História Fetiches - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~xkookv

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bablari Productions, Babz, Bottom!taehyung, Kookv, Pornô Puro, Pwp, Taekook, Top!jeongguk, Vkook, Xkookv
Exibições 1.467
Palavras 9.400
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


As autoras (xkookv e babz) da seguinte fanfic NÃO se responsabilizam por nenhuma reação de qualquer leitor.
Então, gente… Uma pwp com lemon SUPER hard bablari productions.

Se vocês pensarem “meeeeeeu deus” em uma parte aí, saibam que foi a Lari que escreveu.
(recomendo que vocês shippem bablari, é 100% real)

Se tiver algum errinho, é pq não revisamos pq estávamos ansiosas pra postar
Boa leitura~

capa linda pela @lemmie <33 obrigada, lindeza! mas ainda quero meu style do hoseok

Capítulo 1 - Provocações


 

Jeongguk ergueu o copo de vidro diante de seu rosto pela terceira vez, apenas para ter certeza de que estava limpo o suficiente antes do expediente começar; faltava três horas para abrir o estabelecimento, mas o perfeccionismo do moreno o obrigava a conferir várias vezes se estava tudo em seu devido lugar. Quando ficou satisfeito com o objeto impecavelmente limpo, pegou outro copo para seguir os mesmos passos, não tolerando um risquinho sequer que o sujasse. Porém, ao ouvir o sininho tilintar anunciando a entrada de alguém no local, parou o que estava fazendo para encarar a porta.

Um garoto alto e magro passara por ela, esfregando os pés no tapete posto à sua frente, com a cabeça baixa — a franja lhe caía sobre os olhos, o que dava um ar um tanto misterioso a ele. Jeon manteve o olhar fixo na figura esbelta que se aproximava do balcão, sentando em um dos bancos ali e apoiando os cotovelos em cima da madeira.

“Um Flaming Blow Job, por favor” disse baixinho e Jeongguk pôde jurar que sua voz tinha um tom de deboche.

“O bar ainda não abriu, mas…” resolveu atender ao pedido do ruivo, que continuava com a cabeça baixa. Jeongguk largou o copo na pia e foi atrás dos ingredientes necessários. Procurou pela garrafa de Jack Daniel’s Tennessee Whiskey — que não costumava usar com muita frequência, já que não era uma bebida muito pedida —, repousando-a em cima do balcão.

Agachou-se atrás do balcão procurando pela garrafa de Everclear, encontrando-a no canto — também não era usada, afinal essa bebida era insana na quantidade de álcool e esse garoto deveria ser maluco, mas ele não pode julgar o cliente. Engatinhou até a outra porta, localizando a garrafa de achocolatado e a lata de chantilly. Estava tudo ali, bastava apenas preparar.

“Eu gosto de morangos.” Enfim ergueu o rosto, permitindo o contato visual entre os dois. O moreno engoliu em seco ao fitar a face do garoto; os olhos castanhos e largos eram intensos demais, as pupilas pareciam dilatadas; os lábios dele eram constantemente umedecidos pela língua, e pareciam convidar Jeongguk para mergulhar ali.

“Certo” murmurou, virando-se para a prateleira onde as bebidas repousavam, esperando-o para misturá-las e fazer o drink. O morango não tinha nada a ver com a receita, mas se o cliente gostava ele até poderia dar um jeito nisso. Pegou um copo alto e despejou dois dedos de chocolate, depois acrescentou dois dedos de ambas as bebidas alcoólicas. Por fim, depositou uma generosa quantidade do chantilly com alguns morangos picados — que ficaria no fundo do copo e ele que desse seu jeito de comê-los.

“Que hora você abre aqui?” perguntou como quem não quer nada, brincando com um dos descansos de copos que estava em sua frente. “Porque, sabe… Se for demorar, você poderia me entreter até o horário do expediente começar” encarou Jeongguk com um meio sorriso, a franja novamente tapando suas orbes castanhas de modo parcial.

“O que te faz pensar que eu te entreteria por três horas inteiras?” arqueou uma sobrancelha, rindo desacreditado que o garoto sentado ali poderia ser tão direto. Se dissesse que não reparou no olhar intenso do ruivo, estaria mentindo, no entanto, não pensou que ele seria direto assim; estava esperando algumas investidas mais leves, tipo a jogada do morango — se aquilo não fora proferido com o intuito de fazê-lo imaginar aquele cara comendo um morango da forma mais erótica possível, o ruivinho falhou miseravelmente.

“Sei lá,” deu de ombros. “Talvez o modo como você está suando e evitando me olhar? Parece que está tentando se controlar, mas eu posso estar errado, não é?” Jeon estremeceu; achava que estava fingindo bem, disfarçando bem, todavia, aparentemente, é um péssimo ator. Antes de responder aquele pecado materializado, respirou fundo e soltou uma risadinha soprada. Faltava apenas o final da bebida para que ela ficasse pronta, mas tinha suas dúvidas se deveria terminá-la ou não.

“Antes de dizer se você está errado ou não, posso saber seu nome?” quis saber. Retirou o isqueiro do bolso, passando a brincar de acendê-lo e apagá-lo enquanto segurava a bebida com a outra mão. O outro se ajeitou no banco, inclinando o peito ainda mais sobre o balcão, e passou a língua lentamente pelos lábios, depois prendendo o inferior rapidamente.

“Kim Taehyung, muito prazer” esticou a mão em direção ao moreno, que perdeu alguns segundos observando os dedos longos e finos; perguntou-se como deveria ser ele chupando cada um deles. Eram tão convidativos quanto o restante de sua mão, tão grande e bem modelada, com uma tez acobreada que chegava a dar inveja. Quando recuperou o foco, largou o copo apenas para segurar firmemente a mão do outro, apertando-a com força.

“Jeon Jeongguk, o prazer é meu” deu uma piscadinha, logo voltando a pegar o drink.

“Ah, se depender de mim, o prazer será nosso,” mordeu o lábio inferior sustentando o olhar firme em Jeongguk. Não queria perder um segundo de reação do moreno diante de suas investidas um tanto quanto sutis — que não tinham nada de sutis de verdade.

Jeongguk se inclinou um pouco mais na direção de Taehyung, sem tirar os olhos do ruivo, que insistia em encará-lo com tanta intensidade. Notou que ele não pretendia parar as provocações, pois gostava delas, gostava das reações que estavam causando em si — mesmo ele achando que estava sendo discreto o suficiente. Assim, pensou consigo mesmo por que não entrar em seu jogo?, afinal, ele não tinha nada a perder e ainda possuía muito tempo que, do jeito que as coisas estavam indo, poderia ser gasto de outra forma.

“Se você fizer isso…” aproximou-se mais do Kim, ainda debruçado no balcão, largando o copo com força sobre o móvel de madeira, fazendo com que um baque ressoasse pelo ambiente — estranhamente silencioso naquele momento. “Não precisará pagar por isso,” falou antes de pegar o isqueiro mais uma vez, acendendo-o e pondo fogo na bebida. Sorriu e empurrou o copo flamejante em direção ao ruivo, deixando ao seu lado um canudo preto e acenando com a cabeça para que ele usufruísse do drink.

“Parece que beberei de graça essa noite, hm?” Taehyung deixou um sorriso de canto despontar e seus lábios antes de juntá-los em um biquinho sutil e quase infantil, mas que as orbes denunciavam ter mais malicia do que demonstrava. Assoprou a chama azul que ali se fazia presente, eliminando-a totalmente.

