História Far away - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Hades, Jason Grace, Nico di Angelo, Piper McLean, Will Solace
Tags Nico Di Angelo, Solangelo, Wico, Will Solace
Exibições 160
Palavras 3.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite meus queridos. Está tarde para postar o capítulo? Sim. A ansiedade de postar superou isso? Com certeza rs.

Fiquei muito feliz com os comentários anteriores, vocês sempre me surpreendam falando das reações que tiveram no decorrer da história. Não parem de comentar isso, ouviram?! Eu amo de verdade ❤.

Bom, peço perdão caso esse capítulo esteja fora do que vocês esperavam. Não estou tendo um começo de semana muito bom, mas a vontade de escrever foi muito maior. Espero que gostem mesmo assim!

(obs: a referência de fools foi proposital)

(obs²: tem perguntinhas nas notas finais, É IMPORTAAANTE)

Capítulo 7 - Existem coisas que nunca mudam


Fanfic / Fanfiction Far away - Capítulo 7 - Existem coisas que nunca mudam

Nico on

Flashback on

- Eu vou chegar tarde de novo hoje. – digo quebrando o silêncio perturbador na sala de jantar.

Seria errado falar que a minha mãe era a única alegria em casa, a que puxava assunto, ria das coisas e deixava o clima ameno, porém quanto mais tempo se passava da sua morte mais eu acreditava nisso.

Maria Di Angelo, minha mãe, morreu quando eu tinha 11 anos. Isso aconteceu quando ela voltava de um dos seus trabalhos. Dia chuvoso, estrada molhada, de madrugada, isso foi a combinação perfeita para acontecer a tragédia.

Lembro-me de como fiquei quando recebi a notícia. Não caí em prantos e gritei de desespero. Foi muito rápido, em um dia eu liguei pra ela e verifiquei se tudo estava bem, no outro ela havia sumido. Por dias permaneci nesse choque e meu pai estava  começando a ficar preocupado comigo. Eu sabia que de dia ele se fazia de forte, mas a noite chorava como uma criança.

Minha irmã Bianca se mostrou companheira o tempo todo, deu o tempo necessário para eu conseguir encarar a realidade. Não via seus olhos vermelhos ou inchados. Ficava na dúvida se ela chorava escondida ou se segurava o choro por todos na casa.

Quando a realidade finalmente apareceu na minha frente eu chorei por dias e noites sem parar, me isolei no quarto e me recusei a ir ao funeral dela. Se me arrependo? Completamente. Meu pai e minha irmã se mostraram compreensíveis na época e me deram todo o apoio que precisei mesmo sabendo que ambos queriam minha presença naquele dia.

No dia do seu enterro a casa parecia mais morta e silenciosa que um cemitério. Iria começar a enlouquecer. Então, ouvi três batidas na minha porta e sem mesmo eu permitir a entrada vi Will adentrando no meu quarto.

Não disse nada e nem ele, permanecemos nos encarando por minutos até ele se sentar do meu lado e pegar a minha mão. Não queria chorar na frente dele, não queria me mostrar fraco. Mas, quando ele disse depois de horas de silêncio “Nico, pode chorar” eu desabei completamente tudo o que não tinha feito ainda.

O meu choro naquele momento não pareceu desesperado, solitário e de arrependimento. Pela primeira vez era o choro de um filho que tinha acabado de perder a mãe.

Desde daquele dia, as coisas em casa se tornaram mais silenciosas. A alegria da minha irmã era o que mantinha algumas risadas nela. Meu pai tomou conta do negócio da minha irmã até Bianca ter idade para assumir. Cada um se agarrou em algo para manter a mente cheia: meu pai se entregou ao trabalho, minha irmã a cursos de administração e eu a fotografia e a um par de olhos azuis.

- Vai tirar foto de novo por aí? – diz Bianca, a única que pedia satisfação de algo.

- Talvez, tenho que revelar algumas fotos também. – digo tomando o último gole de café e pegando minha mochila e câmera.

