História Fatal Error: Fall For You - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Anjos, Demonios, Especial Mês Do Halloween, Jin, Jungkook, Kooktae, Kookv, Taehyung, Taejin, Taekook, Vkook
Exibições 712
Palavras 4.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


!AVISOS IMPORTANTES ANTES DE LEREM ESSA FANFIC!

- Não tenho a intenção de ofender nenhum crença ou religião, tudo e qualquer citação bíblica nessa fanfic é usada apenas como base para o enredo.

- Toda e qualquer lenda, teoria, conto, ou como quiserem definir citado aqui foi exclusivamente criado por mim, então não é real.

No mais é isso, espero que gostem, perdão pelos erros juro sempre deixo passar alguma coisa.

Capítulo 1 - Fatal Error: Remember


Sua cabeça latejava como nunca antes, estava zonzo, mal conseguia andar. Tudo que enxergava não passava de borrões. Sentia a boca seca e sua garganta dolorida como se não bebesse água há dias. Flashes de momentos atrás começavam a lhe bagunçar mente. Queria e como queria entender o que tinha acontecido. Corpos no chão e uma pessoa gritando com medo. Tudo era confuso, nada parecia lúcido ainda. Suas pernas começaram a fraquejar. Tentou se segurar em alguma coisa, mas tudo que tinha ao seu redor era uma parede lisa. Acabou deslizando por ela, até cair no chão. Respirava fundo, como se lhe faltasse ar. Fechou os olhos tentando se acalmar e colocar alguma coisa em ordem, mas nada parecia funcionar.

— Taehyung...

Escutou a voz de alguém. Olhou para os lados, mas não conseguia distinguir nada. Olhou para cima e conseguiu identificar uma silhueta. Tentou focar no rosto da pessoa, porém parecia impossível, assim como entender o que ela estava falando. Sua cabeça doía ainda mais, levou as mãos até seu ouvido. Queria que isso parasse logo, era como se sua mente fosse explodir no próximo segundo. Viu tudo ficando preto e a voz da pessoa ecoando ao longe. Tudo parecia se acalmar, estava confortável.

 

~

 

A luz forte começava a incomodar. Tentou abrir seus olhos, mas suas pálpebras pareciam pesadas demais; fizera um grande esforço até que conseguiu olhar o lugar. Tudo era tão claro e branco, além de muito organizado, mesmo que estivesse confuso, não precisava de muito para saber que esse não era seu quarto.

Apoiou suas mãos no colchão tentando se levantar. Onde diabos estava? O que tinha acontecido? Como havia parado ali? Forçou sua mente para se lembrar da noite anterior e acabou sentindo uma forte pontada. Ah sim. Se lembrava perfeitamente da dor, porém não o motivo dela ter ocorrido. Também se lembrava de alguém aparecendo para lhe ajudar, mas não sabia quem era. Talvez fosse o quarto dessa pessoa. Pisou no chão e parecia conseguir andar normalmente.

Sentiu o cheiro de café vindo de uma porta ao fim do corredor, lá deveria ser a cozinha. Seguiu até lá e encontrou o anfitrião do local terminando de preparar a bebida. Ainda não o reconhecia. Será que havia sido salvo por um estranho? Não sabia se era sua mente lhe pregando peças no momento, mas jurava que tinha escutado seu nome sendo chamado e um estranho não tinha como saber disso. Não havia dito nada antes, ou tinha? Estava muito confuso ainda.

— Oh, bom dia — o até então desconhecido o saldou.

Taehyung acenou com a cabeça, não achava que conseguiria falar no momento, tinha certeza que sua voz falharia bastante e sua garganta ainda doía.

— Sente-se a mesa, acabei de preparar o café, acho que será bom para você.

Acabou fazendo o que o estranho falou. De alguma forma, aquela pessoa havia lhe salvado, então não era nenhuma ameaça. Pelo menos, não teria lógica ser.

— O que aconteceu ontem? — Talvez o estranho tivesse a resposta e sabia que conseguira falar agora, depois de tomar um pouco de café.

