História Feeling Blue - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, G-Dragon, SeungRi
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, SeungRi, Taeyang
Tags Gri, Nyongtory
Exibições 74
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


NÃO DEU NEM TEMPO DE SENTIR SAUDADES <3

No último capítulo Seungri e JiYong cuidaram da Haru <3 Foi um amor de capítulo, e depois de muito tempo Jisoo apareceu, e acabou contando para a mãe de JiYong que eles namoravam, por fim ela fugiu de perto do ji :(

Espero que gostem!

Capítulo 31 - Está tudo bem, eu te amo.


Fanfic / Fanfiction Feeling Blue - Capítulo 31 - Está tudo bem, eu te amo.

Em passos lentos.

Com a palma da mão aberta deslizava os dedos na maçaneta fosca, no papel de parede descascado, no sofá velho, na estante já não mais usada, na madeira da mesa. Relembrando jantares, conversas, dias que se sentou no sofá para assistir novela e esperar a chegada de JiYong. Vezes que passava todos os dias em casa, quando ainda não viajava ao lado do marido.

Sentou-se no estofado gasto, e as palavras adentravam junto coma brisa que fazia a cortina lentamente levantar. Os pensamentos misturavam-se as palavras da mulher que nunca havia visto antes, cujo poucos minutos que passaram juntas foi capaz de revirar sua vida.

- Meu filho... – Cochichava a si mesma.

Uma, duas, três lágrimas ainda escorriam em seu rosto maquiado. Os dedos tremiam, o coração oscilava. A respiração tornava-se fraca. Os soluços tornavam-se fortes. E em contrapartida a cabeça era turbilhão, uma confusão, uma multidão de ideais, lembranças, pensamentos, palavras soltas.  Embaralhando-se tudo, como um mágico com suas cartas. Em seu peito, não havia uma dor aguda de ressentimento, tristeza ou ódio. Não, não havia nada além do que um grande sentimento de preocupação, o qual não havia se feito nítido no momento em que as palavras adentraram em seu ouvido.

Foi confuso.

Foi um susto.

Foi do nada.

Parecia que a imagem de JiYong criança corria por aquela sala, chamando seu nome e pedindo algum doce, estava li. E ela sorria.

Parecia que a imagem de JiYong entrando pela porta e indo direto para o quarto, estava ali.

Mas no fim nada além da sua própria presença ocupava o local.

Comprimia os lábios, brincava com o nó dos dedos. Tentando entender, tentando achar talvez, uma resposta para tudo aquilo. Sentia-se estranha, em momento algum imaginou que seu filho não daria a ela o realizar de seus sonhos, onde ele se casaria com uma mulher maravilhosa a qual cuidaria dele e faria com que o peso de preocupação caísse de suas costas. Não haveria um neto para sentir saudades quando tivesse que viajar. Não haveria nada disso.

E mesmo que tudo estivesse confuso, que estivesse perdida com a revelação vindo de outrem, não conseguia sentir algo negativo. Pois lembrava-se de que em toda a vida, já fazia anos desde que vira um sorriso tão sincero formado nos lábios de seu filho, ou então os olhos brilhantes e a risada gostosa. Fazia anos que não o via se divertir, sair de casa, destrancar a porta do quarto. Desde de o dia em que o viu deitado em uma maca do hospital, todo machucado, todo sem dignidade, desde aquele dia nunca mais viu um sorriso naqueles lábios. Apenas via uma expressão cansada, triste, olheiras, lábios fechados, voz fraca, um corpo frágil. E tudo isso lhe preocupava, lhe fazia sentir que havia errado a vida toda. Que não era uma boa mãe, que suas viagens a trabalho deveriam acabar.

Afinal, já se culpava desde sempre pela falta de presença desde a adolescência de JiYong, onde o deixava sozinho em casa por dias, as vezes meses, mas nunca o ouvira reclamar de suas ações. Ele sempre respeitou seu trabalho.

Onde?

Quando?

Como?

Por que?

Eram perguntas que pressionavam seus sentimentos na parede. Uma parte de si procurava um lugar para escavar os motivos que o fizeram amar um homem. Uma parte de si culpava-se pelo filho.

