História Feelings. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Revelaçoes
Exibições 5
Palavras 399
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction Feelings. - Capítulo 1 - Capítulo único.

Era uma vez uma mulher. Ela era carismática, querida, não tinha nenhum filtro na língua e, apesar de não ser extraordinariamente bonita, balançava os corações de vários que a conheciam.
Era uma vez um homem. Ele era colega de escola da mulher acima. E era perdidamente apaixonado por ela. Mesmo depois dela se casar uma vez, assim que ela se separou, ele aproveitou a oportunidade para tentar ficar com a sua paixão de escola. 
Eles se casaram. E alguns anos depois, tiveram uma filha. Eu. 
Eu sempre vi minha infância como absolutamente normal, mas feliz. Por nove anos eu fui feliz. Não em todos os momentos, mas o resultado final de tudo era alegre e bom. E todos diziam como eu me parecia com a minha mãe. Eu gostava de pensar que era uma boa mistura dos dois.  
Eles se separaram, e por algum tempo eu realmente achei que fosse por minha culpa. Mas não era. Era minha mãe. Que conseguiu transformar uma coisa bonita e pura em algo feio. 
Meu pai, que era perdidamente apaixonado por ela, agora a odeia na mesma proporção, ou até mais. Eu acho que muito mais. 
Eu não sei realmente porque ele deixou de amá-la. São as coisas que mais amamos que nos machucam mais. E o machucado foi fundo. 
Agora eu tenho absoluta certeza que devo ter muito mais dela do que dele. Eu sinto que ele vê minha mãe em cada respiração que eu dou. Eu vejo que ele vê a minha mãe em cada frase que eu digo. Ele vê a minha mãe em cada ato meu. 
Mas ele a odeia demais pra amar essa parte minha. E eu não tenho como mudar isso em mim. 
Ele não consegue me dar um abraço sem motivo. Não consegue acordar com vontade de dizer que me ama. Não consegue. Não consegue rir comigo sem motivo. Fazer bobeiras e palhaçada. Ele não consegue dizer que me ama olhando nos meus olhos.  Ele a odeia demais pra isso. E ele a vê em mim em cada momento. 

Nunca se nota a diferença sutil entre “Eu te amo” e “eu também”. O primeiro é, obviamente, uma declaração expressa de amor. O segundo é uma concordância. A mesma concordância de quando se fala que está com fome e o outro diz “eu também”. É apenas uma concordância. 

Ele só é capaz de concordar. E isso machuca muito. 



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