História Fera solta - Capítulo 5


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Palavras 1.773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Irineu e Mangabeira vivem se bicando a cada encontro. Eles tiveram um romance no passado e parece que ainda resta um pouco desse sentimento. Já Clarita, a grande vilã da história parece querer ter a cidade somente para ela. Espero que gostem dessa minha obra, eu me diverti bastante quando a escrevi em 2013 e até hoje, continua sendo uma das minhas prediletas.

Capítulo 5 - Duelo de poder


Fanfic / Fanfiction Fera solta - Capítulo 5 - Duelo de poder

Cena 01 - Cemitério - Noite.

Delegada Mangabeira estava de pé e tentava sair da cova, mas na primeira tentativa ela derrapa.

- Me segura! - Pediu Mangabeira.

Irineu ajudou a Delegada a tentar mais uma vez e com um pouco de esforço, ela consegue sair do buraco.

- Conseguiu! - Disse Irineu contente olhando para cima. - Agora me tire daqui! - Pediu ele.

- E quem disse que vou tirar você? - Perguntou Mangabeira fitando o prefeito.

- Você não vai me deixar aqui, vai? - Perguntou Irineu olhando nos olhos da mulher.

- Primeiro você vai me ouvir! - Avisou Mangabeira que estava de pé. - O senhor prefeito é um crápula. Não tem respeito pelo seu povo. É ladrão! Cadê que fez alguma coisa pela cidade? Pois eu não vi progresso algum, e as suas promessas? - Questionou a delegada.

- Vai me insultar? - Perguntou o prefeito.

- Cala a boca, eu estou falando! - Cortou Mangabeira.

- Eu vou mandar prender você! - Ameaçou Irineu.

- Por qual acusação? Poupe-me! - A delegada sorriu com a afirmação de Irineu. - Deveria aproveitar o pouco tempo que tem de mandato e fazer alguma coisa por essa cidade. Mas eu penso que não, vai furtar o dinheiro que resta e deixar os coitados na mão. Se achares mesmo que vai ganhar a próxima eleição, está muito enganado. Eu falei o que eu queria como habitante desta cidade, agora faça sua parte. Eu perdi o meu voto, mas votei de coração e consciência limpa. - Desabafou Mangabeira.

- Ta bom, ta bom! Você está certa... Agora me tire daqui! - Implorou Irineu.

- Segura a minha mão! - Pediu a delegada estendendo sua mão.

 

Cena 02 - Casarão - Dia.

Charles abre as cortinas do quarto e acorda sua esposa Elizabeth.

- Bom dia! - Disse com uma voz contente.

- Eu me recuso a acreditar que você está me acordando a esta hora. São dez da manhã! - Disse Elizabeth protegendo seus olhos do clarão da janela.

- O dia está lindo lá fora. Amanheceu faz tempo e isso não é hora de estar dormindo, além do mais, eu tenho boas notícias. - Disse Charles se aproximando da esposa.

- Me deixa dormir! - Pediu Elizabeth pondo o travesseiro sobre o rosto.

- Encomendei os equipamentos! - Disse Charles.

- Que? - Perguntou Elizabeth agora olhando para o marido.

- Isso mesmo que você ouviu! - Respondeu ele.

- Mas com que dinheiro? - Questionou.

- Eu usei tudo que eu tinha, mas claro, não paguei nem a metade. - Revelou Charles.

- Eu me recuso a acreditar, como pode ser tão irresponsável? - Questionou Elizabeth agora preocupada.

- Vale tudo! Como acha que começaríamos a gravar a novela? - Perguntou ele.

 

Cena 03 - Rua - Dia.

Heleninha entrega um bilhete a um menino que sai correndo. Dona Eulália se aproxima e a cumprimenta.

- Mas olha quem eu vejo logo de manhã! - Comentou a dona da pensão.

- Como vai? - Perguntou Heleninha forçando um sorriso.

- Vou indo bem... A primeira-dama está cada dia mais linda. Irineu tem sorte de ter uma mulher com esse prestígio! - Bajulou a mulher.

