História Fate or Luck? - Capítulo 14


Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Ashley Brouillette, Aspen Leger, Bariel Pratt, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Elise Whisks, Emmica Brass, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, Natalie Luca, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer, Tuesday Keeper
Tags A Seleção, América, Maxon, Romance
Visualizações 311
Palavras 3.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, leitores do meu coração. Nunca tive a oportunidade de desejar um feliz 2017 para vocês, já que o último capítulo que postei foi ano passado. Peço desculpas, mas chegou a hora de desabafar.
A verdade é que eu tive um péssimo ano na escola. Eu estava com muita dificuldade e enfrentando alguns problemas, então comecei a formar uma bola de neve e acabei me perdendo. Eu reprovei gente. Perdi um ano e isso me deixou muito mal, então parei de escrever. Minha família ficou bem decepcionada comigo e isso só piorou tudo, fazendo com que eu perdesse a motivação continuar a fanfic.
Mas graças a Deus esse ano as coisas estão sendo diferentes. Minha família me apoiou e eu decidi permanecer na escola e refazer o ano. Antes pensei que seria horrível reprovar, e claro que não foi a melhor coisa do mundo, mas foi o melhor pra mim. Estou me dedicando mais e agora as coisas estão dando certo.
Só que para isso acontecer sem que eu repita o mesmo erro de 2016, preciso de uma certa distância do spirit.
COMO ASSIM UMA CERTA DISTÂNCIA? VOCÊ PRATICAMENTE NEM POSTA CAPÍTULOS AQUI, DEMORA UMA ETERNIDADE. Deve ser o que vocês estão pensando. Mas eu digo e repito: darei o meu melhor para terminar essa fic. Eu não irei abandoná-la.
A prova disso é a minha coautora. Eu estava conversando com ela sobre o final da história e espero que todos gostem do que preparamos para vocês.
Obrigada aqueles que permaneceram aqui, sempre esperançosos por um novo capítulo e fazendo o meu dia com os lindos comentários motivadores de vocês. Amo todos vocês leitores. Obrigada por essa chance, pelo carinho e por não desistirem de mim!

Capítulo 14 - Chapter 13


Fanfic / Fanfiction Fate or Luck? - Capítulo 14 - Chapter 13

LEIAM AS NOTAS INICIAIS POR FAVOR! 

POV America:

Arrastei Maxon em direção a um par de portas francesas, que levavam para uma pequena varanda, uma das muitas com vista para os jardins. Queria um pouco de privacidade, o que estava difícil naquele salão.

Me encostei na sacada e Maxon se posicionou na minha frente.

- Acho que já sei o que quero em troca do acordo do parque de diversões - ele comentou, depositando seus braços no balcão de pedra, me deixando presa entre eles.

- E o que seria? - perguntei mordendo o lábio inferior.

- Por favor, não faça isso. Assim fica difícil me controlar perto de você.

- Que pena. - falei agarrando seu blazer e puxando-o para mais perto.

Maxon acariciou meus lábios com o dedo, analisando-me com seus olhos cor de mel. Em seguida, se aproximou e roçou seu nariz no meu, dando-me um beijo de esquimó.

- Quero um próximo encontro com você.

- Acho que posso fazer isso. - concordei e aproveitando a proximidade, selei nossos lábios.

[...]

POV Maxon:

Na manhã seguinte, acordei com um sorriso no rosto. A noite anterior havia sido incrível. Depois do momento na varanda, America e eu demos um jeito de fugir da festa sem chamar atenção. Provalmente algumas horas depois as pessoas sentiram nossa falta e provalmente nos chamaram de irresponsáveis, mas eu não ligava. Só queria passar mais tempo com America, já que a última semana havia sido bem corrida.

Caminhamos juntos pela rua e a seu pedido, levei-a para uma sorveteria. As pessoas nos encaravam por conta de nossas roupas, mas não demos a mínima. Estávamos nos divertindo muito para ligar para o que os outros pensavam de nós.

- Acho que esse é o melhor sorvete que eu já provei na minha vida.

- Você é realmente uma apreciadora da culinária, não é? Sem querer ofender, mas você come de tudo. - ri fraco.

