História Fast and Furious: Run or Die - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Velozes e Furiosos
Personagens Brian O'Conner, Dominic Toretto, Letty Ortiz, Mia Toretto, Personagens Originais
Tags Andrew O'conner, Astrid Martin, Correr, Furiosa, Morrer, Romance, Veloz
Visualizações 84
Palavras 1.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


✯ A cada capítulo irei colocar uma foto da Selena com uma roupa diferente, isso representará a roupa que ela está vestindo.
✯ O capítulo ainda não passou por betagem, então me desculpem qualquer erro ortográfico ou gramatical.

✯ Espero que gostem!!

Capítulo 2 - Part I - My 22 years old


Fanfic / Fanfiction Fast and Furious: Run or Die - Capítulo 2 - Part I - My 22 years old

Dez anos antes...

Estava brincando com um de meus inúmeros carrinhos quando escutei meu nome ser chamado ao longe. Desde o dia que meus pais biológicos me jogaram dentro desse orfanato, eu me sentia mais feliz e livre. Apesar de eu ter apenas doze anos, eu sentia-me presa e sozinha naquela casa. Não era feliz e eles perceberam isso.

Hoje em dia, tinha alguns amigos, mas todos preferiam  afastar-se de mim por causar muitos problemas no orfanato. Muitas das vezes arrumava confusão com garotos, e todas às vezes era castigada e ia para a “solitária”. Aquele quarto já tão conhecido por mim.

Até que um homem alto, branco, forte e careca entrou pela porta da frente com uma das mulheres que cuidava de todos nós. Todos ficaram em silêncio, sabiam o motivo de ele estar aqui. Alguém seria levado embora, e provavelmente seria um dos meninos.

Os meninos eram os mais procurados, são fortes, altos e mais cabeças. Como dizia Marlene, uma das cozinheiras dali. Não que as meninas não fossem inteligentes, mas geralmente são apenas os ricos que as adotam.

Continuei brincando com meus carrinhos fazendo barulhos de motos a cada vez que movia um deles, não ligava para nenhum deles ali e tão pouco me importava com o homem observando todos nós prestes a escolher um. Nunca criava esperanças, eu sempre me machucava achando que iria ser levada dali.

— Astrid. — assim que escutei meu nome, levantei a cabeça parando de mexer o carrinho e observei o homem mais atentamente. Ele sorria para mim e me olhava de forma diferente.

— Venha aqui, querida. Por favor.

Suspirei me levantando ainda com o carrinho na mão e caminhei até eles devagar. Eu adorava testar a paciência dela na frente dos outros, sabia que ela não demoraria muito para gritar comigo e aí começaria o meu showzinho. Na maioria das vezes, ela passou muita vergonha por ter gritado comigo. Mas depois que as pessoas iam embora, eu ia direto para a solitária.

— Querida, esse é Dominic Toretto. Ele gostou de você e quer conversar. Comporte-se viu? — sua última frase foi apenas um, “trate de ser legal com ele para você sair logo daqui”. Dei um sorriso forçado para a mulher a minha frente e a mesma saiu me deixando com o moço chamado Dominic.

— Olha aqui o pessoal é bem fofoqueiro. Quer conversar em outro lugar? — perguntei balançando meu carrinho no ar como se ele estivesse voando.

Levantei o olhar para o homem à minha frente e o mesmo assentiu. Suspirei indo até a minha cama novamente, guardei todos os meus carrinhos dentro de uma mochila e caminhei até ele mais uma vez.

— Vem comigo, conheço um bom lugar pra irmos conversar. — falei começando a caminhar para fora do dormitório, olhei por cima do ombro vendo-o me seguir e continuei andando. — Sabe, todos aqui me consideram madura demais para minha idade. Eu tive que crescer bem rápido se quisesse sobreviver com meus pais biológicos.

— Quantos anos tem Astrid? — só então ouvi sua voz desde a hora que ele chegou aqui. Sua voz era rouca e grave. Se eu estivesse em um filme de terror, ele com certeza estaria lá.

— Tenho doze. Isso não é um problema para você, não é? Quer dizer, muitas pessoas preferem adotar as crianças com menos de sete anos. — ele sorriu para mim e negou com a cabeça.

— Eu gostei de você, Astrid. Vi que gosta de carros. — fiz uma careta ao ouvi-lo dizer que gostou de mim, mas apenas ignoro e foco na questão dos carros.

