História Far away - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Hades, Jason Grace, Nico di Angelo, Piper McLean, Will Solace
Tags Nico Di Angelo, Solangelo, Wico, Will Solace
Exibições 144
Palavras 3.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi leitores lindos. Como vocês estão? Ah um dos meus leitores está aqui e casa e ele mandou um beijo para vocês hue.

Antes de tudo quero agradecer demais a todos que responderam as perguntinhas. Sério, ultimamente eu estou com problemas nas fanfics e em escrever. Estou me esforçando para isso não afetar a qualidade delas. Logo, logo vai passar <3 então, muuuito obrigada de verdade *-*

Ah deixa eu compartilhar minha felicidade: MEU LIVRO CHEGOU!! E o que eu fiz quando abri ele? Li todos os fragmentos Solangelo hi hi hi <3

Bom, acho que pela capa vocês já podem dar aquele surto. Boa leitura meus queridos!

(obs: título do capítulo como referência ao filme "Florisbela e o prisioneiro")

Capítulo 8 - Will Solace e o prisioneiro


Fanfic / Fanfiction Far away - Capítulo 8 - Will Solace e o prisioneiro

Não demorou muito para o Will se arrumar e logo já estávamos dentro do carro a caminho do novo endereço. Depois do meu pedido trocamos apenas poucas palavras.

Ainda não estou acreditando no que falei naquela hora e o que estou prestes a fazer. A culpa e responsabilidade realmente fazem você mudar todos os seus planos.

Enviei uma mensagem para Bianca avisando que o Will estava indo comigo. É melhor avisar agora do que pegá-la de surpresa e eventualmente provocar uma confusão. Não vi a sua resposta, pois tenho certeza que na mensagem está escrito um belo e grande: eu sabia, te avisei.

Sim, você me avisou. Mas, não vou cair em seus planos, querida irmã.

Caronte ao ver o loiro me seguindo esboçou um grande sorriso, porém logo disfarçou percebendo que o olhava com a expressão de “eu sei, não me pergunte o motivo”. Espero estar fazendo a coisa certa e não causar problemas e confusão por aí.

- Não estamos indo para a cidade? – Will diz quebrando o silêncio. Ele está sentado perto da janela enquanto eu estou na outra encarando o nada.

- Vamos passar em outro lugar antes. – apenas digo isso, e parece ser o suficiente para ele.

Ligo a minha câmera e observo as fotos na qual havia tirado dele antes de sairmos do dormitório. Realmente, a paisagem lá fora que já era de um encanto incrível agora apenas parecia algo secundário comparado ao destaque que o Will fazia na foto. Os raios solares suaves davam um ar de graça aos cabelos dele e para sua pele bronzeada. O violão negro deixava um destaque no ambiente. É impossível negar que a foto ficou magnífica. Acho que voltei a época de escola, não importa quantas fotos eu tire, qualquer uma que ele estivesse seria a mais bonita.

- Não sabia que tirava foto ainda. – diz Will me encarando e por instinto acabo desligando a câmera. Será que ele viu a foto?

- Foi uma das poucas coisas que me restaram. – continuo encarando a câmera desligada em minhas mãos.

- Você nunca me mostrou as suas fotos.

Apenas fico quieto e ele não insiste mais na conversa. Eu estou tão nervoso assim? Não, devo estar confundindo as coisas por causa do efeito nostálgico da escola.

Percorremos mais alguns quilômetros até que finalmente chegamos ao local no qual eu tinha planejado fazendo o carro desacelerar aos poucos.

- Chegamos Senhor. – Caronte abaixa o vidro que dividia a parte da frente com a de trás e me olha pelo retrovisor.

- Não vamos demorar muito. – finalmente olho para o Will que ainda tentava assimilar as coisas. – Vem comigo.

Ele me olha confuso, mas apenas me acompanha saindo do carro.

O calor tinha aumentado um pouco, mas ainda não me incomodava muito.

- Onde estamos? – Will diz me olhando.

- Vai ver logo. – apenas sorrio de lado e continuo caminhando.

Não demora muito até conseguirmos ouvir o barulho das ondas se chocando umas com as outras. A brisa do mar já nos afetava diminuindo a intensidade do calor e já conseguia sentir a areia fofa abafar meus passos. Não gosto muito de praias, mas confesso que elas tinham uma beleza natural que o homem jamais irá  imitar.

- Uma praia? Por que você me trouxe aqui? – diz Will ainda confuso, mas agora esbanjava um sorriso no seu rosto.

