História Feels So Cold - L3ddy - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~justl3ddy

Postado
Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Lucas "LubaTV", Lucas Olioti
Visualizações 57
Palavras 1.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Like in a bar


Fanfic / Fanfiction Feels So Cold - L3ddy - Capítulo 8 - Like in a bar


Point of view Feuerschütte


  Ele não teria ido embora antes de avisarem sobre o M&G geral. De onde estou não consigo ver a fila, mas espero que ele esteja esperando sua vez ali.

{...}

  Me informaram que faltam apenas mais três pessoas na fila, e ele ainda não tinha passado por aqui. Estou cansado e meu rosto doi, por conta de ficar nais de uma hora sorrindo a todo momento. Não queria que ele me visse assim, acabado.

  "Naquela época me perguntava por que me importava tanto de ele me ver daquele jeito. Por que estava sempre tentando o impressionar. Hoje eu sei o por que. E sem precisar questionar-me duas vezes, eu faria tudo de novo. Aquela inocência de começo do amor era a coisa mais pura e boa que eu já vivi..." 

  Só faltava uma pessoa e eu já estava desanimado, triste. Ele foi embora, provavelmente nem tinha ouvido sobre o M&G. Mas foi bom saber que ele veio ao show, pelo menos.

  Respirei fundo e me posicionei novamente, a espera da porta ser aberta e revelar a última pessoa. Meu rosto já não aguentava segurar um sorriso, e meu corpo pesava. Mas eu tinha que ser forte. Afinal, faltava só mais um.

  A porta se abre e aquele sorriso, que antes não conseguia nem pensar em dar, surge em meus lábios.

 - Você veio.

 - É claro que eu vim, não me viu na frente do palco?

 - Não, não... Vi, mas to falando daqui. Você veio aqui.

 - Ah... Aqui... É, eu vim. - ele sorri na mesma intensidade, ou ate mais.

 - Vamos pra foto?

 - Acho que já tenho uma, que é bem melhor. - ele acende a tela de bloqueio do celular, revelando nossa foto do bar como plano de fundo. Sorrio mais ainda.

 - Que fofo.

 - Eu acho que meus trinta segundos já se esgotaram - diz depois de alguns longos segundos encarando um ao outro - vou indo. Nos vemos por ai, eu acho. - passa a mão pela nuca, dando as costas e indo em direção a porta.

 - Lucas, espera ai - ele se vira, me olhando curioso - quer sair? Sabe, é minha primeira vez em Galway, quero conhecer melhor a cidade.

 - Mas esta de noite, ta tudo fechado e...

 - Prefiro conhecer a cidade a noite. Parece que sob a luz das estrela a cidade revela sua alma. Gosto de saber se a mesma é boa ou não.

 - Então... - ele ergue uma sobrancelha - serei seu guia turístico?

 - Só se quiser, mas eu te imploro!

 - Então, o que estamos esperando?



 - Você tem alguma paixão? - questiono olhando para a calçada.

 - Meus livros. - responde sem hesito.

 - Nossa, achei que seria Mila sua primeira resposta.

 - Mila é minha melhor amiga. Ou melhor, era. Agora ao que parece somos noivos... Mas... Não é a mesma coisa que amor, ou paixão...

 - Como assim?

 - Nos casamos por causa da minha família e da dela. É tipo antigamente, casamentos arranjados, sabe... Meio complicado...

 - Me desculpa... Eu acho...

 - Não é como se eu odiasse ela. Como eu disse, ela era minha melhor amiga, e ainda é... A única diferença é que agora temos que ficar nos beijando. Confesso que ainda é estranho.

  Meu estomago se embrulha, mas sorrio. Por que?

  "Eu do passado, só queria dizer uma coisa, abre os olhos, deixa de ser lerdo!..." 

 - Mas, voltando a sua pergunta, minha maior paixão são meus livros.

 - Eu não ia perguntar por achar ser óbvio, mas depois do que me disse, acho que minha curiosidade voltou... Você tem uma paixão por alguém?

 - Não... Já tive, mas... Sabe, desilusões amorosas de juventude, nada como um grande amor. Só... Uma "queda"... - faz aspas no ar.

 - E como era o nome da garota que te desiludiu?

 - É... Bem... - cora um pouco - Gustavo.

 - Quantos anos tinha? - pergunto normal, embora por dentro tenha me surpreendido por ter sido um garoto.

 - Quinze, eu acho... Não me lembro muito, faz tempo...

 - Tão jovem para ter seu coração partido por um babaca.

 - Mas você nem sabe o que ele fez. - ele me olhs divertido, esperando por eu perguntar o que era.

 - Mas com certeza foi algo horrível.

 - Ele não fez nada. Ele nem sabia que eu gostava dele, pra falar bem a verdade.

 - Amor platônico, ne?

 - Isso mesmo.

 - E em que momento ele te iludiu?

 - Quando estávamos na casa de uma amiga que tínhamos em comum, Beatriz. Estava todo mundo bêbado, menos eu. Eu odiava beber. Mas ele estava. Ai uma hora ele veio até mim enquanto eu estava passando pelo corredor e me prendeu contra a parede e me beijou, sem mais nem menos. Foi meu primeiro beijo. Depois ele disse que me amava, sempre me amou, so que ele não se aceitava. Deus, ainda sinto o cheiro horrível da cachaça no seu hálito, é um pesadelo - ele ri - depois disso me deixou plantado ali no corredor e desceu as escadas. Depois de uns minutos desci também, mas quando cheguei o vi beijando outra garota, estavam prestes a tirar a roupa no sofá da sala, enquanto todo mundo batia palma e falava pra ele tirar a blusa dela e pegar em sua bunda. Eu senti tanto nojo que corri pro banheiro e vomitei. Pulei a janela de um dos quartos e sai sem que ninguém visse.

 - Caramba... Parece historia de filme!

 - Sabe que poderia ser? - ri.

 - E depois? Como ficaram?

 - Ele nunca foi de conversar muito comigo. As vezes me pedia umas informações na sala de aula, nada de mais. Mas depois da noite na casa da Bia, ele não olhava mais na minha cara. Conforme o tempo foi passando, fui ficando amigo de mais pessoas, aqueles tipos de pessoas que zoa de todo mundo, não chegando a ser bullying, uma zoação de amigo, todo mundo queria ser meu amigo. E com aquelas pessoas, tomava cada vez mais coragem de ficar jogando indiretas como "cara, amo beijar em corredores. São mais apertados e excitantes", ou "nunca entendi o sentido de transar no sofá, a qualquer momento pode cair e acaba com todo o clima!". Sempre ria quando ele corava. Eu era um verdadeiro de um babaca.

 - Babaca era ele, faz o favor! Ninguém mandou ficar se comendo com aquela menina no sofá depois de te beijar! Mereceu, fez bem feito.

 - Eu amo lembrar daquela época, foi muito boa. Ele foi o primeiro e único que eu realmente amei. Sabe, depois da primeira decepção é meio difícil se apaixonar novamente. Mas no meu caso, ta mais pra impossível.

 - Não fala assim. As vezes você pode estar, sei lá, distraído, e quando se depara esta apaixonado por alguém do nada, sem esperar, sem querer, sem estar em seus planejamentos. As vezes você pode estar sozinho e alguém simplesmente aparece ao seu lado e pronto, já esta apaixonado. Pode ser em qualquer lugar...

 - Como em um bar? - fixa seu olhar em mim.

 - É... Como em um bar... - sorrio.




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