— Encontrei você em um beco caído no chão, você me preocupou bastante, Taehyung — não era uma ilusão, o estranho realmente sabia seu nome.

Eles se conheciam? Se sim, porque não se lembrava dele? Tentou buscar em sua memória tê-lo visto em algum lugar. Olhando bem seu rosto ele lhe era um pouco familiar, porém ainda parecia impossível para si lembrar quem ele era.

— Como sabe meu nome?

— Ah sim, você não se lembra de mim — o estranho parecia um tanto desanimado.  — Estamos na mesma turma de História da Arte. Me chamo Jeon Jeongguk.

Agora tudo parecia fazer sentido. Por isso seu rosto lhe era familiar. Queria pedir desculpas por não o ter reconhecido, porém realmente não fazia ideia de quem ele fosse, não costumava falar com muitas pessoas na faculdade, na verdade, só tinha um amigo no qual dividia um apartamento.

Ah sim, Seokjin. Talvez ele estivesse preocupado consigo, não havia avisado que iria passar a noite fora. Na verdade, nem ao menos ele mesmo sabia disso. Bateu as mãos em seus bolsos tentando sentir seu celular, precisava dele. Mas não o encontrava. Ficou na dúvida se tinha o perdido na noite passada. Não custava nada perguntar.

— Você sabe onde está meu celular? — se arrependeu de ter feito a pergunta desse jeito, parecia ser de forma acusatória. — Quer dizer, se eu estava com ele quando você me trouxe para cá — se corrigiu.

— Bom, se for o celular que estava caído ao seu lado, eu o deixei na cômoda ao lado da cama. Se quiser posso buscar para você.

— Não precisa, não quero mais abusar da sua boa vontade. — Taehyung se levantou da mesa. — E a propósito, muito obrigado.

— Por nada. — Jeongguk sorriu e foi inevitável para Taehyung não reparar no quão sincero parecia. Realmente, ele era uma boa pessoa, talvez devesse se deixar aproximar de outra pessoa.

Foi em direção ao quarto que estava antes. Viu a cômoda ao lado da cama e percebeu seu celular em cima dela. Estava feliz por não o ter perdido, não teria dinheiro suficiente para comprar um novo tão cedo.

Ligou o visor e se assustou ao ver que tinha trinta chamadas perdidas. Lembrava-se que estava há apenas uma noite fora, não tinha motivos para tanta coisa. Acabou se assustando ainda mais ao ver que todas eram de Seokjin. Também haviam cerca de quinze mensagens perguntando sobre seu paradeiro.

Precisava retornar as ligações. Nem ao menos chamou uma única vez e logo o amigo atendeu. Era engraçada essa preocupação que Seokjin tinha consigo, e apesar de bem exagerada, Taehyung gostava. Era bom ser importante para alguém.

— Onde você está? O que aconteceu? Está machucado? Ainda é o Tae? — Seokjin falava rápido demais e Taehyung apenas ria.

Sempre se sentiria melhor por culpa desse jeito de Seokjin.

— Eu estou bem, ainda sou eu e estou na casa de um amigo. Acho que respondi todas as perguntas.

— Não, faltou me dizer o que aconteceu. Você sumiu Taehyung, não atendia ao telefone ou mandava alguma mensagem. Eu nem consegui dormir essa noite. Além do mais, que amigo é esse? Você nunca havia me falado de nenhum amigo novo.

— Jin, fica calmo, ok — conseguia visualizar perfeitamente o amigo bagunçando os próprios cabelos, tentando se acalmar. — Eu não sei muito bem o que aconteceu ontem, mas Jeongguk me ajudou. Estamos na mesma turma de história da arte, fique tranquilo.

— Eu ficarei tranquilo se você voltar para casa logo.

— Logo estarei de volta, até mais Jin hyung — não quis esperar Seokjin responder, sabia que ele apenas iria brigar consigo por não dizer que ia voltar imediatamente e só desligou o telefone.

— Algum problema? — graças a pergunta feita, notou Jeongguk parado na porta do quarto o olhando.

