História Feels So Cold - L3ddy - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~justl3ddy

Postado
Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Lucas "LubaTV", Lucas Olioti
Visualizações 45
Palavras 1.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*curiosidade; parte do capítulo foi inspirada em uma das cenas do filme Os Instrumentos Mortais.

*dica; escutem Heart By Heart, da Demi Lovato.

- quem assistiu o filme e já se ligou na dica, já deve imaginar o que vai acontecer -

Capítulo 9 - Greenhouse


Fanfic / Fanfiction Feels So Cold - L3ddy - Capítulo 9 - Greenhouse

Leiam as notas iniciais, por favor! ♡


Point of view Olioti


  Caramba, o que foi que eu disse? "Como em um bar?" sério isso Lucas? Isso é seu melhor?

  Por que eu disse isso? O que se passou na minha cabeça?

  Isso saiu tão espontaneamente... Espero que ele não tenha percebido.

  Que merda, claro que ele percebeu! Estamos a minutos parados no meio da calçada só nos olhando e sorrindo. Por que eu to fazendo isso? Por que eu to sorrindo tão bobo pra ele?

 - Am... A-aonde vamos agora? - abaixa a cabeça, me perguntando.

 - Esta ficando frio... E eu conheço o lugar perfeito pra ir e, por incrível que pareça, ele fica aberto vinte e quatro horas. O lugar é lindo! - falo voltando a andar.

 - Fica muito longe?

 - Não, umas duas ruas a frente.

 Quando chegamos, de primeira ele ficou sem entender. O lugar era grande e um pouco longe, visto que tínhamos que andar um pouco mais na grama até lá. Enquanto íamos, ele ainda não entendia muito bem o que era.

 - Estou perdido... O que é isso?

 - Isso - abro a grande porta pesada - é uma estufa.

  Ele sorri maravilhado ao ver o interior do lugar. Olha em volta, olhando cada planta, cada cor apagada por conta da noite, cada milímetro.

 - Eai, o que achou?

 - Eu... Eu nunca vim a uma estufa antes... É... Mágico...

 - Mas esta tudo escuro, como pode ser mágico?

 - Até no escuro isso é isso perfeito.

 - Eu posso fazer ficar mais perfeito.

  Ando três passos em sua direção, olhando em seus olhos. Chego bem a frente dele, sorrindo. Ele cora violentamente. Por ele ser bem menor que eu, tenho que abaixar um pouco a cabeça. Ele, por sua vez, sente medo de olhar pra cima. Mesmo assim olha, com medo.

  Ergo uma mão estalando os dedos, logo fazendo com que a luz do lugar se acenda. Ele se assusta um pouco, mas logo volta a olhar por todo o lugar. Seu sorriso se ilumina assim como as flores.

 - Quer explorar?

 - Óbvio que sim!

  O lugar em si era gigante, poderíamos ficar horas aqui, andando e andando, conversando. Eu realmente não sei da onde temos tantos assuntos pra falar tanto.

  E assim fizemos. Não tinha mais ninguém no lugar - por ser extremamente tarde. Ele ficava impressionado sempre que via uma flor diferente das que conhecia.

 - Como sabia que esse lugar ia estar aberto a essas horas?

 - Costumava vir aqui mais ou menos esse horário quando tinha insonia a uns meses atrás. Sabia que sempre ficava aberto. Assim como a violencia e roubo, o índice de vandalismo aqui é quase zero. Então não tem por que trancar um lugar desses.

 - É... Mágico. - ele sorri.

 - É assim que vai descrever tudo isso?

 - Eu nunca vi nada parecido, Lucas. Isso é tão lindo... As cores, o cheiro, o lugar...

 - Você... - o corto.

  Ele me encara de primeira, novamente corando. So depois me dou conta do que disse.

  Porra, o que estou fazendo? Por que to dizendo essas coisas?

  Mas não que isso seja mentira. Ele realmente se iguala a toda essa beleza desse lugar. É tão lindo quanto. E, não importa o quanto eu me questione o por que eu penso isso, eu não posso negar. 

 - Você... Quer subir no segundo andar? - tento disfarçar.

 - Tem um segundo andar?

 - É por aqui - o guiei até a escada.

  Subimos até lá e continuamos andando. Ele encarava as flores, apontava para algumas e contentava algo sobre tais. Ele parecia uma criança em uma loja de brinquedo.

  Depois de ver todo o lugar, decidi o convidar para descer.

 - Você quer descer? Podemos ir para um bar depois...

 - E-eu acho que não... Esta ficando tarde e não queria acordar muito tarde amanhã.  Acho que vou indo pro hotel.

