História Fazendo meu filme - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fazendo Meu Filme
Personagens Fani
Exibições 14
Palavras 1.401
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, it's me.
Voltei. Sim, eu sei vcs devem estar querendo me matar por essa demora, e agora q eu percebi parece que quando vai completar um mês q eu postei o capítulo anterior é q eu volto pra postar capítulo novo, mais é isso tá gente, é q minha vida tá uma mini confusão (pelo menos tá melhor do que tava antes), mais agora eu tô de férias e vamos ver se eu consigo postar mais capítulos

Capítulo 6 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Fazendo meu filme - Capítulo 6 - Capítulo 4

Phil: Alguém me perguntou hoje: "Se você pudesse estar em qualquer lugar do mundo, onde você gostaria de estar?". Eu disse para ele: "Provavelmente bem aqui".

(Feitiço do amor) 

A minha mãe esteva me levando para a aula de Inglês ontem quando veio com uma novidade: "Fani, ontem eu fui ao aniversário  da minha amiga Lourdinha, e o marido dela me perguntou sobre você".
     Ela começou a contar o caso e eu nem liguei, já que as pessoas mais velhas têm mesmo essa mania de ficar perguntando sobre os filhos dos outros. Aumentei o volume do rádio e tentei achar uma estação melhor do que a que minha mãe sempre escuta no carro dela. 

"Ele quis saber em que nível está o seu Inglês, o que você pretende fazer no vestibular e como vão as suas notas".

   Eu resolvi prestar um pouco mais de atenção, já que estava começando a achar meio estranho aquele interesse todo na minha vida. 

"Eu contei a ele que você é uma ótima aluna, nem mencionei essa aula particular de Física que você resolveu fazer porque eu sei que isso ainda é consequência do processo de adaptação pela mudança de colégio. Aí ele me contou que agora é o novo responsável pelo programa de intercâmbio cultural SWEP – Samll World Exchange Program e perguntou se você nunca pensou em estudar um ano no exterior. Eu disse a ele que você, neste momento, está muito concentrada no vestibular de Direito que vai prestar no próximo ano, mas aí ele disse que o intercâmbio é uma experiência única e que te ajudaria inclusive na sua futura profissão, já que, além de aprimorar o Inglês, você adquiriria traquejo social e capacidade de lidar com o desconhecido. Então eu conversei com o sei pai e..."

Eu não escutei mais nada do que ela disse. Nem descuti pela milésima vez o fato de que eu não vou prestar vestibular para Direito como ela quer, e sim para Cinema. No momento em que ela disse aquelas palavras, tudo parou na minha cabeça. Intercâmbio cultural. 

Eu já tive uns colegas que fizeram intercâmbio. Eles voltaram com roupas esquisitas e piercings espalhados pelo corpo. Mas eles contaram que a gente não tem noção de como o mundo é grande, olhando apenas pela janela da nossa casa. Que tudo o que queriam era acabar a escola logo para tentar voltar para o exterior. E eles falaram da neve, das folhas secas, de como as, cores podem ter nuances que a gente não conhece. Mas eu lembro que aqueles piercings me chamaram mais a atenção do que as histórias que eles contavam. Será que todo intercambista é obrigado a se furar? Eu morro de medo de agulha! 

Voltei do meu devanio a tempo de ouvir minha mãe dizer: "...aí ele marcou sua entrevista para a próxima quarta-feira, 17 horas. Eu sei que você tem academia nesse horário, mas Estefânia, minha filha, você tem que pensar no seu futuro!"
         "Eu vou mãe!", eu disse tão rápido, que ela até se assustou por termos concordado pelo menos uma vez na vida. Ela vez aquela expressão que ela sempre faz quando dá a palavra final em uma discussão e me deixou na porta da minha escola de Inglês. 

Antes de descer do carro, para diminuir um pouquinho o sorrisinho irritante dela, eu disse: "Eu concoredei em ir à entrevista. Mas, se você pensa que eu estou interessada em largar os meus amigos, o meu quarto, a minha vida inteira aqui, pode saber que você está completamente enganada". Eu fechei a porta e ela arrancou o carro, sem nem esperar que eu entrasse na escola. 

Passei a resto do dia pensando nisso. Como seria morrar em um outra país? Como eu poderia viver na casa de pessoas que eu não conheço e que não falam a mesma língua que eu? Será que eu conseguiria fazer amigos lá? E os meus amigos daqui, será que iriam me esquecer? E se a minha mãe não se lembrar de dar comida pra Josefina, a minha tartaruga? E o mais importante: será que o Marquinho arrumaria outra aluna para olhar daquele mesmo jeitinho  que olha pra mim?????

