História Felony - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~indelikaido

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Xiumin
Tags Cassino, Hunhan, Kaisoo, Lotto, Policial, Unit Cagi, Xiuchen
Exibições 125
Palavras 4.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noite gente, eu estou aqui para apresentar a nova fanfic da unit CaGi ~Carol e Gi~. A gente espera que vocês gostem e queremos dedicar também essa fanfic para Jaque, ela não se interessa muito por gêneros policiais, mas espero que ela goste desta fanfic!!!

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo 1


O cheiro de café inundava a viatura e os sentidos dos rapazes - os fazendo ficar mais despertos e alertas. Kyungsoo socou o braço de Jongin de leve, que estava no banco do passageiro, roubando um dos donuts que estavam em uma caixa no colo dele.

“Ah, hyung, é a terceira vez que você pega o meu! Eu comprei duas caixas pra você poder comer os seus!” Tentou fingir estar irritado, mas não conseguia ir muito longe.

O outro se limitou a mostrar a língua, dando partida no carro.

“Se eu sou o seu hyung, tenho direito de fazer isso. Me respeita!” Imitou o tom de voz do garoto de pele bronzeada, falhando pateticamente.

“Não tem não, direitos iguais.” Reclamou de ombros, limpou os dedos sujos de açúcar e suspirou pesadamente ao ver o mais velho repetindo o mesmo ato antes de dar partida no carro. “Se continuarmos apenas com rondas, iremos virar dois sedentários que não aguentam levantar uma arma.” Reclamou vendo o outro rir.

“Ou talvez eu tenha convencido o chefe a nos dar uma missão.” Deu de ombros ao cantarolar, vendo o mais novo se animar com a ideia.

“Soo e os seus contatos…” Riu, e mordeu os lábios em seguida. “Não é perigoso demais?”

O mais velho, olhando para a avenida na frente deles, tentou não imaginar o que poderia acontecer na missão que ia se iniciar em algumas semanas.

“Nini, você sempre soube que era perigoso.” Deu de ombros, e tomou um gole de café enquanto dirigia com a outra mão.

“E você vai me proteger?” Perguntou em um sussurro, praticamente inaudível.

Quase cuspiu o café no volante ao se engasgar com as palavras, e tentou novamente não pensar sobre o que havia dito.

“Jongin, eu sempre vou te proteger.” Sorriu de leve.

O que fez o mais novo sorrir de lado com aquela resposta, sentia um calor se apoderando de si, o suficiente para deixar suas bochechas coradas, abriu o vidro da janela e se apoiou nela, sorrindo igual um bobo.

 

 

A semana havia passado voando, o suficiente para notar o quão Kyungsoo estava mais sério, ele parecia estar prestes a receber uma bomba. Tudo bem que iriam receber uma missão, porém a atitude dele deixava Jongin um tanto desconfortável por não saber do que se tratava.

Aguardavam sentados do lado de fora da salinha do chefe, e o pouco espaço deixava tudo ainda mais tenso. O mais novo simplesmente queria encostar em Kyungsoo e descansar os olhos, como geralmente fazia naquelas situações mas ele não estava com uma cara muito boa.

“Ei, hyung…” Olhou para o moreno, esperançoso. “Quer ir até a lanchonete?”

“Agora não, Jongin.” O cortou rapidamente, seu tom seco o deixou boquiaberto.

Achava que os dois tinham uma conexão muito forte, por isso sentia que algo não estava certo. Aquele não era o Kyungsoo de sempre.

“Tudo bem… Eu irei conversar com o Jongdae.” Resmungou saindo de perto, estava chateado pela atitude alheia mas sorriu assim que viu o colega colocando um pouco de jajangmyun na boca de Minseok que estava organizando os arquivos sem nem ao menos piscar.

Era linda a relação dos dois.

Se aproximou devagar, o suficiente para roubar um pouco da comida vendo os dois lhe encararem e sorrir, passou a mastigar e sorriu de lado pela reação dos amigos.

“Não estão à sós aqui.” Silabou, puxando a cadeira para ficar mais próximo.

“Onde está o seu namorado?” Indagou Jongdae, comendo um pouco do macarrão, vendo Minseok parar o que estava fazendo para conversar com Jongin.

“Primeiro de tudo… Ele não é meu namorado.” Roubou um pouco mais da comida e encarou o casal. “E ele não quer falar comigo, está tudo tão estranho.”

Sua voz saiu mais magoada do que pretendia, olhou quase que inconscientemente para o homem que lhe tirava o sono. Só queria que ele percebesse seus sentimentos.