- Tenha cuidado. – diz meu pai ainda encarando o jornal. Ele sempre dizia isso quando eu saia de casa, só depois percebi que ele repetia as palavras que não havia falado para a minha mãe na noite anterior a sua morte.

Como ficar em casa era perturbador eu sempre vagada pela cidade procurando algum lugar abandonado relaxante para tirar fotos. Isso acalmava a minha mente, digamos que me identificava com lugares assim. Sentia-me um prédio abandonado.

Pego o meu mapa e verifico quais eram os lugares que precisava ir ainda. Escolho um destino e chamo um táxi para me levar perto do local. Assim que chego lá, pago ele e continuo minha caminhada.

Destino de hoje? Estação de metrô abandonada no Bronx. Faz dias que estava curioso sobre aqui. Tomada por gramíneas, entulhos e milhares de história, essa estação me despertava curiosidade.

Assim que adentro nela, já regulo a minha câmera e fico mirando em paisagens aleatórias. Faltava entrada de luz mais ao fundo, então provavelmente as fotos vão ficar horríveis. Na sua entrada já não se conseguia ver o trilho mais, pois estavam cobertas por terras e entulhos. Nas paredes se via pichações.

Não conseguia me controlar, quanto mais adentrava a estação mais minha mão saia em disparada para tirar mais e mais fotos. O silêncio era agradável, hora ou outra eu ouvia alguma perturbação lá, nada de aterrorizante. Provavelmente algum gato ou cachorro, até ratos.

Sentei-me em uma das bordas onde dava estrada para os trilhos e fiquei absorvendo tudo o que o local poderia me oferecer: filosofia, reflexão, intrigas internas ou angústia.

Não são lojas, prédios, empresas, parques que fazem de Nova Iorque um lugar bonito, e sim os seus lugares abandonados.

Ia começar a me entregar aos meus pensamentos quando meu telefone começa a tocar. Já era tão tarde assim?

- Ainda nem é cinco da tarde Will. – atendo o telefone vendo antes quem era.

- Eu sei, só estava sem fazer nada mesmo. Sua aventura é onde hoje? – diz ele do outro lado da linha. Conseguia ouvir no som ambiente: carros, buzinas e pessoas conversando.

- É segredo, se lembra?

- Claro, claro. Você e seus segredos. – ele bufa do outro lado e percebi que estava entediado.

- Aguentando mais alguma coisa chata de famoso? – digo me levantando.

- Minha tia me empurrou mais uma vez para uma reunião onde eu não entendo nada, como sempre.

- Quer que eu te salve de novo disso? – sorrio já sabendo a resposta dele, e com confirmação ele não diz nada. – me encontra em vinte minutos na escola, preciso revelar algumas fotos.

- Vou poder ver finalmente suas obras Di Angelo? – ele podia falar assim, mas conseguia perceber pela sua voz como ele queria aquilo.

- Não abuse, e não vai ser pego. – desligo o telefone e arrumo as minhas coisas para pegar outro táxi e ir à escola.

Eu fazia parte do clube de fotografia da minha escola e com qualquer membro, eu possuía a chave da sala de revelações. Muita gente não ia lá, preferiam fazer isso da forma mais moderna, mas o antigo sempre me conquistou. Como muitos clubes ficavam abertos à tarde, não seria problema ir lá agora.

- Não está com a sua namoradinha hoje Di Angelo? – reviro meus olhos ao ouvir aquela voz perto de mim. Havia muitas pessoas que eu não gostava na escola, mas Octavian sempre dominou o topo da minha lista.

Digamos que muitas pessoas na escola descobriram que eu sou gay em uma festa quando acidentalmente eu sai beijando quase todos os homens que via na frente. Eu estava confuso, tinha acabado de brigar com o Will e todas aquelas mudanças comigo fizeram minha consciência desaparecer.

E desde aquele dia Octavian arranjou mais motivos para implicar comigo. Ele é o tipo de aluno que se acha o melhor da escola, privilegiado e exemplo. O grande babaca da escola.

- Não tem ninguém mais para irritar? – digo enquanto caminhava até a sala de revelação.

- Até quando vai me evitar Nico? O Will não está aqui.

