História Father - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bottom!taehyung, Crossdresser, Hazzabs, Incesto, Kooktae, Kookv, Não Pede Mais Fanfic Ari, Taekook, Top!jungkook, Vkook
Exibições 444
Palavras 6.948
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oioioi! mais uma fanfic que eu fiz pra Ari, de novo, provavelmente a última pq eu não aguento mais escrever Kookv gente saahshaj
agora incesto, então já aviso, se não gosta pare aqui mesmo
não tenho mais nada pra dizer, só me desculpem se ficou estranho, eu não sei mais fazer lemon, eu acho
Boa leitura

Capítulo 1 - Don't bless me, father, for I have sinned


Ajeitando a máscara em seu rosto e a mochila nas costas,  Jeon Jeongguk estava pronto para desembarcar daquele avião. Estava feliz,  mas de alguma forma,  voltar o deixava meio cabisbaixo.  Já haviam se passado quatro anos desde que fora mandado embora de sua própria casa por seus próprios pais,  mesmo sabendo que eles tinham um e mais outros motivos,  não se conformou na hora.

Voltar para casa depois de quatro anos, sem ver seus familiares ou pessoas conhecidas, ele se sentia um estranho, mas era isso, ou voltar para o lugar de onde viera.

O ar frio de Busan o fez ficar arrepiado mesmo agasalhado com roupas de inverno,  juntando o nervosismo também,  ele suava frio, temia de como seria a relação com seus pais ao colocar os pés na porta de casa.

Ele se lembrava muito bem de quando foi mandado embora,  segundo seus pais,  ele havia atingidos todos os limites postos em sua vida,  e aquilo era inadmissível. Tudo aconteceu em uma noite,  apenas uma noite.

Ele sempre foi aquele adolescente popular, que tinha tudo e todos ao seus pés,  sempre ia as festas e sempre acabava fazendo besteira.  Ele bebia,  fumava,  fazia sexo loucamente em qualquer lugar,  Jeongguk era um adolescente totalmente errado,  totalmente sem ética perante a sua família. Mas se ele realmente se importasse com isso,  ele teria parado na primeira bronca,  mas não,  ele não estava nem aí mesmo.

Sabendo do perigo que corria se fosse pego por seus pais,  ele tentava ser cauteloso ao máximo,  tipo não voltar para casa bêbado,  ou com cigarros e ervas no bolso,  mas naquela noite... Ele não sabia como havia sido tão descuidado e se deixado levar por algo... Por alguém,  para ser exato.

Em meio aos bares e boates que frequentava, ele ficava com pessoas diversas,  homens e mulheres, obviamente seus pais não sabiam dessa outra parte, ser bissexual estava fora de cogitação, mas novamente ele não dava a mínima. Seus pais não sabiam, isso só até aquela noite.  Foi tudo culpa da droga alucinógena que experimentou junto com alguma bebida,  mas ele jurou ter tido  a fantasia mais louca e errada de sua vida em uma boate.

Jeongguk não era criado sozinho,  ele tinha um irmão,  Kim Taehyung,  ainda se lembrava dos traços infantis que transpareciam nele,  dois anos mais novo que Jeon,  o Kim era doce e correto,  ele era bajulado e amando,  falando dessa forma Jeongguk até poderia sentir inveja,  mas na verdade ele não sentia nenhum pingo, o que  ele sentia era desejo.

Sendo todo errado daquele jeito,  ele só queria passar pelos lugares e manchar as pessoas com sua impureza. Ele só queria brincar de tornar as coisas erradas mais do que já eram, e essas coisas erradas envolviam Kim Taehyung sim. O mais novo era bonito,  tinha madeixas castanhas escuras e os olhos rasgados largos,  sua boca era grande e lábios carnudos formando um quadrado quando sorria ou fazia caretas. Ele tinha só quatorze anos quando isso aconteceu...

Bem como se lembrava,  Jeongguk tinha um desejo absurdo de ter seu irmão mais novo de um jeito errado, tipo sem roupas e a mercê de seus toques para desfrutar do corpo do mais novo sem pudor algum,  ele pensava  nisso toda vez que via Taehyung sendo manhoso ou fofo, mas por trás,  transparecendo um olhar travesso de criança que consegue tudo o que quer.

Se lembrava também de uma lista de sonhos eróticos que teve com o mais novo,  as cenas invadindo sua mente atual o deixava nervoso e pensativo de como estaria Taehyung agora,  e se ele se lembrava do ocorrido também, na verdade,  ele descartou essa ideia de se  perguntar se o Kim se esquecera, afinal,  não há como tirar aquilo da cabeça de ninguém.

De volta a lembrança,  quando estava naquela boate sozinho, rodeado de pessoas, porém,  se sentindo em um deserto, ele avistou no meio de todos ali uma silhueta que se movia em sua direção,  como se só ele estivesse ali. Mas seus olhos o estava enganando, ele via em sua frente praticamente uma réplica de seu irmão mais novo,  Taehyung. Piscou os olhos incontáveis vezes até o garoto se aproximar mesmo,  bem perto.  Ele usava uma camisa clara e suas coxas estavam amostra,  não usava nada além da cueca, em sua coxa,  havia um laço,  e meias finas cobriam suas pernas até os joelhos, deixando Jeongguk sedento.

- Tae... - ele disse como um sussurro,  o cara em sua frente debruçou sobre si.

- Eu posso ser quem você quiser esta noite - mordeu o lábio antes de trocar um beijo molhado com o desconhecido.