— Só meu amigo se comportando como minha mãe. — Taehyung respondeu guardando seu celular em seu bolso. — Muito obrigado Jeongguk-sshi, eu nem sei o que seria de mim se você não tivesse me ajudado.

— Não precisa agradecer, eu seria um monstro se te deixasse sozinho naquele estado. — O rapaz sorrira docilmente e acabou contagiando Taehyung.

— Você está longe de ser um monstro, diria que está mais para algo como, um anjo? — assim que sugeriu escutou Jeongguk rindo como se tivesse escutado a coisa mais engraçada do mundo. — É sério, que outro tipo de ser ajudaria alguém assim? Ainda mais um desconhecido.

— Mas você não é bem um desconhecido para mim, eu sempre estive te observando —  Jeongguk acabou deixando sua fala morrer e abaixou a cabeça envergonhado. — Quer dizer, nós estudamos juntos, então eu acabo te vendo na sala de aula as vezes e — tentava se explicar de alguma forma, mas parecia se embaralhar ainda mais.

Taehyung abaixou sua cabeça um tanto constrangido e mordeu seu lábio. — Mais uma vez obrigado. Eu, preciso ir. De verdade muito obrigado. — Se curvou minimamente e sorriu.

— Tem certeza que se sente bem? Se quiser ficar mais um pouco até melhorar, não é incomodo algum.

— Eu já estou bem, juro. Eu não sei o que aconteceu ontem, mas você cuidou bem de mim e se eu demorar um pouco mais, é capaz do Jin chamar o FBI para me encontrar — riu de sua última frase e viu Jeongguk sorrir também.

— Certo. Tome cuidado.

Taehyung confirmou mexendo sua cabeça e quando estava prestes a sair, teve uma ideia. — Ei, você está com o seu celular aí? — Jeongguk concordou. — Me empresta ele?

— Aqui. — O rapaz lhe entregou o aparelho confuso. Taehyung apenas sorriu e começou a teclar uma sequência de números e logo seu celular começou a chamar. — Pronto, agora você tem meu número e eu o seu. Se quiser, eu te aviso quando eu chegar em casa.

— Ficarei mais tranquilo — Jeongguk sorriu mais vez abaixando seu rosto um pouco sem jeito.

 

~

 

Assim que virou a esquina para chegar no prédio onde morava com Seokjin, viu o amigo encostado no muro que cercava o local. Logo ele estava correndo em sua direção, tocando seu corpo como se quisesse garantir que tudo estava realmente no lugar. Foi inevitável para Taehyung começar a rir do desespero do mais velho.

— Eu disse que estou bem, hyung.

— Você não me assuste assim novamente, Kim Taehyung — Seokjin usava um tom severo de repreensão. — Eu nem consegui dormir essa noite e você não atendia o celular. O que aconteceu ontem?

— Acho melhor entrarmos — Taehyung forçou um sorriso começando a andar em direção ao prédio.

Os dois ficaram em silêncio durante todo o percurso até o sexto andar, onde chegaram no apartamento seiscentos e três em que moravam. Taehyung apenas caminhou alguns passos até se jogar no sofá presente na sala. Levantou suas pernas para que Seokjin pudesse se sentar e logo as deitou novamente no colo dele.

— Então, o que houve.

— Eu não sei explicar — Taehyung fechou seus olhos tentando se lembrar do que havia acontecido anteriormente, mas ainda sim suas lembranças estavam bem confusas. — Eu estava voltando para casa quando minha cabeça começou a doer e tudo parece confuso. Não consigo me lembrar de nada até eu acordar na casa do Jeongguk.

— Você disse que estudavam juntos, mas nunca ouvi você falando dele antes. Quem é esse Jeongguk?

— Nós nunca conversamos antes, ele parece ser bem na dele, quase nunca fala com ninguém. Não esperava que ele fosse me ajudar.

— Sei — Seokjin tinha um tom desconfiado, mas resolveu deixar de lado. — Eu não confio muito nele, se nunca falou com você antes, então devia querer algo.

— Duvido um pouco, ele me parece bastante sincero e me realmente tomou conta de mim. Acho que ele só tinha dificuldades em falar com outras pessoas.

