História Fenômeno Amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Visualizações 29
Palavras 1.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie!

Então, eu peguei esse plot do exo fanfics, porque achei ele a coisa mais linda desse mundo. Obrigada Julia por ter me doado ele.

Cada coisa que escrevi foi feita com muito amor, então espero que curtam tanto quanto eu!

Obrigada as meninas do Design PrinceZTao por essa capa maravilhosa, é a mais linda sim ahsuajau

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Um.


Fanfic / Fanfiction Fenômeno Amor - Capítulo 1 - Capítulo Um.


Em meio as fronteiras e linhas geográficas, a música toca e move o mundo.


Fenômeno Amor.



Park Chanyeol era o tipo de pessoa que acreditava que tudo poderia ser resolvido com música. Afinal, era um amante de tal arte desde que se entendia por gente. Cresceu em meio a melodia e a instrumentos musicais;  o pai era um amante dos clássicos, a mãe uma pianista, então era inevitável que Chanyeol não se rendesse à música e seus componentes. Afinal, era isto o que lhe fazia feliz, os sons, a melodia e tudo o que envolvia ritmo.

Chanyeol acredita que todos, de alguma forma, eram uma música.  Cada pessoa, tal qual com suas diferenças, qualidades e defeitos formava uma melodia capaz de encantar outros e embalá-los em seus tons e arranjos. A vida de Chanyeol era a música, seu coração a cada batida que dava era um som que junto de todo seu corpo formavam uma canção harmônica e apaixonante.

Quando encontrou o caminho para a música, passou a utilizá-lo frequentemente. Tanto em seus dias alegres, mas principalmente em seus dias tristes. Chanyeol tinha a música como fuga da realidade, sempre correndo para ela quando tinha problemas ou quando simplesmente se sentia deprimido. Pois afinal, música era sinfonia, era arte, era a resposta dos problemas, era a chave da harmonia e também era aquilo que dava graça a composição.

Fora isso que fizera Chanyeol querer ensinar outros. A música que corria em seu corpo era alta demais para ficar presa em uma pessoa, o garoto sempre quis compartilhá-la com quem quisesse ouvir, queria ensinar outros a descobrirem seus tons, sua própria melodia . Assim, ensinar fora uma opção agradável.

Começou a dar aulas em projetos no começo, experimentando da sensação de estar à frente de um público ensinando-os. Os adolescentes iam apenas porque curtiam heavy metal e pop, gostavam de barulho e uns até iam para fugir dos pais.

Mas Chanyeol ensionou-lhes que música era mais do que isso. Música não era apenas um conjunto de palavras proferidas por um cantor ou grupo; não era algo tão simples. Música era o mundo, era o que movia as pessoas, o que as fazia amar ou odiar. Música acompanhava as emoções e não só elas, melodia, arranjos, sons, quaisquer que fossem despertavam alguma sensação ou sentimento em alguém. Sempre despertava. Música mexe com a alma e o sentimento, uma boa melodia emociona, arrepia, toca lá no fundo do coração e preenche um vazio. Música era uma arte, no fim das contas.


Com o tempo, Chanyeol percebeu que a música deveria ser entendida desde os primeiros anos de vida, como acontecera consigo. Por isso, em um dia, ofereceu-se para dar aula de música em um colégio central de Seul. Colégios não tinham músicas em suas disciplinas, exceto as especializadas; Colégios tinham seus códigos, suas línguas e muitas letras, mas não tinham sons.

Sua primeira aula experimental fora com crianças entre sete e dez anos. Chanyeol nunca se esqueceria de quando entrou no espaço reservado para a aula, um auditório lotado e olhos brilhantes fixos nos instrumentos expostos no palco. Também não esqueceria de seus nervosismo, em como sentiu medo de estragar tudo e decepcionar os rostinhos sorridentes. Chanyeol sabia que crianças eram sinceras e às suas verdades eram cruéis para os adultos, e ele também sabia que as crianças mereciam o melhor.

Chanyeol deu-lhes seu melhor, cantou uma música acompanhado de seu violão, interagiu com as crianças do auditório, pedia-lhes palmas para que um ritmo fosse criado. Quando apresentava um instrumento novo chamava algum voluntário para tocá-lo, as crianças sempre se admiravam com o novo, com aquilo que não lhes é comum, e logo todos queriam ir mexer nos instrumentos. Fora naquele dia, ao ouvir as risadas dos pequenos, que despertou em Chanyeol a vontade de estar com eles e de ensiná-los tudo o que sabia. Sua vontade era fazer com que a música que corria nas veias dos pequenos fossem libertadas para o mundo.

