História Faz de conta - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sasusaku
Exibições 245
Palavras 1.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


eu demorei demais como sempre ... desculpem por isso...

Capítulo 6 - Sonhos que nunca se realizam


Capitulo 6

Sonhos que nunca se realizam.

 

Vestido longo, penteado caro... carro importado é jantar em um restaurante refinado. Não foi isso que aconteceu.

Um fast food qualquer, um hambúrguer, para viagem é um coração destruído. A realidade pode ser triste, mas pelo menos sabemos que ela e verdadeira.

Não tivemos momentos incríveis, nem lembranças marcantes, mais cada segundo, foi importante o suficiente para fazer a decepção, criar uma cicatriz incurável em meu peito.

Sasuke não tinha interesses amorosos em mim, ele só precisava de informações, e eu era a forma mais fácil e pratica para ele as conseguir. Não tínhamos nada, não éramos nada um para o outro, entretanto, ele significava muito para mim, e minhas expectativas e planos tolos, foram os maiores culpados por mim decepção; afinal ele nunca me deu esperanças.

Depois de eu praticamente correr para sair com ele, para um jantar, ele me levou primeiramente, para uma volta, de carro, pela cidade, já iluminada por suas luzes coloridas, envoltas por sorrisos aclarados, e conversas banais, fui me deixando levar, por aquele maldito sorriso, só percebendo a grande merda, quando já era quase tarde demais.

O maldito estava envolvido em um caso, e mesmo com suas perguntas disfarçadas, eu pude percebe o que ele queria. Meu avô estava ao que parece expandido os negócios, e o nosso Uchiha aqui, era o encarrado de pôr um fim, em seus planos, e possivelmente em sua carreira.

Na nossa família, se alguém mata, ajudamos a enterrar o corpo, se alguém está abalado, nos lhe damos apoio, e assim que somos, e nem mesmo Sasuke Uchiha, vai me fazer mudar.

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Os dias estavam se passando normalmente, e eu fazia questão de fingir que meu lindo vizinho não existia, e eu conseguiria, se a cada segundo, Ino, não me lembrasse da sua existência. Eu não expliquei o ocorrido, nem a ela e nem a Hinata, pois seria complicado explicar os motivos de eu estar chateada, por um policial estar tentando prender um bandido; nem todo mundo entenderia meu lado.

Sai, foi o único informado, do ocorrido, é mesmo ele sendo um agente do governo, e um total defensor das leis, ele ainda era um Hatake, e como tal, jamais ficaria contra a família.

Seria importante salientar, que o ódio que ele nutria por Sasuke, amentou consideravelmente?  

No dia seguinte ao ocorrido, ele foi para casa, pois segundo ele, precisava verificar pessoalmente com o vovô o que ele andava aprontando, mas fez mil e uma recomendações, com um único foco; mantenha distância do Uchiha.

Eu as estava cumprido  seriamente, e como já era de se esperar, não estava parecendo afetar, o vizinho. Seria ridículo admitir em voz alta, entretanto a única afetada era eu. Sentia vergonha de mim mesma, cada vez que eu confirmava esse fato.

Meu pai como esperado, ficou sabendo de tudo — Sai e sua maldita mania de informa-lo sobre tudo a meu respeito — e me ligou, com sua voz acalentadora, complacente com meu coração partido. Eu não senti chateação em sua voz na realidade.

Ele ainda tem das suas picuinhas com meu avô.

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Era uma segunda feira como qualquer outra, e eu estava saindo de casa as seis e meia, para poder trabalhar. Ultimamente era a única coisa que eu fazia da vida. Sai de casa, fechando a porta, pois ainda tinha duas dorminhocas lá dentro, que precisavam ficar em segurança. Segui pelo corredor um tanto cabisbaixa, era cedo e eu ainda estava com sono. Como de costume eu ia pelas escadas, mas uma placa de “interditado”, em letras vermelhas, me fez seguir rumo ao elevador.

Em poucos minutos eu já estava na rua, seguindo em direção a estação de metrô mais próxima. Eu não tinha carro, então esse era o meio de transporte que menos pesava no meu bolso no final do mês; e difícil ser a pobre da família.

Em frente ao condômino, tinha dois carros, escuros e provavelmente caros, que eu não tinha costume de ver. Será que tínhamos novos vizinhos? Eu esperava que não. Um senhor-lindo, já me era o suficiente.

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O sol já tinha sumido no horizonte, e eu estava em uma padaria na esquina, comprando algumas guloseimas, para mim e minhas amigas, que provavelmente passaram o dia de cara para cima, como sempre; como eu já disse, e difícil ser a pobre por aqui.

Enquanto eu perdia alguns minutos escolhendo o que eu levaria, me lembrei da pirralha, que morava ao lado, crianças também gostam dessas coisas certo? Eu até poderia levar algumas para ela, se não corresse o risco de dar de cara o com senhor-massacra-corações, é como isso era impossível, desisti rapidamente da minha ideia; Sarada ficaria sem bolo de chocolate.

Com três sacolas em mãos, segui meu caminho lentamente, apreciando, o vento frio que acariciava as ruas de Chicago. Olhar todas aquelas pessoas, caminhado com pressa, ou com sorrisos bobos no rosto, enquanto conversão com pessoas ao lado, me fez lembrar da garota atrapalhada que chegou aqui anos atrás.  

Eu tinha tantos sonhos e expectativas, que acabei me decepcionando, quando vi, que a vida não era tudo aquilo que eu esperava. Nada de loucas aventuras, ou namoros de cinema. Foi duro na época aceitar, mas a sonhos que nunca se realizam, e Sasuke foi o último a ser adicionada a essa minha lista frustrada; eu esperava que ela não crescesse mais.