Jeongguk observou cada mínimo detalhe, como se cada ação do ruivo estivesse em câmera lenta diante de seus olhos. O sorriso diminuto que se despontou ali, seguido dos lábios se juntando e fazendo um biquinho, na qual ele desejou quase que instantaneamente poder segurar aquele rosto bem simétrico entre seus dedos e beijá-lo como se fosse consumi-lo por inteiro. Notou, também, o instante em que Taehyung colocou o canudo na bebida e mexeu graciosamente antes de levantar o olhar para o moreno, ainda sustentando um sorriso muito convencido em seu rosto.

“Você está muito confiante, não acha?” Jeongguk esfregava as mãos na calça jeans que vestia, tentando retirar o suor que acumulava em suas palmas.

“E você está muito nervoso, não acha?” capturou o canudo do copo com a língua, sorvendo mais alguns goles da bebida, que descia queimando sua garganta. Taehyung sabia que o moreno já estava chegando ao seu limite — o suor que escorria por suas têmporas denunciava seu nervosismo e ansiedade —; ele estava fazendo seu máximo tentando se controlar e não ceder tão facilmente àquele ser tão fodidamente provocante à sua frente. Havia aceitado entrar naquele joguinho de provocações, não poderia ser o primeiro a agir; queria devolver toda aquela tortura na mesmíssima moeda. “Gostei da bebida… Gosto do nome dela também. Flaming Blow Job soa bem sugestivo, hm?” pronunciou o nome pausadamente, deliciando-se com cada sílaba dita.

Jeongguk passou a língua bem devagar em seus lábios na tentativa de conter as palavras que estavam em sua garganta prestes a serem proferidas. Sabia que se dissesse o que tinha em mente seria um caminho sem volta, mas o ruivo transformava a situação ao seu redor em algo muito complicado de se suportar. Aproximou-se mais de Taehyung, tão perto que era possível sentir o seu perfume suave — algo similar à baunilha e cigarro — o inebriando e, mais um pouco, ele cederia, mas precisava ser forte. Nicotina era um de seus vícios e saber que o ruivo também usufruía deste, o excitava de certa forma.

“Pena que você vai precisar de muito mais que só um nome sugestivo para ganhar um de fato,” sussurrou rente a sua orelha. O hálito quente batia contra a tez do pescoço de Taehyung e ele sentiu um arrepio em sua espinha, mas não podia demonstrar que estava afetado com algo que o moreno lhe dissera ou com sua proximidade repentina quando ele quem deveria ter o controle das provocações.

Taehyung se remexeu no assento, ajeitando a postura e sorrindo completamente satisfeito; Jeongguk estava se afundando cada vez mais no próprio desejo, e era exatamente isso que o ruivo queria. Baixou o olhar, encarando o copo agora vazio diante de si; ainda com um sorriso nos lábios, deixou que seu indicador rodeasse a borda do objeto de vidro bem devagar, deslizando para dentro do copo para pegar um dos morangos picados e levá-lo até a boca, experimentando-o. Ainda pensava em uma resposta para aquele provocadorzinho de merda que havia resolvido mostrar as ‘garras’.

“O fato de você ter entrado no meu jogo não faz parecer que vou precisar de muito mais do que isso…” Praticamente ronronou, encarando Jeongguk seriamente após finalizar sua frase. O moreno fechou a mão em punho com força, sentindo as unhas curtas enterrando-se em sua palma; o outro apenas passou os dedos pelos fios macios e rubros, sem saber se para ajeitá-los ou bagunçá-los ainda mais. Por fim, pôs o canudo entre os lábios mais uma vez, mordendo a pontinha do mesmo, sem quebrar o contato visual com o barman gostoso à sua frente.

“Talvez…” Jeongguk pegou o copo já vazio e depositou na pia atrás do balcão. Tornou a olhar para Taehyung mais uma vez, ainda mordiscando a ponta do canudo já amassado e com um sorriso petulante demais para o seu gosto adornado naqueles lábios. Aproximou-se mais do Kim a ponto de estar frente a frente com ele, tendo apenas como divisória o canudo preto, o qual ele fez questão de morder a outra ponta e sorrir de canto. “Só resta saber quem vai ganhar o que você insinuou.”

“Sabe, há certas coisas que não importa quem dá ou quem recebe…” riu, abaixando a cabeça, mas logo erguendo-a para encarar o moreno, que não moveu um músculo — continuava próximo o suficiente para que Taehyung sentisse sua respiração chocando-se com seu rosto. O olhar de Jeongguk era intenso, fazia com que o Kim se sentisse intimidado de alguma forma. E isso era absolutamente excitante. “Mas acho que, hoje, eu gostaria muito que você fosse o ganhador.”

Jeongguk até ficaria pasmo com o atrevimento do ruivo se ele não tivesse embarcado nesse jogo de provocações tão absurdo que quase o fazia desistir e atravessar o balcão nesse instante. E, de fato, não saberia dizer até quando ele resistiria quando já sentia seu corpo querendo corresponder a cada pequeno gesto que Taehyung fazia.

“Será que a sua boca seria capaz de me satisfazer?” Jeongguk tirou o canudo da boca de Taehyung e segurou seu queixo, trazendo-o para mais perto de si e resvalando de leve seus lábios nos alheios.

“Você já parece bem animadinho só de ouvir o que ela tem a dizer… Quem dirá quando senti-la deslizando por seu corpo” rebateu com a voz baixa, soando ainda mais rouca do que naturalmente era. Levou uma mão à nuca do moreno, deixando que seus dedos se embrenhassem nos fios negros e puxando-os sem muita força, mas o suficiente para fazê-lo inclinar o rosto em sua direção. Trouxe Jeon para mais perto e passou a língua desde a pontinha do seu queixo, chegando aos lábios e sugando o seu inferior. Quando o moreno ameaçou tentar beijá-lo, Taehyung se afastou com um sorriso satisfeito. “Quer experimentar?”

“Diz você…” Jeongguk puxou Taehyung pela camisa preta e selou seus lábios. De início o Kim apenas sorriu com o gesto — havia vencido afinal —, mas logo depois ele se deixou levar pela língua do moreno encostando em seu lábio inferior, o fazendo suspirar quando a mesma adentrou sua boca. O maldito balcão atrapalhava a vontade absurda que o Jeon tinha de puxá-lo mais para si e devorar cada pedacinho do ruivo. Os lábios rosados e que de perto pareciam tão macios, se mostraram de fato extremamente aveludados e viciantes; se pudesse não pararia de beijá-lo nunca mais, pois a língua de Taehyung na sua se encaixava tão bem que ele estremeceu só de pensar o que mais ela seria capaz de fazer. O gosto do ruivo era bom, uma mescla da bebida de outrora e o cigarro que com certeza fumara antes de entrar no bar. Assim, afastou o ósculo mordiscando o lábio inferior alheio e observando o pequeno desconcerto que o ruivo havia se tornado apenas com aquele momento. “Interessado em lamber outra coisa?”

Levou alguns segundos para que o Kim colocasse os pensamentos no lugar — ou algo como isso — após experimentar os lábios do moreno; como pensara no início, seu gosto era realmente incrível. Para ganhar tempo para pensar em uma resposta à altura, Taehyung o puxou para mais um beijo. Dessa vez, deslizou seus dedos pela nuca de Jeongguk, sentindo a pele alva e macia se arrepiando sob seus dígitos; escorregou a mão até chegar às costas do outro, deliciando-se ao constatar os músculos definidos ali — sentiu vontade de arranhá-las até poder ver sangue saindo dos cortes causados por suas unhas. As línguas se enroscavam de modo quase desesperado; ambos estavam necessitados, precisando ter cada vez mais do outro, prová-lo pedacinho por pedacinho. O ruivo virou a cabeça devagar, finalizando o beijo com alguns selares leves — completamente contradizentes à situação em que estavam.