Porém, havia a outra parte.

Ouviu o barulho do portão fechando-se e passos rápidos tornarem-se mais próximos. Levantou-se do estofado e se dirigiu ao quarto onde sempre dormia quando ia ali. Fechou a porta atrás de si e jogou-se na cama. Logo foi capaz de ouvir a voz de JiYong a chamar se nome.  Não queria vê-lo, ouvi-lo, ou conversar com ele.

Não agora.

Tudo estava confuso.

Então ignorou todos os chamados, até que eles cessaram.

“Amigo” pensou. “Ele não é o amigo do meu filho. ”

Ela olhava para o teto como uma adolescente, ambas em buscas de respostas. Talvez, mas muito improvável, a escuridão do cômodo lhe mostrasse alguma coisa, lhe desse alguma ajuda, um auxílio. Porém apenas mergulhava nas lembranças de anos atrás novamente.

Quando Jiyong nasceu, e a felicidade que sentiu foi imensa. Foi tão grande quanto quando conheceu o amor da sua vida, foi mais intenso do que sua paixão de adolescente, foi mais real do que qualquer diamante.

Quando Jiyong cresceu, era como se tudo fosse motivo para preocupação, desde o momento que ele acordava até a hora que chegava em casa da escola e se trancava no quarto. Mas em meio a tantos girar de chave na porta, houveram dias que ele chegava em casa e lhe contava seu dia, e nesses dias havia sempre alguém entre as frases e histórias.

Esse alguém que fez companhia a Jiyong nos dias, semanas, meses e anos que passava fora viajando junto a seu marido. Alguém a quem ensinou a cozinhar, trocou segredos e servia de ouvintes para os problemas de adolescente. Afinal, já havia passado por essa época. Um alguém que sumiu de uma hora para outra e que fora nessa hora para outra que Jiyong foi internado, frequentou psicólogas, tomou remédios, e lhe deixou preocupada pois não dizia o que havia acontecido naquele dia. Foi também nesse período que ele afundou toda sua carreira de rapper em um escândalo de drogas.

E ela se preocupou.

Chorou.

E pensou o que havia feito de errado.

Assim como fazia agora.

Mas por mais que eu tentasse achar algum motivo, simplesmente não havia. Eu não conseguia sentir um ódio, ou algo do gênero por JiYong. Era mais uma sensação estranha de “eu não sei o que estou sentindo”. No fim eu só estou decepcionada comigo mesma, por ter ficado decepcionada por ele não seguir o meu sonho de vê-lo casando-se e tendo filhos. Esse era o meu sonho. Não o dele.

Depois de horas olhando para o teto e não ouvindo barulho nenhum vindo da casa, eu percebi que meu choro não era por ele namorar um homem.

Eu estava preocupada com meu filho.

Homossexualidade.

Não é algo que as pessoas aceitam facilmente, mesmo que o mundo já esteja evoluído o suficiente. Não é algo que eu fui instruída a aceitar desde pequena, ao contrário, me diziam que era repulsivo, nojento, que era uma desonra para uma família. Não era algo que eu ouvia comentários bons na fila do banco, na conversa nos corredores do supermercado, na fofoca da vizinha, na televisão, em livros.

Meu coração não estava doendo por ele namorar um homem.

Eu não podia deixar as coisas assim. ”

Levantou-se da cama, caminhou até que parasse na frente da porta do quarto de JiYong. Deu leves batidas e esperou que ele abrisse.

Desde o momento em que chegou em casa seu coração estava apreensivo. O medo das palavras que sua mãe iria lhe dizer lhe atormentava. Sentia que novamente havia trazido a ela a tristeza, e que novamente ela não se orgulharia do homem que ele havia se tornado. E seu coração pesava, seus olhos choravam, sua voz e seu choro eram abafados pelo travesseiro. Seus dedos deslizavam pelo celular, cancelando as chamadas de Seungri.

Abandonou-o no parque. Deixou ele cuidando da Haru enquanto corria até aqui. Sequer olhou para Jisoo depois do que ela havia dito, mas não a culparia. Era seu próprio erro nunca ter dito nada. Era seu erro nunca ter confessado seus sentimentos para a pessoa que sempre o acolheu.