Depois daquela aula fora um alvoroço de comentários e diante das inúmeras crianças desejando ter aula com ele e os incessantes pedidos que eles faziam para o diretor, não tinha como ele não ser contratado. Conseguira uma sala no período da manhã e logo que teve oportunidade, enfeitou-a com adesivos de notas musicais pelas paredes, instrumentos nos cantos da sala. Em sua primeira aula, agradou as crianças trazendo-lhes doce e logo havia se tornado querido no primeiro dia de aula.

Três anos depois, Chanyeol continuava naquela escola, como um professor fixo. Via rostos novos todos os anos e os mesmos olhos brilhantes ao entrarem na sala e ganharem seu pirulito. Chanyeol sentia nas crianças sinceridade, quando elas tentavam repetir uma nota musical ou erguiam as mãos eufóricos para responder alguma pergunta simples sobre música ou até mesmo ansiosos para bater nos pratos da bateria ou apertar as teclas do teclado.

Chanyeol não trocaria sua vida por nada, gostava de dividir sua música com as pequenas crianças que entravam acanhadas na sala  e depois começavam a cantar uma música infantil.



§



O ano letivo havia começado há alguns meses, mas Chanyeol sempre sentia um frio na barriga durante suas aulas. A qualquer hora algum aluno poderia ficar entediado com a aula e Chanyeol sabia bem como as crianças poderiam ser sinceras.

Naquele momento, deixava os alunos mexeram em seus instrumentos, para ganharem confiança. Fora um meio que encontrou, para fazer a ligação entre os pequenos e os objetos, deixando-os tocarem e mexeram, apertarem qualquer botão como gostavam de fazer. Não achava legal ficar mandando nos pequenos e dizendo onde eles podiam tocar e onde não, não queria que seus alunos o achassem chato demais, afinal se disponibilizou a comprar instrumentos para eles, nada mais justo do que deixá-los se divertirem à sua maneira.

Olhou para o relógio, onde marcavam pouco mais de nove da manhã, lembrou-se do aviso do diretor que os alunos teriam uma prova que avaliaria o conhecimento da turma – a primeira do semestre e que eles deveriam voltar mais cedo para a sala de aula.

– Crianças, sinto dizer isso, mas vocês tem uma prova agora. – Anunciou ele, vendo as carinhas emburradas pela sala. Ninguém gostava dos dias de prova e eles pareciam se divertir tanto que não queriam sair dali. Riu disfarçadamente, quando viu alguns se esconderem atrás do piano de calda, a fim de não serem encontrados.  – Vamos lá, quanto mais rápido forem, mais rápido a prova acaba.

Formou uma fila com alguns alunos menores, tendo que ir atrás dos outros para que estes se ajeitassem na fila também. Ouvia resmungos de todos eles, uns reclamavam de sono, outros diziam não querer fazer a prova e por aí vai.

Ouviu-os conversarem sobre quem aplicaria a prova e ouviu quando um professor foi citado, se ouviu bem era o que lecionava geografia. Deveria ser o professor novo, que foi apresentado ao corpo docente quando ele não estava e não havia tido oportunidade de conhecer; afinal conhecia todos os outros.

Enquanto atravessavam o corredor, prestou atenção nas meninas que conversavam, uma delas insistia em dizer que o tio Baek era bonzinho e que a prova seria fácil.

Chanyeol percebeu que os alunos no fundo da fila enrolavam e diminuiam o passo, para não chegarem nunca a sala. Direcionou a fila para a porta onde dizia '3ºano A', e os alunos da frente, espertos como eram, já batiam na porta. Chanyeol se apressou em buscar os meninos que ficaram para trás.

Quando voltava com duas crianças emburradas, ouviu alguns gritinhos infantis e carinhas surpresas quando avistaram o professor, até mesmo os dois emburrados que andavam em sua frente, sorriam. Viu alguns dos alunos abraçarem o professor e ficou ali observando a cena. O professor agia como se os pequenos fossem seus filhos, abraçando-os firmemente e os dizendo para entrarem na sala e se acomodarem. Seu carinho por eles era visível. Chanyeol observou-o mais do que pretendia, viu quando naturalmente empurrou os óculos grossos que usava, como se fosse um hábito, enquanto as crianças abraçavam suas pernas. Viu o professor de geografia sorrir afetuosamente para os pequenos e não conteve as palavras.

