História Felicidade Infinita - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia

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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Felicidade Infinita - Capítulo 1 - Capítulo Único

Era uma tarde quente de outono. Eu estava em meu quarto olhando pela janela, observando as folhas alaranjadas caírem aos poucos, dando um efeito aquarela ao chão. Meus pensamentos estavam distantes. Aquele sol tão longe, transmitindo minha felicidade. A fonte de luz daqueles seres crepusculares com os quais eu convivia. As poucas árvores nas calçadas pareciam cada vez mais mortas. As pessoas passavam apressadas, falando no celular, ou simplesmente distraídas, sem reparar no que estava a sua volta. Levantei do batente da janela e caminhei até a porta do quarto. Fiquei na dúvida de voltar até a janela mas optei por sair. Passei pelos corredores silenciosos da casa e fiquei encarando a porta da saída. Será que eu estaria pronta? Pronta para encarar aquele mundo gigante a minha frente? Para aquele mundo cheio de seres apressados e distraídos? Para enfrentar aquela multidão de escuridão a procura de uma luz?

Abri a porta e dei um passo para fora. Deixei o sol invadir meu ser, na tentativa de remover toda a escuridão do meu ser. Olhei em volta e avistei apenas pessoas. Pessoas chatas e desinteressantes. Pessoas com pressa. Ninguém delas reparava a sua volta. Ninguém parava para sentir aquela leve brisa de outono. Ninguém parava para observar os feixes de luz que atravessavam as folhas. Caminhei pela calçada até encontrar uma praça. Sentei-me num banco e observei as crianças correrem, brincando de pega-pega e pique-esconde. Brincadeiras as quais eu brincava quando pequena. Qualquer um que prestasse atenção poderia perceber o brilho nos olhos dos pequenos. Parecia até que o sol refletia naqueles tons que, apenas nelas, parecia alegre. Olhando para os adultos, pode-se ver que seus olhos não brilham mais e adquiriram um tom cinzento a eles. Adultos chatos e desinteressantes com olhos cinzentos. Será que eu me tornaria assim?

O sol num intenso laranja fazia as folhas parecerem aquarela. Nos arbustos cresciam várias flores. Será que ninguém reparava? Todos estavam tão ligados ao cinza que não reparavam nos lindos tons do outono? Parecia tão errado deixar de ver a beleza daquele lugar. Percebendo a tranquilidade transmitida pelo sol, comecei a procurar um local mais iluminado, mesmo vendo o sol começar a se pôr.

Apesar de ser uma pacata e chata cidade, a praia é um lugar ao qual se vale pena a ir. Correndo na direção dela, parei antes da primeira faixa de areia. Faziam anos que eu não via a praia, muito menos pisava na areia. Tirei os sapatos e dei um primeiro passo. Em questão de segundos, eu já estava correndo. Apesar da dificuldade de correr na areia, não parei até me ver cercada de água até a cintura. Observei a imagem do sol ser engolida pelo mar, e mergulhei. Por um segundo, achei que, se mergulhasse, eu conseguiria alcançar o sol. Aquela enorme bola de fogo que emanava uma felicidade gigantesca. Mas, debaixo da água salgada, tudo o que vira foi escuridão. Não havia nada além de um breu.

Emergindo da negridão, olhei para cima, tentando idealizar o sol. Mas, vi uma cena de tirar o fôlego. Aquele céu negro e estrelado, com estrelas e galáxias queimando a milhares de quilômetros de distância. O brilho voltou aos meus olhos e a sensação de felicidade cresceu novamente. Olhei em volta e alguns estranhos me olhavam, como se eu fosse uma louca. Pobres seres crepusculares, repletos de escuridão. Jamais sentiriam a mesma euforia que se encontrava em meu peito. Por um pequeno momento, senti pena dos seres a minha volta. Assim como eu, eles poderiam deixar a alegria tomar conta deles. Deixar o cinza de lado e colocar um pouco de cor a vida. Saí da água e voltei para casa, sorrindo, rindo e dançando sozinha. Entrando em casa, encontro minha mãe sobre os joelhos, agarrada a uma foto. Achando que eu havia partido, ela chorava como uma criança. Aproximei-me dela e a abracei, na tentativa de dividir minha felicidade com ela. Felicidade a qual descobri ser infinita.



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