Ouviu leves batidas na porta.

O coração temeu parar.

O corpo suou.

A respiração sufocou.

Meio cambaleante abriu a porta do quarto, e a imagem de sua mãe lhe trouxe tristeza, aquela expressão cansada e olhos um pouco inchados. Estava pronto para as palavras duras, para o tapa ou qualquer coisa que ela viesse a fazer, mas não estava preparado para o abraço quente e confortável que ela lhe dera.

E as lágrimas quentes escorreram sobre si.

Sem entender, a abraçou de volta. Enquanto sua voz pedia por perdão, pedia que entendesse ele, e que ele tentou realmente ser o filho que ela tanto queria.

- Omma.... – Começou. – Me desculpe, por favor me desculpe. Eu tentei sempre ser o filho que você sonhava, eu tentei me relacionar com mulheres, mas.... Me desculpe. – Suas palavras eram poucas, mas seus sentimentos eram tantos. Naquele “me desculpe” estava toda a sua dor, seu sofrimento, suas angustias.

Sem dizer nada, a Senhora Kwon afagava os cabelos azul mar do filho, e o abraçava ainda mais forte.

- JiYong... Meu filho, não chore. – Levantou o rosto dele e secou as lágrimas que insistiam em cair. – Me desculpe pelas palavras duras no parque.

- Omma, eu...

- Não fale nada, huh? – Sua voz era suave. Secou as próprias lágrimas e respirou fundo. – Omma está aqui com você. Eu estive pensando sobre isso. No começo eu me surpreendi, eu pensei “meu filho é um monstro”. Afinal, todos dizem que quem namora um homem é um monstro, ou um doente. Porém, eu olhei novamente para as cenas gravadas em minha memória, e pensei “Meu filho não é um monstro”. Seu sorriso era tão sincero, sua risada tão doce, e você não está mais magro. Confesso que fiquei admirando a cena a minha frente quando cheguei no parque, tanto que não fui falar com você para não atrapalhar. -  Disse. - Esse seu namorado, você gosta tanto assim dele?

- Eu, eu gosto. – Engoliu o choro.

- Então, por que eu deveria te impedir de ama-lo? Eu sonhei com você se casando e tendo filhos, mas o mais importante ainda é vê-lo feliz. E eu o vi feliz naquele instante. Eu o vi feliz quando vim a sua casa de surpresa aquele dia e sem querer seu namorado estava só de toalha. – Riu. – Eu passei muito tempo pensando, ali no quarto. Ele é o mesmo garoto de anos atrás, não é?

- Como você... – Olhou-a espantado.

- Eu sabia, você só sorria desta forma quando estava na presença dele. E da última vez que nos vimos eu senti aquela criança de novo. Ele é um bom garoto.

- Omma, me desculpe por nunca ter lhe dado orgulho, eu... por favor.

- Meu filho, em momento algum eu achei que você não me orgulhou. Você é meu guerreiro. Todos nós somos humanos, e humanos são seres que muitas vezes deixam a razão de lado e partem para o emocional, deslizam e enfrentam as consequências. E você é um humano. Eu nunca te culpei por seus erros, eu sempre me preocupei e briguei com você para que você não cometesse o erro novamente, mas sequer senti que você não me fazia feliz. Você aguentou suas consequências, você poderia ter desistido, mas não. – Disse. – E teve algo que percebi desde o momento que entrei aqui, não há cheiro de cigarro e álcool.

- Nos últimos meses eu tenho me segurado, Seungri está me ajudando... – Contou.

- E você vem dizer que eu não sinto orgulho? Eu te amo meu filho. Você é a maior felicidade que eu tenho na vida.  – Disse, sentindo-se mais leve por dizer aquelas palavras. Não precisava ir ao fundo para ver o quão grande era o amor que sentia por JiYong. – Venha, está na hora de descansar, amanhã nós conversamos. – Deitou-o na cama e sentou-se ao lado.

