História Fases - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~EmmaKristen

Exibições 34
Palavras 1.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Fases - Capítulo 9 - Capítulo 8


A chuva parecia diminuir enquanto estava na cafeteria, mas assim que colocou os pés para fora Yuki sentiu as gotas mais pesadas caindo intensamente. O céu já estava escuro e preenchido por nuvens cinzas, carregadas de água. 
Sua camisa fina e clara logo fora coberta pelos pingos de chuva, enquanto a água das poças invadiam o tênis. Droga! Era o único par sem chulé. 
Com as mãos nos bolsos pesados pelo aguaceiro, Yuki caminhou tranquilamente pelo campus mal iluminado. Não adiantaria de nada correr, já estava ensopado mesmo. Poderia acabar escorregando e caindo de cara no chão se corresse ou bater de frente com alguém ou até ser atropelado por uma bicicleta. 
De certo modo, ele sempre esperava o pior de tudo. Parte disso era culpa da família. Sempre que uma coisa boa e empolgante acontecia com ele, os pais davam um jeito de estragar e tornar isso em algo irritante. Foi assim com Mikuru. 
No primeiro dia de aula do último ano do colegial ela era só mais uma garotinha sem sal e tímida de sua classe. Mas a ingenuidade no olhar, o sorriso tímido e o modo como suas bochechas ganhavam um tom rosa quando Yuki se aproximava, fizeram uma curiosidade nascer no rapaz. Aos poucos ele se apaixonou pelo jeito infantil e gentil da menina, mas esse foi apenas mais um Romeu e Julieta sem sucesso no final. 
Os pais de Yuki o impediram de ver a garota assim que descobriram que sua família era de classe  baixa. Sim, ele se recusou a aceitar aquilo, mas seu pai era bem mais esperto que ele esperava. 
— Yuki? — Gritou alguém — Brincando na chuva, bebê? — Ele revirou os olhos abrindo um sorriso meio torto.
— E aí, Daniel! — Cumprimentou o amigo com uma batida de punho.
— Se perdeu no caminho? — Eles estavam embaixo de uma árvore enorme, nas proximidades das fraternidades. A casa Alpha era a primeira, pois era a mais importante da Universidade.
— Por que não conversamos lá dentro? — Sugeriu Yuki. Daniel concordou e ambos caminharam em direção à Fraternidade Alpha Epsilon Pi.
O lugar era enorme, paredes de pedra e tijolos antigos mas resistentes erguiam o lugar. Entre as colunas brancas da frente haviam duas placas de Boas-Vindas aos membros. As escadas estavam escorregadias e as árvores balançavam com o vento.
A porta da frente estava semi-aberta permitindo que a chuva entrasse e deixasse o tapete úmido.
— Que merda! — Exclamou Daniel — Cara, o William não vai ficar feliz se ver a preciosa madeira dele molhada — Yuki soltou uma risada lembrando do quão irritante o presidente da fraternidade conseguia ser, de vez em quando.
— É melhor tirarmos esse tapete daí antes que ele apareça.
— Ele quem? — O corpo de ambos sentiu uma corrente elétrica nada boa percorrer ao ouvir a voz. Viera do fim do corredor e a casa estava vazia, por mais que sussurrassem seriam ouvidos até na cozinha. 
A voz saiu muito abafada por isso não conseguiram identificar e rezaram para que não fosse William. 
Eles se entreolharam e levantaram a cabeça deparando-se com Maxxie. 
— Medinho? — Perguntou, com um sorriso sarcástico. Yuki e Daniel soltaram um suspiro profundo, aliviados. 
— Cara, nunca mais faça isso — Disse Daniel, apontando para Maxxie. Ele apenas sorriu e o abraçou. 
Os Alpha sempre tiveram um bom relacionamento como irmãos, buscando ser unidos e sinceros uns com os outros. Apesar de guardarem alguns segredos. 
— Não se preocupem com o tapete. Foi o William quem deixou a porta aberta — Yuki imediatamente jogou o tapete de volta no chão, enfiando as mãos no bolso. 
— Por que o japa tá encharcado? Acabou a água da sua casa ou cortaram? — Yuki tirou a camisa e a largou em cima de Maxxie, enquanto riam. 
— E você, Daniel? — Disse — Estranho não te ver com a Zoye — Yuki concordou, e Daniel logo percebeu que a namorada não o procurara desde o momento que colocou os pés em NYU. Isso não era normal.Era praticamente impossível não ter uma ligação ou mensagem de texto da garota em seu celular, algo como "Já cheguei" ou "Quando chegar me liga!". Nenhum sinal de fumaça. 
— Boa observação — Respondeu entortando o maxilar — Vou atrás dela. 
Enquanto caminhava para fora da casa, Daniel estalava os dedos, fechava e abria os punhos e até mesmo mordia os dedos. 
— Ela cansou de mim? — Dizia a si mesmo — É o que vamos ver! 
Com as narinas bufando, o garoto caminhou com passos pesados pela chuva até chegar ao prédio feminino. 

