História Fantasmas do Passado - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Tags Fagosella, Farosella, Masterchef Br
Exibições 137
Palavras 2.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, to vendo esse site tão abandonado :( só não abandonem a história, ela já está acabando hahah
farosella vive <3

Capítulo 14 - Saudades


Paola foi deixada sozinha na cozinha. Solano murmurou alguma coisa sobre ter que ir embora; ou talvez ele tivesse falado alto, mas a argentina era incapaz de distinguir qualquer tipo de som. Ela percebeu, vagamente, quando ele se levantou da mesa e saiu da cozinha. Provavelmente não se despediria de Francesca e apenas pediria que alguém abrisse a porta para ele, sem nem mesmo esperar o parabéns. 

    As horas passaram depressa. Paola decidiu que não sairia mais da cozinha. Estava com cara de choro, e a última coisa que queria era que sua filha percebesse que havia algo errado. Enquanto ajudava as tias com bandejas e doces, dizia a si mesma que não ia mais aceitar aquela situação. Tinha batalhado todos os seus anos para ser a mulher que era, e não entregaria sua independência na mão de um maluco fácil desse jeito. Principalmente, não entregaria o destino de sua filha. Se ela queria viajar, iria viajar. Não importa que precisasse lutar na justiça por isso. Estava começando a desconfiar, agora que sabia a verdade sobre Angie, que o caso não era tão favorável para Solano quanto ela pensava. De qualquer forma, agora que sabia que o interesse real de Solano não era ser pai, e sim estar com ela, tinha mais confiança de que, mesmo se ganhasse a guarda de Francesca, ele deixaria Paola ficar com ela, desde que fingisse que os dois estavam juntos. Dessa forma, não custava nada tentar. 

    Quando decidiu que era uma boa hora para o parabéns, Paola tirou o avental e deixou a cozinha, indo em busca de sua filha. Avistou-a no meio da sala, sentada no chão, explicando para alguns amiguinhos como se jogava “Las Flores”, um pique e pega um pouco mais elaborado, típico da Argentina. Francesca tinha aprendido a brincadeira durante a temporada que as duas haviam passado na Argentina, alguns meses antes, com suas primas mais velhas. Paola sentiu os olhos lacrimejarem. Costumava brincar desse mesmo jogo, quando era criança;  corria pelas ruas escuras do subúrbio de Buenos Aires, gritando “un girasol! un girasol!”, quando era sua vez, pois era a flor que mais crescia na casa de sua avó. 

    Todas as lembranças fizeram os olhos de Paola encherem de lágrimas, de novo. Sua infância não havia sido exatamente fácil, e ela se esforçava todos os dias para que a da filha fosse diferente. E, agora, lá estava ela; metida no meio de uma chantagem terrível, sendo usada pelo pai para alcançar seus objetivos capitalistas e egocêntricos, sem nem ao menos poder se defender. Pobre criança, Paola pensava. Sua filhinha. 

    Determinada a não aparecer nas fotos do parabéns de olhos inchados, a argentina deixou novamente a sala, dirigindo-se rapidamente para o banheiro. Lavaria o rosto, aplicaria qualquer base que visse pela frente e ensaiaria seu melhor sorriso no espelho. Sua menina merecia nada menos do que total felicidade de todos que a cercavam em seu aniversário. Estava andando tão apressada, com medo de que vissem suas lágrimas, que não prestou atenção no caminho à sua frente e esbarrou em alguém. Levantou os olhos para pedir desculpas, já se preparando para fingir que não chorava, quando viu de quem se tratava. Fogaça a encarava; primeiro com certo receio, e, depois de analisar a expressão dela, preocupado. 

    Paola tentou, por um segundo, fingir que estava tudo bem, mas sabia que não conseguiria. Os olhos dele sempre a impediam de mentir ou esconder qualquer sentimento. Sem ser capaz de dizer nada, nem ao menos de pedir desculpas pelo encontrão, ela jogou os braços ao redor do pescoço do homem e apertou-se contra ele, unindo os corpos dos dois o máximo que podia. Com medo de que Fogaça pudesse empurrá-la, por ainda estar rancoroso, respirou fundo e inspirou o máximo do cheiro dele que conseguiu. Se ele fosse se afastar, pelo menos ela guardaria alguns segundos de conforto na mente, para relembrar antes de dormir e se sentir melhor. 

    O chef passou alguns segundos sem reação. Não demorou muito, no entanto, para corresponder, passando um braço em volta da cintura da argentina e o outro por seus ombros. Levou uma das mãos aos cabelos negros da mulher, começando um cafuné leve. Sentia que ela chorava em seu ombro, e tentou passar conforto. 

    - Está tudo bem - Ele sussurrou, sabendo que, na verdade, mentia descaradamente. Nada estava bem. Nem eles dois, nem Francesca, nem a vida de Paola. Nos últimos meses, só a via chorando, ou com raiva. O sorriso tranquilo que ele amava havia deixado aquele rosto há tempos, e teimava em não voltar. Fogaça queria matar Solano por isso. 

