História Feeling Blue - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang, G-Dragon, SeungRi
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, SeungRi, Taeyang
Tags Gri, Nyongtory
Exibições 86
Palavras 3.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEEI <3

Estou tentando postar o quanto antes! hehe ~
No último capítulo tivemos um dia tão fofo entre eles, onde Seungri cantou a música "Confession" para o JiYong, mas no final algo estranho aconteceu e o deixou assustado.
Nos comentários do último capítulo teve leitora que acertou a pessoa que apareceria nesse! <3

Espero que gostem

Capítulo 30 - Um dia no parque


Fanfic / Fanfiction Feeling Blue - Capítulo 30 - Um dia no parque

Corria.

Corria com medo daquilo que não estava a ver, apenas a ouvir. Passos abafados pelo barulho irritante da chuva, uma voz que chamava seu nome com tamanha malícia. Corria com medo daquilo que sequer via, mas ouvia.

Corria tão rápido que a distância se tornava cada vez maior, mas suas pernas fraquejavam. Elas insistiam na vontade de parar. Seus pés insistiam em tropeçar nas lembranças, nas sensações, em tudo que lhe sufocava.

Caiu.

E a distância que se orgulhava tanto se desfez, como uma mágica que sequer existiu. E os toques tornavam-se vividos, apertavam-lhe o pescoço.

Pó.

Como um amontoado de poeira foi assoprado. Como um amontoado de folhas secas foi chutado. Tentou levantar, correr, se salvar, mas o corpo pesava.

Estava parado. O cenário chuvoso se desfez e um sol se punha no horizonte. Estava sozinho.

O telefone tocou.

O pesadelo se desfez com o abrir dos olhos, mas a respiração ofegante e o medo permaneciam como resquícios, uma má lembrança, um aviso para não esquecer. Com certa dificuldade alcançou o celular do outro lado da cama. Na tela, uma chamada de um número desconhecido reluzia.

- Alô!?

Nenhum barulho de voz se fez presente, nada além de uma respiração pesada e ruídos, nada além do que uma voz mecânica dizendo:

" Passageiros do vôo das 10:15 por favor se dirijam até a plataforma..."

A ligação caiu.

Talvez se perderia naquele som profundo e repetitivo da ligação caída, mas sua atenção desviou-se para as três leves batidas na porta. Passou a mão sobre o rosto, respirou profundamente e levantou-se da cama. No momento seguinte ao qual virou a maçaneta e trouxe a estrutura de madeira para trás a imagem de Seungri tornou-se nítida, junto ao sorriso acolhedor dele, que fez com que sua expressão assustada fosse saindo de mansinho. Atrás do loiro, e na altura do joelho, uma pequena figura escondia-se acanhada.

- Bom dia meu amor. – Seungri disse. – Tablo acabou de trazer ela, ele virá busca-la a noite.

- É mesmo? – Sorriu.

- Eu convidei Jisoo para vir aqui de tarde nos ajudar a cuidar da Haru, ela aceitou. – Contou.

- Tudo bem. – Disse, ajoelhando-se na altura da menina. – Olá Haru, quanto tempo!

A menina levou o olhar até os de JiYong, mas o encontro entre as írises resultou em um rubor extenso sobre suas bochechas. Balançou a cabeça em negação e largou o tecido da jeans de Seungri que segurava com força, virou-se apressadamente e correu para a sala. Fazendo com que JiYong não segurasse o riso.

- Ela fica extremamente tímida perto de mim. - Contou.

- Ji... O que foi?

- Huh?

- Sua expressão, ela está um pouco cansada. Você normalmente não acorda desta forma.

- Não foi nada. - Disse sucinto.

- JiYong...

- Eu tive um pesadelo Seungri, eu não consigo descrever o que era exatamente, mas a sensação.... Eu ainda estou assustado com o que houve ontem.

- Ji, eu estou aqui. - Aproximou-se do outro e o trouxe para dentro de seu abraço, afagando o rosto em seu ombro e acariciando as madeixas azuis. - O pai está no hospital. Não precisa se preocupar.

O abraço.

