História Feitas pra Ficarem Juntas - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The100
Exibições 114
Palavras 2.321
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 4 - Cupidos


O tempo ia passando e Lexa e Clarke decidiram dar uma de cupido uma com a outra.

- Vou apresentar uma amiga minha a você. – disse Lexa um dia – O nome dela é Anya.

- Ok, pode apresentar, mas sem pressão, ok? Posso apresentar uma minha a você também?

- Só se ela for gostosa. – Lexa brincou, fazendo Clarke revirar os olhos – Que tal, então um encontro duplo? Eu levo minha amiga e você a sua. Ela é bi, ou lésbica?

- Ela é bi. Algo contra?

- Claro que não! É só para sondar o terreno. Está valendo também!

- Combinadíssimo então! – elas espalmaram as mãos.

Clarke e Raven iam andando à noite pela calçada, indo ao tal encontro.

- Você mandou flores para si mesma?  -perguntou Clarke à amiga.

- Sim, gastei 60 dólares em um estúpido buquê. As flores chegaram exatamente junto com Wick.

- Raven...

- Já sei! Ele não vai deixá-la. Já sei! – ela bufou - Onde é esse bendito lugar?

- No próximo quarteirão.

- Não acredito que estou fazendo isso!

- Raven, Lexa é uma das minhas melhores amigas e você também é. Se vocês se acertarem, continuarei tendo minhas melhores amigas e não ficarei afastada, quando acontece quando sua amiga está com outro, ou outra desconhecida.

- Você não conhece o Wick e continuamos próximas.

- Graças a Deus eu não o conheço, senão eu me afastaria por minha conta.

- Ele não vai deixá-la! Eu sei! Você está certa! – Raven balançou a cabeça.

Lexa e Anya vinham caminhando também.

- Não estou muito certa disso, Lex.

- É só um jantar.

- Eu finalmente cheguei a um ponto na minha vida que fico feliz só com o trabalho. Se ela é tão incrível assim, por que vocês não estão juntas?

- Caraca  Anya, quantas vezes tenho que dizer-lhe que somos só amigas.

- Você disse que ela tem uma boa personalidade e é bonita. Ninguém tem as duas coisas juntas!

- Anya, pare de conjecturar e veja por si própria no restaurante.

Todas chegaram e se sentaram. Anya e Clarke sentaram lado a lado e Lexa sentou ao lado de Raven, em frente às outras duas.

Elas conversavam entre si.

- Então, Clarke, eu sou jornalista e tenho uma coluna no NY Times. Escrevo sobre tudo: moda, esportes, artes...

- Sobre artes? Sério? Lexa disse a você que eu tenho uma galeria no Soho e fiz Artes plásticas?

- Não, mas ela é Lexa, né? O que esperar? – Clarke riu do comentário.

Do outro lado o papo também fluía.

- Lexa, Clarke me disse que é consultora política.

- Sim.

- Qual é o partido que você apoia?

- Ih, Raven, estamos entrando em terreno perigoso. Eu posso dizer Democrata e você bater na minha cara. Eu posso dizer Republicano e tomar um chute seu por debaixo da mesa. Vamos deixar a política de lado!

- Você não me parece o tipo de ficar em cima do muro.

- Não sou, mas falemos do seu trabalho. O que você faz, Raven?

- Eu trabalho na Microsoft, sou engenheira de programação.

- Uau, impressionante!

Voltando às outras duas.

- Puxa Anya, vou ter que discordar de você. Para mim, Picasso era um mestre, mas ainda prefiro Monet.

- É bem..., na verdade eu prefiro o modernismo.

Clarke deu um sorriso forçado e se virou para as outras duas.

- Raven – chamou Clarke – Sabia que Lexa toca violão? Raven também toca, Lex.

- Eu prefiro a guitarra. – disse Raven – O que você gosta de tocar?

- Eu gosto dos clássicos: Led Zeppelin, Pink Floyd, Bowie, esses tipos.

- Ah, eu gosto mais de pop: Michael Jackson, Prince e outros mais atuais.

- Eu também adoro Prince! – disse Anya- Eu comprei este software chamado Polistunes, que sintetiza músicas e instalei no meu notebook. Estou apaixonada e brincando demais com ele.

- Eu criei esse programa! – exclamou Raven.

- Sério? Ah, sai pra lá!

- É sério! Na verdade eu fiz mais para o ensino de música para as crianças.

- Caramba, tenho dois sobrinhos que adoram música! Vou mostrar a eles.

- Clarke tem uma escola de pintura para crianças. – disse Lexa - Seus sobrinhos devem gostar de desenho também, né?

Anya se virou para Clarke.

- Ah..,legal, Clarke! – ela voltou a cabeça - Então Raven, fale um pouco mais desse seu trabalho.

Lexa e Clarke se encararam. Lexa apoiou o cotovelo na mesa e o rosto na mão, e Clarke fingiu pegar algo na bolsa.