- Comer é um dos meus hobbies favoritos. Adoro experimentar coisas novas - falou provando outra colher do sorvete e em seguida, revirou os olhos, mostrando que aprovara o sabor.

- Qual sua comida favorita? - perguntei.

- Sem dúvidas torta de morango. Conheço um lugar que tem uma impecável. Poderia te levar lá um dia desses.

- Eu adoraria.

- E você? Alguma preferência? - indagou.

- Acredito que não. Prefiro tirar fotos de banquetes do que me servir deles.

- Como eu poderia esquecer? Você é um amante de fotos.

- Meu professor custumava dizer que uma fotografia é um instante de vida capturado para a eternidade.

- Que poético.

- Fotografia para mim é como música para você. Faz parte de quem somos.

- Eu não poderia discordar de uma palavra que disse.

- Sabe... eu sempre tive o sonho de estudar fotografia. Mas, quando entrei na universidade, meu pai me obrigou a fazer administração. No tempo livre que eu tinha, comecei a fazer um curso de fotografia sem ele saber. Pretendia terminá-lo e viajar pelo mundo como fotógrafo, mas com o acidente dos meus pais tive que parar. Depois que assumi a empresa foi difícil continuar.

- Eu sinto muito pelos seus pais... Mas você não deveria desistir dos seus sonhos só porque o destino traçou outro caminho para você - ela disse apalpando minha mão - Meu pai costumava me dizer uma frase de Walt Disney: "se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade."

- Obrigado. Pelas palavras.

- Pode contar comigo. Para o que precisar.

Por um instante, encarei seus olhos azuis. Eu desejava me perder na profundidade deles.

Toquei seu rosto e me inclinei para perto dela, roçando nossos lábios.

A beijei lentamente, saboreando o gosto doce de sua boca.

- Para um segundo encontro, isso não foi nada mal. - America comentou assim que nos separamos.

- Eu estou tão encrencado. - confessei.

- Por quê? - ela estava confusa.

- Porque estou começando a me apaixonar por você.

[...]

Levantei e fui fazer minha higiene matinal. Quando já estava pronto, desci e fui tomar café da manhã. Encontrei Tom na cozinha, com Mary, que preparava seu leitinho. Beijei sua cabeça e fiquei brincando com ele enquanto Anne preparava minhas panquecas.

Depois de comer, preparei um prato de waffles com morango e mel para America, que não havia acordado ainda. Me despedi de Tommy e voltei para o segundo andar, seguindo em direção ao quarto de America.

Bati levemente na porta, mas ela não respondeu. Adentrei o comôdo e a encontrei estirada em sua cama.

Deixei o prato em seu criado-mudo e fui abrir as cortinas para entrar luz no recinto. Porém, ouvi grunidos vindos da cama, desaprovando minha ação.

- Maxon, fecha isso agora.

- Mas já é dia, meu amor.

- Eu acho melhor você fechar essa cortina ou não te deixarei sair desse quarto.

- Ficar aqui preso com você me parece uma otima idéia. - provoquei-a e recebi um travesseiro na cara como resposta.

- Tudo bem... seu pedido é uma ordem. - falei obdecendo-a.

Depois de fechar a cortina, pulei em sua cama e fiquei observando-a dormir.

- Maxon, o que você está fazendo? - disse abrindo os olhos para me encarar de volta.

- Você é muito fofa enquanto dorme. Alguém já te disse isso?

Ela não conseguiu esconder o sorriso.

- Você é um bajulador. O que você quer?

- Eu trouxe o seu café da manhã e é assim que você me agradece? - falei fingindo estar magoado.

- Nesse caso, eu peço desculpas. O que você trouxe para mim?

- Interesseira. Sua comida é mais importante do que esse homem maravilhoso na sua cama?

Ela riu.

- Se eu fosse interesseira, faria isso? - disse dando-me um beijo rápido.

- Tudo bem, me convenceu.

[...]

Depois do café da manhã, fomos nos arrumar para a aventura do dia: o Central Park.

O irmão de America, Gerard, não foi conosco, pois iria para uma partida de futebol com seus amigos. Tom, por outro lado, queria ir novamente ao parque de diversões, mas o conveci a seguir para o nosso destino inicial.

- Papai! - protestou.