Jongdae soltou uma risadinha, cutucando Minseok.

“Vai logo roubar um beijo dele antes que seja tarde demais.” Piscou para Jongin, feliz, acariciando a perna do namorado.

“Você quer me ver sem os dentes da frente?” Indagou, tentando ignorar o carinho que ambos trocavam, sentia um pouco de inveja mas não de desejar o mal para eles e sim porque haviam se entendido, por mais que Minseok tivesse sido marrento no início. “Mas eu admito querer beijá-lo!.” Sorriu envergonhado ao confessar, mas logo se calou ao perceber a presença de Kyungsoo.

Suas bochechas ficaram imediatamente vermelhas, e não conseguia encarar o garoto atrás de si nem que lhe pagassem.

“Beijar… Sua bochecha quando eu chego de manhã. É meu tipo cumprimento preferido.” Tentou disfarçar, mas notou que o outro já havia se retirado. Olhou de relance para Jongdae “O quão encrencado eu estou?”

As risadas de Minseok e seu parceiro encheram seus ouvidos.

“Cara… Ele estava sorrindo, no mínimo você vai se cansar de tanto beijar aquela boca.” Piscou para o menor, e apontou para a sala do chefe “Vai lá, ele já entrou.”

“T-tudo bem.” Murmurou antes de correr todo desajeitado até a sala, batendo duas vezes antes de entrar e bater continência, pedindo desculpas pelo atraso.

“Já que vocês dois estão aqui, eu irei ser direto.” O chefe falou com um sorriso nos lábios, olhando para Kyungsoo que parecia já estar a par de tudo “Não vai ser uma missão fácil, mas confio em vocês o suficiente para deixar isso em suas mãos. Na operação Lotto, vocês têm que se infiltrar em cassinos e denunciar onde está acontecendo troca de drogas nas casas, entendido?”

Os dois assentiram, embora Jongin já estivesse suando frio.

“Mas, vai ser só a gente?” Indagou, receoso.

"Muitas pessoas circulando na casa repentinamente iria chamar atenção. E sim, vocês irão por conta própria!" Pôs uma pasta grossa em cima da mesa, respirando fundo antes de continuar a falar "Não posso dizer que terão sorte, mas o dinheiro disso tudo compensa."

“A gente irá dar o nosso melhor, pode contar conosco.” Kyungsoo bateu continência.

“Espero que continue determinado assim até o final, Do” sorriu de lado ao falar “Estão liberados.”

Jongin se apressou para sair da sala, imaginando que mais velho continuaria com seu mau humor, mas viu que estava enganado quando sentiu o mesmo puxar seu braço.

“Quer ir para o telhado? A gente tem um dia livre antes de iniciar a operação.” O mais novo assentiu, e andaram até lá em silêncio.

A delegacia em si não era muito alta, então sua visão era bloqueada por diversos prédios. Pelo menos conseguiam ver as pessoas fazendo suas atividades lá embaixo como se fossem formigas.

“Então você quer me beijar?” O mais velho pigarreou, limpando a garganta.

“Q-que? Com-o assim, beijar?” Jongin riu de nervoso, estava começando a ficar trêmulo, o suficiente para Kyungsoo ter que segurar em suas mãos e acariciar elas por um momento sem precisar de muitas desculpas.

“Beijar, boca com boca, não preciso te ensinar isso, não é Jongin?” Indagou se aproximando, vendo o moreno dar passos para trás “Ou preciso?” Aproximou seu rosto do outro, o suficiente para sentir sua respiração pesada.

“Eu não sei, acho que você vai precisar me ensinar, Soo.” Sussurrou, encarando ele nos olhos. Sentia como se seu coração fosse sair do peito com toda aquela proximidade.

Quando estava perto de Kyungsoo, sua personalidade girava em trezentos grau.

Os lábios do mais velho alcançaram os seus, selando-os em um beijo delicado que durou alguns segundos. As mãos de Kyungsoo foram ao pescoço de Jongin, buscando mais contato, mas ambos foram surpreendidos pelo som da porta se abrindo bruscamente.

“O-oh, me desculpem.” Um garoto mais novo falou, os dois se afastaram rapidamente e encararam.

“O que faz aqui?” Jongin indagou se aproximando.

“Eu queria ficar sozinho… Mas tudo bem, eu procuro outro lugar.” Os fios claros do menino esvoaçavam com o vento, revelando um rosto marcado por lágrimas.