- Sorte sua então, agora vai arranjar outra pessoa para perturbar. – digo pegando a chave na minha bolsa.

Ele, como sempre, não me escuta e continua do meu lado, só que dessa vez pega na minha cintura e me puxa para mais perto dele.

- Não precisa fingir que não quer ir. – ele fala baixo e minha vontade de socar a sua cara apenas aumenta. Octavian disse uma vez que ele me levaria para a cama, que acabaria com a minha máscara de pessoa segura e forte e que jogaria depois na minha cara que eu dormi com o meu pior inimigo. De acordo com a sua lógica, isso aumentaria a sua masculinidade.

- Continue acreditando nisso. Agora licença, antes que minha mão encontre a sua cara em um belo soco. – tiro a sua mão da minha cintura, mas a peste continua do meu lado. Com ele acabei descobrindo e aprimorando a minha paciência.

- Atrapalho o casal? – pronto, agora tudo parecia completo e conseguia ver o sorriso de satisfação do Octavian.

- Parece que a sua namoradinha chegou Nico. – ele se afasta de mim e desvio meu olhar para o Will que fuzilou ele com os olhos. – Não precisa me olhar desse jeito Solace, estava apenas batendo um papo com a minha futura transa.

Vejo Will serrar os punhos e sabia que se o Octavian falasse mais alguma coisa ele iria partir pra cima dele.

- Ok, agora você me tirou do sério. – coloco a chave no meu bolso e agarro com força a gola da blusa do Octavian. – Eu tive um dia calmo e bom, e você está estragando isso. Então, não torra a minha paciência.

Impulsiono meu braço para frente o fazendo bater de leve as costas na parede.

- Um dia você vai gemer meu nome Nico, lembre dessas palavras! – diz ele enfurecido.

- Sonhar faz bem. E você vem comigo. – pego na mão do Will e continuo andando até a sala.

Ficamos o caminho todo em silencia e conhecia sentir a tensão em seu corpo, sabia que queria voltar lá e socar a cara do garoto. Precisava acalmar ele.

Pego a chave e abro a porta da sala entrando depois e a fechando de novo.

- Você sabe que ele só faz isso para provocar. Não se deixe levar por isso. – digo colocando minha bolsa na cadeira e pegando o filme da minha câmera.

Will não diz nada e continua olhando para baixo respirando fundo. Pensei em falar algo, mas dei o espaço para ele se acalmar. Eu entendia seus motivos, mas fazia algum tempo que ele estava estranho.

- Você deveria socar a cara dele quando viesse falar com você. – diz ale baixo, mas ainda deixando que eu o escutasse.

- Tenho mais o que fazer e você deveria ignorar. – começo a arrumar as coisas para começar a revelação.

Não falamos mais nada por um tempo, ele continuava no canto da sala emburrado e eu revelava algumas fotos. Eu queria acabar com aquele silêncio chato, mas confessava que estava irritado com o Will, por ele se deixava levar por aquelas palavras. Como ele podia pensar assim?

- Nico. – ele diz finalmente, mas via o medo em sua voz. – Você é virgem?

Agora sim eu tinha certeza que ele estava delirando. Mas, não podia negar que aquela pergunta me perturbou me deixando desconfortável.

- Por que está perguntando isso do nada? – não o encaro e contínuo revelando as fotos. Não mostre suas emoções Di Angelo.

- Você não me respondeu. – senti que ele havia reunido toda a coragem do seu corpo para perguntar aquilo.

- Sim, eu ainda sou. – digo o mais rápido possível. – E você...?

Consigo finalmente encará-lo fazendo nossos olhos se encontrarem depois de minutos.

- Eu te contaria se tivesse feito. – ele desvia o olhar respondendo e vejo que estava corado.

Sim, eu sabia disso. Apenas queria ouvir da sua boca a sua confirmação.

- Você pretende... Sabe? – não podia negar que ver o seu nervosismo é fofo.

Penduro algumas fotos e vou até onde ele estava.

- O que aconteceu com você? – podia ser fofa a sua atitude, mas ainda me preocupava.

