História Feels Like Home - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Tags Barriga De Aluguel, Clarke Griffin, Clexa, Clexon, Lexa Woods, The100
Exibições 475
Palavras 6.076
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O que tem de errado com o Gaydar dessas meninas????

Capítulo 12 - Capítulo 12


Algumas semanas se passaram e dezembro logo chegou. Não foi o tipo de semana que passava lentamente, o tipo de lento que Clarke sentia sempre quando costumava a viver em seu antigo apartamento, quando ela não tinha um motivo real para acordar no dia seguinte, exceto para a potencial surpresa de encontrar Finn do outro lado da cama depois de um dia cansativo de trabalho.

Estas semanas foram fáceis, voaram tão rapidamente por ser aqueles tipos de dias que eram preenchidos de coisas boas ao invés de coisas que Clarke fazia apenas porque tinham que ser feitas. Ela acordou em volta de cobertores quentes (Já que o tempo estava começando a esfriar drasticamente), em uma cama confortável, na qual ela era tentada a ficar lá o dia todo. Mas Lexa estaria na cozinha e Clarke ficaria feliz em se arrastar para fora da cama para poder compartilhar um café com a morena, antes que ela saísse para trabalhar. Na maioria das vezes, Lexa já iria ter feito o café de Clarke, é claro e sempre do jeito que ela gostava, todas as vezes que ela entrava na cozinha de manhã o cheiro doce de sua bebida favorita iria anima-la instantaneamente. Então Lexa iria sair para o trabalho e Clarke iria poder ir ver e ajudar na galeria, ou talvez ela iria se encontrar com Octavia para um almoço. Havia os dias que ela teria que ir para o trabalho, mas até esses dias perderam um pouco sua repugnância, quando ela sabia que ao voltar para casa, Lexa iria ter encomendado um jantar do Grounder, e ela iria ter uma noite agradável relaxando no sofá com sua anfitriã e talvez assistindo a um filme ou apenas ficar conversando, não que isso importasse.

Para ser honesta, Clarke estava começando a ter a sensação de quanto mais tempo ela gastava com Lexa, mais feliz ela iria ficar. Era muito fácil relaxar e se sentir confortável em torno da morena e hey, Clarke estaria mentindo se ela dissesse que nunca se pegou olhando para Lexa um pouco mais que o habitual, ou já encontrou seus pensamentos perdidos em algum lugar daqueles cachos e olhos verdes, quando ela estava ocupada com alguma coisa ou no trabalho.

Ok, talvez se Clarke estivesse sendo totalmente honesta com ela mesma, ela iria admitir que sentia seu pulso acelerar quando a pele dela escovava com a de Lexa, quando elas estavam na cozinha, ou quando ela iria estar sentada perto dela no sofá, possivelmente isso significava algo mais do que apenas sentimentos de bons amigos, muito bons amigos. Em privado ela pensou que talvez não seria uma coisa terrível ser amiga de Lexa. Se isso significasse que ela iria poder ficar perto de Lexa, ou que ela pudesse passar a mão sobre a pele de Lexa e segurar ela para mantê-la por perto e não deixa-la ir, não ter que quebrar essa conexão de calor e conforto que ambas tinham, então hey, Clarke seria uma amiga feliz. Porque de alguma forma, ao longo de todas essas semanas felizes desde a reunião com Lexa, tudo começou a mudar, ela avançou de apenas querer esboçar a linha da curva da garganta e queixo de Lexa, e foi para querer passar seus lábios da curva da garganta, queixo e até a boca da morena. Saborear o gosto da pele dela ao invés de só pintar. Sim, e se Clarke ainda estava sendo completamente honesta com ela, naquele momento após mostrar suas pinturas para Lexa, na sala de estar, no momento que elas estavam tão perto, com um misto de emoções correndo entre elas depois de um dia estressante, ela teria certeza que iria perder totalmente seu controle e se inclinar para a frente e fechar a distância entre elas com um beijo.

Mas então a realidade alertou ela e Clarke se afastou, se rastejando para o seu quarto de hóspedes. Porque aquela sensação fria tinha alertado e lembrado ela. ''A única a razão pela qual você está aqui, é o bebê. Não faça as coisas ficarem estranha'' Ela disse a si mesma. Era muito fácil se convencer que talvez Lexa sentisse o mesmo, quando a morena iria ficar olhando para ela por muito tempo, com aquele olhar morno e feliz em seus olhos. Mas hey, talvez ela realmente sentisse o mesmo, mas isso ainda não muda o fato que depois que esse bebê nascer, Clarke iria estar nas ruas novamente.

Contratualmente e legalmente, ela nunca vai ser capaz de ver o bebê e por extensão, Lexa.