— Que seja — Seokjin ignorou o que Taehyung falava — Você se lembra da história da queda dos anjos?

— De novo com essa história Jin? — Taehyung se levantou sentando-se no sofá e olhando de forma indignada para o amigo. — Eu acabo de dizer que desmaiei e você vem com papo sobre uma história que nem real é?

— Tae, essa história é real sim.

— Olha, Jin hyung, eu realmente te admiro muito, principalmente seu amor por angelologia, mas não confunda com a realidade.  — Se levantou do sofá esticando um pouco seu corpo e começou a andar em direção ao seu quarto. — Acho que vou dormir novamente. — Foi o que dissera antes de entrar no cômodo e fechar a porta.

Se jogou de bruços sobre a cama e suspirou ao fechar seus olhos. Conseguia se lembrar da sensação de angústia que sentira noite passada. Alguns flashes dominavam sua mente, mas tudo era confuso demais. Lembrava de gritos, sangue e uma luz tão forte que seria capaz de cegar qualquer pessoa. No entanto, quanto mais pensava sobre isso mais sentia que tudo não havia passado de um sonho maluco que tivera.

Pegou o seu celular e lembrou-se que prometera a Jeongguk que avisaria quando chegasse. Havia se esquecido disso e talvez até o próprio rapaz, mas prometera e Taehyung não gostava de falhar com suas promessas. Salvou o numero desconhecido que estava nas chamadas não atendidas e logo abrira o aplicativo de mensagens para falar com Jeongguk. Seria menos constrangedor do que ligar.

Mandou uma mensagem simples e rápida apenas avisando que havia chegado bem em sua casa. Realmente não fazia ideia de como falar com ele, já que antes de hoje nunca haviam trocado nem ao menos um cumprimento como “Bom dia! ”, por exemplo. Talvez por isso tivesse se assustado tanto ao ver que sua mensagem fora respondida segundos depois.

Fico feliz que esteja bem

E que não tenha se esquecido

Realmente achei que não iria avisar

Taehyung acabou rindo. Ao que parecia além de estar na expectativa de um aviso, Jeongguk pensava da mesma forma que ele. Essa, no entanto, fora a deixa para que se sentisse mais à vontade em conversar com ele. Conseguiram até mesmo entrar em um assunto o qual logo se tornava outro e outro. Nem ao menos notou que acabara passando a tarde inteira conversando com ele, seguindo para a noite até ele eventualmente pegar no sono.

 

~

 

Tudo a sua volta parecia girar. A única coisa que conseguia ver eram vultos; borrões em cores no tom magenta e vermelho sangue. Tudo parecia escuro demais, assim como sua respiração pesada. Suas costas doíam como se estivessem quebrando seus ossos e sua garganta arranhava como se estivesse há semanas sem beber água.  Encostou-se na parede em algum beco que entrara para tentar se recuperar.

Você se sentirá melhor se parar de se controlar. Uma voz rouca pôde ser ouvida vindo do breu presente naquele lugar.

Taehyung forçou seu olhar tentando identificar a quem ouvia, mas mesmo se estivesse em seu melhor estado, seria impossível ver alguém perante tamanha escuridão. Entretanto, podia notar uma certa particularidade, estranha e assombrosa de certa forma. Olhos no mais puro vermelho sangue e a íris formando um losango perfeito e negro.

Eu posso fazer tudo se tornar mais fácil, basta se entregar a mim. A voz continuara e de alguma forma parecia mais próxima do que antes. Vamos lá, Taehyung, eu não posso me aproximar de você se você não me aceitar.

Quem diabos é você? conseguira responder, ainda que de forma sofrida devido a dor que começava em sua cabeça. Eu só queria que isso parasse.

Eu posso fazer parar, é só você se entregar a mim.

Não conseguia responder. Sentia apenas sua cabeça latejar ainda mais. Seu corpo ficava fraco, sentia suas pernas começarem a ceder. Fechou seus olhos com força na esperança de que isso fosse amenizar algo, mas tudo parecia apenas piorar.

