História Farce - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 2.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi lindosssssssss!! Fiquei tão feliz com a recepção de todos à estória. Por mais que a Fanfic não tenha disparado nos favoritos, os comentários foram absurdamente inspiradores e maravilhosos. Eu só tenho a agradecer.
Este capítulo é basicamente introdutório, mas isso não o torna monótono, nem menos importante – eu espero.
Vocês preferem que eu atualize a cada quinze dias ou uma vez por semana?
Ps. Revisei o capítulo brevemente pois o meu computador está com algum problema e reinicia do nada kkk Se houver algum erro, me avisem por favor.

Capítulo 2 - Arrivée


Fanfic / Fanfiction Farce - Capítulo 2 - Arrivée

Chegada

Toronto, 26 de Janeiro de 2015

O abraço de minha avó era forte. Correspondendo timidamente, envolvi meus braços ao redor da cintura larga bem como aconcheguei o rosto em seu colo. Pude sentir a face envelhecida um tanto gélida, por conta das lágrimas sob o ar condicionado do aeroporto, encostar-se a meu ombro. Não era para ela chorar.

Odeio despedidas.

As pessoas tem o hábito de tratar toda despedida como um “adeus” final. Não estava morrendo, não ficaria incomunicável, não era mais uma criança. Desvencilhei-me dos braços de minha avó, logo abraçando meu pai.

— Senhoras e senhores passageiros do Voo 7583 com destino à Paris, embarque imediato no portão 6. — a voz provocante da aeromoça, com um breve sotaque francês, ecoou no saguão.

— Preciso ir. — os lábios secos de meu pai prensaram contra minha testa e eu sorri. — Ligo assim que eu chegar.

— Por favor. Ao menos nos mande uma mensagem, não deixe sua velha avó preocupada. O conflito sobre Charlie Hebdo ainda é muito recente. — as mãos do progenitor se entrelaçaram nas minhas. — Eu sei que não é a sua primeira vez sozinho no exterior, mas esta é uma viagem longa e em tempos de terrorismo. — antes que eu pudesse hesitar, estava em mais um abraço “de urso”. — Seis meses sem o meu filhote, eu vou sentir tanta saudade.

— Estamos em público, pai. Menos. — repreendi, logo beijando sua bochecha. — Amo vocês. Tchau!

Enfim, livre! Seis meses na Europa à toa. Justin Drew Bieber seis meses para rodar um continente inteiro. O cheiro da maconha era evidente, mal podia esperar pelo suor desconhecido das ucranianas, francesas, suíças,..., talvez russas em meu corpo. A única certeza era que esta seria melhor fase da minha vida.

A fila do check-in foi breve. Entreguei o passaporte com a passagem dentro para a aeromoça, ela encarou meu documento por alguns instantes, chamando outro funcionário e, com a ajuda da minha carteira de habilitação, fui liberado. Sempre isso. Despachei as malas em seguida, adentrando o avião sem tardar.

Vaguei pelos corredores em busca do meu assento na classe econômica, me sentei, logo inclinando ligeiramente a poltrona para trás. Espiei com o canto do olho a neve branca pela janela e cobri meus olhos com a touca, que revestia meus cabelos, e adormeci em questão de segundos.

Paris, 27 de Janeiro de 2015

Diferente. O aeroporto era moderno, luxuoso, como jamais imaginei que pudesse ser. As pessoas estavam vestidas de forma elegante, com muitas grifes, e a neve fofa não podia ser vista através dos vidros largos do local. Ajeitei a mochila nas costas, encantado o caminho e segui em direção à esteira onde pegaria minhas malas.

Meus olhos castanhos percorreram o piso branco e vazio naquela madrugada do aeroporto de Paris. Segurei as bagagens com dificuldade, encarei as placas em francês e respirei fundo tomando coragem.

— Comecemos!