Talvez fosse esse o nome do remédio que Jiyong deveria ter tomado a vida toda. Um abraço apertado e sincero, daquele a quem mais nutre sentimentos e divide o espaço na cama. Aquele a quem entregou seu coração, seu corpo, e sua alma, mas manteve consigo ao mesmo tempo. Apesar do receio ainda estar estagnado em si, se permitiu mergulhar naqueles braços e se afogar nas palavras que eram sussurradas.

Era como um calmante, aliviava seus músculos a fazendo com que o peso de suas costas caísse ao chão.

- Eu vou lavar o rosto, vai lá ficar com a Haru.

Seungri assentiu as palavras e antes que saísse estreou os lábios alheios naquela sucinta manhã.

Doce. Amável. Reconfortante.

Em frente ao espelho olhava seu reflexo cansado, procurando na profundeza de suas írises onde se escondia aquele medo que tanto lhe atormentava. Abriu a torneira e deixou que o barulho da água invadisse se seus ouvidos abafando qualquer pensamento errado que viesse a ter. Com as mãos em concha, deixou que a água transbordasse de dentro delas, percebendo então que por entre os vãos de seus dedos ela fugia. Nesse momento olhou de forma poética, da forma como um escritor que faz uma analogia, colocou então que a água que escapava por entre seus dedos era a sua coragem que às vezes deixava fugir, deixava se perder, e fazia com que se escondesse nos braços do homem que amava. Lavou o rosto com aquela água cristalina então saiu dali, deixando para trás sua analogia, seu medo, e qualquer coisa que viesse atrapalhar seu dia.

Sentada sobre o estofado do sofá a menininha balançando as pernas alegremente, com a cabeça baixa envergonhada, brincava com os nós dos dedos. Quando seus olhares se cruzaram sorriu de forma aberta. Haru então se encolheu ainda mais no canto do sofá.

- Haru!! - Chamou-a alegremente, mas a mesma o ignorou.

Seungri se aproximou dela, sentando-se ao seu lado, e como quem conta um segredo cochichou no ouvido dela, mas ela apenas mexia a cabeça em negação.

- Então eu vou embora. - Jiyong disse, virando-se de costas para ambos.

- Espera! - Uma voz fina gritou, o fazendo virar.

O Relâmpago rosa atravessou a sala, jogando-se nos braços de Jiyong, enquanto esboçava um enorme sorriso, daqueles de quem ganha um sorteio e com a felicidade de quando o time favorito ganho jogo. Balançava o tecido rosa do vestido junto aos fios curtos e castanhos do cabelo. E no momento seguinte disse:

- Saudades ~ - escondendo o rosto no tecido branco da camiseta alheia.

- Também estava com saudades. - Respondeu, de forma carismática.

- Lembra da Haru? - Os olhinhos espiavam por uma fresta.

- Claro, como eu me esqueceria? - Um sorriso longo se emoldurou em seu rosto.

- Viva!! - Ergueu os bracinhos o mais alto que pode. – JiYong! JiYong! – Cantarolava e JiYong dava leve pulos no ritmo das palavras, levando-a a sorrir ainda mais.

- Vocês dois se dão bem, isso sim! – Seungri tentou comentar, mas em momento algum a sua voz era ouvida.

Eles estavam tão distraídos com o momento, o qual não incluía o homem de madeixas platinada. E este permanecia a observar de forma encantada a relação a sua frente, mesmo que não fosse ouvido.... Sorria como um bobo. Nunca lhe passou em seus mais futurísticos devaneios essa imagem. Sabia que por baixo do ironismo e pose forte, JiYong era tão sensível quanto uma vidraça, mas nunca pensara que ele poderia ser tão carinhoso com crianças. Nunca imaginou, esse lado materno e paterno dele.

O coração encheu-se de alegria com a mistura encantadora do sorriso aberto e constante de JiYong com a risada gostosa de Haru.

Sorriu ainda mais.

- Sabe onde vamos?

- Onde vamos? – A frase se fez em coro.

- Ao shopping e depois no parque.

- Ao parque!! – Haru gritou animada.

- Ao parque!? – Seungri perguntou. – Ao shopping? Não íamos só ficar aqui vendo um filme e brincando? Eu até mesmo chamei Jisoo para nos ajudar...

- Mudança de planos.

- Mas...

- Haru!?

-Huh!?

- Diga a aquele Oppa bonito que você quer ir ao parque e ao shopping. – E ela o fez. Saltou dos braços de JiYong e correu em direção a Seungri, sentando-se ao lado dele no sofá.