O uniforme de policial dele despertou ainda mais a atenção dos dois, que se entreolharam.

“Você quer conversar? Como você se chama?” Kyungsoo se aproximou dele com cuidado.

“Oh Sehun, eu sou novo aqui.” Murmurou abaixando a cabeça. “Fui transferido ontem.”

Os dois soltaram um suspiro, e acabaram envolvendo ele em um abraço. Sehun franziu as sobrancelhas, mas não se afastou.

“Bom, você provavelmente sente falta de alguém, né?” O mais novo assentiu para Jongin. “Não se preocupe, nós podemos te ajudar a se adaptar os hyungs daqui são bem legais.”

“Mas você não pode demonstrar fraqueza, você é um policial, já pensou se algum bandido se aproveita disso?” Kyungsoo o repreendeu, porém ao mesmo tempo acariciou os cabelos do garoto. Ao notar o outro ficar tenso ao citar a palavra bandido, soube que havia algo errado. “O que você fez, pirralho?” Se afastou e o encarou, vendo o outro morder os lábios fortemente e abaixar a cabeça.

“Vocês prometem que não vão me dedurar? Eu não irei fazer isso de novo.” Falou, com medo. Ao ver os outros afirmando, respirou fundo e simplesmente desabafou. “Eu estava prestes a sair de uma ronda e nisso eu encontrei um garoto, na realidade ele é mais velho do que eu, estava correndo de uma loja de joias, só que ao invés de eu prendê-lo, eu ajudei-o se esconder…” Comentou cabisbaixo “Ele era tão lindo, seu sorriso e o modo que ele havia falado comigo, eu disse para ele que deveria devolver as joias, mas ele falou que precisava ajudar a família, e ele simplesmente me deixou plantado após me tocar…”

Um pequeno sorriso se formava no canto da boca de Jongin, mas após o olhar repreendedor de Kyungsoo, logo ficou sério.

“Te tocar, como assim? Você viu o menino depois disso?” O mais velho indagou, um pouco preocupado. “Eu não vou dedurar, mas tome cuidado com isso. Existe muita gente bonita e perigosa por aí.”

“Ele simplesmente me beijou, aí com isso eu me deixei levar e quando eu vi ele estava se vestindo, não deu nem ao menos tempo de eu ir atrás dele. Pelo modo que ele se camuflou entre as pessoas, ele parece ser experiente nisso.” Comentou, mas estranhou a expressão que Jongin havia feito.

“Kyungsoo!!!” Praticamente gritou. “Será que não é o garoto que o Minseok está investigando? Pois sabemos como pegá-lo, porém não temos provas concretas, ele é bom se escondendo das câmeras.” Sussurrou no ouvido do outro, o vendo ficar pensativo por um momento.

“Droga, hum, Sehun?” Viu ele sorrir de leve. “A gente precisa descer para um trabalho, mas se lembre que a culpa não foi sua, tá? Você sempre pode consertar seus erros.”

O mais novo assentiu e observou os dois descerem as escadas correndo, sentindo o brinco que pertencia ao belo bandido pesar em seu bolso.

Jongin praticamente tropeçou no meio do escritório, chamando a atenção de Minseok.

“Credo, o quê aconteceu com vocês?” Indagou, observando suas caras de preocupação.

“Descobrimos um lance, aumente a lista do garoto chinês, ele roubou uma joalheria, porém não temos tempo para ajudar você e o Jongdae, iremos para casa agora, ok?” Falou sorridente, olhando de lado para Kyungsoo que afirmou.

“Voltaremos daqui alguns dias.” Respondeu o outro.

Minseok continuou encarando os dois que corriam até a saída da delegacia, boquiaberto, sem saber o que havia acabado de acontecer. JongDae saiu de sua sala, e abraçou o amante de lado.

“O quê eles falaram?” Murmurou perto de seu ouvido.

“Algo sobre um chinês. Jóias. Sem tempo. Saíram juntos. Voltam daqui a alguns dias.” Seu olhar recaiu sobre o novo policial do batalhão, que descia do telhado naquele exato momento. “Nós temos trabalho a fazer.”

 

 

Kyungsoo estava checando sua escuta pela milésima vez, não podia deixar que nada estragasse o primeiro dia da sua missão com Jongin, já havia ligado para o mais novo e este disse que estava penteando o cabelo, tinham que estar bem vestidos se não seriam descobertos facilmente.

O plano era para se misturarem, fazer amizades lá dentro e anotar todas as informações e detalhes que podiam usar mais tarde, para montar o relátorio.

