História Farewell - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Sehun, Suho
Tags Chansoo, Deusa Persefone, Inverno, Yaoi
Visualizações 65
Palavras 1.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


"O que está morto não pode morrer"

Capítulo 13 - Capítulo 12


 

 Chanyeol voltava todo dia para casa no horário certo, comíamos na mesa juntos, dormíamos no mesmo horário e na mesma cama. Ele se levantava de manhã e eu o assistia se arrumar, quando ia embora, SeHun me dava meu café da manhã e me fazia companhia. Quando meu marido voltava, ele se afastava.

 O sábado chegou e assim Chanyeol ficava em casa, ao contrário dos outros dias em que SeHun se mostrava distante, hoje ele estava bem animado e caloroso.

-Nós poderíamos ir para o parque.

-Frio demais.

-Teatro?

-Arrume uma corda para eu me enforcar no final da peça.

-Restaurante?

-Eu não vou sair de casa para gastar dinheiro com comida. – SeHun queria sair. E eu estava realmente querendo colaborar com ele, juro. Mas as ideias de passeio dele para um sábado quando faltavam cinco dias para o inverno eram péssimas.

-Podemos dar uma volta no shopping.

-Que nojo, lá tem muitas pessoas. – Ele franziu a testa. –Quero dizer, muitas pessoas mal educadas, ninguém tem paciência com um cadeirante e ficam tentando me passar. – Isso é completamente verdade.

-Podemos ir ao cinema. – Eu tombei a cabeça de um lado e para o outro.

-A opção menos pior. –Ele abriu um pequeno sorriso. –A melhor opção mesmo é ficar em casa. - Hm, talvez eu não esteja me esforçando tanto.

-O que estão fazendo aqui fora? - Chanyeol parou na porta da varanda com um cigarro na boca. Eu e SeHun estávamos sentados por cima de uma colcha que cobria o chão.

-Estamos observando o jardim e pegando um ar. - SeHun respondeu baixo.

-Nesse frio? - Estreitei meus olhos. Eu estava vestido com três blusas de manga, um casaco, duas meias e uma touca. -E o jardim está feio. – Talvez não fosse tão má ideia sair de casa.

-Ora, se ele te incomoda tanto, dê um jeito de arrumar. - Ele bufou e foi para dentro de casa.  –E não fume dentro da minha casa! – Gritei e SeHun soltou uma risada baixa.

-Você o provoca muito. Vocês se provocam. Nem parecem que estavam com saudades um do outro. - Isso porque provavelmente ele não estava com saudades de mim.

-Eu o provoco porque ele me provoca.

-Aposto que ele pensa da mesma forma. - Respondeu com tom travesso e eu resolvi ignorar. Assustei-me ao ver Chanyeol passando pela porta mais uma vez, de supetão, segurando minha caixa com as ferramentas de jardinagem e botas de plástico nos pés.

-O que pensa em fazer com isso? - Ele não me respondeu, só continuou andando. Respirei fundo e encostei minhas costas de volta na parede.

-Só ficaremos aqui por mais uns minutos, está mais frio do que eu pensei. – SeHun disse, mas eu não liguei.

 Estreitei meus olhos quando vi Chanyeol se ajoelhar no chão de terra entre as minhas flores murchas e colocar um par de luvas que estava na caixa de ferramentas, depois afundou as mãos na terra começando a... Trabalhar?

O que ele está fazendo?

-Ah! Parece que não vou mais ter que ajudá-lo com o jardim. – SeHun falou baixo.

-Ótimo, você é péssimo com as flores. – Respondi desconfiado ainda encarando Chanyeol, mas sei que SeHun deve ter se mostrado ofendido.

 Chanyeol sabia o que fazia, após estar casado comigo durante anos, aprendeu muito bem a cuidar dos meus interesses. Ele mexia bem com a terra, sabia a época que florescia minhas flores favoritas, e qualquer outra coisa.

-Vamos entrar. – SeHun se levantou e me ajudou a voltar para dentro.

 

Passamos à tarde dentro de casa e Chanyeol do lado de fora. Eu o vigiava pela janela, cada movimento, cada batida da pá, cada buraco cavado, cada erva retirada, cada gota de água despejada na terra. Não soube julgar se era bom ou ruim ele não ter errado um só movimento. Voltei a me lembrar de quando era eu, que me ajoelhava na terra para cuidar do meu jardim, Chanyeol se aproximava porque queria e me pedia para ensiná-lo o que sabia, para passar mais tempo comigo. Como o Universo brinca conosco e com nossas memórias...

-SeHun! – Chamei meu acompanhante.

-Sim? – Ele veio da cozinha secando as mãos em um pano de prato e eu franzi o cenho. –Estava ajudando Seok com a louça.

-Pegue algumas folhas de hortelã no quintal, para que Seok faça um chá de hortelã com cravo e prepare uma bandeja. – Ele estreitou os olhos.

-Hortelã com cravo...?

-Só faça o que eu peço. – Ele assentiu e foi até o quintal, da janela, eu o observava.

 Do lado de fora, SeHun olhou parou e olhou para os lados. Andou até um canto onde estavam os vasos de plantas. Ele se ajoelhou em frente a um deles. Ah, idiota! Ele estava colhendo as folhas grandes. Chanyeol se virou para ele e levantou a voz, durante um minuto, mantiveram o diálogo. SeHun então catou as folhas pequenas e as trouxe para dentro junto com as grandes. Foi direto para cozinha e não demorou muito para Seok fazer o chá. Quando pronto, ela colocou a bandeja sobre minhas pernas e eu me conduzi para o quintal de trás. Com muito trabalho, passei pela porta sem deixar que minha cadeira ficasse presa.