- Haru quer ir ao parque! – Disse, fazendo um bico. – E ao shopping! – Sua voz era manhosa, e seus olhinhos marejados. Abaixou a cabeça e fungou.

- Mas...

 

-Xx-

 

O grande prédio cortava a linha simétrica do horizonte, com suas enormes vidraças e fechada em letras coloridas, anunciando a quem estivesse a metros de distância que ali era o “COEX Mall”, o maior shopping subterrâneo de Seoul, localizado nas ruas requintadas de Gangnam. E por isso, seu interior expressava todo o estilo daquele distrito (claro, apenas a parte boa), através da decoração moderna, mas com todo um toque natalino. Atraindo assim inúmeros visitantes para tirarem fotos, onde, na maioria das vezes, forçam sorrisos e saem de olhos fechados, ou então com alguma careta, fazendo com que aquela imagem nunca seja repassada para os outros participantes.

Entraram pelas portas automáticas. Haru ficou vidrada pelas decorações: uma arvore natalina no centro, ordenada de bolinhos verdes, azuis, vermelhas, douradas e pratas, grandes, médias, pequenas, bengalas doces, bonequinhos imitando o bom velhinho, e suas renas, trenós, presentes, laços enormes e outros tão pequenos, e por fim uma enorme e reluzente estrela dourada ao topo. Ao redor do monumento havia uma gama de presentes falsos e de diversos tamanhos e modelos.

- Uau -  disse impressionada com a beleza. – O que é aquilo?  - Apontou para um trem enorme e vermelho, posicionado sobre trilhos. Estes que formavam um círculo, todo cercado por uma estrutura de madeiras pintadas de branco, onde uma placa informava:

“PASSEIO DE TREM.
ABERTO DAS 10:00 HORAS ATÉ AS 22:00 HORAS”

                - Você quer ir? – JiYong perguntou, contando o dinheiro da carteira.

- Sim!!!

Aproximaram-se da mulher baixinha que ajeitava a gola polo de seu uniforme vermelho, cuja cor combinava perfeitamente com o gorro de natal sobre as madeixas compridas e negras. Segundo ela o passeio tinha duração de 10 minutos e no final eles ainda ganhariam uma foto como recordação.

JiYong e Haru sentaram-se na frente, enquanto Seungri sentou-se no banco atrás deles. Mais ao fundo algumas outras pessoas sentaram-se, e quando todos já estavam prontos a mulher fechou a entrada, apertou um botão e lentamente o trem andava em círculos, numa velocidade lenta, mas que fazia com que a pequena Haru se sentisse em uma montanha russa. E com que Seungri e JiYong sentissem algo estranho brotar dentro de si, na mesma frequência do girar das rodas. Podiam ver de relance a mulher tirando algumas fotografias. E nessas horas tentavam fingir que não a viam. Quando o trem parou, desceram um a uma das pessoas, por último o trio. Seungri correu atrás de Haru, que havia saído em disparada para ver uma vitrine repleta de pelúcias, enquanto JiYong permaneceu ali.

- Geralmente pedimos o endereço do casal para mandar a fotografia, mas como vocês não são um casal, podem deixar dois endereços então. – Disse.

- E se fossemos um casal? – JiYong rebateu.

- Ah, não teria problema algum... – Ela respondeu, mostrando certo desconforto.

JiYong anotou no papel seu endereço e o de Seungri. De acordo com a funcionária a foto chegaria em cerca de 15 dias, pois todas seriam reveladas e enviadas no mesmo dia, para não haver confusão. Assentiu as informações e afastou-se dali.

- Eles vão enviar duas fotos. – Disse. – Uma na sua casa e outra na minha, depois você entrega uma delas para o Tablo.

- Ok.

Caminharam por entre os vastos corredores abarrotados de lojas, das quais JiYong observava atentamente as roupas dos manequins, ou então adentrava nas lojas de discos, deslizando os dedos pelo plástico que lacrava os CD’s, e nessa busca por algo levou uma pilha deles até o caixa, músicas que iam do R&B a um hip-hop, e até mesmo a algo independente. Seungri observava-o com graça, e procurava pelo próprio CD no meio daqueles. E o orgulho fora intenso quando o viu como um dos mais vendidos. A vontade era de retirar aquele boné e óculos e dizer a todos que era ele.

