História Feeling Blue - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang, G-Dragon, SeungRi
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, SeungRi, Taeyang
Tags Gri, Nyongtory
Exibições 141
Palavras 4.357
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEEEEEEEI ~~~

Obrigada pelos favoritos e comentários <3

Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 23 - SeungHyun, eu não te amo.


Fanfic / Fanfiction Feeling Blue - Capítulo 23 - SeungHyun, eu não te amo.

Era como a letra de uma canção.

Dizem que o amor está espalhado em todos os lugares: músicas, outdoors, comerciais, poesias. Mas neste momento, aqui e agora, cada parte dele havia sido recolhido e montado como um quebra-cabeça, para apenas aqueles dois, da forma mais egoísta de ser. Dentro daqueles corações havia todo aquele sentimento. Aquele amor que é uma mistura de tudo, assim como a tinta branca, há pigmentos de medo, de hesitação, sinceridade, simpatia, há o amontoado de todos os sentimentos. O amor não é sinônimo de felicidade, mas muito menos de tristeza.

O amor é complexo.

Para alguns é a maneira a qual você trata alguém.

Para outros é o sentimento que faz você ver o mundo com outros olhos.

Para uns é como Romeu e Julieta.

Para vários é tristeza.

Estavam sentados debaixo de uma das grandes arvores, tentado escapar da chuva que pouco a pouco tornava-se mais calma e poética. Seungri deixou-se ser envolvido pelos braços de JiYong. Estava sentado por entre as pernas do outro, escorado no corpo alheio que permitia-o ouvir as batidas eufóricas daquele coração. Respirações calmas. Dedos nervosos. Nada era dito, perguntado, especulado. Eles apenas aproveitavam o momento. Jiyong sorria como um bobo, um idiota, como um protagonista de comédias românticas. Seungri fazia caretas com o rosto ruborizado, cada vez mais se aconchegava naquele abraço.

Entretanto, havia algo que o cutucava de esguelha, de forma insistente e incomodativa, algo que por mais que tentasse deixar de lado tornava seus pensamentos em uma arte abstrata. Não era o fato de suas memórias não terem voltado total ou parcialmente, muito menos a questão de seu pai ter lhe enganado a vida toda, naquele instante ele queria acalmar as batidas receosas do seu coração. Ele queria estar certo de que finalmente poderia se entregar a aquele homem. O homem a quem amou desde quando era criança e que por mais que fossem separados por 10 anos, ele, no instante em que o viu, sentiu o coração apertar e a saudade bater à porta.

-JiYong... – Sussurrou, de forma que o outro escutasse. – Se... Se eu não fosse “Lee SeungHyun” você teria me amado mesmo assim? Se eu nunca tivesse descoberto quem eu era, você teria me amado? Você sabe... por mais que eu tenha descoberto quem eu sou, ainda é tudo tão confuso e eu não lembro de cada memória nitidamente. – Soltou aquilo que o incomodava. – Eu sinto que estou feliz em finalmente ter preenchido um vazio que me encodava por tempos, agora eu sei quem eu sou, mas ao mesmo tempo eu ainda não sei. EU cresci a vida toda acreditando em coisas que nunca aconteceram. Minha vida foi uma mentira e isso realmente dói. Mas desde o momento em que eu te vi, eu senti que você era a chave de tudo. Eu me vi atraído, eu me vi querendo saber quem você era. Eu acredito que isso foi por causa de que os sentimentos que nutríamos quando pequenos ainda continuou em nós. Mas me diga, se você nunca tivesse descoberto que eu era aquela criança, você teria me amado? Ou você só me amara por que eu carrego comigo o nome de quem tanto procurou? – Aquelas palavras eram como um peso, um medo, um pesadelo infantil. Seungri por mais que amasse o momento em que estavam, ele estava inseguro.

