História Fantasy - Capítulo 5


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá mundo, voltei com mais um capítulo nesse belo feriado. Considere isso um presente para quem já ouviu a mãe dizendo que é muito velho para ganhar presentes no dia das crianças. Vou ficar no aguarda dos comentários de vocês, divirtam-se com o capítulo e bom feriado.

Capítulo 5 - Uma porta aberta - Terceira Parte


– Como assim? – Sean fica surpreso com as palavras de Danny. Tudo estava indo muito bem, e do nada vem essa história de término de namoro – Por que Danny? Por que?

– Eu… Eu não te amo mais – Danny dispara, as lágrimas involuntárias continuam a cair. Não por Sean, mas por Vlad – É isso, acabou. Pega as suas coisas e vai embora.

– Tudo bem. Eu não vou discutir com você, se quer que eu vá embora eu vou. Espero que você seja com seu novo cara.

– Novo cara?

– Você acha que eu não reparei nos seus devaneios? Está estampado na sua testa que você está apaixonado por outro alguém. – Sean fala arrumando uma mala, ele tinha poucas coisas naquela casa – Mas você sabe que paixão é uma coisa perigosa, e nem tudo é o que parece.

Sean pega as suas coisas e vai embora. A mãe de Danny fica confusa com a saída repentina dele. Mas não consegue conversar com seu filho porque ele se tranca no quarto. Danny permanece deitado no chão, sozinho. Sem Vladimir, sem Sean. Até que um misto de terror e tristeza percorre seu corpo. Alguma coisa muito ruim estava se aproximando.

No dia seguinte, Danny fez questão de faltar a aula e foi direto para a casa dos Claw. Ao chegar, derrubou a bicicleta em um canto qualquer e correu para dentro. Dando de cara com Eric e Morgana.

– Cadê o Vlad! – O fada gritava para Eric – O que fez com ele?!

– Calma Danny, ele tá bem. – Morgana fala acalmando o fada – Ele está nos fundos da casa, se quiser pode falar com ele. Mas não o solte até a gente voltar.

– Tudo bem. Para onde vocês vão?

– Para o colégio – Eric fala com uma postura séria, como sempre – Encontraram o corpo de um garoto.

– Nossa… As pessoas não vão ver vocês lá?

– Claro que não – Morgana responde – Eu sei fazer um feitiço de invisibilidade. Mas se tiver algum descendente por perto, ele vai sentir nossa presença.

– Nós voltamos logo, não faça nada que vá se arrepender depois – Eric ameaça, mostrando garras de tigre se formando na mão.

Os irmãos Claw saem da casa, adentram na caminhonete e desaparecem na estrada. Danny andava cautelosamente pela casa. Até encontrar Vlad de joelhos no chão, com os braços amarrados por correntes presas em uma parede. Apesar de está preso e faminto, Vlad fica feliz ao revê-lo.

– Danny… Como você sabia que me trariam para cá?

– Eles também me trouxeram para essa casa quando descobriram os meus poderes. – Danny se ajoelha em frente ao vampiro – Você está bem?

– Sim. Mas eu preciso de sangue – Os olhos do vampiro ficam assustadoramente vermelhos – Eu tenho hemofagia.

– A necessidade de sangue para sobreviver, faz sentido, você é um vampiro – Danny põe suas mãos nos ombros de Vlad e aproxima seu pescoço de sua boca – Vai em frente, pode me morder.

– Não posso fazer isso. Eu… Eu te amo, não quero te machucar.

– Por isso nós precisamos conversar – Danny se senta ao lado de Vlad – Até um tempo atrás eu era o cara mais feliz do mundo. Eu tinha meus amigos, meu namorado e tudo mais. Só que já faz umas semanas que meus amigos estão estranhos comigo. E depois que você apareceu, você mexeu tanto comigo Vladimir. Que me fez fazer algo que eu achava que nunca ia acontecer.

– O que você fez? – Vlad pergunta curioso

– Eu terminei com o Sean. Toda essa história de magia e monstros é muito nova pra mim. As coisas estão acontecendo muito rápido. E eu estou muito confuso. Mas, sei lá, eu gosto de você Vladimir. E se for para acontecer, vai ser alguma hora.

– Tudo bem. Toda essa história de romance também é nova para mim. Eu nunca amei outra pessoa de verdade, e nunca pensei que seria outro cara. Mas eu não vou desistir de você.

– Sabe, você fala umas coisas tão bonitas.