Continuaram a caminhada, observando cada uma das vitrinas, ora ou outra Haru parava para algum brinquedo ou pelúcia que lhe chamava a atenção, mas logo já achava outra coisa que a distraia. E assim permaneceram, um passo por vez enquanto sorriam com a sensação de aconchego e felicidade que o momento em que estavam proporcionava. E sem que percebessem algo crescia dentro deles, uma vontade que tivera escondida por debaixo de receios e hesitações.

Seungri imaginava-se chegando em casa e sendo abraçado por uma criança, a qual lhe chamaria de pai e lhe contaria tudo o que JiYong teria feito durante o dia. Uma fofoca inocente, e que lhe faria rir por muito tempo.

JiYong imaginava-se produzindo alguma música em seu âmbito particular, enquanto ensinava a criança ao seu lado como a importância de batidas e arranjos era essencial para atrair as pessoas. E a ensinaria a compor algumas canções. Brincariam no tempo vago e esperariam escondidos até o momento de Seungri chegar em casa e o assustarem.

O coração batia harmoniosamente.

- Haru, você gosta de peixes? – Seungri perguntou.

- Sim!! Uma vez Appa me levou para pescar, Haru pegou um peixe enorme! – Contou. – Era desse tamanho. – Abriu os braços o máximo que pode horizontalmente, com um sorriso orgulhoso.

- Uau, Haru é demais! – JiYong bateu palmas.

- E não é? – Riu. – Então, nós vamos ao aquário agora. Olhe aí. – Apontou para frente.

O letreiro colorido do “ Coex Aquarium” se fazia presente diante de seus olhos. Na entrada, dois grandes tanques cilíndricos conectavam-se a um aquário instalado na parte superior, todos decorados com uma temática alegre e cheia de peixinhos pequenos, que nadavam inquietos com a movimentação de pessoas.

Adentraram o local e ficaram maravilhados pela quantidade de espécies que possuía, além da beleza que o lugar se mostrava.  Haru segurava a vontade de colocar as mãos nos vidros, mas em compensação encarava os peixinhos nadarem.

- Este é igual ao do filme! – Disse animada.

- É mesmo! – JiYong disse.

- Você também assistiu “ Procurando Nemo”?

- Uhum.

- Appa colocou ele para assistirmos várias vezes. Esse é um peixe palhaço!

- Que esperta a nossa Haru, não é mesmo? – Disse, vendo-a se orgulhar das palavras ditas.

Conforme passeavam pelo local, o cenário mudava, deixando de lado a simplicidade da luz clara e aquários pequenos para um ambiente cheio de arvores sintéticas e aquários enormes, onde não havia somente peixes, mas sim tartarugas (das quais Haru ficou ainda mais maravilhada, e querendo levar uma para casa), peixes enormes, uma lontra e arraias. Os interiores dos aquários tornavam-se mais elaborados, retratando o máximo possível o habitat daqueles animais.

- Patrick! – Haru gritou, apontando para um aquário.

- Patrick? – Perguntaram.

- Sim, o do Bob Esponja. Olhe. – Apontou para uma estrela do mar rosada, que estava grudada no vidro.

Ambos riram do entusiasmo da menina.

Atravessaram uma pequena estrutura que imitava ao máximo uma ponte antiga, dali podiam ter uma vista superior dos aquários do primeiro andar. Continuaram o passeio por cerca de uma hora, até darem uma volta por quase todo o local. Se não fosse o estomago da Haru ter implorado por algo para comer, eles até continuariam.

 

-Xx-

 

- É bom? – Perguntou ao ver a menina mastigar o pedaço do hambúrguer.

Ela assentiu de forma animada.

- Você avisou a Jisoo que saímos? – Perguntou a Seungri, enquanto limpava o rosto de Haru que estava sujo de ketchup.

- Eu mandei uma mensagem avisando, ela ia ir para lá depois do trabalho.

- Por que não a convida para ir ao parque conosco? – Perguntou.

- Não tem problema?

- Claro que não. Ela está trabalhando onde?

- Ela arranjou um trabalho em uma dessas festas que ela vai. – Disse digitando a mensagem. – Faz tempo que não a vejo, ando ocupado ela também. De vez em quando nos mandamos alguma mensagem.

