História Felino - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Adolescente, Amizade, Amor, Anti-herói, Aventura, Boyslove, Boyxboy, Colegial, Fanficadolescente, Ficçaoadolescente, Gay, Homo, Juventude, Lgbt, Literaturagay, Luta, Romance, Vingança, Yaoi
Exibições 46
Palavras 2.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo, espero que gostem, boa leitura <3

Capítulo 6 - Novo Herói


A noite é uma criança e eu ainda me sinto poderoso. Vestido de couro apertado e preto, com o coração ainda um pouco acelerado da ação que foi acabar com aquele idiota do Jones. Com certeza voltarei a fazer uma visitinha. Brincava ainda pelos prédios e comércios sem preocupações, me escondendo nas sombras até escutar em alto e bom som uma voz conhecida. Estico-me pelo teto e olho para baixo do lugar onde eu estava, havia quatro vagabundos e um rapaz usando uma roupa vermelha e preta. Possuía em seu peito um símbolo de bola de futebol americano, em suas mãos cobertas por luvas, ele tinha um bastão de beisebol... Um pouco contraditório, ele perguntava:

- Vocês vão querer mesmo um pouco disso?

- Garoto maluco a gente vai matar você. – O primeiro bandido falava, o rapaz confiante dizia em resposta gritando:

- Podem vir!

- Mark ele é louco. – Um dos ladrões de plantão dizia, o outro meliante socava um punho na palma da outra mão enquanto falava:

- Vai ser um louco morto Rick.

- O que acham Steven e Robb? – Rick pergunta aos outros dois, Robb tira um canivete do bolso e responde o amigo:

- Ninguém vem nos chamar de traficantes e sai assim.

- É garoto, eu concordo, vamos te passar. – Steven termina e os três vãos pra cima do garoto uniformizado de voz familiar que exclamava enquanto acertava a cabeça de Robb com seu bastão vermelho, voraz, sanguinário e com certeza dolorido movimento:

- O Capitão rubro não perdoa os fora da lei!

- Muita gritaria e propaganda para nada, juro que achei que ele venceria. Em menos de dez segundos o rapaz é derrubado por Rick enquanto tentava acertar novamente Robb. Steven o chuta no estomago, fazendo-o soltar um pequeno sopro. Já sem folêgo, vejo Rick, Mark e Steven. Eles o chutam, socam e eu escuto seus pequenos gritos de dor, e escuto o impacto de cada golpe. Robb se levanta e retira sua arma branca novamente enquanto pede aos amigos:

- Segurem ele, eu vou cortar o rostinho desse mascarado.

- Não! – O rapaz de vermelho falava em voz alta tentando se soltar dos braços de Rick e Steven que o imobilizavam enquanto Mark socava seu rosto. Um soco certeiro, em horizontal, cheio de força e impacto. O sangue jorrava de seus lábios com o ato. Era a hora de agir. Desço silenciosamente por trás de Robb, e quando vejo que ele abre o canivete, arremesso uma adaga que atravessa a palma de sua mão. Deu para ouvir os pequenos ossos se quebrando em sincronia com o grito que o homem alto e forte, com uma face tão mal encarada conseguiu soltar:

- Ah!

- Ai para com isso, você não é o bandidão? Tenha compostura. – Eu brinco e Rick fala apontando o dedo em minha cara de uma maneira extremamente grosseira:

- Você é o maluco que atacou nossos parceiros seu viadinho.

- Esses seus comentários homofobicos te deixam tão gay. – Eu respondo dando de ombros e Robb no chão a segurar sua mão destroçada grita aos amigos:

- Peguem ele!

- Fala sério. – Eu digo. Pois sabia que não daria nem pra brincar com eles direito. Sem coordenação, barulhentos e desesperados. Não eram muito diferentes do garoto no chão aproveitando toda a dor da surra que acabou de tomar destes quatro valentões.

