Como explicar ao meu filho meu amor pelo Shane?

Quando Shane se foi pude, enfim, deixar de esconder todos os meus medos e o desespero que sentia.

Encostei-me à parede, enterrei o rosto nas mãos e sentei no meio da escada, sentindo que meu mundo ainda não estava preparado para aquele passo. Eu ainda não estava pronto para dividir com outros o que sentia por Shane, o que tínhamos iniciado, e, principalmente, não com meu filho de nove anos.

Afastei as mãos do rosto e olhei para o alto da escada, avaliando se teria forças e coragem para lidar com Carl. Sentia-me extremamente fragilizado com a perda de meus pais, em saber que Lori tinha partido com a pior pessoa que já passou pela minha vida, pela forma como Shane parecia perdido quando me contou sobre o problema.

Voltei a olhar para a porta, lembrando-me da forma como ele tremia quando propôs que colocasse a responsabilidade em seus ombros e fingisse para meu filho que aquele beijo não havia sido culpa minha. Shane estava com tanto medo que quis enganá-lo com uma falsa calma, algo que eu não sentia em absoluto.

E Shane estava uma pilha de nervos.

Entendi o lado dele. O cara tinha vivido uma vida sexual discreta durante tanto tempo, e agora aqui estava eu, um babaca apaixonado que acabou por colocar seu segredo em perigo.

Sim, eu teria contado a Carl em algum momento. Não sabia quando ou como, mas eu amava tanto o Shane que me via com ele durante muito mais que um breve caso. Algo assim não poderia ficar escondido de nossas famílias, pelo menos não se seguíssemos juntos.

Contudo, pela reação dele, pela forma como parecia assustado com o fato de meu filho ter nos descoberto, imaginando, por certo, o modo como isso poderia se desdobrar e chegar a nos expor, acho que o Shane não via nossa relação da mesma maneira.

Mas, pela forma que se entregou a mim – algo que não havia feito com outro homem antes – achei que... Não sei... Imaginei que pudesse sentir o mesmo que eu. Mas, pelo jeito, eu devia estar errado.

Levantei-me e galguei dois degraus, parei e olhei novamente para a porta, suspirei e voltei a subir, chegando até a entrada do quarto de Carl e batendo de leve.

Ele já tinha nove anos, não iria entrar de supetão em seu quarto sem me anunciar.

– Carl? – Chamei abrindo a porta um tanto e parando a olhar para a cama.

Ele estava deitado e lia um de seus quadrinhos, algo que Lori tinha aprovado apesar de que achei muito violento para um menino de sua idade. Como eu também tinha sido aficionado por aquilo, acabei não me importando muito.

Ele baixou a revista, me olhou um tanto assustado, depois sentou na beirada da cama e esperou que me aproximasse.

Entrei sem jeito, me aproximando com o coração aos saltos, sentando ao seu lado e sentindo que as palavras me faltavam.

Ficamos em silêncio por algum tempo, até que resolvi reunir toda minha coragem e começar aquela difícil conversa.

– Carl... – Comecei sem saber para onde seguir, sentindo o nó em minha garganta apertar e quase me impedir de respirar, quanto mais falar alguma coisa.

– Vamos conversar sobre a mamãe ou sobre o Shane? – Ele perguntou sem olhar para mim, as mãos apertando o colchão em cada lado de seu corpo, os pés mal tocando o chão.

– Primeiro, sobre a mamãe. – Disse, por que para mim, Lori era o menor dos problemas.

– Está zangado por que não contei que vi a mamãe com o Ray? – Carl questionou ainda sem me encarar, a voz um tanto embargada. – Não disse nada, por que fiquei com medo do senhor ir embora.

Estremeci pelo sofrimento que senti em sua voz.

– Não fiquei zangado, filho. – Neguei. – Sua mãe e eu temos problemas, que só nós temos que resolver. Não ficaria chateado, por você não me dizer nada sobre o que viu deles, por que sei que também não contou para ninguém o que viu entre o Shane e eu.

Falei e toquei em seu ombro. O coração pequeno por causa de suas últimas palavras, pelo medo em me perder que ele possuía. Mas também feliz, por que esse mesmo medo revelava o quanto ele me amava e desejava ficar comigo.

– Ela não vai voltar, vai? Você não vão mais ficar juntos, não é? – Ele perguntou e fungou. – Eu não quero que ela volte e me leve embora.