- Eu só quero saber. – ele firma seu olhar em mim e por um momento esqueço tudo ao redor me entregando aquele olhar.

- Eu não sei Will, não quero me entregar a qualquer pessoa. Fiz burrada antes e não quero repetir isso. – estava me referindo à festa onde tinha perdido o meu bv.

- Então você não gosta de ninguém? – ele desvia o olhar e eu puxo o seu queixo para me encarar de novo.

- Você vai ser a primeira pessoa a saber disso. – digo firme e sério. - E você...?

Eu relutei ao perguntar aquilo antes, tinha medo da resposta.

- A resposta é a mesma para você. – ele tira a minha mão do seu queixo e saiu de onde estava. – só espero ser correspondido, mas apenas tolos se apaixonam por mim.

- Will Solace inseguro? Isso sim é novidade. – dou uma risada leve.

- Não irrita! – ele sorri e me encara. – Isso só aumenta as minhas expectativas.

Reviro os olhos e vou até ele.

- Pega aquele filme, tem mais fotos para revelar. – digo desviando totalmente da conversa.

Vou até o varal de fotos e assim que vejo que elas começaram a formar a imagem, tiro uma de lá e a escondo, mas antes a encarando por um breve momento.

De todas as fotos que eu havia tirado ele sempre estava presente nas melhores. Havia tirado essa enquanto o via tocar violão perto da árvore na qual gravamos nosso nome há alguns anos.

Realmente Will, só tolos se apaixonam por você e eu sou o maior tolo de todos por isso.

Flashback off.

Sentia-me um covarde por não ter dito aquelas palavras pessoalmente para o Will. Esperava que ele percebesse o quão triste tocava aquela música, o que não deveria acontecer. De todos na escola, apenas eu conhecia as suas dores e angústias. Esperava que ele não achasse as palavras vazias pelo motivo do Jason falar elas.

E também, porque eu o segui até lá? Eu aceitei a bandeira branca, mas isso em nenhum momento dizia que voltaríamos a ser amigos. Como sempre minha maldita curiosidade tomou conta do meu corpo. Não tinha como evitar, eu o vi distraído tocando notas silenciosas no ar.

Não posso negar que amava quando ele tocava para alguém, conseguia ver o seu amor pela música. Mas, quando a sua mãe morreu, ele abandonou isso. A sala de música ficou empoeirada e trancada. Vê-lo ansioso para tocar de novo despertava uma curiosidade em mim.

O que não esperava era a melodia ficar tão melancólica. Eu já havia escutado ela, mas dessa vez estava diferente. Ele parecia reprimir todos os seus sentimentos em cada tecla do piano, como se ele chorasse em seu lugar. Ele estava errado, eu sentia isso. Ninguém tem que chorar em seu lugar. Mas, a minha covardia me impedia de entrar na sala e falasse isso para ele.

Então, Jason teria que fazer isso por mim.

Não vi os dois depois disso e digamos que estava evitando esbarrar neles. A semana se seguiu tranquila, as mesmas aulas maçantes e professores passando trabalhos. Eu gostava do curso, mas isso não cabia para todos os professores.

A única coisa positiva era que Jason tinha parado de implicar comigo e de ficar perguntando sobre o meu passado. Não via também o Will com muita frequência, tínhamos horários diferentes e quase sempre ele estava trancado no quarto estudando.

A paz tinha voltado a reinar.

O dia hoje em questão é sexta-feira à noite. Muito dos alunos voltaram para suas casas no fim da tarde, outros vão a festas ou viajam em seus jatos particulares. E a minoria, que no caso eram meus amigos, planejavam passeios em grupo.

- Para a praia? Vocês só podem estar brincando comigo. Podem ir, eu vou para a cidade. – digo deitado no sofá encarando o teto. Na sala estava Jason, Percy, Frank, Leo, Luke e o Will.

- Qual é Nico! Chamei algumas meninas para irem junto com a gente, vai ser divertido. – Leo sempre era o mais animado do grupo.