Dizer adeus para o bebê iria ser difícil, mais difícil do que ela teria imaginado. Ela tinha zombado alguns blogs de barrigas de aluguel que ela leu online, eles advertiam que a maioria das barrigas de alugueis terminaram a gestação criando uma ligação emocional com os bebês que carregavam. Desde o início, o bebê tinha sido apenas um meio de ganhar dinheiro e Clarke estava feliz em ver o bebê dessa forma, ainda mais se isso fosse significar que ela não iria ficar apegada a ele. Mas é claro, ela conhecia a si mesma e talvez até já soubesse que isso não iria funcionar. As vezes ela olha para baixo e começa a falar com seu estômago, imaginando uma pequenina pessoinha ouvindo atentamente cada palavra que ela estava dizendo. As vezes eram apenas observações sobre o dia dela, as vezes ela iria reclamar sobre coisas que incomodavam ela, e de alguma forma, isso fazia ela se sentir melhor. Afinal, o bebê era um tremendo de um bom ouvinte.

Ela realmente não estava ansiosa para dizer adeus ao bebê, mas a ideia de se despedir de Lexa, trazia um desconforto enorme a seu estômago. Como ela poderia dizer adeus a alguém que já importava tanto pra ela e com ela, mesmo sem ter nada a ver com o contrato. Ela já estava acostumada a ver Lexa todos os dias, de manhã e à noite, e em fins de semana, elas estariam juntas basicamente o dia todo, às vezes saiam para o almoço ou uma caminhada e às vezes ficavam em casa, para ter uma maratona de filmes. Ela teve a sensação de que Lexa não gastava muito tempo fazendo coisas apenas por diversão e Clarke fazia questão de abrandar essas coisas, ela se certificava que suas caminhadas pelo parque não estavam indo rápido demais e que elas iriam parar e se sentar nos bancos do parque, apenas para poder olhar em volta. Ela não poderia afirmar que Lexa apreciava esse ritmo, mas ela parecia ficar calma e tinha um ar feliz sobre ela, um ar que Clarke não tinha visto quando conheceu ela pela primeira vez.

Mas não importa o que ela sentia ou pensava, não tinha nenhuma maneira que ela poderia estar agindo sobre esses sentimentos que ela estava tendo por Lexa. Não, não quando não importasse o que acontecesse, ela estaria dizendo adeus em poucos meses.

E é por isso que quando ela acordou na manhã dessa sexta-feira, ela foi para a cozinha, como normalmente ela fazia, pegou seu café e se sentou no banco em frente a Lexa, ao invés de se sentar ao lado da morena, que era o que ela fazia normalmente só para poder sentir o calor que irradiava de Lexa. – Bom dia, - Lexa disse de leve, fechando o jornal que estava lendo. Ela já estava vestida para o trabalho, ela usava um terno e uma saia lápis de forma impecável e isso era uma das coisas que afetavam completamente os hormônios de Clarke. Ela, por outro lado, não tinha nenhum turno no trabalho hoje e estaria vestindo pijama durante o tempo todo que ela fosse ficar em casa.

- Bom dia, - Clarke disse, tomando um gole de café.

- Como você está se sentindo esta manhã? – Perguntou Lexa, terminando seu próprio café e se movendo para a pia para lavar seu copo.

- Grande, - Clarke sorriu. E ela realmente estava. Os blogs de gravidez iriam dizer que ela estava no meio do seu segundo trimestre e os hormônios estavam mexendo com ela, hormônios felizes, digamos. E ela estava mais do que contente para apreciar o seu bom humor durante o dia. – Hey, se certifique de por sua roupa suja na sala, antes de sair. Eu vou pôr na lavanderia antes de ir para a galeria.

- Ok, - Lexa disse, se inclinando no banco. Ela parecia desconfortável e Clarke franziu o cenho para ela. – Ei, você sabe que o natal é na próxima semana, né?

- Natal!? – Clarke disse, provocando seu sarcástico choque simulado. – Nossa, eu não tinha ideia! Eu acho que mal notei as decorações nas lojas, eu achei que aquilo era apenas enfeites sem um motivo especial.

- Sim, sim – Lexa disse, revirando os olhos mas sorrindo. – Eu estava realmente querendo falar com você sobre o meu Natal em família.

- O natal em Anya? – Ela perguntou. – Então fale.

- Será .. que você gostaria de vir?

Clarke olhou para ela. Ela aprendeu mais e mais ao longo dessas semanas sobre a família de Lexa, um tópico que anteriormente estava fora dos limites. Mas ela nunca tinha conhecido nenhum deles e nem havia sido questionada para conhecer um deles por Lexa. – Mas .. Não é um natal de família? – Ela perguntou com cautela. – Eu seria bem-vinda?