Encontrou Jongin do lado de fora de seu quarto. Embora compartilhassem um apartamento, era comum que se comunicassem pelo celular. Ficou grato por não ter visto ele se preparando, não queria estragar a surpresa.

O mais novo estava tão bonito que lhe tirava o fôlego.

“Nossa, Jongin, eu te beijaria agora mesmo.” Falou, o encarando nos olhos.

“E porquê não beija?” Mordeu os lábios e ajeitou o cabelo para trás.

“Eu preciso me concentrar.” Os dois riram, constrangidos, e saíram do apartamento juntos, não sabia muito bem o porquê de ficar nesse tipo de jogo, principalmente por ter acontecido de repente, mas sabia que o outro devia sentir algo a mais que uma relação de colegas de trabalho.

Só não sabia dizer se poderia correspondê-lo. Não quando sabia o que estava por vir.

No carro, silêncio. Kyungsoo sabia que se abrisse a boca, ia acabar falando sobre a aparência de Jongin, e isso ia acabar gerando uma conversa desagradável para ambos. Jongin, por sua vez, queria se concentrar ao máximo, e não pensar que praticamente fora rejeitado alguns minutos atrás.

Pararam o carro em frente ao cassino 505, uma mansão branca com uma fonte no meio, cuja frente estava deserta. Mas sabiam que lá dentro fervilhava um poço de pessoas apostando, bebendo, se drogando e talvez até mesmo transando.

“Está tudo bem, certo?” Kyungsoo perguntou parando em frente ao local - para procurar uma vaga, assim que encontrou estacionou embaixo de uma árvore - vendo o outro afirmar com a cabeça, era possível notar seu nervosismo, porém apenas aproximou seu rosto com o dele e lhe deu um beijo na testa “Eu acredito em você, não se meta em confusão, qualquer coisa você me chama pela escuta, ok?” Continuou.

“Kyungsoo… Eu não sou iniciante.” Sorriu de lado, sentia-se feliz pelo excesso de proteção, porém o outro estava exagerando, principalmente por lhe tratar como se fosse um agente qualquer.

Tudo bem que haviam se metido em encrencas um tempo atrás, que tiveram que passar um tempo com o cargo rebaixado. Mas estavam na ativa novamente.

Kyungsoo bateu no volante com os dedos em um ritmo nervoso.

“Eu sei, Jongin. Mas isso não elimina o perigo, e eu não quero ter que enterrar um amigo essa noite.” Disse, saindo do carro.

O mais novo também saiu, tentando não demonstrar a tristeza que estava corroendo seus pensamentos naquele momento, mas sempre foi péssimo nisso, e não escapou aos olhos do outro.

“Escuta… Não queria te magoar, Jonginnie.” Colocou a mão em seu ombro, mas o próprio Jongin a afastou rapidamente.

“Deixa isso pra lá.” Murmurou chateado, indo em direção a mansão e assim que teve a passagem liberada Kyungsoo lhe seguiu, checou a última vez disfarçadamente a escuta antes de se infiltrar pelas pessoas.

Olhou com admiração o interior da casa. Era tudo tão luxuoso e branco que seus olhos doíam. Se sentia deslocado, não era um estilo de vida comum para si, e sabia que também não era pra Kyungsoo.

“Boa noite, você gostaria de uma bebida?” Um garçom surgiu ao seu lado enquanto fazia seu caminho entre diversas mesas redondas onde ocorriam jogos mais simples.

Assentiu, e logo uma taça de champanhe refinado estava em suas mãos. Não fazia ideia de como puxar assunto com alguém ali, mas com certeza o álcool tinha a resposta.

Respirou fundo antes de se aproximar cautelosamente de uma mesa que estava rolando o estilo de poker mais simples, havia homens e mulheres extremamentes concentrados no que faziam, o suficiente que nem o notaram.

A mercadoria chegará daqui há uma hora.

Ouviu alguém sussurrar atrás de si, se virou lentamente e viu dois homens altos bem vestidos andando apressadamente para fora do salão onde estava acontecendo os jogos, procurou Kyungsoo pelo local, mas ele havia desaparecido completamente da sua vista.

Pela primeira vez em sua carreira sentiu-se travado, estava em um território desconhecido e seu parceiro não estava ao seu alcance. Tentou chamá-lo pela escuta, mas não obteve nenhuma resposta.

Acabou esbarrando em uma mulher, com cabelos da cor loira e num corte curto e um longo vestido preto. Não se demorou muito olhando sua aparência, apenas se concentrou em não derramar a bebida nela.