- Gosto de vim aqui quando quero pensar na vida, achei que precisasse disso. – não o encaro e apenas fico admirando o azul do mar ser iluminado pelos raios solares. Se eu olhasse para ele certamente coraria.

A melodia da música que ele tinha tocado naquele dia na sala de música e a sua expressão hoje de manhã ainda estavam na minha mente e eu não conseguia ignorar isso. Pensei que mandar o recado apenas pelo Jason seria o suficiente, mas pensar que elas sairiam tão vazias pela boca dele me incomodava. Nunca será verdadeiro se for dito por uma pessoa que não consegue a dor, e no momento eu sou o único que conhecea dor dele.

Havia descoberto aquela praia abandonada alguns anos atrás no meu primeiro ano da faculdade. Estava vagando com o carro do Percy por aí e em meio as minhas rotas perdida a encontrei. Minha primeira reação foi dar meia volta e ignorá-la, mas assim que percebi a sua solidão por não ter ninguém ali e a visão que me proporcionava do pôr-do-sol acabei sedento e a explorando.

Eu realmente só vinha aqui quando queria pensar ou deixar que eles fossem levados com o vento, porém tinha um motivo no qual eu sempre negava e continuaria negando.

- Leve o tempo que precisar, vou tirar algumas fotos. – digo me afastando dele e ligando a minha câmera.

Ele aceita a minha distância e começa a se aproximar do mar tirando os sapatos para deixa a água do mar invadir seus pés refrescando-os. Will parecia uma criança que acabará de conhecer o oceano. Tinha certeza que estava sorrindo igual um bobo e que se sentia admirado pela visão que o local proporcionava. Acertei em cheio.

Enquanto ele apreciava o lugar ligo a minha câmera e começo a ajustar ela a luz do ambiente. Como da última vez, a lente parece perseguir o Will para registrar cada momento como se a minha mente algum dia sumisse com ela.

Apenas uma foto Di Angelo. Miro no seu corpo de costas frente ao mar e disparo gravando na memória da câmera mais uma foto que estaria na minha lista das melhores. É algo inevitável.

Desligo-a de novo e vou até um amontoado de rochas para me sentar lá. Assim que sinto a superfície gelada em meu corpo começo a encarar o mar calmo e sereno na minha frente.

Ele não era o único que precisava disso tudo, minha mente também necessitava de uma dose de calmante. Faz dias que me sinto confuso e angustiado. Na verdade, esses sentimentos apenas se intensificaram com a presença dele dia a dia.

Se me perguntassem dias antes a sua chegada o que queria, certamente responderia que apagar a sua presença. Porém, se repetissem essa pergunta hoje apenas diria que gostaria de voltar no tempo e viver tudo de novo. Não deveria ter fugido ou cometido aquelas besteiras. Entretanto o que eu deveria ter feito? Descobri naquela época como apenas poucas palavras poderiam destruir qualquer ser humano.

“Homossexuais são nojentos”. A sua voz ecoa na minha mente e me vejo novamente ouvindo elas ao vivo. Por que disse isso? Éramos jovens perdidos no tempo e em nossos sentimentos, mas isso justifica essas palavras?

Na época eu me questionei se realmente eram verdadeiras. Nunca cheguei a perguntar realmente isso, o medo pairava em mim toda vez que eu o observava de longe. Mas, o que reafirmou elas foram as suas atitudes. O que contradiz as coisas agora. Você mudou de ideia Will? Não tem mais nojo de pessoas como eu?

Solto um suspiro profundo e fecho os olhos.

E isso importa agora? Essa pergunta que fixou na minha mente por dias. Se eu perguntasse a ele sobre isso, falaria a verdade? E se negasse e apenas falasse que foi um pequeno engano, pois a sua mente estava confusa? E se toda essa briga e rancor foram consequência de ações não pensadas de dois adolescentes?

Pergunte Nico, pergunte. Ele não foi o único que cometeu erros.

- Pensei que você não gostasse de praias. – me assusto ao perceber que ele estava do meu lado agora.

- Não gosto do calor delas, é diferente. – o nervosismo estava aumentando. Reprimia na minha garganta as múltiplas perguntas que queria fazer, porém mais uma vez o medo estava me ajudava nisso. E se a sua opinião não mudou?

- Ela é linda. – diz Will interrompendo meus pensamentos e olho para ele que se encontrava de olhos abertos olhando para mim.

Quando que a sua beleza tinha aumentado nesse nível? Foi então que o medo em mim diminuiu e outra coisa começou a ganhar destaque.

