História Fast and Furious: Run or Die - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Velozes e Furiosos
Personagens Brian O'Conner, Dominic Toretto, Letty Ortiz, Mia Toretto, Personagens Originais
Tags Andrew O'conner, Astrid Martin, Correr, Furiosa, Morrer, Romance, Veloz
Visualizações 56
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Seeeeeeeeei que sumi. Sumi de todas as minhas histórias na verdade.
Bem, vou atualizar a Fast & Furious hoje e a DYBIN amanhã.
Desculpe mesmo por sumir, mas eu voltei.
Enfim, até lá embaixo.

Brad Pitt como Sean Williams.

Capítulo 3 - Part I - Night Inside the Car


Ouvir aquela voz novamente era como se me levasse de volta para meu passado. Levasse-me de volta a época de torturas que sofri quando estava presa a ele. Dominic tinha deixado bem claro que o queria longe de mim, longe da minha vida ou de qualquer coisa que me afetasse. E eu contava com que ele ouvisse e obedecesse a Dom.

Virei-me lentamente para o dono da voz recuando alguns passos ao vê-lo. Neguei com a cabeça algumas vezes resmungando coisas sobre não ser real, procurei Dominic ou até mesmo Brian por ali e não os encontrei. Estava sozinha com meu antigo agressor.

 

Quatro anos antes...

Eu estava andando sozinha na rua, estava indo na direção de minha casa até algo ser posto em minha cabeça e me empurrarem para dentro de um tipo de carro. Deveria ser uma van, não sei muito bem. Estava mais preocupada em gritar por socorro, mesmo sabendo que ninguém ali me ouviria.

Estava começando a ficar com medo, sabia que não era para demonstrar, e eu estava me esforçando para isso. Dominic sempre me disse que demonstrar medo para o inimigo é sinal de fraqueza, e eu odiava parecer fraca.

—Conseguiram pega-la? ―escutei uma voz um tanto rouca falar, parecia estar fora do carro e não me via. Pelo menos eu não sentia nenhum olhar sobre mim. Segundos depois escutei a porta da van ser aberta, engoli seco e respirei fundo até ouvir a voz novamente. — Vocês deixaram a garota assim à viagem inteira? Vocês são três idiotas.

Parecia que o homem se aproximava cada vez mais de mim, aquilo me dava vontade de me afastar, mas me mantive firme ali parada. O pano foi retirado de minha cabeça e eu imediatamente fechei os olhos devida à claridade do local.

Aos poucos fui abrindo os olhos para me acostumar, olho para fora da van e encaro os olhos cor de mel a minha frente. Ele era loiro, tinha braços fortes e completamente tatuados. Arqueei a sobrancelha tentando entender o que estava acontecendo ali, olhei para os três homens atrás dele e me surpreendi ao ver um dos ex-capangas do meu pai.

― Traidor. Você é um traidor. — gritei querendo sair do veiculo ― Eu vou fazer meu pai matar você. Ele vai matar todos vocês. — gritei novamente e parei meu olhar no loiro a minha frente que me olhava curioso.

Cuspi em seu rosto e trinquei o maxilar. Sabia que provavelmente iria levar um tapa ou algo do tipo, não deu outra. Senti meu rosto arder logo após virar para o lado esquerdo, engoli o choro e respirei fundo ao ser puxada para fora do carro.

― Você está me machucando, seu gorila. — tentei me soltar enquanto o cara loiro me puxava para algum lugar que eu nem fazia ideia de qual era. Revirei os olhos sentindo-o apertar ainda mais meu braço em sua mão. ― Você faz ideia de quem eu sou? Astrid Martin, filha de Dominic Toretto. — senti minhas costas bater com força no chão após ser jogada contra o mesmo, levantei um pouco o corpo e encarei o meu sequestrador.

― E eu sou Sean Williams. Sabe quem eu sou? Sabe o que eu sou? Faz alguma ideia de com quem seu pai se meteu? — eu não tinha respostas para aquelas perguntas, então apenas fiquei quieta o encarando.

Quatro anos depois...

 

Estava um pouco perdida com aquele homem a minha frente, certamente não era para ele estar ali. Era para o mesmo estar preso por trafico de drogas e pessoas. Diversas vezes tentei sair dali, mas o mesmo parava na minha frente me impedindo. Naquele momento minha coragem tinha ido para o lixo.

― Alguém procura o Dom pra mim. Agora. — ordenei com a voz um tanto tremula, a presença dele me causava arrepios dos pés à cabeça.