- Nós iremos para um parque diferente dessa vez. Podemos andar de bicicleta, fazer um piquenique e até mesmo visitar o zoológico. Fiquei sabendo que existem pinguins por lá.

Ao ouvir isso, Tom se animou e mudou de idéia imediatamente.

- Vamos, papai! - falou me arrastando até a porta.

[...]

Chegando no parque, America e eu levamos Tom direto para o Zoológico. Ele estava ancioso, afinal de contas nunca havia visto a maioria daqueles animais.

Ele ficou maravilhado com todas aquelas espécies. Visitamos os pandas vermelhos, os leões-marinhos, os pinguins (claro), os ursos polares, o leopardo da neve, os macacos e os pássaros tropicais. Porém, o que mais o impressionou foi o show das focas. Acho que ele encontrou uma nova obsessão.

No final da manhã, fomos desfrutar do nosso piquenique. America me dava morangos na boca e eu não poderia reclamar da atenção que estava recebendo dela ultimamente. Era incrível como as coisas haviam mudado.

Tudo estava indo tão bem. Eu me sentia uma pessoa diferente. Era como se finalmente tivesse encontrado a peça que faltava no quebra-cabeça da minha vida. A paz que eu sempre busquei: uma família unida.

Então, de repente, tudo desmoronou.

Todos desfrutavam do piquinique. Por conta da fome, tirei da cesta um sanduíche de manteiga de amendoim com geléia. Pela sua aparência ele parecia delicioso.

Percebendo o que eu tinha em mãos, Tommy, que comia frutas com Mary, implorou por um pedaço.

Eu estava cedendo, mas America reprovou minha ação.

- Maxon, não fique dando essas besteiras para ele. Tom é uma criança em crescimento, precisa comer coisas saudáveis.

- Mas não é você que aprova a idéia de experimentar coisas novas? Qual o mal que há nisso?

Sem relutância, peguei um pedaço do sanduíche e entreguei para Mary dá-lo à Tom.

Em seguida, puxei America para uma caminhada. Ela ainda estava um pouco chateada por eu tê-la desobedecido, então comecei a fazer cócegas nela. Seu riso era tão contagiante que logo eu também estava rindo.

Abracei-a pela cintura e levantei-a do chão em um giro, mas logo fui interrompido por um grito. Era Mary.

Corremos juntos de volta para averiguar o que havia acontecido na nossa ausência e a cena não foi nada agradável: Thomas estava tossindo muito e seus lábios estavam inchados.

- Meu Deus, Maxon! Ele está tendo um reação alérgica.

- Deve ter sido alguma coisa que ele comeu. - Mary falou em prantos.

- O amendoim... - falei percebendo a idiotice que havia cometido.

- Você sabia disso? - America pegou Tom no colo e tentou acalmá-lo.

- Claro que não! Você acha que eu faria isso de propósito com meu próprio filho? - perguntei, exaltado.

- Como asim você não sabia disso? Ele é seu filho! - ela rebateu.

- America, agora não é a hora para discutirmos. Tom precisa ir para o hospital imediatamente!

- Qual é o hospital mais próximo? - questionou, desesperada.

- O Hospital do Central Park.

- Pegue-o. - disse-me entregando Thomas. - Irei buscar o carro.

- Não dá tempo - declarei, percebendo que o estado de Tom era grave. - Ele não está conseguindo respirar.

Ajeitei Tommy em meu braços e sem pensar duas vezes começei a correr. A distância até o hospital era de dois minutos. Tom não tinha muito tempo.

- Maxon, o que você está fazendo? - ouvi a voz abafada de America atrás de mim, mas não olhei uma vez sequer para trás. Eu precisava salvar Thomas e por isso corri o mais rápido que pude.

- Por favor Tommy, permaneça comigo. Você é forte, aguente só um mais pouco.

Ele continuava tossindo e agora seus olhos também estavam inchados. Isso só me motivou a correr mais e mais.

- Eu não irei te abandonar. Eu prometo, serei um pai melhor daqui para a frente. Só por favor, me dê uma chance. Não me deixe.

Avistei a entrada do hospital e empurrei todos que estavam em meu caminho. Encontrei um médico na recepção e implorei ofegante:

- Por favor, me ajude! Salve o meu filho! Ele tem alergia a amendoim e não está respirando.