Jiyong tocou-lhe o rosto e secou as lagrimas que estavam quase a cair, olhou-o por longos e arrastados minutos, em busca da raiz daquele medo, sentiu-se triste por ter visto que em todo esse tempo que que passaram juntos não foi capaz de transmitir sentimentos confiantes a quem tanto queria por perto. Respirou fundo. Respirou mais fundo. E respirou ainda mais fundo. Esticou o braço até a caixinha de papelão que se encontrava próximo a eles, pegou o conteúdo que lá havia e sem cerimonias rasgou aquele envelope e desdobrou aquele papel de caderno, quando as letras se fizeram presentes deixou que sua voz adentrasse abafada, devido à chuva, nos ouvidos de Seungri. Lembrava-se de cada palavra que escrevera naquele papel, e sabia que elas sempre foram direcionadas a SeungHyun.

"Ultimamente eu já não tenho mais achado graça nos programas da televisão.  Ultimamente eu fico apertando o botão horas e horas e apenas vejo o vulto dos canais. Ultimamente não consigo mais passar as tardes deitado sobre o sofá até anoitecer e então dormir. Ultimamente nem mesmo mangás, ação, filmes de terror, minhas músicas preferidas têm me ajudado a passar o tempo.

 Eu simplesmente não consigo mais levar aquela vida monótona que eu tinha.

A culpa se chama Lee SeungHyun." 

 -Gd... A minha pergunta, por fav-

-Shhh.

 "”O que Lee SeungHyun é para mim? ” Eu decidi deixar os problemas de lado e escrever sobre isso, os motivos que me fazem ama-lo. EU sei que você disse para escrevermos nossos problemas, mas disso já estamos cheios, não é? Sei que você está sofrendo e grande parte disso é minha culpa, e eu não como ajuda-lo, não sei se sou o mesmo que você é para mim, mas eu escreverei aqui tudo o que eu tenho vergonha de dizer a você.

PERGUNTA: O QUE É LEE SEUNGHYUN PARA VOCE!? 

Ele é como as estrelas enquanto eu sou o céu. Ele reluz, ele me torna algo belo.

Ele é como a pimenta do lamen.  Ele pode não saber disso, mas Wow, ele é realmente quente...

Ele é a luz do fim do túnel. Misterioso, mas a salvação que preciso.

Ele é a minha anestesia, meu antialérgico, meu antibiótico.

Ele é tão idiota em achar que eu não me importo com o que está acontecendo. Eu me importo, mas eu não quero que ele passe os momentos comigo lembrando de coisas tristes. Eu quero ajudá-lo a fugir da dor e da tristeza. Por isso, eu sempre tento de tudo para deixa-lo confortável.

 Ele é feito de sorrisos, lágrimas, de amor e bondade. SeungHyun é feito de desejos, sonhos, esperança. Ele é feito de impaciência, indecisão, curiosidade. SeungHyun é qualidade e defeito, assim como qualquer ser humano, mas as vezes ele acha que é exclusivo no quesito defeitos.

Ele é perfeito da maneira que é.

Eu amo seu beijo. Seu abraço, carinho, voz, pigarros.

Eu amo tudo o que venha dele. ”

 -Eu amo a pessoa por trás do nome "Lee SeungHyun".  Eu não amo seu nome, e sim quem você é. Muitas vezes eu pedi perdão a SeungHyun pois estava me apaixonando por Seungri. O fato de vocês serem a mesma pessoa é um detalhe. Eu não vou mentir que nunca seria capaz de esquecer SeungHyun, ele foi minha salvação. - Disse - Eu estou feliz de ter encontrado quem eu procurei por 10 anos, mas não ache que enquanto não sabia que você era SeungHyun que eu não te amava. Eu sofria todos os dias achando que estava traindo SeungHyun com você. - Disse, desviou os olhos novamente para o papel.

"SeungHyun me mostrou a arte de um sorriso, ah, seu belo sorriso. Eu me sinto como se estivesse em paz, como se encontrasse o Nirvana.