O metrô balançava sobre os trilhos, provavelmente devido a rapidez em que corria, a paisagem nevada variava com agilidade pelas janelas. Numa estação ainda fora da cidade, uma mulher adentrou o trem e se sentou na poltrona à minha frente. Preciso confessar que naquele mísero instante pude sentir o cheiro adocicado de seu perfume.

Se as moças as quais eu veria todos os dias em Paris fossem tão belas quanto esta, eu nem ousaria mudar de cidade durante o semestre. Com as pernas longas e magras, a loira usava um batom vermelho. Este que destacava ainda mais o formato desenhado de seus lábios, como a boca perfeita de uma boneca qualquer. Os cabelos curtos, acima dos ombros, chamavam ainda mais atenção para o seu rosto angelical.

A moça do vestido rodado abriu um livro, embora o veículo remexesse, e notei os olhos azuis percorrem cada palavra. Cheguei à cidade-luz em menos de uma hora e já estou apaixonado por uma desconhecida. Definitivamente, eu precisava transar.

Só poderia estar alucinando.

Pouco tempo depois, o metrô partiu para o subsolo, como espécies de tuneis, avisando-me que havia chegado. Encarei o mapa sobre as portas automáticas atentamente, acho que nunca vi nada tão confuso antes. Pensei que eu estivesse na luz amarela... Mas, não. Outras duas também estavam acesas... Fodeu.

Fitei o senhor elegante ao meu lado, engoli em seco rangendo a garganta e o cutuquei com o cotovelo.

— Com licença, onde fica a Torre Eiffel? — indaguei com um mapa pequeno nas mãos.

— Pardon, je ne parle pas l'anglais. — negou com a cabeça, gesticulando com a mão algo que eu supunha como desconversa.

Filho da puta.

Impossível que um parisiense não consiga entender “Torre Eiffel”, por mais que o restante da frase estivesse confuso, a torre era simples. E eu tinha um mapa. Eu estava apontando para o mapa. Sem dúvidas esta atitude só poderia ser má vontade do velho.

— Quer ajuda para se comunicar? — a loira fechou o livro mantendo um dedo no meio para marcar a página que ainda estava lendo. — Ou quer simplesmente que eu indique onde fica a torre?

— Você me entende? — perguntei surpreso. A mulher misteriosa estava falando comigo por conta própria, eu precisava ser rápido antes que a sorte me pregasse uma peça.

— Sou professora de Inglês e Francês, trabalho na cidade como tradutora e guia turístico. — ela estendeu as mãos alvas, sem se levantar do banco. — Sou Chloé Leclaire, ao seu dispor.

— Bieber, Justin Bieber. — apertei a mão magra cuidadosamente enquanto os pensamentos me fugiram de imediato.

Fechando o livro por completo, ela se ajeitou na poltrona forrada e sorriu. Os dedos delicados arrastaram uma mecha do cabelo curto para trás da orelha, destacando ainda mais as órbitas azuladas.

— Para sair na Torre, você deve saltar na próxima estação e fazer a baldeação para a linha verde. — apontou em meu mapa. — Em seguida, pegue a saída Étoile. — assenti demonstrando uma compreensão falsa. — Não tem erro. Boa sorte!

— Obrigado. — ergui minhas bochechas num sorriso largo.

Chloé revirou a bolsa rapidamente, sacou um papel rígido e, antes que eu me retirasse do trem, me entregou.

— Justin, leve o meu cartão. Acho que precisará de mim.

Não pude conter o sorriso malicioso o qual prontamente surgiu em meus lábios, peguei o cartão, logo guardando no bolso de meu sobretudo preto e saí assim que as portas automáticas se abriram. Assenti para a loira em cumprimento, tampouco me misturando às pessoas na estação.

Segui as coordenadas indicadas, conferindo no mapa cada passo, até finalmente chegar à torre. Grandiosa. Majestosa. Indescritível. Vagarosamente meus olhos castanhos palmilharam o monumento dos pés à cabeça. Era oficial: eu estava em Paris.