“Com certeza” selou os lábios vermelhinhos e bem delineados do moreno de novo. “E você, interessado em sentir minha boquinha brincando com outro lugar?” Seus olhos quase esbanjavam inocência, e Jeongguk quis socar alguém por isso — só não sabe se era ele mesmo ou o demônio que estava atiçando-o ali.

Taehyung já havia vencido mesmo, de que adiantaria Jeongguk resistir ao que ele tanto queria? Só de imaginar aqueles lábios deslizando por cada centímetro da sua pele — em qualquer lugar honestamente —, já o fazia entrar em delírio. Assim, apenas afastou-se do Kim, que de início o olhou confuso, mas logo entendeu quando viu o moreno dar a volta e aparecer na sua frente.

O ruivo girou no banco em que estava sentado, apoiando os cotovelos no balcão atrás de si enquanto acompanhava cada movimento que Jeongguk fazia. O moreno se aproximou mais e pousou suas mãos nas coxas de Taehyung, apertando-as com certa força e se inclinando para mais perto de seu rosto. Olhava atentamente cada mínimo detalhe do rosto do Kim; admirava-se de como ele conseguia ser tão bonito daquela forma.

“Mostra o que você sabe fazer…” sussurrou rente a orelha do ruivo antes de lambê-la lenta e provocativamente.

O pensamento de Taehyung gritava o quão satisfeito ele estava com a completa derrota do moreno. E, com um sorriso malicioso estampado no rosto, ele espalmou ambas as mãos no peito de Jeongguk, deixando-as deslizarem até chegarem à barra do jeans que o barman vestia. Afastou-o minimamente, apenas para se ajoelhar à sua frente — sem desconectar o olhar intenso que mantinham. Com uma calma torturante para Jeongguk, o Kim arrastou os dedos pelo cinto de couro que segurava a calça, parando na fivela e abrindo-a; puxou o acessório e o largou no chão de qualquer jeito.

“E você é o ganhador da noite…” sussurrou debochado tirando o botão de sua casa e abrindo o zíper, enfim baixando a peça de roupa do Jeon. A cueca branca denunciava completamente o quão animado Jeongguk estava; o líquido pré-seminal que era expelido melava a boxer, deixando-a transparente em alguns locais. Taehyung salivou encarando o volume tão bem marcado ali, não resistindo e aproximando os lábios da intimidade alheia; pôs a língua para fora e, devagarinho, arrastou-a por toda a extensão marcada no tecido fino que Jeongguk trajava. As mãos ocupavam-se em apertar a bunda macia e, ao mesmo tempo, firme do garoto que não se preocupou ao deixar um suspiro escapar. O Kim repetiu o ato mais duas vezes, deliciando-se com o pouco que podia sentir do gosto do outro.

Prendeu seus dedos na cueca e a puxou para baixo com uma lentidão louvável. Admirava-se de como conseguia ser paciente em uma hora como essas, mas só de notar Jeongguk mexendo seus dedos de forma impaciente o seu interior gritava por fazer as coisas de modo arrastado. Ao invés de simplesmente retirar a peça de roupa por completo e jogá-la ao chão, Taehyung deixou-a ainda presa ao corpo do barman, atrapalhando um pouco os seus pés.

O Kim não sabia qual parte ele pretendia saborear primeiro, pois tudo ali era convidativo demais e o acúmulo de saliva em sua boca era excessivo. As coxas fartas de Jeongguk eram um atrativo para os olhos, mãos e boca; queria a todo custo raspar suas unhas ali e beijá-las, intercalando com mordidas e chupões, antes mesmo de chegar na parte que realmente mais lhe interessava.

Não seria de todo ruim brincar, não é mesmo?

Como todas as outras coisas que fizera ali, o modo que arranhara experimentalmente uma das coxas do moreno fora lento — e proposital. Jeongguk se remexeu, encarando o ruivo ajoelhado diante de seu corpo; era uma visão, no mínimo, excitante. O garoto que entrara em seu bar repentinamente, chegando com provocações e segundas intenções claras — furtando sua sanidade por completo —, agora estava ali, preparando-se para lhe fazer o que ele esperava ser o melhor boquete de sua vida.

E Jeon não poderia estar mais ansioso para sentir aqueles lábios rosados e cheinhos — que ele já constatara que são deliciosos — em seu pênis. Todavia, Taehyung parecia ter outros planos para aquele momento — ao menos naquele primeiro instante.

Agindo como o bom filho da puta que mostrou ser desde o início, o Kim fechou os dedos em volta da base do membro do outro, segurando-o sem exercer muita força. Jeongguk suspirou com o contato, os dedos do ruivo estavam gelados e o choque térmico que causaram fora delicioso. Porém, ao contrário do que Jeon tinha pensado, Taehyung não o masturbou, muito menos abrigou-o em sua boca; os lábios dele seguiram para as bolas do moreno, lambendo-as afobadamente. Primeiro, pôs uma na boca, sugando-a e puxando-a de leve, deixando sua língua brincar com ela enquanto isso; depois repetiu o processo do outro lado, divertindo-se ao revezar, ouvindo a respiração pesada e descompassada que o incentivava a torturá-lo cada vez mais.

Tudo o que Jeongguk queria era um lugar para se apoiar. Começava a sentir suas pernas trêmulas com tanto estímulo e estar de pé, ali, no meio do bar era algo que não lhe ajudava muito. Enquanto sentia a língua do Kim passear por seus testículos e dali se aventurar em suas coxas, mordendo-as de leve, tudo o que ele pensava era quando teria aquela língua passando por cada centímetro de seu pênis. Por que fora ceder a alguém tão insensível como Taehyung? Ele não tinha dó da pessoa que chupava — no caso, nem chupar era mais o ato correto, visto que suas unhas afundavam na carne de suas nádegas e sua coxa direita recebia um chupão dolorido — e sequer se importava no quanto seu membro pulsava e gotejava naquele momento.

“Taehyung…” Sua voz estava embargada e se o local não estivesse tão excessivamente silencioso seria impossível ouvir o chamado alheio. “Eu quero foder logo a sua boca… Dá para parar de enrolar?”

O Kim se sentiu imensamente ofendido com a impaciência do outro — embora tivesse adorado aquele jeito agressivo e duro que usara para falar consigo. Voltou a segurar o pênis rijo à sua frente e tocou a fenda gotejante com a ponta da língua, vendo o corpo do Jeongguk estremecer. Sorriu de modo demoníaco e repetiu a ação, porém, dessa vez, deixando seu músculo úmido escorregar pela glande inchada, circulando-a sem pressa alguma. Então, pôs apenas a cabeça da ereção do moreno dentro da boca, sugando-a e largando-a em um estalo seco e erótico demais para os ouvidos de ambos.

“Você é tão apressado, Jeonggukie…” O moreno franziu o cenho com o apelido carinhoso e íntimo que recebera; Taehyung sorriu enquanto passava a língua pelos lábios, limpando resquícios de pré-gozo e saliva que restavam ali. Os olhares voltaram a se encontrar e o ruivo pôs a língua para fora, aproximou a boca do membro necessitado e arrastou-a por toda a extensão do mesmo, extasiando-se com o gosto apetitoso demais ao seu paladar. Voltou a abrigar somente a glande entre os lábios, chupando-a superficialmente. Sentiu os dedos do Jeon se perderem entre os seus cabelos, agarrando-os com força e causando uma dorzinha gostosa; quando sentiu o que o outro pretendia, afastou-se e apenas deslizou o indicador na ponta do pênis do impaciente ali, capturando um pouquinho do líquido que escorria e levando o dígito à boca, fazendo questão de chupá-lo encarando Jeongguk. “Quer tanto assim descobrir o que posso fazer para te deixar ainda mais louco?”