– Eles gostam mesmo de você.

A fala soou atraindo o olhar do outro professor, que só lhe dirigiu a palavra quando a última criança entrou na sala.

– É difícil agradar as crianças quando se leciona geografia, mas eles são bem amáveis comigo. – Ele riu, soando como uma canção aos ouvidos de Chanyeol. Em seguida, olhou para dentro da sala, a fim de verificar se todos estavam em seu lugar. Estendeu a mão para Chanyeol.  – Byun Baekhyun, o professor novo.

– Park Chanyeol, professor de música.

– Obrigado por trazê-los.

Agradeceu e voltou para sala, deixando Chanyeol atônico no corredor. Decidiu então, que o melhor a se fazer era voltar para sua sala e arrumar os intrumentos e os materiais escolares.

Porém, durante todo o dia, Chanyeol se pegou pensando no professor de geografia e em como aqueles óculos combinavam com ele ou em como seu sorriso fazia-o sorrir também.


§



Após uma longa semana de trabalho, o fim de semana foi mais do que bem vindo para Chanyeol; que tinha decidido ficar em seu quarto apreciando alguns de seus álbuns favoritos e dormindo. Amava o que fazia, mas não podia dizer que era fácil. Lidar com crianças era trabalhoso, seus alunos estavam na fase de perguntar o porquê sobre tudo, 'Professor, porquê temos que saber as notas musicais?', 'Professor, porquê o piano é tão grande?', e além disso, eles eram curiosos, perguntavam porque Chanyeol ensinava música, com quem aprendera e se ele permitisse, não daria aula e as crianças ficariam fazendo perguntas.

Durante aquele semana, Chanyeol não havia esquecido do professor de geografia que conhecera. Havia algo nele que intrigava Chanyeol e não permitia que ele sumisse de sua mente, afinal Chanyeol gostava de conhecer as pessoas, saber sua história e tudo mais o que pudesse saber. E com Baekhyun não era diferente, queria desvendá-lo, estudá-lo, aquele professor parecia alguém diferente dos outros, alguém que mexia com Chanyeol.

Sentado ao chão, o professor de música rabiscava algumas palavras em seu caderno de letras, depois tentou combiná-las em uma melodia junto do violão, porém nada lhe parecia certo. Frustado, deixou os materiais de lado, deitando-se no chão; a luz do dia entrava por sua janela e aquecia o chão de uma forma agradável.

Chanyeol pensou no que estava lhe travando, afinal isso não costumava acontecer quando escrevia, pois era isso que ajudava o professor a colocar seus sentimentos para fora e a clarear sua mente.


Questionou-se sobre o professor de Geografia, o rosto lhe veio a mente tão fácil, como se fosse alguém tão conhecido. Talvez fosse o jeito recluso que chamava atenção de Chanyeol, que era o oposto. Ou talvez seu jeito com as crianças, o amor visível ao abraçá-las e deixá-las confortáveis na sala. Chanyeol queria saber o que ele escondia por baixo das lentes grossas de seus óculos, queria saber porque ele mexia tanto com seu interior sem ao menos saber nada sobre ele, Chanyeol queria entender o que era esse alvoroço que aquele professor de geografia provocava em si e o que ele tinha para não sair dos pensamentos de Chanyeol.

Determinado, voltou ao chão e pegou o caderno de volta, decidindo passar seus pensamentos para o caderno onde sabia que seria mais fácil de lidar com eles. Afinal, a música movia Chanyeol, a música era seu sentimento e ele de fato acreditava que a música poderia resolver tudo. Escreveu tudo o que sentia e imaginava, deixou sua mente conectar com suas maõs e fazer o trabalho sozinha.

Quando parou para ler palavra por palavra, suspirou contrariado. Afeto. Carinho. Seu lado racional estava em pane e somente seu coração gritava cada vez mais alto. A cada vez que o nome de Baekhyun era relacionado com alguma daquelas palavras, Chanyeol negava avidamente com a cabeça, como se tivesse que mostrar a alguém que aquilo não era verdade. Porém, Chanyeol só tinha que mostrar a si mesmo, mas seu coração o impedia de negar o sentimento novo que crescia em seu peito.


Notas Finais


Volto logo <3


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