Ele nunca tentou me obrigar a ser quem eu não era. Nunca tentou invadir a barreira que eu colocava em meu coração. Desde pequeno eu não tinha a presença dos meus pais comigo, por isso vivia na casa das minhas tias, quando maior comecei a viver sozinho na casa dos meus pais. Era solitário, eu sentia raiva deles por isso, por nunca terem ido aos eventos da escola, por nunca estarem ali quando eu sentia algo estranho, por terem feito eu amadurecer rápido demais. Meus amigos na escola nunca se passaram de apenas colegas, não fazia diferença a eles se eu estava ou não ali. Eles me chamavam de estranho e as vezes de doente por muitas vezes não concordar que “aquela garota era bonita”, mas dizer que “aquele garoto é o meu tipo! ”. Naquele tempo eu não sabia o que era tradições, preconceito. Eu vivia dormindo, sem ânimo e esperança por não ter meus pais ao meu lado, mas me sentia ainda pior por meus amigos terem se afastado de mim por motivos que apenas entendi anos depois. Eu sofria e por isso me escondia.

Quando você, SeungHyun, chegou eu me vi sendo assaltado. Para onde havia ido minha dor? Por mais insensível e indiferente que eu tenha sido, você continuava ali, como se soubesse que eu não era daquela forma, que aquilo era apenas uma defesa do meu coração que se sentia ameaçado. Você sorria e eu me via perdido em sensações estranhas. EU tinha medo delas. Eu chegava em casa e já não ficava a dormir o dia todo, eu olhava para qualquer que fosse o canto e imaginava como seria o próximo dia, se você estaria ou não lá. Eu ficava ansioso para vê-lo, e quando acontecia minhas pernas tremiam, eu suava, me sentia ainda mais nervoso e por fim você tirava de mim informações que nem mesmo eu sabia. Você me conhece mais do que qualquer pessoa, mais do que a mim mesmo. Quando me dei conta que estava gostando de você eu tentei me afastar, fugir, deixar de lado, eu estava assustado com sua reação, eu tinha medo que ela fosse igual a das pessoas que se diziam minhas amigas, mas por fim, você foi o primeiro a tomar uma atitude, lembro de cada detalhe do nosso primeiro beijo e a forma envergonhada que você ficou, também lembro que quando te olhei você saiu correndo, me deixando como um idiota ali.

Muito obrigado por você ter vindo até mim naquele dia ensolarado, por te insistido e acreditado em mim.

Muito obrigado por ter estendido sua mão e só a ter puxado de volta quando eu a segurei.

Eu penso em nós todos os dias, horas minutos.

Eu acredito em nós. 

Mas meu amor, eu sei que você oscila. Meu amor, eu sei que você está sofrendo. E por isso as vezes eu penso que te deixar ir é o melhor.  Por mais que eu te ame, eu não sou o dono de você, eu sou o seu complemento, você é livre. Eu sou livre. Nós somos livres.

 Na verdade, nós somos presos em tradições insignificantes."

 -Mas se você achar que o meu amor te machuca, se você achar que o meu amor te sufoca, te faz chorar, te deixa hesitante, vá embora. Por mais que eu te ame eu não posso deixar que sofra por egoísmo. Mas eu sempre lembrarei de ti, pois a pessoa que você é me traz a paz. - Leu - Eu amo a pessoa que és e não o nome que levas consigo.

"Eu olho para a lua e pergunto o que você está fazendo.

Eu queria estar ao seu lado e dizer que está tudo bem, que tudo é um período ruim e que seremos felizes. Mas no fundo eu sei que nosso amor é tratado como irracional. E o quanto isso irá nos afetar futuramente!? 

Mesmo que um dia um de nós desista de tudo, imagino que iremos nos encontrar em alguma esquina, café, avenida. Você já ouviu a lenda de Akai Ito!?  É uma lenda japonesa, onde diz que sua alma gêmea e você possuem laços que não podem ser rompidos, por mais longe que um esteja do outro. Na vida nós podemos ter a nossa alma gêmea e a pessoa a quem passaremos o resto da vida, muitas vezes não são a mesma pessoa. Por isso, se um dia deixar de se sentir bem ao meu lado, por mais que me ame, vá embora. Procure essa pessoa que irá cuidar de você.

Porém não me peça para deixar de ama-lo. Podem se passar minutos, horas, dias, anos, eu sempre vou amar a pessoa que me ajudou. E por isso que eu sempre vou estar aqui para ser seu aeroporto, por mais longe que você voe. 

