História Fantasy - Capítulo 6


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá mundo, voltei trazendo mais um capítulo de Fantasy. Dessa vez com a primeira parte do episódio "Instinto selvagem". E eu queria avisar logo que após esse episódio teremos alguns fillers para incrementar mais conteúdo no enredo, mas nada vai fugir da trama principal. Espero que gostem desse capítulo, vou ficar no aguardo de seus comentários. Até mais!

Capítulo 6 - Instinto selvagem - Primeira Parte


Ali estavam eles. Os dois de mãos dadas como um casal apaixonado saindo do cinema. Naquele momento não existiam mais nem o vampiro nem o fada. Só o homem pálido de olhos bonitos e seu parceiro jovial. A jovialidade é uma das características das fadas, mesmo que tenha mil anos algumas ainda aparentam ter cara de criança.

Uma leve música dançante tocava de fundo, vinda de algum carro, quando eles saíram do estabelecimento. Era “There’s Too Much Love” da banda Belle & Sebastian. Vlad usava óculos escuros para se proteger do sol. Enquanto Danny era tomado pela felicidade do momento.

– E aí, gostou do filme? – Danny perguntou para o companheiro. Enquanto as luzes refletiam em seu rosto tirando sua concentração. A convivência entre os rivais fazia o vampiro se encher de ódio. Porém, o fada estava alí para juntar os seus pedaços.

– Gostei, apesar do cara ser cego ele tinha até que muita visão. – Vladimir respondeu. Danny riu do comentário, fazendo o vampiro abrir um sorriso.

Aquele era um momento só deles. Deles dois, e não precisavam provar pra mais ninguém. Vladimir dizia que eles, as outras pessoas que observavam os dois com seus olhares de ódio, não conseguem perceber como é real quando a gente se encanta com alguém. Assim como Danny se encantou pelos olhos do vampiro na noite da lua de sangue.

Ambos estavam prontos para um beijo. Um contato que combinava perfeitamente a ferocidade de um vampiro e a delicadeza de uma fada. Mas o momento foi interrompido por uma feiticeira.

– Ainda bem que eu consegui encontrar vocês – Morgana dizia, se aproximando do casal.

– Aconteceu alguma coisa, Mor? – O fada perguntou, o vampiro ficou um pouco com raiva pelo fato da feiticeira ter estragado o momento

– Entrem na caminhonete, eu explico no caminho – Os três entraram na caminhonete azul e seguiram pela cidade. Hoje, Whisper estava mais alegre, mais colorida – Bom, ontem quando saímos do colégio encontramos evidências da existência de mais uma bruxa na cidade.

– Uma bruxa do bem, como você, ou uma bruxa do mal? – O vampiro pergunta

– Acredito que uma bruxa do mal. Bom, eu preciso que vocês me ajudem a fazer um feitiço para localizá-la. Principalmente você Danny.

– Por que eu? – Danny fica surpreso com a afirmação da amiga

– Bom, fadas tem tendências mágicas. Eu acredito que esse feitiço poderia ter um alcance maior se uníssemos nossos poderes. – Morgana explica

– Ela tem razão – Vlad completa – Whisper é uma cidade muito grande, essa bruxa pode estar em qualquer lugar. Mas por que essa bruxa é tão perigosa?

– Cara, ela tentou envenenar uma criança – Morgana fica furiosa. Para ela, crianças e pessoas boas não devem ter nenhum contato com magias sombrias.

– Ah, o velho truque da maçã envenenada – Danny comenta pondo as mãos nos bolsos do moletom.

– Pois é, já chegamos.

Morgana para a caminhonete em frente a uma loja de conveniências. Uma loja pequena, com vitrines polidas e letreiros enferrujados. Do lado de fora da loja havia uma mesinha onde homens jogavam dominó. O trio adentra na loja e percebem que do lado de dentro o estabelecimento comercial é muito maior do que aparenta ser.

– Isso é… – Vlad tenta falar mas é interrompido pela feiticeira

– … Uma loja de magias!

– Loja de magias. Isso tá cada vez mais estranho – Danny comenta, seu companheiro passa o braço envolta do pescoço e eles andam pela loja, observando as estantes com vários livros, potes de vidro e medalhas de ouro. Em cima de uma vitrine estava um livro aberto e o fada se pós a ler – Marmelada de goiaba, goiabada de banana, bananada de marmelo. Isso é um livro de receitas.

– Receitas mágicas – Respondeu um homem de pele escura que saiu dos fundos da loja. O homem usava uma túnica roxa cintilante que cobria todo o seu corpo até os pés. No pescoço ele usava um pesado colar dourado de pentagrama, e nos dedos anéis de pedras coloridas. Na cabeça ele usava um turbante redondo da mesma cor da túnica com uma pedra vermelha no centro, de onde se prendia uma pluma azulada.

– Olá, Merlin. – Morgana cumprimentou o homem de túnica. O homem agradece o cumprimento – Eu estou precisando de umas coisas – Morgana forma um pentagrama em sua mão e o transforma em um pergaminho – Eu preciso de raízes de Nemeton, terra de cemitério, incenso, três pelos de gato preto e um sinalizador.