-Omma, eu te amo. – Sorriu, aquelas palavras haviam sido um remédio para sua dor.  Seu coração batia lentamente e de uma forma alegre, todo o tormento parecia tê-lo deixado naquele rápido momento em que sua mãe havia dito que não o odiaria. JiYong se permitiu sorrir.

Assim como nos velhos tempos, a Senhora Kwon permaneceu ali, acariciando os cabelos de JiYong até que ele adormecesse, beijou-lhe a testa e ficou observando-o. Cada traço havia se tornado mais forte, ele já não era aquela criança medrosa e que não conseguia decidir entre coisas fúteis. Deslizou a mão e o olhar até a cicatriz na mão dele, lembrando-se do dia, mas logo afastou aqueles pensamentos. JiYong nunca havia lhe dito o que aconteceu naquele dia, e ela nunca acreditou que ele havia esquecido, pois vez ou outra ele se perdia olhando as paredes. Ele se assustava com pequenos barulhos, e demorou para que ele se acostumasse novamente a ficar sozinho em casa. Foram tempos difíceis, em que ela não o obrigaria a relembrar.

Pegou o celular que estava sobre o balcão de madeira, deslizou o dedo sobre a tela e atendeu a ligação.

“Ji? Como você está? Ji? Está tudo bem” ouviu uma voz masculina e preocupada falar do outro lado da linha.

“Aqui é a senhora Kwon, você que é o Seungri? Você poderia me encontrar agora? Eu sei que esta tarde, mas precisamos conversar. ”

 

-Xx-

 

JiYong não sonhou, não teve pesadelos, apenas dormiu de uma maneira harmoniosa, esquecendo-se de seus problemas e não deixando que eles o atrapalhassem. Abriu os olhos e bocejou. Lentamente saiu da cama e trocou as vestes usadas por uma camiseta e calção. E antes que abrisse a porta, o dia anterior lhe veio como um tapa inesperado.

Lembrou-se de tudo.

O coração então acelerou e o medo novamente dominou seu corpo. Mesmo que as palavras da noite anterior tivessem sido aconchegantes, ainda tinha receio de que sua mãe pudesse ter mudado de ideia.

Respirou fundo e virou a maçaneta.

A porta se abriu e um cheiro doce invadiu suas narinas, assim como risadas invadiram seus ouvidos. Risadas que conhecia muito bem. Logo correu em direção a elas, e a cena a sua frente era estranha, confusa, beliscou-se imaginando estar sonhando, mas no fim apenas deixou a pele avermelhada.

Seungri estava ali, do lado de sua mãe, cozinhando alguma coisa que não soube identificar pelo cheiro.

- Finalmente acordou- Seungri disse.

- O que você está fazendo aqui? – JiYong perguntou assustado.

- Isso é jeito de trata-lo JiYong? Desse jeito ele não vai aguentar ficar ao seu lado. – A senhora Kwon disse rindo. – Eu o convidei para vir aqui hoje.

- Ah. – Assentiu, tentando entender onde havia ido toda a tensão de horas atrás.

- Sentem-se os dois, temos que conversar. – Disse com voz séria.

E ambos obedeceram, JiYong ainda confuso sentou-se no sofá, logo Seungri sentou-se ao seu lado. Sorrindo alegremente para JiYong. Este observou como ele estava belo, naquele blusão branco.

- Vocês dois. – Apontou para ambos. – Eu não vou perguntar a vocês o que houve no passado para que se afastassem, não, isso cabe a vocês e apenas vocês. Por mais que eu queira, não. Eu pensei muito, eu não dormi a noite toda pensando. Não vejo problema em namorarem, mas e os outros? Como vocês vão lidar com o preconceito estagnado na cabeça das pessoas? – Perguntou. – Seungri tem toda uma carreira de cantor a zelar e você, meu filho, tem que reconstruir a sua. Vocês conseguirão lidar com tudo isso? Eu não quero respostas, eu quero ações. Não é a mim que vocês têm que responder isso, e sim a si mesmos. Se um dia, essa relação trouxer algum problema a vocês, eu irei interferir. Ouviram? O mundo é cruel, vocês vão sofrer com essa relação de vocês, eu não posso iludi-los que será um conto de fadas, mas vocês vão precisar serem cada vez mais fortes e decididos no que querem. Se desejam viver juntos, você tem que apoiar um ao outro e conversarem sobre os problemas.