SeungHyun, as vezes eu acho que não te amo...”

-SeungHyun as vezes eu acho que não te amo.... Na verdade, SeungHyun, Seungri, Victory, ou seja lá o nome que você queira usar, eu não te amo. – Disse, fazendo os olhos do loiro se espantarem, as batidas quase pararem e a respiração acelerar. – O que eu sinto por você é maior que amor. É mais intenso, profundo, sincero, puro, verdadeiro. Seungri, eu não gosto de você apenas por que você se chama “Lee SeungHyun”, nunca pense isso. Por favor, confie em meus sentimentos.

“Se nos for permitido continuar juntos por muito tempo, eu quero escrever nossos nomes em cadeados, ir à praia, passear de mãos dadas em Hongdae enquanto observamos as artes e ouvimos a música dos artistas de rua. Eu quero ir ao exterior. Eu quero passar a noite assistindo a um filme, comendo pipoca, eu quero trocar os canais da tv ao seu lado

Eu sinto mais que amor por você.

Kwon Ji Yong. ”

-Desculpa acabar duvidando…

-Shhh. – JiYong virou o rosto do outro e beijou-lhe. Querendo transmitir confiança naqueles toques íntimos, querendo mostrar a ele que o amava. – Tudo bem, eu que acabei ficando feliz demais e o assustei.

- Na verdade.... Eu estou me sentindo tão feliz. Sabe... pode achar um exagero, mas nunca me senti tão bem. – Se aconchegou ainda mais nos braços do outro. – Por um momento eu fiquei com medo de que você fosse me amar apenas por que sou quem tanto procurou. Eu acabei esquecendo tudo o que passamos nesses dias. Me desculpe, tudo está uma bagunça na minha cabeça. - JiYong apertou-o ainda mais naquele abraço, aproximou seu rosto do pescoço alheio e permaneceu ali. – Me desculpe também por não conseguir lembrar de tudo...

-Nós vamos fazer novas memórias, tudo bem? Não precisa se forçar a lembrar das passadas.

-Ji.

-Huh?

-Nada. Ji. Ji. Ji. Eu tenho vontade de ficar repetindo isso. – Riu. – Ji!!

-Yah! Que criança irritante! – Riram.

-Ji! – Fez um biquinho. – Ji. Ji. Nós vamos fazer ainda mais memórias! Vamos a todos os lugares que você escreveu a 10 anos atrás!

-Uhum.

-Ji, eu tenho tantas perguntas... – Sussurrou.

-Fazemos assim, hoje vamos para casa descansar, você está tremendo de frio já e eu também. Amanhã eu respondo suas perguntas, por mais dolorosas que sejam, eu não esconder nada, você tem o direito de saber e eu sei como você está sofrendo com toda essa falta. – Disse.

-Tudo bem... – Assentiu. – E o que fazemos com as cartas?

- Vamos colocar aonde já estavam! Mas dessa vez vamos deixar que o tempo decomponha elas e deixem que vá embora. Chega de se prender ao passado. – Disse, pegou a carta em sua mão e Seungri entregou a ele a que havia guardado no bolso. Colocaram ambas na caixinha de papelão e jogaram dentro da pequena e torta escavação. Por fim replantaram a flor que Seungri havia arrancado, esperançosos que ela não viria a morrer.

-Pronto!

-No três nós corremos, Ok? – Disse. A chuva por mais fina que estivesse ainda seria capaz de dar um belo banho neles. – 1... – Segurou firme a mão de Seungri. – 2... – Respirou fundo, pronto para encarar a chuva. – 3.... – Começaram a correr como dois fugitivos.

-xx-

-Wow! Vai molhar todo o seu chão, tem certeza? – JiYong disse antes de pisar no apartamento de Seungri.

-Tudo bem, depois eu seco. – Olhou aos redores, procurando qualquer sinal de Jisoo, havia dias que ela não aparecia, mas ele conhecia o jeitinho inesperado dela.