Rick vem para cima de mim sem pensar no que sou capaz, eu chuto o rosto dele com um giratório em alta velocidade, dava para sentir minha bota de ferro rasgar seu rosto todo com o ataque o fazendo cair. Já me viro para Steven e subo nos seus ombros acertando meu cotovelo em seu nariz diversas vezes até ele cair com o rosto melecado de sangue. Com um mortal chego a Mark e finco as unhas dentro de seu ventre, o fazendo gritar naquela noite tão fervorosa e solitária. Aperto os dedos sentindo minhas garras adentrarem seu organismo e vejo sua expressão de dor, as retiro e soco seu rosto. Assim como fez no rapaz, Um soco certeiro, em horizontal, cheio de força e impacto. O sangue jorrava de seus lábios com o ato. Sorrio em resposta e vejo Robb ainda se agonizando no chão ao lado do “Capitão Rubro”. O ajudo a levantar e pergunto:
- Você está bem.

- Sim, eu estou. – Ele responde e retira a mascara. Era ninguém mais e ninguém menor que Tyler. Esse idiota não tem o menor juízo e muito menos amor a vida, eu examino seu corpo para ver se não a cortes enquanto questiono:

- O que deu na sua cabeça de fazer isso garoto?

- Eu vi sua noticia e soube que também podia ajudar a cidade. – Ele fala com a mão em suas costelas enquanto fechava apenas um olho com uma expressão de dor. Eu sorrio e falo:

- Eu sou bem diferente de você, acredite.

- Harvey? – Tyler me questiona, eu ainda sorrindo lambo meus lábios de baixo para cima enquanto respondo-o:

- Deve estar me confundindo com outra pessoa.

- Antes de ele falar qualquer coisa, Robb se levanta e tanta me atacar com a adaga que arremessei em sua mão. Eu seguro sua cabeça por trás e jogo contra o chão com toda minha força física, naquele impacto sinto sua força vital sumir, Tyler ao ver a cena grita:

- Meu deus!

- Estou indo, se cuida vermelhinho. – O respondo e me jogo na parede, subindo com a minha velocidade sem olhar para trás. Ele estava fora de perigo ali, podia ir para casa sem problemas e amanhã contar sua Super história de herói. À noite pelo visto acabou para mim, era hora de voltar para minha casa. Vou até minha antiga casa e pego mais algumas  armas para  aumentar meu arsenal na casa do tio Ross, aliás, estava correndo para voltar. Com o máximo de silencio e calma, entro no meu quarto como se nada tivesse acontecido e tomo um banho rápido apenas para me livrar de algum vestígio de sangue ou algo do tipo, após tudo eu me deito e me coloco a dormir, vejo que Luck estava ao lado da cama ainda acordado, provavelmente me esperando, abro um espaço no cobertor e ele se enfia dentro, procurando refugio no meio de meus pés, ele era quente.

No dia seguinte eu acordo me sentindo fantástico, infelizmente era Quarta-feira, e eu tinha escola. Não daria para pesquisar sobre Anthony e sua empresinha milionário e claro, seu guarda costas, Montanha.  Hoje dormir um pouco mais e fui sozinho. Tio Ross nem tentou me acordar, talvez tenha escutado meu banho da madrugada. Ao chegar no colégio sou surpreendido na porta, desta vez não por Stacy e as Spice, mas sim por Tyler. Ele estava acabado, cheio de hematomas onde dava pra se ver, se bem que não era tão burro, então estava de calça e camiseta comum, e não regata.

- Bom dia Harvey.

- Bom dia, nossa você parece horrível. – Eu respondo o olhando de cima a baixo e ele fala me olhando nos olhos... Um deles estava roxo, ainda sim, eram os olhos mais hipnotizantes que eu já tinha visto, quase não o escutei dizendo:

- É... Não esquece hoje depois da aula.

- Claro, não vou esquecer. – Eu respondo com firmeza e ele balança a cabeça ao dizer:

- Vou lá te ver no teste.

- Ai meu deus é hoje! – Me lembro que o tão aguardado teste de Stacy era hoje mesmo, ele ri e aponta para a porta com o polegar enquanto diz:

- Sim, as meninas já estão no auditório te esperando.