Jeongguk sorriu de canto, farto daquelas provocações, farto de não ter Taehyung como queria, mas ao mesmo tempo amando cada um daqueles momentos. Apenas aquela peste de madeixas chamativas havia conseguido tirá-lo do sério daquela forma e ainda por cima fazê-lo gostar do que acontecia. Nessa altura ele pouco se importava se chegaria a abrir aquele bar no dia e o quanto deixaria de receber, desde que ele pudesse fazer o Kim ser só seu. Por isso, puxou com mais força os cabelos de Taehyung fazendo-o erguer minimamente o pescoço e imaginando aqueles lábios ainda mais vermelhos e inchados.

“Hm… Talvez você não queira descobrir do que eu sou capaz de fazer com você depois, não é mesmo? Afinal, se demorar demais o único que permanecerá necessitado aqui será você…” O tom que Jeongguk usara era provocativo e sua garganta já estava seca embora ele salivasse diante da cena maravilhosa que era ter Taehyung ali, entre os seus dedos com o sorriso mais convencido que alguém já lhe dera antes. Desviou o olhar para o relógio na parede atrás do balcão e notou que eles tinham um tempo considerável, mas se mantivessem aquele ritmo com certeza ultrapassariam a hora de abertura — e ele estava disposto a permanecer fechado, mas o Kim não sabia disso.

Estava ansioso para fazer tudo que desejava com Jeongguk, não podia mentir. Embora seu orgulho e seu sadismo gritassem, implorando para continuar a tortura, sua ereção implorava por atenção muito mais alto. E Taehyung perdera as forças — a de vontade e a nas pernas — quando fitou o Jeon de baixo, vendo-o inclinado para si e fitando-o de volta; a franja negra grudava na testa, banhada em suor; os olhos de mesma cor estavam cravados nos seus, transbordavam luxúria, fazendo o Kim desejar mergulhar de cabeça naquilo.

“Você quer foder minha boca, Jeon?” Taehyung se ajeitou, ainda ajoelhado, porém com as pernas entreabertas e a bunda um pouco empinada para trás. Ergueu os olhos, esboçando a expressão mais inocente que seu rosto lhe permitia. “Vá em frente” demandou e abriu a boca, colocando a língua pra fora e encarando Jeongguk, esperando pelo que faria a seguir.

Sanidade já não era mais uma palavra conhecida no vocabulário de Jeongguk desde que o ruivo abrira a boca para lhe provocar a primeira vez. Sabia que aquele jeito de Taehyung não se encerraria ali e que estava tão necessitado quanto ele. Faria o Kim implorar por mais segundos consigo quando o provasse que ele jamais deveria ter entrado naquele bar e lhe provocado daquela maneira.

“Sabe do que eu gosto, Taehyung?” puxo os cabelos do ruivo trazendo seu rosto para mais perto de seu pênis, fazendo a língua do Kim encostar na glande onde ele outrora havia abusado. “Gosto quando meu pênis entra inteiro e encosta na garganta fazendo a pessoa engasgar… Gosto do som maravilhoso que isso é para os meus ouvidos. E gosto mais ainda dos olhos lacrimejando e as lágrimas escorrendo pelo rosto.”

Com isso, Jeongguk não poupou mais um segundo sequer, enfiando seu pênis inteiro na boca do Kim e fazendo exatamente o que disse que gostava. Sentiu sua glande tocar a garganta alheia e o engasgo ser imediato, ganhando uma careta do ruivo — mas que sequer chegava a ser de reprovação. O ruivo deixou um sorriso adornar seus lábios e passou a língua no membro dentro de sua boca. O Jeon apenas se retirou, dando-lhe outra estocada, dessa vez um pouco mais agressiva, ao passo que o som do engasgo fora mais alto e as lágrimas já se faziam presentes no canto dos olhos de Taehyung.

A visão era maravilhosa e os sons emitidos por Taehyung eram ainda mais prazerosos. Poderia gozar apenas com aquelas estocadas — e era o que pretendia fazer se o ruivo não o impedisse. Continuou penetrando a boca do Kim e notou que ele deixava sua garganta ser maltratada e engasgar daquela maneira — um masoquista, um sádico, um misto de coisas que Jeongguk descobriria até o fim da noite. As lágrimas já banhavam suas bochechas avermelhadas pelo calor que se fazia ali dentro, mesmo tendo espaço o suficiente para os dois e uma corrente fria adentrar pela janela dos fundos. O Jeon só conseguia admirar a beleza inigualável do Kim ali, em uma perfeita bagunça tendo aquela boca maravilhosa de lábios aveludados sendo fodida sem reclamação.

Jeongguk continuou movendo os quadris, fodendo com gosto a boquinha que estava completamente à sua disposição. Em meio a isso, Taehyung decidiu ocupar suas mãos acariciando e arranhando as coxas do moreno, apalpando e marcando-as como bem entendia, sentindo as lágrimas secando em suas bochechas quentes. O pênis pulsava em sua boca, e seus engasgos faziam com que sua garganta pressionasse e vibrasse contra a ereção; e aquilo estava deixando o Jeon cada vez mais ensandecido. Prevendo que gozaria logo, Jeongguk se retirou dos lábios do ruivo, que continuou com eles abertos e encarando o outro, curioso.

“Não vai me deixar sentir seu gosto, Jeonggukie?” choramingou irônico, limpando o rosto com as costas da mão. Jeon se masturbava lentamente, observando Taehyung e esperando para ver o que faria quando a mão dele tomou o lugar da sua, masturbando-o consideravelmente rápido — levando em consideração o quão lentos eram os movimentos do Kim. “Eu queria tanto engolir você todinho…” A falsidade que exalava das palavras do ruivo poderiam ser consideradas cômicas se estivessem em outra situação. Jeongguk se imaginou gozando naquele rostinho lindo que estava virado para si, observando-o ansioso; tremeu em excitação com a imagem se formando perfeitamente em sua cabeça.

“Abre a boquinha pra mim então” falou baixinho, porém sem deixar brechas para questionamentos ou reclamações — ainda que, obviamente, o outro não fosse rebater a ordem. Taehyung prontamente obedeceu-lhe, até surpreendendo-o com o quão fácil fora fazê-lo acatar um pedido seu; ficou novamente com a boca aberta, a língua escorregando devagar para fora dos lábios e esperando. Jeongguk voltou a pegar o próprio pênis, bombeando-o rapidamente e segurando-o pertinho da face do Kim, que fechou os olhos em antecipação. Vê-lo ali, enfim submisso, fez com que o corpo inteiro do Jeon estremecesse e, logo, ele se desfez. Assistiu ao próprio gozo irromper e pintar o rosto do garoto à sua frente, melando-o belissimamente.

Taehyung abriu os olhos, lambendo os lábios e sorrindo de canto — o gosto de Jeongguk era ainda melhor do que imaginou que seria. O moreno ficou observando-o enquanto limpava com a língua o que podia, depois passando os dedos indicador e médio, capturando um pouco de sêmen e melando-os completamente. Porém, ao contrário do que Jeon pensou, o Kim não levou os dígitos aos lábios, não para os próprios. Ao invés disso, ele ergueu a mão, insinuando-a para Jeongguk, que a tomou sem pensar duas vezes.

