História Fênix - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Em Família
Tags Clarinas, Em Família
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Palavras 2.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite moças não pude postar esse capítulo antes porque meu dia foi super, super corrido. Espero que gostem e desculpem os erros ok. Beijos vamos deixar de conversas e aí está o capítulo kkkkkkk.

Capítulo 8 - Capítulo 08


Marina abriu os olhos e ainda estava escuro, a luz vermelha que vinha de um relógio sobre o criado mudo mostrava cinco e quinze. Sentiu um corpo quente encostado ao seu e um braço, que lhe segurava uma mão e estava pousada em seus seios nus. Abriu o sorriso ao lembrar de quem eram aqueles seios macios encostados em suas costas. Nunca havia se imaginado fazendo amor com uma mulher, mas Clara simplesmente lhe tirava o chão. Sabia que estava apaixonada, mas agora era inúmeras vezes mais intenso, nunca se sentiu tão atraída, nem mesmo quando conheceu Cadu, era simplesmente maravilhoso estar junto da mulher que desejou por meses. Estava encantada com a forma suave e quente que ela lhe tocou e das sensações incríveis, que até aquele momento nunca havia sentido. Aconchegou mais seu corpo e sentiu uma perna firme se encaixando entre as suas e o corpo de sua linda e tão desejosa companhia da madrugada se encaixando plenamente ao seu. Fechou os olhos se sentindo segura com aquele corpo e braço lhe protegendo e adormeceu novamente.

 

            Clara acordou e estava abraçando Marina, sorriu e aspirou o cheiro delicioso dos seus cabelos. Levantou a cabeça e olhou para o criado mudo, ficou espantada ao ver o relógio marcando dez horas da manhã. Há muito tempo não dormia tanto. Seu braço que estava por baixo do pescoço de Marina dava sinais de dor pela posição, mas não queria sair de onde estava. Não conseguia nem se lembrar de quando foi a última vez que dormiu abraçada a uma mulher. Com certeza não foi Ana. Fechou os olhos, encostando a testa na nuca de Marina, apertou um pouco mais o abraço e soltou um suspiro, pois se sentiu horrível ao pensar em Ana naquele momento. Mas ao mesmo tempo, não pensava nela com saudades ou desejo. Apenas lembrava-se de momentos que não viveu com ela enquanto esteve naquela relação, se é que poderia chamar de relação o que teve com Ana. Queria muito poder recomeçar sua vida sem nenhuma lembrança dela, mas sabia que durante um tempo isso ainda a perseguiria. A única coisa que desejava é que com Marina faria tudo diferente. Queria viver plenamente com ela, caso ela quisesse, claro. 

 

            Marina despertou e sentiu Clara a abraçando forte e sentiu um suspiro em sua nuca. Seu corpo se arrepiou. Começou a acariciar a mão que estava em seu seio e sentiu um beijo leve nas costas. Isso fez seu sexo pulsar, sem conseguir se controlar mexeu o quadril e sentiu os pelos curtos de Clara encostados em sua nádega. Continuou se mexendo e sentiu que ela começou a mexer também e começava a molhar o local, onde estava roçando. Isso a enlouqueceu.

 

            Clara sentiu Marina acariciando sua mão e beijou suavemente suas costas. Sentiu-a mexendo o corpo e encaixou a nádega no seu sexo, já que sua perna estava entre as dela e isso facilitava a posição. Marina mexia o corpo e sua vulva latejava sentindo aquele roçar. Continuaram encaixadas, mas Clara soltou a mão de Marina e começou a deslizar pelo corpo dela, segurando e acariciando os mamilos, que já davam sinais de excitação, enquanto mordia e beijava delicadamente suas costas. Depois desceu a mão pela barriga até chegar a um local que já estava completamente molhado. Ao sentir a umidade não conseguiu segurar um gemido e começou a acariciar. Mexia seus dedos hábeis, naquele ponto intumescido e Marina movimentava mais o corpo. Retirou a perna do meio das pernas de Marina e puxou a coxa dela para ficar sobre suas pernas, ainda de lado, fazendo assim com que ficasse livre a passagem e pudesse explorar todas as partes daquele delicioso lugar encharcado que tocava. Continuou acariciando aquele ponto rígido com o polegar e simultaneamente introduziu outros dois dedos naquele local incrivelmente quente. Ouvia Marina gemendo e mexendo o corpo que estava colado ao seu, seu clitóris ainda roçava suas nádegas com o movimento que fazia.