“Droga, eu te machuquei, senhorita?” Indagou, segurando seu braço.

“Ah, rapaz não me chame assim. Mas não, não me machucou.” Arrumou seu cabelo rapidamente, encarando Jongin. “Você é novato por aqui, certo?”

Sorriu, olhando para qualquer lugar menos para seu rosto.

“Sim, é tão óbvio assim?” Coçou a nuca, constrangido.

“Pode me chamar de Jo. Quer que eu te mostre a casa?” Estendeu a mão delicada, cheia de pequenas pulseiras de diamantes.

“Kai. Eu realmente gostaria disso.” Mentiu sobre o seu nome, nunca que falaria o real, seria como se entregar, suspirou levemente ao segurar sua mão com firmeza, ela parecia conhecer aquele lugar como a palma de suas mãos, pois por onde andava atraia olhares e cochichos, aquilo lhe assustava muito.

Mas tinha que manter seu disfarce, não podia ficar com medo de ser descoberto, se não pisasse em falso nunca iriam descobrir sobre si e Kyungsoo, que logo o encontrou na frente do bar trocando conversa com dois homens e eram os mesmos que haviam citado a tal mercadoria.

“Você me parece ser novo, porque está entrando nesse mundo?” Ela indagou curiosa, enquanto caminhava lentamente pelo salão, lhe mostrando cada jogo.

“Eu sempre vi meus pais jogando em casa, mas claro que não era jogo de grande porte igual aqui, aí eu acabei me interessando, aprendi uns truques.” Sorri com a mentira, era o melhor jeito de ser convincente.

“Você é confiante pelo visto, vamos apostar.” Ela lhe puxou rapidamente para uma mesa, fazendo todos se afastarem, Jongin sentiu-se curioso o do porquê aquela mulher elegante era tão idolatrada, mas tremeu na base quando ela pediu para o contador trazer as fichas.

Kai olhou para Kyungsoo e suplicou ajuda pelo olhar, o mais velho de algum modo conseguiu entender e caminhou até eles, quando se aproximou fingiu estar cambaleando e derrubou vinho tinto em Jongin que não pode deixar de sorrir.

“Oh meu deus.” Disse se levantando rapidamente, tentando se limpar, a mulher via aquilo tudo espantada.

“Me desculpe, eu estou bêbado demais, pode me ajudar achar a saída?” Ele fez a sua voz mais arrastada, o que fez Kai simplesmente assentiu - segurando seu sorriso.

“Você se importa?” Perguntou para a mulher que sorriu, negando com a cabeça.

“Ajudar as pessoas em primeiro lugar.” Piscou para Jongin que ficou sem entender, mas apenas segurou Kyungsoo pelo braço e o arrastou para fora do salão, estavam chegando perto do carro onde o outro lhe prensou no mesmo.

“Está louco?” Perguntou num tom alto, ele havia se arriscado demais quando estava prestes a entrar em uma partida.

Jongin engoliu em seco, se perdendo nos olhos do mais velho. Teve que dispor de todas suas forças para não o puxar mais para perto.

“Aqui não, você quer ser pego logo na primeira noite?” Rosnou, abrindo a porta do carro atrás de si. “A gente conversa no apartamento.”

A volta fora silenciosa, o odor de vinho tomava conta do carro, para a infelicidade de Jongin. Sentia como se pudesse se embebedar só pelo cheiro. Por dentro, estava se remoendo, como podiam participar de uma missão dessas se nem ao menos sabiam jogar? Era um absurdo que deveria ser consertado. Mas tinha a impressão que seu hyung sabia de algumas coisas que nem passavam em sua cabeça.

“Você não aprende nunca, a primeira coisa é conhecer o lugar que você está se infiltrando. Você é muito distraído, eu deveria te por em um castigo para aprender a prestar mais atenção em detalhes.” Falou o mais velho ao estacionar.

“Se o castigo for olhar seus detalhes, eu topo com prazer.” Falou com um sorriso malicioso, nem ao menos sabia de onde tinha arrancado coragem para falar algo assim, mas talvez o champagne que havia bebido no cassino havia sido forte demais.

Kyungsoo suspirou e saiu do carro, se apressando para abrir a porta para o mais novo.

“Desse jeito, tudo que você vai ver é a terra dos sonhos.” O ajudou a ir para o elevador, apertando o botão do oitavo andar com força. “Estou falando sério, Jongin, você precisa melhorar antes de voltar lá. E a gente tem vinte e quatro horas.”