Segurou a mão do ruivo com firmeza e passou os dedos melados em seus lábios antes de passar a língua no indicador com a mesma lentidão que Taehyung fazia consigo anteriormente. Havia gostado tanto dos dígitos finos e longos do Kim que não pensaria duas vezes em chupá-los até sobrar apenas sua saliva. Levou o médio e o indicador para dentro de sua boca, chupando-os vagarosamente e engolindo cada resquício de sêmen que pudesse ainda existir. Não resistiu em levar o restante para dentro de sua boca também, chupando um a um, envolvendo-os com sua saliva e observando atentamente o ruivo morder o lábio inferior diante da cena. Sem dúvidas não esperava que ele continuasse trabalhando em seus dedos como se estivesse em uma felação — e nisso ele sentia seu membro necessitado implorando para que Jeongguk o livrasse da quantidade excessiva de tecido que o cobria.

O Jeon retirou os quatro dedos do Kim de sua boca emitindo mais um som prazeroso demais aos seus ouvidos; o velho estalado misturado com a saliva o deixava doido e, se ele ainda tivesse algum resto de sanidade presente no corpo, com certeza teria se esvaído naquele momento apenas observando Taehyung tombar a cabeça para o lado e se focar em sua boca.

Largou a mão do ruivo de maneira desleixada e o puxou pela gola da blusa, deixando exposta sua clavícula. Ao ver aquele pedaço de pele acobreado clamando para ser abusado por seus dentes, ele não hesitou em levar seus lábios, traçando um pequeno caminho de selares antes de mordê-lo com força desmedida, arrancando um suspiro baixo do Kim. Não se importava se seria dolorido ou não, queria apenas marcá-lo e mostrá-lo que havia passado por ali; uma marca que fizesse Taehyung se lembrar daquele dia. Afastou-se minimamente para observar sua pequena obra de arte e notou que o ruivo deixou seu pescoço acessível para abusar daquela parte também.

Mordiscou a tez, prendendo uma parte entre seus dentes e chupando a região até ficar bem maltratada. Notou a vermelhidão na região abusada e tornou a beijar seu pescoço, parando no canto de sua boca. Taehyung estava ofegante e apenas esperando que Jeongguk reivindicasse logo seus lábios, mergulhando em um beijo desesperado e necessitado demais, exatamente como ele estava. Mas, ao contrário do que ele pensou, o Jeon apenas passou a língua em seu lábio inferior e depois lambeu o seu maxilar, parando perto de sua orelha.

“Por que não tira sua roupa para mim, hm?” mordiscou o lóbulo de leve, o que fez o Kim gemer baixinho — se fora pela mordiscada ou pelo modo como a voz de Jeongguk soou rouca e autoritária, ele já não sabia mais dizer.

“Você parece tão impaciente para arrancar logo essas roupas de mim… Vai mesmo aguentar esperar um striptease meu?” riu baixinho, enroscando as mãos na nuca do moreno e arriscando um beijo em seus lábios, sem aprofundá-lo realmente. O outro parecia tão imerso em desejo; estava se divertindo com a situação, mesmo que não estivesse muito diferente dele.

“Eu posso te ajudar com isso… Para o bem de nós dois, sabe?” E com uma rapidez admirável, Taehyung tinha que admitir, o moreno simplesmente arrancou o casaco que trajava, jogando-o em qualquer lugar, e logo depois puxou as bordas de sua camisa preta, fazendo todos os botões voarem diretamente a superfície. Seu torso desnudo foi mostrado automaticamente e os dígitos de Jeongguk resvalaram gentilmente em sua tez acobreada, causando-lhe um pequeno arrepio.

O Kim ficou um pouco surpreso com a ação do mais novo, mas não perdeu tempo, logo levando as mãos à gola da camisa social branca que ele vestia — desde que pusera os pés naquele estabelecimento, tivera raiva da transparência desnecessária daquela peça de roupa. Ao contrário do Jeon, Taehyung desabotoou o primeiro botão com calma, fazendo o mesmo com todos os outros semelhantes. A pele alva de Jeongguk ia se mostrando aos poucos, permitindo que o ruivo se deliciasse com os músculos definidos do seu abdômen.

“Você é gostoso demais” sussurrou enquanto dedilhava alguns dos gominhos que se destacavam. As pontas dos seus dedos queimavam devido ao contato com a tez aveludada do menor. Mal podia esperar para lamber cada pedacinho de pele do Jeon.

Os dígitos de Jeongguk enroscaram-se na calça escura com algumas argolas — bem sugestivas — penduradas na borda. Ficava belíssimo nele, e era uma pequena que aquele tecido todo estava atrapalhando a visão do moreno do resto do corpo alheio. Tinha noção que por baixo daquelas roupas um pouco mais largas estavam coxas excessivamente macias e mordíveis. Forçou o lado direito para baixo e depois o lado esquerdo, deslizando-a pela cintura delgada do ruivo. O elástico da boxer branca aparecendo e fazendo o Jeon morder o lábio inferior com os pensamentos impudicos que vinham em sua mente.

“E você é mais gostoso ainda…” murmurou.

A calça do Kim rapidamente encontrou morada no chão, onde o ruivo não demorou muito para chutar longe e não se atrapalhar. Jeongguk, no entanto, tinha o olhar perdido entre a cintura e a ereção extremamente marcada pelo tecido fino. Umedeceria os lábios várias vezes mais aquela noite diante da tentação que era o ruivo a sua frente.

“É, eu sei” riu, deslizando a língua para fora da boca e vendo o parceiro fixar o olhar em seus lábios — desviando-o de suas coxas por um momento. Sentiu-se agoniado por não poder apreciar as coxas alheias do mesmo modo que o outro fazia, então não hesitou ao invadir as calças do moreno com os dedos. Contradizendo toda a paciência que havia mostrado até o presente momento, Taehyung sequer se prestou a abrir o zíper devidamente, simplesmente puxando a peça de roupa para baixo. Seus olhos enchiam-se com a imagem daquelas coxas grossas e definidas; só conseguiu pensar em mordê-las e marcá-las com força.

Jeongguk levantou um pé de cada vez para que o Kim retirasse a veste por completo, jogando-a em um canto qualquer. Rapidamente, levantou-se e parou em frente ao moreno, mordendo o lábio inferior enquanto tentava se controlar para não atacá-lo ferozmente ali. Mais do que nunca, queria provar daquele corpo que se mostrava tão delicioso, então deixou que suas mãos escorregassem em direção à bunda do Jeon, apertando-a e puxando-o por ela, logo juntando ambos os lábios em um beijo faminto.

Dizer que Taehyung queria engolir Jeongguk em meio ao beijo não era um exagero. A recíproca, no entanto, era mais do que verdadeira. O moreno embrenhou os dedos nos fios sedosos do ruivo, puxando-os de leve enquanto provava ainda mais dos lábios macios e rosados contra os seus. O Kim era o tipo de pessoa que parecia possuir o demônio no corpo; sua língua não se satisfazia apenas em enroscar-se na do Jeon, ela parecia querer consumi-lo por inteiro, pouco se importando com o acúmulo de saliva e a dormência que sentiriam.

Era fodidamente bom beijá-lo daquela forma. Tirava todo o seu fôlego e deixava sua ereção ainda mais dolorida por estar presa por aquele pedaço de pano inútil. Sentia o corpo alheio encostando-se no seu com tanta vontade e foi necessário conter cada célula existente em seu ser para não agarrá-lo e colocá-lo em cima do balcão mais próximo, fodendo-o com força.

Precisava manter a calma e não pular o restante das preliminares. Kim Taehyung, além de demônio, tinha cara de ser perfeito para experimentar tudo o que se tinha vontade antes do sexo.

