História Felizes? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Exibições 34
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amados leitores!!
Peço perdão pela minha demora, estava sem criatividade para continuar escrevendo e sem tempo também mas, garanto que não abandonarei essa fic!!
Boa leitura!!

Capítulo 4 - Confusão na Happy Family e o estranho dom de Thomas


“Uma moça de roupas reservadas e simples mantinha-se de cabeça baixa em meio ao círculo de bruxos, vez ou outra lançando olhares ansiosos para sua querida irmã que se contorcia de dor em meio as contrações do parto enquanto tinha suas mãos e pernas segurados por dois bruxos encapuzados .

Sentia repulsa e nojo por estar naquele lugar com aquelas aberrações, não importava o que sua irmã tenha lhe dito para ela bruxos eram demônios vindos das profundezas do inferno e reencarnados em forma humana.

Em um último suspiro, a jovem deitou sua cabeça no canto e um pequeno choro foi escutado, a criança tinha nascido e um dos encapuzados imediatamente a pegou e entregou a “tia” que olhou para o pequeno ser em um misto de nojo e medo

— Veja como ele é lindo Marva, o herdeiro de Salazar é lindo

Marva olha para a irmã pensando em lhe dizer como aquela coisa que ela tinha parido estava longe de ser linda, mas, ao ver o sorriso em seu pálido rosto não teve coragem de abrir a boca.

Mérope era um nome um tanto quanto antiquado para dar a uma pequena garotinha de cabelos castanhos e olhos cinzentos mas, segundo o pai de Marva um feirante que vivia na região aquele nome era ideal para a sua irmãzinha especial.

E assim Mérope e Marva cresceram juntas como irmãs e uma cuidando da outra.

— Já cumprimos nosso acordo, agora me deixe levar minha irmã para casa e nos deixe em paz— Marva falou para a fraca irmã que começou a contestar veemente enquanto tentava retirar a criança de seu colo

— Não!! Meu Thomas precisa de mim!! Marva, você não entende! Thomas precisa de mim como precisou da última vez! Estou aqui para ser a mãe que ele precisa!!

— E quem disse que as duas vão para algum lugar? Ainda não cumpriram a sua parte no acordo — Um homem alto e loiro com feições aristocráticas olha para Marva com um sorriso calculista e lhe entrega uma adaga

— O que eu..devo fazer com isso ?

— Um corte no menino— Marva fica horrorizada com a proposta daquele sujeito, a criança mal nascera e já seria submetida a algo terrível como aquilo

— Me obedeça ou sua irmã irá sofrer as consequências — O mesmo homem diz apontando sua varinha para a cabeça de Mérope.

Em pânico e cercada por aqueles sujeitos encapuzados, Marva colocou o pequeno bebê que chorava e se mexia em cima do local indicado pelo loiro e sob o olhar amedrontado da irmã empunha o punhal em direção ao peito do recém nascido ...”

 Thomas se levanta em um sobressalto, levando uma de suas mãos ao peito  e incomodado com a dor de sua marca de nascença, olhando a sua volta percebe que dormira ao relento logo após fugir de casa depois de a mãe lhe bater de novo.

Por que tinha de ser daquele jeito? Thomas daria de tudo para ter uma vida normal, pelo menos assim sua mãe de criação lhe amaria.

Sim, Thomas sabia que Marva não era sua verdadeira mãe mas, sim a jovem e etérea Mérope.

Marva já tinha lhe mostrado a foto de sua verdadeira mãe, esta tinha cabelos castanhos finos e belos olhos cinzentos e empunhava o que parecia um pedaço de graveto.

Assim que perguntou do que se tratava aquilo Thomas foi mandado para fora da casa sob cascudos de Marva e não entendeu realmente onde errara para ser tratado daquela forma.

Mesmo assim ele a considerava sua mãe e tudo que ele mais queria era voltar para casa mas, no desespero da noite anterior parecia que tinha corrido mais que faria normalmente e o caminho para casa parecia distante.

Estava em meio a um extenso campo verde e florido com dois caminhos a sua frente, tinha adormecido logo embaixo de uma arvore alta e que oferecia uma ótima sombra naquele sol forte da manhã

— Se eu fosse você não ia pelo caminho da esquerda— Thomas dá um salto e olha para trás se deparando com um garotinho loiro que estava em uma aparência um tanto quanto lamentável.