Não sabia mesmo quem era,  só sabia que era muito parecido com seu irmão mais novo,  e ainda vestido daquela forma o deixou mais desejável,  era inevitável não pensar em Taehyung,  era inevitável não pensar em foder seu irmão agora,  o desejo saltou para fora de seu corpo como se estivesse em crise de abstinência, e como um desesperado,  não demorou muito para arrastar aquele cara super parecido com Taehyung para sua casa,  sem pensar em nada.

Assim que chegaram,   não deu nem tempo de subir para o quarto,  as luzes da sala estavam apagadas,  apenas um abajur ligado iluminava o local. Ele jogou o garoto no sofá e se despiu rasgando suas roupas, quando se viu,  já estava sendo chupado e gemendo. E quando menos se viu ainda,  o garoto desconhecido cavalgava em seu colo rebolando o fazendo imaginar Taehyung de verdade ali.

Em segundos,  a luz da sala foi acesa relevando ali,  no pé da escada,  Kim Taehyung,  com os olhos arregalados e imóvel.

Jeongguk sorriu e aumentou a velocidade das estocadas no outro sem tirar os olhos do irmão.

- Ah... Taehy... - ele gemeu alto,  Taehyung nem piscava - Isso, rebola... Vai,  Tae...

Estava louco, agora só enxergava Taehyung ali,  se insinuando para o menor parado na escada, ele queria que Taehyung se tocasse para ele,  queria ter o corpo do irmão como tinha daquele cara agora.

- Taehyung,  eu vou foder bem gostoso... Você vai gritar meu nome... Você vai... Ahhh... - isso foi tudo antes de se desmanchar e antes de alguém aparecer atrás de Taehyung.

-  O que significa isso, Jeon Jeongguk?

Era seu pai. E aquela foi a última noite para cometer erros.

Depois daquilo,  uma discussão horrenda começou,  eles brigaram feio. A mãe de Taehyung o levou para seu quarto as pressas e ele estava em choque,  sua mãe tentou o acalmar,  mas já era tarde quando aquilo estava gravado em sua mente concretamente.  Por fim, Jeongguk fora mandado para um seminário,  por mau, a força. 

Foram quatro anos de agonia, mas teve que se acostumar,  estudar para ser padre não era sua praia,  ele não gostava de nada disso,  se sentia em uma clínica,  um manicômio,  onde ele se via amarrado em uma camisa de força.  Foram os piores anos de sua vida.  Quatro anos sem sexo, sem drogas, sem contado com o mundo lá fora,  sem nada de errado,  agora ele se perguntava se estava mesmo purificado, ao olhar para trás,  suas bochechas ganhavam uma cor,  de vergonha ou algo do tipo,  mas não sabia dizer se estava mesmo arrependido, somente queria que essas coisas não se repetissem para não voltar naquele lugar novamente.

 

     

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Parado em frente a sua casa,  cujo não mudara muita coisa desde que saira, apenas a cor mais desbotada e a grama um tanto alta por conta da falta de aparação, ele estava nervoso,  e antes mesmo de bater a porta,  ela foi aberta revelando uma mulher que ele conhecia muito bem. Era sua mãe. 

Ele não disse nada,  apenas ficou parado na frente da mulher com a mochila nas costas e uma expressão indefinível,  já por outro lado,  depois de uma breve análise,  ela caminhou na direção do filho e o abraçou, Jeongguk aspirou o aroma familiar e aos poucos foi se acalmando.

- Oi - ela dissera.

- Oi, mãe - sorriu fraco.

Entraram para dentro rapidamente e ele depositou sua mochila em um sofá,  não falou muitas palavras, ele queria subir para o seu quarto,  tomar um banho e dormir. Provavelmente,  acordar só na hora do jantar.

- Seu pai não está aqui agora,  você deve estar cansado...

- É... Estou - sorriu fraco - Estou com saudades também  - deixou escapar,  o que era verdade.

- Vamos conversar muito na hora do jantar,  não se preocupe.  Suba, você precisa de conforto,  se precisar de algo me chame, na verdade... Não vou ficar te tratando como hóspede. Seja bem - vindo novamente,  Jeongguk.

Sua mãe o selou na testa antes de se virar, olhou para a escada e respirou fundo.  As lembranças o atingiam em cheio,  mas apenas sacudiu a cabeça para afastar aquilo.

Em seu quarto, ele tomou um banho e foi descansar, era por voltar das quatro da tarde quando pregou os olhos de verdade,  em sua cama macia e suas coisas que ainda não foram removidas, sentia-se completo e confortável,  tamanha felicidade que o fazia respirar se forma límpida e suave, trazendo assim, um delicioso cochilo para si.

 

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- Guk - um sussurrar baixinho o atingiu com lufadas de ar próximas a sua orelha enquanto ainda dormia - Guk.

 

Agora era chacoalhado levemente, seus olhos foram se forçando para abrir, mas estavam pesados demais,  mesmo assim,  pela pouca visão que tinha,  ele enxergava uma pessoa em sua frente,  sentiu um cheiro muito bom e abriu os olhos ainda mais. Deu um pulo para trás se sentando,  com o coração quase saltando para fora de tanto nervosismo.

Kim Taehyung estava ali em sua frente,  com um sorriso ladino nos lábios. Jeongguk arregalou os olhos morrendo de vergonha, afinal, a última vez que o viu, disse coisas absurdas e erradas,  era impossível não se lembrar.  E tudo o que ele mais temia aconteceu.  Taehyung estava lindo.

Com seus cabelos tingidos de um loiro vivo meio amarelado, com brincos na orelha e ombros bem mais largos, estava alto,  crescido,  mas ainda sim tinha uma aura jovial quase infantil. Sorriu vendo Jeongguk o analisar e se levantou da cama.