 -Chanyeol. - O chamei, nem muito alto e nem muito baixo. Ele olhou para mim e eu cruzei minhas mãos. Depois que deixou as ferramentas e as luvas na terra, se aproximou e tirou a bandeja do meu colo e a pôs no chão. Logo em seguida, contra minha vontade, me levantou e também me colocou no chão, sentado com as costas na parede. Ele fez o mesmo.

 Chanyeol bateu as mãos umas nas outras antes de pegar uma xícara vazia e enchê-la de chá, depois a colocou em minhas mãos. Não o encarei enquanto se servia, prestava atenção nos meus dedos trêmulos que seguravam um pires. No fundo dele havia a estampa de vários pequenos quadrados de cor azul, era a cor favorita de Chanyeol. Nada de importante, hoje em dia.

-Não precisava. - Ele me chamou de volta a atenção com sua voz grossa.

-Não fui eu que preparei, foi Seok. - Ele fez uma cara de desgosto ao tomar o chá.

-Hortelã com cravo. Isso é horrível. - Mas não deixou de tomar.

 Ele tinha razão, o gosto não era agradável. Mas quando casámos, minha mãe orientou que todo casamento julgado deveria ser protegido por uma antiga tradição familiar, que não era nada mais que tomar nos três primeiros anos de casamento, uma xícara de chá de hortelã com cravo toda semana, a esposa e o marido. Passaram-se os três primeiros anos, mas continuamos a tomar esse chá só que não tão regularmente. Talvez isso tenha protegido nosso casamento no início, talvez não faça mais efeito porque continuamos a tomá-lo ao decorrer dos anos, ou talvez, simplesmente só funcione entre uma esposa e seu marido. Não existe uma esposa entre eu e Chanyeol. Chanyeol encheu novamente sua xícara.

-Pelo menos isso esquenta. -Eu ainda estava na metade da minha primeira. Não havia assunto. Eu havia cometido um erro. Pensar nisso me deixou cabisbaixo, era idiotice minha achar que conseguiríamos criar e manter um diálogo novamente.

-O que foi? - Ele perguntou cruzando as pernas.

-Não é nada. - Quase enfiei meu rosto na xícara.

-Para um ex-ator, você está interpretando muito mal. -Ele terminou a segunda xícara e a deixou apoiada na bandeja.

 Interpretando. O que ele sabe sobre isso? Na realidade nada. Mas mentir? Ah, sim, ele é bom nisso. Nós dois somos. Somos um casal que cheira a mentira. Por fora somos lindos –ou pelo menos já fomos- como um manacá, mas nossas mentiras fedem como uma serpentária.

-Esse tempo me deixa cabisbaixo. – Ele assentiu. –Obrigado. Por tentar dar um jeito, no jardim.

-Não têm necessidade de agradecer. – Ele voltou a encher minha xícara até a borda, levei a boca tomando muito cuidado para levar até a boca sem derramar. – Irei à missa amanhã.

-À missa? Faz tantos meses que você não vai.

-Minha mãe pediu que eu a acompanhe. – Olhando para Chanyeol agora, é tão difícil acreditar que ele já foi um católico devoto.

-SeHun está tentando me tirar de casa amanhã.

-Então nós dois temos compromissos.

-É, mas talvez... Se formos realmente fazer algo, iremos a noite. Ao cinema.

-Faz tantos meses que você não vai. – Ele repetiu minha frase. Sim, tantos meses, porque é um porre ir ao cinema desacompanhado. Minha vontade de dizer era grande, mas me mantive quieto. –O que vão assistir? – Ele estava tentando fazer a conversa fluir...

-Ah, não sei. Ainda não concordei com a saída. Não sei se vou.

-E por que não iria? – Ele juntou as mãos e deixou sobre o colo. Eu não tinha resposta. – Eu acho que deveria ir, pode ser divertido.

-Por que não vai conosco? – A pergunta saiu de repente e me assustei ao perceber o que tinha dito. Ele deu de ombros.

-Pode ser.

-O quê? Você concordou? – Ele me olhou nos olhos, por segundos. Ele estava com uma máscara mais curta, que tampava apenas as queimaduras em volta do seu olho direito e que deixava sua bochecha marcada a mostra.

-Sim, eu concordei. Algum problema? Você me convidou, certo?

-Ah, sim, claro. Seria ótimo. Sua companhia. – Eu comprimi meus lábios...

 

 E então ele sorriu. E fazia tanto tempo que eu não via aquele sorriso.

 

 Vê-lo de novo me deu vontade de chorar, e de fato, eu chorei. Chorei pelo sorriso, chorei pelo momento, chorei por Chanyeol, chorei por mim. E ele me abraçou. Há quanto tempo eu não era envolvido por esses braços? E então ele me beijou. Apenas um selar, tão simples que me fez desmoronar mais.

 

-Acalme-se, KyungSoo. É apenas um cinema.

 

E chorei mais.


Notas Finais


"Mas volta a erguer-se, mais duro e mais forte" (não sou seguidora do Deus Afogado, não, minha gente. Muito menos Greyjoy, eca).

Leiam Hold My Hands, My Dear rs: https://spiritfanfics.com/historia/hold-my-hands-my-dear-8270037 Tá atualizada também

https://spiritfanfics.com/jornais/semi-hiatus-porque-eu-sou-rebelde-9348235


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