- Eu gostaria se você fosse comigo – Lexa disse em voz baixa, ela estava um pouco nervosa e olhava diretamente para um banco.

Clarke sorriu. – Eu adoraria.

Lexa encontrou o olhar dela e sorriu. – Legal – Ela realmente pareceu querer dizer isso e Clarke estava quente por toda parte, em cada canto do seu corpo. – Mas eu devo avisá-la que meus natais em família são intensos.

Clarke cantarolou pensativamente. – Eu estou supondo que isso não é a forma de ‘’Vínculo familiar de partilhar amor e alegria’’ tipo de natal intenso?

- É mais como, ‘Confronto no coliseu’ intenso. ‘Primeira Guerra mundial’ Intenso. – Lexa disse.

- Meus habituais natais com o Finn foram sempre, ficar bêbada e assistir ‘Uma história de natal’ na TV. – Clarke disse, inclinando a cabeça em sua mão e sorrindo. – Um natal intenso pode ser uma mudança agradável.

- É, continue a pensar assim – Lexa disse inquieta e depois fixo seu olhar firme em Clarke. – Você sente falta dele?

Clarke piscou em surpresa. - Finn? Nossa, não.

- Quer dizer .. – Lexa disse lentamente. – Você viveu com ele por muito tempo. Você deve ter algumas lembranças boas.

Clarke pensou por um momento. – Sim, acho que sim – Ela franziu a testa. – Mas eu também tenho memórias felizes com a senhora que guarda minhas compras no super mercado. E eles provavelmente significam o mesmo para mim. – Ela encolheu os ombros. – O único motivo pra Finn e eu ficarmos juntos, foi para poder ter alguém para voltar pra casa. Realmente não havia muito mais do que isso. E é deprimente que eu perdi tanto tempo da minha vida com alguém assim, Finn era um grande beco sem saída, mas .. – Ela sacudiu a cabeça um pouco. – Aconteceu e eu realmente não posso mudar isso.

Lexa balançou a cabeça lentamente. Clarke estava olhando para ela e de repente passou uma questão por sua cabeça, uma coisa que ela tinha perguntado meses atrás e isso teria se encerrado de vez. Mas agora? As coisas estavam diferentes entre elas. Elas eram diferentes. – E você – Ela perguntou, tentando soar o mais casual possível. - Tem visto alguém? – Talvez a meses atrás, esta questão não iria significar nada, mas agora? Seu coração estava batendo na garganta.

Lexa franziu a testa e Clarke quase pensou que ela não ia responder. – Eu .. – Lexa parecia desconfortável por um momento antes de encolher os ombros e pegar a caneca vazia de Clarke, indo até a pia para lava-la, possivelmente para evitar olhar para Clarke. – Eu tinha alguém de longa data, ela terminou comigo a mais de um ano atrás. Não tem muito mais depois disso. – Ela ficou em silêncio

Ela? Clarke sentiu algo quente e feliz, algo alegre parecia se desenrolar de seu estômago. – Como ela era? – Clarke perguntou inocentemente.

- Ela era boa – Disse Lexa e quando ela se virou para se apoiar no banco, de frente para Clarke, ela tinha um pequeno sorriso em seu rosto, como se ela tivesse vendo em sua frente alguma memória feliz. – Eu gostava muito dela. Mas as coisas acabam -  Ela suspirou, cruzando os braços. – Isso é o que sempre acontece.

- Foi amigável? – Clarke perguntou, ela se perguntava se Lexa iria interrompe-la se ela tivesse ultrapassado mais da barreira do que ela podia.

Lexa hesitou, seus olhos foram até Clarke. Elas permaneceram dessa forma, olhando uma pra outra, até que Lexa suspirou. – Não. Na verdade não. Costia .. ela teve que se mudar para o exterior a trabalho e decidiu que não queria ter um relacionamento de longa distância. Eu acho que ela sabia que isso não iria dar certo e não queria prolongar o rompimento. Mas já faz muito tempo.

- Sinto muito - Clarke cantarolou.

- Foi há muito tempo. - Lexa repetiu com firmeza.

- Tinha uma garota na faculdade – Clarke se lembrou de repente, olhando para a parede com um pequeno sorriso. – Nós namoramos durante todo o primeiro ano e alguns meses. O nome dela era Niylah. – Ela se sacudiu um pouco. - Você está certa, as coisas acabam. Mas eu ainda estou contente por ter acontecido, assim como eu me sinto um pouco feliz por Finn ter acontecido. Eles são partes importantes da minha vida e eu estou feliz por ter tido os dois para compartilhar momentos da minha vida. – Quando ela olhou novamente para Lexa, a morena estava olhando para ela com um olhar diferente em seu rosto. Clarke franziu a testa. – O que?