Adentraram o apartamento, Seungri acendeu as luzes, deixando evidente a bagunça: almofadas no chão, louça acumulada, mesa desarrumada. Tudo fruto do período que passou brigado com JiYong. Meio envergonhado pediu para que o outro entrasse e não reparasse a desorganização.

-Eu vou buscar algumas roupas e você pode ir tomar banho primeiro. Eu faço algo quente para tomarmos e evitar um resfriado. – Sugeriu.

-Tenho uma ideia melhor. – Disse e se aproximou de Seungri, segurando-o pelo pulso e puxando-o pelos corredores até o banheiro. Abriu a porta, o box e quando ambos já estavam debaixo do chuveiro ligou o registro, permitindo que a água quente caísse sobre seus corpos. A sensação do frio sendo expulso era aliviante, os músculos relaxaram e as respirações se acalmaram por instantes.

Começou a desabotoar a camisa de Seungri, que o marcava de forma lasciva, mas segurou seus anseios naquele instante. Deslizou a camisa com certa dificuldade e alcançou a espuma de banho, depositou um pouco do liquido que cheirava a menta em uma esponja circular e começou movimentos leves por cima da pele alheia. Seungri limitava-se a observar a situação. Ente um movimento e outro, JiYong depositava beijos, as vezes mordidas, mas não ultrapassava os toques. Esfregou as costas de Seungri decorando cada detalhe, cada pintinha, cicatriz, arranhão, decidiu por brincar e arranha-lo.

-Yah! – Pigarreou com o arrepio que percorreu o corpo. Estava gostando da sensação que o momento trazia. Percebeu que aos poucos não havia mais nenhum indicio de terra ou grama em seu copo. – Minha vez. – Virou-se de frente ao moreno e num ato único retirou a jaqueta e ergueu a camiseta do Pulp Fiction que vestia, deixando que a estampa com Jonh Travolta caísse ao chão e permanecesse a observa-los. Empurrou as roupas para o lado e se aproximou mais, pegou a esponja das mãos de JiYong e imitou seus movimentos, até que ele estivesse com aroma de menta. Ergueu o braço em direção ao shampoo e depositou um pouco do conteúdo transparente do frasco em sua mão, logo afagou as madeixas castanhas, formando uma espuma densa.

-Você vai ficar brincando feito criança? – Riu ao ver que Seungri formava um mediano topete com seus cabelos espumados. Puxou o outro para debaixo do centro do chuveiro, abraçando-o, fechou os olhos e manteve-se a apenas ouvir o som da agua se chocar ao chão. Ficou a sentir as batidas descompassadas do coração alheio, que combinavam com as suas.

Seungri retribuiu o abraço e fechou os olhos, sentindo as batidas aceleradas do coração alheio, a respiração que batia com a sua, e a ouvir a agua encontrar o chão. Subiu uma de suas mãos ao rosto alheio, pousando-a sobre a bochecha quente. Aproximou mais o rosto e beijou aqueles lábios, com doçura e singeleza. Os movimentos de suas línguas eram calmos, conheciam uma a outra e por isso aquele momento intimo já era natural, mas estavam sempre a tentar causar novas sensações com seu atrito.

Olhos fechados.

Corpos colados.

Deslizavam seus dedos na pele úmida do rosto alheio, com leveza, simplicidade, traçavam cada detalhe, cada curva dos lábios, a extensão do nariz, tocavam a maciez das bochechas, a finura dos cílios.  Enquanto sorriam entre os beijos.

-Eu vou fazer algo quente para nós, tudo bem? – Interrompeu o momento.

JiYong assentiu e ficou observando a figura de Seungri enrolar-se um uma toalha e fechar a porta atrás de si.

-Será que agora eu vou ser feliz? – Perguntou em direção as pessoas estampadas em sua camiseta, como se elas o ouvissem e estivessem com a resposta. Terminou seu banho sem muita demora, fechou o registro e saiu do box, caminhando até o amplo espelho embaçado. Passou a mão até seu reflexo tornar-se algo mais nítido, mas podia ver que naquela figura nublada havia uma expressão vivida, a qual não se lembrava mais que possuía. Abaixou o olhar em direção a sua mão, encarando aquela cicatriz que já não parecia doer tanto, já não lhe parecia tão profunda quanto da última vez que a viu.