- Hum. – Revirou os olhos.

- Está com ciúmes da Jisoo? Sério?

- Claro que não...

                -Xx-

- Quanto tempo, Jisoo. - Jiyong cumprimentou. - Da última vez que a vi você era irmã do Seungri, hoje é o que? - Riu.

- Hoje posso ser namorada, o que você acha? – Rebateu, ajeitando seus cabelos ruivos atrás da orelha.

- Yah!! Estou apenas brincando. - Disse sério, revirando os olhos.

- A única criança aqui é a Haru. - Seungri comentou, recebendo olhares brabos sobre si. - Estou apenas brincando também.

Riram.

- Aliás, essa é a Haru. – Apontou para a pequena. – E essa é a Jisoo.

Haru timidamente se curvou para a mulher a sua frente.

- Vamos!? - Haru pediu, ansiosa para entrar no parquinho.

- Uhum.

- Jisoo - Seungri disse, ao ver que JiYong estava longe. - Seria loucura se eu disser que quero uma família ao lado de JiYong?

Ao ouvir essas palavras virou-se de costas para Jisoo e Seungri. Seus olhos brilharam de felicidade ao ver o jogo de cores vibrantes e quentes que coloriam os brinquedos do parquinho. Não demorou para que pegasse na mão de JiYong e saísse correndo em disparada para os brinquedos. Em um momento parou e olhou ao redor tentando decifrar em qual deles brincaria difícil. Era uma questão difícil ao seu ver e a cabeça parecia que iria estourar se não soubesse a resposta. Então resolveu pedir para JiYong qual deles ele preferia ir.

- Vamos no balanço. – JiYong disse, e logo correram em direção a ele.

Enquanto empurrava a pequena Haru, cantarolavam uma música infantil, da qual ela inventava algumas palavras, pois não se lembrava das palavras originais, mas que encaixavam perfeitamente.

- Eu não quero brincar mais no balanço! Vamos aonde agora?

Antes que pudesse responder sentiu o telefone tocando dentro do bolso das calças. Novamente aquele número desconhecido. Por um momento pensou em ignorar, mas sua curiosidade era maior. Disse para Haru ir brincar no escorregador, enquanto ele atendia a uma chamada. E ela o fez, misturando-se as outras crianças do local.

Com certo receio deslizou o dedo sobre a tela do celular e atendeu a chamada. Por exatos 5 segundos, que pareciam ter se arrastados, nada além do que uma respiração escoava em sua cabeça, até que finalmente uma voz feminina se fez presente do outro lado.

- Eu finalmente consegui. - Disse. - Estou te ligando desde de manhã, mas a ligação insiste em cair. Onde você está? Estou na sua casa e não o vejo.

- Mãe? O que você está fazendo aí? - Perguntou surpreso, e de certa forma aliviado ao saber de quem eram as ligações.

- Eu vim lhe fazer uma surpresa, mas acho que não deu certo.

- Eu estou no parquinho que tem aí perto. – Respondeu.

- Está fazendo o que aí?

“Eu estou com meu namorado cuidando de uma criança e pensando o quão eu desejo que momentos como esse se tornem repetitivos. ”

- Lembra-se do Seungri? Estou ajudando ele a cuidar da filha de um amigo nosso. – Contou. – Quer que eu vá aí? Não tem problema.

- Não precisa, me diga onde fica esse parquinho que vou até aí. – Pediu, e JiYong explicou detalhadamente as esquerdas e direitas que ela deveria virar, logo após desligou o telefone e caminhou em direção a Seungri e Jisoo.

Quando JiYong chegou até onde Seungri estava, percebeu a ausência de Jisoo, e este lhe disse que ela havia ido comprar algo para beberem, afinal o dia estava quente.

- Minha mãe está vindo aqui. – Contou.

- Sua mãe? Tão de repente? Mas ela não estava viajando?

- Ela tem costume de não avisar quando vem. – Bufou.

- Tudo bem. – Sorriu. – Sua mãe é querida, eu gosto dela.

- E ela gosta de você.

“Ela gosta de mim, mas ela continuaria gostando se soubesse que eu gosto do filho dela? Que eu estou atrapalhando o sonho dela de vê-lo se casar com uma mulher? ”

Haru se aproximou deles, com um bico formado em seu rosto.