Eu fiquei tão entretida com os meus pensamentos que, quando olhei no relógio, já era quase hora do jantar e eu nem ao menos tinha começado a fazer o dever de Informática, que era inventar umas planilhas no Excel de vários tamanhos diferentes. Fiz logo umas três (aproveitei e fiz uma com os meus horários para ver se eu consigo parar de chegar atrasada) e aproveitei que eu já estava no computador para pesquisar na internet sobre intercâmbio cultural. Encontrei muitos depoimenstos interessantes, o que me deixou um pouquinho ansiosa para a tal entrevista de quarta-feira que vem.

Hoje de manhã, no colégio, eu contei a novidade pada o pessoal. Cada um reagiu diferente. A Júlia disse que a prima da vizinha dela fez intercâmbio em uma cidade no interior da Austrália e odiou! As pessoas da família onde ela ficou hospedada comiam carne de canguru e feijão doce, e ela só não morreu de fome porque tinha guardado dentro da mala um pacote de bombons e duas garrafas de guaraná que ela tinha levado para dar de presente. 

O Rodrigo, ao contrário, disse que o irmão dele foi para o Canadá e adorou tudo, voltou cheio de equipamentos novos para a banda.
          A Priscila falou que também pensou em fazer intercâmbio, mas, como no ano que vem a gente vai estar no terceiro ano, o pai dela não deixou por cousa do vestibular. Eu disse para ela tudo aquilo que o diretor da SWEP falou para a minha mãe, de socialização e aprendizado do Inglês, mas ela disse que o pai dela falou que a prioridade da vida dela agora é passar no vestibular, que viagens ela pode fazer pelo resto da vida. Será? Eu acho que vestibular a gente pode fazer pelo resto da vida, já viajar de intercâmbio... 

Não sei, não, mas eu acho que a Natália e a Gabi ficaram meio com invejinha. Elas falaram que têm certeza de que eu não vou gostar porque eu sou toda tímida e que o mundo é dos desinibidos.
   Eu ia começar a replicar, quando o Leo – que estava muito calado, só escutando a discussão – perguntou: "Você sabe quanto custa uma ligação telefônica para lá?".

Eu respondi pra ele que eu nem sabia para onde ia, nem se ia.
        "Pois me avise assim que souber", ele disse, todo sério. "Tenho que começar a fazer econompessoa. Esse Leo é meio maluco. Até parece que ele vai me ligar quando eu estiver lá! Ele nunca me telefona aqui... na verdade, eu é que sempre ligo pra ele  pra perguntar sobre trabalhos em grupo, mas se bem que nem precisava, já que a gente se encontra o tempo todo no colégio, tipo que ele senta praticamente do meu lado, e no fim de semana a gente sempre vai para os mesmos lugares, e todo dia eu recebo um e-mail dele com cada piada mais sem graça do que a outra, e ele é quase tão viciado em filmes quanto eu, aí sempre passa lá em casa sem avisar para pedir um DVD emprestado da minha coleção (e acaba ficando para assistir lá mesmo, já que eu nunca empresto), mas telefonar, eu acho que ele nunca me telefonou. Diz ele que não gosta muito de telefonar porque não dá pra ver a expressão facial do outra pesescutada.. O resto da aula passou bem depressa, acho que por causa desse assunto todo de intercâmbio. Eu estava tão concentrada me lembrando do que o pessoal falou (Canadá, sim – interior da Austrália, não!), que nem vi o Marquinho entra na sala. Quando eu dei por mim, ele já estava falando meu nome na chamada, e dessa vez eu gritei "presente!" bem alto, mais pelo susto do que para ser escutada. 

Mas foi olhar para ele que esqueci tudo  o que tinha na cabeça... ele estava vestido com uma blusa branca, estilo bata, pra fora da calça jeans. O cabelo, como sempre, meio compridinho na parte de trás e com aquela franja que fica caindo em cima do olho na hora em que ele faz uma anotação... e a voz... que voz! Como eu podia não gostar de Biologia antes? Uma matéria tão interessante!
         Eu acho que a minha boca ia adorar fazer um intercâmbio na boca do Marquinho... 






Notas Finais


Bom, foi isso.

PS: como vcs puderam ver pela foto de capa desse capítulo, ss eu conheci a Paula Pimenta. Teve uma sessão de autógrafos dela aqui na minha cidade e eu fui


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