-Eu finalmente encontrei Lee SeungHyun... – Dizia ao seu reflexo. – Ele está bem, cresceu, tornou-se um homem com uma carreira brilhante. Eu me preocupei atoa todos esses anos, achando que ele havia sumido para sempre. Eu estou feliz. Eu tenho vontade de gritar de felicidade.... – Riu.

Secou o corpo e vestiu as roupas que Seungri havia deixado ali: um blusão cinza e uma calça de moletom. Ambas as peças ficaram confortáveis em seu corpo, além de terem o aroma extasiante de perfume. JiYong sorria ainda mais. Saiu daquele cômodo e seguiu o cheiro de café que o levava à cozinha, deparou-se com Seungri em pé segurando duas xícaras grandes, transbordando o líquido negro.

-Oh, você ficou bem nesse blusão – Seungri disse, JiYong parecia mais jovem com aquelas roupas largas e grossas, deixando-o de certa forma fofa.

JiYong pegou as xícaras da mão de Seungri e sentou-se no sofá, indicando ao outro para se aconchegar em seus braços, e sem cerimonias o fez.

-Eu acho que não quero mais café. – JiYong disse, fazendo uma careta logo no primeiro gole.

-Acho que exagerei no açúcar...- Riram.

Largaram as xícaras no balcão ao lado, ainda cheias do café que podia concorrer com o mel em quantidade de açúcar. Seungri aninhou-se ainda mais no calor de JiYong, enquanto este afagava seus cabelos molhados. Permaneceram ali, apreciando a harmonia do silêncio, suas batidas, sorrisos, caricias, diziam tudo o que não cabia em palavras.

-JiYong... – Sussurrou, estava cansado tanto fisicamente quanto mentalmente com tudo o que havia acontecido. Após chamar o nome do outro deixou que seus olhos fechassem e seu corpo adormecesse.

JiYong ficou observando o outro dormir, com aquela expressão serena que lhe trazia certa paz.

-Sabe, eu realmente achei que nunca mais o veria.... Eu não sei como vão ser as coisas daqui para frente, mas confie em mim, segure a minha mão e nunca largue ela. Eu vou estar aqui sempre que precisar, não importa se estiver feliz, zangado, frustrado, triste. Eu estou aqui. Eu amo você.... Mesmo que seja difícil lidar com essas memórias não desista, por favor. SeungHyun, eu vou te ajudar a lidar com tudo isso. – Secou as lágrimas que desabrocharam, desta vez não era tristeza que elas traziam, e sim alivio, felicidade. – Eu sinto mais que amor por você...

-Xx-

 Acordou sentindo falta do calor aconchegante. Apalpou ao redor da cama a procurar por Jiyong, mas sobre as macias cobertas só haviam fiapos. Abriu os olhos de forma manhosa, e infelizmente viu que estava sozinho. O teto branco e vazio lhe permitia viajar por entre os pensamentos, que o fazia sorrir como um bobo, de orelha a orelha.

-JiYong. JiYong. JiYong. – Repetia.

Levantou-se com pressa de ver JiYong, caminhou até o banheiro, lavou o rosto e bateu levemente nele para acordar de vez e por fim reparou o sorriso insistente que seus lábios formavam.

Riu de si mesmo.

Riu por estar agindo como um adolescente.

Quando seus olhos viram a imagem de JiYong na cozinha seu coração bateu rápido, suas pernas tremeram, e seus pés ansiaram caminhar. Um, dois, três passos largos e abraçou-o, encostando sua cabeça nas costas cobertas pelo mesmo moletom quentinho da noite passada.

-Bom dia! – Sorriu.

-Bom dia! – JiYong virou-se, deparando-se com um largo sorriso em Seungri, pousou suas mãos nas bochechas rosadas e beijou-lhe a testa de forma demorada. – Você adormeceu no sofá e o coloquei na cama depois. Dormiu bem?