 

            Os movimentos do corpo e da mão invasora aumentavam a cada instante, Clara não se controlava mais, gemia, beijava e mordia as costas, a nuca e o ombro de Marina que segurava os próprios seios e apertava levemente os mamilos e a cada instante se entregava mais ao contato, abrindo-se plenamente para receber aquele toque. Clara sabia que não aguentaria muito tempo, e com a voz rouca disse no ouvido daquela mulher maravilhosa, que estava completamente entregue a ela.

 

            - Goza comigo, vem?!

 

            Ao ouvir a voz rouca de desejo, Marina atendeu plenamente seu pedido, sentindo um orgasmo longo, que fez seu corpo todo tremer, soltando um gemido prolongado e delicado. Ouvia os gemidos de Clara, sentia seus dentes em suas costas e o corpo dela também tremendo e isso a fez sentir espasmos em seu ventre, os dedos de Clara ainda estavam dentro de si e mexiam delicadamente, isso a enlouquecia, não parava de contrair seu sexo e vibrar seu corpo. Eram orgasmos seguidos e seu corpo tremia como nunca. Quando finalmente cessaram as correntes de choques que lhe percorriam o corpo, o abandonou completamente vencida, apoiado ao corpo de Clara. Sentiu ela retirando os dedos cuidadosamente e voltando a abraçá-la. Aos poucos virou o corpo que ainda estava pesado pela descarga de emoções que acabara de sentir. Encontrou aqueles olhos castanhos incrivelmente translúcidos e o sorriso mais lindo que conhecia. Beijou sutilmente aqueles lábios rosados e carnudos. E ouviu a sua voz rouca de desejo.

 

            - Bom dia meu anjo!

            - Hummm... vejo que alguém acordou inspirada em desejar um verdadeiro bom dia, a alguém!

 

          Clara soltou uma gargalhada.

 

          - Pois é! Como resistir a uma pessoa, se encaixando em meu corpo desse jeito?

          - Hum, então eu sou a culpada?

          - Sim!

          - Tudo bem! Declaro-me culpada! Qual será a sentença?

         - Que tal essa? - Clara se aproximou de Marina e se beijaram apaixonadamente. As mãos agora exploravam ambos os corpos. E mais gemidos e orgasmos se seguiram.

 

         Estavam recuperando o fôlego, Marina estava abraçando Clara por trás, beijando sua tatuagem e acariciando sua barriga quando Clara sentiu uma pontada aguda no peito, fechou os olhos, encolheu as pernas e mordeu fortemente os lábios para não deixar transparecer a Marina sua dor, sem conseguir disfarçar, levou a mão ao local e imediatamente começou a suar frio e ficou pálida. Marina percebeu que Clara não estava bem.

 

            - Clarinha, o que foi?

 

            Clara não respondia, a dor era intensa, sua respiração estava ofegante.

 

            - Clara? Me fala o que está sentindo? - Marina saiu de trás de Clara e pulou por ela, ficando de frente, e esta permaneceu encolhida apertando o peito. - Vou chamar o resgate!

 

            Clara começando a recobrar o fôlego conseguiu dizer.

 

          - Não! Está passando!

          - Mesmo assim, você precisa ir para o hospital!

          - Não! Por favor, estou melhorando!

          - Ei, a médica aqui sou eu, esqueceu? Eu que decido se você vai ou não para o hospital e eu decidi que você vai!

          - Meu anjo, por favor, estou melhor! – Dizendo isso Clara sentou na cama e encostou na cabeceira, ainda muito pálida.

 

            Marina ouvindo a frase ficou emocionada e resolveu não insistir mais. Mas iria ao menos chamar Vanessa pra ela avaliar Clara.

 

          - Tudo bem, mas vou chamar a Vanessa. 