O garoto era menor que ele, tinha aparentemente quatro ou cinco anos e vestia roupas maltrapilhas e sujas, seus cabelos loiros e que até poderiam ser encaracolados como os de um anjinho estavam sujos e meio espetados, mas, o que chamou a atenção de Thomas de fato foi a enorme cicatriz de corte que se encontrava no pescoço do menino dos olhos sem vida

— Porque eu não posso ir por ali? — Thomas perguntou assustado, mas, ao mesmo tempo penalizado por causa da situação do pequenino

— O lobo deve estar por ali... eu fui por ali por que tava de noite e eu me perdi do moço..estávamos brincando sabe? Ele mandou que eu me escondesse atrás da árvore e contasse até dez— O garotinho loiro está quase a ponto de chorar, Thomas não sabe o que fazer para ajuda-lo

— Eu sou pequenininho e não sabia contar...contei até quatro e ...quando olhei de novo...eu fui pela esquerda .— Lágrimas se formavam no rostinho sujo do garoto

— E o que aconteceu quando você foi pelo caminho da esquerda? — Thomas pergunta se sentando debaixo da árvore novamente, o pequeno garoto loiro senta-se bem junto do garoto maior e segurando sua mão como que buscando proteção

— Tinha um lobo lá... um lobo feroz e ....eu me machuquei muito e...não lembro— O garotinho olha para Thomas inocentemente, este logo ligou os pontos .

Aquele garotinho loiro tinha sido morto ali, e pior ele provavelmente estava falando com seu espírito furioso.

Não era a primeira vez que aquilo acontecia com Thomas, além de fazer coisas diferentes que sua mãe Marva achava anormal e demoníaco, o garoto também tinha os estranho dom de falar com os que partiram.

Descobrira essa habilidade quando um dos seus vizinhos caiu de cama e morreu subitamente, sua mãe Marva e os adultos do vilarejo desconfiaram que era um surto de alguma doença mas, logo após sair do enterro do sujeito morto acabara por lhe encontrar parado em frente ao cemitério com um semblante perdido no rosto sem vida.

Ele lhe encarou e disse com uma voz entediada que morrera envenenado pela própria esposa que queria ficar com seus bens.

Thomas até tentou avisar a mãe mas, tudo que recebeu como resposta foram uns safanões e um dia inteiro de castigo no quarto ajoelhado no milho.

Mas, não demorou nem três dias para que a viúva do falecido pusesse a mão em todos os bens do marido e partisse daquele lugar.

Desde então sempre que alguém morria Thomas ia acompanhar seu enterro apenas para trocar algumas palavras com o “espectro” logo em seguida.

Sua fama já não era muito boa naquele lugar desde a morte do maldito coelho da vizinha e não demorou muito para que espalhassem boatos de que ele estaria desenterrando os mortos para lhe roubar os itens pessoais

— Eu tô com medo — O loirinho “fantasma” o faz despertar de seus pensamentos

— Eu preciso ir para casa fantasminha — Thomas diz se segurando mas, um arrepio lhe percorre o corpo ao sentir a gélida mão do menino segurando a sua com firmeza

— Quero ir com você...tenho medo..dele..voltar

Ir embora com alguém que não podia ser visto por mais ninguém não parecia ser algo bom para thomas, sem falar que os mortos tem que ter seu descanso e paz e não ficar perseguindo pessoas por ai para ver se conseguem falar com elas.

Por outro lado abandonar aquele anjinho ali parecia ser cruel demais, talvez se Thomas descobrisse o que aconteceu poderia dar o descanso e paz que o fantasminha não conseguiu por si só

— Eu não tenho casa mas, você pode vir comigo ok? — Estava fora de cogitação voltar para sua mãe Marva, iria ajudar aquele loirinho e ganhar mundo

—Sério? — O loirinho deu um sorriso minimamente fofo

— Sim — Dando um pulinho de alegria o pequeno loirinho se abraça a Thomas para logo em seguida o encarar com seus olhos opacos

— Qual o seu nome?

— Thomas Gaunt, e você baixinho? — Thomas pergunta

— Owen Charles Granger

 E assim Thomas se afasta inseguro sobre o dia de amanhã e com um pequeno fantasma perdido lhe fazendo companhia.

 

Mal sabia que muitos outros, especialmente de crianças, lhe fariam companhia...


Notas Finais


Ok, o que acharam?
Vamos a algumas explicações básicas:
Thomas por algum motivo ligado ao ritual realizado em seu nascimento tem a capacidade de se comunicar com os espíritos dos mortos, os que tiveram uma morte natural e os que foram prematuramente mortos.

Isso vai ser de grande utilidade para ele futuramente, e principalmente em relação aos misteriosos assassinatos de crianças que tem ocorrido.

Thomas terá de ajudar o pequeno Owen, assim como muitos outros então sua jornada está apenas começando.

O pequeno Owen é sim irmão gêmeo da Hermione mas, como ele era muito pequeno quando morreu seu espírito permaneceu na idade de quatro anos.
Ele não lembra muito bem do que lhe ocorreu.


Viajei muito? Ou ficou bom?


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