- É agora? – Eu questiono, meu coração dispara, além de ter esquecido, estava atrasado, ele concorda ao falar:

- É sim Harvey.

- Ai meu deus estou atrasado, onde é o auditório? – pergunto a Tyler que fala enquanto se posiciona:

- Vamos juntos, eu te mostro onde é.

- Nós dois vamos juntos então, ele era o garoto mais rápido que já tinha visto, quase me alcançava, ele era até bobo, mas tinha um físico ótimo. Demorou aproximadamente dois minutos e chegamos no auditório repleto de alunos gritando e torcendo, ele segura meu ombro e me pergunta ofegante:

- Nossa, você corre demais, tem certeza que não quer entrar no time?

- Não obrigado, cadê sua namorada? – Pergunto a procurar a loira na arquibancada. Ele acha e aponta enquanto diz:

- Ali, e furiosa.

- Vamos. – Eu termino e nós corremos até os lugares que ela guardou para nós. Irritada a loira me pergunta:

- Ai meu Deus onde você estava?

- Eu me atrasei. – Explico sem graça e ela troca a atenção pelo namorado, após analisar o alto, pergunta:

- Tyler o que houve?

- Eu ontem fui treinar até mais tarde e tomei um rola na escada quando sai da academia. – O moreno mente e ela beija seu rosto um pouco inchado enquanto fala com doçura e ao mesmo tempo já me da uma pequena bronca:

- Tadinho... Harvey, senta ai a professora vai começar a chamar os nomes.

- Ok.  – Eu engulo seco e me sento ao lado da loira brava, esperarei aquilo passar.

- Vamos começar os testes para entrar nas Cheeleaders WildCats. – A treinadora gritou em voz alta, fazendo todos torcerem em voz alta. Foi um após o outro sem pausa. Todos foram ótimos... Para porcos treinados, eu mesmo fiquei decepcionado sem ter criado expectativa, até a professora ter a brilhante ideia de  chamar Stacy para ela mostrar o que pode fazer, e ela fez, ah se fez. A loira se movimentava como uma dançarina profissional, fazia contorcionismo e estrelas ao som de California Gurls. Foi bem divertido, bem, teria sido se logo em seguida ela não tivesse me chamado para fazer a minha “Apresentação”. Ao passar do lado de Stacy ela me diz rapidamente:

- Se souber dançar como qualquer gay vai se sair bem, se não é só não cair de cara no chão e eu dou um jeito de você entrar.

- Aquilo só me deixou mais nervoso, mas a música começou, eu tinha que criar alguma coisa. Harvey não é como Felino, somos bem diferentes, eu estava travado. Mãos suadas, coração acelerado, boca seca e uma tremedeira que não é de mim. Eu fecho os olhos, me imagino de uniforme, também imagino quatro inimigos como ontem. Estou encurralado. O quarteto sabe mesmo lutar. Começo a me movimentar como se estivesse lutando contra todos estes homens de uma vez. Em meio a acrobacias, pulos e mortais sequenciais, eu me imagino derrubando um a um. No final dou um giro de 360 graus no ar de cabeça pra baixo com as pernas aberta como um espacate e caio sobre meus quatro membros. Quando olho pra todos na arquibancada ainda ofegante o pessoal vai a loucura, na hora eu fico muito feliz e satisfeito enquanto vejo Tyler e companhia vir me abraçar enquanto dizem vários elogios que eu com certeza não esperava ouvir, pelo menos não hoje. Stacy não estava na multidão, quando a multidão diminuiu ela veio até mim e deu a mão enquanto falava:

- Parabéns, com certeza esta no time.

- Sim Stacy, obrigado. – Eu a respondo e ela fala sorrindo um pouco desconfortável:

- De nada bonitinho.

- As aulas passaram bem rápido, mal consegui ver elas se acabarem. Quando percebi já era a hora de encontrar Tyler, mas na verdade nem precisei, no final da aula ele estava na porta. Stacy e as garotas foram sem se despedir de mim. Talvez eu estivesse muito disperso mesmo hoje, passei o dia rabiscando alguns traços aleatórios no caderno. O moreno se despede de sua namorada e vem até mim falando:

- Primeiramente, parabéns, você foi demais, ninguém esperava isso de você.