- Mamãe está chamando para o jantar,  você vem? - ele arqueou uma sobrancelha.

- 'Ta... 'To indo - esperou Taehyung dar as costas e surtou.

Se chocou contra a cama e socou o travesseiro urrando baixinho, amaldiçoou Taehyung por estar tão lindo,  mais do que antes,  se amaldiçoou por perceber que não havia superado nada e que agora ele estava ferrado porque teria que lidar com isso por um bom tempo.  Suspirou tentando acalmar a respiração e se ajeitou.  Todos estariam lá,  sua mãe, seu pai e Taehyung,  de fato,  o irmão mais novo era o alvo da preocupação principal da consciência de Jeongguk.  Ele teria que ser forte.

Os passos do caminho eram lentos,  ele não queria ir, em partes,  mas estava com saudades da comida caseira,  o cheiro brotou em seu nariz assim que apareceu de soslaio no cômodo,  antes de adentra-lo por completo.

Dentre seus estudos no seminário,  ele havia aprendido a seguir regras. Regras altamente religiosas e rígidas,  ele sabia muito bem que era errado desejar seu irmão mais novo depois de tudo o que passou e aprendeu lá.  Portanto,  ao se sentar na mesa,  Jeongguk fechou os olhos e respirou fundo,  relembrando de todas as punições tomadas por ser um pecador.

O diálogo demorou a começar,  quando sua mãe começou a disparar perguntas sobre como era onde ele estava,  apenas respondia com "legal", "sim", "aham", e dificilmente levantava seu olhar para todos ali. Estava se sentindo estranho.

- Esse jantar deveria estar mais animado,  afinal,  Jeongguk voltou - dessa vez a voz grossa de Taehyung foi a que preencheu o cômodo - Isto não é motivo de comemoração? 

- Deixaremos comemorações para outro dia - seu pai disse curto e seco - Creio que Jeon ainda esteja muito cansado e precise se adaptar  novamente.  Certo? - o homem arqueou uma sobrancelha para Jeongguk.

- S-sim, tem razão. Mas o jantar está ótimo, estava com saudades disso - deixou um sorriso brotar nos lábios.

- Ah, você perdeu muita coisa, no meu aniversário de dezoito anos,  mamãe fez um bolo delicioso com muito chantili e creme... - Taehyung me olhou passando a língua entre os lábios - Do jeito que eu gosto.

- Ahn... Que legal - estreitou os lábios,  Jeongguk pegou aquilo como uma provocação,  sua mente lhe pregou uma peça.

O jantar seguiu normalmente,  calmo,  sem muita conversa, a não ser por Taehyung que sempre dizia algo aleatoriamente em uma quebra de tempo.  Assim que todos se retiraram da mesa, Jeongguk estava prestes a deixar a sala e subir para o seu quarto, mas, seu pai o chamou por trás e ele se virou lentamente. Desde que chegou,  não havia trocado uma palavra sequer com ele,  podia dizer que estava com um pouco de medo,  mas uma hora ou outra isso iria acontecer.

- Não pense que não estou feliz com sua volta - disse o homem - Só espero que tenha mudado,  amadurecido.

- Eu... Olha,  sabe que foi difícil para mim essa mudança repentina.

- Repentina e necessária - seu pai completou.

- Que seja, eu me esforcei muito e vou continuar me esforçando, não quero voltar para aquela escola de... de padres, eu não quero isso.

- Então faça por onde - Jeongguk respirou fundo e assentiu - Ah, mais uma coisa, fique longe do Taehyung.

Ficar longe do irmão não era uma coisa que Jungkook acharia difícil,  na verdade,  achou isso um favor que seu pai pusera, ficar longe de Taehyung era um grande favor. Mas quando parou em frente a porta de seu quarto,  ouviu uma voz conhecida e risadas,  nessa hora quase chorou de nervoso.

- O que faz aqui?  - perguntou logo de cara entrando em seu quarto vendo Taehyung mexer em sua mochila.

- Olá - o mais novo sorriu - Estava vendo aqui... Nossa,  você só levou essa mochila?

- Sim, eu usava o uniforme da escola - respondeu desanimado e se sentou na cama.

- Hmmm - Taehyung foi se sentar ao seu lado e Jeongguk recuou na hora.

- Acho melhor você... Eu estou... Eu acho que vou dormir e... - se embolou nas palavras.

- Não precisa inventar desculpas se quer me evitar - Taehyung deu de ombros - Boa noite,  Guk.

Ele não queria evitar,  ele queria ficar perto do mais novo e voltar a ter uma relação normal de irmãos, mas sabia que isso seria impossível, e se dependesse dele,  em pouco tempo, sua sanidade explodiria, e não teria razão alguma para o impedir de errar, dessa vez, de verdade.

 

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Seguir a regra que seu pai impôs de ficar longe de Taehyung não era fácil.  O menino era inquieto,  por mais que já tenha dezoito anos, ainda parecia aquela criança doce e pura de antes,  claro que Jeongguk,  à essa altura, não iria se deixar levar pela aparência, ele sabia muito bem que havia algo através dos olhos claros e brandos de Taehyung,  e também sentia medo.

Quando Taehyung ficava perto demais,  e seu pai o pegava o olhando de soslaio,  sempre recuava,  estava mesmo tentando andar na linha,  mas parecia que o Kim queria o puxar para baixo.  Durante quatro anos,  ele aprendeu a ser forte e resistir ao pecado,  as coisas erradas que sempre estavam a sua volta,  caso fizesse,  seria punido. E era justamente disso que ele temia,  ser punido,  só que agora,  não por alguém superior do colégio de padres,  mas sim por seu pai, o que ele julga ser dez vezes pior.