-Uhum..., mas por que você já levantou? – Perguntou.

-Você viu que horas são? – Apontou para o relógio que marcavam 12:45

-Eu acho que dormi bastante... – Riu.

-Sente-se ali enquanto preparo algo para comermos, ok?

-Vamos fazer isso juntos. – Seungri disse, puxando as mangas da sua blusa para cima. – O que você pensou em fazer?

- Lamen? – Riu.

-Lamen? Sério?

-Você vai provar o melhor lamen do mundo! – Disse com pose orgulhosa.

-Ok, ok...

Entre risadas e pigarros começaram a preparar juntos a refeição, Seungri cortava os legumes da forma que a Senhora Kwon havia lhe ensinado, enquanto JiYong dizia-o para deixar que ele fazia tudo sozinho. No fim, deixou que o outro terminasse tudo e arrumou a mesa para comerem. Estava feliz com o momento e seu estômago também, pois não parava de roncar com o cheiro delicioso que saia da panela.

-Aqui está! – JiYong disse, colocando a panela sobre a mesa e retirando a tampa. – O melhor lamen que você já comeu! – Orgulhou-se, deu uma última misturada nos ingredientes: ovo, legumes, massa, temperos. - Diga “Ah”. – E Seungri o fez, recebendo parte daquela comida em seus lábios.

-Wow, é delicioso mesmo. – Espantou-se. O gosto apimentado dos temperos misturou-se a combinação de legumes e formou um sabor único.

-Viu, eu disse! – Riu. E assim como Seungri, começou a comer até que não restasse nada. Ora ou outra levava a comida até a boca de Seungri e vice-versa.

Retiraram os pratos e talheres sujos da mesa e combinaram a limpeza, JiYong lavaria e Seungri secaria. O problema foi que JiYong passou mais tempo jogando espuma em Seungri do que lavando os utensílios.

-Pronto! – Jogou o corpo sobre o sofá, chamando JiYong para sentar-se ali também.

-Você não tem que trabalhar hoje? – Perguntou JiYong, deitando-se sobre o colo de Seungri.

-Eu deveria estar me preparando para o lançamento do álbum semana que vem... – Disse.

-Já é semana que vem? Wow, estou tão orgulhoso de você. – Sorriu. – Tire o dia de descanso hoje já que ontem foi um turbilhão e amanhã comece a se preparar! Eu posso te ajudar. Quem está produzindo o álbum?

-Tablo, ele é tão difícil de lidar quanto você! – Riu. – Mas antes de começar a me preparar... – Seu olhar se fez distante.

-O que foi de repente? – JiYong perguntou preocupado.

-Eu não vou conseguir me concentrar dessa forma. – Disse. Eu preciso resolver essa confusão que está na minha cabeça senão não vou conseguir me concentrar. Ji...Eu tenho tantas perguntas, você me prometeu responde-las, não é?

-Sim... – Respondeu hesitante. Por mais que houvesse concordado em ajuda-lo, sabia que aquelas memórias passadas eram repletas de dor.

- Por que você tem essa cicatriz na sua mão? O que aconteceu? É mais uma das coisas que meu pai te fez? Como? Me desculpe, eu sei que é algo íntimo e provavelmente doloroso, mas se diz respeito a mim, eu quero saber.  O que aconteceu que me tirou de você?

-Seungri. – Respirou fundo. – Essa cicatriz, o seu sumiço, a nossa separação, tudo aconteceu no mesmo dia. Você tem certeza que quer saber? Não há nada de bom em lembrar daquele dia.

-Por favor Ji, eu quero entender do por que não lembro de nada.

Suas mãos tremeram, seu coração tornou-se cálido.

Aquele dia, ele se lembrava bem daquele pesadelo.

Respirou fundo.

Apertou as mãos.

Engoliu em seco.

- Era outono de 2007...


Notas Finais


QUE FOFOS, NÉ? ahaha

Então, vocês lembram do prólogo? O próximo capítulo será a continuação daquele dia!

Espero que tenham gostado, fiquem a vontade de comentar!

Beijinhos e até mais ~


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