Ao saírem do restaurante. Raven se ofereceu para dividir o táxi com Anya, já que elas iam para o mesmo lado. As duas deixaram Clarke e Lexa paradas na calçada.

- O que achou de Anya? – perguntou Lexa sem graça, ainda olhando o táxi virar a esquina.

- Acho que você deve perguntar isso à Raven. – respondeu Clarke, também olhando para a esquina.

- O que estamos fazendo de errado, Clarke? – Lexa se virou e a encarou.

Clarke suspirou.

- Eu realmente não sei.

Anya e Raven começaram a namorar e, três meses depois, decidiram morar juntas e começaram a montar um apartamento.

Lexa e Clarke foram a uma loja de presentes, para escolher um presente para o apartamento novo das amigas. Lexa estava se divertindo com algumas coisas. Parecia uma criança. Ela brincava com uma mini cesta de basquete e uma mini bola.

- Caramba! Eu tenho que comprar uma dessas para mim!

- Lex, estamos aqui para comprar o presente de Raven e Anya!

- Eu sei, eu sei! Vamos achar uma coisa legal para elas aqui.

- Eu ainda acho que deveríamos ter ido àquela loja de decoração. Elas não estão casando. É só um apartamento novo.

- Deixa de ser chata, Clarke, vem aqui! – ela puxou Clarke pela mão – Acabei de achar o presente certo!

- O que é isso?

- Elas duas gostam de música. Um aparelho de karaokê! É perfeito Clarke! – disse sorrindo – Vem, vamos experimentar!

- Eu não canto, Lex!

- Nem eu! Vem! – Ela ligou o aparelho e escolheu o tema de Friends. Deu um microfone à Clarke e pegou outro.

- So, no one told you life was gonna be this way – Lexa bateu as mãos no ritmo – Your Job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.

- Eu não sei a letra toda dessa música! – exclamou Clarke.

- Olha a tela! – It's like you're always stuck in second gear // And it hasn't been your day, your week, your month, or even your year // But... – Lexa pegou a mão de Clarke, levantando o microfone até à sua boca.

Clarke se juntou a ela.

- I'll be there for you ... when the rain starts to pour.// I'll be there for you ... like I've been there before..– elas estavam empolgadas.

- I'll be there for you ... cause you're there for me, too. - Clarke percebeu que só ela estava cantando e parou, olhando para Lexa.

Lexa estava com o olhar grudado em uma morena que entrava acompanhada de outra mulher.

- Lexa? – Clarke a chamou.

- É Costia!

- Costia?

- Ela está vindo pra cá! – Lexa segurou o braço de Clarke.

- Calma, Lex! – disse Clarke assim que sentiu a mão da morena tremer e esfriar abruptamente.

Costia se aproximava de mãos dadas com a outra.

- Oi Lexa. Como está? – ela perguntou.

- Bem, estou bem! – ela conseguiu dizer.

- Essa aqui é Ontari Queen. – ela apresentou à companheira.

Ontari fez apenas um aceno de cabeça, meio constrangida. Costia olhou para Clarke sem saber o que dizer.

- Ah, desculpe. Essa é Clarke Griffin. Clarke, essas são Costia e Ontari.

Clarke sorriu e cumprimentou-as educadamente.

- Prazer. – disseram elas.

Alguns segundos de silêncio constrangedor até que Costia disse:

- Bem... a gente se vê por aí. Foi bom rever você, Lexa.

- É, tchau! Prazer em conhecê-la, Ontari – completou quando elas já se viravam para sair.

Depois que Costia e Ontari deixaram a loja, Clarke encarou Lexa.

- Você está bem?

- Estou, estou ótima! – ela olhou para a saída – Ela pareceu estranha para você? Digo, Costia?

- Foi a primeira vez que a vi.

- Definitivamente ela estava estranha. As pernas pareciam mais pesadas. Sério, ela deve estar retendo líquido.

- Lexa! – Clarke riu.

Elas acabaram em uma loja de decoração para escolher o presente. Lexa estava muito aérea, pensativa.

- Lex, tem certeza que está bem?

- Claro! Qual a probabilidade de, numa cidade com mais de 10 milhões de habitantes, eu esbarrar na minha ex-mulher? Pronto! Aconteceu! Eu estou bem. – e saiu andando, com Clarke atrás.

Elas saíram dali diretamente para o apartamento que Anya e Raven estavam montando para elas.

- Como assim você não gosta, Raven? Essa mesa é linda! É diferente! Lembra minha terra no Oklahoma.- disse Anya.

- Vamos deixar Clarke e Lexa julgarem, ok? Clarke? – ela perguntou à amiga.

Clarke franziu o nariz e fez que não com a cabeça.

- Lexa, me dá uma força aqui. A mesa não é linda?

- É, é bonita!

- Viu? O que há de errado com a mesa?

- Anya, minha linda, a mesa é tão feia que não dá para explicar. – disse Raven.