    - No era minha filha que ele queria, era eu - Paola conseguiu controlar as lágrimas, finalmente, e soltou-se do homem a sua frente. Ele continuou segurando-a pela cintura, no entanto, preocupado com seu estado. 

    - Como assim, Paola? 

    - Ele vai abrir um restaurante ou cosa así, e quer que eu faça publicidade com ele, no sei. Está usando a Fran, mas é tudo minha culpa, sou eu que ele quer. É minha culpa, Fogaça. - Paola levantou os olhos, que antes encaravam o chão, e passou a encará-lo. O chef viu nela uma tristeza profunda; tão forte que chegava a sugar dela a vontade de viver, que antes era tão presente. Diante disso, não pôde continuar com raiva. Tudo o que sentiu foi vontade de extirpar da mulher que amava tamanho sofrimento. Dessa forma, segurou-a pela mão e, sem dizer mais nada, levou-a até o quarto; caminho que já conhecia de cor. 

    Paola não entendeu o que estava acontecendo quando entrelaçou os dedos nos de Fogaça e deixou-se guiar pelo corredor de sua casa. Não contestou, porém. Iria com ele a qualquer lugar, de olhos fechados, sabia disso. Quando os dois entraram no quarto, ele fechou a porta atrás de si e parou em frente a Paola; as mãos segurando os dois lados de sua face, os polegares passeando por suas bochechas, tentando secar as lágrimas que vinham. 

    - Preciso dar um jeito nisso, Henrique… No puedo deixar a vida da Fran desse jeito… - Ela tentava ser firme, mas o toque de Fogaça tornava impossível que ela sustentasse qualquer barreira. 

    - Shhh… - Ele aproximou o rosto do dela, passando a beijar a face molhada com toda a delicadeza. Paola não conseguiu dizer mais nada. Sentiu que perdia um pouco do ar de seus pulmões a cada vez que os lábios de Fogaça encontravam sua pele. - Vai ficar tudo bem. 

    Paola estava há tanto tempo desejando o toque de Henrique que não conseguia nem corresponder. Se estivesse em seu estado perfeito, já teria pulado em cima do homem e se esforçado para recuperar todo o tempo perdido. Devido aos fatos, no entanto, tudo o que ela conseguiu fazer foi fechar os olhos e desejar, com força, que aquilo não fosse um sonho; que os lábios de Fogaça realmente estivessem a centímetros dos seus, que seus dedos estivessem roçando sua pele, por baixo de sua blusa. 

    Quando uma das mãos do chef saiu de sua cintura e parou no fecho do sutiã, o calor que subiu pelo corpo de Paola a fez entender que estava, de fato, acordada. Sem hesitar mais, fechou a distância que a separava de Fogaça e forçou sua língua por entre os lábios dele, querendo explorar cada canto de sua boca. O homem correspondeu com o mesmo entusiasmo, passando a beijá-la com força. A mão que estava sem suas costas terminou o trabalho com o sutiã, e, como o mesmo não possuía alças, soltou-se facilmente do tronco de Paola e caiu no chão. 

    Como caminho livre, Henrique passou a roçar os dedos pelos seios da mulher, segurando-a firme pela cintura com a outra mão. Paola sentiu cada pelo de seu corpo se arrepiar, e continuou beijando-o, passando toda a saudade que sentira. Quando Fogaça beliscou, de leve, um de seus mamilos, no entanto, ela foi obrigada a afastar um pouco o rosto para deixar escapar um gemido. 

    Estimulado pelo som, o chef aproveitou a separação momentânea para puxar, de uma vez, primeiro a própria blusa, e depois a de Paola. Nus da cintura para cima, os dois pararam, um segundo, para se encarar. Paola, ofegante, pousou os olhos, primeiro, em todas as tatuagens que Fogaça possuía no peito, sentindo a saudade que a afligia quase doer, de tão forte. Depois, levantou o olhar para os olhos do homem, sorrindo ao ver que ele sentia a mesma urgência que ela. 

    Paola abriu a boca para dizer alguma coisa, mas o som morreu em sua garganta. Fogaça havia a abraçado pela cintura de novo; mas, dessa vez, foi um de seus seios que seu lábio envolveu. Paola segurou com força nos ombros dele, para não cair, e arfou. Corou ao perceber que, quando ele chegasse em suas calças, ela já estaria completamente molhada. Com a excitação que sentia no momento, era capaz de arrancar as próprias roupas, se fosse necessário. 

    É claro que não foi. Aproveitando que ela se segurava nele, Fogaça levantou-a um pouco do chão e levou-a até a cama, tratando de logo puxar a calça da mulher e jogá-la no chão. Cada centímetro de pele que ele descobria multiplicava seu desejo, e, para manter seu objetivo de ser carinhoso, ele teve de se esforçar. Paola estava frágil e precisava de amor mais do que de desejo; mas, Deus, como aquela mulher o deixava louco. 