Jeongguk se aproveitou para cortar o ósculo, puxando o lábio inferior do Kim lentamente a fim de resgatar um pouco de ar para ambos os pulmões. Desceu seus lábios para o canto da boca de Taehyung, deixando beijos molhados em seu maxilar e ganhando gemidos baixinhos em meio à mão abusada que deslizava para dentro de sua cueca e apertava com vontade suas nádegas.

O ruivo sentia sua sanidade se esvaindo junto de sua paciência, já pensava que não aguentaria muito tempo sem poder sentir o moreno dentro de si. Porém, sua vontade de brincar com o rapaz ainda prevalecia.

Separando-se do mais novo com certa dificuldade, Taehyung caminhou lentamente em direção à mesa de sinuca existente no bar. Apoiou os punhos na borda de madeira, dando um leve impulso para se sentar ali, em seguida abrindo as pernas sem qualquer discrição. Viu o lábio inferior do Jeon ser castigado por seus dentes enquanto o chamava com o indicador, sorrindo de lado.

“Venha aqui, Jeonggukie.” Sua voz saíra melodiosa demais, sensual demais, rouca demais… Jeongguk não se viu em outra condição senão obedecê-lo. Não demorou a parar entre as pernas douradas do Kim, apoiando uma mão em cada coxa e apreciando a maciez daquela tez. “Sua vez.”

Muitas coisas se passavam na mente do Jeon e nenhuma delas deixava sua sanidade intacta para o dia seguinte. Ter autocontrole já era complicado demais, mas tornava-se ainda mais impossível quando Taehyung insinuava-se daquela forma tão direta e com as orbes brilhando em puro desejo.

Levou suas mãos até as coxas do Kim, apertando-as com vontade como se não fosse ter outra oportunidade para tal ato. A pele macia fazia seus dedos formigarem e quererem mais daquele contato quente e delicioso. Sentia-se na beirada do precipício prestes a cair a qualquer momento diante da necessidade que sentia.

Puxou o elástico da boxer com o indicador e soltou apenas para ouvir o barulho sensual do mesmo se chocando contra a tez alheia. Deslizou-a pelas pernas do Kim com uma calma irritante até mesmo para si, observando atentamente quando a ereção alheia ficava livre do aperto e mostrava-se extremamente melada. Contudo, não seria na glande vermelha e inchada que sua língua circundaria.

“Vira” ordenou com a voz um tom mais baixo; sua garganta estava seca demais para conseguir proferir alguma coisa com precisão. A visão do Kim por inteiro o deixava atordoado demais para pensar e falar. Ele só sabia agir.

Taehyung mordiscou o lábio inferior e virou-se em cima da mesa de sinuca. Espalmou as mãos na superfície e empinou a bunda na direção de Jeongguk, ciente de que a posição por si só seria torturante aos olhos alheios.

Nessa altura do campeonato Jeongguk estava pouco se fodendo se quebraria alguma coisa em seu próprio bar. Forçou as mãos na borda da mesa e deu impulso, subindo na mesma para ficar atrás do Kim do jeito que queria. A visão do outro de quatro era insanamente deliciosa e o fazia literalmente babar com tudo que poderia aproveitar.

Levou suas mãos até as costas de Taehyung, arranhando superficialmente a tez acobreada até suas nádegas mais branquinhas. Era um contraste perfeito e que ficava ainda mais bonito as pequenas marcas vermelhas que ele traçava com suas unhas. Apertou a pele entre seus dedos, sentindo a quentura que o corpo do ruivo passava para o seu, fazendo-o suspirar pesado e sua ereção doer ainda mais.

Afastou as nádegas com vontade, tendo visão do orifício alheio diretamente para si. Umedeceu os lábios e sem qualquer aviso — não precisava disso, afinal Taehyung sabia muito bem o que viria a seguir —, o Jeon passou sua língua lentamente por sua entrada.

O Kim se arrepiou no mesmo instante e pendeu a cabeça para frente, suspirando baixo e empinando um pouco mais para que Jeongguk tivesse acesso a tudo que tivesse vontade. Adorava preparações que levavam a sua sanidade para o espaço e o faziam querer ser fodido até o dia seguinte, quando suas pernas não teriam forças sequer para sair do lugar em que estava.

Jeongguk sorriu de canto quando viu que Taehyung buscava por mais de sua língua. Assim, ele passou o músculo molhado por sua entrada mais duas vezes antes de penetrá-lo com ela. Contudo, não era suficiente para nenhum dos dois; o Kim buscava mais e mais das estocadas molhadas e o Jeon só sentia vontade de se enterrar ali.

Ajeitou-se melhor de joelho em cima da mesa e agarrou o quadril de Taehyung, erguendo-o o máximo que consegui a ponto de fazer o ruivo tirar os joelhos da superfície ficar apoiado apenas pelos pés. Naquela nova posição, Jeongguk tinha acesso total a entrada alheia, circundando a mesma para logo depois penetrá-lo com vontade. A saliva escorria por entre as pernas do Kim e seus gemidos antes contidos e baixos, agora eram mais altos e cheios de pedidos por mais.

Jeon Jeongguk conseguia fazê-lo pedir por mais de sua língua e se bobeasse, o faria gozar facilmente apenas com aquilo. Não conseguia nem imaginar o que aconteceria com sua voz quando fosse o moreno o fodendo de verdade.

O ruivo, que se apoiava nos braços, escondeu o rosto entre eles, tentando abafar os gemidos que saíam arranhando sua garganta. Seus dedos dos pés se contorciam e Taehyung só podia pedir por mais em meio a arfares e ofêgos.

“Jeongguk, assim eu vou-” tentou dizer algo, sendo inundado pelo prazer que o moreno lhe proporcionava, porém foi interrompido por ele.

“Eu quero te ver gozar só com a minha língua, Taehyung” disse quando se afastou minimamente, mordendo a bunda do Kim antes de voltar a chupá-lo, causando estalos molhados e eróticos demais aos ouvidos dos dois. Segurou a cintura do ruivo com força, vendo a pele dourada já adquirir um tom rosado devido à pressão de seus dedos; Jeongguk deliciava-se com aquela visão.

“Então, me chupa direito” murmurou, rebolando contra o rosto do mais novo. Taehyung jamais perdia a acidez de suas respostas, nem mesmo quando estava indo à loucura devido ao deleite, ou quando se sentia prestes a se desfazer em puro prazer.

Jeon tomou aquilo como uma ofensa e, ao mesmo tempo, um desafio.

Sem tentar controlar a força, Jeongguk segurou as nádegas do Kim, separando-as para fazer o que lhe foi pedido: ‘chupá-lo direito’. Fazia questão de deixar que suas unhas curtas pressionassem a pele do mais velho, sabendo que estaria machucando-o. Os gemidos do ruivo subiram um tom enquanto Jeon o penetrava com seu músculo úmido, não deixando de escorregá-lo em volta da entrada de Taehyung, que se entregava por completo às sensações daquele momento. Vez ou outra, o moreno revezava e mordiscava a bunda macia do outro, adorando as tonalidades avermelhadas que marcavam sua pele.

Quando Jeongguk deixou que uma de suas mãos abandonasse a bunda do ruivo para apertar e arranhar sua coxa, Taehyung não pôde mais segurar o orgasmo, desfazendo-se sobre a mesa de sinuca e manchando o veludo verde com seu sêmen. Ofegava fortemente, buscando por ar em desespero enquanto Jeon ajeitava a postura, deleitando-se com a bela visão do Kim deitado em cima da mesa, arfando e levemente corado.

“Jeongguk…” Taehyung chamou baixinho, observando a mesa. “Acho que seus clientes não poderão jogar hoje” riu.