Taehyung

— Taehyung! — Uma voz conhecida e bastante familiar lhe fez despertar.

Abriu suas pálpebras, sua visão ainda está um pouco turva, mas logo conseguiu focar no rosto de Seokjin que lhe olhava preocupado.  

— Você está bem?

Apesar de ter escutado perfeitamente a pergunta, seu cérebro demorou alguns segundos para processá-la. Sua cabeça ainda parecia girar, mesmo que não doesse, acabou encostando no travesseiro novamente e percebera que tentava controlar sua respiração. 

— Estou. — Finalmente conseguira falar e se sentia mais calmo. — Foi só um pesadelo.

— Você se lembra de algo?

Negou. Por algum motivo não se sentia à vontade em contar para Seokjin. Principalmente por ser a coisa mais estranha que já havia sonhado e tinha em mente que o amigo acabaria voltando com a teoria louca sobre anjos novamente.

— Você sabe que eu nunca lembro do que eu sonho.

Seokjin o olhou um pouco desconfiado, mas preferiu não forçar o assunto. Taehyung nunca conseguira esconder algo de si por muito tempo, então logo descobriria.

— Certo. Eu estou terminando o café da manhã. Se arrume e venha.

Taehyung apenas concordou e viu Seokjin sair do quarto em seguida. Deitou novamente no colchão e tapou seus olhos com o braço.  Respirou fundo e tentou organizar as lembranças do sonho que tivera. Mesmo que fosse estranho todo o cenário é principalmente o que estava sentindo era o mesmo, tirando aquela pessoa falando consigo.

 

~

 

— Tem certeza que está tudo bem? Você pode sentir algo de novo. — Seokjin falara ao terminar de colocar o café da manhã à mesa.

Era uma rotina dos dois todos os dias serem assim: Seokjin preparando algo para comerem e logo os dois conversando enquanto se alimentavam. Como uma verdadeira família.  Muitas vezes Taehyung parava para se perguntar como os dois não eram de fato irmãos de sangue.

— Se eu perder a explicação do projeto eu perco a chance de poder respirar um pouco mais esse semestre. — Explicou levando um pouco da comida a sua boca. — Além disso, está tudo bem.

— Você quem sabe — Seokjin deu de ombros continuando a comer —, mas se acontecer algo, avise que eu te busco.

— Certo, mamãe Jin. — Taehyung brincou recebendo uma careta do amigo como sempre acontecia quando ele agia desse jeito tão protetor.

Após terminar de comer, voltou ao seu quarto para pegar suas coisas e ir para a faculdade. Precisou se apressar um pouco ou correria o risco de perder o ônibus e de nada adiantaria caso chegasse atrasado demais. Sabia perfeitamente como a professora de história da arte era irritante e com certeza o marcaria na próxima avaliação se o visse chegando nem que seja cinco minutos atrasados para sua aula.

Sentado no banco mais ao fundo do ônibus próximo a janela, deixou com que sua mente se perdesse observando a paisagem. Passava por aquele caminho todos os dias e tinha bastante o costume de caminhar por ali. O setor possuía alguns parques e muitas lojas, era sempre um bom entretenimento para qualquer coisa que desejasse fazer na rua durante ao dia.

O ônibus parou por culpa do sinal vermelho e Taehyung deixou seus olhos fixos no beco que era possível ver mais adiante. Lembrava-se daquele lugar, passou por ele sábado à noite antes de desmaiar, além de ser o lugar de seu sonho. Acabou focando sua atenção em cada detalhe daquele lugar na esperança de conseguir se lembrar de algo, mas logo o veículo em que estava começou a acelerar novamente. Talvez devesse voltar ao lugar mais tarde.

Olhou em seu relógio e viu que faltava dez minutos para o início da aula. Chegara no tempo correto e ainda com uma mínima vantagem para sentar-se em seu lugar sem se preocupar com o olhar acusador da professora. Seu lugar preferido na sala de aula era na fileira ao lado da janela e fora lá que se sentara novamente. Diferente do que acontecia geralmente, onde apenas ficava observando a paisagem até a professora chegar, ficou observando os alunos entrarem na sala.