- Grata! - Respondeu Heleninha que ainda sorria. - Mas sinceramente, hoje eu não estou para bajulação gratuita.

Augusto estava do outro lado da rua quando viu a mulher do prefeito e começou a ler o bilhete que recebera.

- Louca! - Disse ele.

Heleninha entrou na igreja deixando Eulália sozinha.

- Antipática! - Comentou Dona Eulália se retirando.

 

Cena 04 - Delegacia - Dia.

Irineu invade a delegacia e fica frente a frente com Mangabeira.

- Mas o que é isso? - Perguntou a delegada fitando o prefeito.

- Quero que saiba que vou tomar minhas providências! - Avisou Irineu.

- Providências? - Questionou ela ao sentar em sua cadeira.

- Pensa que engoli as baboseiras que me disse ontem à noite? - Perguntou ele.

- Se você acha que o que eu disse é isso, não posso fazer nada. Só sei de uma coisa, não tenho nada há temer. Eu sei o que faço e posso te afirmar uma coisa, eu faço muito bem o meu trabalho! - Respondeu Mangabeira.

 

Cena 05 - Mansão de Kate - Dia.

Clarita desce as escadas seriamente e encontra Joana.

- Mas o que essa criatura está fazendo aqui? - Questionou Clarita fitando a empregada.

- Dona Clarita! Eu preciso falar urgentemente com a senhora! - Respondeu Joana.

- Quer falar comigo? Por favor, não venha me pedir uma bolsa viúva! - Debochou Clarita.

- Eu sei que eu não deveria estar aqui! - Disse Joana.

- Que bom que sabe! - Respondeu Clarita friamente.

- Mas eu não posso me deixar levar pelo meu orgulho, eu disse coisas pra senhora... Confesso que não me arrependo, mas eu estou aqui, implorando pra senhora, eu preciso muito do emprego de volta! - Disse Joana completamente sem graça.

- Espera ai... Quer o emprego de volta? - Perguntou Clarita. - Eu não acredito no que estou ouvindo, o mundo está perdido mesmo! Como ousa?

– Eu preciso do emprego, nessa cidade não tem outro lugar, agora que o Pedro morreu, eu não sei o que... - Respondeu Joana.

- PARE DE FALAR! VÁ PARA A COZINHA E PEGUE. O SABÃO. - Ordenou Clarita.

- Vou pegar! - Respondeu Joana com um brilho nos olhos e contente de ter o emprego de volta. Ela correu para a cozinha e voltou rapidamente.

- Esta aí? - Perguntou Clarita verificando o balde com sabão.

- Sim! - Respondeu Joana.

Clarita sorriu e jogou o balde com água e sabão no chão.

- Agora lambe! - Exigiu a mulher.

- O que? - Questionou a empregada sem entender.

- Se quiser o emprego de volta, lambe, é pegar ou largar, a escolha é sua! - Disse Clarita.

 

 

Cena 06 - Pensão - Quarto de Odete.

Odete recebe a visita de Kate em seu quarto. Elas sentam sob a cama e começam a conversar.

- Não sei o porquê não ficou em casa, tem tantos quartos! - Disse Kate.

- Você sabe que gosto daqui! - Respondeu Odete pegando a mão da amiga. - O povo da pensão é bem hospitaleiro e você sabe que eu não gosto de incomodar.

- Você não me incomoda! - Disse Kate.

- Você disse que sua tia tem casas nesta cidade? - Perguntou Odete.

- Impressionante, mas ela tem quase umas dez na cidade, não sei pra quê. Parece que quer ser a dona da cidade! - Respondeu Kate.

- Será que tem como eu comprar alguma? - Perguntou Odete interessada.

- Melhor procurar outra pessoa! - Respondeu Kate com sinceridade. - Tia Clarita é muito difícil. Tenho certeza que não vai vender uma casa que já comprou.

- Tudo bem, mas eu vou dar um jeito, não vou deixar de seguir os meus planos! - Respondeu Odete decidida.