– Não pense assim. Ela te ama e vai voltar para estar perto de você e ao seu lado. Mas não vamos mais morar juntos, eu e sua mãe. Nós já não nos amamos como marido e mulher. Mas vamos fazer o possível para que tenha a nós dois. Ela é sua mãe e te ama muito, não duvide disso. Eu também te amo e não quero que ninguém nos separe.

– Então, eu não tenho que morar com eles?

–Isso depende de você. – Falei, mas me sentia angustiado.

Não queria perder o Carl, e não imaginava Lori desistindo de levá-lo. Ela também o amava, tanto quanto eu, isso não estava em discussão. Ter ela ido embora com o Ray não mudava isso.

– Mas não quero que isso seja uma escolha entre ficar comigo, ou com sua mãe. Não pense assim. – Complementei. – Desejo que fique onde se sinta seguro e bem, Carl.

Ele passou as costas da mão no nariz e voltou a se segurar no colchão.

– O Ray me dá medo. – Sussurrou e passei a mão pelo seu ombro em um meio abraço.

– Não precisa ter medo de ninguém. Estou com você. Sempre. Nem Ray, ou qualquer outra pessoa vai te machucar se eu puder evitar. – Lhe disse e era uma promessa que um pai sempre deveria cumprir.

– Ok. – Ele respondeu e mordeu o lábio, me olhou rapidamente e mexeu os pés parecendo encabulado.

Fitei seu rosto e vi que estava ruborizado. Pigarreei e apertei seu ombro.

– Sobre Shane... – Procurei as palavras e elas fugiam de mim, mas respirei fundo e resolvi falar com meu coração. – Ele me disse que nos viu na clareira...

– Não estava bisbilhotando, vou sempre lá brincar. – Carl falou rápido e apertou um pouco mais as beiradas do colchão. – Eu queria me aproximar dele, mas o Shane parecia estar chorando, por isso me escondi. – Me olhou e sussurrou. – Quando estou chorando não gosto que me vejam, por isso fiquei quieto, achei que ele não ia gostar também. Daí o senhor chegou e...

Ele parou e olhou para o chão novamente.

– E me viu beijando ele. – Declarei com o coração na boca e Carl sacudiu a cabeça em um sim ainda mais envergonhado.

– Foi esquisito. Não pensei que o senhor fosse... – Cal calou e a palavra não saiu.

– Gay? – Murmurei e ele concordou com um aceno novamente. – Carl... Explicar isso para você é a coisa mais difícil que já fiz na vida. Mas eu gosto do Shane. Nunca gostei de outro homem além dele. Assim como nunca gostei de outra mulher depois que me casei com sua mãe.

Afastei o braço do ombro do meu filho, apoiei os cotovelos nas coxas e me inclinei para fitar seu rostinho.

– Não sei se gostar do Shane me faz ser gay. E não me ligo muito pra isso. Por que não importa quem eu ame, ainda sou eu, ainda sou seu pai e isso não vai mudar.

– Mas é complicado, não é pai? Pra o senhor e pro Shane? Digo, as pessoas não vão entender.

Já disse que meu filho é muito perspicaz? Tenho certeza que sim.

– Sim, é complicado. As pessoas podem ser más com o que não compreendem, o que não parece normal. – Falei e engoli em seco. – Por isso nós ainda não contamos a todos: Sua tia, seu tio, o pai do Shane, sua mãe. Ainda não é hora.

– Eu entendo. – Ele falou, sacudindo a cabeça e me encarando. – É como quando a Clem não queria que ninguém soubesse que estávamos namorando. Por que ela é mais velha. Não é uma bobagem? Não ligo dela ser mais velha.

– E eu não ligo do Shane ser homem.

– Por que o senhor ama ele?

– É... Por isso mesmo.

Ficamos em silêncio durante alguns segundos e ele se mexeu e assumiu uma postura igual a minha, depois me olhou e seus olhos diziam muito sobre aceitação.

– Então, o Shane não vem morar com a gente, como a mamãe foi morar com o Ray?

– Não... Pelo menos, não agora. Talvez um dia. Seria estranho?

Ele deu de ombros.

– O Shane é legal. Foi estranho quando vi você beijando ele. Mas era esquisito com os pais do Kyle também, e depois me acostumei.

Não que eu fosse agarrar e beijar o Shane na frente do meu filho, mas saber que poderia demonstrar meu carinho por ele – agora que estava solteiro novamente – pelo menos, dentro da minha casa e sem me esconder de meu filho, podia ser um sentimento libertador em muitos aspectos.

– Se ele não vem morar aqui, isso quer dizer que não posso contar para ninguém, não é?

– Não ainda.

– É um segredo?