Agora eu entendia e confessava o motivo de gostar tanto dessa praia. O azul do mar lembrava os olhos dele; o Sol forte os seus cabelos; a areia fofa a sua pele. A praia me lembrava ele, e por esse motivo gostava tanto dela.

- É realmente lindo. – solto sem pensar encarando ele, mas logo desvio meu olhar.

Isso de novo não.

- Por que você me trouxe aqui? A verdade agora.

- Pensei que você gostaria de pensar. Ouvi você tocando piano e... Você não deveria tocar daquele jeito. – continuo encarando o mar.

- Por que não me disse isso pessoalmente? – a sua voz estava firme.

- Eu não sei. Por isso queria te falar agora. – finalmente o encaro, mas as palavras parecem sumir da minha boca.

- Eu estava falando com a minha mãe. – quando ele diz isso sinto uma pontada no coração. Claro que ele se lembraria dela. – E... Pensando em você.

Droga, eu sei onde essa conversa vai parar. Tenho que fugir, de novo.

- Sua mãe não gostaria de te ver desse jeito, não é assim que ela se lembra de você. – olho de novo para frente, se continuasse olhando para ele não me aguentaria.

- Eu sei disso, só que cada dia que passa não aguento mais tudo isso. É difícil Nico. Meu pai não para de trabalhar, minha tia só sabe falar de imprensa e... Você foi embora. Não tenho com quem conversar mais. – fecho as minhas mãos com força para reprimir meus sentimentos.

- Pode conversar comigo sobre esse assunto. Ergo a bandeira branca se isso faz você parar de tocar daquele jeito. – digo nervoso. Acalme-se Nico, controle.

- Eu quero bandeira branca para outra coisa. – mordo meu lábio inferior para me distrair.

- Já disse que isso já passou, não quero falar disso Will. – respiro fundo e olho para baixo. – Não estrague agora.

- Olhe para mim e diga isso então. Porque eu quero resolver o que aconteceu antes, mesmo que signifique destruir tudo. Eu também estou com medo. – fecho os olhos com força ao encarar mais essa verdade.

Queria continuar fugindo disso. Não por medo de encarar a verdade. Tinha medo de rever tudo e mais uma vez vê-lo sumir de vez. Enquanto o mal entendido permanece-se a dúvida ficaria com ela junto com o “e se” que dominaria qualquer pergunta. Isso me mantém preso a ele: a dúvida contraditória de querer saber ou não. Se resolvêssemos tudo eu não teria mais dúvidas ou justificava para o sumiço dele. Ouvi aquelas palavras, não tinha como ser mentira. Mas, meu corpo sempre criava a possibilidade de ter sido um mal entendido.

- Vamos Nico, fale olhando para mim.

Por fim, faço o que ele pede e encaro de novo as duas pedras preciosas que são seus olhos. No mesmo momento as perguntam começam a surgir: você me amava? Por que foi embora sem se despedir? Sentiu a minha falta nesses cinco anos assim como eu senti a sua? Me ligou, enviou carta ou procurou saber como eu estava? Diga-me que eu não passei esse tempo todo iludido. E aquelas palavras, é verdade ou mentira?

Abro a minha boca duas ou três vezes e decido jogar tudo o que estava guardado em mim como sempre treinei.

- Homossexuais são nojentos? – falo quase sussurrando, mas percebo que ele havia escutado tudo, pois sua expressão é de total espanto.

Droga, não é isso que quero perguntar.

- Como...? – a ficha agora caia para mim. A sua reação confirmava tudo: é verdade. Parabéns Nico.

- Esquece isso, por isso temos que enterrar aquela época. Vamos voltar, Caronte esperou demais. – levanto da rocha e ele não se mexe. O choque parece ter dominado o seu corpo.

Agora você tinha a sua resposta Di Angelo. Você não ouviu coisas ou sonhou, ele realmente disse aquilo na época e agora todos os “e se” sumiram. Finalmente conseguiria se livrar dos fantasmas do passado.

- Nico! Espera! – ele finalmente parece acordar do choque ao ver que eu não estava mais lá. – Como você soube disso?

Então não era pra saber? Ia continuar brincando comigo na época?

- Espera Nico! – sinto meu braço ser puxado para trás. – Quem te falou isso?

- Você. – digo firme. Não desabe. – Eu ouvi de você Will! Naquele dia quando a sua tia jogava na sua cara o quão repugnante eu era e de como isso sujaria a sua imagem. Fui um peso morto para a sua carreira né?

- Por que você não me disse isso? – a sua voz mudava de tom a cada palavra dita.