Danny acaricia o rosto de Vlad. O fada fecha os olhos e aproxima seu rosto ao rosto do vampiro. Ambos prontos para um beijo, Vlad fecha os olhos e espera o contato dos lábios. Mas algo faz Danny parar.

– Vladimir, eu acho que gosto mesmo de você. Bem do jeito que você é – Danny fala, e eles finalmente se beijam.

Enquanto isso, Eric e Morgana chegam ao colégio de Whisper. Ocultos pelo feitiço de invisibilidade, os irmãos observam a aflição dos pais do garoto, o trauma de alguns alunos mais sensíveis. E, claro, a presença de outros descendentes. Eric transforma seus olhos em olhos de águia para conseguir ver o que acontece dentro da escola.

– Conseguiu ver alguma coisa? – Morgana pergunta, acima de sua mão está um pentagrama. Uma figura da feitiçaria que ajuda a manter as magias.

– Sim. A gente vai ter que entrar.

Os irmãos entram no colégio e seguem até a sala do diretor. Passando por um grupo de peritos que investigam o local onde o corpo foi encontrado. Em seguida, observam os policiais levando Luna até a sala do diretor. Do lado de fora, Victor, Elizabeth e Giovanni ficam apreensivos.

– Por que eles levaram a Luna? – Elizabeth perguntou apreensiva

– Lembra daquele cara da praça? – Victor comenta

– As marcas são iguais – Giovanni explica – A Luna não vai se safar dessa, eles vão levá-la.

– Mas… – Elizabeth pensa – Não, eles não acreditariam se a gente contasse que ela é um lobisomem.

– Mas eu tenho uma teoria. Eu acho que quem matou o Gabriel foi outro lobisomem. – O ruivo explica

– Ainda acho que ela estava hipnotizada. Ou seja, alguém estava controlando ela. E eu acho que esse mesmo “alguém” também controlou outro lobisomem para matar esse garoto – O moreno completa

– A questão é: Quem é esse “alguém”?

– Idiotas – Comenta Alexis, que ouvia tudo escondida.

Minutos depois, a loba sai da sala do diretor acompanhada pelo delegado. Os policiais a levam para uma viatura e vão em direção a delegacia. Seus amigos entram no carro de Giovanni, um Fiat Branco, e seguem a viatura. As aulas são canceladas, os alunos liberados e a escola fica vazia. Então, Morgana desfaz o feitiço da invisibilidade.

– Eles eram descendentes, todos eles – Morgana dizia, indo em direção a caminhonete – Eu tenho certeza, as características deles batem com as fichas.

– Claro, todos os garotos ruivos são sátiros, todas as meninas de olhos claros são kitsunes e todos os morenos altos e sérios são minotauros. – Eric comenta, sarcástico.

Os irmãos permanecem em silêncio durante a viagem. Até Morgana mandar parar a caminhonete. A feiticeira corre para dentro de uma viela que sai no quintal de uma casa abandonada. No quintal havia apenas uma árvore podre de frutos secos. E um garoto observava a árvore com um dos frutos em mãos.

Algum tipo de encanto envolvia o menino. Em vez da árvore velha, ele via uma macieira verde e alta. Com as folhas verdes e galhos cheios de chocolates de todas as cores, formas e tamanhos. Morgana sacode o menino, impedindo que ele morda o fruto, e o garoto sai do encanto e ver a realidade.

– Vai embora. – O menino atravessa a viela e vai em direção a rua. Em seguida, Eric acessa o quintal.

– O que foi isso? – Eric pergunta, confuso

– Bruxaria.

Após sair da casa dos Destiny, Sean vai em direção ao seu “esconderijo secreto”. Um velho, e mal cuidado, apartamento nos subúrbios. Sean abre o armário e retirou todas as armas, e em seguida, começa a de equipar.

Começando com uma cartucheira que atravessa seus torso. Em seguida um jaqueta especial de couro de minotauro, impenetrável por qualquer arma humana. Nos braços, um par de manoplas improvisadas com hookswords retráteis que vão das palmas das mãos até os cotovelos. Além das lâminas retráteis, as manoplas escondem pequenas lâminas escondidas nos punhos e navalhas nos dedos, formando um tipo de soco inglês.

De um lado da cintura um facão e do outro uma pistola calibre quarenta. Além de toda uma artilharia mais pesada guardada numa bolsa, junto com a munição. Nas costas, uma aljava com uma espada de lâmina reta e punhal negro e curvado. E para fechar o traje, e assumir a identidade de Puppet, a máscara branca com listras azuis saindo dos olhos e o triângulo vermelho entre os olhos.