- Obrigado Tyler hahaha – Disfarço o nervosismo com risada e ele olha em volta antes de me propor com uma voz rouca:

- Podemos ir para um lugar mais calmo?

- Claro, onde? – Eu questiono ele e o maior me pega pela mão enquanto fala:

- Vamos no campo de treino, hoje é a folga  lá tá vazio.

- Nós vamos até o campo de futebol americano, acho que Tyler passa um bom tempo aqui, eu não gosto da atmosfera que ele transparece, talvez ia me dizer que sabia que eu era o Felino, e por isso eu já o intimo:

- O que você queria tanto dizer Tyler? -

- Lembra do tal felino? – Ele pergunta e eu cerro os olhos prolongando o assunto:

- Sim, o que tem?

- Bom, depois dele eu comecei a pensar que se alguém normal podia ser um herói e tornar a cidade melhor, porque eu não? – Tyler me pergunta e meu coração se alivia, sou sincero com ele desta vez:

- Porque você é um ser humano normal.

- Ele também é. – O maior me fala e eu começo a brincar com ele:

- Dizem que ele pula como um gato.

- Eu vi ele ontem, ele é bem humano, acredite. – Tyler responde e eu me debruço em meus joelhos o olhando nos olhos e pergunto:

- E como ele é?

- Na verdade, ele parece você, na altura, corpo e os lábios que era o que conseguia ver já que usava máscara. – Ele me responde enquanto fotografava meu corpo todo com aquelas grandes orbitas, e eu corado, desvio o foco do assunto:

- Uau, e onde viu ele?

- Eu fiz isso aqui. – Ele abre seu caderno e lá tinha um desenho extremamente detalhado do uniforme de “Capitão Rubro”, o rapa era bem caprichoso. Me finjo de desentendido e o questiono:

- Isso é um uniforme?

- Sim, eu desenhei, costurei e fui às ruas para prender alguns traficantes. – Ele me contava como se tivesse realmente sido um herói ontem a noite, chegava a ser cômico, aponto para seu rosto e pergunto debochado:

- Foi ai que ganhou esse olho roxo?

- Isso, mas ele me salvou de quatro traficantes. – O maior continua sua história e eu cruzo os braços enquanto digo:

- Você podia ter morrido.

- Podia mesmo, mas irei procurar ele de novo, e você podia vir comigo. – Ele me falava e eu negava com a cabeça enquanto perguntava:

- Claro que não, porque iria procurar ele?

- Porque vou pedir para ele me treinar. – Tyler continuava e eu tentava fazer ele mudar de ideia com um pouco de ameaça:

- E se ele não quiser? Pior, e se te matar?

- Ele não faria isso, ele me salvou ontem. – O mais velho continua convicto e eu tento ferir seu ego e faze-lo desistir:

- Talvez por dó.

- Me escuta... – Ele começa a falar, mas antes de terminar eu o corto dizendo de uma maneira má:

- Me escuta você, eu gosto de você e te considero um amigo por isso vou te avisar, deixa isso pra quem sabe ou vai acabar se machucando Tyler.

- Nossa, eu achei que você seria mais compreensivo. – Tyler responde cabisbaixo, era difícil quebrar a felicidade de uma pessoa assim, mas ele seria uma pedra no meu sapato, mas pior ainda, se aceitasse treinar ele ia perder muito tempo e ele ainda descobriria que sou eu, mas depois de morder, eu assopro um pouco:

- Eu só não quero que se machuque.

- Não irei, obrigado Harvey você é um amigão, eu já vou indo. – O maior fala enquanto recolhe seu caderno e outras coisas, eu me levanto e falo:

- Eu também preciso ir Tyler.

- Ok, tchau baixinho, não esquece, eu só falei pra você. – Ele vai para um lado e eu respondo indo para o outro, em direção a minha caça:

-Eu guardo seu segredo, tchau garoto.


Notas Finais


Até a próxima, beijos <3


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