 - Se importaria se eu te acompanhasse?

 - Eu estava arranjando um jeito de pedir sem parecer ser chato, mas já que você se ofereceu, por que não ne?



Point of view Feuerschütte


  Ele da uma pequena risada, depois do que eu disse.

  Eu estava completamente nervoso e sem reação. O tempo todo que ficamos andando ele não tirava os olhos de mim. Jogando alguns tipos de "indireta", eu acho. Mas devo estar me precepitando, deve ser coisa da minha cabeça. Ambos estão noivos, e ele não parece ser o tipo de pessoa que diz esses tipos de coisas em tão pouco tempo de conhecimento.

  Mas ai estava o problema. Nos conhecíamos a poucos dias, mas sabemos tanto um sobre o outro. Ele sabe coisas da minha vida que nem eu achava que sabia. Cada historia que ele contava era impressionante. Sua vida era incrível. 

  Mas isso não justifica nada, eu acho. Só o fato de ele estar noivo já é o suficiente pra ele não dizer essas coisas na seriedade. Deve estar só... Brincando, talvez...


  Fomos até a escada, porém eu paro na hora. Ele estranha meu comportamento.

 - O que foi? Por que parou?

 - Eu não tinha percebido antes... A escada não tem corrimão...

 - Isso é problema?

 - É que... Sabe... Prefiro me segurar a algo para poder descer. Pode parecer idiotice, mas... É meio que um trauma...

 - Quer que eu seja seu corrimão? - ele estende a mão pra mim, com um meio sorriso.

  Hesito, óbvio. Não sei se pego ou não. Pode não querer dizer nada, ou pode querer dizer alguma coisa. Deus, eu estou tão perdido. É só um gesto de bondade, eu espero.

  Finalmente deixo esses pensamentos de lado e laço minha mão na sua, dando um leve sorriso sinalizando para continuarmos.

  Ele vai na frente, segurando minha mão. Por eu estar com um pouco de medo, acabo apertando a mesma. Mas ele não parece se importar. Descemos devagar.

  Ele já estava no chão, porem eu ainda estava no penúltimo degrau.

 -Pronto, chegamos! - ele solta minha mão e sorri.

  Tento descer mais um degrau, porém acabo esbarrando em algumas pedras que havia ali, me fazendo quase cair no chão.

  Porém não caio. Ele, muito ágil, consegue me pegar em seu colo a tempo antes que eu realmente caia.

  Por conta do susto que ambos levaram, estávamos um pouco ofegante. Eu ainda em seus braços, e nos encarando.

  E então, ele faz o ato que eu tanto via em filme, porém nunca havia passado por isso. 

  Ele passa seu olhar de meus olhos, calmamente até meus lábios. Os mesmos se encontravam meio-abertos.

  Ele aproxima sua cabeça devagar, sem tirar os olhos de mim.

  Meu coração pulava uma batida, o estômago embrulhando, lábios tremendo, mãos suando enquanto as apertava em seus braços.

  Ele finalmente pisca algumas vezes, tirando a atenção de minha boca.

  Aproveito sua distração e me levanto, me retirando de seus braços. Quase não sabia como me mover, e muito menos como agir. Deveria estar parecendo uma das rosas que vi antes, de tão vermelho.

  Estava de costas para ele, arrumando a camisa para disfarçar.

 - V-você vai me acomp...

  Ele me corta, me virando ágil.

  Em um ato rápido ele me puxa para perto de si, tão perto de seu rosto que eu conseguia sentir sua respiração quente e descompassado sobre meu nariz.

 - Me desculpa. - ele sussurra.

  Logo me puxa pra mais perto, acabando com os poucos centímetros que nos separava.

  Ele pressiona seus lábios sobre os meus, iniciando um beijo assustado. Suas mãos tímidas vão até minhas costas me puxando ainda mais.

  De começo me assustei completamente, mas não demorou até eu finalmente ceder a ele.

  Meu coração não voltou a bater normalmente, meu estômago não parou de embrulhar, e minhas mãos ainda apertavam seu braço. Não em um pedido para parar, mas... Para continuar?

  Minha cabeça forma uma música imaginária, a qual nossos lábios dançavam em conjunto. Era surreal, e eu não conseguia pensar em mais nada além de que eu não queria parar tão cedo. Uma mistura de medo e êxtase percorre meu corpo. Envolvo meus braços a cima de seu ombro, e, por consequência, ficando na ponta dos pés.


  Deus, o que foi que eu acabei de fazer?



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