- Sem chance, tenho algumas coisas para fazer da faculdade. Aproveitem por mim. – levanto meu tronco do sofá.

- Jason?

- Ele não vai Leo, esquece isso. – alguém na casa me entendia.

- Vocês se ajudam, não é possível! – Leo bufa e aponta para mim. – Então você paga a pizza hoje.

- Se isso me fizer ficar em casa eu até pego duas. – levanto do sofá e vou até meu quarto.

Ao entrar lá pego a minha câmera digital e começo a passar as fotos que havia tirado nas minhas férias. Precisava revelar elas logo, e pedir para alguém do curso de fotografia fazer isso está fora de questão. E também, sentia que se eu não fosse ver a Bianca ela viria aqui me buscar. Não fiquei em casa durante as minhas férias inteira e isso acabou enfurecendo ela um pouco.

Pego a minha mochila e coloco algumas coisas lá, logo depois mando uma mensagem para Bianca avisando que iria amanhã cedo para casa. No mesmo instante ela me respondeu e dizendo que enviaria um carro para me buscar. Confesso, vai ser bom passar esse tempo com ela.

Após isso tomo um banho quente e vou direto dormir me livrando de pagar as pizzas. No outro dia, o despertador me acorda e eu o desligo antes que o toque me irritasse mais ainda. Tomo um banho e coloco as minhas roupas casuais. Verifico o meu celular e lá tinha uma mensagem da Bianca me avisando que o motorista logo estaria aqui.

Fecho as janelas do meu quarto, trancando a porta em seguida assim que saio. Desço as escadas e quase xingo os sete ventos ao ver uma silhueta perto da porta de vidro.

- O que você está fazendo aqui?! – eu ainda estava tendo pesadelos? Tinha certeza que tinha acordado.

No mesmo instante ele desvia o olhar para mim e me encara surpreso.

- Eu acordei com dor de cabeça e desisti da praia. – diz Will voltando a sua atenção para o violão em seu colo.

Isso só podia ser alguma piada comigo. Logo hoje ele tinha que estar com dor de cabeça? Não é por nada, mas ver o seu rosto logo de manhã sinalizava que teria um dia conturbado.

- Por que não foi para a casa do seu pai? – nem eu entendi o motivo de estar puxando conversa com ele.

- Não consigo falar com ele. – sinto uma pontada de decepção na sua voz. Apolo cada ano que passava ficava mais ocupado abrindo hospitais pelo país.

Só depois do susto consigo reparar direito nele. Vestia uma blusa cinza clara e um short bege. O violão no seu colo é preto, o reconhecia da sala de instrumentos. Sua cara um pouco amassada indicava que tinha acordado há poucos minutos ou mal tinha dormido. Isso não importava, Will Solace podia ter acabado de acordar ou nem dormido, a sua beleza sempre permanecia intacta.

Após perceber que a conversa não ia permanecer ele começa a soltar uma melodia no violão sem cantoria. Enquanto isso, eu me sento no sofá para esperar a ligação de Caronte quando ele chegasse.

Não sei se o dia estava normal ou especialmente nesse dia o céu decidiu ser bondoso com todos. Ainda é de manhã, umas 10h provavelmente, mas o clima lá fora estava tão agradável que por um segundo me arrependi de não ter ido a praia com o pessoal. A paisagem me renderia umas boas fotos.

Aproveito essa sensação e pego a câmera em minhas mãos para registrar o pouco do tempo que tinha para admirar a luz clara do dia. Ajusto a lente ao ambiente e miro no quintal lá fora para pegar uma boa vista. Porém, tinha algo além de raios solares, uma grama e bancos de mármore na imagem. Havia agora um garoto de cabelos loiros, costas um pouco largas, porte quase atleta e um violão preto. Perto dele, tudo lá fora perdia a sua magia tornando apenas uma paisagem secundária.

Tento aproximar o foco da minha câmera, mas não importava o que eu fazia, ela insistia em focar nele, como se o mundo precisasse do registro daquela cena.

Acabo cedendo às vontades da máquina e me concentro em pegar o melhor ângulo, o que não dá muito certo, pois acabo tirando mais de uma foto. A paisagem me proporciona vários ângulos bons.