O barman não pôde se irritar naquele instante, pois a pulsação em seu baixo ventre ocupava sua mente por completo. Só conseguia pensar em foder o Kim de uma vez, metendo bem fundo e forte dentro dele, arrancando-lhe os mais impúdicos gemidos — que soavam como a mais bela música para a sua audição aguçada; sons levavam-no à completa loucura, deixando tudo mais interessante e excitante.

“Acha que não consegue me entreter o suficiente para não abrir o bar?” arqueou a sobrancelha esquerda, sorrindo convencido enquanto puxava o Kim pela mão, fazendo-o sentar novamente na mesa. “Não me importo de não abrí-lo, desde que você fique aqui e me faça enlouquecer de prazer.”

“Ah, eu, com certeza, posso te divertir o suficiente para deixar essa espelunca fechada pelo resto da noite” rebateu com a mesma postura prepotente de sempre, enlaçando o pescoço do moreno com os braços e puxando-o para um beijo molhado e intenso, onde não se davam ao trabalho de ligar para a pouca saliva que escorria por seus lábios. Ali, naquele momento, a única coisa que importava para ambos era a proximidade entre seus corpos, o contato entre eles.

Enquanto se beijavam sem pudor, mergulhados em lascívia, Taehyung prendeu a cintura do Jeon com as pernas, fazendo com que seus corpos se colassem um ao outro e roubando um suspiro satisfeito dos dois.

“Pretende passar a noite aqui?” questionou num murmúrio, desviando os beijos ao pescoço delicioso do ruivo.

“Só se você pretender me foder com força durante todo esse tempo” respondeu, mordendo o lábio inferior em seguida e assumindo uma expressão sapeca — quase adorável, se não fosse a situação e a falta de roupas. “Se sim, fico aqui o tempo que você quiser.”

Jeongguk suspirou e continuou com os beijos pelo pescoço de Taehyung, fazendo com que ele inclinasse mais para um acesso melhor. O ruivo permitiu-se fechar os olhos enquanto sentia os lábios macios e molhados lambuzando sua pele, vez ou outra mordiscando e passando a língua por toda a extensão, até chegar a sua orelha e ali parando.

“Você não vai se arrepender” sussurrou, ajeitando melhor o Kim em seu colo e encostando-o na beirada da mesa de sinuca apenas para ter mais apoio. Com a destra ele posicionou seu membro na entrada de Taehyung, enquanto este puxava seus fios de cabelo e chupava o lóbulo de sua orelha. “E eu quero ouvir você gemendo bem alto.”

Assim, o Jeon penetrou o Kim com certa gentileza, sentindo o interior do mais velho pressionando seu falo cada vez que ele ia mais fundo.

A sensação de sentir-se invadido pelo membro alheio era indescritível. Não havia um modo de expressar o que era o conjunto completo; sentir os dedos do moreno afundando-se na carne de suas coxas, apenas para segurá-lo melhor no lugar, era algo que o deixava ainda mais maluco. Poderia ficar naquela posição o quanto fosse necessário, apenas sentindo os corpos grudados um no outro daquela forma e a respiração ofegante de Jeongguk batendo contra a sua tez.

“Mexa-se logo” murmurou um tanto manhoso, rebolando levemente no colo do moreno.

“Impaciente…” sussurrou, mas fez exatamente o que o ruivo queria. Retirou-se quase que por inteiro de dentro do seu interior, retornando logo em seguida com uma estocada forte, arrancando um gemido arrastado do Kim.

O ritmo seguiu dessa forma, entre estocadas lentas, mas fortes e que faziam o corpo de Taehyung estremecer por inteiro. Aproveitou, então, para descer as unhas curtas pelas costas do mais novo, arranhando o local com vontade a cada investida que ele recebia. Era bom, muito bom. Tão bom que ele só conseguia gemer rente a orelha do Jeon e, isso por si só, estava deixando o moreno ensandecido, porém ele queria mais, cada vez mais.

“Jeon” chamou entre suspiros, cravando as unhas na pele alva do outro. “Vai mais rápido” pediu.

Atendeu ao pedido do mais velho como pode, investindo contra o interior alheio com mais velocidade e intensidade, mas ainda não era o suficiente para o Kim, que ainda pedia por mais enquanto tinha sua voz cortada por seus gemidos arrastados. Os arranhões indelicados nas costas de Jeongguk vinham de sua frustração.

Não estava satisfeito ainda.

Pôs ambas as mãos no peito largo do moreno, empurrando-o devagar e sentindo seu pênis o abandonar lentamente, gemendo arrastado com a sensação. Desceu da mesa, parando em frente ao Jeon e segurando-o pelos ombros, invertendo a situação; agora, Jeongguk estava sendo prensado contra a mesa de sinuca, tendo Taehyung à sua frente, olhando-o com certa indignação.

“Se você não pode ir mais rápido, eu mesmo faço isso” disse antes de empurrar Jeongguk em cima da mesa com violência, fazendo com que o mais novo deitasse sobre ela. O moreno sequer teve tempo para raciocinar antes de ver Taehyung engatinhando em sua direção, sentando sobre seu colo e o encarando com o lábio inferior preso entre dentes.

Contradizendo a si mesmo, o Kim não teve pressa ao levar o membro de Jeongguk à própria entrada, posicionando-o ali sem reprimir um sorriso ao sentir-se preenchido apenas pela glande do moreno. Com a mesma lentidão de outrora, sentou-se e abrigou o pênis dentro de si por inteiro, fazendo com que ambos gemessem arrastado — já sentiam falta daquele contato.

Agora, podendo ditar o ritmo dos movimentos, Taehyung sorriu para o rapaz abaixo de si, ajeitando as pernas uma em cada lado do quadril de Jeongguk. Então, o Kim ergueu-se um pouco para, depois, sentar-se novamente com força, iniciando os movimentos e acelerando-os gradativamente. O ruivo cavalgava no colo do Jeon, sentindo a glande maltratar sua próstata a cada vez que fazia com que o membro se enterrasse em si.

Jeongguk mordeu o lábio inferior com força e apertou os olhos. A audácia de Taehyung em dizer que faria isso por si só queimava dentro de si, mas no fundo ele não conseguia se importar tanto assim com seu ego ferido. O garoto era bom. Ditava o ritmo certo enquanto subia e descia, sempre afundando-se por completo, como se fosse insaciável; parecia desejar mais e mais do moreno dentro de si.

E talvez fosse isso mesmo que o Kim queria.

Inclinou-se, então, para beijar o Jeon de maneira desajeitada e sedenta. Havia diminuído o ritmo e agora apenas rebolava no colo do moreno, enquanto suas mãos deslizavam pelos braços alheios, entrelaçando suas mãos e deixando um forte aperto. Os gemidos eram engolidos pelo ósculo trocado, pouco se importante com o excesso de saliva, língua e os dentes raspando uns nos outros.

Taehyung afastou-se minimamente, encostando sua testa na de Jeongguk e sorrindo convencido, mordendo a ponta de sua língua enquanto observava o moreno ofegante abaixo de si.

Era uma bela visão.

Resolveu retornar a posição anterior, retirando o membro alheio de sua lentamente, e sentando outra vez. Suspirou com o ato e soltou ambas as mãos do moreno, separando apenas dois de seus dedos.

“O que você-”

“Shh…” O Kim sorriu de canto e abrigou o indicador do Jeon em sua boca, chupando lentamente cada centímetro de pele existente. Sua língua trabalhava com maestria, como se estivesse realizado o boquete de outrora, e logo abrigando o dedo médio em sua boca também. Lambuzava-os de saliva, pouco se importando que ela escorresse pelas laterais, afinal, o olhar cravado do moreno nesse pequeno ato o deixava muito satisfeito. Retirou-os de sua cavidade bucal com um estalo e, então, passou a língua nos lábios. “Enfia eles também… Quero mais de você.”