- Nada – Lexa desviou os olhos, torcendo as mãos quase nervosamente. – Eu deveria ir. Você vai ficar bem hoje?

- Sim, - Clarke riu. – Eu vou ficar bem. Vou passar na galeria e ver como as coisas estão indo lá. E depois vou almoçar com Octavia.

- Urgh, você distrai Octavia. – Lexa reprovou gentilmente, mas tinha um pequeno sorriso em seu rosto. – Você deveria deixar ela terminar algum trabalho. – Clarke apenas mostrou a língua para Lexa e se levantou para ir se trocar. Antes de desaparecer pelo corredor, Lexa a chamou, fazendo ela parar. – Eu queria avisar, eu vou estar indo em uma viagem a trabalho. Vai acontecer depois do natal. Não deve durar mais do que alguns dias.

Clarke deu de ombros, mantendo os recursos em seu rosto impassível, embora a perspectiva de passar alguns dias sem Lexa, foram o suficiente para acabar com o seu bom humor. – Sem problemas. – Disse ela. – Mas sério? Logo depois do natal? – Ela acrescentou, seus lábios se curvado tristemente de forma inconsciente.

Lexa sorriu, contendo uma risada enquanto Clarke franzia sua testa do rosto. – É uma pena, eu sei. Mas como eu disse, é só por alguns dias. Acredite em mim, eu preferia estar aqui.

Clarke deu a ela um largo sorriso antes de voltar a caminhar pelo corredor até o seu quarto.

Depois que Lexa saiu para o trabalho, Clarke começou a ter um sentimento incomum, mas que agora já era familiar, acontecia sempre que ela estava sozinha no apartamento. Quando isso aconteceu na primeira vez, ela encontrou se sentindo completamente estranha, esse nem era seu apartamento apesar de tudo e ela não queria nem tocar em nada por medo de quebrar. Tudo parecia tão caro aqui.

Porém, conforme o tempo se passava, Clarke se sentia cada vez mais confortável no apartamento, ela já tinha passado mais tempo aqui do que em qualquer outro de seus apartamentos passageiros, além disso, o nível elevado de conforto e luxo no lugar, não magoa Clarke em nada. Ela franziu a sobrancelha para o relógio, imaginando que ela realmente não precisava estar na galeria por mais uma ou duas horas. Ela foi até o quarto de hóspedes e pegou seu caderno de desenho juntamente com um lápis e borracha e foi para a varanda para poder se sentar, em uma das cadeiras mal usadas lá e começar a desenhar. Inclinando os pés no parapeito, ela desenhou formas ásperas de aves que voavam pelas árvores, tendo apenas um momento para bloquear suas poses antes delas desaparecerem novamente. Ela esboça os padrões apenas por sua memória, apreciando a sensação de ter um caderno e lápis na mão.

Na verdade, ela ficava tão perdida em seus desenhos, que ela nem notou a porta de vidro da varanda se abrir e uma figura desconhecida aparecer por lá.

- Woah! – Ela deixou escapar, quando viu pelo canto do olho, de onde ela estava sentada, os olhos arregalados do intruso desconhecido. Ele era alto, volumoso com músculos por baixo de sua camisa que estava para fora de suas calças. Ele tinha uma mochila no ombro e a cabeça raspada. Felizmente, Clarke notou que ele parecia tão surpreso quanto ela. – Quem é você? – Ela exigiu, colocando seu caderno de desenhos para baixo. – E.. Como é que você entrou aqui?!

Ele franziu as sobrancelhas e olhou ela de cima a baixo, os olhos demorando em seu estômago. – Eu estou supondo que você é a Clarke. – Ele sorriu para ela. – É bom finalmente te conhecer. – Ele estendeu a mão, um pouco sem jeito. – Meu nome é Lincoln, eu sou o primo de Lexa. Bom, ela me deu uma chave.

Clarke olhou para ele por um momento, antes de se inclinar para a frente e apertar sua mão. Ela tinha ouvindo o suficiente sobre Lincoln para saber que ele era o único membro do Clã Woods, que Lexa realmente se dava bem, ele era um bom rapaz. Clarke se perguntou em privado se todos os Woods eram irritantemente atraentes e grunhiu por dentro.

- Eu não quis assustar você – Lincoln disse, levando as mãos em forma de rendição e ainda oferecendo aquele sorriso quente. – Eu pensei que iria conseguir pegar Lexa em casa antes dela ter quer ir para o trabalho, mas ela tinha que ser irritantemente pontual.

- Sim – Clarke disse lentamente, ainda olhando para ele. – Não tem muito tempo que ela saiu. Eu posso ajudar em alguma coisa?

- Provavelmente não – Lincoln deu de ombros – É apenas alguns documentos legais que eu queria que ela desse uma olhada. – Ele se arrastou um pouco sem jeito. – Me desculpe, eu provavelmente estou te incomodando.