- Uma maca, rápido! - gritou para os outros médicos que passavam.

Imediatamente trouxeram a maca e deitaram Tom nela.

- É uma reação alérgica. As vias respiratórias estão bloqueadas e ele apresenta edema de glote. - falou examinado-o - Injetem adrenalina, agora!

O processo foi muito rápido. Uma enfermeira apareceu com uma injeção e logo depois que a injetaram, Tom pareceu respirar novamente. Eu senti um alívio muito grande, mas mesmo assim não conseguia relaxar completamente.

Eu quase o perdi.

Por fim, removeram a maca e vi o pequeno corpo de Tom se afastando de onde eu me encontrava. Queria segui-lo, mas fui impedido pelo guarda da recepção.

- Senhor, por favor aguarde aqui.

Não lutei contra ele. Simplesmente o obdeci e sentei em um sofá próximo a mim.

Alguns minutos depois, America chegou. Ela estava acompanhada da babá de Thomas, ambas com expressões de preocupação.

Fui na direção delas, e as tranquilizei ao informar que Tom já estava respirando e havia sido levado para o receber o tratamento.

- America... você está bem?

- Eu preciso de distância, Maxon. Por favor, só fique longe de mim.

- Eu sei que você acha que tudo isso é minha culpa, e eu lhe dou razão, mas...

- Sabe o que eu acho, Maxon? Eu acho que tudo isso foi uma idéia ridícula!

- Eu só queria tivéssimos um dia divertido e que pudéssemos aproveitar todos juntos...

- Você acha que isso foi divertido? Nós quase perdemos Thomas!

- Pare de agir desse jeito! Você acha que eu não sei? Eu carreguei Tom até aqui, com medo de ser tarde demais. Com medo de perdê-lo a qualquer momento!

- Eu te avisei que não era uma boa idéia dar o sanduíche para ele! Mas você só faz o que quer!

- Não foi meu propósito!

- Não posso pagar pelas consequências do seus atos! Não posso perder outra pessoa importante para mim!

- Eu também perdi a minha família, ok? Você não é a única que passou por perdas difíceis! Você não sabe muita coisa sobre mim!

- Exatamente! Eu não te conheço direito! Não sei porque achei que isso poderia dar certo!

- America...

- Nós somos estranhos um para o outro. Pessoas completamente diferentes!

 - Você só está dizendo isso por conta da raiva.

- Não é só a raiva. É a verdade.

- Nessas últimas semanas nos conectamos, America. Eu sei que você sentiu o mesmo que eu.

Ela respirou fundo.

- Maxon, os meus sentimentos por você não foram a única razão de eu ter te dado uma chance. Tommy foi o principal motivo. Nunca quis que mudasse por mim. Tudo o que eu queria era que você se tornasse um bom pai para seu filho.

- Eu estou tentando! - rebati.

- Maxon, eu estava enganada em Hamptons. Hoje você provou o quanto não está preparado para ser pai!

- Você está julgando que eu não sou um bom pai só porque eu dei pasta de amendoim para Tom? Eu não sabia que ele tinha alergia!

- Esse é o problema! Que tipo de pai não sabe o que causa alergia no seu próprio filho? - retrucou - É sua obrigação saber e protegê-lo!

- Eu me esforçarei mais!

- Você deixou Tom de lado por três anos! Realmente achou que poderia aparecer depois desse tempo todo e simplesmente assumir o "cargo"?

- America, você não entende...

- Mas eu quero entender! - ela exigiu.

- Eu... não posso.

- Tudo bem. Se essa é a sua escolha, então eu respeito. Mas respeite a minha: nós precisamos dar um tempo. - falou se afastando - Vamos, Mary. Tenho que informar Amélia do ocorrido.

Eu não fui atrás dela. Não poderia competir com suas palavras. Ela estava certa. Eu tentei tarde demais.

[...]

- O pai de Thomas Schreave? - perguntou a enfermeira que acabara se adentrar a recepção.

- Sou eu. - falei elevando a voz e levantando do sofá.

- Seu filho está reagindo bem ao tratamento, mas vai ser necessário ficar em observação.