— É eu gosto. Sou a única menina que brinca com carrinhos aqui. Melhor do que bonecas. — deixei uma risada alta escapar por minha boca e balancei os pés enquanto olhava para frente. — Deve ser por isso que ninguém quer me adotar, as pessoas que procuram garotas, geralmente querem as que brincam de bonecas e usam vestidos. Eu odeio vestido e bonecas.

Dominic ri com o que falei e acabei rindo também. Olhei para ele deixando um sorriso em meu rosto e ele faz o mesmo me deixando mais confortável para ficar ao seu lado.

— O que acha de ir para minha casa? Morar comigo e minha noiva. Você teria os carros que quisesse quando fizer dezoito anos. — perguntou já me fazendo ficar animada. Eu amava carros e sempre que podia tentava olhar pela janela só pra vê-los passando a toda velocidade.

Eu só não sabia que quando aceitasse ir para a casa dele, eu iria me tornar a pessoa que sou nove anos depois.

 

Dez anos depois...

 

Hoje estão fazendo dez anos de que saí daquele lugar e eu vinte e dois anos de idade. Disse a Dom que não queria festa alguma, mas sabia que ele iria tentar me agradar já que mandou-me para a casa do Brian e sempre que eu tentava sair ele me impedia.

Então, resolvi ficar por ali conversando com Brian e Mia sobre a vida de casado. Eu sei que não vou casar tão cedo, talvez com meus quarenta anos. Ou mais. Por enquanto só quero aproveitar minha vida.

De canto de olho, vejo um dos filhos de Brian passar direto pro quarto. Deve ser o mais velho deles, Andrew se não me engano. Dou de ombros sozinha e Brian ri de algo me fazendo prestar atenção nele.

— O que eu perdi? — pergunto observando-os atentamente. Mia revira os olhos enquanto Brian não parava de rir, arqueio a sobrancelha direita e fico apenas observando.

— Brian tentou contar uma piada. Ainda bem que você não ouviu. — Mia riu negando levemente com a cabeça e levantou-se para ir até a cozinha fazer algo.

Aos poucos o loiro a minha frente foi parando de rir, enxugou uma lágrima que caira e finalmente me encarou sorrindo. Odiava quando ele dava aquele sorriso em específico. Eu já sabia qual era o assunto e minha resposta era sempre a mesma.

— Nem vem, Brian. Não mesmo. — disse negando com a cabeça e cruzando os braços olhando para o lado.

Brian queria que eu treinasse o filho mais velho dele, Andrew, a ser como eu ou como Dom. Ele queria que eu tirasse da cabeça do garoto a vida de policial e o trouxesse para a nossa vida. Eu sempre dizia que não e que era para procurar outra pessoa.

— Ah qual é, Astrid?! Desse jeito eu vou ter que pedir para o Dominic. — reviro os olhos entediada.

Ele sempre dizia que iria pedir ao Dominic, mas nunca pedia. Por que agora seria diferente? Porém, se ele pedisse mesmo, Dom iria me colocar para treiná-lo e eu teria que fazer. Afinal, o cara, além de meu chefe, é meu pai.

— Você é um idiota, Brian. Por que você mesmo não o treina? Você era o melhor homem do Dom. — falo bufando enquanto brincava com meus dedos. Aquilo significava apenas uma coisa, eu estava me irritando e não era bom quando isso acontecia.

— É, até você aparecer e tirar isso de mim. Agora você é o melhor homem do Dom e eu preciso que ajude o Andrew a se decidir.

— Não — falo levantando-me para atender o celular que começou a tocar. Observo o nome no visor e sorrio de canto atendendo. — Oi Dom — silêncio. — Claro, já estou indo. É algo muito grave? — silêncio. — Não, o Brian me leva — falo olhando pro Brian e sorrio sarcástica. — Tá bem, até mais — desligo o celular e arqueio as sobrancelhas encarando o Brian. — O que eu disse é sério, você vai me levar. Eu estou sem carro aqui.

— Você é uma chata. Vamos logo antes que eu desista — eu sabia que ele não estava falando literalmente, então apenas solto uma risada andando para fora da casa. —Amor, estou indo levar a Astro pra casa.