As orbes escuras do Jeon brilharam com aquele pedido. Não era possível que existisse alguém tão insatisfazível daquela forma, ainda mais a ponto de pedir dois dedos junto. De qualquer forma, ele não estava ali para discutir e sim para atender aos desejos de alguém que exigia e queria mais. Portanto, ele deu impulso, levantando-se da mesa de sinuca para sentar-se e, assim, ter melhor acesso a entrada alheia. Deixou que seus dígitos procurassem a melhor forma de penetrá-lo, puxando o Kim para cima lentamente e, então, enfiou os dois dedos junto de seu pênis outra vez.

O gemido — ou talvez grito — de prazer foi tão alto, causando pequenos espasmos em ambos os corpos. O moreno sequer conseguia ter uma reação, pois estava ocupado demais deliciando-se das expressões do Kim e das reboladas que ele dava.

O Kim, então, procurou estabelecer um ritmo, mas dessa vez estava longe de ser a rapidez que ele queria. Almejava sentir o pênis do Jeon e seus dois dedos dentro de si o máximo que pudesse. Apoiou as mãos nas coxas de Jeongguk, mordiscando o lábio inferior e pendendo a cabeça para trás. Era uma sensação tão prazerosa, misturada com os gemidos que ambos davam cada vez que o ponto certo era explorado.

Jeongguk ousou pegar o membro de Taehyung com sua mão livre, masturbando-o lentamente, espalhando o pré-gozo com o polegar por toda a glande. Ouvia os gemidos arrastados e cada vez mais altos, desejando internamente que aquele momento não acabasse.

Mas como tudo que envolvia o ruivo parecia ser uma verdadeira caixinha de surpresas, ele logo viu o Kim remexer-se em seu colo, afastando sua mão e empurrando-o para deitar-se outra vez. Em consequência disso, seus dedos abandonaram a entrada alheia, permitindo que seu pênis afundasse mais dentro de Taehyung.

“Quão próximo você está?” perguntou ofegante.

Jeongguk sorriu de canto. “Se você continuar cavalgando dessa forma eu não vou aguentar muito tempo…”

“Ótimo” sussurrou e inclinou-se, capturando os lábios alheios, deixando que seu membro encostasse no abdômen do Jeon na exata posição em que queria. Assim, ele manteve os pequenos movimentos de subida e descida, atritando seu pênis contra o corpo do moreno.

E foi nesse exato ritmo, em meio aos gemidos e suspiros, em uma mescla impura demais, mas insanamente boa, que os dois acabaram por se desfazer. Taehyung melecou todo o peito alheio além do seu próprio; enquanto o Jeon preencheu o interior do ruivo sem dó.

O Jeon cortou o ósculo, acariciando as madeixas suadas de Taehyung com um pouco mais de carinho do que dois estranhos deveriam ter um com o outro. Observou o exato momento em que o ruivo afastou-se de si, um sorriso satisfeito adornando seus lábios inchados. Ergueu-se até ter o membro do moreno totalmente fora de si, vendo o sêmen alheio escorrer de sua entrada.

“Isso foi insano” sussurrou o moreno.

“Foi gostoso…” completou manhoso, deitando-se ao lado de Jeongguk e fechando os olhos, tentando normalizar a respiração. “Deveríamos repetir.”

“Agora?!” Quis saber sem esconder o tom surpreso — e até assustado — de sua voz.

“Claro que não” riu. “Mas… Qualquer hora, sabe.”

Jeongguk apenas concordou sorrindo, também tentando recuperar o fôlego e reencontrar o ritmo de sua respiração. Ambos permaneceram deitados sobre o veludo verde, meio abraçados e tendo apenas seus suspiros quebrando a taciturnidade instaurada. Com uma timidez desconhecida pelo mais novo, Taehyung entrelaçou seus dedos, deitando a cabeça no peito do moreno.

Assim, ficaram por alguns minutos — ao menos até que seus corações batessem compassadamente e seus pulmões não mais gritassem por oxigênio. Levantaram-se dali sentindo uma moleza abalar seus corpos, obrigando-os a fazer tudo mais lentamente. Vestiram-se de qualquer jeito, sem se importar muito com o fato de suas vestes estarem grudando com os fluídos corporais que melavam sua tez. Taehyung tirou uma carteira de cigarro do bolso do casaco, mostrando-o para Jeongguk, que abriu um meio sorriso.

“Quer ir lá para fora?” questionou já indo em direção à porta e destrancando-a; o Kim apenas o seguiu.

Na rua, os dois se escoraram em um carro vermelho parado em frente ao estabelecimento, compartilhando um cigarro — que Jeon acendeu com o mesmo isqueiro que usara para acender a bebida de outrora. A fumaça da droga se misturava à neblina da noite escura, deixando o clima aconchegante para os rapazes.

Então, o ruivo soltou uma risadinha abafada, puxando um papel amassado de dentro do bolso da calça. Entregou-o ao Jeongguk, que logo o abriu.

“Fetiche número 27: realizado” murmurou, amassando o papel novamente e jogando-o na cara do ruivo. “Você é um ridículo.”

“Esse foi bom, né?” Taehyung disse vagamente, lembrando-se de todos os outros vinte e seis fetiches que já haviam realizado juntos. “Você adorou, pelo visto.”

“Tirando a parte que você teve a petulância de dizer que eu não estava indo rápido demais… É, eu adorei” balbuciou.

“Você que teve a petulância de não ir mais rápido! Eu sei que você é capaz, amor” deu batidinhas no peito do moreno, sorrindo feito o Diabo.

“Eu preciso de uma trégua no seu sexo maluco, Tae.” O moreno passou o braço na cintura de Taehyung, puxando-o para perto de si e esfregando o nariz em seu pescoço. “Preciso do nosso sexo lento e você murmurando que me ama.”

“É, estou com saudade de ter uma noite de amor com você, Jeonggukie” beijou a bochecha do mais novo. “Mas ainda tenho meus cinquenta fetiches para realizar; estamos no vinte e sete a recém!”

“Você é realmente impossível!” riu, sendo acompanhado pelo ruivo.

“Posso até ser, mas é assim que você me ama” sorriu e apertou mais o abraço. “E é desse jeitinho que eu te amo também.”

“Eu também te amo, TaeTae.” O moreno acariciou as madeixas ruivas e afastou o namorado minimamente. “Podemos ir para casa agora?”

“Sim, precisamos de um banho e uma boa cama…” murmurrou e recebeu um olhar sugestivo de Jeongguk. “Apenas para dormir, juro!”

“É bom mesmo que seja apenas para dormir.” E, assim, Jeongguk entrelaçou seus dedos no do Kim, puxando-o para a lateral do carro e abrindo a porta para o ruivo.

“Sim, precisamos descansar para pôr o fetiche vinte e oito em prática.”


Notas Finais


E AÍ, ALGUÉM VIVO?
Não saiam sem comentar, ok ok? <33
Esperamos que vocês tenham gostado!
Aliás, quero deixar registrado que escrever com a Lari é a melhor coisa do mundo, ela me deixa louca (em todos os sentidos rsrs)

beijinhos da babz e da lari <3

Edit: Oi gente, vocês já leram SBY hoje? Não? Pois bem: https://spiritfanfics.com/historia/stand-by-you-5135179
ASIOJSAJIOASJOISJI pq eu sou idiota e propaganda é legal (e pq a rafa mandou eu por <3)


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