Através da máscara, os olhos de Sean assumem um brilho branco e hipnótico de domador de monstros. Os irmãos Claw retornam à casa. Assim que adentram, Danny se levanta.

– Ainda bem que vocês voltaram – Danny fala se aproximando – Já podem soltar o Vladimir, por favor.

– Solta o Vlad? Por que faríamos isso? – Eric questiona

– Pelo menos me alimentem – O vampiro implora – Ou não serei responsável pelos meus atos.

– Mas, Morgana, e aquela história dos elementos? Do Vlad não ser mais um ser das trevas.

– Isso é uma piada, não é? – Eric zomba

– Não, é verdade – A feiticeira responde – Alguma coisa fez o Vladimir renegar sua natureza das trevas e mudar seu elemento, agora é fogo.

– Seja lá o que for, ele não pensou nisso quando fez o que fez.

– E o que foi que ele fez?! – O fada perguntou irritado – Vocês falam dessas rivalidades de família e tudo mais, só que não vão resolver se ficarem se matando. – Danny se virou para o vampiro – Vlad, o que aconteceu? O que foi que você fez?

– É uma longa história – Vlad fala com o olhar distante, perdido nas lembranças – A minha família, os Darkness, era a mais poderosa dinastia de vampiros de Whisper. Mas estávamos perdendo os poderes. Então decidimos nos juntar aos Mistakes, e juntar as duas famílias com um casamento. Eu estava noivo da filha mais velha deles, Pérola, e estava feliz. Só que eu era muito impulsivo e sanguinário, e eu fiz uma coisa que eu arrependo até hoje.

– Você matou ela, não foi? – Danny pergunta – Por isso jogaram a maldição em você?

– Sim. Depois me abandonaram e todos foram mortos por um depredador.

– Um caçador, um vampiro que mata outros vampiros para absorver a energia vital coletada quando um vampiro morde alguém – Morgana explica – O nome dele era Blaine Claw, ele era o nosso pai.

– E ele matou o nosso pai – Eric acusa Vladimir, o vampira se levanta com dificuldades. – E depois ele conheceu o fada, virou gay e ficou bonzinho.

– Eu não matei o Blaine, e também não sei quem foi. – Vladimir fala furioso com as palavras de Eric – E eu não me importo se é um homem ou uma mulher, o que me importa é o amor. Foi isso que me transformou, que baniu o meu lado maligno.

– É verdade – Morgana fala para o irmão – Normalmente eu sinto a aura sombrio em torno de um ser das trevas, isso é um dos talentos de uma feiticeira, mas o Vlad não tem essa aura.

– E vocês querem continuar essa matança? – Danny questiona – Não acham que é melhor deixar o passado para trás e se aliarem. Tem muita coisa estranha nessa cidade, e eu sinto coisas ruins se aproximando. Vamos precisar de toda ajuda possível.

– E ainda tem aquele maluco matando as pessoas – Morgana completa, relembrando o caso da escola – Nós precisamos do Vlad.

– Tudo bem – Danny e Morgana se enchem de alegria – Mas não podemos ficar nesta casa, precisamos de outro lugar. Um lugar onde podemos observar cada canto da cidade.

– Que tal a casa do Vladimir? – Danny sugere – Fica no centro da cidade, dar pra ver quase tudo.

– Boa ideia, soltem o vampiro e vamos direto para lá.

– Antes disso eu posso fazer uma observação? – Vlad pergunta – Se querem acorrentar alguém, vão precisar de correntes melhores.

As correntes caem e o vampiro mostra seus braços livres. Todos ficam impressionados. O grupo se dirige na caminhonete em direção a mansão RavenWood. Ao chegarem, Vladimir leva Danny para a porta quebrada. O fada estava disposto a quebrar a maldição e libertar o amante.

– Você consegue fazer isso? – O vampiro pergunta e Danny responde que “sim” balançando a cabeça.

Danny encosta sua mão na madeira da porta. Vlad consegue sentir o toque na madeira como se fosse no seu corpo. A luz rosa envolve a mão de Danny como se fosse uma borboleta batendo as asas levemente. Aos poucos, as rachaduras na madeira vão se fechando. Assim como as feridas no corpo do vampiro.

A maldição foi quebrada. Cheios de alegria, o fada e o vampiro se envolvem num abraço apertado.


Notas Finais


Nos próximos capítulos: Após um acidente na biblioteca, Vlad e Danny devem aprender a entrar em sincronia, como se fossem a mesma pessoa. Não percam "Instinto selvagem".
Até o próximo capítulo!


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