No momento em que a ficha caiu e parei de usar meu celular para tirar fotos de todos os ângulos possíveis, lembrei-me do pedido de meu pai. Havia chegado há algum tempo, embora ainda não tivesse os telefonado. As lojas de porcelanas delicadas eram exatamente como vovó costumava a colecionar. Se ela estivesse ali, com certeza compraria tudo.

Digitei os números sem protelar e disparei a ligação para a família. Na medida em que conversávamos, meus olhos filmavam cada detalhe do gramado escasso em cor verde musgo naquele final de inverno. O frio adentrava minhas roupas para demonstrar a solidão que eu sentia.

— Eu queria que vocês estivessem aqui, pai. Tudo ao meu redor me faz lembrar vocês. Aqui tem uma loja de louças em porcelana que deixaria a minha avó louca. — contei em euforia, desenhando círculos no jardim seco com pés.

— Assim que a situação financeira melhorar, nós te visitaremos. Já foi ao seu apartamento? Não se esqueça de nos mandar fotos, queremos ver tudo. — sua voz era animada, o que me confortava de certa forma. — Aproveite bastante, meu filho. Você merece.

— Ainda não. — bufei afastando a manga do casaco para enxergar o relógio atrás da luva. — Vou ao apartamento depois do almoço. Quanto à aproveitar, não se preocupe, curtirei cada segundo aqui.

Pude ouvir uma risada breve, um tanto silenciosa, do outro lado da linha.

— Justin?

— Oi, pai. — respondi enquanto arrastava o solado da bota num pequeno galho sobre o chão de areia.

— Contou a sua mãe que você está em Paris? — senti meu corpo se tomar em gelo, o que faz meu corpo parar involuntariamente.

— Obvio que não. — engoli em seco, tentando afastar as memórias rígidas de minha mente. — Eu não quero nenhum contato com essa mulher, ela não é mais a minha mãe.

— Ok. Sem mais perguntas. — riu ruidosamente de meu breve surto. — Entendo o seu rancor, mas essa mágoa só te fará mal. — assenti em concordância, apenas respondendo com o ranger de minha garganta. — Irei com seus avós ao mercado. Papai te ama, ouviu? Para qualquer coisa, ligue-me.

Antes que eu pudesse responder, a ligação interrompera. Desde a infância, jamais imaginaria que o meu pai seria, sem dúvidas, o meu único e melhor amigo. Encarei mais uma vez a imensa torre a minha frente e não tardei a buscar um local onde pudesse almoçar. No bairro de Trocadéro, pude avistar uma brasserie aconchegante, esta que foi a eleita sem pestanejar. Sentei-me ao lado de fora, perto de uma tocha que aquecia o ambiente e, em inglês, pedi a tão famosa sopa de cebola.

Enquanto as pessoas circulavam à minha frente pelas ruas asfaltadas, eu as vigiava com o olhar, intercalando com o encarar do relógio que tiquetaqueava vagarosamente. Puxei o cartão para fora do bolso, encarei os dados escritos no papel esbranquiçado e soltei a respiração pesada. Ligar ou não ligar?

— Com licença, monsieur. — reverenciando-me com a cabeça, o garçom se curvou para depositar um pote de barro com sua superfície de queijo. — A sua sopa.

— Muito obrigado. — rapidamente, peguei a colher metálica e tomei o primeiro gole do líquido fervente. Assenti com um sorriso em satisfação, e, em seguida, o rapaz se retirou.
O calor da sopa preencheu meu corpo imediatamente, o que me trouxe conforto e calmaria. Ora me deliciava com a própria colher, ora com as lascas de pão. Devorei a sopa sem pressa enquanto o fervor afastava a tola sensação de solidão. Quando o créme brulée chegou ao fim, encarei pela última vez o relógio naquela tarde e segui para o apartamento.