– Para quê você quer todas essas coisas? – Merlin pergunta, surpreso com a lista.

– Diversão.

– Hum, diversão… – Merlin pega todas as coisas citadas e põe numa cesta – Vai pagar no crédito ou no débito?

– No cartão – Morgana responde, invocando um cartão de crédito de forma semelhante como fez com o pergaminho.

Após o pagamento, o trio adentrou novamente na caminhonete e vão em direção a mansão RavenWood. No caminho, o fada ver várias pessoas pelas ruas. Pessoas felizes, pessoas tristes e pessoas que ele queria evitar. No caso, Danny viu Sean. Ao retornarem a mansão, Vlad fica curioso para saber como o feitiço seria feito.

– Temos que levar essas coisas até a biblioteca, depois eu faço o resto. – Morgana explica

– Não tem biblioteca aqui – Vlad fala, confuso

– Agora tem.

O trio se posiciona em frente a uma parede de rochas maciças. A feiticeira cria um pentagrama entre suas mãos posicionadas em frente ao seu corpo. O pentagrama se transforma em um triângulo azul brilhante. Morgana posiciona o triângulo em contato com a rocha e uma espiral brilhante se formou na parede.

A parede se transformou em vidro e em seguida se despedaçou, abrindo uma passagem para uma grande sala cheia de estantes com livros. Fragmentos de vidro flutuam no ar, refletindo as rochas mágicas das paredes.

– O que foi isso? – O fada pergunta

– Keystone, serve para abrir passagens para dimensões espelho. A minha leva para a biblioteca da minha avó. – A feiticeira explica

– Dimensões tipo o mundo mágico? – Vlad questiona

– Não, dimensões espelho. Idênticas a nossa, porém inabitadas. – O trio adentra na biblioteca. Morgana posiciona as compras em cima de uma mesa – Danny, por favor, pegue aquele livro pra mim – A feiticeira pede apontando para um livro de capa preta com detalhes dourados.

Danny pega o livro mas não consegue tirar ele da estante. As caixas ao lado prendiam o livro de forma que ele não pudesse ser retirado facilmente. Vladimir oferece ajuda, mas o fada recusa enquanto faz força para retirar o livro. Quando consegue, Danny fica estático ao ver a estante balançando. Mas suspira de alívio ao ver que ela está firme. Em seguida, um pequeno frasco de vidro cai na sua cabeça.

– Danny, você está bem? – Vlad pergunta ao ver o parceiro coberto com um pó branco que havia no pote – Deixa eu te ajudar a levantar.

Vladimir segura uma mão de Danny e coloca a outra em seu ombro. O contato envolve os dois em um brilho branco, e num flash de luz, ambos desaparecem. Deixando para trás um rapaz alto de ombros largos, pele pálida, olhos vermelhos, nariz achatado e feições delicadas. Usando uma blusa rosa de botões com um colete preto por cima, completando o traje com uma calça preta e tênis da mesma cor da blusa.

Morgana fica assustada quando o rapaz lhe encara, parecia Vlad e Danny. Mas ambos juntos no mesmo ser. Eric entra na biblioteca e se impressiona ao presenciar uma fusão, o amálgama de dois seres distintos criando algo totalmente novo. No caso, a combinação de uma fada e um vampiro resulta num troll.

– Morgana, você está bem? – O troll pergunta, é nítido no tom da sua voz que aquela pergunta foi feita por Danny. O troll tenta se aproximar, mas cai de cara no piso – Que diabos! – Essa exclamação, nitidamente, foi dita por Vlad.

– O que está acontecendo? – Eric pergunta confuso para a irmã

– Deve ser um efeito colateral do pó mágico que caiu em cima do Danny. – Morgana pega um espelho e põe diante do troll.

– Nossa, parece eu – A parte de Danny fala – Não, parece eu – A parte de Vlad repreende. Em seguida o corpo do troll começa a brilhar e se dividir.

– Não, vocês tem que entrar em sincronia para manter esse corpo. Você não é duas pessoas, também não é uma só. Nós vamos dar um jeito de separar vocês, até lá tem que ficarem juntos e sincronizados. É muito perigoso separar forçadamente uma fusão. – Morgana explica

– Tá, mas, o que eu sou? – O troll pensa – Vlad… Danny…

– Vlanny – Eric conclui

Longe dali, Luna enfrenta mais um dia na carceragem da delegacia. Presa numa cela pequena com outras três detentas, a loba define seus dias a ficar sentada em silêncio, esperando seus amigos virem lhe visitar. Víctor já veio alguma vezes com a Elizabeth, mas a última visita foi a mais marcante. Giovanni também veio, lhe garantir que iriam lhe tirar dali.

Nesse momento, Luna permanece sentada no chão da cela. Ouvindo atentamente as vozes na parte de cima da delegacia, já que a carceragem se localiza no subterrâneo. Em outro canto da cela, as três detentas riam de bobagens e falavam alto. Tirando a atenção da loba, que se irrita.