Sabendo dessa situação,  ele mesmo fez seu próprio limite, em sua própria casa.  Portanto, não sairia do seu quarto para nada quando o Kim estivesse em casa,  a não ser no jantar e deveres rotineiros,  mas só quando for realmente necessário.  Manteria seu quarto trancado para que seu irmão não invada e não entre sem ele ver, tanto quando estiver dentro ou fora do cômodo,  sempre trancado.  Não falaria com Taehyung,  iria o ignorar,  havia aprendido,  se não der ouvidos ao mau,  ele não irá atentar-te.

E Jeongguk esperava de verdade que isso desse certo.

Ele só não esperava que,  em um dia qualquer,  quando seus pais foram fazer uma viagem a negócios fora da cidade,  mal o avisaram que Taehyung não foi junto, e foi pego de surpresa na cozinha quando preparava algo para comer. Achou mesmo que estava sozinho.

- Adivinha quem é?  - os dedos longos cobriram seus olhos e a voz grossa ecoou diretamente em seu ouvido.

Na hora,  Jeongguk se afastou e virou-se, notando Taehyung com um sorriso ladino nos lábios e roupas casuais.

- Oi, Guk.

- O que faz aqui?  - perguntou direto.

- Oras, eu moro aqui - Taehyung riu e deu um passo a frente.

- Eu sei,  mas... - ficou sem palavras,  apenas se virou e se concentrou no que fazia.

- 'Ta afim de sair hoje?  - o mais novo perguntou sugestivo.

Jeongguk riu pelo nariz, desde que chegou não saíra de casa,  e já haviam se passado quase um mês.  Quase um mês se escondendo de tudo.

- Não,  não posso. 

- Por que?  Você já é maior de idade e eu também... Somos irmãos, faz parte sairmos para nos divertimos juntos - Jeongguk se virou e agora o viu sentado sobre a mesa balançando as penas animadamente.

- Não - disse direto, novamente.  Ao pegar seu prato com um sanduíche pequeno, ia passar por Taehyung,  mas foi barrado pelo mesmo.

- O que aconteceu com você naquela escola?  - Taehyung segurou sua camisa - Não tente fingir que mudou,  você sabe que seus instintos são incontroláveis,  você se lembra,  não?  Não tente fugir mais disso,  do que é você de verdade,  e eu irei provar que você ainda está caindo... caindo num abismo de erros e insanidade.

Desceu da mesa e sumiu da cozinha enquanto  Jeon ficou parado com seu prato na mão,  agora sem fome. Estava com medo de ficar sozinho em casa com Taehyung e do que ele poderia fazer,  mas apenas se dirigiu ao seu quarto e novamente iria se trancar.

De fato,  estava pensativo em relação ao que ouvira de Taehyung,  se ele tinha mesmo mudado. Mas e se não tivesse?  Ele iria cometer erros de novo?  Claro que é impossível uma pessoa mudar por completo, as manchas do passado sempre aparecem de vez em quando, mas Jeongguk estava fazendo de tudo para camufla-las, mesmo se sentindo à beira do abismo, como Taehyung dissera.

 Não sabia a quanto tempo estava em seus devaneios, mas estava quase pegando no sono quando foi desperto por um barulho de música alta.  Se assustou. Seus olhos mal se abriam,  suas pálpebras pesavam,  mas sempre que tornava fechar os olhos,  aquele barulho o atingia e o obrigava a abrir, estava irritado.

Aquele barulho vinha de dentro da sua casa,  uma música eletrônica com algumas batidas remixadas e sexys. Assim que abriu a porta,  não só o barulho alto penetrou seus ouvidos com mais intensidade,  mas também um frio subindo de seus pés até a cabeça.  Estava mal agasalhado, mesmo assim pôs-se a vagar pelo corredor vazio e escuro em direção a escada.  Não sabia por que,  mas estava sentindo uma sensação diferente, como se estivesse em um deja-vu, pensou ser apenas coisa da sua cabeça,  mas, ao começar a descer os degraus bem devagar,  quando estava quase terminando,  antes mesmo de ter total visão da sala,  seu corpo travou e achou que seu coração iria sair pela boca.

 Música alta,  luzes piscando em um tom de roxo azul e vermelho se misturavam por todo local, esfregou seus olhos mas era tudo verdade,  ele não estava dormindo,  era como se estivesse em um flash back, como se tivesse voltado no passado de verdade,  onde frequentava baladas e fazia coisas erradas,  onde cometia erros e se excitava com isso. E o pior de tudo que ele se lembrou do passado, era o desejo por seu irmão,  Kim Taehyung.  O pior erro da todos, estava de volta.

Ele estava lá,  como um anjo,  vestido com meias até os joelhos de cor branca e um laço rosa bebê nas duas coxas,  usava também uma saia da mesma cor do laço, um tanto curta,  deixando a mostra um pedaço de seu bumbum quando se remexia.  Acompanhado de uma gargantilha com um coração rosa no pescoço, Taehyung olhou diretamente nos olhos de Jeongguk,  que ainda estava parado no pé da escada e piscou, como ele já estava sem camisa,  não hesitou em molhar dois dedos seus e leva-lo até um de seus mamilos o rodeado sem perder contado visual.

- Que bom que você veio para a minha festinha,  hyung - o mais novo bateu palmas e caminhou até Jeongguk.