Daniel abriu a porta da frente retorcendo os lábios e passando a mão ao redor da boca. Imaginava o que diria à Zoye, mas ele preferia não pensar muito. Não era homem de falar, preferia agir, ainda mais quando estava com raiva.
Ele puxou o capuz da cabeça e calcorreou naturalmente pelos corredores. Estavam abarrotados de meninas, umas eram bem bonitas e até sorriam para Daniel. Passavam usando apenas sutiã e jeans, outras esconderam-se quando notaram um menino ali. Era como um pombo em meio as gralhas.
Daniel bufou e correu subindo as escadas para o terceiro andar. Ele não sabia ao certo qual era o quarto de Zoye, mas acharia de qualquer forma. 
A obsessão por encontrar a namorada deixou Daniel cego, não permitiu notar nada nem ninguém no caminho. Acabou esbarrando forte numa menina.
— Eeei! — Disse a garota magrela de voz fina — Calma aí, senhor esquentadinho — Taylor encarou Daniel dos pés a cabeça, mas não estranhou nem um pouco o estado nervoso do rapaz.
— A Zoye não vai fugir se é o que pensa — Disse ela.
— Cadê ela? — Vociferou.
— Acha que vou te deixar ver minha amiga assim, querido? — Provocou ela. Daniel não tinha tempo ou mesmo paciência a perder com ela. Puxou Taylor pelo pulso esquelético e apertou.
— Escuta aqui, ou você me fala ou eu acabo com a Zoye quando encontrá-la. Aproveita que eu nem tô tão irritado — Cuspiu ele. Taylor não era covarde, mas não queria ver Daniel mais irado do que já estava, seria pior para Zoye. Ela decidiu mostrar-lhe a direção do quarto antes que ele fizesse alguma loucura pelo corredor.
Zoye estava desarrumando a mala e assustou-se com a violência com a qual a porta fora aberta.
Daniel! — Suspirou ela, com um sorriso no rosto. Levantou-se da cama e caminhou na direção dele. Mas Daniel não demonstrava a mesma felicidade ao vê-la.
Quando viu Zoye usando aquele shorts jeans — que mal chegava a metade de suas coxas — a encarou como se fosse uma criminosa, homicida. Como se a desprezasse.
— Dan! — Disse ela — Tá tudo bem? — Daniel fechou a porta atrás de si e passou a chave.
Ele deu quatro passos até chegar ao frigobar, o qual era decorado com um jarro de tulipas roxas.
— O que aconteceu com seu celular? — Questionou, encarando o vaso. Zoye entortou a cabeça estranhando a pergunta e tirou o aparelho do bolso.
— Nada, eu acho.
— Então por que não recebi uma ligação? Um torpedo... Sabe, no ano passado você costumava deixar alguns recados na fraternidade quando queria falar comigo e não conseguia. Mas esse ano... Esse ano não havia nada! Nem um sinal da Zoye. Não é estranho? — Perguntou, fuzilando-a com os olhos.
— Daniel, onde quer chegar com is— Antes que ela conseguisse terminar a fala, Daniel pegou o vaso de flores e jogou-o no chão. Zoye deu um passo para trás, evitando que o estilhaço chegasse a suas pernas.
— D-Daniel... — Sussurrou — Por favor, não faça isso — Zoye fechou os olhos prevendo os estragos que o garoto causaria em seu quarto. Mas o pior não seria uma TV arremessada pela janela ou uma cama quebrada. O mais perigoso seria Daniel chegar ao seu mais alto estado de loucura e causar-lhe algum dano físico, como costumava fazer quando aborrecido.
— Você acha que vai poder sumir, fugir de mim assim? Sem mais nem menos.
— Daniel, não é o que v...
— O que eu estou pensando? — Interrompeu — E no que eu estou pensando, Zoye? Que você tá me evitando? — Berrou socando a parede. Daniel chutou a pilha de caixas de papelão que se erguia no canto do quarto.
Zoye começou a tremer assustada, seus lábios vibravam enquanto os dentes se batiam em sua boca. Os dedos se torciam uns nos outros e ela deixou uma lágrima escapulir.
— Tem coragem de dizer na minha cara, Hernandez? — Desafiou — Vamos, Zoye... Fale! Fale que não me quer mais! — Daniel já estava descontrolado. Com certeza havia se drogado, e não fora algo leve. Zoye não estava com capacidade para parar e pensar qual droga Daniel injetara em si mesmo.
— Daniel, por que está dizendo essas coisas? Você sabe que eu te amo!
— Então não quer se ver livre de mim? — Insistiu ele, aproximando-se dela com o rosto em chamas.
— Não, meu amor — Respondeu ela, com a voz falha, coberta de dor.
— Você não me engana, Zoye! — Daniel pegou Zoye pego maxilar e apertou cada vez mais forte — Você tem certeza que não tinha intensão de me deixar? — Em meio a dor sufocante que ele lhe causava, Zoye assentiu, segurando firme o braço de Daniel.
— Eu te amo! — Sussurrou. Daniel jogou-a na cama e passou a mão pelo pescoço, analisando a situação na qual estava.
— O que eu faço com você, garota? — Zoye ainda tentava se recuperar, recuperar o fôlego, mas sabia que não tinha muito tempo para pensar.
Ela sentou na cama tirando a jaqueta e os sapatos. Levantou devagar aproximando-se de Daniel, que continuava de costas para ela. Passou as mãos por dentro da camisa do namorado e mordeu seu pescoço tenso.
— Você sabe muito bem o que fazer comigo...
 


Notas Finais




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