– Calem a boca – Luna pediu, sem receber nenhuma atenção das detentas – Calem a boca! – As detentas lhe encaram de forma ameaçadora, mesmo assim, a loba continuava séria. Essa seriedade era muito mais ameaçadora do que os olhares coléricos das detentas. As três presas se levantam do seu canto e cercam a garota, enquanto aquela que seria a líder fala ameaças, querendo mostrar quem é que manda ali – Eu vou falar pela última vez – Luna fala, se levantando e mantendo sua seriedade – Calem suas bocas.

A detenta líder dar um soco na cara de Luna, mas a loba agarra a mão dela com toda a sua força, se defendendo do golpe.

– A baixinha até que é forte – Um das detentas fala, impressionada com a força de Luna.

– Meus pais eram artistas de circo, esse é só um dos meu truques.

A líder tenta dar outro soco com sua mão livre, mas a loba também a segura. Os olhos da loba ficam amarelos e Luna joga a detenta líder no chão e pula em cima dela, golpeando seu rosto com suas garras afiadas. As outras detentas ficam paralisadas com a cena. Quando se dar conta do que está acontecendo, a loba para e observa o sangue saindo do rosto da detenta. Os policiais intervêm e lhe arrastam para a solitária.

No colégio de Whisper, Giovanni abre as portas do laboratório de ciência. Víctor e Elizabeth adentram, e o moreno tranca a sala.

– Como conseguiu as chaves? – O sátiro ruivo pergunta

– Depois de umas três garrafas você consegue qualquer coisa – O moreno responde organizando uns papéis em cima de uma mesa – O plano é o seguinte: Um de nós entra, imobiliza os guardas e abre caminhos para os outros. À noite só ficam duas pessoas na delegacia, a porta dos fundos fica aberta até quinze para oito. Depois é só ir com tudo, salvar a Luna e sair pelos fundos.

– Esse plano não é um pouco perigoso? – A raposa pergunta – E quem é que vai entrar para abrir passagem?

– Dizem que raposas são malandras. – O sátiro ruivo fala abrindo um tímido sorriso

– Bodes também né – Elizabeth comentou sarcástica – Você, Víctor Sinclair, pegou a Luna, me pegou e se bobear vai pegar até o Giovanni.

– Ô garota, o quê que tem haver isso agora? – O moreno fala de forma firme – Temos de nos concentrar no resgate.

– Tudo bem, eu faço tudo pela minha amiga – A raposa conclui – Só espero que ela não tenha machucado ninguém.

De volta a mansão, Eric prossegue num treinamento para Vlanny descobrir suas habilidades e entrar em sincronia. Ao longo do dia, o troll aprendeu quase tudo. Apesar de estarem unidos numa mesma pessoa, Danny e Vladimir não sumiram. Eles estavam numa zona mental dentro da fusão. A zona mental parecia uma sala vazia com luzes roxas e água no chão, não havia nada além deles dois ali.

Morgana estava a horas na biblioteca, concentrada em seu feitiço. A combinação dos ingredientes, chamuscados com o fogo do sinalizador, cria uma fumaça que se expande pela cidade à procura da outra feiticeiro que havia feito o truque da árvore de chocolates. Mas não encontra nada.

Frustrada, a feiticeira se debruça sobre uma cadeira e passa a pensar no tão poderosa possa ser a outra bruxa. Capaz até de se camuflar diante a um feitiço de localização. Já exausta, Morgana observa o pequeno cristal próximo a janela piscando repentinamente. Aquilo era um sinal de que algum descendente estaria utilizando seus poderes nas imediações. Ela se aproxima e visualiza a delegacia no cristal.

Morgana saiu correndo da biblioteca a procura do irmão e de Vlanny, a passagem para a dimensão paralela se fecha deixando para trás a espiral na parede. Ela os encontra no pátio em frente a casa, o pátio era um espaço circular amplo e contornado por uma cerca de folhas e arbustos.

– Gente, algum descendente está usando seus poderes na delegacia – Morgana fala, recuperando o fôlego.

– Vamos para lá imediatamente – Eric ordena – E Vlanny, considere esse o seu teste definitivo

Porém, eles não são os únicos a ir em direção a delegacia. Além do trio de descendentes, e do trio de resgate, outros descendentes se dirigem ao local. Esses ficam afastados, esperando o caos começar. São eles Puppet e Alexis. O beast rider, domador de feras, vai em alta velocidade em sua motocicleta com a bolsa de armas nas costas e Alexis na garupa.

– Chegamos, logo mais eles chegaram aqui – Puppet fala assim que para a motocicleta

– Nós vamos massacrar eles – Alexis comenta maquiavélica, abrindo sua amedrontadora boca de monstro.

– Ainda não, garota dragão – O mascarado repreende, ativando suas lâminas retráteis em suas manoplas – Só vamos machucá-los, machucar bastante.


Notas Finais


Até o próximo capítulo!


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