    Quando se viu livre de qualquer tecido que cobrisse sua ex namorada, Fogaça debruçou-se por cima dela, beijando-a nos lábios, novamente. Enquanto uma das mãos apoiava o seu peso na cama, para não machucá-la, a outra mão percorria todo o corpo da argentina, causando calafrios onde passava. Decidido a mostra a ela o quanto era amada, Henrique foi descendo seus beijos, alternando-os com mordidas e lambidas de leve. Fez o caminho da orelha da mulher até o seu ventre, sentindo-a se contorcer na cama. A urgência de Paola era tanta que ela levantava o próprio corpo da cama, em direção a ele. Fogaça tomou seu tempo, no entanto. Mordeu o interior das duas coxas dela, vendo seus dentes deixarem uma marca vermelha na pele branca. Depois de decidir que os olhos de Paola já haviam suplicado o suficiente, redirecionou-se para o órgão quente e úmido, que pulsava por ele. 

    Paola teve que reprimir, com todas as suas forças, um gemido mais alto quando os lábios de Fogaça encontraram o meio de suas pernas. Tentando manter em mente que uma festa infantil acontecia em sua casa, ela cerrou os dentes com força, ciente de que Fogaça percebia todas as suas reações. Os olhos do homem, que não se desviavam dos dela, pareciam se divertir. 

    - Que saudade do seu gosto - Ele sussurrou, fazendo Paola perder completamente o controle. Sem poder se manifestar verbalmente, por medo de não conseguir controlar o tom de voz, ela apenas apertou a cabeça do homem contra seu sexo, buscando mais contato, mais velocidade, mais tudo. 

    Fogaça interrompeu o que fazia de modo abrupto. Paola estava de olhos fechados, aproveitando as sensações, e, quando abriu-os, querendo saber porque ele havia parado, viu que o homem tirava, apressado, a calça jeans que vestia. Teve um vislumbre do volume conhecido na rouba de baixo, e, meio segundo depois, Henrique já estava sem ela. Ajoelhando-se do lado de Paola na cama, ele ajudou-a a levantar o tronco, e, em seguida, virou-a, abruptamente, para a parede. 

    Fogaça ajoelhou-se atrás dela, e, guiando sua cintura com as mãos decididas, colocou-a de quatro. A visão quase o fez chegar ao êxtase ali mesmo. Segurando forte nos cabelos negros da mulher com uma das mãos, e, com a outra, em sua cintura, ele guiou-se para dentro dela, os dois tentando reprimir, mas sem muito sucesso, um gemido conjunto. 

    Fogaça foi aumentando a velocidade a cada movimento, sabendo que não duraria muito. Estava sem Paola há muito tempo para conseguir se controlar. Enquanto aproveitava o tempo que tinha, ele apertava a bunda dela com força, deixando marcas vermelhas de seus dedos e vendo, nas reações de Paola, o efeito que isso tinha nela. 

    Quando estava perto do clímax, segurou no ombro da mulher e puxou-a para cima, de modo a abraça-la por trás. Envolveu ambos os seios da argentina, apertando-os, e trouxe seus lábios para perto do ouvido dela. 

    - Goza pra mim, meu amor. - Ele sussurrou, fazendo Paola pensar que ia desfalecer de prazer. Enquanto seu corpo respondeu à primeira parte do comando, seu cérebro focou no vocativo carinhoso, deixando-a, além de excitada, tomada por ternura e amor.

    Finalmente, enquanto Fogaça levou os lábios à tatuagem de fogo na nuca de Paola, beijando-a com paixão, os dois chegaram ao ápice ao mesmo tempo, caindo, exaustos, na cama. Antes que qualquer coisa pudesse ser dita, os dois ouviram uma batida na porta, e, em seguida, Ana Paula gritando que precisavam cantar o parabéns, pois as pessoas precisavam ir embora. 

    Fogaça levantou-se com pressa, recolocando todas as suas roupas. Por um momento, um medo profundo de que aquilo tivesse sido apenas um acontecimento isolado no meio da separação atravessou Paola. Ela observou o homem se vestir, petrificada, até que começou a se recompor também, pois precisava voltar à sala. Quando estava abotoando sua blusa, porém, viu Fogaça aparecer na sua frente e os lábios dele pressionarem os dela, apenas por meio segundo antes de ele se afastar novamente. 

    - Vou dar um jeito nisso, Paola - Ele indicou, enquanto abria a porta do quarto e sumia pelo corredor. - Você vai ver.


Notas Finais


tá aí o que vcs queriam :) será que ele vai conseguir resolver a vida da paola? já tava na hora de alguém tomar uma atitude, né kk beijo!


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