- Pra que? Ouvir tudo de novo? Olha, eu não quero que você se sinta obrigado a respeitar ninguém. Só queria que você dissesse isso apenas para mim e nos meus olhos. Tem noção de como eu me senti? O meu melhor amigo e – não diga isso. – me achava nojento!

- Eu não... – eu deixei Will Solace sem palavras. As coisas realmente mudaram.

- Agora você tem a chance, me diz a verdade. Você realmente acha isso? – me viro para ele e o encaro. Chegou a hora Nico, chega de se acomodar em uma casa que te repudiou.

- Nico eu... – ele não conseguia dizer nada, e não precisava. As palavras de cinco anos atrás continuavam firmes no presente.

- Entende agora? Vamos voltar. – me desvinculo da sua mão segurando o meu braço.

- Deixa eu te responder então. – ele finalmente parece começar a formular frases inteiras.

- Não precisa dizer nada. – digo firme.

- Você fez uma pergunta e eu vou responder, vale para o passado e presente.

Respiro fundo e fico de frente para ele. Eu procurei e agora precisava ir até o fim, a resposta não vai mudar.

Então, ele se aproximou de mim e como em um filme me beijou.

A sensação é igual à de anos atrás, porém agora com mais saudade. No começo penso em empurrá-lo e interromper o beijo, porém estava tão tentado a corresponder que acabo fechando os olhos e acompanhando ele em cada movimento.

Trying hard not to fall

On the way home

You were trying to wear me down, down

Kissing up on fences

And up on walls

On the way home

I guess it's all working out, now

Se esforçando para não cair

No caminho para casa

Você estava tentando me desgastar para baixo, para baixo

Beijando-se em cercas

E nas paredes

No caminho para casa

Eu acho que está tudo dando certo, agora

O beijo não é nada igual ao nosso primeiro onde éramos duas pessoas nervosas e confusas. Dessa vez conseguimos sincronizar cada momento e aproveitar tudo o que ele me oferecia: saudade, prazer, felicidade e paixão. O que se mantinha igual ao de antes é o arrepio que sinto a cada passagem de língua e toque.

Quando foi que eu levei minha mão até a sua nuca e permiti ele envolver seus braços na minha cintura? Desde que momento nossos corpos ficaram tão próximos a ponto de sentir o calor do outro?

'Cause there's still too long to the weekend

Too long till I drown in your hands

Too long since I've been a fool, oh

Leave this blue neighbourhood

Never knew loving could hurt this good, oh

And it drives me wild

'Cause when you look like that

I've never ever wanted to be so bad, oh

It drives me wild

You're driving me wild, wild, wild

Porque ainda há muito tempo para o fim de semana

Muito tempo até eu me afogar em suas mãos

Muito tempo desde que eu fui um tolo, oh

Deixe este bairro azul

Nunca soube que amar poderia doer tão bem, oh

E isso me deixa louco

Porque quando você olha assim

Eu nunca quis ser tão malcriado, oh

Isso me deixa selvagem

Você está me deixando selvagem, selvagem, selvagem

Eu quero mais, quero muito mais. Aproximo seu corpo mais do meu e continuo intensificando o beijo. Como eu poderia estar tão entregue a uma pessoa que quase me destruiu por dentro? Eu só poderia estar querendo me afogar de novo nas mágoas e cicatrizes, pois eu sei o final dessa história e ela não vai ser a que eu quero.

Não importa o que eu faça, parece que sempre voltarei aos braços dele como uma mãe que espera todos os dias seu filho voltar para casa. É, Will Solace é a minha casa na qual eu não consigo ir embora. É a calmaria que vem depois da tempestade. A santidade que afugenta os demônios do meu corpo.

Então, por que mesmo ele sendo tudo isso eu ainda quero me livrar disso tudo? Por que simplesmente não parava isso tudo já que sabia o resultado final desse problema?

We’re alike you and I

Two blue hearts locked in our wrong minds

So can we make the most out of no time?

Can you hold me?

Can you make me leave my demons

And my broken pieces behind?

'Cause there's still too long to the weekend

Too long till I drown in your hands

Too long since I've been a fool, oh, yeah, yeah, yeah

Nós somos iguais, você e eu

Dois corações azuis trancados em nossas mentes erradas

Então podemos fazer o máximo proveito do tempo?

Você pode me segurar?

Você pode me fazer deixar os meus demônios

E meus pedaços quebrados para trás?

Porque ainda há muito tempo para o fim de semana

Muito tempo até eu me afogar em suas mãos

Muito tempo desde que eu fui um tolo, oh, yeah, yeah, yeah

A consciência parece retornar para mim, pois tento me afastar dele colocando minha mão em seu peitoral.