Ambos assentiram, como soldados em frente ao general.

- Eu quero que vocês sejam felizes. Eu aceitei tudo isso de forma rápida, JiYong sabe como eu sempre fui mente aberta para as mudanças constantes do mundo, mas há um problema. Vocês terão que contar ao pai de JiYong sobre esse relacionamento. Eu vou tentar adiar as coisas, mas não o deixem descobrir da mesma forma que eu. Ele pode não aceitar tão rápido quanto eu aceitei. – Disse. – Por favor meninos, eu vejo o quanto vocês se amam, é notável pelo jeito que um se importa com o outro e olha para o outro, mas pensem muito antes de levarem isso a diante. – Concluiu. - Agora, peguem essa lista e passem no supermercado. – Disse, entregando a JiYong uma lista de compras. Logo levantaram-se do sofá e seguiram o rumo até o mercado.

 

- Sua mãe é uma boa pessoa. – Seungri disse, caminhando ao lado de JiYong. – Eu pensei realmente que ela não iria nos aceitar, não sei. – Concluiu, lembrando-se da conversa da noite passada. – Ela é uma boa pessoa.... Nós temos que pensar nas coisas que ela falou, nosso relacionamento é complicado. Você não acha?

- Vem. – JiYong disse, pegando na mão de Seungri.

Desviaram a rota, não passaram pelo supermercado e muito menos compraram o que havia na lista dada pela Senhora Kwon. JiYong virou no momento que enxergou o parque, e Seungri o seguiu, indicando que estava indo pelo lado errado, mas não era ouvido. JiYong continuava a caminhar, até sentar-se no balanço e indicar para o loiro fazer o mesmo.

- Nós crescemos. – Disse, lembrando-se de quando seus pés não tocavam a areia macia do parquinho. – Foi tão rápido. Tão difícil.

                - Mas nós estamos aqui, não é?

- Sim.... Eu estou feliz que ela nos aceitou. Eu imaginei que ela me odiaria. – Suspirou.

- Sua mãe te ama muito. Ela tem orgulho da pessoa que você é. E eu também. – Olhou-o. – Você enfrentou tantas coisas desde novo. Ninguém pode julgar seus medos, nem mesmo sua mãe, nem mesmo eu. Nós não podemos ditar seu rumo. Somo peças da sua vida. Essenciais ou não, no momento que viramos uma pedra em seus sonhos nós já não proporcionamos o conforto de uma coberta.

- Eu preciso pensar em como contarei ao pai. – Balançava-se lentamente, procurando alguma resposta por debaixo das nuvens daquele céu azul. – Ontem, Omma me abraçou e disse que eu não deveria me desculpar. Eu fiquei feliz, eu realmente me senti em paz.

- Você não. Nós. Afinal, nós dois estamos juntos nesse relacionamento. – Estendeu sua mão até a alcançar a de JiYong, e segura-la. – Dessa vez nós vamos fazer direito, huh?

- Você tem certeza? Eu posso ir sozinho conversar com ele.

- Tenho.

- Me diverti muito com a Haru ontem, apesar de tudo. – Contou. – Eu me senti... – Procurava as palavras que julgava serem adequadas para o momento. Palavras que não assustassem Seungri, mas que expressassem o que queria. – Eu me senti como...

- Como se você quisesse construir uma família? – Interrompeu. – Eu também. Sabe.... Eu imaginei chegando em casa e ser recebido por você e uma criança. Imaginei nós dois aprendendo juntos a fazer comida. Passeando no parque. Não é algo que eu queira de imediato, nós acabamos de nos encontrar.

- Quem sabe daqui há alguns anos? Você ainda está construindo sua carreira como cantor, eu estou crescendo como produtor independente. Mesmo que quiséssemos não teríamos condições. Eu não digo dinheiro, pois não é dinheiro que vai fazer os momentos serem bons. Mas tempo para haver uma grande dedicação. – Disse. – E há algo além disso. – Respirou fundo. – Nós somos homens Seungri. Se nosso relacionamento já não é tão bem aceito, o que será um filho?