- Relaxa, eu estou bem – Clarke disse, sorrindo de para ele – Eu realmente estou feliz que eu cheguei a te conhecer. Lexa fala bem de você.

- Da mesma forma. – Lincoln riu e Clarke tentou ignorar a explosão de felicidade que começou a sentir ao ouvir que Lexa fala bem dela para seu primo. – Honestamente, eu estava preocupado que esse bebê iria nascer e eu nunca iria te conhecer. – Clarke saiu da varanda e entrou com Lincoln, franzindo a testa um pouco para o que ele tinha acabado de dizer. Isso serviu para lembrar a ela que seu papel na vida de Lexa realmente iria ser passageiro, ela estava aqui, ela iria ter o bebê e então ela iria embora novamente. Ela olhou para cima e viu Lincoln sorrindo para ela.

- O que?

Lincoln continuou sorrindo e balançou a cabeça. – Nada. É que ver você assim, em pessoa, é estranho.

Clarke franziu a testa. – Por quê?

- Eu não sei – Lincoln deu de ombros. – Você pode achar isso ridículo, mas Lexa está bastante diferente depois disso tudo. – Ele bufou uma risada curta. – Sabe, desde você.

Clarke piscou para ele, sem saber como responder a isso. Realmente, Lexa parecia menos fria e distante da primeira Lexa que Clarke conheceu, mas ela achava que isso fazia parte do processo de quebrar as paredes da morena. E se ela tivesse mudado muito? A voz de Octavia, de meses atrás, soou em sua memória. ‘’Ultimamente ela tem estado estranhamente calma e feliz’’ Ela estava falando sobre sua chefe. Ela estava falando sobre Lexa. - Sério?

- Você não tem ideia – Lincoln riu. – Ela me mataria se soubesse que eu te disse isso, mas eu acho que você é uma boa influência para ela. Honestamente, qualquer tipo de amizade que ela pode fazer, é uma boa influência.

Amizade, Clarke pensou com uma zombaria interna. – Eu estou contente de ouvir que posso ser útil. -  Ela brincou. Olhando para baixo ela cutucou o seu estômago delicadamente. – Além do óbvio, é claro.

- De quanto tempo você está? – Lincoln perguntou, olhando para ela com curiosidade. – Se você não se importar de me dizer, claro.

Clarke deu de ombros. – 20 semanas. Não é muito ainda, as pessoas ainda não começaram a me oferecer seus lugares nos ônibus e nos trens, infelizmente. 

Lincoln riu. - Sim, não dá para notar muito da sua barriga ainda.

- Mentiroso. – Clarke riu. Ela estava visivelmente grávida, na medida em que algumas de suas roupas velhas já não cabiam nela. A última vez que ela tinha ido ao médico para um ultrassom, o ‘’Pequeno Monstrinho’’, como ela tinha carinhosamente apelidado o bebê, já parecia mais com um humano, enrolado com minúsculos membros pequenos. Era um pensamento bizarro, mas ela iria ter mais vinte semanas para chegar em um acordo com essas imagens.

- Eu estou tentando ser educado, - Lincoln disse na defensiva. – O que os seus amigos dizem?

Clarke ficou em silêncio.

- Você.. você disse às pessoas, certo? – A sobrancelha de Lincoln se levantou. – Quer dizer, não que seja da minha conta, realmente não é, mas.. –

- Não, mas eu vou dizer a todos. – Clarke disse, incerta. – É só que..- Ela não tinha ideia do que dizer. Ela não tinha contado a Octavia ou Wells, ou Bellamy, ela não contou nada sobre ser uma barriga aluguel, bem, porque ela podia esconder algumas coisas dessa situação, pôr a culpa de seus enjoos em ter comido frutos do mar e dizer que sua barriga estava um pouco maior por ter tido um grande almoço e que ela estava particularmente se sentindo um pouco inchada depois disso. E sinceramente, ela não disse nada a ninguém porque sua vida estava um caos, e como ela poderia encarar qualquer um de seus amigos, olho a olho e dizer que era uma barriga de aluguel, mas sim, ela tinha tudo isso sob total controle. Além do mais, quando ela tomou a decisão de ser uma barriga de aluguel, ela não tinha mais ninguém em sua vida, só Finn.

Clarke olhou para o chão com um pequeno sorriso no rosto. Talvez não fosse apenas Lexa que tinha mudado tanto depois de toda essa experiência.

- Mais uma vez, isso não é da minha conta. É a sua decisão. – Lincoln disse, de forma delicada. – Mas eu acho que você deveria dizer as pessoas que estão por perto de você. – Ele deu de ombros

- Eu vou. – Clarke disse com firmeza.