- Você pediu minha resposta Nico, e é essa. – Will larga meus lábios por um breve momento apenas para recuperar um pouco o fôlego porque logo ele se encaixa de novo em mim me fazendo, de novo, levar minha mão até sua nuca.

Resposta para qual pergunta Solace? Como posso ter certeza que depois disso você não vai virar as coisas e vou ver outro caminhão de mudança? Da última vez que me senti assim você disse um “eu já volto” e aquele menino de quinze anos ainda espera esse momento. Então me diga: esse beijo é resposta para qual das minhas perguntas?

Tiro a minha mão da sua nuca e começo a arrastá-la de leve em suas costas ainda cobertas. Quero arranhar e apertar elas, sentir a carne do seu corpo e poder aproveitar cada centímetro do que ele me proporciona, do que nesse momento eu posso chamar de meu.

You make my heart shake

Bend and break

But I can't turn away

And it's driving me wild

You're driving me wild

You make my heart shake

Bend and break

But I can't turn away

And it's driving me wild

You're driving me wild

Você faz meu coração se agitar

Dobrar e quebrar

Mas eu não posso virar as costas

E isso está me deixando selvagem

Você está me deixando selvagem

Você faz meu coração se agitar

Dobrar e quebrar

Mas eu não posso dar as costas

E isso está me deixando selvagem

Você está me deixando selvagem

Sentia-me tanto em um filme de romance que já conseguia imaginar pessoas ao nosso redor soltando suspiros de paixão e satisfação, até conseguia vislumbrar o nome do filme: Will Solace e o prisioneiro.. Porque é isso que eu sou: um prisioneiro dos olhos azuis.

Como eu me libertava disso então? Pois toda vez que perdemos o ar nesse beijo em vez de afastar-me dele eu começo outro.

Então é assim que tudo acaba? Essa história? Agora vamos esquecer tudo e nos reafirmar?

“Por sua culpa o Will quase não consegue se despedir da mãe dele. Entenda que vocês podem viver na mesma classe social, mas nunca na mesma vida. Não atrase ele”

Claro que não, se fosse para acabar agora eu não estaria pensando em tudo isso em vez de apenas me entregar mais ao beijo.

Leave this blue neighbourhood

Never knew loving could hurt this good, oh

And it drives me wild

'Cause when you look like that

I've never ever wanted to be so bad, oh

It drives me wild

You're driving me wild, wild, wild

Deixe este bairro azul

Nunca soube que amar podia doer tão bem, oh

E isso me deixa louco

Porque quando você está assim

Eu nunca quis ser tão malcriado, oh

Isso me deixa selvagem

Você está me deixando selvagem, selvagem, selvagem

Não posso me entregar de novo e me apaixonar. Não posso viver uma vida onde eu diga para a mesma pessoa, além da minha família, que a amo.

Por fim, consigo descolar nossos lábios que já estavam vermelhos por conta do beijo.

- Não Will, fica longe. – olho para seu rosto com o objetivo de observar a sua expressão confusa, mas apenas consigo visualizar um sorriso em seu rosto. Ele ama desafios e nesse momento eu sou o maior desafio dele.

- Você que pediu a minha resposta.

- Isso não apaga nada de antes. – olho mais uma vez pra ele e logo dou as costas e caminho até o carro. Por um momento quis jogar tudo para o alto e voltar a beijá-lo. Sorte que minha sanidade voltou.

Entro no carro e sento no banco do carona.

- Não pergunte nada Caronte, apenas levante o vidro e vamos logo. – digo tentando não parecer nervoso.

Logo que a porta de trás dos passageiros bate, Caronte dá a ignição no carro continua o seu caminho até a minha casa.


Notas Finais


Música: Wild- Troye Sivan ft. Alessia Cara https://www.letras.mus.br/alessia-cara/wild/traducao.html
(sim, vai ter Wild porque sim <3)

SIM, DEPOIS DE TANTO ME PEDIREM: O BEIJO \O/. Eu realmente não esperei que seria agora, mas achei a cena propensa para isso. Eu sei que eles ainda precisam conversar sobre o que aconteceu, mas vai com calma e apreciar o beijo.

Destaque para a frase que todos devem ter ficado com raiva: vamos nos preparar para arranhar a cara dessa pessoa HUEHUEHUE.

Quero compartilhar minha tristeza por não saber desenhar, queria reproduzir essas fotos para vocês. Talvez um dia eu abra uma pasta do We Heart It para mostrar a vocês as inspirações.

Enfim, falei demais já hahaha espero que tenham gostado do capítulo e nos vemos no próximo!


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