O moreno estava estático, seus olhos ardiam por não piscar por muito tempo,  só fora fazer o ato quando sentiu o toque de Taehyung em seu braço o puxando para perto.

- Já que você não quis sair,  eu resolvi fazer algo aqui mesmo,  você gostou?  - ele pegou aquilo como uma pergunta retórica,  e mesmo se não fosse,  não iria responder. Perdeu a fala ao ser empurrado no sofá,  caindo com as pernas abertas assim como sua boca que não se fechava por completo.

Olhou em volta como se estivesse procurando alguma saída mas tudo o que via eram luzes piscando, caixa de som, algumas garrafas de bebidas dentro de uma caixa isopor, e Taehyung,  claro,  ele era o centro da atenção.  Estava dançando conforme o ritmo da música que emitia,  de costas para Jeongguk,  se empinando ora ou outra. Por debaixo da saia,  viu uma pequena peça branca com laços rosa, fechou os olhos,  mas Taehyung continuava levantando sua saia  sempre que espiava. 

Estava caindo.

Se lembrou daquela noite, a noite em que tudo aconteceu,  que se deixou levar pelo desejo e errou, como ele não pensou? Transar com um cara na frente do seu irmão,  gemendo seu nome e dizendo coisas obscenas demais, é claro que isso afetaria a mente de Taehyung. Mas agora,  ele estava curado, o seminário o ajudou a superar seus erros,  pelo menos era o que parecia,  ele pensava que isso era só um pesadelo do passado, de olhos presos e fechados,  mas ao os abrir,  se dava conta da realidade e percebia que tudo tinha voltado.

Seu corpo suava frio e no momento em que Taehyung virou-se para si, um calor tomou seu corpo e uma pontada denunciou o início de sua excitação.  Se levantou. Mesmo parecendo sem forças, ele se levantou e ficou de frente ao Kim, olhando no fundo de seus olhos, passou a língua entre os lábios antes de, em um movimento rápido e forte,  agarrar a cintura de Taehyung e o puxar,  sem enrolação para iniciar o beijo.

A boca do mais novo tinha um gostinho azedo de bebida alcoólica,  juntamente com seu cheiro que se misturava com um perfume doce e álcool. Jeongguk se arrepiou sentindo os dedos de Taehyung em uma carícia leve por seu pescoço,  onde os cabelos de sua nuca foram puxados e eles aprofundaram o beijo.  Praticamente,  um enfiou a língua na boca do outro como se disputassem o comando, os músculos úmidos se enroscaram dentro das bocas causando estalos deixando o beijo molhado.

Taehyung suspirou durante o beijo quando Jeongguk pousou suas mãos em sua bunda por debaixo da saia,  o puxando,  quase o levantando,  roçando suas ereções que se despertavam a cada segundo.  Jeongguk apertou forte um nádega do loiro e mordeu seu lábio também,  separou o beijo logo em seguida, mas ainda manteu os corpos colados.

Ainda segurando a cintura do mais novo,  Jeon deu um risinho de lado e partiu para o ombro esquerdo do garoto já mordendo logo de início. Taehyung reprimiu um gemido e segurou o moreno pelos ombros,  apenas deixando-o marcar sua pele.  Ele mordia e sugava a pele amorenada de Taehyung com gosto,  espalmando suas costas largas e arrancando suspiros dele, suas pernas começaram a ficar bambas  seu baixo frente já se contraía a cada toque. Podia estar inverno,  mas o calor presente naquele lugar era intenso.

Sua saia foi puxada para baixo em segundos,  sentiu a escorregar por suas pernas e a retirou logo,  agora estando apenas com a calcinha que mal lhe cobria.  Jeongguk o analisou mordendo os lábios e os umedeceu, virou Taehyung de costas e depositou um tapa em sua bunda semicoberta.  Colou as costas de Taehyung em seu corpo fazendo seu membro roçar entre as nádegas do loiro, soltou um suspiro e não demorou muito para começar a brincar com o elástico da calcinha.

-  Eu sabia que você não ia resistir - Taehyung murmurou meio sôfrego,  quando Jeongguk ameaçava a tocar seu membro já ereto.

De imediato,  arrastou  a calcinha que o loiro usava para o lado e agarrou seu membro.  Prendendo o garoto cada vez mais contra seu corpo, iniciou uma masturbação que o fez se contorcer na mão de Jeongguk e gemer,  mordendo o lábio para se controlar.  A mão do moreno em seu membro era ágil e estava fechada em punho forte subindo e descendo muito rápido,  Taehyung agradeceu por estar preso nos braços de seu irmão porque estava ficando fraco já,  se deixou gemer. Também se esfregava na ereção formada de Jeongguk ficando cada vez mais duro,  ele encolhia os dedos dos pés e arfava sentindo os dedos longos do irmãs pressionando sua fenda cada vez que seu corpo se contraía e ele se contorcia revirando os olhos.

Além da masturbação deliciosa e enlouquecedora, Taehyung também sofria pelo fato de Jeongguk morder seus ombros e lamber suas costas aspirando seu aroma e o tocando de forma cada vez mais profunda.  Não estava mais aguentando ficar de pé.  Seus braços moles mal se levantavam para empurrar Jeongguk de alguma forma.

- Hyung... - choramingou,  e Jeongguk riu soprando ar em seu pescoço fazendo-o se arrepiar. Os movimentos começaram a ficar lentos,  porém,  a pressão descontada era forte e Taehyung pensou que iria me explodir a qual momento,  ele se contorceu ainda mais e gritou, agarrando o pulso de Jeongguk e apertando os olhos fechados - Oh merda... porra, Jeongguk.