Parecia um adolescente stalker.

O dia realmente parecia bom, o Sol não estava forte, a brisa lá fora ajudava a refrescar a manhã. Quase tão bom quanto à noite. Se minha mãe estivesse aqui diria que é um pecado não aproveitar o que o mundo nos proporcionou. Mas, eu tinha perdido esse desejo há algum tempo. Ou era o que eu pensava.

Desligo a minha câmera quando meu celular começa a tocar.

- Alô? Ah sim, eu já estou indo. – digo, mas não desligo o telefone ainda. Minha mente começou a ser dominava por cenas do passado e presente, a paisagem lá fora começava a me afetar mais, a melodia da música que o Will havia tocado faz a trilha sonora das lembranças. A última cena é dele. – Espera um pouco.

Eu realmente não estava acreditando no que ia fazer.

- Quer uma carona? – falo tampando o microfone do celular.

Como se ele já esperasse por isso, Will se vira para mim com um olhar confuso.

- Pra onde? – ah não disfarce Solace, eu te conheço.

- Para ir até a sua casa.

- Não precisa. – ele sorri meio triste. – meu pai não deve estar lá. Vou ficar e estudar.

Respira fundo. Espero que ele não fique com um sorriso no rosto para o que vou acabar de falar.

- Se ele não estiver... – respiro fundo. – você fica em casa. Bianca vai ficar feliz em te ver. Eu não vou ficar lá mesmo, faz companhia a ela.

Eu estava delirando. Maldito dia agradável.

E então, ele sorri como se quisesse isso muito. Eu apenas seguro o meu sorriso.

- E por que isso? – ele implicar com isso?

- Vai querer ou não? A sua cara de cachorro abandonado está me irritando. E então?

- Melhor aceitar antes que a sua bondade acabe. Vou pegar minhas coisas lá em cima. – ele estava com um sorriso de ponta a ponta.

Assim que vejo que tinha fechado a porta do quarto volto para o telefone.

- Caronte? Mudança de plano, vamos para um lugar antes. – passo o endereço a ele. – chego aí em alguns minutos.

Após isso desligo o celular e me sento de novo no sofá e jogo minha cabeça para trás.

Somos assim: brigamos algumas horas, nos toleramos em outras, nos desvendamos, prevíamos atitudes do outro, conversamos com olhares e mesmo com poucas palavras já conseguimos identificar a real razão de tudo, mas sempre diretamente ou não cuidamos um do outro. Antes era assim e parece que mesmo depois de cinco anos isso insistia em permanecer.

- Acho que dá pra esquecer o passado pelo menos por hoje. – sussurro para mim mesmo.


Notas Finais


É Nico, melhor parar de negar o que você realmente quer. Já sentiram isso alguma vez? Você não querer se importar com uma pessoas, mas faz tudo ao contrário? Eu vivo nesse dilema rs, é inevetável hahaha. Acho que por isso precisamos ser estudados... Filosofias da madrugada rs.

Enfim, foco no capítulo: esse Octavian sempre tão delicado ¬¬, agora entendem um pouco do rancor que o Will sentiu ao saber daquilo? Calma que essa peste não fez só isso :x tem tantas coisas que precisam ser faladas... É UMA LOUCURA QUE AMO ❤.

*PERGUNTINHA*

Vocês estão gostando do andamento da fanfic? Está rápido ou lendo demais? Estão gostando desse ritmo? Digam-me o que acham das atitudes do Nico e do Will também... Ah, e os flashbacks? Dá pra entender a linha temporal deles direitinho? Desculpa esse monte de perguntas, mas preciso saber a opinião de vocês sobre isso rs. E se tiverem algo a mais para acrescentarem não tenham medo, críticas construtivas são bem vindas :3

Bom, desculpa mais uma vez pela qualidade do capítulo. Prometo que isso não vai se repetir. Espero que tenham gostado e nos vemos no próximo capítulo.

Não esqueçam de comentar, converso mais com vocês por lá ❤. Beijos *-*


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