Com as malas nas mãos e a respiração trôpega, galguei cada degrau dos quatro longos lances de escadas. Por que uma cidade tão moderna não tem elevador nos prédios antigos? Se não posso loucura, eu diria que os meus pulmões choravam dentro de mim, por conta do esforço. Cheguei ao andar desejado, toquei a campainha e aguardei, no mesmo tempo em que secava a testa suada.

Ouvi um ruído de porta destrancando, porém, antes que eu pudesse comemorar, o som vinha do apartamento vizinho.

— Olá! Você deve ser o novo inquilino. — o homem magro e de pernas longas quebrou o silencio sem sair de casa. — Catherine deu uma saída, mas deixou as chaves comigo. — pude ouvir o remexer dos metais atrás da porta azul. — Você deve ser Josh.

— Justin. — corrigi, estendendo a mão para cumprimentá-lo.

— Sou Pierre.

— Só poderia ser. — murmurei entre os dentes, num pensamento alto. — Obrigado por ter me escutado, eu já estava aflito aqui fora. Pensei que estivesse no lugar errado.

O francês se retirou de forma rápida, deixando a porta bater, engatou a chave dourada na fechadura e enroscou, em questão de segundos, sacou outra e girou, depois, mais uma vez.

— E está. Paris não é mais uma cidade segura. — engoli em seco. — Seja bem-vindo.

Arrastei as malas pelas rodinhas logo adentrando o imóvel. O apartamento contemplava uma cama de casal, uma cozinha modesta e um banheiro. Os tons da decoração era branco, vermelho e preto, dando um ar moderno para combinar com os equipamentos de última geração. Básico, prático e confortável. Apesar de pequeno, ele era tudo o que eu precisava naquele momento.

Peguei as chaves nas mãos, tranquei a porta e encarei o bilhete de boas vindas que Catherine havia deixado sobre a mesa com um couvert. Revirei as gavetas para conhecer os utensílios, encontrei alguns livros no criado-mudo e os migrei para a escrivaninha. Sem tardar, abri a mala, pegando uma caixa preta e a guardei onde havia esvaziado.

Exausto, joguei-me sobre a cama perfeitamente arrumada. Meus olhos perambularam pelas toras de madeira que revestiam o teto até estacionarem no vazio ao meu lado sobre os lençóis. Eu estou sozinho. Há poucos instantes atrás, eu poderia jurar que ficar só num país europeu seria um sonho. No entanto, errei. Eu estava apavorado.

Não capaz de postergar mais, saquei mais uma vez o cartão com o número da professora de francês. Um tanto receoso, disquei os números e respirei fundo encarando a vista de Fontaine des Innocents pela janela.

— Alô? É... Chloé, sou eu o Justin... Do metrô de hoje mais cedo... Você se lembra de mim? — gaguejei, encarando a estátua sobre a praça, a qual assistia perfeitamente.

— Perdoe-me se pronunciar errado, mas é o Sr. Bieber, certo? — concordei com a garganta. — Aconteceu alguma coisa? Você está perdido?

— Não, mas estava certa... Eu preciso de você.


Notas Finais


E aí, o que acharam?
Podem ficar à vontade para opinarem sobre a estória, comentem de coração aberto porque eu recebo a todos muito bem.
Confiram o Trailer (maravilhoso) da Fanfic, que a ~annabella- fez pra mim: https://www.youtube.com/watch?v=z1rMlbXYLYg&list=LLW4rhDf3KgK4AKDFjVLRmYg&index=1
Acho difícil vocês não conhecerem, mas quero indicar a fic viciante dela. Se chama Trouble e é da Taylor com o Luke, do 5sos. https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-5-seconds-of-summer-trouble-4751126
Minha última indicação é uma Fanfic bem polêmica – amo polêmicas – da Jess, Dark Walls. https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-barbara-palvin-dark-walls-5192707
Por hoje é só, pessoal. (Leiam com a voz do Perna Longa)
Um beijooo,
Lali (@wolfiecek no Twitter).


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