Esse foi o estopim para Taehyung,  se viu atirando sêmen em algum lugar da sala e deixando escorrer entre os dedos do irmão,  estava fraco,  sua respiração estava acelerada,  ele mal se mantinha de pé.  Se atracou a Jeongguk de forma desajeitada e foi deixado no sofá,  esfregou as pernas uma na outra e observou Jeongguk de pé,  começando a se despir.

Ele molhou os lábios e sorriu,  vendo Jeongguk tirar peça por peça, a blusa de frio grande de tecido fino que lhe cobria,  a camisa larga de cor branca e sua calça moletom foram deixadas pelo chão da sala,  ele agora estava apenas com uma cueca de cor vermelha que realçava o volume notável entre suas pernas, fazendo Taehyung salivar.

Olhando em volta,  os olhos de Taehyung encontraram uma garrafa de vodca de frutas vermelhas e esticou o braço para pegar, próxima ao sofá,  ele abriu e bebeu uma grande quantidade deixando escorrer um pouco de sua boca para o seu pescoço.  Lambeu os lábios tirando o resquício que ali continha e esticou a bebida para o moreno.

Ele não bebia faz tempo,  e ao sentir o gosto,  em pequena quantidade,  entrando em sua boca,  Jeongguk sentiu-se estanho,  mas nada que não soubesse lidar. Ele bebeu mais um gole com mais intensidade dessa vez,  sentindo o doce do morango contido ali e o gosto azedo do álcool no fundo de sua língua,  trazendo uma sensação boa. O teor de álcool,  mesmo ingerido em pouca quantidade,  o atingiu fazendo focar um pouco tonto, devido a falta de costume de beber,  mas também, ficou com um calor estranho e seu membro deu mais sinais, ele mordeu o lábio segurando-se para não arfar.

- Me deixe chupar você - ele ouviu,  seus olhos capturaram um Taehyung travesso já de joelhos bem a sua frente, com as mãos em suas coxas e dando selinhos no pano da cueca,  já um tanto molhada pelo líquido pré-seminal liberado sem ele ao menos perceber.

Fechou os olhos,  sua cueca fora puxada para baixo com leveza,  o músculo quente de Taehyung o abrigou devagar e ele deixou a garrafa escorregar de seus dedos e cair no tapete emitindo um baque mudo,  sem se importar se iria derramar ou não.  Apenas apreciou a sensação sa língua do mais novo molhando sua glande com muita calma e atenção,  rodeado e pressionando a fenda.  Seu membro todo pulsava e a ansiedade lhe tomava, mas Taehyung era lento. Ele desceu pela extensão do mastro de Jeongguk lentamente,  abocanhando cada centímetro que o cabia,  arrancando um gemido arrastado do moreno.

Ele abriu os olhos e analisou a cena atentamente sem piscar, sua boca entreaberta acumulava saliva e seus olhos tremiam a cada investida na boca de Taehyung.  Segurou os cabelos do mais novo e mordeu o lábio,  se arrepiou quando ele raspou de leve os dentes em algumas veias no membro encontradas e pressionou sua língua em sua fenda o fazendo se sentir mais perto de um orgasmo. Apertou as coxas de Jeongguk cravando as unhas e intensificando o boquete,  o mais velho se contorceu.

Lembrou-se dos sonhos eróticos que tinha com Taehyung quando mais novo, onde ele o chupava com maestria e delicadeza o deixando louco de vontade de te-lo. Agora,  ele se pegava realizando um sonho que, anos atrás, era distante. Mas, estava mesmo acontecendo e era tão bom. Nos primeiros dias naquela escola rígida cheia de regras e pureza,  fora um  sacrifício se conter ao se lembrar do irmão,  mas nesse momento, ele não tinha o que temer,  apenas deixaria ser saboreado por Kim Taehyung.

- Oh... Isso, Tae, assim... - Jeongguk jogou a cabeça para trás e emitiu um gemido, entrelaçando uma das mãos nos fios loiros do irmão. Ele se contorceu sentindo espasmos em seu corpo e gemeu arrastado ao se derramar na boca de Taehyung, cambaleou para trás com o corpo mole.

Viu Taehyung lambendo os lábios e pegando com os dedos,  restos de sêmen que escorreu em seu queixo.  Como uma criança melecada de leite condensado. Aquela visão certamente deixaria Jeongguk excitado de novo facilmente,  e antes de dizer algo,  Taehyung se levantou e rapidamente capturou seus lábios,  ele ainda sentia o próprio gosto se mesclando com o álcool em sua boca.

O beijo foi estalado, e os toques começaram com Jeongguk puxando Taehyung para mais perto, fazendo seus membros se chocarem causado um atrito gostoso.  O mais novo sorriu entre o beijo e deixou uma mordida no lábio inferior de Jeon, antes de o beijar novamente com mais voracidade.  Ambos já se excitavam e gemiam conforme os movimentos do corpo e de suas línguas se  juntando dentro das bocas.

O beijo foi finalizado com um selar demorado e molhado, Taehyung olhou as íris negras do irmão e como brilhavam naquele momento.  Ele o empurrou e o moreno caiu no sofá,  logo Taehyung se acomodou em seu colo com as pernas uma a cada lado de sua cintura e o admirou ainda mais.

- Você voltou mais lindo do que antes - Taehyung se abaixou para beijar seu ombro - Mais alto, mais gostoso - passeou com as mãos sobre o peitoral do mais velho que não dizia nada.