Aquele homem em si me dava certo medo, me dava vontade de me esconder até que eu tivesse certeza de que estava segura. Sean sempre foi o cara mais grosso, agressivo e carinhoso ao mesmo tempo em que já conheci. Sempre que queria algo de mim, era carinhoso e me dava atenção. Mas não era bom responde-lo, era agredida e às vezes ficava dias sem comer ou levantar. Aquilo ferrou com minhas pernas por alguns dias.

― O que aconteceu, Astrid? Ficou muda?— Sean zombava da minha falta de fala. Respirei fundo fechando os olhos brevemente, quando voltei a abri-los, Dom estava na minha frente já gritando para Sean sair dali. Sair da minha vida de uma vez por todas.

Neguei com a cabeça entrando no carro, ligando o mesmo novamente e saindo dali em disparada. Não queria pagar para ver, era bem capaz de rolar tiroteio e eu realmente não estava querendo me enfiar nisso hoje. Não no dia do meu aniversario.

Minutos depois de dirigir sem rumo algum pelas ruas de Los Angeles, estaciono dentro do quintal de minha casa e saio do carro indo para dentro da casa. Esperava não encontrar ninguém, nem mesmo os empregados. Queria apenas ficar dentro da minha banheira e relaxar, tirar toda essa tensão de mim.

(...)

Fazia algumas horas que eu estava trancada dentro do quarto apenas relaxando dentro da minha banheira, Letty já tinha me chamado diversas vezes dizendo que Brian, Mia e os dois filhos iriam vir até aqui para um jantar em família. Eu, obviamente, não queria comparecer, mas como é meu aniversario e esse jantar é justamente para isso, ficaria chato.

Após o banho, coloquei minha lingerie de rende preta e vesti o resto de minha roupa. Coloquei um tênis preto, fiz uma maquiagem rápida e peguei meu celular para descer as escadas. Bem na hora que Dom me gritou.

―Astrid! — neguei com a cabeça rindo baixo, sai do quarto e logo apareci no topo das escadas descendo as mesmas enquanto olhava algo no celular. Ri sozinha negando com a cabeça mais uma vez, ao descer o ultimo degrau, levantei a cabeça e sorri encarando Brian com os braços abertos.

― Achou que eu tinha me esquecido? — o loiro perguntou após eu me atirar em seus braços recebendo um abraço apertado do mesmo, ri em respostas e assenti com a cabeça logo após. Afastei-me indo na direção de Mia, abracei a mesma e apenas sorri para Andrew que retribuiu. Ele, claramente, não queria estar ali tanto quanto eu. ― Como assim você achou que eu tinha esquecido. Astrid é seu aniversario de vinte e dois anos. Impossível esquecer isso. Até porque, Dominic me mata se eu esquecer o aniversário da minha afilhada.

— Ei, eu não faria isso coisa nenhuma. ― olhei para o Dom arqueando uma das sobrancelhas e o mesmo riu baixo me abraçando de lado. — Vamos jantar família.

(...)

Depois do jantar e de algum tempo apenas conversando, me levantei da mesa sem ninguém perceber e fui até a sala de fininho e peguei a chave do meu carro. Queria sair dali o mais depressa possível, porque certamente o assunto ficaria tenso com o decorrer da noite.

Escutei passos atrás de mim, virei à cabeça levemente para trás podendo ver Andrew me seguir. Suspirei entrando na garagem e desativando o alarme. Ao longe escutei Dom me chamar, mordi o lábio inferior e dei a volta no carro.

― Se for vir comigo, entra no carro de uma vez. — entrei no lado do motorista o observando se sentar no banco do passageiro. Apertei o botão para abrir a garagem e dei ré vendo Dom parar na frente do carro, revirei os olhos trocando de marcha e girando o volante de um modo que eu saísse dali rapidamente. — Graças a Deus, ar livre.

― Não gosta de jantar em família? — escutei a voz de Andrew soar ao meu lado, neguei com a cabeça para respondê-lo.

― Gostar até gosto, o problema é que depois eles começam a beber e falar da minha vida amorosa. Em especial o Brian. — respondi acelerando aos poucos, eu sabia que o Andrew não tinha esse contato direto com a velocidade, então não acelerei logo de cara para não assusta-lo tanto. ― Brian vive me dizendo que eu deveria arrumar um namorado logo, porque assim eu não correria tantos riscos. — na verdade, Brian sempre me diz para eu conversar com Andrew, talvez sair com ele e quem sabe ter algum tipo de relacionamento.

Eu sempre dizia que isso era ridículo e que nunca iria acontecer. Bem, talvez nunca seja uma palavra bem forte para ser dita assim.

― E você quer um namorado? — arqueei as sobrancelhas com sua pergunta, girei o volante para esquerda entrando em uma rua completamente deserta e acelerei ao máximo enquanto abria um sorriso aos poucos.