Lincoln balançou a cabeça e sorriu. Ele olhou para o relógio e franziu a testa. – Hum, eu deveria ir, eu ainda tenho que parar no escritório de Lexa para entregar esses papéis a ela. – Ele alargou o seu sorrindo para Clarke e ela sentiu que a maioria das meninas iriam desmaiar se ele sorrisse assim para elas, ele caminhou até a porta, deixando ela aberta e fez uma pausa, olhou para trás e de repente o seu rosto estava sério. – Pelo jeito você deve estar vindo para o nosso grande Natal em família na casa de Anya, certo?

Clarke piscou. – Lexa me convidou hoje de manhã. Eu disse que iria.

Lincoln balançou a cabeça tristemente.

Clarke levantou uma sobrancelha. - Você não está me tranquilizando.

Lincoln fez um gesto descuidado. – Oh, relaxa. Você vai ficar bem. – Ele hesitou, parecendo preocupado. – Só.. Bom, minha família é um pouco... elas são boas pessoas, sabe, em seus corações e tudo mais. Elas só não veem as coisas.. através... bom, da maneira que Lexa e eu, vemos. Quer dizer, Lexa vai estar lá, eu vou estar lá, você não vai estar completamente sozinha na cova dos leões. Você vai ficar bem. Não se preocupe com isso.

- Eu não estou entendendo muito do que você está dizendo, mas a parte que eu entendi não me deixou à vontade. – Clarke informou

Ele riu. - Eu prometo que você vai ficar bem. Até a próxima?

- Se você diz, - Clarke sorriu. Ela gostava de Lincoln. Ele parecia ser um cara legal e era verdadeiramente agradável para ser ter ao redor. Na verdade, ele parecia ser o único razoavelmente sã na família de Lexa. Quando Lexa deu a ela um resumo sobre sua família, Clarke tinha catalogado cada nome em sua memória. Se ela estava mesmo indo para essa festa de natal em família, ela estaria indo particularmente feliz por ter tomado muito cuidado ao se lembrar de cada nome. Pelo que Lexa tinha dito a ela, Indra era a que precisava ser mais cuidadosa quando estivesse ao redor. Anya seria fácil de lidar, ok nesse ponto, Clarke realmente só é capaz de lembrar os membros da família Woods que seriam mais difícil de lidar, mas ela vai conseguir passar por isso.

Clarke resolveu não se preocupar mais com isso, pelo menos não por agora. Porque havia algo muito maior que estava tirando o sono dela. Algo que ela sabia que deveria ter feito a muito tempo atrás. Ela pegou seu celular, passou através dos contatos e clicou em um nome. Pressionou seu celular em sua orelha e respirou fundo até ouvir a voz na outra linha.

- Hey Clarky.

- O, - Clarke disse lentamente. - Você acha que nós poderíamos sair para o almoço? Eu meio que quero te contar uma coisa.

 

* * * * *

 

- Grávida.

- Grávida. – Clarke olhou para Octavia através da mesa e dependendo da situação, ela até teria rido da expressão de pura descrença no rosto de Octavia, ela já não estava mais incrivelmente nervosa.

Octavia olhou diretamente para ela, boca entreaberta. - Você não está falando sério.

- Eu estou falando sério. - Clarke não tinha certeza de como prosseguir com essa conversa.

- É.. – Octavia parecia vagamente horrorizada e se inclinou para frente para poder sussurrar, como se isso fosse torna o que ela disse mais suave. – É de Finn, certo?

- Não! – Clarke cortou rapidamente, se amaldiçoando por não ter explicado logo quando contou sua situação. – Não, não é do Finn. E não é meu também.

Octavia ficou mais horrorizada. – Clarke, querida, ninguém nunca te deu ‘’A conversa?’’ Porque veja bem, você é a única que está grávida aqui, então automaticamente o bebê.. –

- Eu sou uma barriga de aluguel - Clarke interrompeu. – É meu bebê apenas enquanto eu carregar ele, depois que eu entregar... –

Octavia olhou para ela estreitando os olhos.  Claro que tinha sido um longo tempo desde a faculdade, mas Clarke ainda gostava de pensar que ela conhecia muito bem sua amiga, e agora estava claro que as engrenagens estavam girando na mente de Octavia, pensamento ligando os fatos em ordem lógica. Não demorou muito para que seus olhos se arregalassem. – WOODS. É Woods. Você está tendo o bebê dela; Você é a barriga de aluguel da Lexa!!

Clarke abriu a boca e fechou-a novamente. Finalmente, ela deu de ombros. - Sim.

- Eu sabia, - Octavia riu triunfante. – Alguém pegou ela vendo uns sites de roupa de bebê no seu escritório, nós fizemos uma aposta por meses.