          - Ah Mari, estou melhor. Já estou acostumada com essas pontadas. Elas veem e vão rápido.

          - Você contou isso para a Vanessa?

 

            Clara desviou o olhar e não respondeu.

 

            - Clara, há quanto tempo você vem sentindo essas pontadas? 

            - Há uns dois meses, mais ou menos!

            - E você não falou isso para a Vanessa?

            - Ela me proibiria de continuar correndo e eu adorava!

            - Como você pode ser tão irresponsável? – Marina olhou brava para Clara e sentou na cama.

 

            Clara fechou os olhos, enxugou o suor frio da testa e soltou um suspiro.

 

           - Tudo bem, depois contamos para a Vanessa! – Ela sabia que Marina contaria mesmo. 

           - Isso! Puxa Clarinha, você precisa se cuidar! Por favor, não faça isso com você mesma! Se não for por você, faça por mim agora!

 

          Clara achou linda a frase de Marina, sorriu e inclinou o corpo para frente, para ser abraçada por ela. Sabia que agora tinha alguém por quem valeria a pena lutar pela vida.

 

            Marina se preocupou, sentiu medo de perder Clara, mas sabia que ainda não poderia fazer nada que ela não quisesse. Era muito cedo, mas conversaria com Vanessa para ter mais detalhes do caso de Clara. 

 

            Ficaram um bom tempo abraçadas, Clara recobrou a cor e estava melhor. Levantou e puxou Mari para tomarem banho juntas. No banho tentou algo a mais, mas Marina não permitiu, ficou com receio de Clara passar mal. Mari chamou Clara para ir a seu apartamento. Almoçaram em um restaurante no caminho e assim que estacionaram na garagem do prédio de Marina, Clara saiu do carro indo em direção a sua moto, que estava parada no fundo da vaga. Seus olhos brilhavam ao olhar sua moto.

 

            - Você adora sua moto, não? – Marina sorriu ao ver o brilho do olhar de Clara e ela deslizando a mão pelo banco e tanque como se acariciasse um cachorrinho.

            - Nossa, você não tem ideia do quando adoro pilotar. Sinto como se voasse.

            - Só espero que você nunca voe de verdade!

 

            Clara riu animadamente da brincadeira de Mari. Realmente pilotar moto em uma cidade como o Rio de Janeiro, não era algo muito seguro.

 

          - No que depender de mim não, mas sabe como é o transito caótico dessa cidade, né?

          - Ai Clarinha, não seria melhor então você comprar um carro? É tão perigoso pilotar moto!

          - Eu adoro pilotar Mari! Adoro a adrenalina que isso me causa!

          - Bom senhorita, você sabe que não pode ter muita adrenalina aí não! – E pousou a mão no peito de Clara.

 

          Clara abaixou o rosto para ver onde Marina tocava e ficou triste, sabia que realmente teria de se cuidar mais. 

 

           - É, eu sei! Mas enquanto puder eu gostaria de sentir a sensação única que é pilotar. Quando não puder mais, compro um carro!

           - Tudo bem! Só quero que você fique bem!

           - Vou ficar, você vai ver! Vou me cuidar mais!

 

            Mari sorriu e puxou Clara para um beijo, mas como um veículo estava entrando na garagem, Clara se afastou. Assim que chegaram à porta do apartamento, ouviram o telefone tocando insistentemente. Mari correu para atendê-lo.

 

            - Alô!

            - Marina, como você deixa seu celular desligado? Estou tentando falar com você desde o meio dia!

            - Giselle? O que houve?

            - Nossa paciente a senhora Laila Castro teve complicações e foi levada para o hospital. Vim para dar andamento aos procedimentos, mas preciso de você aqui! 

            - Puxa, acho que meu celular acabou a bateria e eu não vi! – Disse isso retirando o aparelho da bolsa e examinando-o.

            - Toma mais cuidado com isso! Você sabe que precisa estar sempre atenta.

            - Ta bom Giselle, eu vou me arrumar e pegar algumas coisas, em alguns minutos estarei aí no hospital! – Nesse momento viu Clara caminhando lentamente e indo em direção à varanda

            - Tudo bem, estou te esperando! Ela fez os exames, está com contrações e vai ser levada para o centro cirúrgico em trinta minutos.