– É uma precaução. – Segurei o ombro dele. – Shane e eu ainda não estamos prontos para dizer a todos que seguimos...

– Apaixonados? – Ele soltou e foi a vez de meu rosto ficar vermelho.

– Nos conhecendo. – Expliquei.

– Mas vocês já se conhecem. São amigos. – Ele rebateu e estava muito certo.

– Estamos nos conhecendo de uma maneira romântica. – Esclareci com um bolo na garganta que quase não deixava minha voz sair direito.

A palavra namorando pairando entre mim e meu filho, mesmo que não tenha sido dita.

– Ah! Tá certo, pai.

Sei que ele entendeu. Nó já tínhamos tido a conversa sobre romance e sexo. Principalmente depois que ele e a coleguinha começaram esse namoro infantil, no que queríamos, Lori e eu, que eles não fossem além do que a pouca idade deles permitia.

Olhei para Carl e o puxei para um abraço. Ele retribuiu e ficamos assim um tempo.

Nunca pensei que teria uma conversa dessas com meu filho. Quando, talvez chegasse a hora de contar sobre meu romance com Shane, pensei que seria algo mais difícil, dolorido. No entanto, mesmo com toda a vergonha que me tomou, a ele também, não foi tão complicado como imaginei.

– Está bem? – Questionei lhe dando um beijo na testa e me afastando para fitar seu rosto.

Ele sacudiu a cabeça em um sim nada relutante, a sombra de um sorriso nos lábios.

– Eu te amo, pai.

– Também te amo, Carl.

Voltei a abraçá-lo e ficamos juntos por boa parte da tarde. Deitamos e lemos algumas revistinhas juntos. Com Carl me contando todas as novas histórias que perdi ao longo dos anos.

Não falamos mais sobre Lori, ou Shane, mas conversamos um pouco sobre meu pai e minha mãe. Não sobre a trágica morte dos dois, apenas sobre as coisas boas, histórias antigas, coisas que meu pai fez e disse, minha mãe principalmente, por que ela era a mais alegre dos dois e todos a adoravam.

Ele disse que estava com fome e descemos para comer alguma coisa. Foi justamente quando Jeff chegou e sentou conosco. Pegamos muito do que estava na freezer, esquentamos e começamos a devorar, por que quase nada tínhamos comido desde o dia anterior. Pelo menos, o Jeff e eu. Depois a Rach apareceu e se juntou ao nosso almoço tardio.

Quando ela entrou perguntei por Shane. Ela me olhou estranho, um meio sorriso nos lábios, que me fez estreitar os olhos e especular o quanto Rach podia ter advinhado, ou sabia, sobre nós.

– Ele disse que vem daqui a pouco. – Rach informou.

Comemos a conversar sobre banalidades, falando muito pouco sobre o funeral.

– Estamos voltando para Atlanta amanhã cedo. – Jeff avisou, após terminarmos o almoço, retirando um pote de sorvete da geladeria e colocando na mesa, enquanto Rach caçava as taças e colheres.

– Pensei que fossem ficar um pouco mais? – Soltei surpreso.

Quase não via meu irmão, desejava que pudéssemos ter um pouco mais de tempo juntos.

– A Rach não pode se ausentar tanto. Ainda está fazendo sua residência e não quero que comecem a fofocar que recebe privilégios por ser minha esposa. – Jeff respondeu, sentando e colocando um pouco de calda em seu sorvete.

– Mas temos que resolver alguns assuntos... – Tentei.

– Se for sobre a casa, não se preocupe, ela é sua. Papai disse que seria assim e acho que está no testamento. – Jeff me olhou e notou que eu estava um pouco zangado. – Só estou dizendo isso para esclarecermos logo as coisas. Você adora essa cidade, eu nunca a suportei. O pai e a mãe sabiam disso... E não precisa fazer essa cara.

– Não estou fazendo cara nenhuma. – Respondi, mas sabia que fazia.

– Está sim. – Ele apontou a colher para mim e meneou a cabeça. – Sei que é muito orgulhoso. Eu também sou. Mas isso não vai mudar o fato de que eu não tenho interesse nenhum por esse lugar, mesmo que tenha boas lembranças daqui.

É... Sou tão orgulhoso, quanto o Jeff é teimoso.

– Posso pagar pela sua parte. – Falei, depois que a Rach puxou o Carl para ir para sala e nos dar privacidade, ao perceber o quanto o assunto seria espinhoso.

Minha cunhada era a esposa perfeita. Se Lori fosse metade da mulher que a Rach havia se tornado, talvez eu nunca tivesse me entregado aos meus desejos por Shane.