- Você não fez isso. – Clarke disse com descrença.

- Nós fizemos. – Octavia cantarolou. – Eu apostei vinte dólares em que a Woods iria se torna uma mãe. Devia ter apostado cinquenta, urgh.

- Você tem que estar brincando comigo, não dá pra acreditar. – Clarke sacudiu a cabeça.

- Eu nunca brinco com as apostas que rolam no escritório. – Octavia disse, parecendo perfeitamente séria. – Um par de gente apostou que ela estava grávida, mas eu sabia que isso era muito específico, a bruxa não ganhava qualquer peso .. –

- Por favor, não chame ela assim – Clarke cortou, gemendo.

Octavia bateu palmas. – Como você quiser Mamãe Clarke!!

- Eu estou falando sério! – Clarke disse. – Não deixe Lexa saber sobre essa aposta, ok!? Ela é uma boa pessoa, melhor do que ela parece ser. Ela é... – Clarke deu de ombros. – Ela é uma das melhores pessoas que eu já conheci na minha vida. Ela é melhor que essa aposta estúpida.

Octavia se inclinou sobre a mesa, olhando atentamente para Clarke, que havia se inclinando para trás. Os olhos da morena se estreitaram. – Ah. Meu. Deus.

Clarke fez uma careta. - Não.

- Oh meu Deus.

- Não.

- Você tem uma queda pela Lexa. – Octavia balançou a cabeça gravemente. – Eu já vi isso antes, Griffin. Eu conheço esse olhar de quando você está apaixonada.

- Eu não estou apaixonada.

- Você tá sim. – Octavia disse, levantando a voz com alegria. – Você está e o melhor, você está em negação... Oh C, isso é incrível. Lexa. Logo ela, de todas as pessoas, você tinha que ter um Crush ruim logo para a comandante.

- O quê?

Octavia deu de ombros, ainda sorrindo. – Apenas um apelido de escritório. Não é um ruim! – Ela acrescentou, vendo a expressão de Clarke. – Na verdade, eu acho que ela sabe sobre esse apelido e ela meio que gosta, quando você sair a sua obvia negação, você pode usar ele na cama! – Ela se inclinou para a frente para poder apertas as mãos de Clarke com um pequeno sorriso suave vendo a expressão que Clarke fez nessa última frase.  – Mas, falando sério C. Eu posso dizer que você está feliz. E se essa coisa, sabe, toda essa situação está te deixando feliz, apesar de ser estranho, eu estou feliz também. – Ela deu de ombros, olhando para longe. – Eu já te perdi por muito tempo, sempre me perguntei o que você estava fazendo, sempre quis voltar a ter contato. É bom ter minha dupla dinâmica de volta.

Clarke se levantou, o volume em seu estômago que se dane, ela caminhou até o redor da mesa e puxou Octavia para um abraço apertado.

 

* * * * *

Na sua próxima parada, Clarke foi para a galeria, tijolo por tijolo, paredes pintadas, já estava realmente começando a olhar como uma galeria. Grande parte dos materiais da construção, já tinham sido removidos e os carpinteiros que colocaram o piso de madeira já tinham acabado o serviço também. Só havia construtores nos telhados, onde estava sendo terminadas algumas correções de buracos que haviam lá. Wells mencionou algo sobre substituir algumas coisas e em particular, Clarke pensou que quanto mais coisas fossem substituídas, mas o antigo armazém iria ser parecer com uma galeria.

Ela teve que se esquivar através de um labirinto de construtores em torno do lugar, para poder se sentar e ter a mesma conversa que teve com Octavia, com Wells, Bellamy e Murphy. Murphy, o esquisitão apático, realmente não se importava. Ele realmente parecia mais irritado por ela ter interrompido ele na construção, do que com a notícia em si.

Wells ficou imediatamente atordoado e ficou falando ‘’ - Você quer dizer que esta gravida? Tipo, neste exato momento, gravida? Gravida, gravida? Tem uma coisa ai dentro?? Uau Clarke, quer dizer, parabéns, eu acho? Isso é uma boa notícia, certo? Wow, isso é incrível, eu estou feliz por você, C!!’’

Bellamy olhou para ela dá exata forma que sua irmã tinha olhado. Depois de superar seu choque inicial, sua preocupação levou todo o rumo da conversa. ‘’ - Você realmente está bem para ficar no canteiro de obras? Eu acho que você deve ir com calma por aqui. Deus, Clarke, você devia ter dito isso antes, você não podia ajudar tanto, ter feito tanto esforço. Urgh.’’

- Quando vai nascer? – Perguntou Wells, com um ar de perplexidade. – Você... vai ter antes da exposição?

- Não. Mas vai ser perto. Segundo o médico ele deve nascer umas semanas depois da exposição. – Respondeu Clarke.

