História Feels - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Paola Carosella
Tags Pana
Visualizações 179
Palavras 1.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Divagando


"O que a gente perde quando cresce?"

Essas palavras ecoaram pelos meus pensamentos pelo resto do dia. Minha resposta também não saía da minha cabeça. É verdade que quando crescemos, nós perdemos nossa coragem e nosso otimismo. Algo dentro de nós cresce como uma cerca delimitando onde nossa coragem termina e nosso medo começa a predominar.... E bem. Agora, após o primeiro dia de Masterchef Junior eu pude notar o quão covarde eu tenho sido.

Fui covarde durante toda a minha vida, mesmo com as pequenas coisas; Um mero corte de cabelo que não tive coragem de aderir, palavras não ditas em uma discussão... pós é, quem diria que eu, uma jornalista de renome acostumada a atuar nas mais diversas situações seria covarde? Quem diria que eu, a mulher que faz tantas palestras afim de alcançar mulheres e mostra-las que sua felicidade depende apenas delas mesmas, não sou plenamente feliz? Eu sei que parece uma problematização desnecessária, mas quando é que perdemos nossa coragem? Quando tiramos nossa primeira nota baixa? Ou quando o menino não nos olha na escola? Eu sei, eu tenho certeza de que  uma situação tão pequena como essas citadas pode desencadear uma reação que dure para a vida inteira. E uma vez perdida, nossa coragem demora até que finalmente desabroche mais uma vez, e tudo o que eu queria era exatamente o que não tenho; Coragem.

Queria ter a mesma coragem que aqueles pequenos tiveram de bater no peito e correr atrás de absolutamente tudo o que me faz feliz, ou pode fazer e nesse momento a única coisa capaz de me trazer felicidade atende por Paola Florencia Carosella. Minha chef de cozinha favorita, uma mulher com garras tão afiadas quanto as garras de um tigre sedento para ir atrás de tudo o que quer, e de uma sensibilidade que nem as pétalas da mais frágil das flores consegue carregar. Sua ironia que atinge o mais profundo dos participantes e suas expressões tão únicas e caricatas, além de seu sotaque são as coisas que mais me atraem, sem contar sua beleza. Completamente diferente de qualquer pessoa que já conheci, seus traços argentinos se mostram mais encantadores a cada segundo. Pode ser impressão de uma mera apaixonada, mas cada vez que olho para Paola, para seu rosto, eu consigo encontrar ainda mais beleza. Suas covinhas quando sorri fazem meu coração saltar do peito.

Mas, enfim... Não quero falar de minha paixão platônica, mas sim do efeito que essa temporada tem sobre todos nós.

Os nossos três jurados além de terem começado jovens a se aventurar pela cozinha, também tem filhos e talvez isso tenha pesado ainda mais em seu modo de agir com as crianças. Fogaça estava muito mais brando, Jacquin mais engraçado e Paola... Cada vez que um participante mirim era eliminado, via a bela argentina derramar algumas lágrimas. Como eu disse; mais sensível do que a mais bela e frágil das flores... Agora em meu camarim, enquanto me despia do figurino para poder voltar para a minha casa e enfim descansar, me lembrava de cada expressão dos nossos pequenos cozinheiros ao entrarem na cozinha pela primeira vez. Sorri ao entender perfeitamente o que aquilo significava para eles: a realização de um sonho. Assim como quando eu descobri o fantástico mundo do jornalismo, tudo aquilo me encantava de uma forma tão indescritível que a alegria dos pequenos me contagiava e fazia lembrar do meu descobrimento profissional, além disso eu não posso negar que um ambiente com crianças é sempre um ambiente mais leve, mais alegre e principalmente divertido. Não pude esconder meu contentamento ao descobrir que essa edição nos teríamos crianças a nossa volta, afinal um dos meus sonhos não realizados sempre fora a maternidade, e não é como se eu fosse adotar uma das vinte crianças que nos cercava, mas algo em meu âmago sentia um conforto e uma paz ao ter pequenos seres muito superiores à nós por perto.

Submersa em meus pensamentos, troco minhas roupas e vou em direção ao meu carro quando ouço uma voz baixa e discreta, porém carregada de felicidade, a alguns passos a minha frente, me despertando de meus devaneios. Precisei comprimir os olhos para poder enxergar melhor, talvez apenas por curiosidade já que conhecia Paola a milhas de distância.

— Sim, sim... Hoje nós gravamos com crianças, meu amor... A mamãe sabe que você é ótima em fazer massa. A minha pequena italiana é a melhor! – Sua voz carregada de alegria me fez sorrir.

Decidi diminuir ainda mais os passos, pois sabia que era com Fran que ela falava e quem não gostava de presenciar uma mãe dando atenção aos seus filhos?

— Eu já expliquei que você ainda é muito nova para participar, meu amor... Porquê aqui as crianças já são grandes o suficiente para mexerem com facas e você pode se cortar! Como vou dormir depois do seu cafuné se você machucar a mãozinha e não puder me dar carinho? – Fez silêncio e soltou um suspiro cansado, porém paciente como só ela era capaz de ser. Pela mudança em sua respiração notei que ela sorriu e se limitou a algumas palavras — Olhe... A mamãe precisa desligar porque vai entrar no carro, mas vamos combinar algo? Hoje você será a chef e eu a subchef para o jantar... Ótimo! Logo estarei em casa, te amo mi rayo de sol. – Disse o apelido carinhoso com seu sotaque carregado e manteve o telefone grudado em sua orelha por mais alguns segundos e logo guardou o aparelho, o que me deu chance de me aproximar em mais alguns passos.

— Parece que alguém gostaria de estar nessa competição também. – Disse enquanto me aproximava do meu carro, que graças às entidades benignas que regem o planeta, era ao lado do dela.

— Sim. Ela alega que deveria participar, porque ja é quase uma chef de cozinha. Mas eu não sei se suportaria ficar parada no lugar enquanto a via cozinhar e, além disso, ela não alcançaria nem mesmo a bancada com apenas 4 anos. – Paola não pareceu surpresa com a minha presença ou com meu comentário. O sorriso iluminado ainda estava em seus lábios. Eu tinha conhecimento que a argentina é completamente reservada, mesmo com pessoas que a conhecem, talvez por sua extrema timidez, o meu completo oposto. — Hoje ela será a chef. – Disse com um sorriso cansado, mas ainda sim com alguma animação enquanto destravava a porta do carro para entrar.

— Uh! Nesse caso bom apetite, e boa bagunça... – Disse dando um grande sorriso ao imaginar a cena extremamente fofa de mãe e filha com um lenço na cabeça preparando o jantar. Logo depois me despedi e entrei em meu carro podendo ver a mais alta fazer o mesmo, indo cada uma para suas respectivas casas com diferentes finalidades.



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