– Porra, Rick! – Ele soltou e largou a colher, passou as mãos no cabelo. – Tenho minha própria casa, bem longe desse lugar esquecido por Deus. Não me importo que o nossos pais tenham deixado esta pra você.

– Não é certo...

– Por que acha isso? Por que é o irmão mais velho e tem sempre que se virar sozinho? – Ele suspirou. – Isso não é caridade, ok? Isso é o certo.

Talvez eu estivesse com meus sentimentos muito à flor da pele, por causa da situação toda com Shane e Carl. Provavelmente estava exagerando sobre a questão da casa. Mas odiava aquela sensação de ser o pobretão da família.

Não que tivesse ciúmes do sucesso de Jeff. Contudo, após anos em que Lori me atazanou – e muitas vezes humilhou – em razão de nossa situação financeira ruim, quando o assunto era dinheiro e bens, eu tendia a ser um pouco orgulhoso mesmo.

Muito, em verdade.

– Mamãe me disse uma vez que não venderam a casa por sua causa. – Jeff revelou a me olhar. – Mesmo quando a situação apertou, e eles tiraram aquele empréstimo com o banco, por que não quiseram minha ajuda, eles nem cogitaram em vender isso aqui.

Fiquei surpreso, por que nunca soube que as coisas tinham sido difíceis para eles financeiramente. Meu pai era um contador muito bom, e tinha bons investimentos que pareciam lhes dar uma boa estabilidade.

– Ela me disse que não podia tirar de você a oportunidade de voltar aqui e seguir seus sonhos, seu coração. – Jeff continuou. – Nunca entendi isso direito. Nunca gostei daqui, por isso não posso entender o tanto que você ama esse lugar. Mas eles estavam certos.

Olhei para Jeff e estreitei os olhos, sem compreender o que ele queria dizer.

– Mesmo com o que aconteceu com a Lori e tudo mais... – Ele não completou, mas sabia que se referia a nossa perda. – Nunca te vi assim... Tão inteiro. – Jeff suspirou. – Não sei explicar muito bem. Mas desde que partiu, há quinze anos, você parecia pela metade, como se algo estivesse faltando em sua vida... Agora, parece que não está mais.

Não sei se meu irmão tinha percebido algo entre Shane e eu na noite anterior, possivelmente não, por que ele parecia sinceramente não entender o porquê de minha mudança, por que eu estava inteiro como ele sabiamente observou.

Mas Jeff estava certo.

Quando fui embora, deixei a metade que me fazia feliz para trás. Todos aqueles anos que passei longe de Shane me deixaram incompleto.

Talvez meus pais também tenham percebido isso. Provavelmente aquela conversa que tive com minha mãe não mudou sua percepção de meus sentimentos por Shane. Descobrir que eles mantiveram a casa, apesar de dificuldades, talvez para que eu tivesse uma oportunidade de viver aquele amor, foi uma revelação.

– Ok, então. – Disse e segurei a mão dele sobre a mesa. – Mas sempre será sua casa também.

– Nossa casa é onde esta nosso coração Rick. O seu está aqui, o meu não. – Ele retrucou, se levantou e colocou as taças na pia.

Não tocamos mais no assunto da casa enquanto lavávamos tudo. Quando terminamos seguimos para a sala. Rach assistia algo com Carl na TV, no que sentamos e curtimos aquele tempo juntos, em família, Carl com a cabeça em meu colo, Rach agarrada a Jeff no outro canto do sofá.

O filme era algo bobo, mas rimos um pouco, desanuviamos o clima de tensão e nos despedimos naquele momento, por que eles saíriam muito cedo no dia seguinte. Apesar disso, prometi que me despediria deles antes que partissem, mesmo sendo algo programado para as quatro da madrugada.

Voltei para a sala e Carl tinha colocado no canal de esportes. Basquete. No que ficamos ali a assistir até a chegada de Shane.

Ele entrou pelos fundos, nos encontrou na sala e acenei para que se sentasse conosco no sofá.

Shane se acomodou na ponta oposta, Carl deitado entre nós, e me olhou muito preocupado, no que hesitei um instante apenas, depois estendi meu braço pelo encosto do estofado, estendendo a mão para que a segurasse. 

Ele vacilou um momento, depois esticou o braço e nos tocamos, entrelaçamos nossos dedos, ambos sérios. Arrepiei-me completamente, o coração agitado, desejoso dele. Para esconder todo amor que me tomava, voltei a assistir a partida, sentindo sua pele na minha, sua quentura a me esquentar, o acariciando de leve e sendo acariciado em retorno.



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