 

Cena 07 - Rua - Tarde.

Kate sai da pensão e encontra Augusto. Os dois se beijam e Heleninha vê de longe.

- Se ela pensa que vai ficar com ele, está muito enganado! - Disse a primeira-dama ao ir embora.

- Me parece feliz! - Disse Augusto olhando para a noiva.

- Eu não tenho motivos pra chorar, eu sou feliz sendo feliz e não gosto nada em pensar no lado negativo! - Respondeu Kate olhando nos olhos do amado.

- Você está certa! - Disse o rapaz.

- Já você não me parece feliz! - Comentou Kate.

- Exceto você, todos nós temos problemas! - Disse Augusto parecendo preocupado com alguma coisa.

- Eu não disse que não tenho problemas, só vejo o maldito vilão de outro jeito, eu sei lidar e não me abalar! - Respondeu Kate.

 

Cena 08 - Pensão - Noite.

Dona Eulália começa a servir a mesa da janta acompanhada do filho Fábio.

- Tome cuidado, filho. Não me suje essa toalha com sopa! - Pediu Dona Eulália.

- Eu sei mãe! - Respondeu Fábio servindo uma mesa.

Odete chega chamando atenção de Paulo e senta em uma das mesas. O rapaz sai de seu lugar e senta em frente à moça.

- Posso? - Perguntou Paulo.

- À vontade! - Respondeu Odete. Ela sorri.

- Há muito tempo na cidade? - Perguntou Paulo tentando puxar conversa.

- Tempo suficiente e você o que faz? - Ela fez outra pergunta.

- Sou câmera! - Respondeu ele. Dona Eulália se aproximou e serviu sopa aos dois.

- Olha a sopa, não quero ouvir reclamação! - Pediu Dona Eulália.

- Não gosto de sopa! - Disse Odete com um ar de nojo olhando o próprio prato.

- Vai comer o que? Só tem sopa! - Disse Dona Eulália.

- Eu tenho opções, não se preocupe comigo! - Respondeu Odete.

Dona Eulália vai à cozinha resmungando.

- Insolente! - Disse a dona da pensão ao colocar a louça na pia.

Cena 09 - Rua - Noite.

Elizabeth caminha tranquilamente pelas ruas da cidade e encontra Clarita no meio do caminho.

- ELIZABETH! - Disse Clarita forçando um sorriso.

- Não acredito! - Disse Elizabeth com uma voz tão baixa para que a mulher não ouvisse.

- Como está? - Perguntou Clarita. - Espero que não esteja aborrecida comigo, eu posso explicar tudo.

- Tenha certeza, não estou aborrecida e estou bem! - Respondeu Elizabeth impaciente.

- Eu não queria fazer aquele transtorno, acabei-me expressão mal, claro que o casarão onde você mora é do meu interesse! - Revelou a mulher.

- O que tem de tão importante aquele casarão? - Questionou Elizabeth.

- Ele está entre minhas terras, como você pode ver, de um lado, mata, de outro, mais mata! - Respondeu Clarita.

- Infelizmente, aquele casarão fica no meio do mato! - Disse Elizabeth conformada.

- Insatisfeita com a casa? - Perguntou Clarita. - Bem, eu tenho planos para o futuro, aqueles terrenos eu consegui batalhando, Dona Inaura se recusava a vender...

 

 

Cena 10 - Mansão de Kate - Jardim.

Kate e Augusto se beijam no meio do jardim. Ele se afasta e fica olhando para os olhos dela.

– Não vejo a hora de casar, ter filhos com a mulher que eu amo e morar numa casa nem grande! - Disse o rapaz.

- A casa eu já tenho... - Disse Kate.

- Não sei se vou me sentir bem morando aí! - Respondeu Augusto.

- Que bobagem... Os filhos. Sinto muito, pra isso tem que casar primeiro e pra casar, tem que marcar o casamento. Vamos marcar o casamento amanhã? - Pergunta Kate.

 

Continua...



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