- Quem sabe daqui a alguns anos, huh? As coisas mudam conforme o tempo passa, até algum tempo atrás éramos apenas uma Coreia. Essa não é a melhor das comparações que eu tenho, nunca fui bom nisso. Mas o que eu quero dizer, é que há alternativas. O tempo é constante, e ele está sujeito a mudanças.

- Quais são seus sonhos? – Perguntou.

- Meus sonhos? Assim como qualquer outra pessoa, eu quero ter uma vida estável. Quero que minha carreira como cantor não se limite a alguns programas e shows, quero que as pessoas escutem minhas musica além do oriente. Espero conseguir isso, e permanecer com você. Te amar tanto quanto você me ama e conseguir apagar a dor da sua cicatriz. Quero comprar uma casa para nós namorarmos muito em cada cômodo. Viajarmos por todos os lados. Talvez quando menor eu desejasse uma vida turbulenta, cheia de emoções. Mas eu já estou velho para isso, eu quero poder chegar em casa e me deitar, descansar. Não ter dor de cabeça, pesadelos. – Contava. Havia tantas coisas que sonhava, tantas coisas que queria dizer, mas algumas sequer sabia ainda. A cada dia, e momento sua maneira de ver e sentir as coisas sofria alterações, e junto seus desejos e anseios futuros também. – Eu realmente não sei, queria dizer algo grandioso, mas no fim o que eu realmente quero é ficar ao seu lado. Chegar em casa e me aconchegar do seu lado. E quais seus sonhos?

- Sinceramente? Eu não sei. Eu gosto de como as coisas estão. Se eu comparar com anos atrás, eu estou vivendo parte do que eu desejava. Não me importo se eu não ser o produtor mais famoso, desde que eu consiga produzir músicas que toquem o coração das pessoas. A cada dia eu estou trabalhando mais, um dia eu vou termina-las e ver como será a reação das pessoas. Isso é um sonho? – Perguntou. – Eu também queria que fosse tudo mais fácil para nós assim como é para qualquer outro casal. Nós nos amamos tanto quanto eles. Nós nos beijamos, trocamos caricias, conversas fiadas, tranzamos, nos amamos, contamos nosso dia-a-dia, mas mesmo assim é complicado. EU acho que no fim de tudo, eu quero sentir o aconchego que não senti durante dez anos. Apenas isso.  

No final, eles queriam o que qualquer pessoa sempre busca: felicidade. O substantivo feminino que, segundo o dicionário, é qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar. É a protagonista das nossas vidas, dos livros de filosofia, de autoajuda, de religiões, poemas, livros, novelas, é a protagonista que por vezes transforma-se na antagonista de outra pessoa. Não é palpável, não tem endereço, vive nas ruas, nos becos, nos quatro elementos, nos mandamentos, por entre os móveis, na casquinha de sorvete, debaixo da cama, dentro do guarda-roupa, na etiqueta da roupa, na foto escondida entre as páginas, perdida em meio as estações, de clima, de metrô. Visita passageira, vem e vai, quando ninguém sabe. Não marca hora, dia, mês, ano. Apenas aparece e some na mesma frequência das ondas de rádio.

- Quem sabe um dia, nós construiremos nossa família, nós criaremos um filho, viveremos juntos e ninguém vai fazer cara feia, se espantar, ou criticar. Não é? – Seungri perguntou, esperançoso que suas palavras fossem verdadeiras.

- Nós vamos ter um filho, sim. – JiYong disse, saltando do balanço.

- Sim, um dia.

- Vem, agora!  – Pegou na mão de Seungri.

- Onde estamos indo? Hei!

- Você já vai saber. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! ^^

Se tudo der certo, agora que estou de férias durante a tarde os capítulos vão sair mais seguidos (é o que eu espero!!), e vocês vão enjoar de ver a notificação da fanfic HSAUHSUH

Obrigada pelos comentários e favoritos, vocês são demais!
Beijinhos e até mais ~


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