Desde que Jeongguk foi embora,  Taehyung ficou atordoado com o que vira, mas o que o incomodava não era o fato de ter visto tudo aquilo e ter se tornado uma pessoa diferente desde então,  ele ficava mal por saber que seu irmão não estava mais ali e não faria tudo o que ele tinha escutado naquela noite,  estava  mesmo esperando Jeongguk aparecer em seu quarto em alguma noite para fode-lo como prometido. Mas ele não vinha,  e Taehyung ficava sozinho na companhia de sua mão, e seus dedos,  claro.

Agora tinha essa chance,  Jeongguk havia voltado por um propósito, e o propósito era para que eles transassem como deveria ter acontecido antes, quando o desejo era à flor da pele e nenhum deles sabia ao certo  como colocar aquilo em prática.  Mas agora eles sabiam muito bem o que estavam fazendo,  e mesmo sendo irmãos,  eles não estavam nem aí,  existia algo maior e mais forte possuindo os corpos cheios de desejo e tesão um pelo outro.

Taehyung rasgou a calcinha antes de esticar as mãos para debaixo de uma almofada presente no sofá e pegar um tubo de lubrificante que estava escondido.  Ele abriu e segurou a mão do mais velho, despejando uma boa quantidade e indicando para que ele direcionasse até sua entrada.  Devagar,  ele melecou a cavidade de Taehyung o fazendo grunhir por conta do frio, ele massageou o local deixando bem molhado,  antes de pressionar o primeiro dedo. Taehyung arfou.

Enquanto um dígito de Jeongguk o preenchia,  tentou ocupar a mente com a música que tocava e olhar as luzes piscando como se estivessem mesmo em uma boate,  ele nem percebeu quando um segundo dedo foi adentrado e um ardor o tomou.

- Hmmm, porra - ele disse entre os dentes e agarrou forte os ombros de Jeongguk.

O moreno  depositou um tapa em sua coxa,  forte o suficiente para causar um estalo ardido e deixar uma marca avermelhada de seus dedos.  Taehyung começou a rebolar nos dedos  de Jeongguk que estavam dentro de si conforme o ritmo da música, ele sorriu e abriu mais as pernas deixando o mais velho adentrar mais um dedo o fazendo gemer mais.

- Até seus dedos são bons, Guk - Taehyung riu antes se se aproximar da boca de Jeongguk e o beijar.

- Tem algo bem melhor para você, TaeTae - Jeongguk disse entre o beijo,  retirou seus dedos de Taehyung e segurou sua cintura.

Jeongguk pegou o pote de lubrificante ao lado e despejou em seu membro, se arrepiando com o gel geledo demais, ele se masturbou algumas vezes seguidas para aquecer e Taehyung já se acomodava  para que ele o penetrasse, mas então,  quando o Kim estava prestes a sentar no membro do irmão,  Jeon arregalou os olhos e o encarou.

- Espera,  você já fez isso? - com a pergunta repentina, Taehyung riu.

- Agora que você pergunta,  bobinho? - isso foi tudo antes dele deslizar em Jeongguk.  Foi lento e fundo, de uma vez só.

Jeongguk achou que iria explodir na hora, ele prendeu a respiração e encolheu os dedos dos pés que se infiltravam no tapete da sala, segurou ainda mais forte a cintura do mais novo e fez um "O" com a boca ficando surpreso com a sensação.  As mãos de Taehyung suavam e mal paravam nos ombros de Jeongguk, deslizava para o seu peitoral sempre  e ele apertava os olhos com força.

A primeira penetração foi dolorida,  mas ele começou a sentar mais vezes,  mais fundo,  sem se importar com nada.

- Guk... Você se lembra?  - Taehyung disse baixinho - Aquela noite...

Jeongguk fechou os olhos,  claro que se lembrava, nunca iria esquecer.

- Você fez coisas, você disse coisas... Hmm... - ele começou a rebolar agora,  o membro de Jeongguk estava apertado dentro de si e ele o sentia lá dentro,  quente e latejante.

Os olhos de Jeongguk não se moviam, ele não piscava,  apenas analisava Taehyung de olhos fechados e trêmulos, suas têmporas molhadas de suor e seu corpo se movendo de forma rítmica. Era uma visão maravilhosa.

- O que eu disse,  Tae? - Jeongguk provocou, impulsionou Taehyung para se afundar mais em seu colo.

- Você disse que ia... Ah... - sem esperar, Taehyung sentiu um ardor em suas nádegas, tapas disparados um atrás do outro.

- Diz, o quê?  - ele mordeu o lábio olhando para Taehyung.

- Você disse que iria me foder bem gos... gost-toso... Ohh, hyung - aproveitando a fragilidade de Taehyung, Jeongguk se inclinou para frente agarrando um de seus mamilos com os dentes deixando Taehyung arrepiado,  ele rebolou com mais força e quase gritou quando seu interior foi tocado de forma brusca em um ponto sensível.

Já tendo Taehyung a mercê de seus atos, Jeongguk o jogou para o lado,  saindo de dentro dele por um instante,  até se posicionar novamente entre suas pernas naquele sofá pouco espaçoso, onde um de seus pés ficou no chão. Ele se encaixou na entrada de Taehyung e o penetrou por completo, Taehyung arqueou as costas e urrou.

- Eu disse mais alguma coisa,  Tae? - começou movimentos lentos,  porém fundos,  que deixavam Taehyung agoniado.

- Disse que ia me fazer gritar...

- E você quer que eu faça? 

- S-sim, Guk - então, em segundos, Jeongguk investiu fundo em Taehyung.