            - Tudo bem! Estou indo!

 

            Mari desligou desanimada olhando Clara que estava na varanda olhando o mar. Ficou na ponta dos pés e a abraçou por trás. Clara segurou as mãos de Mari sobre sua cintura e sentiu-a colocando o queixo em seu ombro.

 

            - Então era daqui que você me via todas as manhãs?

 

            Marina sorriu e disfarçadamente vasculhou o ambiente para checar se o binóculo não estava por ali. Felizmente não estava. Sentiria vergonha se ela soubesse da forma como ela a vigiava todos esses meses.

 

            - Sim era daqui!

            - Realmente eu ficava bem de frente para sua janela! 

            - Eu sei! Uma visão linda logo ao amanhecer!

            - Humm... exagerada essa minha doutora!

            - Por falar em doutora, vou ter que ir para o hospital!

            - Algum problema?

            - Espero que não, só uma paciente com um quadro delicado, que entrou em trabalho de parto antes do previsto!

            - Nossa, você vai ter muito trabalho então! Amanhã se você estiver livre podemos marcar algo.

            - Tinha combinado há duas semanas com a Vanessa, de ir ao sítio dela em Petrópolis, é aniversário da esposa. Parece que ela vai fazer uma pequena reunião para amigos!

            - Bom, marcamos algo outro dia então, se você quiser! Não se prenda por mim!

            - Não! Você não entendeu! Gostaria que você fosse comigo!

            - Ah não sei Mari! Acho chato chegar na festa de outra pessoa como penetra!

            - Você não vai ser penetra, vai estar comigo que fui convidada!

            - Mesmo assim, isso é ser penetra!

           - Pode ser, mas você vai ser a penetra mais linda da festa! – Marina riu animadamente e beijou Clara.

            - Hummm... com um argumento tão convincente, acho que não vou contestar!

            - Acho bom não contestar mesmo! Agora preciso ir! 

            - Vamos então, vou pegar minha moto!

            - Você já está bem para pilotar?

            - Mari! Me sinto super bem!

            - Se tiver aquela dor novamente, vai ao hospital e me liga! Por favor, Clarinha!

            - Tudo bem! Prometo que se tiver aquela dor novamente eu vou sim!

            - Então vamos? Deixa eu só tirar esse vestido, pegar o carregador do celular e a minha valise!

            - Tá!

 

            Marina se trocou. Beijaram-se e se abraçaram diversas vezes, pois fora do apartamento não poderiam. 

 

            Assim que saíram da garagem Marina seguiu para o hospital e Clara parou a moto perto do Arpoador. Travou a moto e resolveu subir nas pedras. Ela se acalmava muito vendo o mar. Começou a pensar em todos os momentos que teve até agora com Mari e seu coração se enchia de alegria. Pensou em Ana e uma lágrima involuntária rolou pela sua face. Sozinha nas pedras começou a falar consigo mesma.

 

            - Ah Ana, porque você nunca se permitiu viver verdadeiramente o que tínhamos? Por que é tão egoísta e indecisa? Por que tem tanto medo da sociedade e de perder sua vida segura e cômoda? Você me perdeu dia-a-dia, todas as vezes que mentia pra mim e menosprezava meu amor! Meu Deus! Como pude dedicar anos da minha vida a esse amor? Como pude afastar pessoas maravilhosas que encontrei no caminho? Quanto amor desperdicei com você Ana! Quanta vida perdi tentando amá-la! Quantos lugares deixei de ir porque queria viver aquele momento contigo! Como pude me permitir isso, Deus? 

 

            Clara deixou as lágrimas correrem pela face, levando junto com elas todo o resto de carinho que teve por uma mulher a quem dedicou onze anos de sua vida. Sabia que nunca poderia amar e viver com Ana de verdade e agora Marina tomaria seu coração, pois estava disposta a entregá-lo. Desta vez não abriria mão de uma mulher maravilhosa por conta de uma paixão maluca por Ana que só a fazia sofrer e sentir como se implorasse sentimentos.



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