- Muito obrigado.

- Você teve sorte dessa vez - alertou - Se quiser visitá-lo, ele está no leito 2.

- Obrigado - falei me afastando dela e adentrando o quarto do hospital.

Encontrei-o deitado em uma maca, dormindo. Ele estava com uma expressão pacífica, diferentemente da última em vez que o vi.

Naquele momento, meu coração apertou.

O que eu havia feito?

Me aproximei dele, ficando ao lado da cama. Acariciei seus cabelos, e o observei abrir seus olhos lentamente. Ao focalizar a visão em mim, ficou agitado e começou a chorar.

- Vai ficar tudo bem, Tommy. Já passou. - disse secando as lágrimas que escorriam sem parar na sua bochecha.

- E-eu q-quelo a m-mamãe. - disse entre soluços.

- Logo logo estaremos em casa.

[...]

Eram 23h quando liberaram Tom. Cheguei em casa exausto. Levei-o para seu quarto e indiquei para Mary o horário das medicações que ele precisaria receber nos próximos dias para cumprir o tratamento. Em seguida, fui para o quarto da minha avó.

Bati na porta e alguns segundos depois ela abriu. Amélia tinha marcas de sono no rosto. Ela deveria estar nos esperando esse tempo todo.

Ao me ver, sua expressão passou de cansaço para tristeza.

- Imagino que America já lhe contou o que aconteceu.

- Max...

- Eu sinto muito, vó.

- Ele está bem?

- O médico receitou um cortecoide para a próxima semana. Disse que Tom vai se recuperar rápido.

- Graças a Deus. E você? Como está?

- Nada bem. - falei adentrando o quarto e sentando na beira da cama.

- Maxon, você não sabia...

- Vó, America está certa. Eu abandonei Tom por tempo demais. É culpa minha.

- Eu nunca concordei com o que você fez com Thomas, porém nós dois sabemos o que aconteceu entre você e a mãe dele. Tudo o que você passou... foi demais. Isso te afastou de Tom, mas eu sei que você nunca desejou esse tipo de relação pai e filho.

- Eu sempre imaginei uma realidade diferente para mim e meu filho. Desejei ser diferente do meu pai, mas não consegui. Esse era meu maior medo.

- Maxon, você não é parecido com seu pai. Você é gentil, solidário e tem um bom coração.

- Eu estraguei tudo, vó. Não sei como você ainda não desistou de mim. Eu fui tão injusto com a senhora. Eu sinto muito e peço que me perdoe.

- Maxon, - falou sentando ao meu lado na cama - eu jamais desistiria de você. Você é sangue do meu sangue. Minha única família. É claro que eu te perdôo.

Meu olhos encheram de lágrimas e eu a abracei.

- Eu só queria uma vida normal. Nunca pedi por nada disso.

- Eu sei, meu querido. Mas o mundo pode ser injusto conosco. Você já passou por bastante sofrimento, mas vai ser recompensado no final. Terá a vida que merece.

- Obrigada vó, por sempre estar do meu lado. E desculpe minhas faltas, eu juro que não irão mais acontecer.

- Eu acredito em você, meu garoto. Mas talvez eu não seja a única que mereça um pedido de desculpas.

- America deixou bem claro que não quer me ver.

- O tempo a fará mudar de ideia. Afinal de contas, vocês moram sobre o mesmo teto e criam um criança juntos.

- America pode ser bem persistente. E ela está muito magoada.

- Voce sabe por quê Maxon. Lembra o que sua mãe costumava lhe dizer quando era criança?

- Mentiras e segredos, são como um câncer na alma. Eles devoram o que é bom e deixam apenas destruição para trás.

- Minha Amberly estava certa. Segredos podem ser mortais e destruir até o mais forte dos relacionamentos.

- Eu quase contei a ela hoje de manhã.

- E o que o impediu de continuar?

- Tenho medo de perdê-la.

- Mas você já a está perdendo. Maxon, a verdade é esclarecedora.

- Você acha que se eu lhe dissesse, ela seria capaz de me perdoar?

- Só há uma forma de descobrir.


Notas Finais


Beijo 😘 para todos e por favor deixem suas opiniões aqui em baixo!


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