O loiro abriu a boca,  mas não emitiu som algum,  apenas agarrou os braços de Jeongguk e fechou os olhos com força.  Suas unhas cravaram na pele do mais velho o fazendo grunhir com o ardor,  o suor preencheu a fenda dos arranhões causando uma  sensação de formigamento, mas ele ignorou isso, focando nas estocadas que dava em Taehyung.

Seu membro latejava repentinas vezes dentro do Kim, quando ficava tempo demais parado lá dentro,  mas ele não conseguia se mover direito, Taehyung era apertado e caso se movesse muito rápido logo seu orgasmo viria.  O mais novo,  por outro lado,  implorava para que Jeongguk se movesse mais depressa. Estava indo aos poucos,  mas seu corpo se arrepiava e uma fisgada forte atingia seu baixo ventre quando se enterrava e sai de Taehyung.  Era uma tortura.

Mas ele estava tentando lidar,  segurou os fios loiros e escorregadios do irmão e fez uma forte pressão o prendendo em baixo de si, o penetrando fundo,  foi rápido,  entrando e saindo sem medo se iria explodir ali ou não,  ele só queria foder seu irmão do jeito certo, com força e rapidez.  Quando percebeu,  ouvia-se o barulho de seus testículos batendo contra as nádegas do Kim, bem baixo, se misturando ao som da música na sala.

Taehyung passou a gritar quando penetrações desenfreadas  o tomaram fazendo até o sofá se mover do lugar certo,  Taehyung agarrou as costas do mais velho e fez um caminho de feridas com as unhas,  isso só fez Jeongguk aumentar mais a velocidade. Taehyung revirava os olhos,  sua boca estava seca de tanto gemer,  estava perdendo os sentidos e a voz,  e quando ele sentiu o membro de Jeongguk tocar sua próstata,  foi ficando cada vez mais mole,  parecia estar no céu, se contorcia por debaixo de Jeongguk choramingando de prazer. O mais velho o acertou de novo,  e de novo,  de novo...

- G-Gukkie... - gemeu manhoso,  sua voz estava falha e ele não sentia os dedos dos pés, estava anestesiado de puro prazer.

Estava perto de gozar,  mas suas mãos não tinham forças para se dirigir até o membro necessitado, pingando pré gozo em sua barriga,  olhou para Jeongguk em clamor mas ele estava de olhos fechados,  tão focado nas estocadas que mal notara o desespero do Kim. Agarrou a beira do sofá e jogou a cabeça para trás,  de repente,  suas pálpebras ameaçaram se fechar e seu corpo todo pareceu levar um choque muito forte de tão trêmulo que ficou.  Ele fechou as pernas apertando Jeongguk entre elas e se deixou vir.

- Hyung,  eu acho que... - não deu nem tempo de terminar a frase quando uma grande quantidade de sêmen sujou sua barriga o fazendo gritar e se contorcer,  apertando forte as pernas na cintura de Jeongguk - Oh meu Deus...

Segundos depois,  Jeongguk caiu sobre si, indo diretamente marcar seu pescoço o prendendo entre os dentes e gritou,  ele havia gozado e Taehyung sentiu o líquido quente o preencher.

Taehyung agarrou Jeongguk enquanto uma onda muito forte de sono e relaxamento tomava seu corpo,  eles caíram no chão e, espalhados pelo tapete felpudo e macio,  era como se toda aquela barulheira tivesse se tornado uma canção de ninar e eles adormeceram,  anestesiados e cansados.

 

                                                                                                       ↑↓

 

Quando Jeongguk acordou,  já era dia e jm feixe de luz entrava por entre as cortinas da casa,  ele se levantou do chão apoiado nos cotovelos e viu Taehyung o observando,  completamente nu, no tapete. O loiro se aproximou e subiu no colo de Jeongguk sem dizer nada,  ele usava apenas uma cueca e seu corpo estava quente,  não demonstrando reações térmicas do inverno.

- Tae... Olha,  eu... - Jeongguk começou a falar mas o dedo longo de Taehyung pousou em seus lábios.

- Você gostava de cometer erros,  não era?  - Taehyung perguntou estreitando os olhos.

Ele gostava sim, se sentia bem, era mestre em espalhar a maldade, manchar as pessoas com seus defeitos. Mas com Taehyung era diferente agora,  ele não sabia ao certo se devia se sentir errado ou satisfeito, talvez os dois.

- Eu gostava de infringir as leis,  e acho que transar com seu próprio irmão é totalmente errado - Jeongguk disse por fim.

- Que bom,  porque agora,  quem adora cometer erros sou eu - de surpresa, Taehyung o capturou com os lábios sem ao menos pegar fôlego.

Jeongguk se entregou,  ele não se importava agora,  nem se a sala estava uma bagunça,  se o sofá estava sujo de sêmen e se estava prestes a transar com o mais novo ali, de novo,  novamente a aura adolescente o tomou,  mas agora ele cometeria erros ao lado de seu irmão,  Kim Taehyung.

 

Padre você sentiu a minha falta? Não me pergunte onde estive
Você sabe, eu sei, eu estou redefinindo pecado
Eu não sei o que estou colocando na cabeça
Talvez eu deseje estar morto, talvez eu esteja - The Pretty Reckless


Notas Finais


Gabrieli, vc não cansa de colocar The pretty reckless nas fanfic não? dshdhuefujh Não
desculpem os erros, eu revisei com sono algumas vezes massss... espero que tenham gostado hahaha
ah, e eu estava falando sério sobre Kookv, acho que vou fazer umas fics Top!Tae também, pra quem gosta, não desistam de mim mesmo assim, eu sou super team taekook flex
beijoss e até a Próxima


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