Adentraram o apartamento, o mais novo praticamente sendo carregado pelo outro.

“Por que você me rejeita tanto, hyung?” Mexeu em seu rosto com uma mão, empurrando sua bochecha.

Constrangido, parou em frente à porta do quarto do mais novo. Não sabia se deveria dar uma resposta ou não. Mas apenas o jogou na cama, ajudando a tirar o smoking, sabia que ele não estava bêbado o suficiente para não conseguir se trocar, mas fingiria que acreditaria naquilo.

“Não sei, por que será?” Murmurou baixo “Quer que eu te dê banho também?” Indagou curioso.

“Se eu pedisse, você daria?” Deixou um sorriso escapar dos seus lábios.

O sorriso de Jongin era tão irresistível que amaciava qualquer coração, por mais que fosse o mais frio de todos. E Kyungsoo não era uma exceção.

“Depende, você promete não me encharcar de água como na última vez?” Recebeu uma risadinha do mais novo, e logo soube que não adiantava pedir.

A relação dos dois era algo confuso de entender, pois tinham momentos de melhores amigos, de meros amantes e outros de casal, mas não passavam de amigos de profissão e claro de apartamento, óbvio que Jongin sentia algo mais que amizade pelo mais velho, só que não sabia dizer se o outro sentia o mesmo que si, pois nunca havia demonstrado, por mais que ele se envolvesse em suas brincadeiras e principalmente após se beijarem no terraço, e aquilo havia feito Jongin dormir sorrindo.

“Eu prometo.” Ergueu a mão, mostrando seu dedinho o que fez Kyungsoo entrelaçar, confiando na promessa do outro.

O mais velho o ajudou a se levantar e se despir por completo, deixando o outro só de boxer. Tentou não olhar muito, colocando na cabeça que estava ajudando um amigo - após irem até o banheiro.

Deixou que Jongin terminasse de se ajeitar e entrasse na banheira, e a ligou no máximo para que enchesse rapidamente. Observou o rapaz por algum tempo, curioso.

“Quem era aquela mulher que estava falando com você?” Fechou a torneira com cuidado.

“Ela me falou que se chama Jo, mas acredito que seja sobrenome. Ela parece ser uma pessoa importante lá, pois todos a encaravam com admiração.” Respondeu sério, sentindo o outro jogar um pouco de água em suas costas.

“Ela é muito bonita, você se interessou nela?” Indagou receoso, não entendia o porquê daquela conversa, só lhe perguntava o que vinha em sua mente.

“Até parece que eu ia conseguir me interessar em alguém com você ao meu lado. E aqueles dois caras eram bem bonitos, pegou o número deles?” A mágoa ainda estava escondida na voz do mais novo. “Ou você é hétero demais pra isso?” Retrucou.

“Eu estava tirando informações, é diferente Jongin.” Kyungsoo se alterou com o rumo que a conversa estava tomando “E o que tem a minha sexualidade nisso? Está incomodado?” Reclamou.

Jongin fechou a cara para seu companheiro, e continuou se lavando, sentindo a náusea tomar conta de si.

“Longe de mim estar incomodado com a sua sexualidade. A minha te incomoda?” Perguntou, se sentindo mal por irritar o outro daquela forma “Mas eu acredito que não, porque você até me beijou.” Deu de ombros.

“Eu te beijei, quando?” Colocou a mão no coração, Jongin revirou os olhos com aquilo “Ah, você considerou aquilo como um beijo?” Abriu a boca e começou a rir, fazendo Jongin se levantar com tudo, pouco se importando em seu corpo estar completamente nu.

“Você tá insuportável ultimamente. Obrigado pela ajuda.” Puxou a toalha de cima da pia, se enrolando na mesma e indo para o próprio quarto, batendo a porta.

Colocou seu pijama e sentou de costas para a porta, triste. Estava um pouco bêbado, mas queria estar mais ainda para não se sentir um merda depois de sua conversa com aquele que tanto amava.

O que mais doía era saber que ele insistia em ignorar seus sentimentos.

“Não se esqueça que temos que dar continuidade a missão amanhã, durma bem. Kai.” Kyungsoo falou encostado na porta, deixando seu corpo pesar na mesma o suficiente para deslizar e cair sentado no chão, onde apoiou sua cabeça em seus joelhos.

Estava em conflito consigo mesmo e aquilo estava prestes a lhe enlouquecer.

 


Notas Finais


E ai gente, o que acharam da nossa fanfic? Comentem conosco e gg :3


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