― E porque eu iria querer? Eu ‘tô feliz sozinha, gosto de correr riscos e sou apaixonada por adrenalina desde criança. — virei em uma curva de repente e gargalhei com a expressão que O’Conner Junior fez. Neguei com a cabeça e sorri de canto. ― Se eu quiser alguém ao meu lado, terá que aguentar tudo isso comigo. Porque não vou mudar meu estilo por ele.

— Então, quer alguém do mesmo ramo que você? Tipo aquele tal de Sean? ― ao ouvir o nome dele ser pronunciado, deixei que o carro quase saísse da estrada. Respirei fundo e o olhei rapidamente.

— Não fale o nome desse cara nunca mais enquanto estiver perto de mim, beleza? Não sabe nem metade das coisas que passei com ele. ― falei relembrando do meu segundo dia naquele lugar junto a Sean.

 

Quatro anos antes...

Já era, provavelmente, quatro da manhã quando escutei a voz de Justin dentro do cômodo escuro em que eu estava. Aquele lugar tinha cheiro a mofo, sangue e morte ao mesmo tempo. Sabia que enquanto estivesse ali, meus dias seriam contados. Williams não iria ficar comigo aqui por muito tempo, nada mais do que alguns meses, isso se meu pai não me achasse antes.

Levantei meu corpo aos poucos, estava com dor por estar dormindo de mau jeito no chão. Suspirei encostando as costas na parede esperando que alguém aparecesse, seja para me dar comida ou para qualquer outra coisa. Odiava ficar sozinha.

— Vá ver se a garota acordou se não, acorde-a. ― escutei a voz rouca de Sean, me levantei e caminhei até a grade tentando ver a minha volta. Mordi o lábio inferior, recuei a ver um dos caras que trabalhavam para meu pai e neguei com a cabeça logo em seguida.

― Não encosta em mim. — falei recuando até encostar na parede. O homem entrou na cela, segurou meu braço com força e me puxou para fora dali enquanto eu tentava me soltar. O que era inútil já que ele era muito mais forte que eu.

No lugar para que estava me levando, tinha uma cadeira e uma mesa cheia de facas e outras coisas que com certeza causavam dor. Respirei fundo tentando não deixar meu medo transparecer, Dom tinha me ensinado a suportar a dor por mais de meses. Isso era até bom, porque assim eu suportaria as torturas de Williams por mais tempo. Não iria me render assim.

Após ser jogada, literalmente, sobre a cadeira e amarrada, observei Sean se aproximar com uma faca em mãos. Não era uma faca qualquer, era a que estava dentro da minha bolsa apenas para defesa. Não estava acreditando que ele iria usar a minha própria faca para minha tortura.

— Reconhece a faca? ― perguntou, porém não respondi e arqueei a sobrancelha como se estivesse o desafiando. Ele precisava de mim viva para tirar, qualquer que fosse a coisa, o que ele queria de meu pai. — Quero ver você continuar muda quando estiver toda cortada. ― continuei com uma expressão de paisagem apenas o olhando encostar a lamina afiada em minha pele e descer por meu rosto levemente. — Que os jogos comecem. ― disse somente e saiu de perto.

Quatro anos depois...

 

Após alguns minutos dirigindo, parei em uma parte da cidade em que dava para ver todo o resto. Sai do carro sendo seguida por Andrew e respirei fundo passando a mão na nuca. Eu queria me livrar de todos esses dias em que passei presa no galpão do Sean, eu vivi meus piores pesadelos ali.

Aproximei-me de uma pedra e me sentei sobre a mesma apenas observando a cidade logo abaixo. Eu sempre vinha aqui com Dom, ele dizia que era um ótimo lugar para pensar ou apenas para extravasar a raiva. E realmente era.

— Meu pai me trouxe aqui pela primeira vez quando eu tinha sete anos ainda. ― falei para Andrew que estava a alguns metros atrás de mim, tombei a cabeça para o lado e sorri de canto fechando os olhos. — Eu venho aqui sempre que preciso pensar ou me acalmar.

Senti o mesmo sentar do meu lado e logo abri os olhos. Virei minha cabeça em sua direção para observa-lo e fiz careta negando com a cabeça.

― Não sei você, mas não quero voltar pra casa hoje. — escutei Andrew falar e logo soltei uma risada baixa enquanto me deitava na grama encarando a lua.

― É, nem eu.


Notas Finais


Oláaaaaaaaaaa, tudo bom? Espero que sim né.
Bem, mais um capitulo para vocês ai.
Até o próximo.
<3

✯ Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=29gznQRgKlQ


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...