Wells concordou, olhando triste.

Ela começou a dar um passeio por toda a galeria com Bellamy, depois de ter passado longos minutos tentando convencer ele de que ela não precisava de uma máscara, e que não iria tropeçar em algo e se machucar. Bellamy acabou deixando ela bastante irritada, Clarke odiava ser tratada como inválida, além do mais, ela só tinha 20 semanas. Depois de muita conversa, Bellamy pareceu entender isso. Para o alívio dela. – Octavia sabe? – Ele perguntou.

- Sim, já disse à ela. – Clarke respondeu com um sorriso. – Ela levou isso bem. – Assim como qualquer outra pessoa que acaba de ganhar uma aposta com essa notícia. Ela pensou com uma risada.

Bellamy sorriu de volta. - Estou feliz que vocês se reencontraram outra vez. É como nos velhos tempos, hein? - Ele hesitou.

- Não - disse Clarke. – Não é bem assim, eu me sentia diferente, era tudo diferente naquela época.

Bellamy olhou para ela. – Você desejaria voltar no tempo e reviver tudo aquilo?

Clarke protegeu os olhos do sol com uma mão, olhando em volta do canteiro de obras. – Eu nunca disse isso.

  

* * * * *

Clarke pegou um ônibus de volta para casa quando o sol estava começando a se pôr. Hoje em dia, eram raras as vezes que ela andava de ônibus, era até estranho estar de volta a um. As pessoas não a incomodavam tanto, o ruído e cheiro não era mais tão ruim. Ela colocou seus fones de ouvido e se encostou na janela, olhando para a cidade até sua mente desviar de volta para o sofá macio e confortável no apartamento.

Esse era um dos novos sentimentos. Clarke estava sempre ansiosa para chegar em casa.

Ela poderia facilmente culpa seus hormônios felizes por esse sentimento, ela até tinha certeza que eles estavam contribuindo para essa sensação que ela tinha. Mas ela não culpava ele, era como se ela estivesse acordando lentamente de um cochilo que durou uma década. Tinha um novo tipo de vibração em sua vida, tudo era um pouco feliz e um pouco mais emocionante. Aos longos dos anos que ela passou em apartamentos horríveis com Finn, era como se ela estivesse em deriva, ao longo de toda a sua vida, ela estava apenas sobrevivendo, apenas vivendo dia após dia, sem necessariamente viver. Ela nem se importava com o que acontecia ao seu redor, se iria chover, nevar, ou ficar quente e ensolarado e agora, de repente ela se preocupada de novo com esse tipo de coisas. Não só isso, mas outras várias coisas que ela não se preocupava em muitos anos. Ela se preocupada com as pessoas de maneira que ela nunca fez. Ela se preocupava com Octavia, Bellamy e Wells e até poupava um pensamento ou dois para Murphy. E ela se preocupada com Lexa, e como ela se preocupada com a morena. Talvez até mais que o necessário.

Clarke pegou o elevador até o apartamento, antes ela acenou alegremente para o porteiro, que acenou de volta. Ela se lembrou da primeira vez que esteve aqui e de como ele tinha zombado dela. Talvez ele também tenha mudado muito.

Ela usou a sua própria chave para entrar no apartamento e imediatamente ela notou uma nota de post it branco, colocado no balcão da cozinha. Franzido a testa, ela arrancou ele do lugar para poder ler.

 ‘’Tenho uma reunião até tarde. Te vejo hoje à noite. ~ L’’

- É, só você e eu monstrinho – Clarke suspirou na direção de seu estômago. Ela estava se sentindo claramente desapontada. Sempre que Lexa tinha uma reunião até tarde, Clarke, em geral, ficava para esperar ela chegar, ela iria encontrar um filme para assistir nesse tempo. Clarke jogou a nota no lixo e fez seu caminho até o quarto para tomar um banho e se trocar.

Ela foi para a varanda logo depois, se sentou e desenhou. Ela desenhou até o sol desaparecer completamente na rua e se manteve desenhando até ver as luzes do farol do carro de Lexa virar a rua. Clarke só foi para a cama depois de se sentar com Lexa, enquanto a morena comia o seu jantar e dizia como queria furar a cara do seu cliente, o qual foi o culpado da sua reunião até essa hora. Lexa perguntou como o seu dia tinha sido e Clarke disse a ela.

Foi só depois de voltar para o seu quarto e se sentar na cama, sentindo o calor irradiar por cada polegada de seu corpo, que ela finalmente parou de negar.

Quando se tratava de Lexa, Clarke realmente estava fodida e completamente apaixonada.

 

 


Notas Finais


Demorou pra se tocar em Clórk :B


Desculpem os erros, besos.


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