Enquanto via a interação das outras duas, Clarke viu Lexa se afastar e ficar olhando absorta pela janela.

- Amor, eu não implico com as suas coisas. – disse Anya fazendo beicinho.

- Se tivéssemos espaço o suficiente, poderia colocar ela por aí, com aqueles bancos de bar.

- Espera aí, você não gosta dos meus bancos também? – Anya se virou para a amiga - Lexa, vem cá! Alguém tem que ficar do meu lado!

- Eu estou do seu lado! – disse Raven – Só estou ajudando você a ter bom gosto.

- Eu não tenho bom gosto?

- Claro, meu amor! Você me escolheu, não foi? – riu Raven.

Anya, não satisfeita, chamou a amiga novamente.

- Lexa!

Ela se virou e se dirigiu a elas.

- Sabe o que é engraçado? Eu e Costia começamos assim também. Nas paredes vazias, penduramos quadros, escolhemos o piso juntas, a cor do sofá. Seis anos depois, sabe o que acontece? Você está cantando I’ll be There for You bem em frente à Ontari!

- Você tem que falar disso agora? – Clarke segurou delicadamente o seu braço.

- Agora é o momento perfeito para falar disso! Nossas amigas podem ganhar com a minha experiência. – ela se virou para Raven e Anya – Agora tudo é perfeito! Todas felizes e apaixonadas. Tudo maravilhoso! Mas quer saber? – ela se dirigiu a uma caixa no canto – mais cedo ou mais tarde vocês vão brigar por este prato. - Ela pegou um da caixa – Este mísero prato de oito dólares. Oito dólares vão se transformar em mais de mil dólares em ligações e advogados.

- Lexa... – pediu Clarke.

- Me deixa! – ela continuou – Anya, Raven, façam-me um favor, pelo seu próprio bem. Coloquem seus nomes nos livros e DVD’s agora mesmo, antes que se confundam e não saibam o que é de quem. Porque, acreditem, daqui a alguns anos, vocês vão lutar diversos rounds para decidir quem fica com essa mesa. – ela apontou para a mesa de Anya – Essa estúpida e horrível mesa! – e saiu andando.

- Você tinha gostado! – Anya disse à Lexa.

Lexa parou e se virou.

- Eu estava sendo gentil! – e saiu.

Clarke olhava a cena triste e as amigas boquiabertas.

- Desculpem, mas ela acabou de dar de cara com Costia junto com a atual companheira. – disse e saiu atrás da morena.

Raven olhou para Anya e lhe fez um carinho, abraçando-a.

- Quero que saiba, amor, que eu jamais brigarei com você por essa mesa.

Clarke encontrou Lexa sentada na escadaria que dava acesso ao prédio.

- Já sei! Eu não deveria ter agido assim.

- Lex, você tem que achar um jeito de não expressar os sentimentos negativos sempre que os tiver. Há locais e momentos próprios para isso.

- Ok, da próxima vez que for dar palestras sobre positividade, me avisa que vou me inscrever.  – disse e se afastou.

- Ei, ei! Não jogue sua raiva em mim!

- Eu tenho direito de fazer o que quiser, ainda mais recebendo conselhos da Srta. Perfeita aqui.

- O que quer dizer com isso? – Clarke perguntou com as mãos na cintura.

- Nada abala você, não é? Você nunca se aborrece com nada!

- Não seja ridícula! – Clarke disse com raiva e saiu andando. Lexa foi atrás e se colocou na sua frente.

- Nunca ficou aborrecida por causa do Finn. Nunca vi sinal disso. Como é possível? Você não tem sentimento de perda?

- Não tenho que ficar ouvindo isso! – deu um empurrão nela e tentou voltar ao prédio das amigas.

- Se você superou tão facilmente, por que não sai com ninguém?

Clarke se virou.

- Eu saio sim!

Lexa riu.

- Sai? Ok, só sai! Quantas vezes transou depois que se separou do Finn?

Clarke não estava acreditando no que ouvia da amiga.

- O que isso tem a ver? Transar com alguém vai significar que superei o Finn? Então, Lexa, sinto dizer, mas é melhor você ir embora desta cidade, porque você já trepou com a metade da população feminina de Manhattan e vejo que você ainda não superou a Costia.

Lexa ficou muda. Clarke respirou fundo e continuou:

- Eu só vou transar com alguém, quando for para fazer amor. Fazer amor, entendeu? Não como você faz, por vingança ou algo parecido.

- Terminou? – perguntou Lexa.

Clarke suspirou.

- Sim!

- Posso dizer uma coisa?

- Sim!

- Desculpe!– Lexa a puxou e a abraçou forte – Desculpe! Não sei o que deu em mim. Sinto muito! – Clarke a abraçou de volta.

Anya e Raven olhavam para elas pela janela.

- Quando você acha que elas vão se tocar? – perguntou Anya.

- Não sei amor, mas espero que não demore. Elas merecem ser felizes.



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