- O que foi? – Pediram.

- Vamos brincar juntos! Haru não quer brincar sozinha. – Contou.

- E Haru quer brincar do que?

- Pega-pega! – Disse animada.

Ambos se olharam e concordaram com a ideia. Decidiram que Seungri começaria, se afastaram alguns centímetros e depois de Haru gritar “Já”, começaram a correr desesperadamente por entre os brinquedos. Chocando-se nas crianças distraídas e tropeçando na areia fofa. Todos se divertiam com aquele momento, não havia minuto sequer que JiYong e Seungri deixassem de rir.

Quando Jisoo voltou riu da cena a sua frente: Seungri caído ao chão enquanto JiYong e Haru o enchiam de cócegas. Pegou seu telefone e começou a tirar algumas fotos deles, sem que a vissem. Depois mandaria elas para Seungri. Jisoo por menor que fosse o tempo que conhecia Seungri, gostava dele de forma única, estava sempre ali para quando ele precisasse. E o mesmo retribuía suas ações, mas não com os mesmos sentimentos. Porém, mesmo que se sentisse de tal forma, seu maior desejo era vê-lo feliz, depois de tudo o que havia passado.

Mesmo que isso não fosse ao seu lado.

Mesmo que aquela bondade e carisma não lhe pertencesse.

E seu coração sentia-se bem, não doía, não criava ressentimentos, pois em momento algum deixou que esse sentimento se tornasse algo grande e intenso. Apenas algo passageiro, que gradativamente ia-se desfazendo.

Sentou-se no banco atrás de si, ao lado de uma Senhora. Percebeu que está admirava a cena diante de si compenetrada.

- Você os conhece? – A voz dela era doce, assim como a expressão em seu rosto. – Eu a vi tirando foto deles.

- Sim, eu sou amiga deles. Kim Jisoo, prazer. – Estendeu a mão.

- Ah, eu sou a Senhora Kwon. – Respondeu ao cumprimento. - Eles parecem estar se divertindo. – Conclui.

“De onde eu conheço esse nome? ”

- Eles estão, e eles merecem. – Contou. – Você acredita em destino? – Perguntou, puxando assunto com aquela mulher que nunca vira na vida, mas que lhe transmitia uma sensação doce através daquele sorriso sincero.

- Destino?

- Sim, eles são prova de que existe destino. Se separaram por anos, mas se reencontraram. E agora finalmente podem viver juntos, amando um ao outro.

- Do que você está falando? – Perguntou com um tom de voz mais alto.

- Que eles namoram. Você não aceita que homens namorem?

- Não, você só pode estar brincando. – Disse incrédula. Levantou-se do banco e se afastou um pouco de Jisoo.

- Por que? Seu preconceito não permite? – Questionou.

- Meu filho nunca namoraria outro homem, não, isso não é verdade. – Disse, balançando a cabeça em negação.

Uma lágrima.

- Seu o que? – Jisoo perguntou. E no instante de sua pergunta, conectou o nome de JiYong ao da senhora ao seu lado.

- Mae? – A voz de JiYong se fez presente. – O que aconteceu? – Perguntou, vendo o estado caótico de sua mãe, os olhos cheios de lágrimas e a mão cobrindo parte do rosto.

- Senhora Kwon?  – Seungri perguntou, colocando-se ao lado de JiYong.

- Não, isso não pode ser verdade. – Disse.

- O que não pode ser verdade? – Perguntou, levando a mão para secar as lágrimas no rosto enrugado de sua mãe.

- Não me toque. – Ela disse, virando o rosto ao toque do filho, e lentamente se afastando de onde ele estava. -  . Eu não quero ver você.


Notas Finais


MUITO AÇÚCAR NESSE CAPÍTULO <3 Mas infelizmente ele acabou mal... Já é a segunda vez que JiSoo faz besteira... Perdoem nossa amável personagem!!

Agora nos resta saber como a mãe do JiYong irá lidar com isso, não é mesmo?
E durante o capítulo ainda vimos como o desejo de ambos de terem uma família foi revelado. Será possível em um futuro eles terem isso?

Espero conseguir atualizar logo!
Muito obrigada por acompanharem a fanfic! <3 <3
VOCÊS SÃO OS MELHORES!!
Beijinhos ~


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