Não iria negar que estava na expectativa de encontrar Jeongguk. Apesar de terem começado realmente a conversar ontem, queria muito se aproximar mais dele. O garoto de cabelos castanhos, pele clara e um rosto angelical e infantil lhe cativou de uma forma que começou a se questionar o motivo de nunca ter conversado com ele antes. Lembrava-se vagamente dele mais ao fundo da sala, sempre na dele, talvez tenha ficado com receio de se aproximar.

Não demorou muito para vê-lo entrando na sala, vestido um moletom preto, calça jeans, um tênis e uma boina tampando parte de sua cabeça. Taehyung sorriu acenando para ele e torcendo para que ele não lhe deixasse no vácuo. Seria bastante constrangedor. Jeongguk levantou sua mão esquerda timidamente acenando para si com um sorriso bem discreto no rosto branco que agora parecia estar um pouco corado. Fora impossível para não rir, pelo pouco que conversou tanto pessoalmente quanto online com o garoto, pôde perceber que ele era um pouco tímido.

— Olá! — Jeongguk falou ao se aproximar de Taehyung e depositar a mochila que usava na cadeira ao lado da que ele estava se sentando. — Eu não esperava que você fosse falar comigo aqui — confessou sinceramente.

— Não vejo motivos para não falar com você aqui — Taehyung esboçou seu mais sincero sorriso — e eu sempre tive certa curiosidade em falar com você, mas você parecia tão na sua, achei que fosse atrapalhar se eu falasse antes.

— Eu só tenho dificuldade em me aproximar das pessoas — Jeongguk começara a mexer em seu cabelo, ajeitando sua franja.

Antes que pudessem continuar o assunto a professora chegou na sala, já pedindo a atenção de todos. Como Taehyung imaginava antes de sair de casa, ela começou a explicar sobre o projeto que teriam que fazer para concluírem essa matéria. Era algo relacionado a uma exposição que deveria ser feita em grupos de até três pessoas. Cada um poderia estar livre para escolher o tema que quisesse e teria algumas restrições que ela iria explicar quando todos tivessem seus devidos temas.

— Hey, Taehyung! — Sua atenção fora desperta ao escutar a voz de um de seu amigo, Park Jimin, lhe chamando. — Eu e o Baekhyun vamos fazer juntos, o que acha de se juntar a gente? — ele sugeriu.

— Eu — antes que que realmente respondesse, voltou seu olhar para Jeongguk que tinha a cabeça abaixada fazendo algumas anotações em seu caderno. Ele era o único da sala que não procurava ninguém para fazer dupla. — Ei, já sabe com quem vai fazer o projeto?

— Sozinho — ele respondera imediatamente.

— Teria algum problema em fazermos juntos? Tenho certeza que será trabalhoso fazer sozinho e seria uma boa experiência trabalharmos juntos.

— Mas seus amigos já lhe chamaram para o grupo deles, você não precisa fazer isso — Jeongguk tentou protestar, mas fora interrompido.

— Desculpa, Jiminie, eu vou fazer dessa vez com o Jeongguk, fica para uma próxima. — Falou um pouco mais alto para o amigo escutar e viu ele apenas concordando e voltando a conversar com Baekhyun. — E eu não estou fazendo porque você me ajudou antes e sim porque eu realmente quero, além de ser uma boa oportunidade de sermos amigos. O que acha?

Jeongguk sorrira de forma tímida e balançou a cabeça concordando. — Eu já pensei em um tema. Eu sou apaixonado no renascimento e acho que uma exposição com esse estilo seria bastante interessante. O que acha?

— Adorei a ideia. — Taehyung tinha um tom animado. — O que acha de passarmos na biblioteca para pesquisarmos mais sobre as obras para fazermos juntos?

— Na verdade, eu já tinha pensado: antes a arte era valorizada quando era algo religioso e o renascimento veio para mostrar uma nova arte. Poderíamos mesclar os dois, mas voltado para os fundamentos do renascimento. Existe uma lenda que eu sempre fui apaixonado e — Jeongguk parara de falar ao olhar para Taehyung com receio de estar se empolgando demais. — Claro, se você não se importar.