Talvez um dos meus defeitos, seja esperar demais.

Entrei no condomínio, tentando espantar minha tristeza estampando um sorriso na cara e dando um boa noite animado, para o porteiro, que me olhou estranho, provavelmente pessoa que sou uma louca. Nunca falo com ele, entretanto creio que não seja tarde para começar.

Segui para o elevador, lembrando-me que logo cedo as escadas estavam interditadas, e anotando mentalmente que seria importante, descobrir depois o que houve.

Minha alegria foi para o ralo, assim que vi que vinham mais duas pessoas a passos apresados e que provavelmente tinham a intenção de ir no mesmo elevador que eu, e essa certeza só aumentou ao ver o ser loiro, segurar a porta que já iniciava seu processo, agora frustrado de fechamento.   

Sasuke, e o cara loiro, que tinha arrancando suspiros de Hinata a algum tempo atrás, me fariam companhia até o decimo quinto andar; malditas escadas interditadas.

A portas fechadas, o desconforto entre nos três, era palpável, e por algum motivo eu estava constrangida com isso, mesmo tendo ciência de que a culpa não era minha.  A dias eu não dividia o mesmo espaço que Sasuke, e como eu pensei ele não demostrava estar afetado com isso, e mesmo ali, ele fingia perfeitamente que eu não existia, enquanto mexia freneticamente no celular, sem nem me direcionar um olhar.

O loiro se virou para mim, com um sorriso sem dentes, e um pedido velado de desculpas no olhar; ele não precisava fazer isso, pois a culpa também não era dele no final das contas.

Depois de mais uns desconfortáveis minutos, chegamos ao maldito andar, onde um moreno sai em disparada rumo a porta ao lado da minha. Ele parecia estar com um péssimo humor.

Eu segui com passos lentos, vendo ele adentrar o local, sendo seguido pelo loiro, que deixou a porta aberta. Eu sou curiosa, e não posso negar que naquele momento eu dava aquelas lentas passadas só para ter a oportunidade de ver algo, que me desse ao menos uma pista do que estava ocorrendo.

Infelizmente cheguei a porta e não consegui ver nada de relevante, então muito mais que frustrada, busquei a chave da porta em minha bolsa, levando um baita susto ao ouvir um barulho de algo quebrando, seguida vezes, vindo do apartamento ao lado.

Eu deveria verificar certo?

Movida por minha certeza, caminhei a passos firmes, seguindo porta a dentro, guiada pelo barulho, que se intensificava com meus passos...

— O que está havendo? — Perguntei quando encontrei o loiro saindo de um dos cômodos, com uma expressão de pura angustia.

— Não é uma boa hora baixinha — ele resmungou olhando para trás, como se temesse que alguém passasse pela mesmo porta por qual ele surgiu — ele não vai ficar feliz em ver você aqui...

Eu não tive tempo de raciocinar, pois rápido como um foguete Sasuke estava em minha, frente, com um olhar louco, parecendo possesso com algo, que claramente não era culpa minha.

— Onde ela está? — Ele parecia mais rosna do que falar, e segurava meus ombros com uma força desnecessária.

— Cara se controla... a garota não tem nada a ver com isso... — o loiro estava tentando ajudar, parem bastou Sasuke lhe lançar um olhar ameaçador que ele recuou um passo, olhando piedoso para mim.

— Você está me machucando, então é melhor você tirar suas mãos de mim...— eu disse seria, entretanto, seu aperto férreo só se intensificou.

— Eu vou fazer bem pior, se você não me disser onde a minha filha está...

— A filha é sua, por que diabos eu saberia onde ela está seu imbecil? — Minha voz estava cada vez mais alterada, assim como o aperto dele cada vez mais forte. Aquilo me deixaria com um belo roxo.

— Talvez porque ela seja a segunda pessoa da minha família que desaparece depois de eu ter começado a investigar o seu maldito avô... — aquilo me acertou como um soco. Do que ele estava falando? Meu avô não tinha costume de sequestrar pessoas para afetar seus inimigos, ele costumava ser bem direto em tudo, inclusive nisso. Se ele quisesse tirar Sasuke de seu caminho, ele o teria pegado, a muito tempo.

— Se você e um babaca cheio de inimigos, e um problema seu — eu disse lhe empurrado, para escapar de seu aperto — meu avô não é um bandido de quinta, que sequestra crianças inocentes. Caso ele quisesse te atingir, ele foderia com você e somente você..., entretanto torça para ela estar com ele, pois essa será a sua melhor chance de tela de volta com vida, pois inútil como você é, o máximo que conseguira sem minha ajuda, e achar o corpo dela largado em alguma estrada deserta, destruído demais para poder ser salvo. — Minhas palavras foram cruéis, assim como ele estava sendo comigo.

Me virei saindo dali, dando de cara com Ino e Hinata, que claramente tinham ouvido tudo. Eu teria que dar muitas explicações a elas. Mas primeiro eu precisava achar a pirralha, pois apesar de minhas palavras para com Sasuke, eu estava preocupada com a menina, afinal ela não tinha nada a ver com essa vida louco de nos adultos.

Entrei em casa transtornada, e segui direto para meu quarto, pegando meu celular, sentando em minha cama, ligando para um número quase esquecido por mim...

Tum...

Tum...

Tum...

— Alô? — A voz feminina soou surpresa — Sakura querida?

— Oi vovó — um nó se formava em minha garganta, a muito tempo eu não ouvia aquela voz..., eu era uma ingrata — eu preciso falar com o vovô.

Talvez meu erro, seja esperar demais.

 


Notas Finais


então, você esperavam por isso?


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