— Tchau, Mia — grito já na varanda e volto a andar, agora na direção de seu carro. — Espera, você disse Astro? Por que diabos me chamou de Astro? Você nunca me chamou assim, O’Conner. — eu, geralmente, chamava Brian de O’Conner quando fazia perguntas a ele. Isso era fato, todos estavam acostumados com aquilo.

— Bem, eu estava pensando em apelidos para você e o único que veio em minha mente foi esse. Algum problema, Martin? — rio negando com a cabeça.

— Sem problemas. — abro a porta do carro entrando no mesmo e espero que ele faça o mesmo.

 

(...)


 

Ao invés de irmos para a minha casa, Brian me levou até onde geralmente aconteciam as corridas. Não falei nada, pois sabia que Dom provavelmente tinha feito algo para comemorar meu aniversário.

Desço do carro sendo seguida por Brian, suspiro caminhando logo atrás dele e quando entramos todos lá dentro gritam surpresa. Solto uma risada forçada fingindo estar surpresa e caminho até Dominic.

— Eu odeio você. Disse que não queria festa — Dom riu me abraçando apertado e suspirou afastando-me para me olhar. — Obrigada. Mesmo eu não querendo, obrigada pelo esforço. Sei que foi de coração. — sorrio dando um beijo em sua bochecha.

Afasto-me indo atrás de qualquer bebida alcoólica que me fizesse não prestar atenção em nada pelas próximas 48 horas. Observo todas aquelas pessoas dançando, se beijando, bebendo e correndo. Aquilo era a minha vida e, sinceramente, eu amava tudo aquilo. Não tínhamos regras, nem nada que nos impedisse de fazer o que queremos, e isso é maravilhoso.

Levanto-me indo na direção de um dos caras que cuidavam das corridas, encaro a grade de nomes e sorrio ao avistar o de Dom.

— Me coloca contra o Dominic. Agora. — ordeno  vendo-o mover-se para colocar “El Diablo” ao lado de Dom, rio sabendo que seríamos os próximos e vou atrás de um dos meus carros.

El Diablo era o nome usado apenas em corridas que eu não queria ser identificada. Quase nunca saia do carro para saudar o meu adversário quando usava esse nome, mas ele já era muito conhecido dentro das pistas.

Eu estava com uma Lamborghini Gallardo Spider LR560-4 branca e com o desenho de labaredas de fogo nas laterais. Eu nunca usei aquele carro antes, estava arrumando ele faz um bom tempo e agora finalmente iria usar contra Dom. Ele que me aguarde.

Letty iria dar a largada, estava com um vestido vermelho que ia até metade de suas coxas e botas pretas de cano curto. Ela estava bastante sexy e com certeza iria desconcentra-lo.

De repente, ela levou as mãos para debaixo do vestido e tirou a calcinha balançando-a no ar. Solto uma gargalhada olhando para o carro de Dominic e o vejo apertando o volante enquanto mordia o lábio sorrindo. Ele olhou na direção do meu carro, minha sorte era que os vidros eram escuros, então ele não conseguiria me ver.

Volto minha atenção para a estrada e logo a largada é dada fazendo-me tirar o pé do freio e pisar no acelerador. Obviamente saio antes de Dom, ele tinha se desconcentrado com o show da Letty e iria perder pelo menos alguns segundos tentando se concentrar novamente. Isso era ótimo para mim.

Hoje, se eu ganhar essa corrida, eu vou revelar a El Diablo a todos. Nunca tinha corrido contra o Dom como El Diablo, então, se eu ganhá-lo seria como alavancar minha carreira aqui dentro. Já tinha derrotado os melhores corredores, faltava apenas ele.

Troco de marcha acelerando cada vez mais, giro o volante para a esquerda fazendo a curva e olho pelo retrovisor não conseguindo vê-lo. Arqueio a sobrancelha olhando para o lado e sorrio quando vejo que estamos lado a lado. Deixo que ele use o turbo dele, quando vejo que iria acabar, aperto o botão perto do volante e o ultrapasso ganhando a corrida.

— Isso. — rio batendo no volante, sorrio animada enquanto escutava todos gritando “El Diablo”.

Eu iria revelar agora quem era El Diablo, um legado que eu mesma tinha criado de algum modo e adorava tudo aquilo. Abro a porta do carro e saio do mesmo me mostrando a todos que gritam ainda mais. Sorrio levantando as mãos para o alto e solto uma gargalhada. Estava animada com minha vitória, até eu escutar aquela voz.

Astrid?

 


Notas Finais




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