— Não me importo — Taehyung  fora sincero. Na verdade, estava encantado com a forma mais extrovertida que ele estava nesse momento e de alguma forma, não estava se importando com o que poderia ser essa lenda. — Pode continuar.

— Certo, eu irei resumir a história para você — sorrira antes de continuar. — Você já deve ter ouvido da famosa guerra que existe entre anjos e demônios, no entanto, ela não é bem assim. Demônios não estavam nos planos de Deus e eles só passaram a existir por culpa de Lúcifer que fora o primeiro anjo a desafiar a vontade de Deus e aí que entra a verdadeira história, claro de acordo com a lenda:

“Os anjos são seres criados com um determinado objetivo. Eles não têm direito de escolha sobre o que querem ou não fazer, apenas seguem cegamente o que Deus lhes ordena, sendo seus mais fiéis companheiros. Entretanto, Deus não satisfeito apenas com a companhia dos anjos, também criou o homem. Porém, diferente dos anjos, havia dado o direito de escolha ao homem e isso despertou o sentimento de inveja em Lúcifer, então ele começou a tentar se livrar do controle de Deus sobre si. Ele descobriu que se conseguisse se relacionar com a nova criação de Deus poderia ter controle sobre suas vontades novamente. Desse relacionamento nascem os nefilins que são metade anjos e metade humanos.

Ao descobrir isso, Deus o expulsou do que as pessoas conhecem como paraíso e para diferenciá-lo dos outros anjos deixou com que suas assas se tornassem negras. Só que Lúcifer foi apenas o pivô para outros anjos fazerem o mesmo e muitos outros nefilins começaram a nascer. Os nefilins possuem o mesmo poder que os anjos e o mesmo direito de escolha do homem. Sendo assim são bastante poderosos, mas como são híbridos apenas despertam seus poderes angelicais caso seja desperto por algum anjo e ele poderá ter assas brancas ou negras que só aparecerem no decorrer de suas vidas.

Desde então, anjos e os chamados de demônios travam uma guerra para que todos os nefilins sigam seu caminho. O que lúcifer escolheu ou o que Deus escolheu para eles. “

— Eu já escutei essa história antes, mas tinha algumas modificações. — Taehyung comentou após Jeongguk terminar de explicar. Fora impossível não se lembrar de Seokjin lhe falando sobre isso e o quanto ele insiste que essa história é real.

— Sempre tem modificações, conheço todas elas, mas essa é a que eu acho mais interessante. Enfim, minha ideia era usar os nefilins como base para nossa exposição, o que acha?

— Uma ótima ideia. Tenho certeza que será bem inovador.

Jeongguk concordou e em seguida se levantou, seguido de Taehyung, para irem falar com a professora e falar sobre o tema escolhido.  Agradeceram ela não ter implicado com nada do que planejaram e sorriram cumplices um para o outro.

— Taehyung — Jeongguk chamara quando estavam saindo da sala. — Obrigado por querer fazer esse trabalho comigo. Eu — abaixou sua cabeça e respirou fundo —, eu sempre observei você, te achava bem legal e queria me aproximar, mas não sabia como. Então, eu realmente estou muito contente.

— Eu também estou. — Taehyung esboçou seu melhor sorriso e obteve como resposta os mesmo de Jeongguk.

 


Notas Finais


E aí? Gostaram? Sim? Não? Você não devia estar atualizando suas outras fanfics? Sim, eu devia, eu sempre devia, mas eu realmente queria fazer algo voltado para temas sobrenaturais ainda mais com a chegada do halloween e depois que saiu Blood Sweat & Tears veio o plot perfeito e pá, Milly foi escrever pq senão ia ficar louca.

E é isso. Juro que vou atualizar tudo que tenho pra atualizar um dia, não me cobrem, tudo tem seu tempo e essa fanfic não é nada longa, é uma short fic pq eu amo short fic. Não deixem de comentar, o comentário de vocês me deixa ainda mais animada em escrever.

Bjs bjs

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